MPT-ES e Sesi: evento vai debater a inclusão e acessibilidade de pessoas com deficiência

Quase 24% da população brasileira é composta por pessoas que possuem algum tipo de deficiência. De acordo com o último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil possui 45 milhões de pessoas nesta condição. Ainda segundo o órgão, no Espírito Santo, são quase um milhão de habitantes com algum tipo de deficiência e em torno de 330 mil pessoas com deficiência severa.

A inclusão destas pessoas no mercado de trabalho é pauta do Reconecta, evento com programação diversificada sobre o tema, e que será realizado pelo Ministério público do Trabalho (MPT) com a parceria do Sesi/Senai e diversas entidades públicas e privadas. A conferência acontece entre os dias 3º de novembro e 3 de dezembro no Boulevard Shopping Vila Velha.

Na programação serão abordados os eixos trabalho e cidadania; cultural, social e para desporto; além de saúde, técnico, científico e acadêmico. O Reconecta é gratuito e estará aberto ao público das 10h às 22h, na sexta, no sábado e na segunda, e das 14h às 21h, no domingo. Serão mais de 40 horas de programação com o intuito de buscar soluções e políticas de integração, inclusão e acessibilidade.

Cadef

Durante o Reconecta será lançado o Cadastro Unificado de Dados das Pessoas com Deficiência do Estado do Espírito Santo (Cadef), que tem o apoio do Sesi e do Senai. A princípio, serão coletadas informações pessoais num estande exclusivo para o cadastramento. Em seguida, essas informações serão direcionadas para um banco de dados único, que permitirá a contínua inclusão e atualização das informações, o que vai facilitar a contratação de pessoas com deficiência por parte das empresas.

A partir da identificação desse segmento também haverá a possibilidade de planejamento e implementação de políticas públicas nas áreas do trabalho, da educação, da saúde, do lazer, do esporte e da cultura.

“A iniciativa facilitará a atuação do MP do Trabalho, pois, atualmente, uma das alegações recorrentes das empresas para não observância da cota diz respeito às dificuldades enfrentadas para localização e identificação de pessoas com deficiência interessadas, profissionais qualificados ou dados suficientes. O banco de dados auxiliará nossas ações civis públicas e os inquéritos cujas matérias estejam relacionadas à inclusão da pessoa com deficiência, proporcionando maior efetividade e permitindo o cumprimento da legislação pelas empresas”, comenta a procuradora do MPT Sueli Bessa.

Fonte SESI e foto

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