Diplomação de eleitos legitima escolhas da sociedade

O vice-presidente e corregedor do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-ES), o desembargador Ronaldo Gonçalves de Sousa, numa tarde de festa da democracia e de encerramento de um processo, a Corte promoveu na quarta-feira (19) a diplomação dos deputados estaduais e federais, senadores e governador e vice-governadora eleitos na eleição de outubro deste ano, além de alguns suplentes do Legislativo estadual, da Câmara Federal e todos do Senado.

O diploma expedido pela Justiça Eleitoral é o documento que valida a eleição do candidato e sua aptidão para tomar posse. Escolhido para falar em nome do pleno, Sousa pontuou reiteradas vezes que o Judiciário cumpriu seu dever em 2018 e permitiu que “prevalecesse a vontade popular em um processo de reconhecida lisura”.

“Hoje é, sobretudo, a coroação das escolhas legitimadas pela população espírito-santense. Trajetória compromissada e forjada por tantas expectativas, desejos e por que não dizer sentimentos”, ressaltou, traçando depois grandes temas que pautaram um processo eleitoral de atipicidades, com acirramentos, hostilidades, clamores sociais, prisões, disseminação de falsas notícias (fake news).

“Apesar de tudo isso, com toda certeza a nossa democracia não apenas se mostrou forte todo esse tempo como saiu do processo ainda mais fortalecida”, comemorou. Sousa defendeu que o desafio do Estado está em socorrer todas as demandas sociais de maneira satisfatória, apesar do sentimento de distanciamento, déficit de cidadania e de participação popular que formariam nosso “estágio de anomia e descrença”.

Ele destacou ainda que predomínios de perspectivas mudam e dão espaço a outros e que o País estaria passando por uma transação da maneira de pensar a política. “O repugnado hoje pode ter sido louvado antes, assim como o louvado hoje, pode ser repugnante amanhã”, ressaltou.

Último a ser diplomado, recebendo o documento das mãos do presidente do TRE-ES, desembargador Annibal de Rezende Lima, o governador eleito, Renato Casagrande (PSB), iniciou discurso em nome dos demais afirmando que não será pequena a responsabilidade da classe política nos próximos anos e que “mesmo que temos superados os piores momentos das crises”, ainda estaríamos muito longe de um Brasil equilibrado e arrumado.

Casagrande citou como exemplo de maiores desafios para a sociedade brasileira, a falta de uma política de segurança pública estruturada, uma infraestrutura com defasagem comprometendo setores importantes da economia, serviços públicos ainda mais desorganizados e uma “onda de desconfiança que cerca as atividades políticas”. Apesar do cenário, o governador eleito se disse otimista.

“Tenho certeza que poderemos produzir os resultados esperados pelos que nos honraram com seu voto. O ambiente é desfavorável, mas o que vemos é o nosso potencial de construir um País e um estado melhor para capixabas e brasileiros”, afirmou.

Para o socialista, o auditório com os eleitos vale como uma “fotografia de ambiente de mudança que tivemos manifestada nessa eleição”, com a mescla entre políticos experientes e muitos novatos na área. “Reunimos nesse mesmo espaço toda a esperança do povo capixaba por dias melhores”, completou.

O próximo governador capixaba destacou ainda que em relação às suas contas o Estado encontra-se em uma situação privilegiada se comparada com vizinhos da região, destacou que da mesma forma que entregara um Estado equilibrado em 2014, receberá agora, apesar de algum “deficit em políticas sociais”, mas “temos a base necessária para deslumbrar excelentes perspectivas de crescimento”.

Apontando “um desejo do povo por soma de forças” em prol de um novo patamar de desenvolvimento e justiça social, Casagrande afirmou alimentar “perspectivas de uma grande aliança a favor do Estado”, com o apoio de todas as instituições capixabas. “Nossa responsabilidade que as corporações não se apropriem do Estado. O Estado não pode servir para atender elas, mas sim a sua população mais carente”, conclamou.

Ao final, Casagrande elogiou a Justiça Eleitoral pelo “competente” trabalho realizado em 2018. “Não foi eleição fácil, o ambiente estava nervoso, à flor da pele, mas a Justiça conseguiu fazer um trabalho sem deixar dúvidas”.

Renovação

Para a próxima Legislatura a composição da Assembleia Legislativa (Ales) teve exatamente metade das suas cadeiras renovadas. Dessa forma, serão 15 os novos parlamentares a exercerem mandato na Casa do Povo a partir do dia 1º de fevereiro, quando ocorre a cerimônia de posse.

Confira os nomes e os partidos dos eleitos e reeleitos

Avante: Carlos Von
DEM: Theodorico Ferraço
DC: Euclério Sampaio
MDB: Doutor Hércules e José Esmeraldo
Patri: Doutor Rafael Favatto
PDT: Marcelo Santos
PMN: Janete de Sá
PP: Renzo Vasconcelos
PPS: Fabrício Gandini
PRB: Erick Musso e Hudson Leal
Pros: Raquel Lessa
PRP: Dary Pagung e Delegado Lorenzo Pazolini
PSB: Bruno Lamas e Sergio Majeski
PSD: Enivaldo dos Anjos
PSDB: Dr. Emílio Mameri, Pastor Marcos Mansur e Vandinho Leite
PSL: Capitão Assumção, Coronel Alexandre Quintino, Delegado Danilo Bahiense e Torino Marques
PT: Iriny Lopes
PTB: Adilson Espíndula
PV: Luciano Machado e Marcos Garcia
Rede: Alexandre Xambinho.

Fonte ales e foto Luan Antunes

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