Moradores pedem hospital público para Cachoeiro

Um hospital público para a região de Cachoeiro de Itapemirim. Essa foi a reivindicação feita por participantes da audiência pública promovida pela Comissão de Saúde e Saneamento da Assembleia Legislativa na quarta-feira (8), na Câmara Municipal de Vereadores. O objetivo foi debater com autoridades e população os impactos que a judicialização da saúde provoca na gestão dos municípios.

A Comissão de Saúde e Saneamento, presidida pelo deputado Doutro Hércules (MDB), e as autoridades presentes assumiram o compromisso de elaborar documento justificando a necessidade urgente de construção de um hospital público para a região. Esse documento será entregue em breve ao governador Renato Casagrande (PSB) por uma comitiva de parlamentares e gestores municipais.

Hospital público

São 670 mil pessoas da região sul do estado atendidas pelos três hospitais de Cachoeiro do Itapemirim, de acordo com o presidente da Câmara de Cachoeiro de Itapemirim, Alexon Soares Cipriano. Para ele, já passou a hora de o município ter um hospital público de referência. “É preciso que os vereadores, deputados, prefeitos se organizem para conseguir o tão sonhado hospital público de Cachoeiro”, conclamou.

A vereadora de Cachoeiro do Itapemirim Renata Fiorio considerou como absurdo o fato de um paciente precisar ir a Vitória para fazer exames quando existem clínicas aptas para tal procedimento, mas carecem de regulação.

Por isso, segundo ela, acontece a judicialização, pois não há atendimento para as demandas existentes. Fiorio apelou por apoio da Comissão de Saúde e propôs a elaboração de um documento expressando a necessidade de o Estado, por exemplo, regular o parto.

Doutor Hércules informou à vereadora que é autor de lei sobre a violência obstétrica. E lembrou que a doula tem papel importante no momento do parto. Na opinião do deputado, que é médico, Cachoeiro de Itapemirim necessita de um grande hospital, de um grande hemocentro para a região e de clínica de hemodiálise.

Judicialização

Para o superintendente da Saúde da Região Sul, José Maria Justo, uma das causas da judicialização da saúde é o fato de algumas tecnologias ainda não estarem disponíveis nos órgãos da saúde. Segundo Justo, há tecnologias que demoram a chegar por causa da burocracia para colocá-las disponíveis.

Para ele, a judicialização é meio pelo qual se torna acessível o uso de tecnologias especializadas, além de medicamentos e equipamentos complexos. Justo ressaltou que o atendimento na atenção primária é essencial para evitar que o paciente recorra à judicialização, seja por falta de orientação do médico ou pelo agravamento da doença.

Fonte ales e foto Prefeitura de Cachoeiro.

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