Advogado capixaba lança livro sobre desafios e oportunidades da advocacia moderna e inovadora

Quais os principais desafios e oportunidades que estão diante da advocacia moderna, exercida em uma conjuntura de profundas transformações econômicas, sociais e políticas? Qual deve ser o perfil do jovem advogado que busca construir uma carreira sólida e promissora na atualidade? Como inovar e disruptar em uma seara tão tradicional como a jurídica? Essas e outras questões ganham destaque no primeiro livro solo do advogado e professor Jovacy Peter Filho. “Pela Ordem - Reflexões sobre Advocacia, Carreira e Mercado” será lançado no próximo dia 22 de fevereiro, a partir das 18h30, no Sesi de Jardim da Penha, em Vitória.

O lançamento do livro ocorrerá durante o seminário “Advocacia, Democracia e Acesso à Justiça”, evento que marca as celebrações pelo Dia Mundial da Justiça Social (20/02) e que trará à capital capixaba palestrantes de renome nacional, entre eles o advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, um dos mais conceituados criminalistas do País. O evento é organizado pela Academia Brasileira de Direitos Humanos (ABDH). Para participar e receber o certificado on-line é preciso fazer a inscrição pelo site www.pelaordemadv.com.br.

Na obra, lançada pela editora Cousa, Jovacy Peter Filho aborda desde questões práticas e técnicas do dia a dia do advogado - compartilhando dicas de como preparar uma boa petição e orientações para despachar com um magistrado, por exemplo - até temas como ética, transparência, gestão de negócios e de pessoas e redes de relacionamento.

“Muito do que está no livro nasceu da observação dos fóruns e também da sala de aula, visando a auxiliar colegas da advocacia e alunos no exercício da profissão. Minha intenção foi propor um diálogo voltado para esses profissionais, mas que não se encerra neles”, afirma o autor, que faz uso de uma linguagem clara e acessível sem deixar de lado o aprofundamento das reflexões sobre o trabalho e a missão do advogado na atualidade.

“Pela Ordem”

As 165 páginas da obra estão divididas em três capítulos. O primeiro traz um conjunto de orientações elaboradas a partir da experiência do autor como professor e advogado e que podem contribuir para a conquista e a manutenção de um adequado posicionamento de mercado. Aqui estão dicas de como realizar uma boa sustentação oral, como manter um networking eficiente e como estabelecer o planejamento estratégico na advocacia.

No segundo capítulo, Jovacy se aprofunda na prática da advocacia e da técnica jurídica, apresentando ao leitor uma série de artigos ligados ao Direito Penal e à área de compliance, muitos dos quais já receberam destaque em veículos de reconhecimento internacional.

Sem perder a leveza e a fluidez, características de seu texto, o autor aborda e discute temas que fazem parte do dia a dia de todos os operadores de Direito, especialmente daqueles que atuam na área criminal, como colaboração premiada, violência de gênero, reintegração social, direitos humanos, corrupção e transparência.

No terceiro capítulo, Jovacy exercita sua verve literária e brinda o leitor com uma série de crônicas baseadas nos casos em que ele atuou, trazendo uma visão particular, sensível e humana sobre situações que estão presentes na rotina de muitos advogados.

Nova advocacia

Para Jovacy Peter Filho, o mundo está em franca evolução, com o surgimento cada vez mais veloz de novas tecnologias e inovações, o que traz também a necessidade de que os advogados desenvolvam diferentes competências. “O perfil do advogado precisa ser retrabalhado, sem que se abra mão da essência combativa, assertiva e resolutiva do bom profissional”, destaca.

O autor enfatiza que, mais do que possibilitar um melhor posicionamento de mercado dos operadores de Direito, a advocacia precisa refundar suas bases no seio da sociedade em constante mutação. Para ele, essa discussão envolve também algumas reflexões sobre o papel e atuação da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

“A OAB é uma instituição histórica e de extrema relevância, mas que precisa se modernizar para horizontalizar suas práticas junto a seus quadros de advogados e, principalmente, retomar o protagonismo social a partir do diálogo com os demais atores do sistema de justiça, mas não apenas estes. O momento demanda uma reflexão social e institucional das missões reservadas à OAB e da forma como elas serão concretizadas, tendo em vista os desafios da contemporaneidade”, pontua Jovacy.

O autor

Jovacy Peter Filho é advogado criminalista e sócio do escritório Peter Filho, Sodré & Rebouças Advogados Associados. É graduado em Direito pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e mestre em Direito Penal e Criminologia pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP).  Atuou como presidente do Conselho Estadual de Ética Pública do Estado do Espírito Santo (CEEP/ES) e da Associação de Advogados do Espírito Santo (Aaesp).

Foi aluno da primeira turma do Curso de Formação de Compliance Officers da Legal, Ethics and Compliance (LEC). Em São Paulo, advogou em importantes escritórios de advocacia, além de ter lecionado nas Faculdades Integradas Campos Salles (Fics) e na Faculdade de Direito Damásio de Jesus (FDDJ).

Ao retornar para o Espírito Santo, fundou o escritório Peter Filho Advocacia. Lecionou na Faculdade de Direito de Vitória (FDV), na Ufes, no Centro Universitário do Espírito Santo (Unesc), na Faculdade de Direito de Cachoeiro de Itapemirim (FDCI), na Faculdade São Geraldo (FSG), no Centro de Ensino Superior de Vitória (Cesv) e no Centro de Evolução Profissional (CEP).

Foi coordenador-adjunto do Grupo de Estudos sobre Temas de Criminologia (Getcrim) e do Grupo de Diálogo Universidade-Cárcere-Comunidad e (GDUCC), ambos vinculados ao Departamento de Direito Penal, Medicina Forense e Criminologia da Faculdade de Direito da USP; membro fundador e vice-presidente da Academia Brasileira de Direitos Humanos (ABDH); e membro cofundador do Instituto Capixaba de Criminologia e Estudos Penais (ICCEP).

Na seccional capixaba da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), exerceu diversas funções, entre elas a de diretor-adjunto da Escola Superior de Advocacia (ESA); juiz no Tribunal de Ética e Disciplina (TED); membro da Comissão de Direitos Humanos (CDH); vice-presidente da Comissão de Política Criminal e Penitenciária (CPCP) e representante da classe dos advogados na banca avaliadora do concurso público de provas e títulos para provimento dos cargos de promotor de justiça junto ao Ministério Público Estadual.

Fonte e foto Daniel Simões

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