Criada Ales frente para fortalecer comércio internacional

O intercâmbio com a China, que já é um dos maiores parceiros comerciais do Estado, deverá ser intensificado com a Frente Parlamentar Espírito Santo-China, que, além de deputados estaduais, terá a participação de representantes de segmentos ligados ao comércio entre os capixabas e chineses. O Ato da Mesa Diretora 51/2018, autorizando a criação do novo colegiado, foi publicado nesta quinta-feira (22), no Diário do Poder Legislativo.
 
O próximo passo é a instalação da frente, proposta pelo deputado Marcelo Santos (MDB), e a eleição do presidente e secretário-geral entre os seus membros. Assinaram o requerimento para criação do colegiado, além de Marcelo Santos, Enivaldo dos Anjos (PSD), Padre Honório (PT), Amaro Neto (SD), Freitas (PSB), Esmael Almeida (MDB), Jamir Malini (PP), Almir Vieira (PRP), Rodrigo Coelho (PT), Da Vitória (PDT) e Luzia Toledo (MDB).

Comitiva
 
No texto do requerimento, Marcelo Santos destaca que a China tem sido protagonista na economia mundial, alavancando o comércio internacional, o que a fez avançar para a condição de segunda maior economia do mundo, superada apenas pelos Estados Unidos.
 
O deputado relata que, no ano passado, foi organizada uma comitiva pela Câmara de Comércio Brasil-China-Espírito Santo, que reuniu esforços de instituições públicas e privadas para ampliar o relacionamento dos capixabas com Zhuhai, cidade que abriga o Porto de Gaolan.
 
Ligação portuária
 
Naquela ocasião, houve o acerto de uma parceria com o Porto de Vitória para a criação da linha portuária direta Vitória-China. Os investimentos chineses no Brasil, de janeiro a outubro em 2017, movimentaram quase US$ 11 bilhões (R$ 35,3 bilhões, na cotação atual), aponta a consultoria Dealogic.
 
Marcelo Santos também cita que foi criado, em 2017, um fundo estatal de US$ 20 bilhões, lançado no fim de junho, numa iniciativa bilateral dos governos brasileiro e chinês a fim de impulsionar a relação entre os dois países; entretanto os recursos ainda não foram liberados.

Segundo argumenta o parlamentar, diante da crise econômica brasileira e em meio à escassez de crédito e à retração do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no financiamento do investimento no Brasil, a China se apresenta como opção de funding, ou seja, financiamento com taxas abaixo da média do mercado brasileiro para projetos em vários setores.
 
O governo chinês e o grupo Huayang, um dos maiores conglomerados empresariais chineses, disponibilizam US$ 3 bilhões por meio de um novo fundo, exclusivo para empreendimentos no Brasil ou empresas nacionais interessadas em expandir suas atividades para a China.
 
A Câmara de Comércio de Desenvolvimento Internacional Brasil-China (CCDIBC) representa no País esse fundo, com capital estatal e próprio. A atuação dessa câmara traz agilidade à concessão de financiamento a juros menores que os praticados pelo BNDES e por instituições chinesas já estabelecidas o Brasil, tais como Bank of China e China Construction Bank (CCB).
 
Incremento na economia
 
O deputado cita que há sinalização positiva da possibilidade de futuras parcerias dos chineses no setor de ferrovias no Brasil para permitir a exportação mais rápida e eficiente de produtos, como o minério de ferro e soja.
 
“A percepção entre os analistas é que o Brasil viverá uma segunda onda de aportes chineses a partir de 2018, com a chegada de novas companhias de grande porte e maior diversificação”, afirma o primeiro-vice-presidente da Ales.
 
Ao pedir apoio dos colegas ao requerimento, deferido pela Mesa na sessão de quarta-feira (21), Marcelo Santos enfatizou que a frente é importante para estreitar o relacionamento entre chineses e capixabas, identificar oportunidades para investimentos e parcerias, desenvolver acordos de cooperação em áreas como tecnologia, comércio e cultura, o que, em sua avaliação, incrementará a economia e impulsionará o crescimento do estado.

Fonte e foto Ales

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