Musso pede equilíbrio aos deputados em ano eleitoral

O presidente da Assembleia Legislativa (Ales), Erick Musso (MDB), fez um discurso durante a sessão ordinária desta segunda-feira (19) em que pediu aos colegas mais “equilíbrio”. Ele afirmou que não vai mais “permitir” discussões entre os parlamentares no nível de acirramento como o ocorrido na última quarta-feira (14).

Musso lembrou que a abertura da janela para migrações partidárias de detentores de mandatos (de 8 de março a 7 de abril) deu início a uma espécie de ensaio geral do que será a campanha eleitoral de 2018, mas que não iria aceitar que a Casa fosse usada como palanque eleitoral nem em praça de guerra para disputas pessoais.

“Mesmo durante a as campanhas eleitorais nós continuamos a ser um dos Poderes constituídos da sociedade, tangido pelos balizamentos do Estado de Direito, portanto, sujeito aos limites das leis e da Constituição, assim como orientado pela moralidade, ética, justiça e senso comum”, destacou.

Ele ainda fez um panorama dos acontecimentos nos últimos anos no Brasil, como as manifestações de 2013, a campanha presidencial do ano seguinte, o processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e as tentativas contra Michel Temer (MDB), além da crise econômica que acometeu o País.

A respeito do cenário no Espírito Santo, o emedebista recordou que apesar do episódio da paralisação da Polícia Militar (PM) em fevereiro de 2017, o estado era reconhecido como um “ponto fora da curva”, especialmente, quando comparado com estados vizinhos, que tinham beirado ao colapso do aparelho estatal.

“Nosso Estado continua produzindo e colhendo excelentes notícias sobre investimentos sociais, novos empreendimentos que chegam para gerar trabalho e renda e a confiança sem a qual o Espírito Santo não teria a impressionante carteira de projetos em infraestrutura que requer horizonte de segurança política e jurídica de larguíssimo prazo”, ressaltou.

Por fim, reforçou que em tempos de radicalização o papel da liderança deve ser o de não exacerbar os ânimos nem esvaziar de substância o debate público. “Não devemos permitir que no Parlamento estadual nossa insensibilidade nos aproxime do que há de reprovável não só em Brasília, mas também em muitos estados do Brasil”, concluiu.

Fonte: Gleyson Tete - e foto ales

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