Santa Teresa investe para recuperar rio

Recuperar 20 mil hectares de áreas de proteção permanente (APPs), cercar 4,6 mil metros quadrados de nascentes e construir 3 mil caixas secas para captação de água da chuva. Essas são ações que o município de Santa Teresa está desenvolvendo na sub-bacia do Rio Santa Maria do Doce para preservação dos recursos hídricos.

As informações foram dadas pelo secretário de Agricultura e Desenvolvimento Econômico de Santa Teresa, Jorge Natalli, que participou da reunião da Comissão de Agricultura nesta terça-feira (5). O município conseguiu captar R$ 962 mil junto à Agência Nacional de Águas (ANA) para investir na chamada “produção de água”.

“Todo mundo vê Santa Teresa como uma caixa d’água, mas nós também vivenciamos problemas com a falta de abastecimento”, ressaltou Natalli. O município abriga as nascentes dos rios Reis Magos e Piraquê-Açu e também faz divisa com a nascente do Rio Santa Maria, que abastece a Grande Vitória.

Reflorestamento

Com uma contrapartida de R$ 9,7 mil mais os recursos federais, o município investirá R$ 971,8 mil nas ações de recuperação ambiental. Além da construção das caixas secas e o cercamento das nascentes, a maior parte da verba – R$ 658 mil – será utilizada para o reflorestamento com 23 mil mudas nativas.

“É importante participar dos editais, fazer projetos, para buscar condições para desenvolver nosso setor agrícola”, incentivou o secretário. O projeto foi contemplado com os recursos da ANA por meio do programa Produtor de Água e ficou classificado em terceiro lugar entre os municípios brasileiros participantes.

“O que vocês estão fazendo em Santa Teresa vai ser servir de exemplo para toda a região”, parabenizou a deputada Janete de Sá (PMN), que preside a Comissão de Agricultura. Freitas (PSB) também elogiou a iniciativa: “Poucas prefeituras fazem esse trabalho, principalmente nesse tempo de chuvas”, comentou.

Já o deputado Padre Honório (PT) salientou que as ações de recuperação ambiental terão impacto a longo prazo. “Esse trabalho ficará para a posteridade”, destacou. O prazo de execução do projeto é de até três anos e o município aguarda a liberação dos recursos pela Caixa Econômica Federal.

A sub-bacia do Rio Santa Maria do Doce tem aproximadamente 470 quilômetros quadrados de área e as principais atividades econômicas desenvolvidas na região são a agricultura, o beneficiamento de madeira, além de comércio e serviços.

Fonte e foto ales

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