Levantamento indica perda de 10% dos leitos do SUS, nos últimos oito anos

Entre 2010 e 2018, o Sistema Único de Saúde (SUS) perdeu 10% dos leitos de hospitais em 22 Estados do país. A afirmação é do Conselho Federal de Medicina (CFM), com base no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES) do Ministério da Saúde. O levantando do órgão indica que foram desativados mais de 34,2 mil, o que corresponde a uma média de 12 leitos de internação por dia.

Segundo levantamento, divulgado no dia 12 de julho, de maio de 2010 para maio de 2018, o número de leitos baixou de 336 mil para 301 mil, em todo o país. Dentre as especialidades mais afetadas no período, em nível nacional, estão psiquiatria, pediatria cirúrgica, obstetrícia e cirurgia geral. Já os leitos destinados à ortopedia e traumatologia foram os únicos que tiveram aumento superior a mil leitos.

A região Sudeste foi a que registrou maior quantidade de leitos desativados, quase 21,5 mil e 16% do total nacional. Já o Centro-Oeste e o Nordeste perderam cerca de 10% dos seus leitos nos últimos oito anos, e registraram com saldo negativo de 2.419 e 8.469, respectivamente. O Sul foi a região que perdeu menos perdeu, em números absolutos, desativou 2.090 leitos, o que representa 4% no montante. O Norte apresentou saldo positivo de 1% e 184 leitos a mais.

Estáveis

Foram considerados estáveis os números registrados nos Estados de Mato Grosso, Rondônia, Roraima, Tocantins e Amapá. Em nota, o ministério informou que essa é uma tendência mundial de desospitalização, que foca no atendimento ambulatorial e domiciliar. A pasta mencionou o sistema de saúde da Inglaterra, que é considerado referência mundial, e reduziu em 30% o número de leitos na última década.

Ainda sobre a questão da redução de leitos no Brasil, a Confederação Nacional de Municípios (CNM) também acompanha os dados do CNES. A entidade vai divulgar um estudo, em breve, mostrando impacto dessa redução leitos. No entanto, a Confederação adianta que a redução de leitos é só um reflexo do subfinanciamento da saúde, que tem se agravado ao longo dos anos.

Fonte e imagem do CFM

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