Estado debate ações para desenvolvimento do setor pesqueiro

O diagnóstico e a organização do setor pesqueiro no Espírito Santo foi tema de reunião entre representantes da Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag), de pescadores e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis no Espírito Santo (Ibama-ES). O objetivo é desenvolver a pesca e aquicultura capixaba e buscar medidas para minimizar os impactos da portaria 445/14, do Ministério do Meio Ambiente, que restringiu as espécies que podem ser pescadas.

Representantes dos pescadores foram recebidos na Secretaria de Estado da Agricultura pelo secretário Ideraldo Lima, nesta semana, para tratar do assunto. Já nesta quinta-feira (19), junto ao Ibama-ES, foram analisadas estratégias para diagnóstico da cadeia produtiva da pesca no Estado. A ideia é reunir representantes do setor para realizar estudos e adotar iniciativas que permitam que os pescadores capixabas não sejam prejudicados pela portaria 445/14 e possam exercer a atividade profissional.

O Ministério do Meio Ambiente liberou, hoje (quinta-feira 19), a pesca de quatro espécies de peixes — dentre elas o badejo amarelo e a garoupa, tradicionais no mar capixaba — por 120 dias. Este período será utilizado para a implementação das ações em debate no Estado. Desde o último dia 15 de junho, havia a proibição da pesca destas espécies por conta da Portaria 445.

A cadeia produtiva da pesca no Espírito Santo é um importante segmento socioeconômico, sendo uma das principais atividades da economia em 14 municípios litorâneos capixabas, exercida por 55 comunidades pesqueiras distribuídas ao longo da costa, ocupando o 10º lugar na escala nacional. Existem mais de 16 mil pescadores no Estado e aproximadamente 60 mil famílias vivem da pesca, direta e indiretamente, no Espírito Santo.

Fonte Seag

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