Indústrias geram mais de 4 mil postos de trabalho no primeiro semestre de 2018

O Espírito Santo se manteve na 9ª colocação dos Estados que mais geraram emprego no país, quando analisado o acumulado do semestre (janeiro a junho de 2018). Nesse período foram gerados mais de 13.521 postos formais, com a admissão de 171.097 trabalhadores e a demissão de 157.576 funcionários. O setor industrial teve grande contribuição na criação desses postos de trabalho, com mais 4.567 novas vagas, e foi o que melhor remunerou seus novos funcionários, segundo os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) analisados pelo Instituto de Desenvolvimento Educacional e Industrial do Espírito Santo (Ideies).

Com 2.804 novas vagas, o setor de transformação foi o que mais impulsionou empregos formais entre as indústrias, tendo os melhores resultados nos subsetores da metalurgia (766), da mecânica (755), da química (590) e de alimentos (557). O setor de construção civil acumulou a geração de 1.667 postos formais neste período.

Devido ao período da colheita do café, o setor agropecuário liderou a geração de empregos no estado, com 6.798 postos no primeiro semestre do ano, com pico de contratações no mês de maio, com 5.404 postos formais. Em seguida, encontra-se o setor de serviços, gerando 5.401 empregos no mesmo período. Já o de comércio, é o único grande setor de atividade que acumula saldo negativo em 3.284 empregos celetistas no ano de 2018.

Neste primeiro semestre, os municípios capixabas que mais ofereceram novas oportunidades de emprego foram Serra (2.378), Linhares (1.713) e Aracruz (1.081). Em contrapartida, Guarapari permanece como município com maior saldo negativo, de 815, seguido por Cachoeiro de Itapemirim (-303) e Vila Velha (-163).

Salários

O setor industrial foi o que ofereceu melhores salários para seus novos contratados neste primeiro semestre. A média salarial paga pela Indústria Extrativa foi de R$1.625,00, seguido pela construção civil, com pagamentos médios de R$ 1.577,00 e pela indústria da transformação, com R$ 1.572,00, enquanto a média salarial no Espírito Santo foi de R$ 1.351,00.

No mês de junho, houve um aumento de 2,2% no salário médio dos admitidos no Espírito Santo, girando em torno de R$1.302,43, em comparação ao mês de maio.

Impactos da greve dos caminhoneiros

O mês de junho foi o primeiro, em 2018, a registrar um saldo negativo de postos formais de trabalho tanto para o Estado quanto para o país, quando analisado o primeiro semestre: enquanto admitiu-se 26.603 trabalhadores, demitiu-se 28.165 funcionários, gerando um déficit de 1.562 postos formais. No país, na mesma base de comparação, este saldo foi negativo em 661 postos formais de trabalho. Segundo a análise do Ideies, estes resultados são reflexo da paralisação dos caminhoneiros no final do mês de maio, que pode ter adiado a decisão de contratação de profissionais em diversos setores produtivos.

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