Sesa inicia processo de reorganização dos serviços básicos de saúde no território indígena capixaba

O processo de planificação da atenção primária à saúde, desenvolvido pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) em parceria com os municípios capixabas, chegou também ao território indígena capixaba, localizado em Aracruz. A partir desta terça (04) até quinta-feira (06), as equipes de saúde do município, formadas tanto por profissionais indígenas quanto não indígenas, vão participar da primeira das seis oficinas do processo de planificação.

A superintendente da Sesa na Região Central de Saúde, Luciane Régia Pinheiro Cardozo, explica que a competência de ofertar assistência básica em saúde para a população indígena é do Ministério da Saúde. Sendo assim, é necessário que os serviços básicos que atendem as aldeias conversem com os demais serviços de saúde existentes no município e no estado, de forma que seja possível ofertar um bom atendimento à população. Segundo Luciane, as aldeias indígenas capixabas ocupam um território descontínuo, onde estão identificadas duas etnias, os guaranis e os tupiniquins, com 824 famílias, totalizando uma população de 3.104 indígenas. Para atender a essa população, a região conta com seis equipes de saúde indígena e aproximadamente 90 profissionais de saúde mantidos pelo Ministério da Saúde.

“Embora componha um subsistema do Sistema Único de Saúde (SUS), o Distrito Sanitário Especial Indígena, que é a unidade gestora descentralizada do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena, e as equipes de saúde indígena atuam na mesma lógica da Atenção Primária à Saúde, logo, não realizam atendimento especializado. Quando necessário, os usuários são encaminhados para serviços da rede de atenção à saúde. Como estamos num processo de mudança do modelo de atenção à saúde em todo o Espírito Santo, visando a reorganização do sistema público de saúde em nosso estado, é imperativo que as equipes de saúde indígena passem pelo mesmo alinhamento por meio do processo de planificação”, detalha a superintendente.

Luciane ressalta que a Secretaria de Estado da Saúde espera fortalecer a atenção primária das aldeias indígenas a partir da melhor organização dos processos de trabalho das equipes de saúde indígena, tornando os serviços mais resolutivos e com capacidade cada vez maior de promoção da saúde. “A planificação vem, inicialmente, para organizar os processos de trabalho e as rotinas institucionais do atendimento básico, que é a porta de entrada dos usuários do SUS e da atenção ambulatorial especializada, que oferece consultas e exames especializados, e, posteriormente, também da atenção hospitalar, integrando em rede todos esses níveis de atendimento”, acrescentou a superintendente da Sesa na Região Central, onde está localizado o território indígena capixaba.

A estimativa é de que cem profissionais participem das oficinas, entre eles técnicos de enfermagem, enfermeiros, médicos, agentes indígenas de saúde, dentistas, auxiliares de saúde bucal, psicólogos, assistentes sociais, motoristas, recepcionistas, auxiliares de serviços gerais, e demais profissionais que atuam nas aldeias do município de Aracruz. A metodologia utilizada na planificação é composta por ciclos mensais de oficinas, visitas às unidades laboratório e organização progressiva dos macroprocessos em momentos de concentração e dispersão dos profissionais. As oficinas utilizam práticas problematizadoras que proporcionam uma ação reflexiva dos atores envolvidos, no caso, gestores e trabalhadores.

Fonte e foto Sesa

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