Mercado global de perfumes movimenta US$ 3,9 bilhões em 2025

O setor de fragrâncias de prestígio consolidou-se como o principal motor do mercado de beleza nos Estados Unidos no primeiro semestre de 2025, movimentando US$ 3,9 bilhões. Mesmo em um cenário econômico onde o consumidor prioriza o custo-benefício, o segmento registrou uma alta de 6%, superando categorias tradicionais como maquiagem e cuidados com a pele. O dado faz parte do novo levantamento da Circana, LLC, que aponta um faturamento total de US$ 16 bilhões para o varejo de luxo no período.

Diferente de outros setores que enfrentam estabilidade, os perfumes apresentaram crescimento em todas as frentes: volume de vendas, preço médio e volume de lançamentos. O relatório destaca a busca por concentrações mais altas, como eau de parfum e extratos, além do salto de 15% nas versões miniatura e frascos de viagem.

Impulsionada por lançamentos estratégicos e pela busca por itens de alto custo-benefício, a categoria de fragrâncias de luxo faturou bilhões, tornando-se o pilar de crescimento do setor de beleza Foto: Reprodução/Freepik

O sucesso das novas marcas e a expansão de 17% no varejo de massa refletem a busca por fragrâncias de alta performance com valores acessíveis. Nesse cenário, o Perfume ARMAF Club De Nuit Woman exemplifica a tendência ao oferecer a intensidade e elegância dos extratos de luxo por um custo-benefício atraente. Essa migração para itens de prestígio acessível justifica a resiliência do setor mesmo em tempos de consumo cauteloso.

Se os perfumes reinam no luxo, o cuidado com a pele vive um movimento inverso. O mercado de massa superou o de prestígio, que registrou queda de 1% no faturamento (totalizando US$ 4,6 bilhões). O fenômeno é explicado pela força das marcas “masstige”, que oferecem qualidade premium com preços competitivos. Em contrapartida, os tratamentos capilares e cuidados com o couro cabeludo mantiveram o otimismo, avançando 19%.

A categoria de maquiagem de prestígio teve o desempenho mais discreto do semestre, com alta de apenas 1% (US$ 5,2 bilhões). O setor sobrevive graças aos produtos híbridos e ao sucesso isolado de itens para lábios, delineadores e rímel. No varejo popular, contudo, a maquiagem segue em declínio, refletindo uma seletividade maior do comprador. Fonte Alan Santana

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