Presidente Lula participa de encontro de pontos de cultura e entrega veículos da saúde no Espírito Santo

Presidente Lula participa de encontro de pontos de cultura e entrega veículos da saúde no Espírito Santo

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes, participam, nesta quinta-feira (21/5), às 10h, da 6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura. Após um hiato de 12 anos, o evento foi retomado, reunindo agentes culturais, coletivos, mestres e mestras das culturas populares, povos tradicionais, representantes da sociedade civil e gestores públicos em Aracruz (ES).

Espaço institucional reuniu atendimentos sobre prestação de contas, políticas para as artes e apresentação teatral no terceiro dia de programação

A programação, que se estende de 19 a 24 de maio, prevê apresentações artísticas, debates, rodas de conversa, oficinas, vivências culturais, encontros setoriais, feira de economia solidária e o 5º Fórum Nacional dos Pontos de Cultura.

Durante o ato, serão assinados o decreto de reestruturação do Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC), além de portarias que regulamentam a Rede Nacional de Mestras e Mestres das Culturas Tradicionais e Populares e o Programa Festejos Populares do Brasil.

Na ocasião, o presidente Lula distribuirá placas de identificação aos mais de 800 pontos de cultura representados. Posteriormente, as placas serão enviadas a todos os mais de 16 mil pontos certificados em todo o país.

Pré-candiato ao Palácio Anchieta Helder Salomão, Presidente Luiz Inácio Lula da Silva  e senador Fabiano Contarato, foto divulgação

Durante a agenda, ele ainda anunciará a entrega de mais 89 unidades do MovCeus, equipamentos culturais itinerantes, adaptados com biblioteca, estúdio audiovisual, recursos tecnológicos, oficinas e cinema ao ar livre, levando infraestrutura cultural a localidades historicamente desassistidas.

Na passagem pela cidade, o presidente também entregará 12 micro-ônibus do Programa Agora Tem Especialistas – Caminhos da Saúde, e 11 vans do “Programa Especial de Saúde do Rio Doce” (Novo Acordo do Rio Doce), do Ministério da Saúde.

CREDENCIAMENTO – Os profissionais de veículos de imprensa interessados em acompanhar os eventos deverão solicitar o credenciamento no sistema da Presidência da República até as 20h do dia 20 de maio de 2026 (horário de Brasília). Os profissionais com credencial anual do Palácio do Planalto deverão solicitar a participação no evento. Em caso de aprovação, deverão retirar as credenciais entre 8h e 9h30, no local do evento.

Teatro, infância e formação política

Além dos atendimentos institucionais, a programação também contou com uma apresentação teatral inspirada no texto “Se os tubarões fossem homens”, do dramaturgo alemão Bertolt Brecht. A obra, conhecida por sua crítica social, serviu de base para uma montagem voltada ao público infantil e juvenil, com linguagem lúdica e interativa.

A atriz Brenda Perim, 29 anos, de Cachoeiro de Itapemirim, integra a Cia Nós de Teatro e trabalha com teatro há mais de 12 anos. Segundo ela, o espetáculo parte da fábula criada por Brecht para discutir, com crianças, temas como votação, eleição, política e formas de dominação social.

“Ele reimagina como seria o mundo se nós fôssemos peixes. É como se fosse uma fábula, com o avô contando para a neta como seria se os tubarões fossem homens. A gente traz isso para o universo infantil e juvenil para falar sobre votação, eleição e política com as crianças”, explicou.

A montagem utiliza brincadeiras e recursos participativos para aproximar o debate político do público jovem. De acordo com Brenda, o espetáculo já foi apresentado mais de 40 vezes, principalmente em escolas públicas e em apresentações gratuitas realizadas por meio de editais e políticas de fomento, como a PNAB e a Lei Aldir Blanc.

A apresentação contou com Brenda Perim, Ananda Bourguignon, Raiza Dietrich e Avelã Cremosa, com codireção de Marco Antônio Reis. A produção reúne artistas da Companhia Ato Falho e da Cia Nós de Teatro, de Cachoeiro de Itapemirim e Vila Velha.

Com vetos derrubados, cerca de 3 mil municípios inadimplentes poderão receber recursos

Com vetos derrubados, cerca de 3 mil municípios inadimplentes poderão receber recursos

Municípios de até 65 mil habitantes com pendências fiscais poderão celebrar convênios com o governo federal e ter acesso a recursos de programas e emendas parlamentares. É o que prevê um dos quatro dispositivos da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026 que haviam sido vetados pela Presidência da República — e que foram restaurados nesta quinta pelo Congresso Nacional.

Senadores e deputados federais durante a sessão conjunta desta quinta-feira; Andressa Anholete/Agência Senado

Os vetos da Presidência da República a esses dispositivos foram derrubados por decisão da maioria absoluta de deputados federais e senadores, durante sessão conjunta do Congresso. Agora esses itens restaurados vão à promulgação.

Presidente do Congresso e do Senado, Davi Alcolumbre afirmou que, nos últimos meses, vários parlamentares e lideranças foram acionados por membros dos Poderes Executivo e Legislativo municipais que solicitavam a derrubada dos vetos presidenciais.

— É do conhecimento de todos o atual quadro de desafios orçamentários e fiscais que as prefeituras por todo o país têm enfrentado para implementar políticas públicas. E, por isso, neste cenário, esta sessão congressual, com esta pauta previamente estabelecida, esta deliberação, é de extrema importância para que os pequenos municípios brasileiros possam ter acesso aos convênios — disse ele.

Davi lembrou ainda que a Lei 9.504, de 1997, proíbe a realização de transferências voluntárias para municípios brasileiros nos três meses anteriores a uma eleição. Por isso, ressaltou, havia a necessidade de votação dessa matéria em tempo hábil para que os municípios possam receber recursos.

Os congressistas também restabeleceram no texto da LDO a possibilidade de o Poder Público fazer doações de bens, dinheiro ou outros benefícios durante o período eleitoral, desde que definida uma condição pelo doador. Além disso, retorna à LDO a permissão para que a União destine recursos orçamentários para a construção e a manutenção de rodovias estaduais e municipais e para a malha hidroviária brasileira.

Ao todo, a Presidência da República havia vetado 44 dispositivos da LDO de 2026 (que estavam contidos no VET 51/2025). Nesta quinta, o Congresso restaurou quatro deles.

Líder do governo no Congresso, o senador Randolfe Rodrigues (PT-AP) explicou que o Executivo concordou com a derrubada desses quatro vetos para atender os pequenos municípios. Mas, por outro lado, ele declarou que o governo defendia a manutenção do “defeso eleitoral” na questão das doações (defeso eleitoral é o período em que a lei impõe restrições à atuação de agentes e órgãos públicos para evitar o uso da máquina pública em época de eleições).

Municípios

A derrubada do veto ao dispositivo que impedia municípios inadimplentes com até 65 mil habitantes de firmar convênios e receber recursos federais havia sido garantida por Davi Alcolumbre na última terça (19), durante a 27ª Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios. Com a decisão desta quinta, a expectativa, conforme ele enfatizou, é que pelo menos 3,1 mil municípios sejam beneficiados.

De acordo com a LDO, a transferência voluntária de recursos da União para estados e municípios é efetivada no momento da assinatura do convênio. Ou seja: o exame das condições de habilitação para recebimento dos recursos deve ser feito à época da assinatura do convênio, sem nova verificação quando  ocorre a transferência.

Uma das condições de habilitação passa pelo CAUC, um sistema do Tesouro Nacional que centraliza informações sobre a situação fiscal, previdenciária e administrativa de estados, municípios e organizações. Um dos dispositivos vetados — e agora restabelecido — assegura uma regra ainda mais flexível para municípios com até 65 mil habitantes: eles ficam dispensados de comprovar a regularidade no CAUC no que se refere a transferências e doações de bens, materiais e insumos.

Em 2025, a Presidência da República havia vetado um dispositivo semelhante, que também foi derrubado pelo Congresso Nacional.

O entendimento do Palácio do Planalto é de que a Lei de Responsabilidade Fiscal exige a adimplência fiscal e financeira para a celebração de transferências voluntárias. Ainda de acordo com o Executivo, a dispensa de adimplência para receber recursos da União viola a Constituição, que proíbe o poder público de beneficiar quem deve à Seguridade Social.

Doação em período eleitoral

Os parlamentares também derrubaram o veto ao dispositivo que autoriza doações de bens e valores no defeso eleitoral, período em que a lei restringe ações do poder público para evitar uso da máquina pública nas eleições.

A permissão vale para doações com encargo ao beneficiário (aquelas em que o ente que recebe um bem ou valor precisa cumprir uma condição definida pelo doador). Por exemplo: o governo doa um terreno, mas o beneficiário deve construir uma escola nesse terreno.

Para o Poder Executivo, o tema é estranho à LDO, que deve tratar de metas e regras orçamentárias. O líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues, reiterou essa posição ao defender o defeso eleitoral no que se refere às doações.

Os representantes do governo também argumentaram que a derrubada desse veto poderia enfraquecer a legislação eleitoral e comprometer a igualdade entre candidatos. 

Para o deputado federal Chico Alencar (PSOL-RJ), o retorno desse item à LDO resultará em descumprimento da legislação eleitoral e na compra de votos, além do desrespeito ao princípio da anualidade. Ele lembrou que a Câmara aprovou recentemente um projeto de lei que diminui o controle do uso de verba pública pelos partidos políticos.

— Esse item se soma [àquele] e forma um combo de permissividade para a compra de votos. (…) Isso é antirrepublicano, é inaceitável — protestou Chico Alencar.

Obras

Os outros dois dispositivos que haviam sido vetados e agora retornam à LDO autorizam o uso de recursos da Lei Orçamentária Anual (LOA) em despesas que estão fora da competência da União, desde que os gastos sejam detalhados em programações específicas e tenham necessidade comprovada.

Um desses dispositivos trata de obras e manutenção de vias estaduais e municipais para integrar transportes e escoar a produção. O outro permite intervenções na malha hidroviária.

O Executivo argumenta que essas medidas ampliam exceções à competência da União e contrariam princípios orçamentários. Mas dispositivos semelhantes existem desde a LDO de 2008.

Vice-presidente da Frente Parlamentar em Defesa dos Municípios, o senador Wellington Fagundes (PL-MT) salientou que existem hoje 11 mil obras públicas federais inacabadas, das quais 8 mil são das áreas de educação e saúde. Ele destacou que “não queremos incentivar a inadimplência, mas dar um fôlego para os municípios”.

— Derrubar esse veto é dar condições, pelo menos, para os prefeitos poderem atender o mínimo possível [das demandas] do cidadão que está pagando o imposto. É, a cada dia, mais carga tributária, mais carga tributária — enfatizou Wellington.  Fonte: Agência Senado

Fim da escala 6×1 terá desequilíbrio e alta de terceirizados, diz CNM

Fim da escala 6×1 terá desequilíbrio e alta de terceirizados, diz CNM

Um levantamento realizado pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM) aponta que o fim da escala 6×1 pode gerar um impacto de aproximadamente R$ 46,5 bilhões nos cofres das prefeituras de todo o Brasil. Os dados foram divulgados durante a Marcha dos Prefeitos, realizada em Brasília, e revelam uma dimensão do problema que, segundo Paulo Ziulkoski, não havia sido devidamente considerada quando as propostas de mudança na jornada de trabalho foram formuladas.

Paulo Ziulkoski alerta que mudança na jornada exigirá 760 mil novos servidores e elevará gastos com terceirização nas prefeituras.

Em entrevista Hora H, Ziulkoski afirmou que as análises iniciais se concentraram exclusivamente no setor privado, ignorando os efeitos sobre o funcionalismo público municipal. “Eu acho que quando as propostas foram feitas, não tiveram a prudência de saber o impacto no setor público. Todo mundo só analisava no setor privado”, declarou.

Necessidade de 760 mil novos servidores

Segundo os cálculos da CNM, as prefeituras brasileiras contam atualmente com cerca de 8,5 milhões de servidores. Com a redução da jornada de 44 para 36 horas semanais, seria necessário contratar aproximadamente 760 mil novos funcionários para manter o mesmo nível de atendimento à população. “Esse número é gigantesco. São 760 mil funcionários que têm um impacto direto, nos nossos cálculos — que são oficiais —, de quase R$ 50 bilhões, R$ 46 bilhões e meio“, afirmou Ziulkoski.

O representante da CNM destacou que a demanda por novos servidores abrangeria áreas essenciais como saúde, educação e infraestrutura, serviços diretamente prestados pelas prefeituras aos cidadãos.

Terceirização: o impacto ainda incalculável

Além dos gastos diretos com pessoal, Ziulkoski alertou para um segundo problema de difícil mensuração: o impacto sobre os contratos de terceirização. Segundo ele, grande parte dos serviços municipais — como coleta de lixo, saneamento básico, transporte escolar, segurança, limpeza e informática na área da saúde — é prestada por empresas terceirizadas, que operam sob as regras do setor privado.

“O problema todo não é esse, o problema é na terceirização. Se lá na ponta isso ocorrer, essa diminuição, que aí é no setor privado, vai ter que haver uma recomposição, vai haver um desequilíbrio contratual”, explicou. Ziulkoski estimou que, ao se contabilizar os custos do setor terceirizado, o impacto total poderá superar R$ 100 bilhões ou até R$ 150 bilhões anuais.

Mobilização junto ao governo e ao Congresso

A CNM tem buscado sensibilizar autoridades sobre a gravidade do cenário. Ziulkoski relatou que apresentou os dados ao ministro Guimarães na semana anterior à entrevista, e que uma reunião com o presidente da República estava prevista para o dia seguinte. “Eu acho que eles não tinham se apercebido bem do impacto que terá no setor público, principalmente das prefeituras”, avaliou. fonte CNN

Iniciativa inédita quer aproximar vereadores da população e tornar mandatos mais transparentes

Iniciativa inédita quer aproximar vereadores da população e tornar mandatos mais transparentes

E se qualquer morador pudesse acessar as ações do vereador que elegeu, entender como o gabinete funciona, acompanhar votações, saber como recursos públicos são utilizados e até participar mais das decisões da cidade? Com esse objetivo, nasce o projeto Reconhecimento das Câmaras Legislativas Municipais, iniciativa inédita do Espírito Santo em Ação e da Transparência Capixaba que pretende reconhecer a transparência, participação social e qualificação dos mandatos das Câmaras Municipais no Espírito Santo.

Projeto Reconhecimento das Câmaras Legislativas Municipais, do ES em Ação e da Transparência Capixaba, busca valorizar boas práticas, melhorar a comunicação dos parlamentares com os cidadãos e fortalecer a qualidade da atuação legislativa;

A proposta vai mapear, diagnosticar e reconhecer boas práticas desenvolvidas por vereadores e câmaras municipais capixabas, por meio de uma metodologia baseada em critérios ligados à integridade, transparência, comunicação com a população, participação social e qualidade legislativa. A iniciativa conta com apoio de instituições parceiras e já começou a percorrer o estado para apresentar o projeto aos parlamentares.

Neste ano a iniciativa atuará nas câmaras municipais de Cariacica, Serra, Vila Velha e Vitória. Os vereadores dos municípios participantes têm até o final deste mês para aderir voluntariamente ao projeto e participar do processo de diagnóstico.

Na Serra, a iniciativa está em sua segunda edição, tendo sido realizada pela primeira vez em 2023. Em 2024, a iniciativa foi premiada no 1º Congresso de Defesa da Integridade, em Brasília.

Segundo o diretor-presidente do Espírito Santo em Ação, Fernando Saliba, a iniciativa busca fortalecer a relação entre o Legislativo municipal e a sociedade. “O projeto surge com um caráter colaborativo. A ideia é oportunizar aos vereadores e às câmaras uma ferramenta de diagnóstico e aprimoramento, incentivando práticas que aproximem o cidadão do poder público e fortaleçam a confiança nas instituições”, afirmou.

Saliba destacou ainda que esse fortalecimento das instituições passa pela melhoria contínua da gestão pública. “Quando estimulamos a transparência, organização, participação social e comunicação acessível, estamos contribuindo diretamente para uma atuação parlamentar mais eficiente e conectada às necessidades da população”.

A diretora-executiva da Transparência Capixaba, Adila Damiani, explicou que o projeto também representa uma oportunidade para os próprios parlamentares aperfeiçoarem seus mandatos. “Muitas vezes, o vereador desenvolve ações importantes, mas elas não chegam de forma clara à população. O projeto ajuda a organizar processos e ampliar a transparência das informações”, pontuou.

Para Adila, o principal ganho é para o cidadão. “Quando a população consegue acompanhar decisões e entender como funciona a atuação parlamentar, por meio do acesso facilitado a informações, existe mais controle e participação social, com a democracia fortalecida”.

Diagnóstico
O diagnóstico será dividido em etapas. Primeiro, os gabinetes participantes vão preencher uma autoavaliação com base nos critérios definidos pela metodologia. Depois, os dados serão analisados pela equipe técnica do projeto, que encaminhará um resultado preliminar individual aos participantes. Também haverá período para recursos e ajustes antes da divulgação final.

Entre os critérios estão itens como divulgação de informações do gabinete, canais de atendimento ao cidadão, transparência sobre emendas parlamentares, participação popular em audiências públicas, comunicação digital, projetos ligados a áreas prioritárias da cidade e mecanismos de fiscalização do Poder Executivo.

A metodologia também observa se os gabinetes possuem planejamento, relatórios de atividades, ações de inclusão social, divulgação de votações e iniciativas voltadas à integridade e ao combate à corrupção. O objetivo não é criar disputa entre vereadores, mas incentivar a evolução contínua.

Ao final do processo, os parlamentares que atingirem pontuação igual ou superior a 50 pontos, em uma escala de 0 a 100, serão reconhecidos em solenidade prevista para agosto, quando também serão destacadas boas práticas identificadas ao longo do processo. fonte Kelly Kalle

Líderes educacionais vão debater inovação, empreendedorismo e bem-estar durante encontro nas montanhas capixabas

Líderes educacionais vão debater inovação, empreendedorismo e bem-estar durante encontro nas montanhas capixabas

Discutir gestão escolar deixou de ser apenas uma tarefa administrativa para se tornar uma estratégia essencial para o futuro das instituições de ensino. É com esse propósito que o Sindicato das Empresas Particulares de Ensino do Espírito Santo (Sinepe/ES) realiza, no próximo dia 30 de maio, o 9º Encontro de Gestores Educacionais, no Vista Azul Hotel, em Pedra Azul, Domingos Martins. O evento reunirá mantenedores e diretores de escolas particulares para um dia inteiro de reflexões e troca de experiências sobre liderança, desenvolvimento econômico, gestão de pessoas, empreendedorismo e bem-estar. As inscrições para o Encontro já estão abertas.

Evento do ano passado, com Moacir Lellis e durante palestra. FOTO Jefferson Rocio

.A programação vai contar com palestrantes reconhecidos em suas áreas, levando aos gestores conteúdos voltados à atualização profissional e às discussões mais relevantes dos setores educacional e empresarial. Entre os convidados está Joaquim Levy, diretor de Estratégia Econômica e Relações com Mercado do Banco Safra, PhD em Economia e ex-ministro da Fazenda, que abrirá o encontro com a palestra “A educação é a prioridade número um”.

Também participam Fernando Saliba, diretor-presidente do Espírito Santo em Ação e assessor de Relações Institucionais da Presidência da EDP ES, e Orlando Caliman, diretor econômico da Futura Inteligência, que irão abordar o desenvolvimento econômico capixaba e suas perspectivas. O empreendedor Rogério Gabriel, fundador e CEO do grupo MoveEdu, falará sobre liderança e os desafios do empreendedorismo. Já André Aguiar, fundador e CEO da Inspira Rede de Educadores e mestre em Economia Matemática, apresentará reflexões sobre superação e transformação por meio da educação.

A programação inclui ainda a palestra de Gabriel Feitosa, mestre em Administração, diretor de Private Equity e Venture Capital na Apex Partners e diretor de Gestão do ES em Ação, que discutirá gestão, liderança e propósito nas organizações. Encerrando o evento, Célia Godoy, professora doutora em Ciências da Educação, assessora educacional e consultora em análise comportamental, conduzirá uma palestra sobre felicidade e bem-estar como ferramentas de gestão no ambiente escolar. Após as palestras, o encerramento será com um spoiler do Festival de Inverno de Domingos Martins e um momento para confraternização e networking.

Para o presidente do Sinepe/ES, Moacir Lellis, o encontro já se tornou um espaço estratégico para fortalecimento das lideranças educacionais do Espírito Santo. “Chegamos à nona edição do Encontro de Gestores com a certeza de que investir na formação e atualização das lideranças escolares é fundamental para o avanço da educação. Reunimos especialistas de renome nacional para compartilhar experiências e tendências que ajudam os gestores a enfrentarem os desafios diários das instituições de ensino”, destacou.

Lellis ressaltou ainda que o encontro proporciona não apenas conhecimento técnico, mas também conexões entre os profissionais da educação. “O gestor escolar precisa estar atento às transformações econômicas, sociais e comportamentais que impactam diretamente as escolas. Nosso objetivo é oferecer conteúdo relevante para fortalecer a educação privada capixaba”, afirmou.

O encontro também busca ampliar o olhar dos gestores sobre o papel da educação na sociedade. “A escola de hoje precisa ir além do ensino tradicional. É necessário compreender pessoas, desenvolver equipes, acolher alunos e famílias e construir ambientes saudáveis e preparados para o futuro. Os palestrantes convidados trazem exatamente essa visão ampla e estratégica”, completou Moacir.

A vice-presidente do Sinepe/ES, Roberta Bonelli, destacou que os temas desta edição dialogam diretamente com as demandas atuais das instituições de ensino. “Falaremos sobre liderança humanizada, desenvolvimento econômico, propósito, saúde emocional e inovação. São pautas extremamente atuais e necessárias para quem está à frente de uma escola e precisa tomar decisões diariamente”, explicou.

Além da programação principal, os gestores serão recebidos, na noite anterior, pela Confraria Sinepe/ES, uma experiência de degustação de vinhos conduzida pelo sommelier Edcarlos Lopes e por Willian Ferreira, da Verum Vinum. A participação será gratuita para os inscritos no 9º Encontro de Gestores Educacionais.

Também durante o Encontro, os educadores poderão visitar uma feira com mais de 20 estandes de produtos e serviços voltados ao segmento educacional, criando oportunidades para networking e novas parcerias.
O evento é exclusivo para profissionais de instituições de ensino associadas ao Sinepe/ES. A inscrição deve ser realizada pelo WhatsApp (27) 99601-6872, com investimento de R$ 250.

SERVIÇO
9º Encontro de Gestores Educacionais
Data: 30 de maio
Local: Vista Azul Hotel, em Pedra Azul, Domingos Martins
Horário: Das 8h às 17h30
Investimento: R$ 250 com pagamento via PIX para 27.061.282.0001/93
Inscrições: (27) 99601-6872 (WhatsApp), com o envio do comprovante de pagamento
Evento exclusivo para instituições de ensino associadas ao Sinepe/es

Confira a programação:
8h – Credenciamento
8h30 – Boas-vindas com Moacir Lellis, presidente do Sinepe/ES
8h40 – Palestra: A educação é a prioridade número um, com Joaquim Levy, diretor de Estratégia Econômica e Relações com Mercado do Banco Safra, PhD em Economia e ex-ministro da Fazenda
9h30 – Intervalo para café
10h30 – Sinepe Talks: Desenvolvimento econômico capixaba e suas perspectivas, com Fernando Saliba, diretor-presidente do ES em Ação e assessor de Relações Institucionais da Presidência da EDP ES, e Orlando Caliman, diretor econômico da Futura Inteligência
11h – Palestra: Empreender é intenso, liderar é transformador, com Rogério Gabriel, fundador e CEO do grupo MoveEdu
12h – Intervalo para almoço
14h – Palestra: Histórias que inspiram: superando barreiras e vencendo desafios, com André Aguiar, fundador e CEO na Inspira Rede de Educadores e mestre em Economia Matemática
14h30 – Palestra: Transformar com gestão, inspirar com liderança e conectar com propósito, com Gabriel Feitosa, mestre em Administração, diretor de Private Equity e Venture Capital na Apex Partners e diretor de Gestão do ES em Ação
15h30 – Intervalo para café
16h30 – Palestra: O bem-estar como ferramenta de gestão: promovendo a felicidade na escola, com Célia Godoy, fundadora do instituto que leva seu nome, doutora em Ciências da Educação, assessora educacional e consultora em análise comportamental
17h30 – Encerramento com spoiler do Festival de Inverno de Domingos Martins

Minirreforma eleitoral limita e parcela multa a partidos políticos

Minirreforma eleitoral limita e parcela multa a partidos políticos

A aprovação da minirreforma eleitoral – em rápida votação simbólica e sem registro em painel – tem recebido críticas de diversas entidades da sociedade civil. O texto muda a prestação de contas dos partidos, flexibiliza regras de controle – limitando e parcelando multas a partidos que tiverem as contas desaprovadas, e autoriza o envio de mensagens em massa a eleitores previamente cadastrados.

Texto controverso gerou críticas da sociedade civil organizada. foto congresso nacional

A matéria foi aprovada na noite de terça-feira (19) pela Câmara dos Deputados, sem que o texto entrasse na pauta. A votação simbólica e sem registro no painel identificando como cada parlamentar votou, despertou críticas: 

“A aprovação ocorreu por votação simbólica, sem identificação individualizada dos votos parlamentares, dificultando que a população conheça o posicionamento de seus representantes sobre as medidas”, diz nota de repúdio do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE).

O texto segue agora para o Senado. Se aprovada e sancionada, a minirreforma trará mudanças relevantes na forma de fiscalização e punição de partidos políticos, limitando multas e protegendo os recursos do Fundo Partidário, que não poderá ser bloqueado. 

Para o MCCE, formado por mais de 70 organizações da sociedade civil, caso se torne lei, a matéria vai fragilizar mecanismos de controle sobre o uso dos fundos Eleitoral e Partidário e representa um “grave retrocesso” para o país.

Já para o relator, deputado Rodrigo Gambale (Pode-SP), o projeto traz alterações estruturais e necessárias à Lei dos Partidos Políticos que vão otimizar a gestão partidária, garantir segurança jurídica das agremiações e harmonizar as normas de fiscalização com os princípios constitucionais da proporcionalidade e da razoabilidade.

Entenda

Em termos gerais, o projeto de lei aprovado (PL 4822/2025) altera regras da legislação eleitoral e partidária, modificando itens importantes como prestação de contas, punições e propaganda política.

Entre os principais pontos do projeto estão:

  • Limite de R$ 30 mil para multas por contas desaprovadas;
  • proibição de bloqueio ou penhora de recursos do Fundo Partidário e do Fundo Eleitoral;
  • autorização para envio de mensagens automatizadas a eleitores cadastrados;
  • redução do prazo para julgamento de contas pela Justiça Eleitoral, podendo levar ao encerramento do processo sem decisão definitiva;
  • possibilidade de parcelamento de dívidas de partidos em até 15 anos.

Parte dessas medidas é considerada sensível porque pode reduzir o alcance das sanções ou limitar instrumentos de controle do uso de recursos para partidos políticos.

Um dos exemplos é o teto para multas. Com a nova regra, irregularidades de alto valor passariam a ter punição limitada, o que reduz o caráter proporcional das penalidades.

Outro ponto é a proibição de penhora de recursos dos fundos Partidário e Eleitoral. Na prática, a medida restringe a possibilidade de bloquear esses valores para pagamento de dívidas – o que pode dificultar a execução de decisões judiciais.

Na área de fiscalização, a redução do prazo para julgamento das contas — de cinco para três anos — pode levar ao encerramento de processos sem decisão, caso não sejam analisados dentro do período.

Além disso, o projeto estabelece que cada diretório partidário responde apenas por suas próprias irregularidades, o que pode fragmentar a responsabilização e dificultar a atuação da Justiça Eleitoral em casos mais amplos.

Propaganda eleitoral

A proposta também altera regras de campanha ao permitir o envio de mensagens automatizadas a eleitores previamente cadastrados. Esse envio não será considerado irregular quando direcionado ao público cadastrados.

Para críticos da medida, esse ponto pode ampliar o uso de ferramentas digitais com menor controle, especialmente em relação à disseminação de conteúdo em massa.

MCCE

Em nota pública de repúdio, o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral afirmou que o projeto representa “grave retrocesso” para a fiscalização e a transparência partidária, uma vez que “enfraquece mecanismos de fiscalização e transparência partidária”.

“O projeto flexibiliza regras de prestação de contas, amplia possibilidades de parcelamento e renegociação de multas com recursos públicos, enfraquece sanções aplicáveis a irregularidades cometidas por partidos políticos e aprofunda medidas de anistia relacionadas ao descumprimento de cotas de raça e gênero”, diz a nota.

Ainda segundo o MCCE, a proposta facilitará fusões partidárias, dificultando a responsabilização de legendas por irregularidades já apuradas, ao mesmo tempo em que fragiliza instrumentos de controle sobre o uso do Fundo Partidário e do Fundo Eleitoral.

“Também causa preocupação a autorização para disparos massivos automatizados de mensagens em campanhas eleitorais, medida que ignora os impactos da desinformação registrados nos últimos processos eleitorais”, acrescentou.

Tramitação sem debate

O MCCE também criticou diretamente a forma como o PL tramitou na Câmara:

“O tema foi incluído na pauta de maneira repentina, sem o necessário debate público com a sociedade civil, especialistas e instituições comprometidas com a defesa da integridade eleitoral.”

“O MCCE espera que o Senado Federal promova ampla discussão sobre a matéria e impeça a consolidação de medidas que representem retrocessos para a transparência, a igualdade política e a integridade eleitoral no Brasil”, conclui a nota.

O movimento tem, entre suas entidades participantes, CNBB, OAB e entidades de classe ligadas à Polícia Federal, aos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. PEDRO PEDUZZI – REPÓRTER DA AGÊNCIA BRASIL

Ex-secretário Vitor de Angelo reforça compromisso com a Educação em visita a São Roque do Canaã

Ex-secretário Vitor de Angelo reforça compromisso com a Educação em visita a São Roque do Canaã

O ex-secretário estadual da Educação e pré-candidato a deputado federal Vitor de Angelo visitou o município de São Roque de Canaã nessa terça-feira (19/05) para dialogar com a comunidade escolar, visitar obras da Escola Municipal Vale do Canaã e reforçar seu compromisso com a educação pública de qualidade. Ele ministrou também uma palestra sobre comunicação e gestão para servidores públicos, que contou com as presenças do vice-prefeito Gabriel Silvestre e da secretária municipal de Educação, Gelda Spalenza.

 Vitor de Angelo ministrou também uma palestra sobre comunicação e gestão para servidores públicos. foto Vitor Junquilho/Candela

São Roque do Canaã conta com investimentos estruturantes da Secretaria Estadual da Educação (Sedu) autorizados e realizados na gestão de Vitor no Governo Casagrande. Dentre eles, a reforma completa da Escola Municipal de Ensino Fundamental Vale do Canaã, por meio de recursos do Fundo Estadual de Apoio à Ampliação e Melhoria das Condições de Oferta da Educação Infantil, o Funpaes – que investiu, desde 2021, mais de R$ 1 bilhão nos municípios capixabas.

Durante a visita à Escola Vale do Canaã, Vitor destacou que “é uma alegria vir a esse prédio onde funciona nossa escola e, ao mesmo tempo, saber que estamos iniciando uma reforma tão aguardada”. Para ele, uma escola nova, reformada, moderna, dentro do que é desejado pela comunidade escolar e sociedade, representa mais que uma obra. “É a realização de um sonho”, define o ex-secretário e pré-candidato.

As obras para a reforma da Escola Vale do Canaã contam com investimento de cerca de R$ 5,5 milhões repassados pelo Governo do Estado. A ordem de serviço para a intervenção foi assinada em março, quando Vitor de Angelo ainda exercia o cargo de secretário estadual da Educação, em cerimônia com o então governador Renato Casagrande, o então vice-governador e atual governador Ricardo Ferraço e o prefeito Marcos Guerra.

MAIS OBRAS

De acordo com informações da Sedu, duas obras foram concluídas em escolas estaduais de São Roque do Canaã desde 2020 durante a gestão Vitor de Angelo. Trata-se da reforma do telhado da Escola Felício Melotti e de manutenção na Escola David Roldi.

Rota da Educação

A agenda de Vitor de Angelo nesta semana prossegue até a sexta-feira (22) com palestras para profissionais da Educação, reuniões com comunidades escolares e lideranças locais, além de visitas a escolas em Itaguaçu, Itarana, Marilândia, Colatina e Baixo Guandu. As atividades fazem parte de uma rota da educação que o pré-candidato a deputado federal tem realizado nos municípios, a exemplo de Afonso Cláudio, onde cumpriu agenda na segunda-feira (18).

Principais realizações na Sedu

Vitor de Angelo foi secretário estadual da Educação de janeiro de 2019 a março deste ano, quando se descompatibilizou para concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados. Filiado ao PSB desde dezembro de 2025, presidiu o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) entre 2022 e 2025 e conduziu a expansão de programas transformadores da rede estadual capixaba, como as escolas em Tempo Integral. “Temos mais de 60% das escolas estaduais em tempo integral, o que ultrapassa a meta nacional”, enfatiza Vitor.

Na área educacional, os números atualizados reforçam o avanço da gestão de Vitor na Sedu: as Escolas do Futuro devem chegar a 110 unidades em 2026; já o Intercâmbio Sedu passou de 170 bolsas na edição 2025 para 350 estudantes que embarcaram em janeiro de 2026 e já retornaram para casa, sendo que o edital para o próximo ano é de 500 vagas.

Sobre Vitor de Angelo

Vitor de Angelo é doutor em Ciências Sociais, com pós-doutorado em Sociologia Política. Foi professor da Universidade Vila Velha, onde recebeu o título de Doutor Honoris Causa em 2023. fonte Rhayan Esteves