Orçamento 2027 chega à Ales com estimativa de R$ 35,4 bilhões

Orçamento 2027 chega à Ales com estimativa de R$ 35,4 bilhões

O Poder Executivo encaminhou, para a análise da Assembleia Legislativa (Ales), o Projeto de Lei Orçamentária Anual de 2027 (PL 525/2026). Para o exercício financeiro de 2027 o valor global previsto é de R$ 36,1 bilhões, sendo R$ 35,4 bi para os dois maiores orçamentos, o Fiscal e o da Seguridade Social. Já o Orçamento para Investimento será de R$ 754 milhões. 

Valor da proposta encaminhada pelo Poder Executivo é 10,6% maior que o deste ano, que foi de R$ 32 bilhões. foto ales

O Orçamento do próximo ano é R$ 3,4 bilhões (10,6%) maior do que o de 2026 (R$ 32 bi). Em mensagem aos deputados, o governador Ricardo Ferraço (MDB) salienta, no entanto, que a “Receita de Caixa do Tesouro, isto é, a receita disponível do Estado, estimada para 2027, situa-se em R$ 26,6 bilhões”.

*** Siga afolhaonline.com

O Orçamento Fiscal é a principal parte da lei e contempla as despesas dos Poderes, órgãos, administração direta e indireta e fundações mantidas pelo Poder Público. A despesa prevista é de R$ 23 bilhões, enquanto a Seguridade Social exigirá no próximo ano R$ 12,4 bilhões.

Na divisão entre Poderes e órgãos, o Poder Executivo terá um orçamento de R$ 32 bilhões, seguido do Judiciário, R$ 2,07 bilhões; Ministério Público, R$ 635,1 milhões; Ales, R$ 325,7 milhões; Tribunal de Contas, R$ 236,8 milhões; e Defensoria Pública, R$ 156,7 milhões.
 

ExecutivoR$ 32 bilhões (90,33%) 
JudiciárioR$ 2,07 bilhões (5,85%)
Ministério Público R$ 635,1 milhões (1,79%) 
Assembleia LegislativaR$ 325,7 milhões (0,92%)
Tribunal de ContasR$ 236,8 milhões (0,67%)
Defensoria Pública R$ 156,7 milhões (0,44%)


Áreas

Dos R$ 32 bilhões do Executivo, R$ 4,8 bilhões serão destinados à Saúde, R$ 4,4 bi para Educação, R$ 3,3 bi para Segurança Pública e R$ 2,9 bilhões para Mobilidade e Infraestrutura.

Investimento

A maior parte dos R$ 754 milhões está especificada para a Secretaria de Estado de Saneamento, Habitação e Desenvolvimento Urbano (Sedurb). Serão R$ 595,3 milhões para investimentos. Já o orçamento Fiscal da Sedurb será de R$ 451 milhões. 

Créditos suplementares

A LOA 2027 traz ainda a autorização para o Poder Executivo abrir créditos suplementares até o limite de R$ 10,6 bilhões – valor corresponde a 30% da receita dos orçamentos Fiscal e de Seguridade. Já para investimentos, a proposta limita a possibilidade de até R$ 226 milhões. O crédito suplementar é o mais comum dos créditos adicionais orçamentários. Ele serve para reforçar dotações já previstas e precisam de aprovação legislativa – o que pode ser feito na própria LOA ou durante o ano com novas leis. Uma vez autorizado, o Poder Executivo pode abrir o valor por decreto.

Conjuntura

Em mensagem aos deputados, o Poder Executivo explicou que o PLOA 2027 levou em consideração “a limitação imposta pelo cenário fiscal projetado”. O modelo de gestão do governo “propõe a racionalidade na programação e alocação dos recursos orçamentários, em consonância com o PPA 2024-2027, garantindo a prestação de serviços aos segmentos mais vulneráveis da população”. 

Ao analisar a conjuntura econômica para justificar a estimativa de receitas e a fixação de despesas, o Executivo afirma que a soma das três principais receitas do estado – ICMS, Fundo de Participação dos Estados (FPE) e Royalties mais Participações Especiais – teve um desempenho, até maio de 2026, 18,3% superior ao mesmo período em 2025 – passando de R$ 10,88 bilhões para R$ 12,38 bi. 

Já as receitas de Royalties e Participações Especiais, que eram de R$ 515,34 milhões, foram para R$ 935,31 mi; O ICMS registrou R$ 9,8 bilhões (eram R$ 8,88 bi); e o FPE passou de R$ 1,49 bilhão para R$ 1,6.

Tramitação

Apesar do Poder Executivo ter encaminhado a proposta de Lei Orçamentária Anual para 2027, o Poder Legislativo ainda precisa analisar a Proposta de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PL 286/2026). Situação semelhante ocorre no Congresso Nacional.

Acompanhe a tramitação na Ales:

  • PL 286/2026 (Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias)
  • PL 525/2026 (Projeto de Lei Orçamentária Anual)

Recuperação judicial no agro atinge maior nível da história, mesmo com safra recorde à vista

Recuperação judicial no agro atinge maior nível da história, mesmo com safra recorde à vista

O campo brasileiro caminha para mais uma safra histórica, mas enfrenta o momento de maior pressão financeira já registrado. Ao fim do primeiro semestre de 2026, 1.263 empresas do agronegócio estavam em recuperação judicial, o maior número da série do Monitor RGF-Bizdoc e 66% a mais que um ano antes. Nenhum outro setor da economia teve avanço tão expressivo no período.

Pressionados por juros altos e crédito restrito, produtores e empresas do setor recorrem à Justiça para renegociar dívidas e manter a atividade.


Os dados da Serasa Experian apontam na mesma direção. No primeiro trimestre, o setor registrou 474 novos pedidos de recuperação judicial, alta de 21,9% sobre o mesmo período de 2025. A maior parte partiu de produtores rurais que atuam como pessoa jurídica. Mato Grosso lidera o ranking estadual, à frente de Goiás, Paraná e Mato Grosso do Sul.

A origem do problema está no caixa, não na lavoura. A atividade rural depende de capital de giro intensivo, financiado a juros que chegaram a 15% ao ano, enquanto a receita oscila conforme as cotações internacionais. Quando o custo da dívida sobe e o preço da soja, do milho ou da carne recua, a conta deixa de fechar, mesmo com boa colheita. A Selic começou a cair em março, mas o efeito sobre o endividamento é lento, e a expectativa do mercado é de alívio apenas entre o fim de 2026 e 2027.

“O produtor não está em dificuldade porque produziu mal. O que pesa é ter financiado a safra a um custo que a receita não acompanhou. São operações viáveis, com estrutura de dívida incompatível com o juro atual. A recuperação judicial é o caminho para reorganizar essa dívida e seguir produzindo”, afirma o advogado Antonio Frange Junior.

*Negociar para continuar produzindo*

Por trás dos números está uma mudança na forma como o setor enxerga o instrumento. A recuperação judicial suspende execuções e cobranças por um período. Nesse intervalo, devedor e credores negociam, sob supervisão da Justiça, um plano de pagamento compatível com a capacidade real do negócio. Enquanto isso, a fazenda continua plantando, colhendo e vendendo.

“Os produtores que procuram a recuperação judicial quer honrar seus compromissos. Busca uma mesa de negociação que não conseguiu fora do processo e prazo para atravessar um ciclo desfavorável sem interromper a produção. A lei existe justamente para preservar a atividade econômica e os empregos que ela gera”, conclui Frange. fonte focus digitais/br e foto divulgação


Donos de propriedades rurais têm até esta quarta para declarar ITR

Donos de propriedades rurais têm até esta quarta para declarar ITR

O prazo para entrega da Declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (DITR) 2026 termina nesta quarta-feira (30). Este ano, o preenchimento e envio do documento online está disponível desde o dia 10 de agosto no site da Receita Federal.

Documento está disponível no site da Receita Federal

A declaração é obrigatória para pessoas físicas e jurídicas que sejam proprietárias ou titulares do direito de uso de imóvel rural, exceto nos casos de imunidade ou isenção previstos em lei.

*** Siga afolhaonline.com

Donos de imóveis rurais com área superior a 100 hectares e empresas devem obrigatoriamente fazer a declaração por meio da versão web do serviço Minhas Declarações do ITR.

A ferramenta permite o preenchimento e envio da declaração pela internet, sem a necessidade de instalação de programa, seja pelo celular ou por computador. Também é possível preencher declarações de outros exercícios no ambiente online.

Apesar de não ser obrigatório, o serviço também pode ser usado por pessoas físicas com imóveis rurais de até 100 hectares. Outra opção é usar o Programa Gerador da Declaração, que precisa ser baixado e instalado. A transmissão é feita pelo próprio programa ou por meio da Receitanet.

Pagamento de imposto

O imposto apurado pela declaração pode ser pago em até quatro parcelas, por transferência bancária, Pix, QR Code ou Documento de Arrecadação (Darf), em bancos autorizados. As parcelas mínimas são de R$ 50 e imposto inferior a R$ 100 deve ser pago em cota única.

O prazo de vencimento da primeira parcela ou da cota única também termina nesta quarta-feira.

Caso o contribuinte apresente a declaração fora do prazo, terá que pagar multa de 1% sobre as parcelas devidas até o mês da entrega.

MPF vai à Justiça e pede suspensão imediata de nova regra do PDM de Vila Velha que antecipa sombra nas praias para as 15 horas

MPF vai à Justiça e pede suspensão imediata de nova regra do PDM de Vila Velha que antecipa sombra nas praias para as 15 horas

O Ministério Público Federal (MPF) protocolou, nesta segunda-feira (21), uma ação de execução contra o município de Vila Velha em que pede, em tutela de urgência, a suspensão imediata da eficácia dos artigos 71 e 73, § 4º (e de qualquer outro dispositivo, parágrafo ou anexo) da revisão do Plano Diretor Municipal (Lei Complementar nº 65/2018) no ponto em que autoriza o sombreamento na faixa de areia das praias do município a partir das 15 horas.

Ação pede aplicação de multa diária no valor de R$ 50 mil por cada descumprimento da decisão

A medida judicial foi tomada após o MPF constatar que a recente revisão do Plano Diretor Municipal (PDM), publicada no Diário Oficial do último dia 16 de setembro, passou a admitir a projeção de sombra na faixa de areia a partir das 15 horas, antecipando em uma hora o limite estipulado (16 horas) no acordo judicial firmado entre o MPF e o município e homologado pela Justiça Federal em 2022. A ação tramita na 5ª Vara da Justiça Federal, em Vitória (ES).

*** Diga afolhaonline.com

Para o procurador da República Carlos Vinicius Cabeleira, a nova norma municipal violou frontalmente o acordo homologado. “A alteração representa um retrocesso ambiental grave e viola o acordo firmado, comprometendo a insolação direta nas praias, a preservação do microclima e a conservação da vegetação de restinga. A Prefeitura utilizou justamente a revisão da legislação urbanística, instrumento que deveria conferir estabilidade ao acordo, para descumpri-lo”, destaca o procurador.

Na ação protocolada, o MPF também pede que a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Mobilidade (SEMDU) e demais órgãos municipais fiquem proibidos de emitir alvarás e licenças, autuar, analisar ou aprovar projetos arquitetônicos para empreendimentos na orla que descumpram o limite estrito das 16 horas; também deverá ser determinado que a Prefeitura de Vila Velha publique, em até 48 horas, um aviso em destaque no Diário Oficial e em seu portal de licenciamento urbanístico, dando ciência a construtoras e cidadãos sobre a suspensão da regra das 15 horas por ordem judicial.

O MPF pede a aplicação de multa diária no valor de R$ 50 mil por cada ato administrativo praticado em desacordo com a decisão.

Ainda no documento, o procurador responsável pelo caso requer que a Justiça estabeleça prazo de 60 dias para que o município promova as adequações legislativas e administrativas no PDM, de modo a restabelecer a proibição de sombreamento antes das 16 horas; incorporar obrigatoriamente a exigência do Plano de Recuperação da Vegetação de Restinga em área equivalente ao dobro da área afetada pelo empreendimento como condicionante do licenciamento ambiental; e alinhar permanentemente toda a legislação urbanística municipal às diretrizes do acordo homologado.

Histórico. Em 2014, o MPF ajuizou a ação civil pública nº 0005143-19.2014.4.02.5001 requerendo que o município de Vila Velha fosse proibido de aprovar novos empreendimentos em sua orla marítima, salvo quando comprovadamente não causassem qualquer sombreamento na praia até as 17 horas.

Em dezembro de 2021, após anos de instrução técnica e perícias, o MPF e o município assinaram um Termo de Transação, devidamente homologado pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2), em 2022. O acordo estabeleceu regras para novas edificações na orla marítima, exigindo estudos de sombreamento autodeclaratórios e fixando o horário das 16 horas (no solstício de inverno) como o limite máximo tolerado para incidência de sombra na areia.

Além disso, o documento vinculou o licenciamento de novos prédios à obrigação de recuperação da restinga local e impôs ao município o dever de respeitar essas diretrizes em qualquer revisão legislativa futura.

O MPF reforça que não houve nenhuma alteração nas condições ambientais, climáticas ou urbanas que justificasse a redução do horário de insolação na praia de 16h para 15 horas. fonte Natalia Bourguignon e Rhuana Ribeiro –
Ministério Público Federal no Espírito Santo

IEL-ES lança curso inédito sobre descomissionamento com masterclass internacional

IEL-ES lança curso inédito sobre descomissionamento com masterclass internacional

O Instituto Euvaldo Lodi  (IEL-ES) lança, na próxima terça-feira (22/9), um curso inédito voltado ao tema do descomissionamento: Offshore Decommissioning: Brasil e Mar do Norte. A programação, que antecede o início das aulas, contará com uma masterclass internacional e faz parte das iniciativas que a Federação das Indústrias do Espírito Santo (FINDES) levará para a ROG.e 2026, maior festival de energia do planeta.

Programação integra as ações da FINDES na ROG.e 2026, com foco em capacitação, conexões estratégicas e novas oportunidades para a economia do mar

A masterclass, apresentado pelo SENAI ES, será realizada a partir das 9h30, na sede da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), e será um espaço de troca de experiências internacionais, debates sobre o futuro do setor e conexões estratégicas para o desenvolvimento do mercado de descomissionamento.


*** Siga afolhaonline.com


A programação contará com a participação do diretor de operações da Decom Mission, Callum Falconer; do diretor comercial da AF Offshore Decom, Graeme Ferguson; do professor adjunto da UFF, Newton Narciso; e do head of energy transition, Renato Cordeiro.

Segundo o presidente da FINDES, Paulo Baraona, o próximo salto industrial do Espírito Santo nasce no mar, ganha força na indústria e se concretiza nas pessoas.

“Ao estruturarmos a economia do mar, estamos nos antecipando ao futuro da indústria brasileira. Queremos que o Espírito Santo seja protagonista neste tema. Mas, para que esse desenvolvimento se concretize, não podemos perder oportunidades por falta de capacitação”, aponta.

O descomissionamento é um novo mercado que pode atrair grandes investimentos para o Espírito Santo. O Estado conta atualmente com 18 projetos de descomissionamento aprovados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e mais de US$ 1 bilhão, o equivalente a R$ 5,4 bilhões, em investimentos previstos para os próximos anos, compondo um pipeline relevante para empresas especializadas que buscam atuar no Estado.

“Entendemos o descomissionamento como uma oportunidade concreta para atrair investimentos, fortalecer cadeias produtivas e gerar empregos qualificados no Estado. Em 2024, começamos a aproximação com empresas do Mar do Norte para entender melhor esse mercado e trazer essa discussão para o Espírito Santo”, afirma Baraona.

Trilha de formação sobre Descomissionamento

A jornada formativa do curso Offshore Decommissioning: Brasil e Mar do Norte, do IEL-ES, será dividida em três etapas e terá como público executivos e lideranças em posições de decisão que atuam, ou pretendem atuar, na cadeia offshore. “O programa também se destina a sócios e lideranças de empresas fornecedoras e prestadoras de serviços que avaliam entrada ou expansão no mercado brasileiro de descomissionamento”, explica a superintendente do IEL-ES, Gessica Germana.

Ao todo serão 13 encontros on-line e síncronos de 2 horas, mais 2 horas em encontro presencial para um workshop e outras 4h presenciais no módulo de encerramento.

“Teremos uma combinação de conteúdo técnico, casos, análise de documentos, workshops e Q&A. Teremos como instrutores especialistas brasileiros como base docente e especialistas do Reino Unido/Noruega em momentos de benchmark”, comenta o gerente de Negócios do IEL-ES, Flávio Vellasquez.

A primeira, chamada Discover: Understand the Opportunity, contará com a masterclass internacional, no dia 22 de setembro, sobre a jornada de descomissionamento, tendo como referência as práticas do Mar do Norte. A programação abordará gestão de projetos, reciclagem e conexão de capacidades e oportunidades entre Reino Unido e Brasil.

A segunda etapa, Prepare: Build the Capability, será uma formação executiva de 32 horas, em modelo híbrido. O objetivo é preparar os participantes para compreender as exigências brasileiras, estruturar suas empresas e competir em projetos e processos de contratação.

Já a última fase, Connect: Experience the Ecosystem, será uma imersão internacional com visita a Aberdeen, na Escócia.

“Esse será o fechamento da jornada no ecossistema do Mar do Norte, com benchmarking, visitas técnicas e conexões empresariais. É uma opção para quem quiser se aprofundar ainda mais no tema e conhecer, na prática, uma das principais referências mundiais em descomissionamento”, comenta Géssica.

FINDES na Rog.E 2026

O Espírito Santo terá um espaço próprio na ROG.e 2026, maior festival de energia do planeta. O evento será realizado de 21 a 24 de setembro, no Riocentro, no Rio de Janeiro, e contará com a participação da Federação das Indústrias do Espírito Santo (FINDES), que levará programação ao estande capixaba. O estande do Espírito Santo é uma parceria entre FINDES, Sebrae, Aderes e Nova ES.

“A presença do Espírito Santo na ROG.e representa uma oportunidade estratégica de projeção nacional e internacional, além de ser uma vitrine para apresentar a capacidade produtiva e tecnológica das empresas capixabas, atrair investimentos e ampliar a inserção de fornecedores locais nas cadeias de petróleo, gás e energia”, explica o presidente da FINDES, Paulo Baraona.

Com localização estratégica no Pavilhão 6, entrada exclusiva pelo Laguna Barra Hotel e conexão ao Pavilhão 4, o espaço reunirá ações institucionais, oportunidades de negócios e presença coletiva de empresas do Espírito Santo, ampliando o impacto da participação capixaba no evento.

O projeto conta com o patrocínio de Porto Nova Holanda, Log-In, VPorts, Porto Central, Sistermi, Allemand, Fusão Ligas, Milanez & Milaneze e Sindifer. Já entre as empresas expositoras estão VPS Group, Milanez & Milaneze S/A, Endserv Engenharia e Serviços, Foco Soluções em Meio Ambiente Ltda., Tyconnex, Log-In, Fusão Ligas e Sistermi.

Por Siumara Gonçalves– Findes

Ministro Gilmar Mendes valida reajuste do Bolsa Família

Ministro Gilmar Mendes valida reajuste do Bolsa Família

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta sexta-feira (18/9) reconhecer a validade do decreto que permite o reajuste para os benefícios do programa Bolsa Família.

Ministro entendeu que aumento não afronta lei eleitoral

Mendes atendeu ao pedido da Advocacia-Geral da União (AGU). 

/ Siga afolhaonline.com

Para o ministro, o reajuste não afronta as regras eleitorais e representa medida legal para atualizar o piso familiar do programa.

“A medida não importa criação de novo benefício, alteração dos critérios de elegibilidade ou ampliação do universo de beneficiários. Trata-se apenas de atualização dos valores das prestações integrantes de programa social já existente, mediante critério objetivo de correção monetária”, afirmou Mendes.

A Advocacia-Geral da União (AGU) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) o reconhecimento da legalidade do decreto. O reajuste foi anunciado nesta quinta-feira (17) pelo governo federal. O benefício pago pelo programa Bolsa Família será reajustado em 15%, a partir de 1° de outubro.

O valor mínimo do benefício ficará em R$ 691. Já o valor médio pago chegará a R$ 777.

Na petição enviada ao Supremo, a AGU sustenta que o reajuste também está de acordo com a legislação eleitoral e não representa benefício novo.

fonte ANDRÉ RICHTER – REPÓRTER DA AGÊNCIA BRASIL

Simpress cresce 7% no Espírito Santo no primeiro semestre de 2026

Simpress cresce 7% no Espírito Santo no primeiro semestre de 2026

A Simpress, empresa pioneira e líder em outsourcing de equipamentos de TI (venda, locação e gestão de PCs, notebooks, tablets, smartphones, coletores de dados, impressoras e soluções para salas de reunião), encerrou o primeiro semestre de 2026 no Espírito Santo com um crescimento de 7% em seu core business – oferta de hardware as a service – em relação ao mesmo período do ano anterior. 

Fabiana Esteves, diretora Comercial da Simpress. Divulgação: Simpress

O resultado expressivo no mercado capixaba foi liderado pelo pilar de Mobile (smartphones e tablets), que apresentou expansão de 134% frente ao ano anterior. Na sequência, o segmento de PC as a Service (PCs e notebooks) avançou 37%, o que demonstra a consolidação e a aceleração dessas frentes de negócio dentro da operação local.

*** Siga afolhaonline.com

Para Fabiana Esteves, diretora Comercial da Simpress, o desempenho da filial no semestre reforça a expansão de pilares essenciais para a companhia. “O Espírito Santo tem avançado de forma significativa e os números atuais reforçam o quanto a região impacta positivamente na consolidação de novas frentes do outsourcing no mercado. Tem sido um excelente desafio exercer esse novo papel em um estado que integra o serviços de forma completa, com estrutura local própria que atende de forma ágil e personalizada. Nosso compromisso segue em oferecer excelência operacional, devolvendo tempo para que os clientes foquem em seus negócios e tenham uma rotina facilitada”, afirma Fabiana.

Estrutura regional completa

No estado, a filial da Simpress atende clientes como Fortlev, Marbrasa Mármores e Granitos e Supermercados Perim, além de diversos órgãos do governo estadual. Em 2026, alguns novos clientes foram conquistados como Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Espírito Santo, Defensoria Pública do Estado do Espírito Santo e Município de Aracruz, Município de Linhares  e TCE.

Novos contratos nacionais

A Simpress fechou aproximadamente 1,7 bilhão de reais em novos contratos no primeiro semestre de 2026, crescimento de cerca de 63,46% em relação ao mesmo período do ano anterior. O valor corresponde ao volume total referente à vigência dos contratos de outsourcing firmados no período.

O resultado reforça a expansão comercial da companhia e a transformação iniciada em 2019, quando a Simpress, até então concentrada no outsourcing de impressão, ampliou sua atuação para notebooks, desktops, smartphones, tablets, impressoras térmicas e coletores de dados. Desde então, a companhia triplicou sua receita anual e quadruplicou o parque instalado, que passou de menos de 200 mil para mais de 800 mil dispositivos sob gestão.

No período, a Simpress também ampliou seu portfólio com o lançamento do SimMeeting, sua quinta vertical de negócios. A nova frente leva o modelo de outsourcing para salas de reunião, reunindo equipamentos, softwares, monitoramento, suporte e atualização tecnológica em uma única solução gerenciada. A companhia prevê levar a oferta a mais de 5 mil salas nos próximos cinco anos e alcançar 50 milhões de reais em faturamento no período.

Com cerca de 330 mil notebooks e desktops sob gestão e aproximadamente 830 clientes, a frente de PCs se consolidou como um dos principais pilares da operação da Simpress. A expansão reflete a busca das empresas por maior previsibilidade financeira e operacional. Em vez de realizar grandes investimentos iniciais na compra de computadores, as organizações contratam os equipamentos como serviço e transferem para a Simpress atividades como preparação, instalação, monitoramento, manutenção, suporte e substituição. O modelo também permite atualizar o parque de forma planejada e libera as equipes internas de tecnologia para projetos mais estratégicos. 

Avanço em economia circular 

O crescimento da Simpress também é acompanhado pela ampliação de suas iniciativas de economia circular. A empresa revitaliza mais de 4,7 mil equipamentos por mês, que passam por processos de revisão, reparo e testes antes de serem reinseridos em novos contratos ou comercializados pela Simpress Shop, loja online lançada no fim de 2025. 

A companhia também avançou com o programa Carbon Neutral, iniciativa pioneira no setor voltada à neutralização das emissões de CO₂ provenientes do consumo de energia elétrica dos dispositivos locados. Desde março de 2023, a iniciativa contabiliza 126 mil árvores plantadas e a compensação de aproximadamente 81 mil toneladas de CO₂. A companhia também mantém programas de logística reversa, e cerca de 97% do plástico e do pó de toner descartados são destinados à produção de novos componentes. No período, a Simpress conquistou ainda a certificação de Empresa B, concedida pelo B Lab a organizações que atendem a padrões de impacto social, ambiental e de governança.

Sobre a Simpress

Fundada em 2001, a Simpress, líder em outsourcing de equipamentos de TI no Brasil, une locação, venda e gestão de PCs, smartphones, tablets, impressoras, coletores de dados e soluções para salas de reunião. A companhia, que faz parte do Grupo HP, conta com mais de 2,4 mil funcionários, 17 filiais nas principais cidades e faz a gestão de mais de 800 mil equipamentos para 3,2 mil clientes atendidos pelo país, como Alcoa, Cobasi, Yamaha, Mackenzie, Polenghi, Dasa e Harald. A Simpress é a primeira empresa no seu segmento a oferecer a neutralização do carbono emitido pelo consumo de energia elétrica dos equipamentos utilizados pelos seus clientes. Em 2026, a companhia conquistou a certificação como Empresa B, reconhecimento internacional concedido pelo B Lab sobre práticas sociais, ambientais e de governança. De hardware a serviços, a Simpress  oferece mais eficiência, economia, flexibilidade e produtividade aos seus clientes.fonte e foto Aline Boueri – NOVAPR

Lotofácil da Independência: 72 apostas faturam R$ 4,4 milhões cada

Lotofácil da Independência: 72 apostas faturam R$ 4,4 milhões cada

O concurso especial da Lotofácil da Independência 3.780 sorteou nesta terça-feira (15) um prêmio total de R$ 323.177.688, que será dividido entre 72 apostas vencedoras. Cada aposta receberá R$ 4.488.579.

Números sorteados foram 01-02-03-04-05-06-07-12-15-16-17-19-21-22 e 23

Os 15 números sorteados foram 01-02-03-04-05-06-07-12-15-16-17-19-21-22-23.

*** Siga afolhaonline.com

Segundo a Caixa, 61 apostas sorteadas foram feitas em canais físicos nas seguintes unidades federativas: Alagoas (2), Amazonas (1), Bahia (4), Ceará (6), Distrito Federal (3), Goiás (2), Maranhão (1), Minas Gerais (8), Mato Grosso do Sul (2), Mato Grosso (2), Paraíba (2), Piauí (1), Paraná (3), Rio de Janeiro (4), Rio Grande do Norte (2), Rio Grande do Sul (3) e São Paulo (15).

As outras 11 apostas foram feitas em canais eletrônicos.

Ainda segundo a Caixa, para os 8.978 jogos que acertaram 14 números, segunda faixa de premiação, o valor do prêmio é de R$ 2.762 para cada.

Considerando todas as cinco faixas de premiação, a Lotofácil da Independência premiou, neste ano, mais de 23 milhões de apostas.

Em nota, a Caixa destacou que prêmios com valor superior a R$ 2.259,20 são pagos exclusivamente em agências do banco.

“O bilhete é ao portador, sendo recomendável que o apostador escreva no verso do recibo da aposta premiada seu nome completo e CPF. Dessa forma, ninguém mais poderá retirar o prêmio”.

“Em caso de bolão, cada participante pode fazer o mesmo no verso de seu recibo individual de cota”, completou.

Ganhadores também devem ficar atentos aos prazos, já que prêmios de loterias prescrevem após 90 dias da data do sorteio, quando o valor é repassado ao Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), conforme Lei 13.756/18. fonte PAULA LABOISSIÈRE – REPÓRTER DA AGÊNCIA BRASIL

Confiança da indústria recua e mantém 21 meses de pessimismo

Confiança da indústria recua e mantém 21 meses de pessimismo

A confiança dos empresários industriais voltou a recuar em setembro. O Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei), divulgado nesta segunda-feira (14) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), caiu 1,4 ponto, passando de 46,3 para 44,9 pontos.

Icei cai 1,4 ponto e segue abaixo da linha dos 50 pontos, foto CNI

O resultado mantém o indicador abaixo da linha de 50 pontos, que separa confiança de pessimismo. Com isso, a indústria completa 21 meses consecutivos sem confiança, no período mais prolongado já registrado pela série desde 2015 e 2016.

*** Diga afolhaonline.com

Segundo a CNI, a queda foi disseminada entre os componentes do índice, atingindo tanto a avaliação das condições atuais quanto as expectativas para os próximos meses.

“Essa queda foi generalizada, verificada em todos os componentes do índice, tanto a avaliação das condições correntes quanto as expectativas”, afirmou em nota Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI.

Economia pesa

A percepção dos empresários sobre a situação econômica do país foi um dos principais fatores para o recuo do indicador. A avaliação das condições atuais da economia brasileira caiu 3,6 pontos, de 36,6 para 33 pontos.

O Índice de Condições Atuais, que mede a percepção dos empresários sobre o momento presente, caiu 2,5 pontos, de 42,7 para 40,2 pontos.

Os principais resultados foram:

• Condições atuais: 40,2 pontos, queda de 2,5 pontos;

• Economia brasileira: 33 pontos, recuo de 3,6 pontos;

• Condições das empresas: 43,8 pontos, queda de 1,9 ponto.

Expectativas pioram

O pessimismo também avançou nas perspectivas para os próximos meses. O Índice de Expectativas recuou 0,9 ponto, passando de 48,1 para 47,2 pontos.

A percepção sobre o futuro da economia brasileira caiu de 39,7 para 39,1 pontos. Já as expectativas em relação às próprias empresas tiveram queda de 1 ponto, de 52,3 para 51,3 pontos.

Confira os números:

• Índice de Expectativas: 47,2 pontos, queda de 0,9 ponto;

• Futuro da economia: 39,1 pontos, recuo de 0,6 ponto;

• Expectativas para as empresas: 51,3 pontos, queda de 1 ponto.

Efeito nos negócios

Para a CNI, as oscilações positivas registradas ao longo de 2026 não foram suficientes para alterar o cenário de desconfiança entre os empresários industriais.

Segundo a entidade, eventuais melhorias desses índices em alguns meses deste ano foram pontuais e não mudaram muito o quadro. A falta de confiança continua disseminada entre os empresários industriais.

A edição de setembro do Icei ouviu 1.186 empresas industriais de 1º a 8 de setembro de 2026. Desse total, 475 pequenas empresas, 441 médias empresas e 270 grandes empresas. FONTE WELLTON MÁXIMO – REPÓRTER DA AGÊNCIA BRASIL

Bancários rejeitam proposta da Caixa e mantêm greve nacional

Bancários rejeitam proposta da Caixa e mantêm greve nacional

Os empregados da Caixa Econômica Federal rejeitaram a proposta final apresentada pelo banco e decidiram manter a greve nacional, iniciada na quinta-feira (10). A paralisação segue por tempo indeterminado, enquanto as entidades sindicais buscam retomar as negociações.


Plano de saúde é principal impasse entre empregados e banco. FOTO VALTER CAMPANATO/AGÊNCIA BRASIL

Na base do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, 68% dos trabalhadores votaram contra a proposta em assembleia encerrada às 23h desta sexta-feira (11/9). 

+++ Siga afolhaonline.com

O principal ponto de divergência é o Saúde Caixa, plano de assistência médica dos funcionários. A proposta apresentada pela instituição previa mudanças no modelo de custeio e nas regras de coparticipação.

Justiça

Antes da votação, a Caixa afirmou que a proposta era final e indicou que poderia recorrer à Justiça do Trabalho caso fosse rejeitada.

O banco deve avaliar o ingresso de um dissídio coletivo, instrumento utilizado para que a Justiça do Trabalho estabeleça condições para solucionar o impasse entre empregados e instituição.

Apesar da rejeição, a Caixa afirmou que mantém o diálogo aberto com as entidades representativas dos trabalhadores e que pretende buscar um entendimento.

Origem

A paralisação começou na quinta-feira (10), depois que os trabalhadores rejeitaram uma proposta anterior para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).

Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), mais de 90% das bases sindicais haviam rejeitado o texto anterior apresentado pela Caixa.

Em São Paulo, Paraná e outras regiões, agências amanheceram fechadas no início da greve. Os caixas eletrônicos continuaram disponíveis.

Proposta rejeitada

Entre os principais pontos oferecidos pela Caixa estavam:

  • prêmio de R$ 3 mil por empregado;
  • pagamento, em 18 de setembro, do salário reajustado, da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), do Super Caixa e do prêmio;
  • aumento de 6,5% para 8% do limite de participação da Caixa no custeio do Saúde Caixa;
  • antecipação da parcela da Caixa referente à 13ª mensalidade de 2028, 2029 e 2030;
  • pagamento de valores relativos ao PAMS a partir de 2027;
  • R$ 236 milhões em ações de prevenção à saúde a partir de janeiro de 2027;
  • criação de grupos de trabalho para discutir melhorias na eficiência do plano e novas fontes de financiamento.

A proposta tinha validade até ontem (11).

Saúde Caixa

As mudanças no plano de saúde concentraram a maior parte das divergências. Entre as regras propostas estavam:

  • contribuição dos empregados de 2,3% a 4,1% sobre o salário-base, conforme a faixa etária;
  • cobrança de R$ 480 a R$ 660 por dependente, de acordo com a idade;
  • aumento do teto anual de coparticipação de R$ 3,6 mil para R$ 4,8 mil por grupo familiar;
  • limite de 9% para o grupo familiar;
  • criação de um piso de R$ 50 por beneficiário;
  • cobrança de 13 mensalidades;
  • aumento de R$ 75 para R$ 150 no valor da consulta em pronto-socorro, fora do teto;
  • isenção de coparticipação em atendimentos por telemedicina;
  • recadastramento anual obrigatório.

A proposta também previa uma janela de 90 dias para adesão de titulares que atualmente estão fora do plano. Após o cancelamento, porém, não seria possível retornar ao Saúde Caixa.

Atendimento aos clientes

A Caixa orienta os clientes a priorizar os canais digitais e remotos durante a paralisação. Entre as opções estão:

  • aplicativo Caixa;
  • internet Banking;
  • WhatsApp Caixa;
  • Caixa Tem;
  • aplicativos Cartões Caixa, Habitação Caixa, DPVAT e FGTS;
  • caixas eletrônicos;
  • rede Banco24Horas;
  • lotéricas e correspondentes Caixa Aqui.

O atendimento telefônico também permanece disponível pelo Alô Caixa, nos números 4004-0104, para capitais e regiões metropolitanas, e 0800-104-0104, para as demais localidades.

Banco do Brasil

A situação é diferente no Banco do Brasil. Na maior parte dos sindicatos, a categoria aprovou uma proposta apresentada pela instituição e trabalhou normalmente na sexta-feira (11).

A paralisação, no entanto, permanece em 18 bases sindicais, onde os trabalhadores não encerraram o movimento. fonte WELLTON MÁXIMO – REPÓRTER DA AGÊNCIA BRASIL