Justiça suspende demissões em massa de trabalhadores das Casas Bahia

Justiça suspende demissões em massa de trabalhadores das Casas Bahia

A Justiça do Trabalho decidiu suspender as demissões em massa que foram efetivadas pelas Casas Bahia em todo o país. A decisão foi proferida na noite desta terça-feira (18/8).

A decisão foi motivada por um pedido da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC) para barrar as dispensas. Na semana passada, a varejista anunciou que está com dificuldades financeiras e que protocolou na Justiça um pedido de recuperação judicial. Cerca de 1,9 mil funcionários foram demitidos e 298 lojas foram fechadas. 

Na semana passada, foram demitidos 1,9 mil funcionários

Ao determinar a suspensão das demissões, a juíza Katarina Roberta Mousinho de Matos, da 11ª Vara do Trabalho do Distrito Federal, entendeu que as dispensas ocorreram sem a intervenção do sindicato da categoria, medida imprescindível conforme a legislação e a jurisprudência dos tribunais trabalhistas.

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“A medida não impede a requerida de, concluída efetiva intervenção sindical, adotar nova decisão empresarial de redimensionamento e, se foro caso, promover dispensas. O sindicato não dispõe de poder de veto. Exige-se somente que a decisão coletiva seja precedida de informação e oportunidade real de interlocução, antes de sua implementação”, decidiu a magistrada.

Conforme a liminar, a empresa terá prazo de cinco dias para restabelecer os vínculos trabalhistas e incluir os funcionários na folha de pagamento. Em 48 horas, o plano de saúde e os benefícios assistenciais também deverão ser restabelecidos.

Novas demissões só poderão ocorrer se tiverem intermediação dos sindicatos. 

Em nota, a varejista declarara que respeita as decisões judiciais e que prestará os esclarecimentos que forem solicitados. 

“A companhia tomou conhecimento da decisão judicial e está avaliando seus termos e os próximos passos cabíveis. Reforça ainda que respeita as determinações da Justiça e prestará os esclarecimentos necessários no âmbito do processo”, afirmou a companhia.

Tesouro pagou R$ 152,46 milhões em dívidas de estados e municípios

Tesouro pagou R$ 152,46 milhões em dívidas de estados e municípios

A União pagou, em julho, R$ 152,46 milhões em dívidas de estados e municípios, na condição de garantidora de operações de crédito contratadas pelos entes subnacionais. Com isso, o valor desembolsado pelo Tesouro Nacional para cobrir parcelas não quitadas pelos devedores chegou a R$ 3,05 bilhões no acumulado de 2026.

Desembolsos desde 2016 chegam a R$ 89,58 bilhões. foto BC

É o que mostra o Relatório Mensal de Garantias Honradas pela União em Operações de Crédito e Recuperação de Contragarantias (RMGH), divulgado nesta segunda-feira (17) pelo Tesouro Nacional.

De acordo com o relatório, desde 2016 a União desembolsou R$ 89,58 bilhões para honrar garantias em operações de crédito de estados e municípios. No mesmo período, recuperou R$ 6,06 bilhões por meio da execução de contragarantias.

Apenas em julho deste ano, foram recuperados R$ 5,13 milhões.

O Tesouro Nacional informou que o principal fator para o baixo volume de recursos recuperados é a participação de diversos estados no Regime de Recuperação Fiscal (RRF), mecanismo que prevê a suspensão temporária da execução das contragarantias.

Segundo o órgão, cerca de R$ 79,78 bilhões das garantias honradas desde 2016 referem-se a estados que participam ou participaram do regime. Além disso, há R$ 1,9 bilhão relacionado à compensação por perdas de arrecadação do ICMS decorrentes da Lei Complementar 194/2022.

Outros R$ 516,74 milhões não podem ser recuperados em razão de decisões judiciais que impedem a execução das contragarantias. Foto BC e fonte PEDRO PEDUZZI – REPÓRTER DA AGÊNCIA BRASIL

O Espírito Santo liderou o crescimento industrial do país no primeiro semestre de 2026

O Espírito Santo liderou o crescimento industrial do país no primeiro semestre de 2026

A indústria do Espírito Santo encerrou o primeiro semestre de 2026 na liderança do crescimento industrial brasileiro. De janeiro a junho, a produção industrial capixaba avançou 20,2% em relação ao mesmo período de 2025, o maior crescimento entre os 18 locais pesquisados pelo IBGE e acima da média nacional (+1,5%).

Produção industrial capixaba avança de janeiro a junho, puxada pela indústria extrativa, que cresceu 32% no período

O Estado também apresentou o melhor desempenho do país nas outras duas principais bases de comparação de longo prazo. No acumulado dos últimos 12 meses, a indústria capixaba cresceu 20,1%, frente a 0,7% no Brasil. Já na comparação entre junho de 2026 e junho de 2025, o avanço foi de 12,2%, contra 1,7% da indústria nacional. Com o resultado, o Espírito Santo completa 14 meses consecutivos de crescimento de dois dígitos na comparação interanual.

Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM-PF), divulgada nesta terça-feira (11) pelo IBGE e compilada pelo OBSERVATÓRIO FINDES.

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O desempenho no primeiro semestre foi puxado principalmente pela indústria extrativa, que avançou 32% em relação ao mesmo período do ano passado, com aumento da produção de petróleo, gás natural e pelotas de minério de ferro. A indústria de transformação, por sua vez, registrou retração de 2,8% no período.

Para o presidente da Federação das Indústrias do Espírito Santo (FINDES), Paulo Baraona, a liderança nacional reforça a força da indústria capixaba e a importância de seguir fortalecendo diferentes segmentos do setor.

“Encerramos o primeiro semestre liderando o crescimento industrial do país, impulsionados pela força da indústria extrativa, que tem papel estratégico na nossa economia. É um resultado muito importante para o Espírito Santo. Ao mesmo tempo, precisamos avançar também na indústria de transformação, fundamental para agregar valor à nossa produção, atrair investimentos e gerar mais riqueza e oportunidades para o Estado. O desafio é fazer esse crescimento chegar cada vez mais a todos os segmentos da nossa indústria”, afirma Baraona.

O avanço da indústria extrativa no primeiro semestre foi acompanhado pelo aumento da atividade de petróleo e gás no Estado. Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o Espírito Santo produziu, em média, 244,7 mil barris de petróleo por dia, volume 46,4% superior ao registrado no mesmo período de 2025.

A produção offshore avançou 47,3%, com destaque para o campo de Jubarte, que alcançou média de 179,3 mil barris por dia e cresceu 41,6%. O desempenho foi favorecido pelo navio-plataforma Maria Quitéria, que produziu, em média, 69,7 mil barris por dia no semestre, e pelo campo de Wahoo, com média de 25,4 mil barris diários entre março e junho.

O gás natural também apresentou forte expansão, com crescimento de 69% no primeiro semestre, na comparação com igual período de 2025. No ambiente offshore, a alta chegou a 69,8%, puxada principalmente pelo campo de Jubarte (+71,1%).

Para a economista chefe da FINDES e gerente executiva do OBSERVATÓRIO FINDES, Marília Silva, os resultados mostram a contribuição dos principais ativos de petróleo e gás para o desempenho da indústria extrativa capixaba.

“A produção de petróleo ganhou força neste primeiro semestre com o desempenho do campo de Jubarte, especialmente do FPSO Maria Quitéria, e com a entrada em operação de Wahoo. Esse aumento da atividade offshore ajuda a explicar o avanço expressivo da indústria extrativa e, consequentemente, da produção industrial capixaba no período”, explica.

Outro destaque foi a produção de pelotas de minério de ferro. Segundo os relatórios trimestrais das empresas, a Vale produziu 10,8 milhões de toneladas no Espírito Santo no primeiro semestre, alta de 28% em relação ao mesmo período de 2025. Já a produção de pelotas e finos de minério de ferro da Samarco alcançou 7,7 milhões de toneladas, crescimento de 8% na mesma comparação.

Indústria de transformação avança em junho, mas acumula retração no semestre

Na passagem de maio para junho, a indústria de transformação capixaba cresceu 3,5%. Entre as atividades pesquisadas, o principal destaque foi a fabricação de produtos de minerais não metálicos, que avançou 1,6%, impulsionada pela maior produção de pedras de construção trabalhadas e de produtos cerâmicos para pavimentação e revestimento.

O resultado dos minerais não metálicos ocorre em um momento de expansão da construção civil no Espírito Santo. Segundo o 46º Censo Imobiliário do Sinduscon-ES, o Estado possui 19 mil unidades residenciais e comerciais em construção, crescimento de 10,4% em relação ao levantamento anterior.

No mesmo recorte mensal, a fabricação de produtos alimentícios (-1,5%) e a metalurgia (-6,4%) apresentaram retração. Já no acumulado do primeiro semestre, a indústria de transformação recuou 2,8%. Produtos alimentícios (-9,7%) e celulose, papel e produtos de papel (-6,9%) registraram queda, enquanto metalurgia (+0,2%) e produtos de minerais não metálicos (+0,1%) apresentaram leve crescimento.

Para o presidente da Federação, Paulo Baraona, o cenário reforça a importância de seguir fortalecendo o ambiente de negócios para impulsionar também o desempenho da indústria de transformação.

“A indústria de transformação tem uma contribuição decisiva para uma economia mais diversificada e competitiva. É onde conseguimos agregar valor à produção, estimular novas cadeias, atrair investimentos e gerar empregos cada vez mais qualificados. Precisamos seguir avançando em competitividade e fortalecendo um ambiente de negócios que estimule investimentos e favoreça um crescimento mais robusto desse segmento”, destaca.

Por Anderson Barollo, com informações do OBSERVATÓRIO FINDES. 

Senado aprova empréstimos de US$ 1,8 bi para estados e municípios

Senado aprova empréstimos de US$ 1,8 bi para estados e municípios

O plenário do Senado aprovou, nesta quinta-feira (13), 16 empréstimos externos que somam US$ 1,87 bilhão para estados e municípios com a garantia da União.

Como as unidades da Federação não têm autonomia para firmar empréstimos externos, as operações de crédito passaram por análise do governo federal, que, por sua vez, encaminhou mensagens ao Senado para que a Casa autorize a tomada de crédito por estados e municípios.

As operações de crédito são firmadas com bancos internacionais

O município de São Paulo (SP) teve três empréstimos aprovados que somam US$ 701 milhões, sendo todos firmados com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

São US$ 496,6 milhões para financiar o Programa de Redução da Emissão de Gases Poluentes, por meio da eletrificação da frota de ônibus da capital paulista. Outros US$ 205,3 milhões serão destinados ao financiamento do Programa de Reestruturação e Qualificação da Rede Hospitalar e de Atenção Especializada da Cidade de São Paulo.

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O segundo ente federativo com maior empréstimo aprovado foi o município de Belo Horizonte (MG), com operação de crédito de US$ 204 milhões com o BID, para financiar o Programa de Recuperação Ambiental e Saneamento dos Fundos de Vale e Córregos em Leito Natural de Belo Horizonte.

Veja outros empréstimos aprovados pelo Senado

  • US$ 150 milhões do Novo Banco de Desenvolvimento (NBD, o Banco dos Brics) para Maceió (AL), para financiar o Programa de Integração, Desenvolvimento Social e Sustentável de Maceió “MCZ3i”, que prevê obras para corredores de ônibus da capital alagoana;
  • US$ 120 milhões do BID para Salvador (BA), para financiar o Projeto Salvador Social, que amplia o acesso a serviços públicos de saúde, educação e assistência social;
  • US$ 100 milhões do BID para o Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), para financiar políticas ambientais do programa para Descarbonização e Resiliência Climática;
  • US$ 100 milhões do Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD) para Sergipe, para financiar o Projeto Crema, de manutenção de rodovias estaduais sergipanas;
  • US$ 80 milhões do BID para o Mato Grosso do Sul (MS), para o projeto de parceria público-privado do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul;
  • US$ 70 milhões do BID para Salvador (BA), para o Programa SCA – Salvador Capital Afro, com iniciativas para promover o turismo da capital baiana ligado à valorização da cultura negra;
  • US$ 60 milhões da Corporação Andina de Fomento (CAF) para Maracanaú (CE), para o Programa Maracanaú Sustentável, com saneamento básico e melhoria das infraestruturas públicas de saúde, educação e mobilidade, entre outras;
  • US$ 50 milhões do BIRD para a Paraíba, para financiar o projeto “Paraíba Rural Sustentável II”, de apoio a agricultores familiares;
  • US$ 50 milhões da CAF para Águas Lindas de Goiás (GO), para projeto de infraestrutura, saneamento, mobilidade, digitalização, entre outras iniciativas;
  • US$ 20 milhões do Fundo Financeiro para o Desenvolvimento da Bacia do Prata (Fonplata) para Petroliona (PE), para o programa Petrolina Crescer Mais;
  • US$ 15 milhões do BID para o Pará, para o projeto de Concessão para Restauração Ecológica da Unidade de Recuperação Triunfo do Xingu Altamira.

Com Nota A+ garantida em gestão, governador Ricardo vai priorizar novos investimentos no Espírito Santo

Com Nota A+ garantida em gestão, governador Ricardo vai priorizar novos investimentos no Espírito Santo

Por três anos consecutivos o Espírito Santo é a Nota A+ em gestão fiscal, na avaliação da Secretaria do Tesouro Nacional (STN). A classificação máxima é resultado da combinação de duas avaliações: o Estado obteve Nota A na Capacidade de Pagamento (Capag), que mede a saúde financeira e a capacidade de honrar compromissos, e Nota A no Ranking da Qualidade da Informação Contábil e Fiscal, que verifica a precisão, a integridade e a qualidade dos dados apresentados pelos entes federativos.

Estado segue no topo em gestão fiscal no Brasil, o que favorece a aplicação eficiente de recursos para cuidar e mudar a vida das pessoas

A confirmação do resultado veio nesta terça-feira (11) pela STN, em Nota Técnica encaminhada à Secretaria da Fazenda (Sefaz). Com ele, o Espírito Santo mantém a classificação máxima nesse indicador há 15 anos consecutivos. Já a Nota A no Ranking da Qualidade da Informação Contábil e Fiscal foi divulgada em junho.

Para o governador Ricardo Ferraço, a responsabilidade fiscal deve ser entendida como um instrumento para garantir investimentos e transformar a vida da população. “A Nota A+ é uma conquista dos capixabas. Desde 2012 temos um Estado organizado. Ter uma situação fiscal responsável não pode ser o fim, mas um meio de transformar vidas. Com um Estado organizado, podemos garantir recursos para o que mais importa para a população, que são as obras e serviços que mudam a vida de forma direta. Precisamos seguir nesse caminho sólido e organizado, pois, com a base sólida que construímos nos últimos anos, vamos avançar muito mais e seguir referência para o País”, afirmou o governador.

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Na prática, a Nota A+ coloca o Espírito Santo entre os Estados com melhor desempenho em gestão fiscal, refletindo equilíbrio das contas públicas, capacidade financeira e elevado padrão de qualidade e confiabilidade das informações fiscais e contábeis.

Desde que a STN passou a utilizar a classificação A+, em 2024, o Espírito Santo alcança a nota máxima. O resultado reforça a solidez das contas públicas e o compromisso do Estado com a responsabilidade fiscal, a transparência e a qualidade das informações.

Para o secretário de Estado da Fazenda, Benicio Costa, a solidez das contas públicas também contribui para a atração de investimentos. “A solidez das contas públicas garante recursos para investimentos em áreas estratégicas, diretamente voltados à melhoria da qualidade de vida do cidadão. Além disso, favorece um ambiente de negócios íntegro e atrativo para a chegada de novas empresas e investimentos, contribuindo para a geração de empregos e oportunidades”, observou.

O subsecretário do Tesouro Estadual, Daniel Corrêa, destacou que a Nota A+ amplia a confiança na capacidade do Estado de cumprir seus compromissos e reforça sua credibilidade perante investidores e instituições financeiras. “É um reconhecimento que traduz a qualidade da gestão fiscal e a responsabilidade na condução dos recursos públicos”, completou.

A Nota Técnica da STN atesta, ainda, o cumprimento das metas do Programa de Reestruturação e Ajuste Fiscal do Estado (PAF), que considera indicadores relacionados ao endividamento, ao resultado primário, às despesas com pessoal, à arrecadação, à gestão pública e à disponibilidade de caixa líquido.

O que significa a Nota A+

A classificação A+ foi instituída pela STN em 2024 para distinguir os entes federativos que alcançam o mais elevado nível de excelência na gestão fiscal e na qualidade das informações contábeis e fiscais.

Para obter a classificação máxima, o Estado precisa alcançar Nota A nos três indicadores que compõem a Capacidade de Pagamento (Capag): endividamento, poupança corrente e liquidez relativa. Esses indicadores avaliam, respectivamente, a capacidade de solvência, o equilíbrio entre receitas e despesas correntes e a disponibilidade de recursos em caixa. A Capag é utilizada pelo Tesouro Nacional para avaliar a situação fiscal de Estados e municípios que pretendem contratar operações de crédito com garantia da União.

Além disso, é necessário obter Nota A no Ranking da Qualidade da Informação Contábil e Fiscal. Neste ano, a avaliação considerou 207 quesitos, 24 a mais que no levantamento anterior. Foram analisadas informações constantes da Declaração de Contas Anuais (DCA), do Relatório Resumido de Execução Orçamentária (RREO), do Relatório de Gestão Fiscal (RGF) e da Matriz de Saldos Contábeis (MSC), além da compatibilidade entre os dados contábeis e fiscais informados pelos entes públicos.

Folletto articulou vinda da Superintendência do Banco do Nordeste para Colatina e financiamentos triplicaram

Folletto articulou vinda da Superintendência do Banco do Nordeste para Colatina e financiamentos triplicaram

A agência do Banco do Nordeste existe em Colatina desde 2004. Mas, foi desde a instalação da Superintendência do Banco, articulada pelo deputado federal Paulo Folletto, em 2023, que os indicadores de financiamento saltaram de 400 milhões para uma projeção de dois bilhões, em 2026. Isso reflete diretamente no desenvolvimento econômico de Colatina e região.

A conquista aproxima o banco dos profissionais como manicures, donos de lojas, produtores rurais

“Temos o maior programa de créditos da América Latina, o CredAmigo. Costumo dizer que é do alfinete ao foguete, ou seja, temos como financiar desde os pequenos negócios até a compra de equipamentos médicos e edifícios maiores. Temos produtor rural que começou com linha de crédito de 20 mil e hoje tem 25 milhões financiado”, informou o Superintendente do Banco do Nordeste em Colatina, Lourenzo de Oliveira.

A conquista aproxima o banco dos profissionais como manicures, donos de lojas, produtores rurais, clínicas médicas, indústrias e impulsiona novos investimentos na região de Colatina, Itarana, Itaguaçu, Baixo Guandu e Pancas que fazem parte dos 31 municípios da Sudene.

COLATINA X LINHARES

“Escolhi Colatina não por acaso. Depois de avaliar indicadores econômicos e ver que Linhares já havia se consolidado até mesmo por causa da BR101, fiz interlocução com o governo do Estado para Colatina sediar a nova Superintendência e assim se consolidar como polo regional de comércio, serviços e logística”, revelou Folletto.

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Com a estrutura administrativa instalada em Colatina, decisões estratégicas, análise de projetos e atendimento aos municípios passam a ocorrer de forma mais ágil, favorecendo quem produz, empreende e gera empregos.

“Ao longo das discussões, trabalhei para demonstrar o potencial econômico da região e a importância de descentralizar as decisões do banco, garantindo que o Espírito Santo tivesse uma estrutura capaz de atender de forma mais acessível”, disse Folletto.

Com maior proximidade entre o banco e os empreendedores, a tendência é acelerar a liberação de financiamentos, estimular novos negócios e fortalecer a geração de emprego e renda em toda a região.

Produção da indústria brasileira cai 1,8% de maio para junho

Produção da indústria brasileira cai 1,8% de maio para junho

A produção industrial recuou 1,8% em junho deste ano, na comparação com o mês anterior. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é a segunda queda do indicador, que já havia caído 0,9% de abril para maio.

É a segunda queda seguida do indicador, segundo IBGE. foto CNI

“A perda acumulada de 2,7% registrada nesses dois meses consecutivos de queda na produção eliminou parte do ganho de 4,4% verificados nos quatro primeiros meses de 2026”, destaca o gerente da Pesquisa Industrial Mensal (PIM-BR), André Macedo.

Na média móvel trimestral, houve uma queda de 0,5%. Na comparação com junho do ano passado, no entanto, a indústria apresentou crescimento de 1,7%. Com o resultado de junho, a produção industrial acumula altas de 1,5% neste ano e de 0,7% em 12 meses.

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Os dados da Pesquisa Industrial Mensal foram divulgados nesta terça-feira (4) pelo instituto. Na passagem de maio para junho deste ano, 16 dos 25 ramos industriais pesquisados apresentaram queda na produção, com destaque para a atividade de coque, produtos derivados de petróleo e biocombustíveis (-5,9%).

Também apresentaram resultados negativos relevantes os segmentos de produtos químicos (-4,3%), produtos alimentícios (-1,9%), produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-11%), confecção de artigos do vestuário e acessórios (-11%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-8,9%), outros equipamentos de transporte (-8,6%), produtos de borracha e de material plástico (-2,8%) e indústrias extrativas (-0,6%).

Das nove atividades industriais com alta na produção, destacam-se celulose, papel e produtos de papel (5,4%), impressão e reprodução de gravações (20,2%) e metalurgia (1,4%).

As quatro grandes categorias econômicas da indústria apresentaram queda, com destaque para os bens de consumo semi e não duráveis, com recuo de 4,1% no período. Bens de consumo duráveis caíram 3,2%.

As outras categorias apresentaram as quedas de 1,1%: bens de capital, isto é, as máquinas e equipamentos usados no setor produtivo; e bens intermediários, ou seja, os insumos industrializados usados no setor produtivo.

Governo do ES lança edital de R$ 4,5 milhões para fortalecer agricultura familiar, pesca e aquicultura na região do Rio Doce

Governo do ES lança edital de R$ 4,5 milhões para fortalecer agricultura familiar, pesca e aquicultura na região do Rio Doce

O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag), lança nesta quinta-feira (30) o edital do Fundo Social de Apoio à Agricultura Familiar (Funsaf) – Rio Doce, iniciativa que vai disponibilizar R$ 4,5 milhões para fortalecer organizações da agricultura familiar, da pesca e da aquicultura em municípios atingidos pelos impactos da barragem de Fundão

Os recursos, provenientes da Secretaria de Recuperação do Rio Doce, poderão ser usados para aquisição de máquinas, equipamentos, veículos, sistemas fotovoltaicos e serviços técnicos.

Os recursos, provenientes da Secretaria de Estado de Recuperação do Rio Doce (Serd), poderão ser utilizados na aquisição de máquinas, equipamentos, veículos, móveis, sistemas fotovoltaicos e contratação de serviços técnicos, contribuindo para ampliar a capacidade produtiva e promover o desenvolvimento sustentável das organizações beneficiadas.

O secretário de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca, Enio Bergoli, destacou que o edital representa mais um importante investimento do Governo do Estado na recuperação econômica e no fortalecimento das atividades produtivas da região.

“O Funsaf-Rio Doce amplia as oportunidades para que agricultores familiares, pescadores e aquicultores invistam na modernização de suas atividades e fortaleçam suas organizações. Esse apoio contribui para gerar renda, aumentar a competitividade e impulsionar o desenvolvimento sustentável dos municípios contemplados”, afirmou Bergoli.

O edital atenderá organizações da pesca e aquicultura dos municípios de Aracruz, Baixo Guandu, Colatina, Conceição da Barra, Fundão, Linhares, Marilândia, São Mateus, Serra e Sooretama. Já as organizações da agricultura familiar poderão participar nos municípios de Aracruz, Baixo Guandu, Colatina, Linhares e Marilândia.

Além do Funsaf, o secretário de Estado de Recuperação do Rio Doce, Neomar Pezzin, relembrou as demais parcerias entre a Serd e a Seag que irão beneficiar os territórios capixabas impactados pelo desastre ambiental de Mariana. “Estamos trabalhando em conjunto para desenvolver o Programa de Assistência Técnica e Extensão Pesqueira e Aquícola (Atepa), na construção de barragens para garantir segurança hídrica, na pavimentação de estradas rurais nas cidades da Bacia do Rio Doce e demais projetos para possam garantir a devida reparação socioeconômica e socioambiental das comunidades atingidas”, pontuou. 

Inscrições

As inscrições estarão abertas entre 30 de julho e 15 de setembro de 2026 e deverão ser realizadas exclusivamente por meio de link disponibilizado no site da Seag . Cada projeto poderá solicitar até R$ 350 mil em recursos. Confira o edital no link: https://seag.es.gov.br/media/Documentos/Edital%20Funsaf/edital-funsaf-rio-doce-e-anexos.pdf

A edição do Funsaf-Rio Doce traz novidades para ampliar o acesso das organizações ao financiamento. Entre elas, está a exigência de contrapartida apenas para projetos com valor superior a R$ 350 mil. Além disso, organizações da pesca e da aquicultura ficam dispensadas do prazo mínimo de dois anos de existência, poderão participar mesmo que tenham sido contempladas em editais anteriores do Funsaf e grupos de pescadores que desejarem iniciar atividades agropecuárias também estarão dispensados desse requisito de tempo de constituição.

Funsaf

O Funsaf é um mecanismo criado para democratizar o acesso aos recursos destinados às organizações da agricultura familiar do Espírito Santo, contando com apoio técnico do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) e apoio financeiro do Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes), fortalecendo projetos que geram desenvolvimento econômico, inclusão produtiva e melhoria da qualidade de vida no meio rural capixaba.

fonte Seag
Leonardo Sales / Paula Pignaton

Consumidores podem renegociar dívidas bancárias até 31 de agosto

Consumidores podem renegociar dívidas bancárias até 31 de agosto

Programa de renegociação de dívidas de consumidores, o Desenrola Brasil 2.0 será prorrogado até 31 de agosto, anunciou nesta terça-feira (28) o ministro da Fazenda, Dario Durigan.

Desenrola 2.0 foi prorrogado e regras permanecem inalteradas. foto BC

Segundo o ministro, a decisão foi tomada em conjunto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e dará mais um mês para que consumidores renegociem dívidas bancárias e regularizem a situação de crédito.

Durigan ressaltou que a extensão do programa será formalizada por ato do Ministério da Fazenda, que deve ser publicado até sexta-feira (31). As regras do Desenrola permanecem inalteradas e, conforme o ministro, a medida não exigirá novos aportes públicos.

“Nós vamos prorrogar o programa Desenrola até o fim da vigência da medida provisória, que acontece no dia 31 de agosto.”

Mais tempo

Segundo Durigan, o prazo adicional permitirá que pessoas que ainda estão em negociação com instituições financeiras consigam concluir o processo de regularização.

O ministro destacou que a prorrogação também beneficia quem pretende contratar financiamentos. De acordo com ele, a regularização das pendências bancárias facilita o acesso ao crédito.

Entre os beneficiados, destacou Durigan, estão os motoristas de aplicativo, taxistas, entregadores e caminhoneiros que pretendem trocar de veículo por meio do Programa Move Brasil.

“Esse prazo adicional vai ser importante, inclusive, para que as pessoas que hoje estão tentando acessar os programas de moto, de carro, possam resolver eventuais pendências nos bancos, usando o Desenrola, para depois se enquadrar nas condições para as operações de carro e moto”, explicou.

Sem custo

O ministro afirmou que a prorrogação não terá impacto nas contas públicas, uma vez que os recursos destinados ao programa já são suficientes para atender à demanda prevista.

“Isso não demandará novos aportes ao FGO [Fundo de Garantia de Operações], então não há custo adicional do ponto de vista fiscal”, declarou.

Segundo Durigan, as condições de funcionamento do programa também permanecem as mesmas.

Confira mais informações sobre a prorrogação do Desenrola no Repórter Brasil, da TV Brasil, FONTE WELLTON MÁXIMO – REPÓRTER DA AGÊNCIA BRASIL

Espírito Santo lidera crescimento da atividade econômica no Brasil, aponta Banco Central

Espírito Santo lidera crescimento da atividade econômica no Brasil, aponta Banco Central

A economia do Espírito Santo segue entre as que mais crescem no País. Dados do Índice de Atividade Econômica Regional (IBCR), divulgados pelo Banco Central, mostram que o Estado registrou crescimento de 3,9% no acumulado dos últimos 12 meses, o segundo melhor resultado entre os 14 estados acompanhados pela instituição.

Estado registrou alta de 4,4% em maio na comparação com abril e alcançou o segundo maior crescimento acumulado em 12 meses entre as unidades da federação monitoradas pelo BC.

O desempenho capixaba também impulsionou os resultados da Região Sudeste, que apresentou expansão de 1,6% no período, acima da média nacional de 1,4%.

Na comparação entre maio e abril, o Espírito Santo alcançou o melhor desempenho do Brasil, com crescimento de 4,4%. Na sequência aparecem Goiás (1,1%), Ceará (1,0%), Paraná (0,9%), Santa Catarina (0,8%), Minas Gerais (0,5%), Pernambuco (0,5%), Amazonas (0,1%) e Pará (0,1%).

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À frente do Governo do Estado desde abril, Ricardo Ferraço (MDB) atribui o resultado ao ambiente de estabilidade, planejamento e parceria construído nos últimos anos, período em que também atuou como vice-governador e secretário de Desenvolvimento.

“Os dados consolidados pelo Banco Central, mostrando o Espírito Santo entre os líderes de crescimento do Brasil, comprovam que somos o Brasil que dá certo, que estamos no rumo e no ritmo certos. Eles demonstram o quanto estamos avançando na agricultura, no comércio, na indústria, na confiança e na capacidade empreendedora dos capixabas”, afirmou o governador.

Ricardo destacou ainda que o Espírito Santo vem consolidando um processo de diversificação econômica, reduzindo sua dependência histórica da indústria do petróleo e do gás.

“A arrecadação derivada do petróleo e do gás já chegou a representar 20% da nossa economia. Hoje, representa cerca de 5%. O Espírito Santo encontrou seu caminho a partir da diversificação, reduzindo a dependência desse setor e fortalecendo novas vocações econômicas. Agora é continuar trabalhando com visão de futuro, planejamento e austeridade. É assim que vamos seguir gerando emprego, oportunidades e desenvolvimento para o nosso povo”, disse.

Antes de assumir o comando do Executivo estadual, Ricardo também esteve à frente da Secretaria de Desenvolvimento e coordenou, ao lado da equipe de Governo, as ações de enfrentamento aos impactos do chamado “tarifaço” imposto pelos Estados Unidos às exportações brasileiras.

O Índice de Atividade Econômica Regional (IBCR) é considerado uma das principais referências para acompanhar o ritmo da economia brasileira e funciona como uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB).

Foto: Cid Costa/GovernoES