Carnaval impulsiona viagens para o Espírito Santo e deve movimentar mais de 16 mil passageiros pela Viação Águia Branca

Carnaval impulsiona viagens para o Espírito Santo e deve movimentar mais de 16 mil passageiros pela Viação Águia Branca

A Viação Águia Branca, empresa de transporte rodoviário de passageiros do Grupo Águia Branca, registra operação intensa para o Carnaval, com expectativa de superar 16 mil passageiros entre embarques e desembarques em municípios capixabas. Parte relevante desse movimento já está confirmada: 6.210 clientes têm o Espírito Santo como destino, enquanto mais de 5 mil sairão do estado em direção a outras unidades da federação. A operação intermunicipal também ganha força, com 4.196 viajantes que adquiriram passagens para se deslocar entre cidades capixabas durante o feriado prolongado.
“Neste ano, percebemos um consumidor mais organizado. A maior parte dessa movimentação corresponde a bilhetes emitidos, e não apenas a intenção de viagem. Essa antecedência nos permite planejar a frota, ampliar horários e oferecer mais conforto. Na comparação com o mesmo período do ano passado, o resultado confirma a consolidação do Espírito Santo tanto para quem busca a folia quanto para quem pretende aproveitar praias, natureza e momentos em família”, destaca Paula Barcellos, CEO da Viação Águia Branca.

Levantamento da empresa indica 6.210 passageiros a caminho do ES e mais de 6 mil viajantes com origem no estado rumo a outros destinos.

O cenário coincide com a expectativa de circulação de 690 mil turistas e de impacto de R$ 830 milhões na economia ao longo do Carnaval, segundo estimativa da Secretaria de Turismo do Espírito Santo. Os dados da empresa ajudam a dimensionar essa movimentação. Do Rio de Janeiro, por exemplo, partirão 990 viajantes com destino a Vitória e 637 para Vila Velha. De São Paulo, pelo menos 500 passageiros seguirão para a capital capixaba. Minas Gerais apresenta fluxo relevante, com 482 embarques de Governador Valadares rumo a Vitória, além de procura por São Mateus, Linhares e Colatina. Na Bahia, destacam-se 665 passageiros que sairão de Porto Seguro para Vitória e outros 445 de Teixeira de Freitas.

Reforço da operação
Para atender a alta demanda a Águia Branca destinará ônibus extras para reforçar as operações interestaduais e intermunicipais no estado. Com origem em Vitória, a empresa disponibilizará 103 ônibus extras, ampliação de 9% sobre a oferta regular, comparado ao mesmo período do ano passado. Ao mesmo tempo, já registrou 5.098 bilhetes vendidos antecipadamente. Vila Velha apresenta crescimento de 20,3% frente ao Carnaval anterior. Colatina tem alta de 1,8%, enquanto Linhares aponta variação positiva de 0,7%, o que demonstra estabilidade com leve avanço.
O volume de partidas também revela que muitos passageiros usarão o Espírito Santo como ponto inicial para aproveitar o feriado em outros destinos. O Rio de Janeiro lidera a preferência e reunirá mais de 2 mil embarques a partir de cidades como Vitória, Vila Velha, Colatina e São Mateus com destino à capital fluminense. Na sequência aparecem Porto Seguro (BA), São Paulo (SP), Governador Valadares (MG) e Teixeira de Freitas (BA) como os destinos mais procurados.
Segundo a CEO a malha permanecerá sob monitoramento até o retorno do feriado, e a companhia poderá incluir novos horários conforme a evolução das vendas. “Estamos preparados para atender quem escolheu viajar neste Carnaval. Nossa operação reúne segurança, qualidade de atendimento e flexibilidade para que a experiência comece de forma positiva ainda no embarque”, completa Paula. fonte e foto Érica Soares

Carnaval de SP: escolas levam pautas sociais, ancestralidade e resistência ao Anhembi 

Carnaval de SP: escolas levam pautas sociais, ancestralidade e resistência ao Anhembi 

Os desfiles das escolas de samba do Grupo Especial do Carnaval 2026 de São Paulo começam na próxima sexta-feira (13) e vão até sábado (14). No meio dos diversos sambas-enredo das 14 agremiações principais, sete se destacam pelas temáticas que abordam questões sociais e de luta à homenagens a personalidades brasileiras admiráveis, indo de debates sobre reforma agrária, preservação ambiental e direitos dos povos originários a exaltação da cultura e religiosidade afro-brasileiras. 

As composições da Mocidade Unida da MoocaDragões da RealAcadêmicos do TatuapéVai-VaiMocidade AlegreGaviões da Fiel e Camisa Verde e Branco vão levar ao Anhembi manifestações políticas, históricas e identitárias, com sambas que servem de instrumento de consciência e resistência cultural.

A Liga Independente das Escolas de Samba torna público o Regulamento que norteará o Concurso da Corte do Carnaval SP 2026

Grupo Especial

13 de fevereiro

Sexta-feira

14 de fevereiro

Sábado

Grupos de Acesso

15 de fevereiro

Domingo – ACESSO 1

Matéria do deputado Sergio Meneguelli declara pôr do sol de Colatina patrimônio cultural imaterial

Matéria do deputado Sergio Meneguelli declara pôr do sol de Colatina patrimônio cultural imaterial

O pôr do sol de Colatina poderá, em breve, compor o catálogo de patrimônio cultural imaterial do Espírito Santo. Esta é a proposta do Projeto de Lei (PL) 776/2025, de autoria do deputado Sergio Meneguelli (Republicanos/ES), que é ex-prefeito da cidade.

O projeto foi protocolado na Assembleia Legislativa (Ales) e encaminhado para análise e pareceres das comissões de Justiça, de Cultura, de Turismo e de Finanças, para que depois possa ser votado pelo Plenário da Casa.

“O pôr do sol que se reflete nas águas do Rio Doce constitui um verdadeiro espetáculo natural”, diz Sérgio

Na justificativa, o parlamentar pretende o reconhecimento do pôr de sol de Colatina por seu valor simbólico, paisagístico e efetivo para a população capixaba. Segundo Meneguelli, Colatina, a “‘Princesa do Norte’, é palco de um dos mais belos e marcantes entardeceres do Brasil”.

“O pôr do sol que se reflete nas águas do Rio Doce constitui um verdadeiro espetáculo natural, que inspira artistas, encanta visitantes e enche de orgulho os colatinenses. Na década de 1960, a renomada revista norte-americana Time elegeu o pôr do sol de Colatina como o mais bonito do Estado do Espírito Santo e o segundo mais bonito do mundo, destacando a singular beleza do fenômeno e a harmonia entre o sol, o rio e o relevo colatinense”, disse Sergio Menguelli.

Deputado Sergio Meneguelli

De acordo com o deputado, esse reconhecimento internacional “reforça o caráter único desse patrimônio natural e cultural, que há décadas emociona gerações de capixabas e visitantes. Mais do que uma paisagem, o pôr do sol de Colatina é parte viva da cultura e da identidade local”.

Ainda segundo Meneguelli, famílias, amigos e turistas se reúnem em pontos estratégicos para momentos de contemplação, convivência e pertencimento, “valores essenciais à preservação da memória e da alma de um povo”.

Acredita Sergio Meneguelli que o reconhecimento desse fenômeno como Patrimônio Cultural Imaterial representa um gesto de valorização do sentimento colatinense e de incentivo ao turismo, à arte e à preservação do meio ambiente.

“Como frequentador e admirador do pôr do sol de Colatina, sinto que essa homenagem traduz o carinho e o respeito de todos os capixabas por esse cenário único, que merece ser protegido e celebrado como parte do nosso patrimônio coletivo”, finalizou.Com ALES

Acompanhe a tramitação do projeto

Serd planeja ações preventivas de limpeza na calha do Rio Doce nas cidades capixabas

Serd planeja ações preventivas de limpeza na calha do Rio Doce nas cidades capixabas

A equipe da Secretaria de Recuperação do Rio Doce (Serd) segue realizando reuniões nos municípios impactados pelo desastre ambiental de Mariana para tratar da utilização de maquinário em ações preventivas na calha do rio. O objetivo é melhorar a circulação da água com a remoção de sedimentos acumulados no leito, especialmente em trechos críticos, além da limpeza das margens, manutenção de dispositivos de drenagem, recuperação ambiental e serviços emergenciais em vias e estruturas.

A gerente de Obras e Saneamento, Sabrina Bongiovani, e a gerente de Reparação e Recuperação Ambiental, Juliana Valory, estiveram nos municípios de Marilândia, Baixo Guandu e Linhares para alinhar as visitas técnicas e as futuras datas para início destes trabalhos. A equipe da Serd já está programando reuniões em Colatina e Aracruz.

As visitas técnicas aos municípios vão alinhar o uso de horas/máquina em ações de resposta rápida aos períodos chuvosos. Na foto, equipe da Serd com representantes da Prefeitura de Marilândia.

Essas ações integram o Anexo 18 do Novo Acordo do Rio Doce, que trata das iniciativas voltadas à prevenção e ao enfrentamento de enchentes, combinando a restauração ambiental das margens com a retomada produtiva na Bacia do Rio Doce. O anexo foi concebido a partir do reconhecimento de que, após o rompimento da barragem de Samarco, em 2015, a Bacia do Rio Doce passou a conviver com eventos hidrológicos recorrentes e com um quadro persistente de vulnerabilidade ambiental, demandando intervenções permanentes e planejadas — e não apenas respostas pontuais de caráter emergencial.

No planejamento atual, a Secretaria de Recuperação do Rio Doce está promovendo a adesão a uma ata destinada à contratação de horas/máquina, assegurando maior agilidade e economicidade na execução das intervenções, com valor estimado de R$ 52,9 milhões. A execução ocorrerá na mancha de inundação definida no Novo Acordo do Rio Doce e na faixa adjacente de até 100 metros, nos municípios de Baixo Guandu, Colatina, Marilândia, Linhares e Aracruz.

“As visitas técnicas aos municípios têm justamente o objetivo de ouvir as equipes locais e identificar, de forma planejada, a necessidade do uso do contrato de horas/máquina em ações de resposta rápida e de prevenção. A cada período chuvoso, a bacia volta a sofrer com a remobilização de sedimentos, deposição de material em quintais produtivos e impactos em áreas de preservação permanente. O aumento da turbidez da água, por exemplo, impõe obstáculos adicionais ao seu tratamento para fins de abastecimento”, afirmou a gerente Juliana Valory.

“Além destas ações preventivas na calha do rio, a Serd também está em contato direto com os municípios para planejar um pacote de reformas e construções de estações de tratamento de água e esgoto nas cidades impactadas. Desta forma, iremos reduzir as cargas poluidoras no rio e nos seus afluentes e vamos garantir melhoria da qualidade da água e na proteção da saúde pública dos moradores destas regiões”, pontuou o secretário de Estado de Recuperação do Rio Doce, Guerino Balestrassi.


fonte e foto Serd
Renato Costa Neto / Karina Soares

Arranjos Produtivos entrega mais de 19 mil mudas a produtores em Itapemirim

Arranjos Produtivos entrega mais de 19 mil mudas a produtores em Itapemirim

Quase 5 mil mudas de frutíferas e de pimenta-rosa foram entregues nesta quarta-feira (11) a 34 produtores de Itapemirim como mais uma ação do Projeto Arranjos Produtivos, realizado pela Assembleia Legislativa (Ales). A atividade ocorreu na sede da Associação dos Pecuaristas e dos Agricultores Familiares de Itapemirim (Apeagri).

Itapemirim, terceiro produtor de abacaxi no Espírito Santo, agora investe na diversificação de culturas por meio do Arranjos Produtivos. Nesta quarta, os produtores receberam 3.400 mudas de maracujá, 610 de acerola, 800 de aroeira (cujo fruto é utilizado na produção de pimenta-rosa) e 140 de uva, totalizando 4.950 mudas.

Produtores receberam mudas de maracujá, acerola, uva, aroeira, além de kits para a criação de peixes / Foto: Angèle Murad

Em Itapemirim, os agricultores já haviam recebido 14.370 mudas das culturas acima e, com a nova remessa, o volume chega a 19.320 mudas – a maior parte de maracujá (11.600 mudas).

Aquaponia

A aquaponia é um sistema que integra o cultivo de plantas sem solo e criação de peixes em tanques. Cada kit tem cinco caixas d’água de 1.000 litros e cinco bombonas. Cada uma dessas tem a capacidade de 200 litros e conta com uma bomba e a tubulação integrando as duas produções.

Dez produtores fazem parte do projeto. Em setembro do ano passado, 10 kits foram distribuídos à associação. Três deles, já preparados para a criação e peixes, foram entregues para os piscicultores.

Colheitas

O projeto Arranjos Produtivos já registra resultados em Itapemirim. No caso do maracujá, há produtores que já estão na colheita da segunda safra e outros que ainda estão na primeira. Os primeiros frutos foram colhidos em julho do ano passado.

Em relação à uva, na metade das lavouras foi iniciada em dezembro passado a colheita de pequena produção. Os produtores de acerola também estão animados: existem lavouras em plena colheita e outras ainda no início. Já quem plantou aroeira, cujos frutos começaram a ser colhidos em pequena quantidade, a expectativa é atingir maior volume da produção em novembro.  

Agroindústrias

Em Itapemirim, o projeto já ajudou na regularização de três agroindústrias: uma queijaria, uma de produção de ovos e uma fábrica de iogurte. 

“Não tinha nenhuma antes. E elas já estão participando das compras públicas”, afirmou o coordenador técnico do Arranjos Produtivos, Douglas Gasparetto. A regularização é uma iniciativa que envolve também a prefeitura e o Consórcio Cointer (intermunicipal).

A titular da Secretaria da Casa dos Municípios, Joelma Costalonga, falou sobre o trabalho realizado pelo projeto junto às agroindústrias.

“A maior demanda que nós temos hoje é a regularização de agroindústrias. Tanto é que a novidade do projeto foi inserir mais um profissional no projeto (…) para cuidar e ajudar essas pequenas agroindústrias a se regularizarem, para vender com qualidade, vender um produto bem feito, atualizado, levando qualidade pra mesa do capixaba”.

Projeto

O Arranjos Produtivos é desenvolvido pela Secretaria da Casa dos Municípios da Ales em parceria com o governo do Estado e apoio das prefeituras. Este ano, o projeto entrou no seu terceiro ciclo, com foco nos créditos de carbono. Inicialmente, 20 municípios aderiram à iniciativa, agora eles já somam 35. Além das mudas e insumos, os agricultores contam com orientação técnica. Com ALES

Suzano registra recorde de vendas e ganho de eficiência operacional em 2025

Suzano registra recorde de vendas e ganho de eficiência operacional em 2025

A Suzano, maior produtora mundial de celulose e referência global na fabricação de bioprodutos desenvolvidos a partir do eucalipto, divulga hoje o balanço referente ao quarto trimestre de 2025 (4T25) e ao fechamento do ano com recorde anual no volume de vendas e na receita. Além disso, registrou queda no custo caixa de produção de celulose no período, o que comprova a eficiência operacional da empresa.

Receita alcançou R$ 50 bilhões e custo caixa atingiu menor patamar anual desde 2021

As vendas de celulose e diferentes tipos de papéis atingiram 14,2 milhões de toneladas, alta de 15% em relação a 2024. O resultado foi impulsionado sobretudo pelo forte ritmo de produção da fábrica de celulose em Ribas do Rio Pardo (MS), em operação a partir de julho de 2024, e das unidades de papéis localizadas nos Estados Unidos. Como resultado, a receita líquida anual da Suzano alcançou o patamar recorde de R$ 50 bilhões em 2025.

O foco consistente da companhia em eficiência e controle de custos também contribuiu para uma queda relevante no custo caixa de produção de celulose. Excluindo paradas, o indicador anual ficou em R$ 817 por tonelada, no menor patamar anual desde 2021.

A eficiência operacional também contribuiu para que a Suzano registrasse geração de caixa operacional de R$ 13,9 bilhões em 2025, mesmo diante de um cenário de preços menos favorável no mercado global. O Ebitda ajustado anual somou R$ 21,7 bilhões. Na última linha do balanço, o resultado ficou positivo em R$ 13,4 bilhões.

A alavancagem financeira, medida pela relação entre dívida líquida e EBITDA ajustado, encerrou dezembro de 2025 em 3,2 vezes em dólar, com leve queda em relação ao índice de 3,3 vezes registrado no fechamento do terceiro trimestre.

“Seguimos focados em eficiência operacional, gestão de custos e geração de caixa. Diante de condições de mercado desafiadoras ao longo de 2025, com o preço da celulose em patamares inferiores à média histórica, estes resultados refletem a consistência e a disciplina da nossa execução com o objetivo de ampliarmos nossa competitividade”, afirma o presidente da Suzano, Beto Abreu.

Sobre a Suzano

A Suzano é a maior produtora mundial de celulose, uma das maiores fabricantes de papéis da América Latina e líder no segmento de papel higiênico no Brasil. A companhia adota as melhores práticas de inovação e sustentabilidade para desenvolver produtos e soluções a partir de matéria-prima renovável. Os produtos da Suzano estão presentes na vida de mais de 2 bilhões de pessoas, cerca de 25% da população mundial, e incluem celulose; itens para higiene pessoal como papel higiênico e guardanapos; papéis para embalagens, copos e canudos; papéis para imprimir e escrever, entre outros produtos desenvolvidos para atender à crescente necessidade do planeta por itens mais sustentáveis. Entre suas marcas no Brasil estão Neve®, Pólen®, Suzano Report®, Mimmo®, entre outras. Com sede no Brasil e operações na América Latina, América do Norte, Europa e Ásia, a empresa tem mais de 100 anos de história e ações negociadas nas bolsas do Brasil (SUZB3) e dos Estados Unidos (SUZ). Saiba mais em: suzano.com.br – Fonte e foto Vítor De Vincentis P6 comunicações

Lei capixaba que restringe celulares nas escolas completa um ano com resultados positivos

Lei capixaba que restringe celulares nas escolas completa um ano com resultados positivos

A Lei nº 621/2024, que restringe o uso de aparelhos eletrônicos nas escolas do Espírito Santo, completa um ano de vigência com resultados expressivos no comportamento e no desempenho acadêmico dos estudantes. O especialista em Educação, Juliano Campana, coautor da proposta junto ao deputado Mazinho dos Anjos (PSDB/ES), destacou que a medida promoveu um processo de “desintoxicação digital” no ambiente escolar.

Segundo Campana, os benefícios da ausência dos celulares nas salas de aula e intervalos são percebidos rapidamente, especialmente na capacidade cognitiva dos jovens. “Imediatamente as crianças começam a passar por um processo de desintoxicação das telas e, com isso, começam a ter maior capacidade de memória, de foco e concentração. Na socialização, existe uma mudança significativa: o ambiente escolar voltou a ser um local onde a interação é a principal marca, e não mais o uso de redes sociais”, afirmou o especialista.

Apesar dos avanços, a implementação plena da lei ainda enfrenta desafios. O principal obstáculo não é a resistência dos alunos — que se adaptam em cerca de sete a dez dias —, mas sim a necessidade de uma fiscalização mais rigorosa e de regulamentações específicas por parte dos órgãos estaduais para eliminar brechas interpretativas.

“Algumas escolas não têm aplicado integralmente as medidas, aproveitando-se de lacunas no texto legal. Por isso existe uma necessidade de fiscalização dos órgãos públicos no cumprimento da lei”, pontuou Campana.

O especialista reforça que a Lei permite o uso de dispositivos eletrônicos como ferramentas de acessibilidade para alunos com necessidades especiais. Porém, para estudantes neurotípicas, o uso contínuo de telas, mesmo com fins pedagógicos, pode ser prejudicial.

Especialista em Educação, Juliano Campana aponta melhora imediata no foco, memória e socialização dos estudantes em escolas do Espirito Santo. Foto Divulgação

“Mesmo para um fim educacional, se tiver um uso muito extenso, vai gerar malefícios neurológicos. Isso já é indiscutível na ciência. O resultado do engajamento escolar do aluno é imediato e, consequentemente, com mais memória e concentração, o aprendizado vai aumentar drasticamente”, explicou o coautor do projeto.

Perspectiva Nacional

Com o Ministério da Educação (MEC) anunciando uma pesquisa nacional para avaliar o impacto da proibição de celulares em escolas de todo o Brasil neste primeiro semestre, a experiência do Espírito Santo serve como um termômetro positivo. Para Juliano Campana, a tendência é que a própria sociedade e os pais passem a exigir o cumprimento das restrições ao perceberem a evolução no desenvolvimento afetivo e emocional dos filhos.

Canais de retenção da água da chuva e coleta de lixo na água são exemplos franceses para salvar o Rio Doce

Canais de retenção da água da chuva e coleta de lixo na água são exemplos franceses para salvar o Rio Doce

As soluções adotadas na recuperação do Rio Sena, na França, e que podem ser aplicadas na revitalização do Rio Doce foram tema de reunião da Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa, conduzida pelo presidente do colegiado, deputado estadual Fabrício Gandini (PSD/ES).

O encontro reuniu ontem (10/02 representantes do movimento River Planet e autoridades da área hídrica estadual.

Rio Doce em Colatina. foto afolhaonline.com

Os ambientalistas Alberto Pêgo e Fábio Medeiros apresentaram os resultados da segunda Descida Ecológica do Rio Sena, realizada entre agosto e setembro de 2025, destacando três eixos estratégicos: tratamento de esgoto, gestão de resíduos sólidos e drenagem urbana.

Entre os exemplos citados estão estruturas de retenção e armazenamento de água para períodos de seca — canais que também funcionam como áreas de lazer — e sistemas de coleta de resíduos dentro dos rios sem bloqueio total do leito.

“Encontramos um rio vivo, cuidado e usado pela população. Há problemas, há lixo, mas em escala muito menor. Existe estrutura permanente de gestão, drenagem e monitoramento”, afirmou Alberto Pêgo.

Segundo ele, o Brasil já possui tecnologia avançada para tratamento de esgoto, mas precisa ampliar a implementação e a fiscalização das redes.

“Nós não precisamos aprender tecnologia com a França nessa área. Precisamos executar melhor o que já sabemos fazer”, disse.

Comissão de Meio Ambiente da Assembleia presidida por Gandini reúne especialistas e transforma exemplos internacionais em propostas locais. foto Heloisa Ribeiro

Gandini destacou que a Comissão vai transformar o conteúdo técnico em encaminhamentos concretos.

“Nosso papel é trazer boas práticas internacionais e adaptar à realidade capixaba. O que funciona lá pode — com ajustes — ajudar a acelerar a recuperação do Rio Doce e de outras bacias”, afirmou.

Participaram da reunião o diretor-presidente da Agência Estadual de Recursos Hídricos (Agerh), Fábio Ahnert, e o secretário em exercício da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Seama), Vitor Ricciardi.


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Espírito Santo lidera produção industrial do país em 2025, indústria extrativa é destaque

Espírito Santo lidera produção industrial do país em 2025, indústria extrativa é destaque

O Espírito Santo encerrou o ano de 2025 na liderança do crescimento da produção industrial do país. Impulsionado pela indústria extrativa – composta pela extração de petróleo e gás natural e pela fabricação de pelotas de minério de ferro -, a produção industrial do Estado cresceu 11,6% no ano, na comparação com 2024. Com o resultado, o ES teve o melhor desempenho entre todos os Estados do Brasil e também muito acima da média nacional (0,6%).

Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM-PF), divulgados nesta terça-feira (10) pelo IBGE e compilados pelo OBSERVATÓRIO FINDES. Ao longo de 2025, a indústria extrativa capixaba cresceu 18,3%, consolidando-se como o principal motor da atividade industrial do Estado ao longo do ano e colocando o Espírito Santo como segundo maior produtor de petróleo do país.

Avanço da extração de petróleo e gás natural e da fabricação de pelotas do minério de ferro garantiram ao Espírito Santo a maior expansão industrial do Brasil no último ano. foto findes

Para o presidente da Federação das Indústrias do Espírito Santo (FINDES), Paulo Baraona, o resultado reflete a relevância do Estado como um dos principais polos industriais e energéticos do país. “O segmento de petróleo e gás tem um papel importante no crescimento da produção industrial capixaba e reforça a posição estratégica do ES na economia brasileira e no mapa energético do país. Para além dessa fonte de energia, estamos ampliando o uso de fonte renováveis e o aumentando a eficiência energética das plantas industriais”, destaca.

O presidente lembra que em 2025 o Estado e o país passaram por situações adversas, como as taxações às exportações aos Estados Unidos e os juros elevados. “Conseguimos ter um bom resultado industrial no ES mesmo diante desse cenário. Porém, precisamos resolver as questões ligadas ao Custo Brasil, como reduzir burocracia, melhorar a infraestrutura do século XX e tornar a tomada do crédito mais acessível. Um ambiente de negócios mais favorável será determinante para garantir um crescimento mais equilibrado e sustentável ao longo dos próximos anos”, avalia.

Baraona ainda explica que entre os desafios para 2026 também está propagar os efeitos positivos do setor extrativo sobre os demais segmentos industriais. “Nosso desafio agora é fazer com que esses bons resultados da indústria extrativa se espalhem para a indústria de transformação. Precisamos agregar cada vez mais valor ao que está sendo produzido no Estado e buscar novos mercados”, avalia.

Indústria extrativa sustenta crescimento ao longo do ano

O gerente de Ambiente de Negócios do OBSERVATÓRIO FINDES, Nathan Diirr, destaca que o desempenho da indústria extrativa foi decisivo para garantir ao Espírito Santo a liderança ao longo de 2025. “O avanço da produção industrial capixaba no ano passado está diretamente ligado ao desempenho de grandes indústrias instaladas no Estado. Podemos destacar a retomada gradual das atividades da Samarco e o avanço da produção do navio-plataforma Maria Quitéria, da Petrobras, no campo de Jubarte”, afirma.

Na análise de dezembro de 2025 contra dezembro de 2024, a produção industrial capixaba cresceu 19,9%, maior resultado entre os estados pesquisados pelo IBGE. Esse foi o oitavo mês consecutivo com crescimento de dois dígitos na análise interanual, impulsionado principalmente pela indústria extrativa, que avançou 27,5% no período, com aumento da produção de minério de ferro pelotizado e de petróleo e gás natural.

Mesmo com uma leve retração de 0,5% em dezembro, na comparação com novembro, após forte expansão em outubro, o desempenho capixaba foi superior ao cenário nacional, que recuou 1,2% no mesmo período.  

Petróleo e gás reafirma protagonismo em 2025

O grande destaque da indústria extrativa em 2025 foi a produção de petróleo e gás natural. Dados consolidados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mostram que o Espírito Santo produziu 70,4 milhões de barris de petróleo no ano, um crescimento de 24,3% em relação a 2024.

A produção média estadual alcançou 192,9 mil barris por dia, enquanto a produção média de gás natural chegou a 5,1 milhões de metros cúbicos por dia, uma alta de 39,5% frente ao ano anterior. “Esse desempenho está fortemente relacionado ao aumento da produção no ambiente marítimo, especialmente no campo de Jubarte, além da retomada da produção no campo de Baleia Anã, ambas no Litoral Norte Capixaba, que voltou a operar em setembro de 2025 após um período de paralisação”, explica Nathan.

Pelotização também contribui para o avanço industrial

A atividade de pelotização também teve papel relevante no desempenho industrial do Espírito Santo em 2025. A retomada gradual das operações da Samarco colaborou de forma significativa para o crescimento do setor. Segundo dados do relatório do quarto trimestre da empresa, a produção de pelotas e finos de minério no Estado totalizou 15,1 milhões de toneladas em 2025, um aumento de 55% em comparação com o ano anterior. fonte Rita Benezath – – FINDES