Serd planeja ações preventivas de limpeza na calha do Rio Doce nas cidades capixabas

Serd planeja ações preventivas de limpeza na calha do Rio Doce nas cidades capixabas

A equipe da Secretaria de Recuperação do Rio Doce (Serd) segue realizando reuniões nos municípios impactados pelo desastre ambiental de Mariana para tratar da utilização de maquinário em ações preventivas na calha do rio. O objetivo é melhorar a circulação da água com a remoção de sedimentos acumulados no leito, especialmente em trechos críticos, além da limpeza das margens, manutenção de dispositivos de drenagem, recuperação ambiental e serviços emergenciais em vias e estruturas.

A gerente de Obras e Saneamento, Sabrina Bongiovani, e a gerente de Reparação e Recuperação Ambiental, Juliana Valory, estiveram nos municípios de Marilândia, Baixo Guandu e Linhares para alinhar as visitas técnicas e as futuras datas para início destes trabalhos. A equipe da Serd já está programando reuniões em Colatina e Aracruz.

As visitas técnicas aos municípios vão alinhar o uso de horas/máquina em ações de resposta rápida aos períodos chuvosos. Na foto, equipe da Serd com representantes da Prefeitura de Marilândia.

Essas ações integram o Anexo 18 do Novo Acordo do Rio Doce, que trata das iniciativas voltadas à prevenção e ao enfrentamento de enchentes, combinando a restauração ambiental das margens com a retomada produtiva na Bacia do Rio Doce. O anexo foi concebido a partir do reconhecimento de que, após o rompimento da barragem de Samarco, em 2015, a Bacia do Rio Doce passou a conviver com eventos hidrológicos recorrentes e com um quadro persistente de vulnerabilidade ambiental, demandando intervenções permanentes e planejadas — e não apenas respostas pontuais de caráter emergencial.

No planejamento atual, a Secretaria de Recuperação do Rio Doce está promovendo a adesão a uma ata destinada à contratação de horas/máquina, assegurando maior agilidade e economicidade na execução das intervenções, com valor estimado de R$ 52,9 milhões. A execução ocorrerá na mancha de inundação definida no Novo Acordo do Rio Doce e na faixa adjacente de até 100 metros, nos municípios de Baixo Guandu, Colatina, Marilândia, Linhares e Aracruz.

“As visitas técnicas aos municípios têm justamente o objetivo de ouvir as equipes locais e identificar, de forma planejada, a necessidade do uso do contrato de horas/máquina em ações de resposta rápida e de prevenção. A cada período chuvoso, a bacia volta a sofrer com a remobilização de sedimentos, deposição de material em quintais produtivos e impactos em áreas de preservação permanente. O aumento da turbidez da água, por exemplo, impõe obstáculos adicionais ao seu tratamento para fins de abastecimento”, afirmou a gerente Juliana Valory.

“Além destas ações preventivas na calha do rio, a Serd também está em contato direto com os municípios para planejar um pacote de reformas e construções de estações de tratamento de água e esgoto nas cidades impactadas. Desta forma, iremos reduzir as cargas poluidoras no rio e nos seus afluentes e vamos garantir melhoria da qualidade da água e na proteção da saúde pública dos moradores destas regiões”, pontuou o secretário de Estado de Recuperação do Rio Doce, Guerino Balestrassi.


fonte e foto Serd
Renato Costa Neto / Karina Soares

Arranjos Produtivos entrega mais de 19 mil mudas a produtores em Itapemirim

Arranjos Produtivos entrega mais de 19 mil mudas a produtores em Itapemirim

Quase 5 mil mudas de frutíferas e de pimenta-rosa foram entregues nesta quarta-feira (11) a 34 produtores de Itapemirim como mais uma ação do Projeto Arranjos Produtivos, realizado pela Assembleia Legislativa (Ales). A atividade ocorreu na sede da Associação dos Pecuaristas e dos Agricultores Familiares de Itapemirim (Apeagri).

Itapemirim, terceiro produtor de abacaxi no Espírito Santo, agora investe na diversificação de culturas por meio do Arranjos Produtivos. Nesta quarta, os produtores receberam 3.400 mudas de maracujá, 610 de acerola, 800 de aroeira (cujo fruto é utilizado na produção de pimenta-rosa) e 140 de uva, totalizando 4.950 mudas.

Produtores receberam mudas de maracujá, acerola, uva, aroeira, além de kits para a criação de peixes / Foto: Angèle Murad

Em Itapemirim, os agricultores já haviam recebido 14.370 mudas das culturas acima e, com a nova remessa, o volume chega a 19.320 mudas – a maior parte de maracujá (11.600 mudas).

Aquaponia

A aquaponia é um sistema que integra o cultivo de plantas sem solo e criação de peixes em tanques. Cada kit tem cinco caixas d’água de 1.000 litros e cinco bombonas. Cada uma dessas tem a capacidade de 200 litros e conta com uma bomba e a tubulação integrando as duas produções.

Dez produtores fazem parte do projeto. Em setembro do ano passado, 10 kits foram distribuídos à associação. Três deles, já preparados para a criação e peixes, foram entregues para os piscicultores.

Colheitas

O projeto Arranjos Produtivos já registra resultados em Itapemirim. No caso do maracujá, há produtores que já estão na colheita da segunda safra e outros que ainda estão na primeira. Os primeiros frutos foram colhidos em julho do ano passado.

Em relação à uva, na metade das lavouras foi iniciada em dezembro passado a colheita de pequena produção. Os produtores de acerola também estão animados: existem lavouras em plena colheita e outras ainda no início. Já quem plantou aroeira, cujos frutos começaram a ser colhidos em pequena quantidade, a expectativa é atingir maior volume da produção em novembro.  

Agroindústrias

Em Itapemirim, o projeto já ajudou na regularização de três agroindústrias: uma queijaria, uma de produção de ovos e uma fábrica de iogurte. 

“Não tinha nenhuma antes. E elas já estão participando das compras públicas”, afirmou o coordenador técnico do Arranjos Produtivos, Douglas Gasparetto. A regularização é uma iniciativa que envolve também a prefeitura e o Consórcio Cointer (intermunicipal).

A titular da Secretaria da Casa dos Municípios, Joelma Costalonga, falou sobre o trabalho realizado pelo projeto junto às agroindústrias.

“A maior demanda que nós temos hoje é a regularização de agroindústrias. Tanto é que a novidade do projeto foi inserir mais um profissional no projeto (…) para cuidar e ajudar essas pequenas agroindústrias a se regularizarem, para vender com qualidade, vender um produto bem feito, atualizado, levando qualidade pra mesa do capixaba”.

Projeto

O Arranjos Produtivos é desenvolvido pela Secretaria da Casa dos Municípios da Ales em parceria com o governo do Estado e apoio das prefeituras. Este ano, o projeto entrou no seu terceiro ciclo, com foco nos créditos de carbono. Inicialmente, 20 municípios aderiram à iniciativa, agora eles já somam 35. Além das mudas e insumos, os agricultores contam com orientação técnica. Com ALES

Suzano registra recorde de vendas e ganho de eficiência operacional em 2025

Suzano registra recorde de vendas e ganho de eficiência operacional em 2025

A Suzano, maior produtora mundial de celulose e referência global na fabricação de bioprodutos desenvolvidos a partir do eucalipto, divulga hoje o balanço referente ao quarto trimestre de 2025 (4T25) e ao fechamento do ano com recorde anual no volume de vendas e na receita. Além disso, registrou queda no custo caixa de produção de celulose no período, o que comprova a eficiência operacional da empresa.

Receita alcançou R$ 50 bilhões e custo caixa atingiu menor patamar anual desde 2021

As vendas de celulose e diferentes tipos de papéis atingiram 14,2 milhões de toneladas, alta de 15% em relação a 2024. O resultado foi impulsionado sobretudo pelo forte ritmo de produção da fábrica de celulose em Ribas do Rio Pardo (MS), em operação a partir de julho de 2024, e das unidades de papéis localizadas nos Estados Unidos. Como resultado, a receita líquida anual da Suzano alcançou o patamar recorde de R$ 50 bilhões em 2025.

O foco consistente da companhia em eficiência e controle de custos também contribuiu para uma queda relevante no custo caixa de produção de celulose. Excluindo paradas, o indicador anual ficou em R$ 817 por tonelada, no menor patamar anual desde 2021.

A eficiência operacional também contribuiu para que a Suzano registrasse geração de caixa operacional de R$ 13,9 bilhões em 2025, mesmo diante de um cenário de preços menos favorável no mercado global. O Ebitda ajustado anual somou R$ 21,7 bilhões. Na última linha do balanço, o resultado ficou positivo em R$ 13,4 bilhões.

A alavancagem financeira, medida pela relação entre dívida líquida e EBITDA ajustado, encerrou dezembro de 2025 em 3,2 vezes em dólar, com leve queda em relação ao índice de 3,3 vezes registrado no fechamento do terceiro trimestre.

“Seguimos focados em eficiência operacional, gestão de custos e geração de caixa. Diante de condições de mercado desafiadoras ao longo de 2025, com o preço da celulose em patamares inferiores à média histórica, estes resultados refletem a consistência e a disciplina da nossa execução com o objetivo de ampliarmos nossa competitividade”, afirma o presidente da Suzano, Beto Abreu.

Sobre a Suzano

A Suzano é a maior produtora mundial de celulose, uma das maiores fabricantes de papéis da América Latina e líder no segmento de papel higiênico no Brasil. A companhia adota as melhores práticas de inovação e sustentabilidade para desenvolver produtos e soluções a partir de matéria-prima renovável. Os produtos da Suzano estão presentes na vida de mais de 2 bilhões de pessoas, cerca de 25% da população mundial, e incluem celulose; itens para higiene pessoal como papel higiênico e guardanapos; papéis para embalagens, copos e canudos; papéis para imprimir e escrever, entre outros produtos desenvolvidos para atender à crescente necessidade do planeta por itens mais sustentáveis. Entre suas marcas no Brasil estão Neve®, Pólen®, Suzano Report®, Mimmo®, entre outras. Com sede no Brasil e operações na América Latina, América do Norte, Europa e Ásia, a empresa tem mais de 100 anos de história e ações negociadas nas bolsas do Brasil (SUZB3) e dos Estados Unidos (SUZ). Saiba mais em: suzano.com.br – Fonte e foto Vítor De Vincentis P6 comunicações

Lei capixaba que restringe celulares nas escolas completa um ano com resultados positivos

Lei capixaba que restringe celulares nas escolas completa um ano com resultados positivos

A Lei nº 621/2024, que restringe o uso de aparelhos eletrônicos nas escolas do Espírito Santo, completa um ano de vigência com resultados expressivos no comportamento e no desempenho acadêmico dos estudantes. O especialista em Educação, Juliano Campana, coautor da proposta junto ao deputado Mazinho dos Anjos (PSDB/ES), destacou que a medida promoveu um processo de “desintoxicação digital” no ambiente escolar.

Segundo Campana, os benefícios da ausência dos celulares nas salas de aula e intervalos são percebidos rapidamente, especialmente na capacidade cognitiva dos jovens. “Imediatamente as crianças começam a passar por um processo de desintoxicação das telas e, com isso, começam a ter maior capacidade de memória, de foco e concentração. Na socialização, existe uma mudança significativa: o ambiente escolar voltou a ser um local onde a interação é a principal marca, e não mais o uso de redes sociais”, afirmou o especialista.

Apesar dos avanços, a implementação plena da lei ainda enfrenta desafios. O principal obstáculo não é a resistência dos alunos — que se adaptam em cerca de sete a dez dias —, mas sim a necessidade de uma fiscalização mais rigorosa e de regulamentações específicas por parte dos órgãos estaduais para eliminar brechas interpretativas.

“Algumas escolas não têm aplicado integralmente as medidas, aproveitando-se de lacunas no texto legal. Por isso existe uma necessidade de fiscalização dos órgãos públicos no cumprimento da lei”, pontuou Campana.

O especialista reforça que a Lei permite o uso de dispositivos eletrônicos como ferramentas de acessibilidade para alunos com necessidades especiais. Porém, para estudantes neurotípicas, o uso contínuo de telas, mesmo com fins pedagógicos, pode ser prejudicial.

Especialista em Educação, Juliano Campana aponta melhora imediata no foco, memória e socialização dos estudantes em escolas do Espirito Santo. Foto Divulgação

“Mesmo para um fim educacional, se tiver um uso muito extenso, vai gerar malefícios neurológicos. Isso já é indiscutível na ciência. O resultado do engajamento escolar do aluno é imediato e, consequentemente, com mais memória e concentração, o aprendizado vai aumentar drasticamente”, explicou o coautor do projeto.

Perspectiva Nacional

Com o Ministério da Educação (MEC) anunciando uma pesquisa nacional para avaliar o impacto da proibição de celulares em escolas de todo o Brasil neste primeiro semestre, a experiência do Espírito Santo serve como um termômetro positivo. Para Juliano Campana, a tendência é que a própria sociedade e os pais passem a exigir o cumprimento das restrições ao perceberem a evolução no desenvolvimento afetivo e emocional dos filhos.

Canais de retenção da água da chuva e coleta de lixo na água são exemplos franceses para salvar o Rio Doce

Canais de retenção da água da chuva e coleta de lixo na água são exemplos franceses para salvar o Rio Doce

As soluções adotadas na recuperação do Rio Sena, na França, e que podem ser aplicadas na revitalização do Rio Doce foram tema de reunião da Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa, conduzida pelo presidente do colegiado, deputado estadual Fabrício Gandini (PSD/ES).

O encontro reuniu ontem (10/02 representantes do movimento River Planet e autoridades da área hídrica estadual.

Rio Doce em Colatina. foto afolhaonline.com

Os ambientalistas Alberto Pêgo e Fábio Medeiros apresentaram os resultados da segunda Descida Ecológica do Rio Sena, realizada entre agosto e setembro de 2025, destacando três eixos estratégicos: tratamento de esgoto, gestão de resíduos sólidos e drenagem urbana.

Entre os exemplos citados estão estruturas de retenção e armazenamento de água para períodos de seca — canais que também funcionam como áreas de lazer — e sistemas de coleta de resíduos dentro dos rios sem bloqueio total do leito.

“Encontramos um rio vivo, cuidado e usado pela população. Há problemas, há lixo, mas em escala muito menor. Existe estrutura permanente de gestão, drenagem e monitoramento”, afirmou Alberto Pêgo.

Segundo ele, o Brasil já possui tecnologia avançada para tratamento de esgoto, mas precisa ampliar a implementação e a fiscalização das redes.

“Nós não precisamos aprender tecnologia com a França nessa área. Precisamos executar melhor o que já sabemos fazer”, disse.

Comissão de Meio Ambiente da Assembleia presidida por Gandini reúne especialistas e transforma exemplos internacionais em propostas locais. foto Heloisa Ribeiro

Gandini destacou que a Comissão vai transformar o conteúdo técnico em encaminhamentos concretos.

“Nosso papel é trazer boas práticas internacionais e adaptar à realidade capixaba. O que funciona lá pode — com ajustes — ajudar a acelerar a recuperação do Rio Doce e de outras bacias”, afirmou.

Participaram da reunião o diretor-presidente da Agência Estadual de Recursos Hídricos (Agerh), Fábio Ahnert, e o secretário em exercício da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Seama), Vitor Ricciardi.


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Espírito Santo lidera produção industrial do país em 2025, indústria extrativa é destaque

Espírito Santo lidera produção industrial do país em 2025, indústria extrativa é destaque

O Espírito Santo encerrou o ano de 2025 na liderança do crescimento da produção industrial do país. Impulsionado pela indústria extrativa – composta pela extração de petróleo e gás natural e pela fabricação de pelotas de minério de ferro -, a produção industrial do Estado cresceu 11,6% no ano, na comparação com 2024. Com o resultado, o ES teve o melhor desempenho entre todos os Estados do Brasil e também muito acima da média nacional (0,6%).

Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM-PF), divulgados nesta terça-feira (10) pelo IBGE e compilados pelo OBSERVATÓRIO FINDES. Ao longo de 2025, a indústria extrativa capixaba cresceu 18,3%, consolidando-se como o principal motor da atividade industrial do Estado ao longo do ano e colocando o Espírito Santo como segundo maior produtor de petróleo do país.

Avanço da extração de petróleo e gás natural e da fabricação de pelotas do minério de ferro garantiram ao Espírito Santo a maior expansão industrial do Brasil no último ano. foto findes

Para o presidente da Federação das Indústrias do Espírito Santo (FINDES), Paulo Baraona, o resultado reflete a relevância do Estado como um dos principais polos industriais e energéticos do país. “O segmento de petróleo e gás tem um papel importante no crescimento da produção industrial capixaba e reforça a posição estratégica do ES na economia brasileira e no mapa energético do país. Para além dessa fonte de energia, estamos ampliando o uso de fonte renováveis e o aumentando a eficiência energética das plantas industriais”, destaca.

O presidente lembra que em 2025 o Estado e o país passaram por situações adversas, como as taxações às exportações aos Estados Unidos e os juros elevados. “Conseguimos ter um bom resultado industrial no ES mesmo diante desse cenário. Porém, precisamos resolver as questões ligadas ao Custo Brasil, como reduzir burocracia, melhorar a infraestrutura do século XX e tornar a tomada do crédito mais acessível. Um ambiente de negócios mais favorável será determinante para garantir um crescimento mais equilibrado e sustentável ao longo dos próximos anos”, avalia.

Baraona ainda explica que entre os desafios para 2026 também está propagar os efeitos positivos do setor extrativo sobre os demais segmentos industriais. “Nosso desafio agora é fazer com que esses bons resultados da indústria extrativa se espalhem para a indústria de transformação. Precisamos agregar cada vez mais valor ao que está sendo produzido no Estado e buscar novos mercados”, avalia.

Indústria extrativa sustenta crescimento ao longo do ano

O gerente de Ambiente de Negócios do OBSERVATÓRIO FINDES, Nathan Diirr, destaca que o desempenho da indústria extrativa foi decisivo para garantir ao Espírito Santo a liderança ao longo de 2025. “O avanço da produção industrial capixaba no ano passado está diretamente ligado ao desempenho de grandes indústrias instaladas no Estado. Podemos destacar a retomada gradual das atividades da Samarco e o avanço da produção do navio-plataforma Maria Quitéria, da Petrobras, no campo de Jubarte”, afirma.

Na análise de dezembro de 2025 contra dezembro de 2024, a produção industrial capixaba cresceu 19,9%, maior resultado entre os estados pesquisados pelo IBGE. Esse foi o oitavo mês consecutivo com crescimento de dois dígitos na análise interanual, impulsionado principalmente pela indústria extrativa, que avançou 27,5% no período, com aumento da produção de minério de ferro pelotizado e de petróleo e gás natural.

Mesmo com uma leve retração de 0,5% em dezembro, na comparação com novembro, após forte expansão em outubro, o desempenho capixaba foi superior ao cenário nacional, que recuou 1,2% no mesmo período.  

Petróleo e gás reafirma protagonismo em 2025

O grande destaque da indústria extrativa em 2025 foi a produção de petróleo e gás natural. Dados consolidados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mostram que o Espírito Santo produziu 70,4 milhões de barris de petróleo no ano, um crescimento de 24,3% em relação a 2024.

A produção média estadual alcançou 192,9 mil barris por dia, enquanto a produção média de gás natural chegou a 5,1 milhões de metros cúbicos por dia, uma alta de 39,5% frente ao ano anterior. “Esse desempenho está fortemente relacionado ao aumento da produção no ambiente marítimo, especialmente no campo de Jubarte, além da retomada da produção no campo de Baleia Anã, ambas no Litoral Norte Capixaba, que voltou a operar em setembro de 2025 após um período de paralisação”, explica Nathan.

Pelotização também contribui para o avanço industrial

A atividade de pelotização também teve papel relevante no desempenho industrial do Espírito Santo em 2025. A retomada gradual das operações da Samarco colaborou de forma significativa para o crescimento do setor. Segundo dados do relatório do quarto trimestre da empresa, a produção de pelotas e finos de minério no Estado totalizou 15,1 milhões de toneladas em 2025, um aumento de 55% em comparação com o ano anterior. fonte Rita Benezath – – FINDES

Prefeitura de Colatina convida sociedade civil para audiência sobre estacionamento rotativo

Prefeitura de Colatina convida sociedade civil para audiência sobre estacionamento rotativo

A Prefeitura de Colatina, por meio da Secretaria Municipal de Transporte, Trânsito e Segurança Pública (SEMTRAN), convida a sociedade civil para participar da Audiência Pública sobre o novo sistema de estacionamento rotativo que será implantado no município. O encontro será realizado em 20 de fevereiro (sexta-feira), às 18h, na Câmara Municipal de Colatina, no Centro.


A iniciativa tem como objetivo apresentar à população a proposta do estacionamento rotativo, esclarecer dúvidas e abrir espaço para contribuições. A previsão é de que o sistema seja implementado em cerca de 47 vias, com início previsto para o segundo semestre. Durante a audiência, a SEMTRAN detalhará a dinâmica do novo sistema e o planejamento da medida.

Encontro será realizado em 20 de fevereiro, na Câmara Municipal. foto secom PMC

De acordo com o secretário municipal de Trânsito, Transporte e Segurança Pública, Major Carlos Balbino, a participação da população é fundamental para o sucesso do projeto. “A Audiência Pública será um espaço fundamental de escuta e diálogo. Queremos ouvir dúvidas e contribuições dos cidadãos para que o sistema atenda às reais necessidades do município”, destaca o Major.

SERVIÇO:
Audiência pública sobre novo estacionamento rotativo
Data: 20/02 (sexta-feira)
Horário: 20h
Local: Câmara Municipal de Colatina – Rua Prof. Arnaldo de Vasconcelos Costa, 32 

FONTE E FOTO
Secretaria Municipal de Assuntos Institucionais e Comunicação Social

Lorenzo Pazolini confirma recursos da Cidade do Samba em anúncio ao lado de Marcos do Val

Lorenzo Pazolini confirma recursos da Cidade do Samba em anúncio ao lado de Marcos do Val

Com recursos já empenhados e processo licitatório concluído, a construção da Cidade do Samba de Vitória entra na fase de execução. Orçado em R$ 51 milhões, o projeto aguarda agora a instalação do canteiro de obras para início dos trabalhos, consolidando uma demanda histórica da comunidade carnavalesca da capital.

O anúncio foi feito pelo prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos/ES), no Sambão do Povo, e contou também com a presença do senador Marcos do Val (Podemos-ES)), que destacou o impacto estruturante da iniciativa para o município.

Prefeito Lorenzo Pazolini e o senador Marcos do Val,

“A Cidade do Samba representa organização e respeito à cultura da capital. É uma estrutura permanente que fortalece o carnaval e amplia oportunidades para quem atua na economia criativa em Vitória”, afirmou o senador.

O espaço será destinado às escolas de samba, garantindo estrutura adequada para produção, preparação e armazenamento de alegorias e materiais. O complexo também permitirá a realização de eventos culturais ao longo do ano, fortalecendo a cadeia produtiva do setor e ampliando a geração de emprego e renda no município.

Marcos do Val ressaltou que mantém diálogo com a gestão municipal e acompanha iniciativas estruturantes para a cidade.

“Vitória consolida um ciclo de gestão pautado por planejamento e responsabilidade. A capital capixaba tem se tornado referência em organização administrativa e equilíbrio fiscal, servindo de espelho para outras cidades. Tenho mantido diálogo com o prefeito Lorenzo Pazolini, sempre com foco em projetos que estruturam a cidade e deixam legado. Quando o município avança com consistência, quem ganha é a população.”

A Cidade do Samba encerra uma espera de décadas da comunidade carnavalesca e marca uma nova etapa para a política cultural de Vitória, consolidando um equipamento permanente voltado à valorização da identidade e da tradição do carnaval da capital. fonte Humberto Gomes

Lições da França para a recuperação do Rio Doce

Lições da França para a recuperação do Rio Doce

A experiência francesa na recuperação do Rio Sena será destaque na reunião da Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa, aconteceu (10/02), às 9 horas, no Plenário Rui Barbosa

Por iniciativa do presidente do colegiado, deputado estadual Gandini (PSD/ES), o encontro vai transformar lições internacionais em propostas para fortalecer a preservação e a recuperação dos recursos hídricos do Espírito Santo, com foco especial no Rio Doce.

Ambientalistas capixabas desceram pela segunda vez o Rio Sena e vão apresentar os resultados aos deputados estaduais. Créditos. River Planet e Gleberson Nascimento.

A Comissão volta a receber representantes do movimento River Planet, responsáveis pela Segunda Descida Ecológica do Rio Sena, na França, realizada entre agosto e setembro, em mais de 20 dias de expedição.

O grupo apresentará relatório técnico da travessia e sugestões de ações que podem ser adaptadas à realidade dos rios capixabas. Em junho de 2025, também por articulação de Gandini, o colegiado debateu o planejamento da expedição internacional. Agora, a nova reunião marca a etapa de apresentação de resultados e de análise das políticas públicas aplicadas na Bacia do Sena.

Segundo o ambientalista Alberto Pêgo, do River Planet, a expedição identificou avanços na qualidade ambiental do rio em comparação com a descida anterior, realizada em 2013. Ele destaca que a legislação francesa de recursos hídricos, de 1964, inspirou a brasileira, criada em 1997, mas que os resultados práticos obtidos na França ainda são mais consistentes.

Durante a travessia, foram observadas soluções nas áreas de tratamento de esgoto, gestão de resíduos sólidos e drenagem urbana — pontos considerados estratégicos para orientar políticas de revitalização de bacias hidrográficas no Brasil.

As informações também devem contribuir para a organização de uma nova Descida Ecológica do Rio Doce (foto), prevista entre 4 de maio e 5 de junho. A última expedição completa no rio ocorreu em 1998.

Outro encaminhamento defendido por Gandini é a aproximação entre o governo do Espírito Santo e as instituições responsáveis pela Bacia do Sena, com foco em cooperação técnica e intercâmbio de boas práticas na gestão das águas. fonte Gleberson Nascimento.