A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a utilização de duas substâncias que podem estar presentes em produtos usados para fazer unhas ou esmaltação em gel, que precisam ser expostos à luz ultravioleta ou LED. As substâncias são o TPO (óxido de difenil [2,4,6-trimetilbenzol] fosfina) e o DMPT (N,N-dimetil-p-toluidina), também conhecido como dimetiltolilamina (DMTA). A resolução foi aprovada nesta quarta-feira (29).
O objetivo é proteger a saúde das pessoas que utilizam esses produtos e principalmente dos profissionais que trabalham com eles. Segundo a Anvisa, o DMPT pode causar câncer em humanos e o TPO é tóxico para a reprodução e pode prejudicar a fertilidade.
Elas podem causar câncer e problemas de fertilidade nos usuários. foto anvisa
“Com a decisão, o Brasil se alinha aos padrões de segurança da União Europeia, que também baniu recentemente esses ingredientes. A medida impede que produtos considerados inseguros em outros países sejam comercializados aqui. A proibição das duas substâncias se aplica a qualquer produto cosmético”, diz a agência em nota.
Segundo a resolução, a fabricação, a importação e a concessão de novos registros ou notificações para produtos que contenham TPO ou DMPT estão proibidas imediatamente. No comércio, as empresas e estabelecimentos têm 90 dias para parar de vender ou utilizar os produtos que já estão no mercado.
Após esse prazo, todos os registros e notificações desses produtos serão cancelados pela Anvisa. As empresas responsáveis deverão realizar o recolhimento daqueles que ainda estiverem em lojas e distribuidoras.
“Ainda que o risco ocupacional seja mais intenso, usuárias e usuários também estão sujeitos aos efeitos nocivos decorrentes da exposição, reforçando sua dimensão social. Diante desse cenário, é dever do Estado atuar preventivamente, evitando a perpetuação de risco sabidamente evitável”, afirmou a relatora da norma, a diretora Daniela Marreco.
Ela reforçou ainda que os eventos adversos dessas substâncias estão, em geral, associados a exposições repetidas e prolongadas, de modo que contatos ocasionais ou pouco frequentes representam risco significativamente menor.
“Contudo, não afasta a necessidade de uma medida tempestiva de proibição dessas substâncias, cumprindo nosso papel de proteção da saúde com a edição da medida de precaução ora proposta”, disse. fonte ANVISA
Com uma atuação de gala, o Palmeiras goleou a LDU (Equador) pelo placar de 4 a 0, na noite desta quinta-feira (30) no Allianz Parque, e garantiu a classificação para a decisão da Copa Libertadores da América, onde encontrará o Flamengo, que, na última quarta-feira (29), segurou um empate com o Racing (Argentina) para chegar à final da competição continental.
Verdão vence por 4 a 0 com gols de Sosa, Fuchs e Veiga (dois) foto palmeiras
Com uma atuação de gala, o Palmeiras goleou a LDU (Equador) pelo placar de 4 a 0, na noite desta quinta-feira (30) no Allianz Parque, e garantiu a classificação para a decisão da Copa Libertadores da América, onde encontrará o Flamengo, que, na última quarta-feira (29), segurou um empate com o Racing (Argentina) para chegar à final da competição continental.
Verdão copeiro
Após perder pelo placar de 3 a 0 na partida de ida, disputada nos 2.850 metros de altitude da cidade de Quito, a equipe comandada pelo técnico português Abel Ferreira entrou em campo com a obrigação de se arriscar no ataque para tentar marcar os gols que a levariam à classificação.
Para isto, o comandante do Verdão (que afirmou durante a semana que “90 minutos dentro do Allianz Parque é muito tempo” para construir o placar necessário para garantir a classificação) optou por uma formação diferente, com três zagueiros, dois alas que chegavam muito à linha de fundo e um trio de ataque formado por Vitor Roque, Flaco López e Ramón Sosa.
E a aposta de Abel Ferreira não demorou a dar resultado, com Sosa abrindo o placar aos 19 minutos. Primeiro, Allan, outra novidade da equipe titular, fez grande jogada pela direita e levantou a bola na área, onde o paraguaio se livrou da marcação e marcou de cabeça.
O Palmeiras continuou empilhando oportunidades, e ficou muito perto de ampliar aos 35 minutos, quando, em jogada de contra-ataque, Vitor Roque ficou de frente para o goleiro Álex Domínguez. Porém, o zagueiro Mina bloqueou a finalização do brasileiro.
O Verdão queria o segundo ainda antes do intervalo, e ele saiu aos 49 minutos. Após cobrança de falta ensaiada, a bola sobrou para o zagueiro Bruno Fuchs, que bateu firme para superar o goleiro Álex Domínguez.
Após o intervalo o Palmeiras caiu um pouco de rendimento. E o técnico Abel Ferreira fez uma mudança que deu nova vida a sua equipe. Ele colocou em campo o meio-campista Raphael Veiga, que marcou não apenas um gol, mas dois.
O primeiro saiu aos 22 minutos, quando Raphael Veiga recebeu dentro da área, após tabelar com Vitor Roque, e, dentro da área, bateu de esquerda para colocar a bola no fundo do gol. O camisa 23 do Verdão voltou a decidir aos 36 minutos, cobrando pênalti com frieza para marcar o gol que garantiu uma vitória épica que confirmou a classificação ainda no tempo regulamentar.
A deputada estadual Camila Valadão (PSOL) completou mil dias de mandato na Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales) e fez um balanço das principais conquistas e desafios desde que assumiu o cargo, em 1º de fevereiro de 2023. Eleita com 52.221 votos, a parlamentar é a mulher mais votada da história do Estado e uma das poucas mulheres negras a ocupar uma cadeira no Parlamento capixaba.
Desde o início do mandato, Camila tem se destacado pela atuação firme na defesa dos direitos humanos, da democracia e das políticas públicas voltadas para trabalhadoras e trabalhadores, além da luta por terra, moradia e uma sociedade antirracista e sem discriminação
Parlamentar afirma que muito já foi feito, mas o trabalho continua por um Espírito Santo mais democrático e participativo
Presidindo a Comissão de Defesa dos Direitos Humanos da Ales, Camila coordenou iniciativas como a Caravana dos Direitos Humanos, a Jornada Antirracista e o Seminário LGBTQIAPN+, que percorreram diferentes regiões do Estado, ampliando o diálogo com movimentos sociais, instituições e comunidades.
“A presidência da Comissão permitiu que nosso mandato ajudasse a fortalecer pautas históricas e dar voz a quem sempre foi silenciado. Desde o primeiro dia na Ales, entendi que esse deve ser um espaço que precisa servir ao povo do Espírito Santo, e é isso que buscamos fazer todos os dias desde então”, afirma.
Em mil dias de mandato, a parlamentar acumula uma produção legislativa expressiva e eficiente. Ela apresentou 50 Projetos de Lei, três Projetos de Resolução e 35 emendas, além de mais de 490 indicações e 120 requerimentos de informação. Foram 16 leis aprovadas, muitas delas voltadas à promoção de direitos, à igualdade racial e à valorização da cultura popular.
Entre as normas sancionadas estão a lei que garante o uso gratuito de escolas públicas por cursinhos populares, o Julho das Pretas, a Política de Sistematização de Dados sobre Violência contra Mulheres e o Programa de Enfrentamento à Violência Obstétrica. O mandato também destinou emendas parlamentares a projetos culturais, ambientais e sociais, com destaque para o Edital “Escola Sem Racismo”, que contemplou 20 escolas estaduais com R$25 mil para desenvolver projetos antirracistas.
“Ver escolas públicas do nosso Estado discutindo racismo, identidade e pertencimento é uma das maiores alegrias desse projeto. É sobre formar novas gerações mais conscientes, antirracistas e decoloniais”, destacou a deputada.
Camila também ressaltou que os mil dias foram marcados por muito trabalho, diálogos e enfrentamento a retrocessos. “Não é possível descrever tudo o que vivemos: as reuniões, as caminhadas pelos territórios, as inúmeras denúncias que acolhemos, as horas de estudo e as lutas travadas dentro e fora do plenário. Tivemos lágrimas e angústias diante de tantas violações, mas também muitos sorrisos e conquistas que nos mostram que vale a pena seguir”, disse.
A parlamentar agradeceu o apoio e reforçou o compromisso com a continuidade da luta. “Nosso mandato existe porque há uma rede de pessoas acreditando que a política pode ser feita de outro jeito. Que pode ser feita com ética, coragem e compromisso com a vida. Esses mil dias são só o começo. Ainda há muito a ser feito na Ales, e é com esse espírito que seguimos firmes para os próximos desafios, incluindo a caminhada de 2026. Cada passo que damos é para abrir caminhos para outras mulheres, pessoas negras e trabalhadoras ocuparem os espaços de poder. Porque só assim a democracia se fortalece de verdade”, concluiu.
Sete governadores anunciaram nesta quinta-feira (30) a criação do “Consórcio da Paz”, um projeto de integração para trocar informações de inteligência, prestar apoio financeiro e de contingente policial no combate ao crime organizado.
A medida ocorre depois da operação no Rio de Janeiro que deixou pelo menos 121 mortos nos complexos do Alemão e da Penha.
A reunião ocorreu no Palácio Guanabara, sede do governo fluminense.
Além do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, participaram Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais; Jorginho Mello (PL), de Santa Catarina; Eduardo Riedel (Progressistas), do Mato Grosso do Sul; Ronaldo Caiado (União Brasil), de Goiás; e a vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão (Progressistas). O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), participou remotamente, por chamada de vídeo.
O Rio de Janeiro será a sede inicial do consórcio e vai organizar o processo de formalização do grupo.
Medida ocorre depois de ação policial com mais de 120 mortes. foto governo do rio
De acordo com Castro, a ideia é compartilhar estratégias de combate ao crime.
“Faremos um consórcio entre estados no modelo de outros consórcios que existem para que nós possamos dividir as experiências, soluções e ações do combate ao crime organizado”, disse Castro.
Apesar de ser liderado por governadores alinhados politicamente, eles informaram que a intenção é incluir todos os estados da Federação.
“Nós vamos perseguir o objetivo de integrar as 27 unidades da Federação, para que a gente troque experiência, empréstimos e material humano, porque nós temos gente qualificadíssima. Para que possamos comprar equipamentos de forma consorciada e enfrentar definitivamente essa onda de violência do Brasil, que não é só do Rio de Janeiro, é de todos os estados”, disse o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello.
Operação Contenção
Todos os governadores presentes elogiaram os resultados da ação policial nos complexos da Penha e do Alemão.
Para o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, a operação deve ser “considerada a mais bem-sucedida”. “As forças de segurança do Rio de Janeiro fizeram, no meu entender, uma operação que vai fazer parte da segurança pública no Brasil”, disse.
A operação resultou na morte de 121 pessoas, sendo quatro policiais militares, apreensão de 93 fuzis e provocou caos na cidade, com interdição de vias. O objetivo principal anunciado previamente era a captura de Edgar Alves de Andrade, conhecido como Doca, tido como principal chefe da facção criminosa Comando Vermelho, porém ele não foi preso na operação.
Durante o encontro, os governadores falaram que o objetivo do consórcio é oferecer ações práticas, sem “politização” da segurança pública.
No entanto, fizeram críticas à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, texto enviado pelo governo federal ao Congresso em abril de 2025. Um dos objetivos anunciados é dar status constitucional ao Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), e integração entre forças de segurança em todo o país.
“Único objetivo do governo federal é tirar dos governadores as diretrizes gerais da segurança pública, que é um determinação que a Constituição de 88 nos deu. Querem transferir nossa autonomia e transformar em diretriz geral do Ministério da Justiça. É intervenção direta nas polícias dos estados”, afirmou o governador de Goiás, Ronaldo Caiado.
A PEC estabelece que a União seja a responsável por elaborar a política nacional de segurança pública, “cujas diretrizes serão de observância obrigatória por parte dos entes federados, ouvido o Conselho Nacional de Segurança Pública e Defesa Social, integrado por representantes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios”. O governo federal tem argumentado que a PEC mantém as autonomias das forças de segurança estaduais e distrital.
Lewandowski disse que o governo federal vai aumentar o efetivo da Polícia Rodoviária Federal em 50 agentes nas estradas e o efetivo de agentes de inteligência no Rio, além do envio de peritos.
Entre os 99 corpos já identificados entre os mortos na Operação Contenção, 89 já foram liberados pelo Instituto Médico Legal para a retirada dos familiares. O instituto trabalha para identificar os 117 civis mortos na operação, e o trabalho pode ser concluído apenas no fim de semana. A operação também deixou quatro policiais mortos.
A Polícia Civil informou que está finalizando um documento de inteligência “com centenas de páginas, que reúne a qualificação dos criminosos mortos e uma análise detalhada sobre o papel estratégico dos complexos da Penha e do Alemão dentro da estrutura da organização criminosa”, diz em comunicado.
Segundo o governo do Rio de Janeiro, das 99 pessoas identificadas até o momento, 78 tinham histórico criminal, e 42 tinham mandado de prisão pendente. Segundo o secretário, ainda não é possível saber se esses mandados pendentes haviam sido expedido nesta operação ou anteriormente.
Já foram identificados 99 dos 117 civis mortos na operação.foto governo do rio
O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio da Subprocuradoria-Geral de Direitos Humanos e Proteção à Vítima (SUBDH), também trabalha para realizar uma perícia independente e acolher familiares dos mortos durante a liberação dos corpos das vítimas da Operação Contenção.
A perícia contou com uma equipe de oito profissionais, sob acompanhamento integral de um promotor de Justiça integrante do Ministério Público.
O objetivo da operação era, de acordo com o governo do estado, conter o avanço do Comando Vermelho, cumprindo 180 mandados de busca e apreensão e 100 mandados de prisão.
Principal alvo, Edgar Alves de Andrade, conhecido como Doca, segue foragido. Ele é considerado o principal chefe do Comando Vermelho que não está preso.
Entidades de direitos humanos e organizações da sociedade civil denunciam que a operação como “massacre” e “chacina” e criticam a alta letalidade da ação.
Familiares e moradores do Complexo da Penha retiraram dezenas de corpos de uma área de mata na região na madrugada seguinte à ação e relatam que tambem havia sinais de tortura e até mutilações nos cadáveres. fonte agência brasil
A Secretaria da Saúde (Sesa), por meio da Superintendência Regional de Saúde de Colatina (SRSC), segue ampliando o acesso da população aos serviços especializados de oftalmologia. Entre os dias 22 e 25 de outubro, o município de Mantenópolis recebeu a ação, com 607 consultas ofertadas. Já em Governador Lindenberg, a mobilização acontece nesta semana, entre os dias 27 de outubro e 1º de novembro, com 996 atendimentos previstos. Somadas, as duas ações garantem mais de 1,6 mil consultas oftalmológicas para usuários previamente agendados pelo Sistema Estadual de Regulação.
As avaliações são realizadas por profissionais especialistas e têm como objetivo identificar alterações visuais e encaminhar, quando necessário, para tratamento e correção.
Em Governador Lindenberg, a mobilização acontece nesta semana, entre os dias 27 de outubro e 1º de novembro, com 996 atendimentos previstos, foto sesa
Os pacientes que necessitarem de correção visual serão encaminhados ao Programa Estadual de Órtese e Prótese Oftalmológica, responsável pela entrega gratuita de óculos em etapa posterior. Também são realizados encaminhamentos para subespecialidades oftalmológicas, conforme cada caso.
O superintendente Regional de Saúde de Colatina, Vaninho Mendes, destacou a importância das mobilizações para a ampliação do acesso à saúde ocular. “Essas ações representam um avanço importante na descentralização dos serviços especializados. Estamos levando atendimento oftalmológico para mais perto das pessoas, garantindo resolutividade e evitando que os usuários precisem se deslocar para outros municípios”, afirmou Mendes.
Além das mobilizações itinerantes, a população da Região Central conta com atendimentos permanentes de oftalmologia no Centro Regional Especializado (CRE) de Colatina, na Rede Cuidar em Linhares e no Hospital João dos Santos Neves (HJSN), em Baixo Guandu. Dessa forma, os municípios da região têm acesso mais próximo e organizado aos serviços de saúde ocular.
O Governo do Espírito Santo acionou o plano de contingência elaborado, de forma preventiva, para monitorar as atividades de integrantes de facções criminosas após a Operação Contenção, realizada pelas forças policiais do Rio de Janeiro. O plano, formulado pela Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (Sesp), foi apresentado nesta quinta-feira (30) pelo governador Renato Casagrande e pelo vice-governador Ricardo Ferraço, coordenador do Programa Estado Presente em Defesa da Vida.
O objetivo é criar um fluxo de informações de inteligência entre todas as agências federais e estaduais, com o intuito de identificar possíveis fugas para o Espírito Santo, tanto de criminosos que atuam no Rio de Janeiro quanto de indivíduos do Estado que estejam escondidos em território fluminense e tenham intenção de retornar.
Os municípios de Presidente Kennedy, Mimoso do Sul, Apiacá, Bom Jesus do Norte, São José do Calçado e Guaçuí, que fazem divisa com o Rio de Janeiro, estão com monitoramento reforçado, contando, inclusive, com apoio da Polícia Rodoviária Federal. foto governo do es
“Estamos desde o ocorrido avaliando a repercussão e se é necessária alguma retenção. As nossas agências de inteligência estão integradas, tanto do Governo do Estado quanto do Governo Federal. Estamos acompanhando as divisas com a Polícia Rodoviária Federal. É bom destacar que, na verdade, as lideranças criminosas daqui estão migrando para o Rio de Janeiro, pois sabem que aqui são grandes as chances de serem presas. E já adianto: se tentarem voltar, serão alcançadas. O Espírito Santo está mostrando o jeito de fazer segurança pública que produz efeito para o cidadão, com inteligência e tecnologia, operações cirúrgicas, prisões de lideranças, além do trabalho social”, pontuou o governador Casagrande.
Até o momento, conforme apontam os levantamentos de todas as agências de inteligência, não há nenhum indicativo de que possa haver migração de criminosos ao Espírito Santo após a operação realizada nessa terça-feira (28) nos Complexos do Alemão e da Penha. Estradas que cortam os municípios de Presidente Kennedy, Mimoso do Sul, Apiacá, Bom Jesus do Norte, São José do Calçado e Guaçuí, que fazem divisa com o Rio de Janeiro, estão com monitoramento reforçado, contando, inclusive, com apoio da Polícia Rodoviária Federal.
“Assim que tomamos conhecimento da operação na cidade do Rio de Janeiro, nosso núcleo do Estado Presente está atento aos desdobramentos e mobilizado. A integração das forças de segurança permite recebermos informações precisas e estratégicas do que acontece lá para estruturarmos nossas ações aqui. Nosso plano de contingência já está em operação, tático e estratégico. A estrutura de segurança pública do nosso Estado está pronta. Bandidos fogem do Espírito Santo para buscar abrigo em outros estados porque sabem que aqui nossas polícias irão alcançá-los e prendê-los. Eles sabem bem dessa atuação efetiva das nossas forças”, reforçou o vice-governador Ricardo Ferraço.
O secretário de Estado da Segurança Pública e Defesa Social, Leonardo Damasceno, destacou que o Espírito Santo é considerado território hostil para os criminosos e a tendência é que não haja nenhum tipo de migração para solo capixaba.
“Aqui, os bandidos não se criam. Temos exemplos recentes de líderes de facções criminosas do Estado que resolveram voltar, por algum motivo, do Rio de Janeiro, e foram capturados. Marujo, irmãos Vera, Boca de Lata — alguns chefes que estavam há tempos escondidos no estado vizinho e, quando precisaram vir, em poucos dias estavam na cadeia. Nosso governador e vice-governador nos exigiram um monitoramento profundo para identificar se há qualquer possibilidade de vinda de bandidos para cá e, até o momento, não temos esse indicativo. Porém, caso ocorra, estaremos preparados”, afirmou.
A saúde financeira das empresas capixabas é motivo de comemoração e coloca o Espírito Santo em posição de destaque no cenário nacional. O empresário capixaba é hoje o melhor pagador do Brasil, segundo o estudo Retrato da Inadimplência, elaborado pelo Connect Fecomércio-ES com base em dados do Serasa Experian. O levantamento mostra que o estado alcançou a menor taxa de inadimplência empresarial do país, com 24,73% dos CNPJs com contas em atraso, resultado bem abaixo da média nacional (31,75%) e da média da região Sudeste (31,27%).
O levantamento mostra que, em maio de 2025, 433 empresas capixabas saíram da inadimplência, reduzindo o total para 129.420. A tendência é de melhora contínua: em relação a maio de 2024, quando o índice era de 25,55%, houve queda de 0,82 ponto percentual. Essa redução reflete uma gestão financeira mais sólida e a capacidade dos empresários locais de manter compromissos em dia, mesmo diante de custos de crédito elevados. Além disso, as empresas mantiveram estabilidade no número de dívidas por CNPJ, que permaneceu em 5,5, o mesmo nível de abril. O valor médio delas chegou a R$ 14.503,40.
Levantamento aponta que o Espírito Santo lidera ranking nacional com a menor inadimplência empresarial. O estado reduziu a taxa de empreendedores com dívidas em atraso, que caiu para 24,73%: são 433 empresas a menos com contas no vermelho. foto
De acordo com André Spalenza, coordenador do Observatório do Comércio do Connect Fecomércio-ES, o desempenho positivo é um indicador de confiança e eficiência econômica.
“O resultado mostra que o Espírito Santo mantém um ambiente de negócios mais equilibrado e sustentável. A redução da inadimplência reduz o risco sistêmico, atrai investimentos e fortalece a competitividade do setor produtivo local”, explicou.
Outro ponto de destaque é a redução do estoque de dívidas empresariais, que passou de R$ 2,34 bilhões em 2020 para R$ 1,88 bilhão em 2025. Mesmo com juros altos – a Selic em torno de 15% –, as empresas do estado conseguiram reorganizar seus compromissos financeiros. Esse cenário, segundo o estudo, representa um ambiente mais previsível e favorável ao planejamento de longo prazo.
Para Spalenza, a melhora estrutural é um reflexo da maturidade dos empresários capixabas. “As empresas do Espírito Santo têm demonstrado capacidade de adaptação. Mesmo em um contexto de crédito caro, conseguiram reduzir o endividamento e aumentar a eficiência na gestão do capital de giro”, observou.
A pesquisa mostra ainda que as micro e pequenas empresas tiveram papel relevante nesse resultado, com queda de 0,7% no número de inadimplentes, com 123, 6 mil. Com isso, o Espírito Santo se distancia do comportamento registrado no Sudeste e no Brasil, onde a inadimplência cresceu 0,3 e 0,27 ponto percentual, respectivamente, no mesmo período.
O estudo destaca que a baixa inadimplência empresarial proporciona maior liquidez e flexibilidade financeira, permitindo que as companhias adotem políticas de crédito mais flexíveis para seus clientes, ampliem prazos de pagamento e negociem melhor com fornecedores. Essa solidez se converte em vantagem competitiva, especialmente diante das vendas on-line de outros estados, em períodos estratégicos do varejo como o Dia das Crianças, a Black Friday e o Natal.
“Empresas financeiramente equilibradas conseguem planejar promoções, investir em inovação e reforçar estoques com mais segurança. Isso aumenta a competitividade e gera confiança no mercado”, complementou Spalenza.
Inadimplência das famílias também recua O bom momento financeiro não se restringe às empresas. A inadimplência das famílias capixabas caiu para 33,3% em agosto de 2025, menor patamar desde 2022. Na comparação com o mesmo mês de 2024 (35%), a redução foi de 1,7 ponto percentual, o que representa 70,5 mil pessoas a menos com dívidas em atraso. A dívida média capixaba ficou em R$ 5.904,37.
A melhora foi mais acentuada entre as famílias com renda de até 10 salários mínimos (R$ 15.180), cuja taxa de inadimplência caiu de 39,7% para 37,2%. Esse avanço indica um maior controle financeiro e renegociação de débitos, fatores que devem impulsionar o consumo em datas importantes do comércio neste fim de ano.
O levantamento aponta ainda que as dívidas em atraso com mais de 90 dias seguem como o maior desafio, representando 55,3% do total entre as famílias de menor renda, até 10 salários mínimos (15.180) e 52,4% entre as de maior renda, o que eleva o custo do endividamento.
Apesar disso, houve um leve avanço na capacidade de pagamento: 45,3% das famílias de menor renda dizem que conseguirão quitar total ou parcialmente suas dívidas em atraso no próximo mês, frente a 45% em julho.
O coordenador André Spalenza destacou que o movimento reforça a recuperação gradual da economia capixaba. “A queda da inadimplência empresarial e familiar mostra que o Espírito Santo está consolidando uma base financeira mais saudável. Isso amplia a confiança de consumidores e empresários e cria um ciclo virtuoso de crescimento”.
A pesquisa completa, com os dados detalhados, está disponível no site https://portaldocomercio-es.com.br/.
Sobre o Sistema Fecomércio-ES A Fecomércio-ES integra a Confederação Nacional do Comércio (CNC) e representa 405.455 empresas, responsáveis por 58% do ICMS arrecadado no estado e pelo emprego de 652 mil pessoas. Com mais de 30 unidades, tendo ações itinerantes e presente em todos os municípios capixaba – seja de forma física ou on-line –, o Sistema Fecomércio-ES atua em todo o Espírito Santo. A entidade representa 24 sindicatos empresariais e tem como missão contribuir para o desenvolvimento social e econômico do estado. O projeto Connect é uma parceria entre Fecomércio-ES e Faesa, com apoio do Senac-ES, Secti-ES, Fapes e Mobilização Capixaba pela Inovação (MCI) fonte Kelly Kalli/Fecomércio-ES
O senador Marcos do Val reassume o mandato no Senado e passa a integrar, como membro titular, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, que será instalada na próxima terça-feira (4). A retomada ocorre em um momento em que o país volta as atenções para a escalada de violência no Rio de Janeiro, após a megaoperação contra o Comando Vermelho — a mais letal da história do país.
A CPI foi criada para investigar a estrutura, a expansão e o funcionamento de facções criminosas e milícias, além de propor medidas que fortaleçam o combate ao crime organizado e ampliem a integração entre as forças de segurança pública.
Marcos do Val é membro titular ao lado dos senadores Alessandro Vieira e Sergio Moro. Foto: William Borgmann
Marcos do Val é membro titular ao lado dos senadores Alessandro Vieira (MDB-SE) e Sergio Moro (União Brasil-PR) — parlamentares com reconhecida atuação em temas ligados à segurança pública e investigação. Após um período de afastamento para cuidar da saúde, o senador capixaba retorna às atividades parlamentares em um dos momentos mais sensíveis do debate nacional sobre segurança pública.
“O Brasil precisa de uma resposta articulada ao avanço das organizações criminosas. O combate ao crime deve ser pautado por inteligência, tecnologia e integração entre as forças de segurança. Esse será o foco do meu trabalho na CPI”, afirmou Marcos do Val.
A comissão, convocada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), contará com parlamentares de diferentes partidos e deverá eleger sua presidência e relatoria já na reunião de instalação.
Com o retorno de Marcos do Val, o Senado volta a contar com uma das vozes mais técnicas e experientes na pauta da segurança pública — agora como membro titular da CPI do Crime Organizado, criada em resposta direta à escalada de violência e à atuação de facções criminosas no país.