Colatina lança programa que conecta agricultores à rede de assistência social

Colatina lança programa que conecta agricultores à rede de assistência social

A Prefeitura de Colatina lançou, na manhã desta quinta-feira (30), o Programa Compra Direta de Alimentos (CDA), iniciativa que conecta a agricultura familiar à rede socioassistencial do município. O evento, realizado no auditório do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, reuniu produtores, representantes das instituições beneficiadas, lideranças comunitárias e autoridades municipais e estaduais.

Nesta primeira etapa, 13 agricultores familiares foram cadastrados para fornecer alimentos frescos, como frutas, verduras, raízes e produtos processados, a 20 unidades da rede de assistência social, entre CRAS, CREAS, abrigos institucionais e o Centro POP. A solenidade contou ainda com a entrega simbólica das primeiras cestas de alimentos às entidades beneficiadas.

“Quanto mais partilhamos, mais produzimos”
Durante a cerimônia, a secretária municipal de Assistência Social, Michela Penitente, destacou a emoção de ver o projeto sair do papel e começar a transformar vidas:

Vice-prefeito Dr. Pagotto r a secretária municipal de Assistência Social, Michela Penitente. foto secom PMC

“É uma alegria reunir todos vocês aqui, valorizando o trabalho das famílias do campo e engrandecendo quem vai receber esses alimentos. Quanto mais nós partilhamos, mais produzimos. Estou emocionada por dar início a esse projeto tão importante para Colatina.”

Estado destaca parceria e fortalecimento do campo
Representando o Governo do Estado, a gerente de Segurança Alimentar, Cristiane Bonato Mafra, ressaltou a importância da parceria entre Estado e município para o fortalecimento das políticas públicas de segurança alimentar:

“Nosso agradecimento a todos os produtores aqui presentes. A gestão atual de Colatina entendeu a importância desse projeto. Realizar este lançamento aqui mostra o quanto o município valoriza sua agricultura familiar e sua rede de proteção social.”

Agricultores celebram oportunidade de renda direta
O agricultor José Antônio Brumatti, um dos fornecedores cadastrados no programa, falou sobre o impacto do CDA para quem vive da produção rural:

“Para nós, agricultores, a comercialização é um grande desafio. Esse programa é uma garantia pra gente, sem atravessador. É um momento muito especial, porque dá segurança e valorização ao nosso trabalho.”

Instituições comemoram a chegada dos alimentos
Representando as instituições beneficiadas, Sheila Guerra, do Lar Irmã Scheilla e da Casa Lar Vovô Simeão, destacou a importância da iniciativa para o atendimento diário de pessoas em situação de vulnerabilidade:

“É um programa muito importante, que chega para fortalecer o trabalho das instituições e melhorar a alimentação de quem mais precisa. Cada produto recebido aqui representa cuidado, respeito e amor ao próximo.”

Vice-prefeito reforça compromisso com o produtor rural
O vice-prefeito Dr. Pedro Pagotto destacou que o fortalecimento da agricultura familiar foi um compromisso assumido pela atual gestão e reafirmou o papel do município no incentivo à produção local:

“É um orgulho estar aqui hoje. A agricultura familiar sempre foi prioridade em nosso plano de governo. Valorizar quem planta e incentivar quem produz é investir no desenvolvimento sustentável e no cuidado com as pessoas.”

Alimentos saudáveis, dignidade e desenvolvimento
O Programa Compra Direta de Alimentos (CDA) permite que o município adquira diretamente os produtos da agricultura familiar, com recursos do Governo do Estado do Espírito Santo. Os alimentos são repassados às unidades socioassistenciais, que utilizam os produtos nas refeições e atividades com os usuários.

Além de garantir alimentação adequada e saudável para famílias em situação de vulnerabilidade, o CDA gera renda, fortalece o campo e aproxima o meio rural da rede de assistência social, promovendo um ciclo positivo de solidariedade, dignidade e desenvolvimento econômico. fonte Secretaria Municipal de Assuntos Institucionais e Comunicação Social

STF: condenação de Zambelli por perseguição armada é definitiva

STF: condenação de Zambelli por perseguição armada é definitiva

O Supremo Tribunal Federal (STF) declarou o trânsito em julgado da condenação da deputada Carla Zambelli (PL-SP) por ter perseguido de arma em punho um homem pelas ruas de São Paulo, em 2022. Isso significa que não há mais recursos possíveis e deve-se iniciar o cumprimento da pena

Esta é a segunda condenação da deputada a ser tornar definitiva no Supremo. A primeira, a 10 anos de prisão, esteve relacionada à invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A deputada, entretanto, fugiu para a Itália, em julho, pouco antes de sua prisão ser decretada. 

No momento, Zambelli se encontra presa no país europeu, no aguardo de uma decisão da Justiça italiana sobre o pedido de extradição feito pelo Brasil. Na movimentação mais recente, o Ministério Público de Itália deu parecer favorável à extradição

No momento, deputada está presa na Itália. foto câmara federal

Quando já estava presa na Itália por reflexo da primeira condenação, o Supremo proferiu, em agosto, por 9 votos a 2, a nova sentença de prisão contra a deputada. Ela foi considerada culpada pelos crimes de porte ilegal de arma e constrangimento ilegal com emprego de arma de fogo. 

Os crimes foram cometidos pouco antes do segundo turno das eleições de 2022, quando Zambelli sacou uma arma de fogo e perseguiu o jornalista Luan Araújo pela rua e dentro de uma lanchonete, onde ele tentou se proteger. 

A perseguição começou após Zambelli e Luan terem trocado provocações durante um ato político no bairro dos Jardins, em São Paulo.

Durante a tramitação do processo, a defesa sempre alegou que a deputada é inocente. “A deputada reafirma sua inocência e que é vítima de perseguição política”, disse o advogado Fábio Pagnozzi após a segunda condenação. 

O Supremo já determinou que a deputada perca o mandato, devido à incompatibilidade do regime inicial fechado de prisão com sua presença no Congresso. A efetivação da decisão, contudo, depende de ato da Mesa Diretora da Câmara.  fonte agência brasil

Lewandowski e Castro anunciam escritório emergencial contra crime

Lewandowski e Castro anunciam escritório emergencial contra crime

O governador Cláudio Castro anunciou a criação de um Escritório Emergencial de Enfrentamento ao Crime, com atuação integrada dos governos estadual e federal. O anúncio foi feito após reunião com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, nesta quarta-feira (29/10), no Palácio Guanabara, sede administrativa do Governo do Estado.  O encontro, que tratou sobre Segurança Pública no estado do Rio de Janeiro, aconteceu após a Operação Contenção, que resultou na prisão de 113 criminosos e na apreensão de quase 100 fuzis nos complexos do Alemão e da Penha.


– Estamos unindo esforços de forma inédita para romper a barreira da burocracia, respeitando as competências de cada esfera. A segurança pública exige velocidade, inteligência e integração, e este escritório emergencial nasce para garantir que todas as forças trabalhem juntas, em ação real e imediata. O crime é nacional, e a resposta também precisa ser, para proteger a população – afirmou o governador Cláudio Castro.

O ministro da Justiça e da Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, e o governador do Rio de Janeiro, Claudio Castro, anunciaram nesta quarta-feira (29) a criação de um escritório emergencial para enfrentar o crime organizado no estado. foto governo do rj

O novo escritório será comandado pelos secretários de Segurança Pública, Victor dos Santos, do Estado do Rio, e Mario Sarrubbo, do Governo Federal. O objetivo é uma atuação conjunta com os dois escritórios já existentes — o Comitê de Inteligência Financeira e Recuperação de Ativos (CIFRA), que investiga a lavagem de dinheiro para recuperação de ativos, e a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO/RJ).


O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, destacou o alinhamento entre os governos.


– Tivemos uma conversa extremamente proveitosa. A cúpula da segurança nacional apoiará integralmente o Rio de Janeiro. Vivemos um federalismo cooperativo e viemos aqui para, dentro do possível, colaborar para superarmos essa crise de segurança – afirmou.


Na reunião, o ministro Lewandowski afirmou que vai atender o pedido do governador para disponibilizar vagas em presídios federais de segurança máxima para a transferência de líderes de facções, além de colocar à disposição peritos criminais para os desdobramentos da Operação Contenção, aumentar o efetivo da Força Nacional e da Polícia Rodoviária Federal, e intensificar as atividades de inteligência.


Participaram do encontro os secretários de Estado de Segurança Pública, Victor dos Santos, de Polícia Militar, coronel Marcelo de Menezes, de Polícia Civil, delegado Felipe Curi, de Administração Penitenciária, Maria Rosa Lo Duca Nebel, da Casa Civil, Nicola Miccione, e de Defesa Civil, coronel Tarciso Salles. Também estiveram presentes o secretário Nacional de Segurança Pública, Mario Sarrubbo, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal, Antônio Fernando Souza. fonte governo rj

Governo do RJ confirma 119 mortos em operação mais letal do Estado

Governo do RJ confirma 119 mortos em operação mais letal do Estado

O governador do Rio, Cláudio Castro, disse nesta quarta-feira (29) que a Operação Contenção foi um sucesso e que as únicas vítimas dos confrontos foram os policiais mortos.

“Temos muita tranquilidade de defender o que foi feito ontem. Queria me solidarizar com as famílias dos quatro guerreiros que deram a vida para libertar a população. Eles foram as verdadeiras quatro vítimas. De vítima ontem, só tivemos os policiais”, disse Castro em entrevista no Palácio Guanabara, sede do Executivo estadual. 

“Quais são os indícios que levam a crer que todos eram criminosos? O conflito não foi em área edificada. Foi todo na mata. Não creio que tivesse alguém passeando na mata num dia de conflito. Por isso a gente pode tranquilamente classificar de criminosos”, acrescentou o governador. 

Castro: operação foi “sucesso” e policiais mortos foram únicas vítimas. foto governo do rj

Número de mortos

Cláudio Castro disse ainda que o número oficial de mortos na operação das polícias Civil e Militar nos complexos da Penha e do Alemão nessa terça-feira (28) é de 58 mortos, incluindo os dois policiais civis e os dois policiais militares. Ele não explicou o motivo da mudança da contagem oficial, mas disse que o dado oficial vai mudar “com certeza”.

Ontem, o governo contabilizou 64 pessoas mortas, inclusive os quatro agentes das forças de segurança. O governador também não quis comentar sobre os cerca de 60 corpos retirados da área de mata pelos moradores do Complexo da Penha após a operação mais letal da história do estado

>> Veja as operações policiais mais letais no Rio nos últimos anos

O governador destacou que o estado do Rio é o epicentro do problema da segurança pública que “assola o Brasil”.

“Mostramos ontem um duro golpe na criminalidade e que temos condições de vencer batalhas. Mas temos a humildade de reconhecer que essa guerra não será vencida sozinhos. Agora é momento de união e não de politicagem”. 

Moradores do Rio de Janeiro viveram momentos de medo nessa terça-feira (28) diante da operação policial. Milhares de pessoas enfrentaram dificuldades para conseguir chegar em casa devido aos bloqueios das vias da cidade, além de terem de fugir dos tiroteios.

Especialistas ouvidos pela Agência Brasil criticaram a ação que gerou grande impacto na capital fluminense e não atingiu o objetivo de conter o crime organizado.

Para a professora do Departamento de Segurança Pública da Universidade Federal Fluminense (UFF) Jacqueline Muniz, a operação foi amadora e uma “lambança político-operacional”. Movimentos populares e de favelas também condenaram as ações policiais e afirmaram que “segurança não se faz com sangue”.  fonte agência brasil

Obra da Terceira Ponte de Colatina terá recursos da Secretaria de Recuperação do Rio Doce

Obra da Terceira Ponte de Colatina terá recursos da Secretaria de Recuperação do Rio Doce

O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Recuperação do Rio Doce (Serd), firmou um novo termo de cooperação para apoiar a execução de obras de infraestrutura em áreas impactadas pelo desastre ambiental de Mariana. Serão destinados R$ 30 milhões para a construção da Terceira Ponte de Colatina, contribuindo para o custeio de parte da obra, que é considerada estratégica para a mobilidade urbana e regional.

O governador do Estado, Renato Casagrande, destacou o impacto positivo da intervenção para a população. “A Terceira Ponte de Colatina é uma obra sonhada e fundamental para desafogar o trânsito na cidade. E utilizar parte dos recursos do Acordo de Mariana nessa obra faz parte do processo de reparação a uma região que foi profundamente afetada”, afirmou.

O projeto urbanístico completo da Terceira Ponte está orçado em R$ 164 milhões, foto Heitor Righetti Machado/Secom-ES

O termo de cooperação foi publicado no Diário Oficial do Estado na última quinta-feira (23) e atende ao previsto no Anexo 12 do Novo Acordo Rio Doce, que estabelece investimentos para modernização, reforço logístico e melhoria das estruturas públicas. A obra também deverá contar com recursos de emendas parlamentares da bancada federal capixaba.

O projeto urbanístico completo da Terceira Ponte está orçado em R$ 164 milhões. Além da estrutura de quase um quilômetro sobre o Rio Doce, serão construídos acessos e conexões com a BR-259 e a ES-080, passando pelos bairros Castelo Branco e Maria das Graças, totalizando cerca de 12 quilômetros de extensão. O conjunto inclui ainda ciclovias e calçadas, ampliando a segurança e a mobilidade urbana.

A intervenção vai modernizar a circulação viária na região central de Colatina, que atualmente depende da Ponte Florentino Avidos – estrutura com tráfego intenso, incluindo ônibus e caminhões. Após a conclusão da obra, a Florentino Avidos terá duas faixas de circulação no sentido Centro, enquanto a Terceira Ponte terá duas faixas no sentido do bairro São Silvano, formando um binário que deve reduzir congestionamentos e melhorar o fluxo de deslocamento.

Além dos moradores de Colatina, a nova ponte vai beneficiar diretamente municípios como Baixo Guandu, Marilândia, Pancas, Governador Lindenberg, São Domingos do Norte, Alto Rio Novo e Linhares, que utilizam a cidade como polo regional de comércio, serviços e saúde.

Governador do ES Renato Casagrande e o secretário de Estado de Recuperação do Rio Doce, Guerino Balestrassi

“A nova ponte vai facilitar o deslocamento das pessoas que buscam serviços públicos e privados em Colatina, referência regional em saúde. Também vai reduzir o tempo e o custo de transporte, aumentar a segurança viária e melhorar o escoamento da produção agrícola e industrial da região. É um investimento que melhora a vida das pessoas e fortalece o desenvolvimento da Bacia do Rio Doce”, destacou o secretário de Estado de Recuperação do Rio Doce, Guerino Balestrassi.

Um consórcio formado por empresas de Minas Gerais venceu o processo licitatório, etapa anunciada em janeiro de 2025. A partir da assinatura da ordem de início, o prazo previsto para elaboração do projeto executivo e conclusão da obra será de 1.020 dias, conforme estabelecido pelo Departamento de Edificações e de Rodovias do Espírito Santo (DER-ES). fonte Renato Costa

Casos de AVC aumentam no país e reforçam alerta sobre prevenção e monitoramento da saúde

Casos de AVC aumentam no país e reforçam alerta sobre prevenção e monitoramento da saúde

O número de mortes por Acidente Vascular Cerebral (AVC) voltou a crescer no Brasil, acendendo um sinal de alerta sobre a urgência de cuidados preventivos de saúde. Para se ter uma ideia, dados do Portal da Transparência dos Cartórios de Registro Civil apontam que, apenas entre janeiro e abril deste ano, o país registrou 18.724 óbitos pela doença, o equivalente a uma morte a cada sete minutos. No ano passado, o total chegou a 84.878 vítimas.

O cenário acompanha uma tendência global. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que o AVC seja responsável por mais de seis milhões de mortes anuais no mundo. Já a Global Stroke Action Coalition projeta que esse número pode chegar a quase dez milhões até 2050, especialmente em países de renda média e baixa.

AVC tem afetado cada vez mais adultos jovens. Segundo o Ministério da Saúde. foto Freepik

A doença ocorre quando o fluxo sanguíneo para o cérebro é interrompido, levando à morte de células cerebrais. Existem dois tipos principais: o isquêmico, causado pela obstrução de uma artéria, e o hemorrágico, provocado pelo rompimento de um vaso sanguíneo. Embora mais comum em pessoas acima dos 60 anos, o AVC tem afetado cada vez mais adultos jovens. Segundo o Ministério da Saúde, as internações de pacientes com até 50 anos cresceram 32% entre 2008 e 2024, revelando uma mudança preocupante no perfil da doença.

A hipertensão arterial continua sendo o principal fator de risco, mas outras condições, como diabetes tipo 2, colesterol elevado, obesidade, tabagismo e consumo excessivo de álcool, também aumentam significativamente as chances de ocorrência. Estimativas da OMS indicam que até 40% das mortes poderiam ser evitadas com o controle adequado da pressão arterial.

O avanço da tecnologia tem se mostrado um aliado importante nesse cenário. “Hoje, é possível monitorar a pressão em casa com aparelhos automáticos e de fácil manuseio. Esse acompanhamento constante ajuda na detecção precoce de alterações e possibilita intervenções rápidas e eficazes”, afirma Pedro Henrique de Abreu, gerente de Marketing e Produtos da G-TECH

O controle da glicemia também vem ganhando destaque como estratégia de prevenção. O uso de dispositivos portáteis permite acompanhar em tempo real os níveis de glicose e evitar complicações que aumentam o risco de AVC, especialmente em pessoas com diabetes.

Dormência ou fraqueza em um dos lados do corpo, dificuldade para falar, perda de visão, desequilíbrio e dor de cabeça súbita e intensa estão entre os sinais de alerta que exigem atendimento médico imediato. Reconhecer esses sintomas e agir rápido pode ser determinante para reduzir sequelas e salvar vidas.

O controle regular de indicadores como pressão arterial e glicemia é essencial para reduzir os riscos de AVC. Ao utilizar equipamentos domésticos de monitoramento tem se tornado um aliado importante para a prevenção. Segundo Pedro Henrique de Abreu, gerente de Marketing e Produtos da G-TECH, o acompanhamento rotineiro pode fazer diferença entre a identificação precoce e o agravamento silencioso de doenças crônicas.

“O hábito de medir a pressão regularmente, com aparelhos automáticos de braço, como os modelos LA800 ou BSP11, ajuda a perceber variações que muitas vezes passam despercebidas”, explica Abreu. “Esses equipamentos são simples de usar, oferecem medições precisas e permitem que o paciente compartilhe os resultados com seu médico, o que favorece um acompanhamento mais assertivo.”

O executivo acrescenta que o mesmo vale para o controle da glicemia, sobretudo entre pessoas com histórico de diabetes ou predisposição familiar. Dispositivos como glicosímetros, segundo ele, permitem o registro diário de resultados e ajudam a manter os níveis de glicose sob controle, reduzindo o risco de complicações vasculares associadas ao AVC.

Para Abreu, o avanço da tecnologia democratizou o cuidado preventivo. “Hoje, monitorar a própria saúde é algo acessível e cotidiano. Esses aparelhos foram pensados justamente para facilitar o acompanhamento e incentivar o autocuidado, que é a base da prevenção”, afirma.

Ferramentas domésticas de prevenção ao AVC

Além de exames periódicos e visitas anuais ao clínico geral, é importante fazer da medicina preventiva uma ação diária. Alguns dispositivos da G-TECH cumprem essa função ao auxiliar no monitoramento:

  • Medidores de pressão arterial automáticos (LA800, MA100 e BSP11): ajudam a controlar a hipertensão, principal fator de risco para o AVC. São de uso simples, realizam medições automáticas de pressão e pulsação e armazenam os resultados para acompanhamento. Modelos como o BSP11 contam ainda com indicador de arritmia e valor gráfico de hipertensão.
  • Medidor de pressão de pulso Smart Connect: indicado para quem precisa monitorar a pressão fora de casa. Possui conexão Bluetooth, memória para múltiplos usuários e tecnologia 3D Sensor, que garante a posição correta da medição.
  • Glicosímetros (G-Tech Free e Lite): permitem controlar os níveis de glicose, fator essencial na prevenção de complicações vasculares. O modelo Free oferece leitura em cerca de 5 segundos e sistema sem codificação de tiras, enquanto o Lite tem 360 memórias e conectividade para análise de dados.
  • Oxímetro de pulso OLED Graph: mede a saturação de oxigênio no sangue (SpO2) e a frequência cardíaca, sendo útil em casos de doenças respiratórias e circulatórias que podem estar associadas ao risco de AVC.

Com a mudança de mentalidade, o cuidado com a saúde passa a fazer parte da rotina, indo além das paredes do consultório médico. Em um cenário em que o AVC permanece entre as principais causas de morte e incapacidade no país, a tecnologia surge como uma aliada silenciosa, não apenas para medir índices, mas para reforçar que a prevenção continua sendo o gesto mais eficaz de preservação da vida. fonte Pietra Ribeiro

88% dos profissionais de RH já consideram a IA uma aliada no trabalho

88% dos profissionais de RH já consideram a IA uma aliada no trabalho

A inteligência artificial (IA) segue avançando como um recurso cada vez mais relevante em diferentes áreas ao redor do mundo. Para os profissionais de Recursos Humanos, essas ferramentas já são consideradas aliadas por 88% dos funcionários no Brasil.

É o que revela o Panorama de Gestão de Pessoas da Sólides no país. Enquanto isso, apenas 12% dos profissionais de RH enxergam a IA como uma possível concorrente, indicando um cenário de maior aceitação da tecnologia, que tende a se expandir nos próximos anos.

Dados mostram avanço da adoção de IA em empresas

A implementação da inteligência artificial nas empresas brasileiras tem crescido, sobretudo no setor de Recursos Humanos. Segundo a pesquisa TIC Empresas, 22% das pequenas e 37% das grandes organizações já utilizam soluções de IA em suas rotinas.

Além disso, o Panorama de Gestão de Pessoas da Sólides aponta que 34% dos líderes destacam a automação como uma tendência central no trabalho. No RH, a tecnologia reduz tarefas repetitivas e permite que os profissionais se concentrem em ações estratégicas.

Ferramentas inteligentes também transformam o recrutamento e o desenvolvimento de talentos, analisando dados, cruzando informações de desempenho e auxiliando na criação de planos de capacitação personalizados.

Essa mudança exige novas habilidades dos profissionais: interpretar dados e compreender algoritmos se tornam competências cada vez mais valorizadas. Especialistas afirmam que a combinação entre automação e sensibilidade humana tende a fortalecer tanto a produtividade quanto o engajamento nas empresas.

Como a inteligência artificial é utilizada no RH

Hoje, a inteligência artificial no RH já é realidade, com diversas aplicações práticas. Uma análise da Sólides, empresa especializada em tecnologia para Gestão de Pessoas, destaca as principais:

  • Recrutamento e seleção: a IA cruza dados comportamentais e competências para identificar os candidatos ideais, enquanto ATS e chatbots automatizam triagens e entrevistas, reduzindo tempo e custos.

  • Onboarding e integração de novos colaboradores: assistentes virtuais orientam novos funcionários durante a integração, e plataformas automatizadas personalizam treinamentos conforme o perfil de cada colaborador.

  • Gestão de desempenho: softwares de IA ajudam a definir competências ideais e alinhar profissionais às funções certas, analisando lacunas e sugerindo planos de desenvolvimento personalizados.

  • Engajamento e retenção de talentos: chatbots coletam feedbacks e detectam sinais de desmotivação, enquanto sistemas automatizados reconhecem desempenhos e fortalecem o engajamento das equipes.

  • Análise de dados e tomada de decisão: a IA processa grandes volumes de informações, gerando insights estratégicos que permitem decisões mais assertivas e preditivas em gestão de pessoas.

  • Clima organizacional: softwares inteligentes analisam pesquisas de clima e relatórios, orientando ações eficazes para melhorar o ambiente e fortalecer a cultura organizacional.

Cenário para os próximos anos

Nos próximos anos, a inteligência artificial deve ocupar ainda mais espaço no RH. O uso da tecnologia vai além da automação, apoiando líderes em decisões estratégicas e na gestão de pessoas.

O Panorama da Sólides aponta que 25% dos colaboradores priorizam o desenvolvimento contínuo e a aprendizagem. Isso inclui, por exemplo, o uso da IA para identificar lacunas, recomendar treinamentos e acompanhar o progresso profissional.

Com essa evolução, o RH do futuro deve unir tecnologia e empatia, promovendo um ambiente mais produtivo e humano. A IA se consolida como parceira essencial das organizações, favorecendo o crescimento e a valorização das pessoas.

Ales repercute megaoperação no Rio de Janeiro e defende reforço na divisa do ES

Ales repercute megaoperação no Rio de Janeiro e defende reforço na divisa do ES

A megaoperação policial na cidade do Rio de Janeiro contra o Comando Vermelho, que foi realizada na terça-feira (28) e resultou em dezenas de mortos, repercutiu no Plenário da Assembleia Legislativa (Ales), nesta quarta-feira (29). O presidente Marcelo Santos (União) fez um contundente discurso no qual lamentou as mortes, defendeu a ação do Estado contra a organização criminosa e alertou para a necessidade de reforçar a segurança na divisa com o Espírito Santo.

Marcelo lamentou as mortes e disse que elas somente ocorreram em função da reação de criminosos ao trabalho das Polícias Militar e Civil, que foram às comunidades cumprir mandados judiciais contra 100 alvos. Segundo balanço oficial, divulgado na terça, foram 81 presos e 64 mortes, dentre eles 2 policiais civis e dois policiais militares, além de drogas e mais de 100 fuzis apreendidos. 

“Bom seria que os policiais pudessem cumprir as decisões judiciais sem mortes, mas foram recebidos pelos bandidos até com maior poder de fogo do que a polícia. Usaram até drones para atirar bombas nos agentes públicos, coisas que a gente só viu na guerra da Ucrânia. (….) Isso somente aconteceu porque os bandidos atiraram contra policiais e, se atiram contra policiais, atiram contra o Estado, que está ali para defender a sociedade”, afirmou. 

O presidente da Ales fez uma avaliação do controle exercido pelas facções criminosas no Rio e no país: “O Comando Vermelho é quem dita as regras nessas comunidades, detém a energia elétrica, a distribuição de cabos de tevê, a distribuição de gás, que mata, que vende drogas, que alicia menores para o tráfico e para matar. O Comando Vermelho é poder paralelo no Rio de Janeiro e no Brasil”, disse. 

Marcelo equiparou a atuação das organizações criminosas ao terrorismo e defendeu a reação do Estado, alertando para os perigos iminentes para o Espírito Santo. “Se a Polícia se render, o crime fica com mais poder de fogo. Se a Polícia se acovardar, as facções vão agir. E, podemos esperar, eles vão vir para cá, como muitos já estão por aí, entre nós. Temos que nos preparar para fechar as divisas. Dentre os mortos no Rio de Janeiro, havia  bandido do Espírito Santo. O nosso Estado tem que defender a população”, ressaltou.

Dizendo-se indignado com a situação, Marcelo Santos criticou a postura do Congresso Nacional: “Agora, depois dessas dezenas de mortes, vão aparecer para aprovar leis, mas passaram quatro, oito anos lá e não fizeram nada”. O presidente também condenou a disputa eleitoral que ele identifica nas falas de políticos: “Enquanto os governos do Estado e federal ficam nessa disputa, as facções assumem tudo”, ponderou. 

Minuto de silêncio 

No início da sessão ordinária desta quarta-feira, o deputado Capitão Assumção (PL) solicitou um minuto de silêncio em homenagem aos quatro policiais mortos na operação, considerado por ele como “heróis”, sendo acompanhado pelos deputados Delegado Danilo Bahiense e Lucas Polese (ambos do PL), Alcântaro Filho (Republicanos), Coronel Weliton (PRD) e Zé Preto. Lucas Polese (PL) pontuou que “o crime organizado controla 28% do território nacional e mantém refém um quarto de nossa população”. Zé Preto completou dizendo que somente homenagearia os policiais, “porque vagabundo não merece homenagem”.

No contraponto, as deputadas Iriny Lopes (PT) e Camila Valadão (PSOL) também registraram o minuto de silêncio, porém, com a ressalva de que era para “todas as vítimas da megaoperação”. “É a operação mais letal da história (…) Política de extermínio não é política de segurança. Combate à criminalidade se faz com inteligência e não com violência. É lamentável que cristãos não lamentem a morte de todas as pessoas”, disse Camila. FONTE ALES

Moradores retiram cerca de 60 corpos em área de mata após operação

Moradores retiram cerca de 60 corpos em área de mata após operação

Cerca de 60 corpos foram localizados e retirados de uma área de mata do Complexo da Penha por moradores, após a Operação Contenção realizada pelas forças de segurança do estado, nessa terça-feira (28). Os corpos foram reunidos na Praça São Lucas, no centro da comunidade, e de acordo com os moradores, não fazem parte da contagem oficial de 64 mortos – 60 suspeitos e 4 policiais. A Polícia Militar foi procurada, mas ainda não se pronunciou. 

O ativista Raul Santiago, morador do complexo, fez uma transmissão ao vivo e denunciou a  “chacina que entra para a história do Rio de Janeiro, do Brasil e marca com muita tristeza a realidade do país.” 

A pedido dos familiares, os corpos foram expostos para registro da imprensa e, depois, foram cobertos com lençóis. A comunidade aguarda a retirada dos corpos pelo Instituto Médico-Legal.
 

Rio de Janeiro (RJ), 29/10/2025 - Dezenas de corpos são trazidos por moradores para a Praça São Lucas, na Penha, zona norte do Rio de Janeiro, após ação policial da Operação Contenção. Foto: Eusébio Gomes/TV Brasil
Dezenas de corpos foram trazidos por moradores para a Praça São Lucas, na Penha, zona norte do Rio de Janeiro, após ação policial da Operação Contenção. Foto: Eusébio Gomes/TV Brasil

Se eles realmente estiverem fora das 64 vítimas contabilizadas ontem, o número total de mortos da operação mais letal já realizada pelas forças de segurança do Rio, pode chegar a 120. Durante a noite, mais seis corpos encontrados em área de mata no Complexo do Alemão foram levados para o Hospital Getúlio Vargas.

>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

O Corpo de Bombeiros já começou a retirar os corpos no Complexo da Penha. Ainda há incerteza sobre o número total de mortos na ação, que está sendo considerada pelo governo do estado como “a maior operação da história do Rio de Janeiro”. A contagem oficial na terça-feira foi de 64 óbitos, sendo 60 suspeitos e 4 policiais. Isso já caracteriza a ação como a mais letal. 

No entanto, seis corpos encontrados por moradores no Complexo do Alemão foram levados para o Hospital Getúlio Vargas durante a noite, além dos 60 localizados na Penha durante a madrugada e manhã de hoje. Caso não haja duplicidade, a conta pode chegar a 130 mortos. 

Terça-feira

Moradores do Rio de Janeiro viveram momentos de pânico e medo na terça-feira (28) diante da operação policial nos Complexos da Penha e do Alemão. Milhares enfrentaram dificuldades para conseguir chegar em casa devido aos bloqueios das vias da cidade, além de terem de fugir dos tiroteios.

Especialistas ouvidos pela Agência Brasil criticaram a ação que gerou um grande impacto na capital fluminense e não atingiu o objetivo de conter o crime organizado. Para a professora do Departamento de Segurança Pública da Universidade Federal Fluminense (UFF), Jacqueline Muniz, a operação foi amadora e uma “lambança político-operacional”.

Movimentos populares e de favelas também condenaram as ações policiais e afirmaram que “segurança não se faz com sangue”

O governador do Rio de Janeiro, Claudio Castro, defendeu as ações da polícia afirmando que se for necessário vai exceder os limites e as competências do governo estadual para manter “a nossa missão de servir e proteger nosso povo”. Ele cobrou mais apoio do governo federal. Na noite desta terça, ele solicitou a transferência de 10 detentos presos em penitenciárias do Rio para presídios federais

O ministro da Justiça e da Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, afirmou ontem, em coletiva à imprensa, que não recebeu pedido do governador para apoio à megaoperação

Rio de Janeiro (RJ), 29/10/2025 - Dezenas de corpos são trazidos por moradores para a Praça São Lucas, na Penha, zona norte do Rio de Janeiro. Operação Contenção.
Foto: Tomaz Silva /Agência Brasil
Dezenas de corpos são trazidos por moradores para a Praça São Lucas, na Penha, zona norte do Rio de Janeiro. Operação Contenção. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

*Matéria atualizada às 9h35 e às 11h10