O acordo de repactuação do desastre de Mariana prevê investimentos na área da segurança pública nas cidades capixabas da Bacia Hidrográfica do Rio Doce, principalmente para a fiscalização ambiental das áreas atingidas. foto SERD
Além das obras de saneamento e as ações de recuperação ambiental, o acordo de repactuação do desastre de Mariana prevê investimentos na área da segurança pública nas cidades capixabas da Bacia Hidrográfica do Rio Doce, principalmente para a fiscalização ambiental das áreas atingidas.
E para alinhar os projetos que vão fortalecer o combate à criminalidade nas áreas urbanas e rurais da Bacia do Doce, e intensificar a proteção da flora, da fauna e dos recursos naturais, a equipe da Secretaria de Recuperação do Rio Doce (Serd) se reuniu com o comando da Polícia Militar do Espírito Santo (PMES). A Polícia Ambiental é uma unidade especializada dentro da PMES, com a função de proteger o meio ambiente e combater crimes ambientais.
Estiveram presentes no encontro o comandante-geral da Polícia Militar do Espírito Santo, Douglas Caus; o chefe da Divisão de Projetos Institucionais, Major Guimarães; o chefe da Divisão de Segurança Institucional, Major Renato; o subsecretário de Estado de Ações Socioambientais, Saneamento e Infraestrutura da Serd, Ricardo Iannotti, e o subsecretário de Estado de Gestão Administrativa, Harlen Silva.
Entre os projetos apresentados pela Polícia Militar está a aquisição de novos veículos e equipamentos, com foco na fiscalização ambiental, investimentos em drones para reconhecimento aéreo, além da reforma de delegacias e batalhões nas cidades contempladas pelo acordo de Mariana.
“As ações de combate e repressão aos crimes ambientais serão fundamentais para a recuperação da Bacia Hidrográfica. E o fortalecimento da Polícia Militar, uma orientação do governador Renato Casagrande, também garantirá segurança para a população das cidades atingidas pelo desastre de Mariana”, afirmou o subsecretário Ricardo Ianotti.
Saiba mais
Criada em dezembro de 2024, a Secretaria de Recuperação do Rio Doce tem como finalidade o planejamento e a execução dos projetos e ações voltados à restauração dos danos socioambientais e socioeconômicos nas cidades atingidas pelo desastre ambiental de Mariana.
O objetivo é garantir o cumprimento das obrigações assumidas pelo Estado no acordo judicial para reparação integral e definitiva relativa ao rompimento da barragem de Fundão. O acordo judicial envolve o Governo Federal, os Governos de Minas Gerais e Espírito Santo, o Ministério Público Federal (MPF), a Defensoria Pública da União (DPU), os Ministérios Públicos e Defensorias Estaduais e as empresas Samarco Mineração, Vale e BHP Billiton Brasil, tendo sido homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 6 novembro de 2024. fonte e foto SERD
O agricultor familiar Jordão Caetano de Souza está feliz com a colheita / Foto: Lizandro Nunes
Agricultores familiares do Espírito Santo estão comemorando as primeiras colheitas de maracujá a partir de mudas doadas pelo projeto Arranjos Produtivos, desenvolvido pela Assembleia Legislativa (Ales). Produtores de Itapemirim, Piúma, Anchieta e Vila Pavão começaram a colher os frutos nas últimas semanas. As entregas das mudas aconteceram no final do ano passado. Desde então, os técnicos do projeto vinham prestando assistência técnica durante o processo de plantio e cultivo da fruta.
Um exemplo de plantio bem-sucedido acontece na propriedade do agricultor familiar Jordão Caetano de Souza, na zona rural de Itapemirim. O produtor recebeu 700 mudas de maracujá e já começou a colheita. A estimativa é que, em um ciclo de até três anos, ele alcance uma meta de 30 mil quilos da fruta.
Tradicionalmente, Jordão trabalha com o plantio com café, mandioca e cana. Incentivado pelo projeto Arranjos Produtivos, o agricultor decidiu diversificar a produção e não se arrependeu. “Aproveitei a oportunidade e está tudo dando certo. Sempre fui otimista e optei pelo maracujá por causa do clima seco que temos por aqui. O resultado está muito satisfatório. Agradeço à Assembleia Legislativa e a todos os responsáveis pelo projeto pela oportunidade”, disse o agricultor familiar.
O engenheiro agrônomo Péricles Santos, membro do projeto Arranjos Produtivos, foi o responsável pela consultoria técnica na propriedade. O especialista destacou que as visitas à propriedade foram recorrentes.
“A gente fez acompanhamento durante todo o ciclo, com no mínimo uma visita por mês. Antes do plantio, foi feito o estudo do solo, para saber se seria necessário o uso de fertilizantes, orientamos sobre como deveria ser o espaçamento do plantio e o cultivo. Aqui, o crescimento foi natural, sem o uso de agrotóxicos. Nós trabalhamos sempre em busca de um objetivo principal, que é uma boa colheita”, explicou o engenheiro agrônomo.
Em Itapemirim foram entregues mais de 4 mil mudas de maracujá e o município conta com cerca de 50 agricultores familiares cadastrados no projeto. Produtores do município também receberam mudas de acerola, uva e aroeira. A previsão é que nos próximos meses comece a colheita de Maracujá em Alegre, Muniz Freire e Guaçuí.
Apoio à agricultura familiar
O projeto Arranjos Produtivos é desenvolvido pela Secretaria da Casa dos Municípios da Ales em parceria com o governo do Estado e apoio das prefeituras. Atualmente, são 27 municípios cadastrados no ciclo deste ano. Em 2024, 20 participaram.
Já foram entregues gratuitamente, por exemplo, mudas de uva, cacau, café, pimenta, aroeira, pupunha, acerola e maracujá. Além das mudas, os agricultores familiares também recebem orientações técnicas diretamente nas plantações. Em alguns municípios os produtores também receberam equipamentos agrícolas, como kits para produção de mel, kits para hidroponia e estufas para cultivo de morango. edição de Angèle Murad – ales
Os dias 22 e 23 de agosto prometem agitar o Sambódromo de Vitória com mais uma edição do Vital, o maior carnaval fora de época do Sudeste. Foto: Divulgação/ Vital/2024
O Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES), por meio da Promotoria de Justiça Cível de Vitória, promoveu, nesta quarta-feira (16/07), uma reunião para alinhar estratégias e definir medidas para garantir a segurança e a mobilidade dos foliões que participarão do Vital 2025.O evento está programado para os dias 22 e 23 de agosto, no Sambão do Povo, em Vitória.
O encontro foi mediado pelo Promotor de Justiça do Meio Ambiente e Urbanismo de Vitória, Marcelo Lemos Vieira, e contou com a presença de representantes da organização do evento, da Prefeitura de Vitória, do Corpo de Bombeiros, da Polícia Civil e da Secretaria de Estado da Segurança Pública e Defesa Social (SESP).
Na reunião, foi informado que no dia 5 de agosto será realizada reunião entre os organizadores e as forças de segurança municipais e estaduais para detalhamento do plano de proteção e integridade dos participantes, vindos de diferentes regiões do Brasil.
A Prefeitura, ao lado dos responsáveis pelo evento e do Corpo de Bombeiros, ressaltou que as etapas para obtenção do alvará estão em andamento. A previsão é de que a vistoria final da estrutura aconteça em 21 de agosto, véspera da abertura da micareta.
Entre as medidas previstas está a instalação de um posto de comando próximo à entrada do Sambão do Povo, para registro de boletins de ocorrência em caso de sinistros. Também foram discutidas ações específicas para coibir furtos de aparelhos celulares durante o evento.
Outro ponto abordado foi a logística de dispersão do público ao término da festa. A organização e a administração municipal trataram de iniciativas voltadas à melhoria da mobilidade urbana, incluindo a definição de pontos para embarque em serviços de transporte por aplicativo e táxis.
A realização da reunião reforça o compromisso do MPES em ir além de suas atribuições tradicionais de fiscalização e defesa de direitos, atuando também como agente de diálogo e mediação, como ocorreu durante a edição de 2023 do evento.
A obra foi finalizada no ano 1991 com recursos do Governo Federal, do Município, Comunidade e da Santa Casa de Misericórdia de Vitória que até o ano 2011 era mantenedora do hospital para fins jurídicos e institucionais. foto arquivo SECOM PMC
A Prefeitura de Colatina, por decisão da Justiça proferida nesta quarta-feira (16), reassumirá a posse do imóvel onde está localizado o Hospital Santa Casa de Misericórdia de Colatina. A medida que suspende a doação do imóvel, atende a Ação Civil Pública, movida pelo Ministério Público do Espírito Santo, e tem efeito imediato.
Importante destacar que, mesmo com a reversão da doação, o funcionamento do hospital não será impactado.
A decisão mantém válida a cessão de uso em favor da Santa Casa, permitindo que a entidade continue utilizando a estrutura para a prestação dos serviços de saúde à população.
A decisão também autoriza o Município a reutilizar o espaço do Pronto Atendimento Municipal (PA) no local, e a prefeitura já estuda a instalação do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS Transtorno) nas dependências do imóvel, aproveitando a vocação da unidade, que já é referência regional em saúde mental.
Fonte e foto Secretaria Municipal de Assuntos Institucionais e Comunicação Social
Líder do governo, Vandinho explicou que a atual forma de recolhimento do ICMS não atende ao mercado / Foto: Lucas S. Costa
Em sessão nesta quarta-feira (16), o Plenário da Assembleia Legislativa (Ales) acolheu a matéria do governo que pede o retorno da substituição tributária como modelo de cobrança de ICMS sobre o comércio do vinho no Espírito Santo. Até que o Projeto de Lei (PL) 152/2025 seja sancionado, vale o sistema de antecipação parcial do imposto. Os efeitos da medida, porém, serão aplicados a partir do primeiro dia do mês subsequente à publicação da lei.
No regime conhecido como substituição tributária, geralmente o importador ou a indústria acaba recolhendo o ICMS referente às operações das outras fases de comercialização do produto. Durante a discussão da matéria nas comissões reunidas de Justiça e Finanças, Alexandre Xambinho (Podemos) defendeu a medida enquanto relator.
“Hoje os importadores do estado do Espírito Santo têm comprado dos portos de fora, dos estados de fora, por outras importações, porque o preço fica melhor do que os vinhos importados entrando pelo estado”, afirmou. Mas o deputado Mazinho dos Anjos (PSDB/ES) alertou que a alteração poderá ser nociva ao mercado capixaba.
O tucano elencou pontos negativos. “O imposto vai passar a ser recolhido de forma antecipada pelo primeiro elo da cadeia, fazendo com que os distribuidores e os varejistas adquiram os produtos com o ICMS já embutido no preço, isso eleva o custo da aquisição imediata do vinho, impactando no capital de giro, principalmente das pequenas e médias empresas”, explicou.
O parlamentar também falou sobre a possibilidade da redução da margem de lucro desses estabelecimentos menores, o desestímulo à competitividade – uma vez que a substituição tributária favoreceria as grandes redes que operam com maior volume –, e riscos como a informalidade e fechamento de empresas diante do aumento da carga tributária. FONTE ALES Nicolle Expósito
“O setor de bebida, já altamente regulado e tributado, (…) tende a ser impactado duplamente com a complexidade da tributação e a pressão financeira feita aos pequenos e médios empreendedores”, avaliou. Ainda segundo ele, a reintrodução da substituição tributária agrava a competição entre as empresas menores e grandes grupos econômicos, “favorecendo a concentração de mercado”.
O líder do governo, Vandinho Leite (PSDB), ponderou que o retorno ao modelo tributário anterior visa reduzir a burocracia e evitar a bitributação, sobretudo dos pequenos empreendedores. A medida do governo, afirmou, tem o respaldo da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz) e do Sindicato do Comércio Atacadista e Distribuidor do Estado do Espírito Santo (Sincades).
Esses órgãos, conforme contou o parlamentar, entenderam que o regime de antecipação parcial não atendeu as expectativas do mercado, por isso a opção por retornar para os moldes antigos.
Projeto da LDO segue agora para análise do Poder Executivo / Foto: Lucas S. Costa
Os deputados estaduais aprovaram o texto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) 2026 em sessão extraordinária nesta quarta-feira (16). A peça enviada pelo Executivo consta no Projeto de Lei (PL) 267/2025 e foi analisada por uma comissão especial que acatou uma emenda que acerta um erro de redação no artigo 3º.
O presidente-relator da matéria, Mazinho dos Anjos (PSDB), explicou que a proposta recebeu 43 emendas entre os dias 14 e 15 de julho, sendo que 9 delas foram retiradas posteriormente a pedido do deputado-autor Callegari (PL). Portanto, 34 foram rejeitadas pelo tucano durante o parecer oral. Algumas delas eram similares e tratavam de incremento orçamentário para a Defensoria Pública, assunto que repercutiu na plenária.
O relator argumentou que as alterações vão contra a LDO, segundo a qual a proposta orçamentária de poderes e órgãos estaduais deve ser corrigida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acrescido de 1,5% no máximo. As emendas, nas palavras de Mazinho, estariam criando um “dispositivo diferenciado” para a Defensoria.
O argumento foi contestado pelos parlamentares Camila Valadão (Psol), Coronel Weliton (PRD), Iriny Lopes (PT) e Janete de Sá (PSB). “A LDO é fundamental para que a gente possa votar a LOA, e obviamente é fundamental para a gente garantir recursos para aquelas áreas mais sentidas”, criticou Camila, em resposta à rejeição de suas 13 emendas.
Duas delas visavam garantir recursos para a nomeação de 35 aprovados no concurso público da Defensoria Pública e para investimento em tecnologia e inovação. Mais recursos para a instituição também foram objeto de emendas do Coronel Weliton. O militar detalhou que suas propostas visavam mais verbas para ampliar a presença de defensores em 50 municípios capixabas onde eles não atuam.
A deputada Iriny Lopes criticou o “método de votar a LDO sem debate no plenário”, classificando-o como “prejudicial à essência do Parlamento”. Ao considerar que a peça enviada pelo governo não é perfeita e precisa de aperfeiçoamento, a petista protestou contra o prazo de 24 horas concedido para apresentação de emendas – o projeto foi lido no dia 9 de julho.
Lucas Polese (PL) reforçou as críticas, afirmando que o processo inviabilizou a discussão de emendas sobre a transparência no repasse de verbas públicas para organizações não governamentais (ONGs), por exemplo.
Sobre a Defensoria, Polese fez um contraponto ao lembrar que há um ano a Ales autorizou R$ 28 milhões em recursos para o órgão. “Agora (…) pediram mais R$ 35 milhões justificando a mesma coisa que foi justificada um ano atrás e que não aconteceu até agora”, ressatou.
Mazinho contestou as reclamações sobre a tramitação do projeto da LDO. O relator observou que o processo foi discutido e aprovado durante reunião no Colégio de Líderes, realizada na última segunda-feira (14). Após o acolhimento do PL 267/2025, a redação final do texto foi acatada e agora o texto segue para a análise do governador Renato Casagrande (PSB). FONTE Angèle Murad
Foram cumpridos 18 mandados na Bahia, Pernambuco e Brasília. FOTO STF
O ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o bloqueio de R$ 85,7 milhões em contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas. A medida foi implementada nesta quinta-feira (17), com a deflagração da quinta fase da Operação Overclean, pela Polícia Federal (PF).
Além do bloqueio, foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão em Salvador, nas cidades baianas de Campo Formoso, Senhor do Bonfim e Mata de São João, em Petrolina, Pernambuco, e em Brasília.
A operação conta com a participação da Controladoria-Geral da União (CGU) e da Receita Federal. De acordo com os órgão envolvidos na ação, o objetivo dessa fase é “desarticular uma organização criminosa suspeita de envolvimento em fraudes licitatórias, desvio de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares, corrupção e lavagem de dinheiro”.
Segundo as investigações, há indícios de que processos licitatórios de Campo Formoso foram manipulados para desviar recursos de emendas parlamentares direcionados ao município e pagar propinas. Houve também a tentativa de obstruir as investigações, informou a PF.
Os alvos desta quinta fase são investigados pelos crimes de organização criminosa, embaraço à investigação, corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitações e contratos administrativos e lavagem de dinheiro.
Familiares do deputado federal Elmar Nascimento (União-BA) são alvo dos agentes da PF, entre eles Elmo Nascimento, prefeito de Campo Formoso, e o vereador Francisco Nascimento, primo do congressista.
Francisco Nascimento já chegou a ser preso, na primeira fase da Operação Overclean, deflagrada em 10 de dezembro de 2024, quando jogou pela janela de casa uma sacola com mais de R$ 200 mil em espécie, numa tentativa de se livrar do dinheiro antes da chegada dos agentes da PF.
Outro alvo desta fase é Marcelo Moreira, que até o mês passado era presidente da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf).
A Agência Brasil está aberta a manifestações do deputado Elmar Nascimento e dos demais envolvidos na operação. fonte FELIPE PONTES – REPÓRTER DA AGÊNCIA BRASIL
A mobilização é coordenada pela Superintendência Regional de Saúde de Colatina (SRSC), em parceria com a Prefeitura de São Gabriel da Palha. foto sesa
O município de São Gabriel da Palha recebe, a partir desta segunda-feira (14), uma mobilização de atendimentos oftalmológicos voltada aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). A ação itinerante, que segue até o próximo sábado (19), prevê a oferta de mais de mil consultas especializadas e inclui também a distribuição de óculos, por meio do Programa de Órtese e Prótese Oftalmológica, da Secretaria da Saúde (Sesa).
A iniciativa faz parte do esforço do Governo do Espírito Santo para descentralizar o acesso aos atendimentos especializados, levando o cuidado oftalmológico até os municípios. A mobilização é coordenada pela Superintendência Regional de Saúde de Colatina (SRSC), em parceria com a Prefeitura de São Gabriel da Palha.
A ação contempla pacientes previamente cadastrados no Sistema Estadual de Regulação, além de crianças a partir de cinco anos, identificadas pela rede municipal de Educação com possíveis dificuldades de aprendizado associadas à acuidade visual. Após a consulta, se necessário, os usuários vão passar pela prova de armação e medição de óculos, tudo de forma gratuita.
A superintendente regional de Saúde de Colatina, Kamila Roldi, destacou a importância da ação para a melhoria do acesso regional aos serviços do SUS. “Essa mobilização é resultado da união de esforços entre o Estado e o município. Estamos trazendo o cuidado especializado para mais perto das pessoas, com atenção, acolhimento e resolutividade no SUS”, afirmou.
O prefeito de São Gabriel da Palha, Tiago Rocha, ressaltou a relevância da parceria com o Governo do Estado na ampliação do acesso à saúde. “É um momento importante para a nossa cidade. Com essa ação, conseguimos levar mais dignidade aos gabrielenses, garantindo que quem precisa do atendimento oftalmológico possa realizá-lo aqui mesmo, com qualidade e conforto”, disse.
Já a secretária interina municipal de Saúde, Marcella Rocha, enfatizou o impacto da iniciativa na vida dos moradores, especialmente das crianças. “Essa ação é especial porque atende desde adultos até as crianças da rede municipal de ensino que apresentam sinais de dificuldades visuais. Com a entrega dos óculos, temos certeza de que vamos impactar diretamente a qualidade de vida e até o desempenho escolar dessas crianças”, pontuou.
Descentralização dos serviços de oftalmologia
A mobilização em São Gabriel da Palha se soma a uma série de esforços para estruturar e regionalizar o atendimento oftalmológico na Região Central de Saúde. Além das ações itinerantes realizadas recentemente em Pancas, Marilândia e São Roque do Canaã, entre os dias 9 e 13 de junho, a região passou a contar também com a oferta permanente de atendimentos oftalmológicos no Centro Regional Especializado (CRE) de Colatina.
A iniciativa faz parte do Programa Saúde Fácil, criado para acelerar o acesso aos serviços especializados no SUS. Com a nova estrutura, os municípios de Colatina, Marilândia, Pancas, São Domingos do Norte, São Gabriel da Palha e São Roque do Canaã passam a ser atendidos diretamente no CRE, sem a necessidade de deslocamentos para outros polos, com exceção dos casos cirúrgicos, que seguem referenciados para Baixo Guandu.
“Essa é uma medida concreta que melhora a vida das pessoas. A descentralização evita deslocamentos longos e cansativos, especialmente para idosos e pessoas em situação de vulnerabilidade. Estamos aproximando o cuidado especializado da casa do cidadão”, salientou o secretário de Estado da Saúde, Tyago Hoffmann.
Com a reorganização do fluxo, o CRE Colatina terá capacidade para atender cerca de 150 pacientes por dia, garantindo maior agilidade e humanização no cuidado. “Estamos trabalhando para garantir que a população seja bem assistida. A ampliação do acesso à oftalmologia representa um avanço importante na regionalização do cuidado especializado”, explicou a superintendente Kamila Roldi.
Exportações e importações totalizaram US$ 2,79 bilhões, ou seja, R$ 4,36 bilhões. Destaque fica para as aeronaves importadas, com alta de 123%. foto Pexels.
Ótima notícia: o comércio exterior do Espírito Santo cresceu novamente em junho. A corrente de comércio do estado, que representa a soma das exportações e importações, subiu 15,8% em relação a maio, alcançando US$ 2,79 bilhões, o equivalente a R$ 4,36 bilhões. O destaque do mês ficou para as importações de aeronaves e outros equipamentos, que tiveram alta de 123,4%, movimentando US$ 239 milhões.
As análises são do Connect Fecomércio-ES (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Espírito Santo), em parceria com o Sindicato do Comércio de Exportação e Importação do Espírito Santo (Sindiex), com base nos dados do Comex Stat, sistema oficial para extração das estatísticas do comércio exterior brasileiro de bens.
Na pauta de exportações, o Espírito Santo movimentou US$ 806 milhões em junho. O principal produto enviado ao exterior foi o minério de ferro, com US$ 183 milhões (22,8% da pauta). Em seguida, vieram o café não torrado, que apresentou crescimento de 63,7% e chegou a US$ 143 milhões (17,8%), e a celulose, com alta de 35%, somando US$ 103 milhões (12,8%). Também se destacaram os produtos semiacabados de ferro ou aço (US$ 102 milhões) e os óleos brutos de petróleo (US$ 77 milhões).
As importações capixabas somaram US$ 1,99 bilhão. Os veículos automóveis de passageiros continuam liderando a lista de produtos, com US$ 1,02 bilhão, representando mais da metade (51,3%) do total importado. Já as aeronaves e equipamentos relacionados avançaram para a segunda posição, respondendo por 12% das compras externas. Outros itens relevantes foram os veículos de carga (US$ 160 milhões), carvão (US$ 92,3 milhões) e equipamentos de telecomunicações (US$ 45,6 milhões).
“Vale lembrar que o Espírito Santo se destaca como o principal ponto de entrada de carros elétricos e híbridos no país. Esse crescimento de junho na movimentação internacional reforça o papel estratégico do Espírito Santo como hub logístico e industrial. Mesmo com desafios no cenário global, os números indicam um ambiente mais favorável para os negócios capixabas, o que beneficia toda a cadeia produtiva e de serviços ligada ao comércio exterior”, avaliou o coordenador de pesquisa do Connect Fecomércio-ES, André Spalenza.
Também em junho, as exportações capixabas corresponderam a 6,2% das exportações do Sudeste que totalizaram US$ 13 bilhões, a 15,6% das importações (US$ 12,8 bilhões) e a 10,8% da corrente de comércio do Sudeste (US$25,8 bilhões). Em relação ao Brasil, cuja corrente de comércio totalizou 52,4 bilhões, a corrente capixaba correspondeu a 5,3%.
“A participação do Espírito Santo no comércio exterior, especialmente nas importações, evidencia sua importância logística e estratégica tanto para o Sudeste quanto para o país. A corrente de comércio do estado representa 2,73 vezes sua participação no PIB regional. Já nas importações, essa relação chega a ser quatro vezes maior. No cenário nacional, a participação capixaba nas importações é 4,16 vezes superior à sua representatividade no PIB do Brasil, reforçando o papel do estado como elo logístico da economia nacional”, detalhou Spalenza.
Entre os municípios exportadores, Vitória liderou com US$ 270 milhões em vendas externas (33,6%), puxadas principalmente por minérios e escórias. Em seguida aparecem Serra (US$ 154 milhões), com destaque para ferro e aço, e Aracruz (US$ 105 milhões), cujo principal produto exportado foi a pasta de madeira. Juntas, essas três cidades responderam por 65,9% das exportações do estado.
No ranking das importações, Cariacica aparece como o maior polo, com US$ 1,31 bilhão (65,8%), concentrando-se na entrada de veículos e seus componentes. Vitória foi responsável por US$ 338 milhões (17%), sobretudo com aeronaves e aparelhos espaciais, enquanto Serra movimentou US$ 223 milhões (11,2%), majoritariamente com combustíveis minerais e derivados.
Para o presidente do Sindiex, Sidemar Acosta, os resultados de junho demonstram a relevância estratégica do Espírito Santo no comércio global. “O crescimento da movimentação comercial reforça a eficiência do nosso sistema portuário e a importância do trabalho conjunto entre os setores público e privado para impulsionar a economia capixaba”, destacou.
Termos de troca Os termos de troca do comércio capixaba, que representam a relação entre o preço das exportações e o das importações, apresentou uma deterioração de 6,6%, o que implica que o preço dos produtos exportados ficaram mais baratos comparados aos preços dos importados.
A deterioração dos termos de troca impacta negativamente os ganhos diretos do comércio exterior. No entanto, esse resultado está associado ao papel logístico do estado, que é uma das principais entradas de itens de alto valor agregado, como carros elétricos importados da China.
Primeiro semestre No 1º semestre de 2025, as exportações capixabas somaram US$ 4,76 bilhões e as importações, US$ 7,18 bilhões. A movimentação total capixaba no primeiro semestre fechou em US$ 11,9 bilhões.
O destaque vai para as importações capixabas, que registraram forte crescimento ao longo de todo o período, passando de US$ 821 milhões em fevereiro para US$ 1,99 bilhão em junho.
A pesquisa completa, com os dados detalhados, pode ser acessada no site https://portaldocomercio-es.com.br.
Sobre o Sistema Fecomércio-ES A Fecomércio-ES integra a Confederação Nacional do Comércio (CNC) e representa 405.455 empresas, responsáveis por 58% do ICMS arrecadado no estado e pelo emprego de 652 mil pessoas. Com mais de 30 unidades, tendo ações itinerantes e presente em todos os municípios capixaba – seja de forma física ou on-line –, o Sistema Fecomércio-ES atua em todo o Espírito Santo. A entidade representa 24 sindicatos empresariais e tem como missão contribuir para o desenvolvimento social e econômico do estado. O projeto Connect é uma parceria entre Fecomércio-ES e Faesa, com apoio do Senac-ES, Secti-ES, Fapes e Mobilização Capixaba pela Inovação (MCI). fonte Kelly Kalle Fecomércio-ES
O encontro ocorre logo após o Espírito Santo alcançar um resultado histórico no ano-safra 2024/2025. Entre julho de 2024 e junho de 2025. foto seag
A Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag) realizou, nesta segunda-feira (14), em Vitória, uma reunião estratégica com representantes de instituições financeiras e entidades do setor agropecuário para alinhar e compactuar as metas do Plano de Crédito Rural para o Espírito Santo 2025/2026. Participam da elaboração do Plano instituições financeiras como Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Banestes, Sicoob, Sicredi, Cresol e Banco do Nordeste, além de organizações de apoio ao agro, como Agricultura Forte, Cedagro, Faes, Fetaes, Fecopes, Fapaes, Incaper, Idaf, Ceasa, OCB, e órgãos federais, como o Ministério da Agricultura (Mapa), Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA).
Durante a reunião, foram debatidos cenários econômicos, desafios e sugestões para aprimorar as políticas públicas de financiamento rural no Espírito Santo, com foco em ampliar o acesso ao crédito, modernizar as atividades no campo e fortalecer o desenvolvimento sustentável do agronegócio capixaba.
O encontro ocorre logo após o Espírito Santo alcançar um resultado histórico no ano-safra 2024/2025. Entre julho de 2024 e junho de 2025, foram aplicados R$ 8,88 bilhões em crédito rural no Estado, um crescimento de 24,5% em relação ao ciclo anterior, que havia somado R$ 7,1 bilhões. O desempenho superou a meta estadual de R$ 8,5 bilhões estabelecida no Plano de Crédito Rural, construído pelo Governo do Estado em parceria com o Governo Federal, instituições financeiras e representantes do setor produtivo.
Enquanto a maior parte do país registrou queda nas aplicações – com retração média de 13% –, apenas Espírito Santo e Piauí apresentaram crescimento, de 23,2% e 14%, respectivamente, conforme dados apurados pela Gerência de Dados e Análises da Seag, com base no Banco Central. No total, foram realizadas 45,5 mil operações no Estado, crescimento de 11,6% em comparação ao ano-safra anterior.
O secretário de Estado da Agricultura, Enio Bergoli, destacou que os resultados refletem o ambiente favorável para investimentos no agro capixaba:
“Mesmo em um cenário nacional desafiador, o Espírito Santo avançou e bateu recorde histórico, superando R$ 8,88 bilhões aplicados no ano-safra 2024/2025. Isso demonstra a confiança do setor produtivo nas políticas públicas estaduais, o acerto do Plano de Crédito Rural e a força da parceria entre governo, instituições financeiras e produtores. Já estamos finalizando o novo ciclo para 2025/2026, que deverá ser lançado nas próximas semanas”, afirmou Bergoli.
Segundo Danieltom Vandermas, gerente de Dados e Análises da Seag, o resultado mostra o impacto do uso estratégico de informações e da articulação entre os diversos atores do agro capixaba:
“Os números mostram que, quando dados são usados como ferramenta de gestão e parcerias são feitas com propósito, transformamos metas em resultados concretos. É um avanço coletivo que beneficia todo o setor”, concluiu.
O Plano de Crédito Rural integra o novo Plano Estratégico de Desenvolvimento da Agricultura Capixaba (Pedeag 4 – 2023/2032), lançado em dezembro de 2023, que prevê alcançar R$ 12 bilhões em aplicações até 2032.
No ciclo 2024/2025, as linhas de crédito foram destinadas principalmente ao custeio (R$ 3,7 bilhões, crescimento de 25,7%), investimento (R$ 2,8 bilhões, alta de 19,5%) e comercialização (R$ 2,3 bilhões, aumento de 30,1%). Houve leve retração na modalidade de industrialização, que passou de R$ 80,3 milhões para R$ 79,3 milhões. A agricultura familiar também teve participação expressiva: foram 32.109 operações realizadas, 9,2% a mais que no ciclo anterior, totalizando R$ 2,5 bilhões aplicados – crescimento de 19,1%. Esses números mostram a importância da agricultura familiar, que respondeu por mais de 70% das operações e 28,7% do valor total do crédito rural no Espírito Santo.