Tarifa de 50% dos EUA ameaça exportações e competitividade brasileira, alerta Sistema Fecomércio-ES

Tarifa de 50% dos EUA ameaça exportações e competitividade brasileira, alerta Sistema Fecomércio-ES

Os Estados Unidos são o segundo principal destino das exportações brasileiras, com forte presença de produtos de maior valor agregado foto Pexels.

O Sistema Fecomércio-ES – Sesc e Senac manifesta sua preocupação com os impactos da nova tarifa de 50% anunciada pelo governo norte-americano sobre produtos brasileiros a partir de 1º de agosto. A medida, unilateral e sem respaldo em acordos multilaterais, representa um retrocesso nas relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos e impõe um risco direto à competitividade das exportações nacionais, sobretudo de bens manufaturados e setores estratégicos.

Os Estados Unidos são o segundo principal destino das exportações brasileiras, com forte presença de produtos de maior valor agregado, como aeronaves, autopeças, máquinas e derivados de petróleo. Qualquer barreira adicional imposta a essas mercadorias desestimula os embarques e compromete a estabilidade das cadeias produtivas, com reflexos sobre o comércio exterior, a indústria nacional e o mercado de trabalho, especialmente em estados com produção voltada à exportação, como o Espírito Santo.

Ao encarecer os produtos brasileiros no mercado norte-americano, a tarifa pode desestimular os embarques e comprometer a estabilidade de cadeias produtivas interligadas. Para os empresários do comércio e da indústria, essa insegurança jurídica e diplomática reduz a previsibilidade, afeta planos de investimento e dificulta estratégias de expansão internacional.

O Sistema Fecomércio-ES – juntamente com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) –, reforça que a decisão da taxação é injustificada do ponto de vista econômico, considerando que, nos últimos dez anos, a balança comercial entre os dois países registrou superávit de US$ 51 bilhões em favor dos Estados Unidos. O fortalecimento das relações de comércio exterior produz efeitos positivos para ambas as nações, sendo que medidas que desestimulem a integração econômica global tendem a encarecer cadeias produtivas, afetando o crescimento e o bem-estar social dos países envolvidos.

O Sistema Fecomércio-ES e a CNC defendem o diálogo diplomático como caminho mais eficaz para superar impasses, preservar a estabilidade econômica e manter um ambiente comercial equilibrado e baseado nos princípios da Organização Mundial do Comércio (OMC). fonte Kelly Kalle/ Fecomércio-ES

Para Instituto Aço Brasil, aumento tarifário dos EUA pode inviabilizar a exportação de aço e alumínio

Para Instituto Aço Brasil, aumento tarifário dos EUA pode inviabilizar a exportação de aço e alumínio
Representantes da indústria debateram com deputados a nova tarifa anunciada pelos EUA. foto cni

A diretora de assuntos institucionais do Instituto Aço Brasil, Cristina Yuan, avaliou nesta quinta-feira (10) que a decisão do presidente norte-americano, Donald Trump, de impor uma nova tarifa de 50% sobre produtos brasileiros “inviabilizará a exportação de aço e alumínio”. Ela discutiu o tema em reunião da Comissão de Indústria, Comércio e Serviços da Câmara dos Deputados.

Yuan disse que ainda não está esclarecido se a tarifação é cumulativa. Se for o caso, o setor de aço e alumínio, que já paga tarifa de 50%, arcaria com mais 50%.  “O que dobra a nossa preocupação literalmente, porque se 50% já era uma tarifa elevadíssima e praticamente impeditiva de exportação, a de 100% inviabilizará a exportação do aço e alumínio”, reforçou a executiva, frisando que o faturamento anual da indústria do aço é da ordem de R$ 169 bilhões.

Balança comercial
Ela destacou que, ao contrário do que alegou Trump, a balança comercial Brasil e Estados Unidos é superavitária para os norte-americanos. Em 2024, conforme a executiva, o Brasil exportou 2,3 bilhões de dólares em produtos de aço e importou dos Estados Unidos 1,4 bilhão de dólares em carvão e 3,9 bilhões de dólares em máquinas e equipamentos.

Desvio de comércio
Outro efeito da guerra tarifária, segundo Cristina Yuan, é o desvio de comércio, que pode resultar no escoamento do aço chinês a preços abaixo da média mundial para o mercado brasileiro. “Isso vai matar a indústria siderúrgica nacional, porque não vamos conseguir competir com preços subsidiados”, afirmou.

Atualmente, a China responde por mais de 66% das importações de aço do País.

Ao ressaltar a competitividade chinesa na cadeia produtiva do aço, Yuan frisou que a produção anual de aço no Brasil equivale a 12 dias de produção de aço na China.

Falta de clareza
O representante do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Herlon Alves Brandão, apontou “falta de clareza” no anúncio das novas tarifas. Ele estima que o aumento tarifário vai reduzir em 40% o valor das exportações de aço e alumínio aos Estados Unidos.

As tarifas, explicou, alcançam 350 mercadorias abrangendo desde aço semimanufaturado até latas de cerveja, utensílios domésticos e peças para aviões e automóveis.

Acesso a mercados
O representante da Associação Brasileira do Alumínio (Abal), Pedro Henrique Macêdo, apontou queda nas exportações para o mercado norte-americano de 25% de produtos de alumínio, se comparado ao primeiro semestre de 2024. Dentre esses produtos, os laminados de alumínio, principal item exportado, foi o mais impactado com queda de 50% no volume de exportação.

“Ainda não sabemos se as novas taxas serão cumulativas ou não, mas é fato que a indústria já vem sofrendo no atual cenário”, disse. Ele reforçou que o setor conta com a atuação do governo para garantir as melhores condições de acesso dos produtos brasileiros ao mercado internacional.

Lei da Reciprocidade
A deputada Jack Rocha (PT-ES), que solicitou a audiência, defendeu o uso da Lei da Reciprocidade Econômica, que permite ao governo brasileiro adotar contramedidas em resposta a medidas unilaterais adotadas por país ou bloco econômico que impactem negativamente a competitividade internacional brasileira.

“Acredito que o governo, assim como esta Casa, diante da gravidade do tarifaço, tem que se debruçar sobre uma saída que não venha a prejudicar as empresas e sobretudo os trabalhadores”, disse.

Reportagem – Emanuelle Brasil
Edição – Roberto Seabra

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Nova rota turística entre Vitória e Serra remete a levante por liberdade

Nova rota turística entre Vitória e Serra remete a levante por liberdade

Lei do deputado Fábio Duarte também busca incrementar infraestrutura na região da rota Igreja Queimados, foto LucasSCosta

O Espírito Santo agora conta com uma nova rota que remete a um dos episódios mais marcantes da história capixaba. A Rota da Liberdade percorre locais de interesse histórico, cultural, religioso e gastronômico de Vitória e da Serra. De iniciativa do deputado Fábio Duarte (Rede), a Lei 12.466, publicada no Diário de Imprensa Oficial (DIO-ES) na quarta-feira (9).

O ponto central do roteiro é o Sítio Histórico e Arqueológico de São José do Queimado, onde aconteceu a maior revolta de pessoas escravizadas no Espírito Santo. “Nos últimos dois anos, diversas ações foram realizadas para resgatar, restaurar e preservar este importante local, cenário do maior levante por liberdade em solo capixaba”, destaca o autor na justificativa do Projeto de Lei (PL) 337/2025, o qual deu origem à lei.

O texto também prevê que poderão ser implementadas pelas autoridades competentes ações de fortalecimento da infraestrutura da região, como obras de construção e melhorias até o fomento e manutenção de serviços essenciais como hospedagem, alimentação, sinalização, acessibilidade e segurança pública.

Rota

O trajeto permitirá reconstruir a narrativa da Insurreição, começando na Praça Oito, no Centro de Vitória, passando pelo Centro da Serra, até chegar ao Sítio Histórico.

O roteiro tem início no Palácio Anchieta, local onde foram julgados e condenados à morte dois líderes da revolta – Chico Prego e João da Viúva. Eles percorreram a pé o caminho desde a capital até os locais de execução no Centro da Serra e em Queimado.

A próxima parada é a Praça Oito, antiga Praça da Alfândega, onde os insurgentes foram açoitados. O percurso segue então para o Agroturismo de Pitanga e, depois, para o Centro da Serra, onde se encontram a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, o Sítio Histórico e Arqueológico do Marco Zero, e a estátua de Chico Prego, erguida no suposto local de sua execução.

A rota ainda passa pelos agroturismos de Guaranhuns e Putiri antes de chegar ao seu destino final: o Sítio Histórico e Arqueológico de São José do Queimado. Esse local, que abriga as ruínas da Igreja de São José, foi o cenário do maior levante por liberdade no estado. fonte Por Redação Web Ales, com a colaboração de Matheus Aldyr e edição de Nicolle Expósito

INSS começa a receber adesões a restituição de descontos ilegais

INSS começa a receber adesões a restituição de descontos ilegais
A adesão ao plano de ressarcimento começou nesta sexta-feira para os beneficiários que já contestaram os descontos não autorizados. foto INSS

Aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) vítimas dos descontos ilegais de mensalidades associativas já podem aderir ao acordo de ressarcimento proposto pelo governo federal. 

A adesão ao plano de ressarcimento começou nesta sexta-feira para os beneficiários que já contestaram os descontos não autorizados feitos em seus benefícios previdenciários entre março de 2020 e março de 2025 e que não obtiveram resposta das entidades associativas. E é necessária para quem desejar receber a restituição dos valores a que tem direito, e uma única parcela e corrigidos pelo IPCA, sem ter que recorrer à Justiça.

A adesão pode ser feitas por intermédio do aplicativo Meu INSS ou presencialmente, nas agências dos Correios. No aplicativo, o interessado deve acessar a aba “Consultar Pedidos”, clicar no item “Cumprir Exigência”, assinalar a opção “Aceito Receber”, localizada no fim da página e, então, clicar em “Enviar”. Não é necessário enviar nenhum documento além dos já apresentados.

Nenhum valor será cobrado do segurado, que receberá o valor devido automaticamente, na mesma conta bancária na qual recebe seu benefício previdenciário. 

Os primeiros pagamentos serão liberados no próximo dia 24. A partir daí, o cronograma de ressarcimento prevê pagamentos diários, em lotes de até 100 mil pessoas, até que todos os casos sejam concluídos. O pagamento seguirá a ordem cronológica da adesão ao acordo, ou seja, aqueles que aderirem primeiro ao acordo vão receber primeiro.

Quem recorreu à Justiça, ingressando com ação judicial contra o INSS, também pode aderir ao acordo, mas deverá desistir do processo, para não ser duplamente beneficiado. Além das adesões espontâneas, o INSS vai fazer contestação automática para beneficiários em situação de vulnerabilidade: pessoas que tinham 80 anos de idade ou mais em março de 2024, indígenas e quilombolas.

“Estamos preocupados com as pessoas mais sujeitas a fraudes. E vamos dar um tratamento diferenciado a essas três situações, de maior vulnerabilidade”, explicou o presidente do INSS, Gilberto Waller, durante entrevista coletiva, nesta quinta-feira (10), na qual ele e o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, detalharam o cronograma do acordo de ressarcimento.

Os aposentados e pensionistas que ainda não contestaram eventuais descontos podem fazê-lo pelo aplicativo Meu INSS, ligando para a central telefônica 135 ou indo pessoalmente a uma agência dos Correios. A princípio, as novas contestações serão aceitas até pelo menos 14 de novembro de 2025 – data que o governo federal ainda vai analisar se precisará ser prorrogada.

partir da data em que o beneficiário questionar as cobranças, as entidades têm até 15 dias para comprovar que o desconto foi feito legalmente. Caso contrário, os valores cobrados indevidamente serão integralmente restituídos ao beneficiário, pela União – que vem tomando medidas para assegurar a responsabilização das entidades e de seus representantes legais, como a solicitação de bloqueios judiciais de bens e valores.

De acordo com o presidente do INSS, dos cerca de 9,3 milhões de beneficiários consultados, cerca de 3,8 milhões questionaram os descontos de mensalidades associativas em seus benefícios. Desses, pouco mais de 1,86 milhão de aposentados e pensionistas já estão aptos a aderir ao acordo. Os demais ainda estão em processo de análise.

“Se tivéssemos que pagar [restituir os valores cobrados] 100% das 3,8 milhões de reclamações – o que não é o caso –, o valor corrigido pelo IPCA daria R$ 2,6 bilhões”, afirmou Waller após o ministro da Previdência Social comentar que o governo federal deve publicar, nos próximos dias, uma Medida Provisória (MP) abrindo um crédito extraordinário de cerca de R$ 3 bilhões no Orçamento deste ano para custear o plano de ressarcimento.

Ainda de acordo com Waller, os R$ 400 milhões restantes do crédito extraordinário vão servir para, eventualmente, ressarcir a 209 mil vítimas que tinham 80 anos ou mais em março de 2024; 17,79 mil indígenas e cerca de 38,56 mil quilombolas. “Com isso, chegaríamos a cerca de 4,1 milhões de pessoas atingidas por este golpe.”

Em um vídeo publicado nas redes sociais, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou que o acordo pactuado pelo Ministério da Previdência Social, INSS, Advocacia-Geral da União (AGU), Defensoria Pública da União (DPU), Ministério Público Federal (MPF) e Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil e homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) garantirá o dinheiro de volta, “integralmente e corrigido pela inflação”, a milhões de beneficiários do Regime Geral da Previdência Social.

“A Polícia Federal está investigando e os responsáveis pelos prejuízos aos aposentados [e pensionistas] serão julgados e punidos. Afinal, aposentadoria é um direito sagrado”, garantiu Lula.

FONTE ALEX RODRIGUES – REPÓRTER DA AGÊNCIA BRASIL

Acordo do Rio Doce: pescadores e agricultores familiares capixabas beneficiados com novos recursos

Acordo do Rio Doce: pescadores e agricultores familiares capixabas beneficiados com novos recursos

Cerca de R$ 700 milhões para investimento em Saúde para 11 cidades capixabas pelo período de 20 anos

Os ministros Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar), André de Paula (Pesca e Aquicultura) e Márcio Macêdo (Secretaria Geral da Presidência) anunciaram nesta quinta-feira (10), em Linhares, mais recursos para as cidades da Bacia do Rio Doce e para os pescadores artesanais e agricultores familiares capixabas.

Representando o governador Renato Casagrande, o secretário estadual Guerino Balestrassi e a equipe da Secretaria de Estado de Recuperação do Rio Doce participaram das agendas do Governo Federal, que incluíram uma reunião prefeito Lucas Scaramussa, um encontro com os representantes dos comitês de bacias hidrográficas do Doce Pontões e Barra Seca e um debate com as lideranças dos movimentos sociais dos atingidos pelo desastre ambiental de Mariana.

Ao final das reuniões, Guerino Balestrassi e os ministros concederam uma entrevista coletiva, na qual foram confirmados os investimentos e recursos para 11 cidades capixabas e para grupos de pescadores e agricultores familiares impactados pelo rompimento da barragem em 2015.

O acordo judicial de repactuação foi assinado em novembro de 2024 e reúne o Governo Federal, os Governos de Minas Gerais e Espírito Santo, Ministério Público Federal (MPF), Defensoria Pública da União (DPU), Ministérios Públicos e Defensorias Estaduais e as empresas Samarco Mineração, Vale e BHP Billiton Brasil.

Entre os recursos, estão:

. O início dos pagamentos do Programa de Transferência de Renda para agricultores familiares e pescadores artesanais no Espírito Santo, contemplando 22.430 pescadores e 13.567 agricultores das cidades impactadas;

. cerca de R$ 12 milhões para 11 municípios investirem em programas de Assistência Social (valores de 2025);

. confirmação dos cerca de R$ 700 milhões para investimento em Saúde para 11 cidades capixabas pelo período de 20 anos (Anchieta, Aracruz, Baixo Guandu, Colatina, Conceição da Barra, Fundão, Linhares, Marilândia, São Mateus, Serra, Sooretama).

“O trabalho efetivo do Governo do Estado no acordo de repactuação em Brasília está garantindo estes novos recursos para os municípios capixabas atingidos pelo desastre ambiental de Mariana. A união entre o Governo Federal, o Governo do Estado, as cidades e os movimentos sociais vai garantir a agilidade e a transparência na aplicação dos investimentos que garantirão a recuperação do Rio Doce e a retomada econômica das cidades e famílias”, afirmou o secretário Guerino Balestrassi.

“Nós fechamos um ciclo de 10 anos que vinha assolando o povo brasileiro com essa ferida aberta e agora entramos na execução do acordo da Bacia do Rio Doce. O Programa de Transferência de Renda, por exemplo, garantirá a destinação de R$ 3,7 bilhões pelos próximos quatro anos. O programa prevê o pagamento de um salário mínimo e meio por mês durante 36 meses, seguido de um salário mínimo mensal por mais 12 meses, totalizando 48 meses de benefício”, pontuou o ministro Marcio Macêdo.

Os anúncios serão oficializados nesta sexta-feira, dia 11, em cerimônia no Parque de Exposições de Linhares, com a presença de representantes do Governo Federal, Governo Estadual, municípios e movimentos sociais.

Mariana: pescadores e agricultores começam a receber reparação

Mariana: pescadores e agricultores começam a receber reparação

Pagamento é parte do acordo do desastre ocorrido há dez anos. foto agência brasil

Pescadores artesanais e agricultores familiares atingidos pelo rompimento da barragem de rejeitos de mineração da empresa Samarco, em Mariana (MG), começaram a receber nesta quinta-feira (10) o Programa de Transferência de Renda (PTR) no valor de 1,5 salário mínimo. O pagamento é parte do último acordo para compensar os danos causados pelo desastre ocorrido há quase dez anos, em novembro de 2015.

De acordo com a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República 22 mil pescadores e 13,5 mil agricultores têm direito à renda que será paga ao longo de quatro anos. São trabalhadores do Espírito Santo e Minas Gerais que ficaram sem fonte de renda depois que a lama tóxica despejada com o rompimento da barragem contaminou rios e matou peixes e animais.

“Nós consideramos que é um avanço terem reconhecido a necessidade de um programa de transferência de renda, visto que os programas anteriores de auxílios mensais eram insuficientes para o tipo de dano de problema gerado”, afirma Thiago Alves, integrante da Coordenação Nacional do Movimento dos Atingidos por Barragens.

Os valores serão pagos pela Caixa Econômica Federal em conta poupança e poderão ser movimentados pelo aplicativo Caixa Tem, sendo possível pagar contas, fazer transferências e realizar compras com o cartão de débito virtual. Os pescadores e agricultores também receberão um cartão de débito físico que será disponibilizado na agência de seu município.

Ao todo serão destinados R$ 3,7 bilhões a serem pagos em parcelas de 1,5 salário mínimo em 36 meses e mais 12 parcelas de um salário mínimo. O valor é referente a parte do total de R$ 100 bilhões repassados aos entes públicos após um acordo de repactuação entre as empresas sócias da Samarco, os governos federal e dos estados de Minas Gerais e Espírito Santo, a Defensoria Pública da União e o Judiciário.

O acordo foi homologado em 2024 pelo Supremo Tribunal Federal e define ainda um programa de recuperação econômica, com investimentos em medidas de saúde, educação e projetos sociais. “As pessoas atingidas integram uma camada muito empobrecida da população, que foi ainda mais empobrecida pelo rompimento. No geral, é uma camada que vive na informalidade, principalmente os pescadores, a maioria vive sem documentos ou com documentos que não são registros profissionais”, explica.

A partir desse perfil, o Movimento dos Atingidos por Barragens entende que o número de trabalhadores alcançados pelo Programa de Transferência de Renda ainda é subestimado. “A exigência do Registro Geral da Pesca, o RGT, e do CAF, o Cadastro da Agricultura Familiar, apesar de serem documentos básicos da política pública, exclui muitos atingidos, que além dos prejuízos causados pelo rompimento ainda perderam a confiabilidade de seus produtos pela contaminação”, diz Thiago Alves.

Na avaliação do integrante do movimento, é necessário acelerar a destinação dos recursos às outras medidas previstas no acordo que também alcançam essa população. “O tempo está passando e existe um tempo jurídico formal, que, inclusive, é impactado pelas eleições, portanto é importante ter urgência nessa implementação”. fonte FABÍOLA SINIMBÚ – REPÓRTER DA AGÊNCIA BRASIL

Rota da Pereveca será neste domingo e destaca tradição, cultura e os sabores do interior de Colatina

Rota da Pereveca será neste domingo e destaca tradição, cultura e os sabores do interior de Colatina

Igreja de Imaculada Conceição em Boapaba. foto redes sociais

Neste domingo, 13 de julho, Colatina será palco de mais uma edição da Rota da Pereveca, um dos eventos mais tradicionais do calendário cultural do município. Com um roteiro que percorre a região turística entre os distritos de Baunilha e Boapaba, a rota revela um pouco das tradições, cultura e história. O passeio na Rota da Pereveca será neste domingo, dia 13 de julho, com saída às 7h30, com opção de café da manhã e almoço.

Organizada pela Associação da Rota da Pereveca, com apoio da Prefeitura de Colatina, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, a iniciativa une memória afetiva, acolhimento, empreendedorismo local e experiências autênticas para moradores e visitantes.

A estrela do evento é a pereveca, pão recheado com doce de banana, amendoim e com toque de cachaça, símbolo que marca a história e a identidade cultural da região. Mais do que uma receita, ela representa afeto, união e tradição familiar, passada de geração em geração.

A pedra do Schilinberg, ou Pedra do boi, em Córrego da Laje-Boapaba. foto redes sociais

Uma experiência que vai além da culinária
Além da iguaria principal, os visitantes poderão saborear um delicioso café da manhã e almoço típicos, participar de atividades culturais e conhecer de perto o trabalho de famílias produtoras, artesãos e empreendedores do interior. O evento também impulsiona a economia local com a venda de produtos da agricultura familiar e artesanatos.

Estrutura para todos os públicos
A Rota da Pereveca está preparada para receber visitantes com sinalização e pontos de apoio. Quem quiser aproveitar o domingo, poder ir com seu próprio veículo. Empresas de turismo da região também estão oferecendo pacotes com transporte incluso para quem deseja essa comodidade.

Turismo com identidade
A Rota da Pereveca é uma experiência para quem busca turismo de raiz, com contato direto com a natureza, a cultura e as pessoas do campo. A cada edição, aumenta o número de visitantes vindos de outras cidades e estados, atraídos pela originalidade do evento e pela beleza do interior de Colatina. Para a Prefeitura, apoiar esse tipo de iniciativa é também investir na preservação da cultura, na valorização do interior e na promoção de um turismo sustentável e inclusivo.

Serviço:
Data: Domingo, 13 de julho, 07h30
Local de saída: Córrego Santinho, Blaser Produtos Caseiros
Café da manhã típico (R$ 25,00)
Almoço: Centro Comunitário do Córrego Santinho (R$ 40,00)
Telefone para informações: 998200405 Associação da Rota da Pereveca

Chelsea x PSG: um duelo na final do Mundial de Clubes

Chelsea x PSG: um duelo na final do Mundial de Clubes

O PSG goleou o Real Madrid por 4 a 0 na semifinal do Mundial de Clubes. foto FIFA-Club-World-Cup-2025

O PSG (França) disputará a final da Copa do Mundo de Clubes com o Chelsea (Inglaterra). A equipe francesa garantiu a presença na decisão da competição após golear o Real Madrid (Espanha) por 4 a 0, na tarde desta quarta-feira (9) no MetLife Stadium, em Nova Jersey.

Na aguardada semifinal contra o poderoso Real Madrid, o PSG voltou a dar uma demonstração de força, após a goleada de 5 a 0 sobre a Inter de Milão (Itália) que lhe garantiu o título da Liga dos Campeões da Europa.

A equipe comandada pelo técnico espanhol Luis Enrique pisou no acelerador nesta quarta e abriu uma vantagem de três gols nos primeiros 23 minutos de partida. O placar foi aberto aos três minutos, quando o espanhol Fabián Ruiz aproveitou sobra de bola dentro da área para bater colocado e superar Courtois.

Três minutos depois o alemão Rüdiger errou no recuo de bola e o francês Dembélé aproveitou para dominar e chutar na saída do goleiro belga. O terceiro do PSG começou com uma troca de bola da defesa para o ataque que culminou no cruzamento rasteiro do marroquino Hakimi para Fabián Ruiz, que, dentro da área, se livrou da marcação do uruguaio Valverde antes de colocar a bola no fundo do gol.

Com vantagem tão elástica construída de forma tão precoce, o time francês não precisou se arriscar diante do Real, e ainda conseguiu ampliar aos 42 da etapa final com o português Gonçalo Ramos.

Agora, PSG e Chelsea decidem o título da primeira edição da Copa do Mundo de Clubes da Fifa, a partir das 16h (horário de Brasília) do próximo domingo (13) no MetLife Stadium.

O Chelsea FC se tornou sinônimo de títulos, tendo conquistado todos os troféus possíveis na Europa ao longo dos últimos anos. Chelsea-FC-Quarter-Final-FIFA-Club-World-Cup-2025

É possivelmente encontro mais importante até agora, mas, ainda assim, apenas mais um capítulo de uma longa série de duelos entre esses dois gigantes do futebol europeu. Este será o nono jogo entre eles no total, sendo que as equipes se enfrentaram seis vezes em um período intenso de três anos entre 2014 e 2016. Tem sido um confronto equilibrado, com duas vitórias para os londrinos, três para os parisienses, três empates – e muitos gols marcantes.

Entidades manifestam preocupação com efeitos de tarifaço de Trump

Entidades manifestam preocupação com efeitos de tarifaço de Trump

Algumas entidades afirmam que a medida inviabiliza exportações e advertem sobre os riscos para a economia brasileira. foto TÂNIA RÊGO/Age Brasil

imposição de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros pelo governo de Donald Trump foi recebida com preocupação pelo setor produtivo brasileiro. Algumas entidades afirmam que a medida inviabiliza exportações e advertem sobre os riscos para a economia brasileira.

Em nota, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) afirmou não haver fato econômico que justifique a medida dos Estados Unidos. A entidade pede a intensificação das negociações para preservar a relação com um dos maiores parceiros comerciais do Brasil.

“Não existe qualquer fato econômico que justifique uma medida desse tamanho, elevando as tarifas sobre o Brasil do piso ao teto. Os impactos dessas tarifas podem ser graves para a nossa indústria, que é muito interligada ao sistema produtivo americano. Uma quebra nessa relação traria muitos prejuízos à nossa economia. Por isso, para o setor produtivo, o mais importante agora é intensificar as negociações e o diálogo para reverter essa decisão”, avaliou o presidente da CNI, Ricardo Alban, em comunicado.

A CNI defendeu uma comunicação “construtiva e contínua” entre os dois governos. “Sempre defendemos o diálogo como o caminho mais eficaz para resolver divergências e buscar soluções que favoreçam ambos os países. É por meio da cooperação que construiremos uma relação comercial mais equilibrada, complementar e benéfica entre o Brasil e os Estados Unidos”, acrescentou Ricardo Alban.

Carnes

Outro setor que será bastante afetado pela tarifa de 50% serão as carnes. Para a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), a medida de Trump tornará o custo da carne brasileira tão alto que inviabilizará a venda do produto para os Estados Unidos.

“A Abiec reforça a importância de que questões geopolíticas não se transformem em barreiras ao abastecimento global e à garantia da segurança alimentar, especialmente em um cenário que exige cooperação e estabilidade entre os países”, destacou.

A associação também defendeu a retomada das negociações e informou querer contribuir com o diálogo. “Estamos dispostos ao diálogo, de modo que medidas dessa natureza não gerem impactos para os setores produtivos brasileiros nem para os consumidores americanos, que recebem nossos produtos com qualidade, regularidade e preços acessíveis”, acrescentou a entidade.

Agropecuária

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) também manifestou preocupação sobre a decisão de Trump. Em nota, a frente destacou que a medida representa um alerta às relações comerciais e políticas entre os dois países e afeta o agronegócio brasileiro.

“A nova alíquota produz reflexos diretos e atinge o agronegócio nacional, com impactos no câmbio, no consequente aumento do custo de insumos importados e na competitividade das exportações brasileiras”, declarou a frente, que representa a bancada ruralista no Congresso.

“Diante desse cenário, a FPA defende uma resposta firme e estratégica: é momento de cautela, diplomacia afiada e presença ativa do Brasil na mesa de negociações. A FPA reitera a importância de fortalecer as tratativas bilaterais, sem isolar o Brasil perante as negociações. A diplomacia é o caminho mais estratégico para a retomada das tratativas”, acrescentou o comunicado da FPA.

Comércio Exterior

A Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) disse que recebeu com surpresa e indignação a informação do aumento para 50% da tarifa de importação dos Estados Unidos sobre os produtos brasileiros. Para o presidente-executivo da entidade, José Augusto de Castro, não se trata de uma medida econômica, mas política com impacto econômico de grande lastro.

“É certamente uma das maiores taxações a que um país já foi submetido na história do comércio internacional, só aplicada aos piores inimigos, o que nunca foi o caso do Brasil. Além das dificuldades de comércio com os Estados Unidos, o anúncio da Casa Branca pode criar uma imagem negativa do Brasil e gerar medo em importadores de outros países de fechar negócios com as nossas empresas, afinal, quem vai querer se indispor com o presidente Trump?”, questiona Castro.

A AEB entende que o cenário que hoje se vislumbra é muito duro para o Brasil, pois se refere a uma ameaça não só aos nossos exportadores, mas a toda a economia do país. A entidade acredita que o bom senso prevalecerá e a taxação será revertida.

*Colaborou Douglas Correa, do Rio de Janeiro

Câmara aprova criação de 160 funções comissionadas para STF

Câmara aprova criação de 160 funções comissionadas para STF

Corte diz que medida ajuda a reter servidores mais qualificados. foto MARCELLO CASAL JR/AGÊNCIA BRASIL

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (9), por 178 votos favoráveis e 155 contrários, a criação de 160 funções comissionadas no quadro de pessoal do Supremo Tribunal Federal (STF). As funções serão ocupadas nos gabinetes dos ministros da Corte. A proposta agora segue para o Senado.

As funções criadas são no valor de R$ 3.256,70. Ao apresentar o projeto, o STF argumentou que as funções ajudarão a reter servidores mais qualificados, para auxiliar os juízes nos processos que tramitam na Corte.

“É, portanto, necessário aumentar o valor das funções comissionadas que estão localizadas nos gabinetes, estimulando a retenção de profissionais mais qualificados para o auxílio dos ministros, o que tem resultado direto na qualidade da prestação jurisdicional constitucional”, diz a justificativa assinada pelo presidente do STF, ministro Luís Roberto Barroso.

A justificativa diz ainda que o projeto não traz qualquer impacto ou aumento no limite de despesas primárias. “Os recursos previstos já estão incluídos no teto orçamentário destinado ao STF. Haverá somente remanejamento interno entre ações”, diz o texto.

Além das funções comissionadas, o projeto também cria 40 cargos efetivos para o quadro de pessoal do STF, para Técnico Judiciário, Área Administrativa, Agente da Polícia Judicial, pertencentes a carreira dos servidores do Poder Judiciário da União.

O relator da proposta, Defensor Stélio Dener (Republicanos-Roraima), disse que a aprovação da matéria contribuirá para a entrega de uma prestação jurisdicional cada vez mais efetiva. O relator argumentou ainda que proposta reforça o princípio constitucional da eficiência administrativa, ao buscar aprimorar a estrutura de pessoal do STF para melhor desempenho de sua missão constitucional.

“A criação das funções comissionadas nos gabinetes dos ministros do Supremo Tribunal Federal atende à necessidade de valorização e retenção de servidores qualificados diante do aumento da complexidade dos casos sob análise e da sobrecarga funcional nos gabinetes”, justificou.

Já a criação de cargos de Agente da Polícia Judicial é medida urgente e necessária diante do crescimento exponencial de ameaças à segurança institucional da Corte, como evidenciado por episódios recentes, inclusive com riscos concretos à integridade física de seus membros e ao regular exercício da jurisdição constitucional”, concluiu. fonte LUCIANO NASCIMENTO – REPÓRTER DA AGÊNCIA BRASIL