Haddad diz que alternativa ao aumento do IOF pode ser antecipada

Haddad diz que alternativa ao aumento do IOF pode ser antecipada

Ministro manifesta conforto para implantar soluções estruturais. foto  VALTER CAMPANATO/AGÊNCIA BRASIL

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que as conversas com os presidentes das duas Casas legislativas durante o fim de semana deixaram a equipe econômica “muito confortável” para chegar a uma solução estrutural visando o cumprimento das metas fiscais tanto de 2025 como dos anos seguintes.

A afirmação foi feita nesta segunda-feira (2) na chegada dele ao ministério, em meio a críticas vindas do mercado sobre a elevação de alíquotas do IOF para o crédito de empresas, para operações cambiais e para grandes investidores em previdência privada.

“Quero deixar claro que as conversas [neste fim de semana com os presidentes da Câmara e do Senado] evoluíram e nos deixaram, nós, aqui da Fazenda e da área econômica, muito confortáveis”, disse Haddad.

“Esse é o jogo que interessa ao país. Não simplesmente uma situação paliativa para resolver um problema de cumprimento da meta do ano, mas voltar para questões estruturais para dar conforto a qualquer governante. Tanto ao presidente Lula o ano que vem, como a quem for eleito o ano que vem, em uma perspectiva de mais longo prazo”, acrescentou.

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Acolhimento

Segundo o ministro, tanto o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta; como do Senado, Davi Alcolumbre, passaram uma impressão “de acolhimento” ao que foi apresentado pela equipe econômica durante a reunião.

Ele elogiou as agendas das duas casas tanto para resolver problemas estruturais, como para avançar em reformas mais amplas.

Segundo o ministro, tanto Lula como os dois presidentes do Legislativo sabem da necessidade de se debruçar sobre essas questões e tomar uma decisão antes do embarque de Lula para a França.

“Nós [da equipe econômica] já sabemos exatamente o que está na mesa. Vamos definir qual vai ser o recorte a ser feito nas medidas e apresentar para os três presidentes”, disse Haddad ao garantir que não abrirá mão de cumprir as metas estabelecidas em comum acordo entre Executivo e Legislativo.

A expectativa do ministro é de que tudo seja resolvido muito rapidamente. 

“Ninguém está aqui querendo postergar. Aliás, eu disse [a Motta e Alcolumbre] que não preciso dos 10 dias de prazo, como foi dado na reunião da semana passada”.

Soluções estruturais

De acordo com Haddad, “sabemos o que precisa ser feito, mas precisa tomar a decisão política do que será feito. Mas diante do que eu ouvi, acredito que essa semana a gente possa resolver e melhorar tanto a regulação do IOF [Imposto sobre Operações Financeiras] como as questões estruturais. Não dá para dissociar mais uma coisa da outra”.

Haddad reiterou a preferência “deste e de todos ministros da Fazenda” por soluções estruturais. 

“Se o Congresso também está dizendo que prefere isso, por que eu vou dizer o contrário? É muito melhor para o país soluções estruturais”, acrescentou.

“Se chegamos a uma boa definição, de 70%, 80% ou 90% daquilo que foi discutido, e se houver uma compreensão de avançar, acredito que teremos uma perspectiva muito mais sustentável, sem a necessidade de medidas apenas paliativas que, sabemos, que não seriam estruturais. Para nós, é muito melhor fazer as correções no atacado do que fazer no varejo”, argumentou o ministro.

Na avaliação do ministro, o que a Fazenda não pode fazer é perder a iniciativa de levantar essas discussões consideradas tão relevantes. 

“Se deixarmos a acomodação falar mais alto, nós não vamos avançar. Nós abrimos uma excelente oportunidade de voltar a falar do que importa”, disse.

“[Queremos] fazer o debate voltar à mesa porque, caso contrário, em vez de conseguirmos grau de investimento, vamos ficar patinando. As agências [de classificação de risco] reagem à capacidade de iniciativa do país. Se elas percebem que o país deu uma parada e não está enfrentando os temas, elas também param e esperam para ver o que acontece”, complementou.

Transparência

Haddad lembrou que o governo, desde sempre, defendeu a correção de “benefícios fiscais injustificados que ainda existem”. 

Essas isenções e benefícios fiscais a determinados setores somarão, segundo projeções da Receita Federal, R$ 800 bilhões em gastos tributários.

Haddad disse que a estratégia do governo federal é mostrar isso “de forma muito transparente”, colocando todas as informações disponíveis na internet. 

“Vocês conseguem fazer a consulta até por CNPJ das empresas que estão deixando de pagar seus impostos”, observou o ministro.

Haddad disse que não faz parte dos objetivos do governo fazer uso de decretos para ampliar a agenda que está sendo posta.

“O decreto foi para resolver um problema pontual, distorções pontuais. Se nós ficarmos de decreto em decreto, não vamos fazer o que o país precisa, que é apontar um horizonte de médio e longo prazo de sustentabilidade”, explicou.

Na quarta-feira (28), o governo anunciou o resgate de R$ 1,4 bilhão de dois fundos, o Fundo Garantidor de Operações (FGO) e o Fundo de Garantia de Operações do Crédito Educativo (FGEDUC), administrado pela Caixa Econômica Federal, para compensar a revogação de dois pontos do decreto que aumentou o IOF.

A elevação de alíquotas do IOF para o crédito de empresas, para operações cambiais e para grandes investidores em previdência privada pretendia arrecadar R$ 20,5 bilhões neste ano para impedir a paralisação da máquina pública este ano. Com a retirada de dois pontos do decreto, a estimativa caiu para R$ 19,1 bilhões.

Embora inicialmente o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, tenha anunciado que a revogação parcial do decreto reduziria a arrecadação em R$ 2 bilhões este ano, o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, confirmou que o impacto será menor e ficará em R$ 1,4 bilhão neste ano e R$ 2,8 bilhões em 2026. 

Segundo ele, as projeções foram reduzidas durante o recálculo das medidas. fonte PEDRO PEDUZZI – REPÓRTER DA AGÊNCIA BRASIL

Proposta do  Lucas Polese zera IPVA de motos com até 170 cilindradas

Proposta do  Lucas Polese zera IPVA de motos com até 170 cilindradas

Para isenção do tributo, Polese propõe alterar a Lei do IPVA  / Foto: Lucas S. Costa

O deputado Lucas Polese (PL/ES) apresentou proposta para isentar as motocicletas com até 170 cilindradas do pagamento do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA). No Projeto de Lei (PL) 272/2025, o deputado propõe alterar o artigo 6º da Lei do IPVA (Lei 6.999/2001) para incluir esses veículos entre os isentos de taxação.

“O aumento significativo da frota de motocicletas no país reforça a importância dessa iniciativa. Segundo dados da Associação Brasileira de Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), o número de motocicletas cresceu 76% nos últimos anos, praticamente dobrando na última década. As motos com até 170 cilindradas representam cerca de 80% das vendas no mercado nacional, impulsionadas principalmente pela expansão dos serviços por aplicativos”, afirma o autor na justificativa do projeto.

Segundo o deputado, “(…) a medida visa beneficiar diretamente os profissionais que utilizam a motocicleta como instrumento de trabalho, como motoboys, entregadores e motoristas de aplicativos, responsáveis por movimentar a economia estadual e gerar emprego e renda. Além disso, a proposta contempla agricultores e trabalhadores da zona rural, que utilizam as motocicletas para o exercício de atividades no campo”.

O projeto prevê um impacto orçamentário anual de quase R$ 29 milhões, relativos a 2025, 2026 e 2027. A matéria será votada pelo Plenário após análise das comissões de Justiça, de Mobilidade Urbana e de Finanças.

Acompanhe o andamento do projeto na Ales

Marcelo Santos reúne mais de mil pessoas em prestação de contas

Marcelo Santos reúne mais de mil pessoas em prestação de contas

O presidente da Assembleia Legislativa do Espírito Santo apresentou os resultados de sua atuação parlamentar. Foto Ana Júlia Salles.

A 22ª edição do “DialogaES”, evento de prestação de contas do deputado estadual Marcelo Santos (União/ES), reuniu mais de 1.200 pessoas na manhã de sábado (31/05) na sede social da Aspomires, em Vitória, segundo avaliação da Polícia Legislativa.

No encontro, o presidente da Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales) apresentou os resultados de sua atuação parlamentar.

Marcelo destacou ações da sua gestão à frente da Ales, como a modernização do Legislativo, o fortalecimento da transparência, a parceira com o Governo do Estado e a ampliação da participação cidadã. O deputado também reforçou que o evento é um espaço de escuta e construção coletiva, com foco em políticas públicas mais eficazes. “Eu não acredito em sorte. Acredito em planejamento, trabalho e parcerias”, afirmou.

Presente no encontro, o vice-governador Ricardo Ferraço (MDB) elogiou a atuação de Marcelo Santos e defendeu que o parlamentar está pronto para representar o Espírito Santo na Câmara Federal. “Marcelo tem história, experiência e soube construir um ambiente de prosperidade”, avaliou Ferraço.

O prefeito de Cariacica, Euclério Sampaio (MDB), também destacou o preparo de Marcelo e a postura abrangente do deputado. “Um verdadeiro gestor é aquele que olha para todos e Marcelo tem feito isso, assim como o governador”, frisou Euclério.

Já o prefeito de Linhares, Lucas Scaramussa (Podemos), ressaltou a postura de liderança de Marcelo Santos e sua capacidade de abrir caminhos com empatia. “Líder não é cargo. É postura e capacidade de viver a dor do outro e abrir portas”, destacou o ex-deputado.

A gestão de Marcelo Santos também foi elogiada pelo deputado Alexandre Xambinho (PSC), que deu voz aos demais parlamentares. “Marcelo está deixando seu nome como o melhor presidente que a Assembleia já teve”, destacou.

Vandinho Leite (PSDB), também deputado estadual, reforçou a parceria de longa data com o presidente da Ales e destacou a atuação voltada às demandas municipais. “Os problemas reais estão nos municípios, e Marcelo sempre esteve presente.”

Para Capitão Assumção (PL), o apoio recebido de Marcelo Santos durante o período em que foi preso, em 2024, por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal, é inesquecível. “Vivi o pior momento da minha vida e, em todo instante, pude contar com o Marcelo”, lembrou o parlamentar.

Presença de relevância no evento, o líder da bancada federal e colega de federação de Marcelo Santos, deputado Josias Da Vitória (PP), também reforçou a confiança na trajetória do presidente da Assembleia. “Marcelo é um amigo, um irmão que ganhei na vida pública. Um líder desprendido, preparado, com um exército de gente que acredita nele”, ressaltou Da Vitória.

O evento contou ainda com a presença de prefeitos e vereadores de diferentes cidades capixabas, mostrando a força do diálogo entre o Legislativo e os municípios.

“Prestar contas é uma forma de respeitar quem confiou no nosso trabalho. E é com a participação das pessoas que a política melhora”, concluiu Marcelo Santos.

Ademicon contribui com a fomentação dos negócios no Espírito Santo

Ademicon contribui com a fomentação dos negócios no Espírito Santo

A Ademicon está localizada na Praia da Costa, em Vila Velha. foto divulgação

A Ademicon – é a maior administradora de créditos do Brasil, com unidade na Praia da Costa, em Vila Velha, no estado do Espírito Santo, é pioneira no mercado de cotas de investimento para aquisição de imóveis, compra de terreno, quitação de financiamento e compra em leilões e o que é melhor ajuda empresários do Espírito Santo que precisam investir em maquinários industriais e agrícolas.

A administradora existe há 30 anos, com objetivo de contribuir com iniciativas que ampliam o acesso ao crédito planejado e tem como primazia conectar os empresários ao planejamento financeiro e a poupança programada até a concretização dos objetivos pontuais.

Para mais informações sobre a cota de investimento para seu negócio, chame pelo whatsapp – wa.link/87tsnf

Horário de atendimento :

Sábado: Aberta 24 horas
Domingo: Aberta 24 horas
Segunda-feira: Aberta 24 horas
Terça-feira: Aberta 24 horas
Quarta-feira: Aberta 24 horas
Quinta-feira: Aberta 24 horas
Sexta-feira: Aberta 24 horas

Bairro Santo Antônio recebe mutirão contra a dengue

Bairro Santo Antônio recebe mutirão contra a dengue

A ação aconteceu das 7h às 13h, com ponto de encontro na UBS Santo Antônio. foto secom PMC

Prefeitura de Colatina, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, realizou ontem, sexta-feira, dia 30 de maio, um Mutirão de Combate à Dengue no bairro Santo Antônio. A ação aconteceu das 7h às 13h, com ponto de encontro na UBS Santo Antônio, reunindo todos os Agentes de Combate às Endemias e seus supervisores, além do apoio de equipes do serviço Cata-Treco, do Sanear.

O objetivo é intensificar as ações de enfrentamento ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya, por meio da eliminação de focos e criadouros, além da conscientização da população sobre a importância dos cuidados dentro de casa e no entorno.

Durante o mutirão, os agentes percorreram as ruas do bairro realizando visitas domiciliares, orientando os moradores, promovendo atividades de educação em saúde e recolhendo materiais que possam acumular água, com o apoio do serviço Cata-Treco.

De acordo com a Secretaria de Saúde, a mobilização é fundamental, principalmente com a aproximação do período de maior risco para a proliferação do mosquito.

“O mutirão é uma estratégia eficiente para reforçar o trabalho contínuo que realizamos. Contamos com a participação dos moradores, que têm um papel fundamental na prevenção. A luta contra a dengue é de todos nós”, destaca a equipe da Vigilância Ambiental em Saúde.

A Prefeitura reforça que os mutirões são parte de uma série de ações permanentes no combate às arboviroses, e que cada cidadão é peça-chave para vencer essa batalha.

Foto e fonte: Secretaria Municipal de Saúde da Prefeitura de Colatina.

Bandeira Tarifária de junho será vermelha patamar 1

Bandeira Tarifária de junho será vermelha patamar 1

Com a sinalização, as contas de energia elétrica terão adicional de R$ 4,46 a cada 100 kW/h consumidos. foto ME

A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) informa nesta sexta-feira (30/5) o acionamento da Bandeira Vermelha, no patamar 1, para o mês de junho de 2025, indicando aumento no custo da energia para os consumidores. Isso significa que as contas de energia elétrica terão cobrança adicional de R$ 4,46 (quatro reais e quarenta e seis centavos) a cada 100 kW/h (quilowatt-hora) consumidos.

Diante do cenário de afluências abaixo da média em todo o país indicado pelo Operador Nacional do Sistema (ONS), projeta-se uma redução da geração hidrelétrica em relação ao mês anterior, com um aumento nos custos de geração devido à necessidade de acionamento de fontes de energia mais onerosas, como as usinas termoelétricas

Sobre as bandeiras tarifárias
O sistema de bandeiras tarifárias foi criado pela ANEEL em 2015 para indicar, aos consumidores, os custos da geração de energia no Brasil. Ele reflete o custo variável da produção de energia, considerando fatores como a disponibilidade de recursos hídricos, o avanço das fontes renováveis, bem como o acionamento de fontes de geração mais caras como as termelétricas.

Com as bandeiras, o consumidor ganha um papel mais ativo na definição de sua conta de energia. Ao saber, por exemplo, que a bandeira está vermelha, o consumidor pode adaptar seu consumo para ajudar a reduzir o valor da conta. Pela regra anterior, que previa o repasse somente nos reajustes tarifários anuais, o consumidor não tinha a informação de que a energia estava cara naquele momento e, portanto, não tinha um sinal para reagir a um preço mais alto.

Com o acionamento da bandeira vermelha patamar 1, a ANEEL reforça a importância da conscientização e do uso responsável da energia elétrica. A economia de energia também contribui para a preservação dos recursos naturais e para a sustentabilidade do setor elétrico como um tod

Região mineira atingida pela tragédia de Mariana terá R$ 1,5 bilhão para investimentos em saúde pelo Estado e municípios

Região mineira atingida pela tragédia de Mariana terá R$ 1,5 bilhão para investimentos em saúde pelo Estado e municípios

Governo de Minas participou da Oficina de Trabalho para Elaboração dos Planos de Ação de Saúde, que orientou os municípios sobre recursos para saúde do acordo, foto governo de MG

Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag-MG) participou, nesta semana, da Oficina de Trabalho para Elaboração dos Planos de Ação de Saúde. O evento, realizado em Brasília pelo Ministério da Saúde, teve como objetivo iniciar a implementação do Programa Especial de Saúde do Rio Doce pelos municípios atingidos pelo rompimento da barragem de Mariana. O Estado de Minas Gerais irá executar R$ 424 milhões em políticas e ações de saúde.

O Acordo de Mariana destinou R$ 12 bilhões para fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS) nos 49 municípios diretamente afetados pelo rompimento. Desse total, 38 estão em Minas Gerais e 11 no Espírito Santo. A oficina também contou com a presença de representantes da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG).

“Os danos provocados pelo rompimento ainda repercutem e estão presentes na vida dos mineiros dos municípios atingidos até hoje, mesmo depois de quase dez anos. O Acordo de Reparação foi pensando para promover diversas políticas públicas, e a saúde é essencial entre as medidas de reparação. Avançarmos nessas tratativas traz uma nova esperança para a região atingida”, afirma a secretária de Estado de Planejamento e Gestão, Silvia Listgarten.

Recursos

Dos R$ 12 bilhões destinados para a saúde, R$30% (R$ 3,6 bilhões) irão para políticas e ações de saúde, sendo que, deste montante, R$ 424 milhões serão executados pelo Estado de Minas Gerais, R$ 815,8 milhões pelo Ministério da Saúde, R$ 300,2 milhões pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e R$ 260 milhões pelo Espírito Santo.

Além disso, R$ 1,8 bilhão serão distribuídos entre os 49 municípios atingidos, que terão autonomia para definir suas prioridades de saúde mediante a elaboração de plano de ação municipal. Para os 38 municípios mineiros serão cerca de R$ 1,1 bilhão em recursos para investimentos na área.

Já 70% do valor total (R$ 8,4 bilhões) serão aplicados em um fundo perpétuo, e apenas os rendimentos poderão ser utilizados, sendo no mínimo 50% do fundo destinado aos municípios, e o restante aos entes federados. A criação desse fundo visa garantir recursos para enfrentar os impactos prolongados e desconhecidos do desastre, que demandam intervenção contínua do setor saúde.

Representantes dos municípios atingidos também participaram. O objetivo foi orientar as gestões municipais sobre como elaborar o plano de ação em saúde, que é a forma de acessar o recurso municipal. A partir da próxima segunda-feira (2/5), o Governo Federal disponibilizará uma ferramenta eletrônica para que os municípios possam submeter seus planos.

A governança do programa é realizada pelo Comitê Especial Tripartite (CET) e pela Câmara Técnica, composta por representantes do Ministério da Saúde, das Secretarias de Estado de Saúde de Minas Gerais e Espírito Santo, do Conselho Nacional de Saúde, do Conselho Distrital de Saúde Indígena e dos municípios afetados.

Governo do ES assina contratos de repasse do Funsaf para fortalecer agricultura familiar capixaba

Governo do ES assina contratos de repasse do Funsaf para fortalecer agricultura familiar capixaba

Nesta etapa, conhecida como o 3º ciclo de contratações, estão sendo destinados R$ 2.453.688,49 a 13 organizações da agricultura familiar localizadas em nove municípios do Espírito Santo. foto secom

O governador do Estado, Renato Casagrande, assinou, nesta quarta-feira (28), no Palácio Anchieta, os contratos de repasse do 5º Edital do Fundo Social de Apoio à Agricultura Familiar (Funsaf). Nesta etapa, conhecida como o 3º ciclo de contratações, estão sendo destinados R$ 2.453.688,49 a 13 organizações da agricultura familiar localizadas em nove municípios do Espírito Santo.

A cerimônia marca um importante avanço na política pública voltada ao fortalecimento da agricultura familiar no Estado. Com apoio técnico e financeiro do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) e do Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes), o Funsaf foi criado para democratizar o acesso a recursos para projetos produtivos sustentáveis, com foco na geração de renda e na valorização do trabalho no campo.

“Recebemos três associações cooperativas e estamos repassando mais de R$ 2 milhões para que elas possam fazer investimento em infraestrutura, novos equipamentos e na melhoria da sua capacidade de produção. A agricultura familiar é uma atividade que conta com o incentivo do Governo do Estado. Para que essas entidades possam melhorar a qualidade de vida das comunidades rurais, ampliando a capacidade de produção, trazendo mais renda para as famílias ligadas a elas”, explicou o governador Casagrande.

Entre os projetos contemplados nesta fase estão iniciativas voltadas exclusivamente para mulheres (Faixa B), como aquisição de equipamentos de panificação, veículos e tratores com implementos. Também foram contempladas as oito primeiras organizações da Faixa C, com foco em projetos gerais, como aquisição de equipamentos para apicultura, beneficiamento de gengibre, microtratores e sistemas fotovoltaicos.

O secretário de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca, Enio Bergoli, destacou o impacto transformador do Funsaf nas comunidades rurais. “Estamos investindo não apenas em máquinas e equipamentos, mas em dignidade, autonomia e futuro para centenas de famílias capixabas. O Funsaf é uma política pública inovadora, que garante acesso direto aos recursos e fortalece o protagonismo das organizações da agricultura familiar, em especial das mulheres. Isso transforma realidades no campo e promove justiça social”, afirmou.

O diretor-geral do Incaper, Alessandro Broedel, ressaltou que o Funsaf é uma ferramenta estratégica para impulsionar a agricultura familiar no Espírito Santo, aliando recursos financeiros à assistência técnica especializada. “O papel do Incaper é garantir que os projetos apoiados tenham viabilidade técnica, potencial de impacto e estejam alinhados com a realidade de cada comunidade. Estamos falando de investimentos que promovem autonomia, desenvolvimento sustentável e inclusão produtiva no campo”, pontuou.

Neste edital do Funsaf, o Governo do Estado já disponibilizou R$ 8,5 milhões. Com a previsão de contratação dos outros 20 projetos, aguardando complementação orçamentária de R$ 6 milhões, o investimento total poderá ultrapassar R$ 14,5 milhões.

Com essa iniciativa, o Espírito Santo reafirma seu compromisso com a agricultura familiar como base para o desenvolvimento rural sustentável, com geração de emprego, renda e inclusão produtiva no campo. fonte e foto secom es

Vereadores de Santa Teresa deverão devolver valores recebidos em 2022 e 2023 por meio de reajuste irregular 

Vereadores de Santa Teresa deverão devolver valores recebidos em 2022 e 2023 por meio de reajuste irregular 

Essa avaliação foi feita no julgamento da Prestação de Contas Anual do órgão, realizada na sessão virtual. foto André – idaf  

2ª Câmara do TCE-ES concluiu que a Câmara Municipal de Santa Teresa cometeu irregularidade no pagamento dos subsídios dos vereadores, nos anos de 2022 e 2023, por terem sido feitos em desacordo com a Constituição da República e com normativo da Corte de Contas. Essa avaliação foi feita no julgamento da Prestação de Contas Anual do órgão, realizada na sessão virtual da última sexta-feira.  

Seguindo o voto do relator, Rodrigo Coelho, a maioria dos conselheiros da 2ª Câmara decidiu manter esta irregularidade, e notificar 11 vereadores para que façam o ressarcimento do valor de R$ 53.400,00, que foi considerado como dano ao erário, no prazo de 30 dias. Os 10 vereadores devem ressarcir uma diferença de R$ 4.800,00 cada um, e o presidente da Câmara, de R$ 5.400,00 – este último também de forma solidária com os demais parlamentares.  

A decisão também estabelece que se o recolhimento não for feito no prazo, as contas da Câmara Municipal de Santa Teresa de 2022 e de 2023 serão julgadas como irregulares, e os vereadores serão responsabilizados pelo débito, e sofrerão aplicação de multa.  

A irregularidade identificada tem relação com a Lei Municipal nº 2.832/2022 de Santa Teresa, que concedeu revisão geral anual com datas-base e percentuais distintos entre os beneficiados. Segundo o relator, isso contraria o artigo 37, X, da Constituição Federal, que exige que a revisão seja anual, ocorra na mesma data e utilize um índice único para todos os servidores. Dessa forma, a aplicação da revisão aos subsídios dos vereadores foi indevida, pois a norma não seguiu os critérios constitucionais obrigatórios. 

Além disso, o conselheiro pontuou que a Constituição Federal, no art. 29, dispõe que os subsídios dos Vereadores devem ser fixados pela Câmara Municipal em cada legislatura para a seguinte, impedindo que se legisle em causa própria — a chamada “regra da legislatura”. Por essas razões, o tribunal já havia decidido negar a exequibilidade desta Lei Municipal de 2022, pois esta segunda norma constitucional também foi violada, comprometendo a legalidade da revisão pretendida. 

Desta forma, ao analisar as contas dos anos de 2022 e 2023, verificou-se a irregularidade no valor pago como salário aos vereadores, que deveria ter sido de R$ 4.500,00 para o Presidente da Câmara e R$ 4.000,00 para os demais parlamentares. Nos dois anos, os vereadores receberam R$ 400,00 a mais por mês, e o presidente, R$ 450,00, correspondentes ao reajuste. Esse valor pago com base no reajuste inconstitucional resultou em um excedente de R$ 53.400,00 em relação ao valor total devido.  

“Diante de todo o exposto, torna-se imprescindível o ressarcimento dos valores pagos em excesso, conforme apurado no relatório. A conduta dos responsáveis desrespeitou os princípios constitucionais aplicáveis, o que impõe a devolução dos montantes indevidamente recebidos no exercício de 2022”, declarou o relator, nos dois votos. 

Ao realizar a avaliação da conduta dos gestores públicos sobre os fatos, os conselheiros entenderam que embora tenha havido uma violação constitucional, o fato de os vereadores terem seguido orientações jurídicas e atuado dentro de suas competências legislativas indicam que a conduta não decorreu de erro grosseiro, mas de uma interpretação equivocada da lei.  

“A boa-fé, o respeito ao processo legislativo e a iniciativa de corrigir o erro evidenciam a ausência de dolo ou negligência grave. Portanto, é devida a reparação do dano. Desse modo, mantenho a irregularidade”, concluiu o relator, na apreciação das Prestações de Contas Anuais de 2022 e de 2023. 

. Processo TC 3419/2024   

. Processo TC 2862/2023  

Fonte TCE-ES