A Câmara Municipal de Linhares realizou, na noite desta terça-feira (08/04), uma audiência pública para discutir a possibilidade de subsídio tarifário ao transporte coletivo urbano no município. O encontro aconteceu no plenário da Casa de Leis e foi requerido pelo vereador Caio Ferraz, com o objetivo de promover um espaço de diálogo, escuta e transparência sobre o tema.

No encontro foram apresentados diferentes pontos de vista, contribuindo para uma análise mais ampla da atual situação do transporte coletivo em Linhares.
No encontro, foram apresentados diferentes pontos de vista, contribuindo para uma análise mais ampla da atual situação do transporte coletivo em Linhares. A audiência contou com espaço aberto para manifestações e questionamentos, e representantes das empresas puderam esclarecer aspectos técnicos e operacionais do serviço.
Durante a audiência, o vereador Caio Ferraz (PODEMOS/ES) destacou que o transporte coletivo é um serviço essencial, mas que a destinação de recursos públicos precisa ser amplamente discutida e bem fundamentada. O parlamentar chamou atenção para o investimento previsto, de cerca de R$ 2,2 milhões, reforçando a necessidade de transparência na decisão.
“Esta audiência trata da possibilidade de subsídio ao transporte público. Não estamos aqui para discutir aumento de passagem, até porque essa não é uma atribuição do vereador. Se dependesse de mim, a tarifa não aumentaria. O nosso objetivo é buscar informações mais detalhadas, para que possamos analisar o tema com responsabilidade, ouvir a população, dialogar e construir caminhos juntos”, frisou.
Ele também destacou problemas recorrentes no sistema, como superlotação, atrasos e falhas na prestação do serviço. “Estamos diante de um serviço que precisa avançar. O subsídio pode ser um instrumento importante, desde que venha acompanhado de melhorias concretas”, completou.
Outro ponto ressaltado pelo vereador foi a origem dos recursos públicos, caso o subsídio seja aprovado. “O valor será retirado de áreas importantes, como o fundo do estacionamento rotativo. Recursos que deveriam estar sendo investidos na mobilidade urbana, na manutenção das vias, como tapa-buracos, na melhoria da segurança, em obras estruturantes, como a construção de novas ciclofaixas e elevações, além da sinalização viária e da organização do trânsito”.
Apesar do saldo positivo, foi destacada durante a audiência a importância da presença de todos os atores envolvidos no tema. O representante do Poder Executivo, responsável legal pelo contrato do transporte público, não esteve presente. Além disso, não houve participação de integrantes do Conselho Tarifário, cuja presença seria fundamental para enriquecer a discussão.
“A ausência de informações mais detalhadas e de representantes diretamente ligados à formação da tarifa reforça a necessidade de continuidade do diálogo. Vamos continuar acompanhando o tema com a atenção e a responsabilidade que a população merece”, concluiu o vereador Caio.
fonte e foto Paola Nali