Um dia de campo com muita informação e comercialização de equipamentos reuniu palestrantes e produtores no parque de exposição em Ecoporanga, no norte do estado. A motivação para promover esse tipo de integração entre os produtores rurais, técnicos agrícolas, profissionais do agronegócio e estudantes surgiu em 2022, quando teve a primeira edição do evento.

Evento levou informação para um público de 800 pessoas; feira busca integração entre produtores locais, técnicos e mercado do agronegócio
“A gente sentiu falta de informação, de conhecimento, de inovação; de trazer novas tecnologias para cidade de Ecoporanga, que tá voltando agora para produção de café; aqui era uma região pecuarista e a gente sentiu essa sede, essa determinação de trazer isso pro produtor rural, para que possa crescer, inovar, dar valor ao seu café”, explica Adriana Vaz da Silva Souza, uma das organizadoras do evento.
A feira reuniu um público estimado em 800 pessoas, que contou com a oferta de diversos produtos nos quinze estandes montados, como viveiro de mudas, concessionárias de veículos, pulverizadores agrícolas em drone, irrigação, entre outros. Os deputados Marcelo Santos (União Brasil), Engenheiro José Esmeraldo (União Brasil) e Janete de Sá (PSB) marcaram presença nesta quinta-feira (9). Para o presidente da Assembleia Legislativa (Ales), o evento já está inserido no calendário do município e também do Estado.
“Nós aportamos recursos e vamos desenvolver ainda mais essa cidade. Já estivemos aqui várias vezes e somos partícipes desse evento. A partir da demanda que a organização nos solicitou, colocamos recurso também para colaborar e construir essa quarta etapa muito importante, mostrando para a população tudo aquilo que esta cidade pode produzir, saindo de um viés de produção da pecuária, gado de corte e leiteiro, para entrar, por exemplo, na produção de café”, cita Marcelo Santos.
O presidente da Ales destaca ainda o impacto do programa Arranjos Produtivos na cidade ao instigar a diversificação na agricultura.
Já a deputada Janete de Sá avalia que o município se beneficia bastante do trabalho desenvolvido pelo Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), ao começar a produzir o grão depois de outros pólos cafeeiros.
“Já experimentamos novos estudos, novas tecnologias, o que diminui nossa chance de errar. Ecoporanga conta com o apoio e orientação do Incaper, que traz as experiências que tem dado certo. Em 68 municípios do Espírito Santo tem produção de café, principalmente de conilon. O Espírito Santo contribuiu com 70% da produção do país, isso é grande, é muito forte”.
Matheus Bastianello, 30 anos, é produtor de café e faz parte de uma família que trocou a pecuária pelo cultivo do grão no município. Ele busca conhecer novos equipamentos nas feiras para facilitar a lida no campo. “Eu prefiro cuidar do café do que mexer com gado; a gente também está buscando a tecnologia para diminuir a mão de obra que está meio escassa, com a tecnologia ficar melhor para a gente trabalhar” .
O extensionista do Incaper Tássio da Silva de Souza, especialista em cafés especiais, trouxe ótimas notícias para os produtores de Ecoporanga. Em sua palestra, ele frisou que o resultado final está muito ligado às condições do lugar onde o grão está plantado e aos pequenos cuidados dedicados ao fruto. E que o município tem condição de crescer, em quantidade e qualidade.
“Ecoporanga tem muita possibilidade de produzir café de qualidade. Além de uma produtividade superior, vai ter também uma xícara de café que venha encantar o mundo e aqueles que querem café com boa qualidade. A melhoria do café torna o produto mais competitivo e traz atratividade. O que os produtores tem aqui em Ecoporanga, se adotarem pequenos ajustes nas colheitas, com certeza vão conseguir cafés incríveis”.
A realizacão do evento é de responsabilidade da Sociedade dos Engenheiros Agronômos do Espírito Santo (SEEA), do Incaper, da empresa Defesa Nutri, do Sítio Sombra da Mata e da Fazenda Córrego do Café. Com ales