
O Partido Social Democrático (PSD/ES), do presidente estadual Renzo Vasconcelos, formalizou, na quarta-feira (1º/04), o apoio à candidatura de Lorenzo Pazolini (Republicanos/ES) ao Governo do Espírito Santo. A decisão foi selada em reuniões entre Vitória e São Paulo, após Pazolini renunciar à Prefeitura de Vitória. O alinhamento segue as diretrizes do presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab, e do presidente estadual, Renzo Vasconcelos, consolidando a sigla no palanque de oposição ao atual governo.

Erick Musso, Pazolini e Renzo
O acordo contou com a participação do ex-governador Paulo Hartung e de lideranças como Aridelmo Teixeira. Em nota, Renzo Vasconcelos afirmou que a escolha prioriza arenovar ideias e a trajetória compartilhada com Pazolini, apesar do diálogo mantido anteriormente com o vice-governador Ricardo Ferraço (MDB/ES). Kassab confirmou que o partido terá participação direta na eleição majoritária capixaba ao lado do projeto do Republicanos, como do candidato a reeleição do prefeito de São Paulo Tarcísio de Freitas.
Com a renúncia de Pazolini oficializada para disputa, o PSD encerra um período de indefinição sobre seu posicionamento no estado. O movimento vincula a legenda ao grupo político de Hartung, adversário da atual gestão estadual. A partir do dia 4, o grupo planeja iniciar a construção das propostas para o pleito de outubro.
A recente reunião com o deputado federal Evair de Melo (Rep/ES), o presidente da Câmara de Vitória, Anderson Goggi (Rep), o ex-prefeito de Linhares Guerino Zanon (PSD/ES), o ex-deputado Carlos Manato (Rep/ES) e o empresário Aridelmo Teixeira (PSD/ES), e com os apoios já definidos, após a janela partidária ter se fechado na semana passada, o grupo passa a articular seus próximos passos, incluindo agendas nos municípios, com apoio direto de Guerino Zanon.
Cabe lembrar que o grupo de Pazolini, tendo Erick Musso como articulador, não desistiu de atrair o PL para o projeto. Uma possibilidade que envolveria esse movimento seria o apoio do Republicanos à Maguinha Malta (PL/ES) ao Senado, em troca do apoio do partido ao ex-prefeito. Ainda há tempo para conversas.
Primeira mulher a comandar a Capital do Espírito Santo

No sábado (04/04), a Prefeitura de Vitória formalizou a assinatura do termo de transmissão de cargo do então prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos/ES) para a vice, Cris Samorini (PP/ ES), que se tornou a primeira mulher a comandar a Capital do Espírito Santo.
O termo foi assinado no gabinete da presidência da Câmara de Vitória, na presença do presidente do Legislativo, Anderson Goggi (Republicanos/ES), e do presidente estadual do Republicanos, Erick Musso.
Victor Linhalis trocou o partido tucano pelo PSB

Deputado federal Victor Linhalis, no partido do PSB
O deputado federal Victor Linhalis trocou o partido tucano pelo PSB/ES, comandado pelo ex-governador Renato Casagrande (PSB/ES). A mudança ocorre após o PSDB não conseguir montar uma chapa competitiva de candidatos a deputado federal no Espírito Santo, O deputado federal Linhalis, agora no PSB, busca assegurar sua permanência na Câmara dos Deputados com apoio da base de Casagrande.
Neucimar Fraga assinou filiação ao Partido Liberal PL

O ex-prefeito de Vila Velha, Neucimar Fraga, oficializou sua saída do PSDB/ES e assinou filiação ao Partido Liberal (PL/ES), presidido no Espírito Santo pelo senador Magno Malta. A decisão ocorre após o desmantelamento da chapa tucana para deputado federal no Estado.
Neucimar, que havia sido anunciado como pré-candidato a deputado federal pelo PSDB, decidiu migrar para o PL para garantir sua candidatura, preferencialmente a deputado estadual.
Além de Neucimar, o PL também recebeu a filiação do ex-deputado estadual Carlos Von, de Guarapari, que cumpre medidas cautelares impostas pelo STF. O partido consolida-se como destino de políticos alinhados ao bolsonarismo no Estado, reforçando sua base para as eleições de 2026.
Troca de partido de 12 dos 30 deputados estaduais do ES

Assembleia Legislativa do Espírito Santo
O encerramento da janela partidária no último fim de semana resultou na troca de partido de 12 dos 30 deputados estaduais do Espírito Santo. A movimentação, finalizada entre 3 e 4 de abril, permitiu que 40% da Assembleia Legislativa (Ales) redefinisse suas legendas para as eleições de outubro sem a perda de mandato por infidelidade partidária. Com as mudanças, o Podemos tornou-se a maior bancada da Casa, com cinco parlamentares, enquanto o PSDB perdeu toda a sua representação no Legislativo estadual.
O deputado estadual Adilson Espindula, que deixou o PSD e foi para o PP; Callegari, que saiu do PL para o DC; e Coronel Weliton, que migrou do PRD para o DC. Fábio Duarte trocou a Rede pelo PDT, enquanto Gandini deixou o PSD para ingressar no Podemos. O deputado Hudson Leal saiu do Republicanos para o Agir, José Esmeraldo deixou o PDT rumo ao União Brasil, e Marcos Madureira trocou o PP pelo Podemos. Mazinho dos Anjos e Vandinho Leite deixaram o PSDB para ingressar no MDB. Sergio Meneguelli saiu do Republicanos e foi para o PSD.
O parlamentar Zé Preto também mudou de partido se filiando ao Podemos. Outros 18 deputados estaduais permaneceram em suas legendas de origem, sem alterações durante o período. Com o novo cenário estadual, a Assembleia Legislativa passa a contar com representantes de 13 partidos. Além do Podemos, com cinco deputados, o União Brasil reúne quatro parlamentares. PL, PSB e Republicanos aparecem com três representantes cada. DC, MDB, Progressistas e PT possuem duas cadeiras cada, enquanto Agir, PDT, PSD e PSol têm um deputado cada.
Cabo Daciolo anuncia pré-candidatura à Presidência da República

Cabo Daciolo foi deputado federal entre 2015 e 2019 | Reprodução
O ex-deputado federal Cabo Daciolo anunciou, neste sábado (4), sua pré-candidatura à Presidência da República nas eleições deste ano. O bombeiro militar e pastor evangélico filiou-se ao Mobiliza – antigo Partido da Mobilização Nacional (PMN). Nas eleições presidenciais de 2018, Cabo Daciolo foi o sexto candidato melhor posicionado no primeiro turno, com 1.348.323 votos (1,26% dos votos válidos). Com isso, o então deputado federal ficou a frente de Henrique Meirelles, Marina Silva e Alvaro Dias, conhecidos nomes da política nacional, e de Guilherme Boulos, representante em ascensão da esquerda.
Avante anuncia Augusto Cury como pré-candidato à Presidência da República

Augusto Cury como pré-candidato à Presidência da República | Divulgação/Avante
O partido afirma que “a pré-candidatura representa um novo momento para o Avante, que aposta em um nome com forte conexão com a sociedade e com capacidade de dialogar com diferentes setores, propondo uma política mais humana, equilibrada e voltada para o bem-estar da população”.
Troca de partido – Já a janela partidária, encerrada na sexta-feira (3), é o período em que deputados podem mudar de partido sem perder o mandato. A regra vale para deputados federais, estaduais e distritais e acontece sempre em anos eleitorais. Desde a abertura da janela, em 5 de março, pelo menos 37 deputados federais trocaram de legenda. O PL foi o partido que mais ganhou parlamentares, com 12 novos integrantes, e segue como a maior bancada da Câmara, com 97 deputados. O União Brasil teve a maior perda, com a saída de 11 parlamentares, e agora tem 47 cadeiras, mesmo número do PSD. O PP aparece na sequência, com 49 deputados.
Marina Silva – A ex-ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, decidiu ficar na Rede Sustentabilidade, partido que ajudou a fundar em 2015. Disputas internas e convites de outras siglas, como PT, PSOL e PSB, levaram Marina a avaliar sua saída, mas o martelo pela permanência foi batido após a ministra deixar o governo Lula. Deputada federal, Marina é um dos nomes cotados para disputar a segunda vaga ao Senado na composição da chapa do ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT-SP), na disputa pelo governo de São Paulo. A outra já está com a também ex-ministra Simone Tebet, recém-filiada ao PSB.
Eleições 2026: Em 4 de outubro deste ano, mais de 155 milhões de brasileiras e brasileiros vão às urnas para confirmar, pelo voto direto e secreto, as candidatas e os candidatos que os representarão pelos próximos anos. A votação ocorrerá simultaneamente nos 26 estados, no Distrito Federal, em diversas localidades no exterior e no arquipélago de Fernando de Noronha, que escolherá representantes para o Conselho Distrital. Em disputa estarão os cargos de presidente e vice-presidente da República, governador e vice-governador de estado e do Distrito Federal, senador (duas vagas), deputado federal, estadual e distrital. Os eleitores brasileiros que residem em outros países, porém, só poderão votar para presidente e vice. Como ocorre em toda eleição, a votação é realizada no primeiro e no último domingo de outubro. Assim, se necessário, o eleitorado voltará às urnas no dia 25, data do 2º turno.