Sessão solene na Ales celebra 50 anos da Copa A Gazetinha

Sessão solene na Ales celebra 50 anos da Copa A Gazetinha

Os 50 anos da Copa A Gazetinha foram celebrados em sessão solene realizada nesta terça-feira (4), na Assembleia Legislativa (Ales). Jogadores, ex-atletas, familiares, técnicos, coordenadores, dirigentes, prefeitos e secretários de esporte foram destacados em uma noite marcada por muitas homenagens.

A Copa A Gazetinha é um campeonato de futebol infantojuvenil, que, nas últimas cinco décadas, foi responsável por reconhecer talentos e formar gerações de atletas. “O objetivo não é só de descobrir jogadores, mas formar cidadãos”, destacou o jornalista José Antônio Nunes do Couto, o Janc, que foi o criador do campeonato.

Importância do esporte para a formação de valores foi ressaltada em discursos / Foto: Paula Ferreira

Janc, que comemorou 90 anos de idade neste ano, foi muito celebrado durante o evento. “É um bom presente nos meus 90 anos completados no dia 9 de agosto. Afinal, esse encontro é o reconhecimento do trabalho que realizamos”, agradeceu.

Durante a sessão, o criador da longeva Copa A Gazetinha contou que era editor do suplemento infantil A Gazetinha, do jornal A Gazeta. Ele, que sempre gostou de esporte, uniu o amor pelas crianças e pelo futebol.

“Havia um aterro no final da Praia do Canto e eu resolvi fazer um futebol de areia ali entre os jovens. Depois, o pessoal me procurou para um futebol de campo. E aí começamos a Copa A Gazetinha”, contou.

Hoje, quem está no comando da competição é o filho de Janc, Rodrigo Couto. Além de seguir os passos do pai na profissão de jornalista, Couto também assumiu a coordenação da Copa A Gazetinha. Ele ressaltou o exemplo do pai e disse que tenta seguir seus ensinamentos: “trabalho, paciência, humildade e uma fé enorme nas crianças”.

Torneio iniciado em 1975 formou gerações de atletas; jogadores, familiares, técnicos e outras personalidades foram homenageadas

Ales

O presidente da Ales, deputado Marcelo Santos (União), foi o idealizador da homenagem. “A Copa A Gazetinha ajudou tanta gente a enfrentar os desafios dentro do campo e fora dele. Porque o esporte é uma ferramenta importante de transformação”, discursou.

O deputado Vandinho Leite (PSDB), ex-jogador de A Gazetinha, também participou da solenidade: “Os valores do esporte, como ética e disciplina, formam os seres humanos. É verdade que alguns atletas se tornaram revelações. Mas todos que participaram da Copa A Gazetinha se tornaram melhores cidadãos”, disse.

Mesa

Também participaram da mesa solene o ex-presidente da Federação de Futebol do Espírito Santo e ex-vice-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Marcus Vicente; o prefeito de Bom Jesus do Norte, Toninho Gualhano; o prefeito de Itaguaçu, Darly Dettmann; e o jornalista Ronald Mansur.

Homenageados (informações do Cerimonial da Ales)

Prefeituras Apoiadoras
Antônio Coimbra de Almeida 
Antônio Gualhano Azevedo 
Darly Dettmann 
Enivaldo Euzébio dos Anjos 
João Guerino Balestrassi 
Leandro Rodrigues Montibelle 
Lucas Scaramussa 
Luciano Faria Queiroz
Maicon Ferreira de Paula 
Marcus Antônio Vicente 
Mário Sérgio Lubiana 
Max Freitas Mauro Filho 
Mayara Aparecida Moraes Eller Minino 
Sérgio Faria de Azevedo 
Thiago Lopes Pessotti 
Vagner Rodrigues Pereira 
Vagner Schwartz 
Vandir Nunes Machado 
Walter de Prá

Em Memória
Abimar da Motta Pimentel 
Ademar Cunha
Aloízio Santos    
Cariê Lindenberg    
Djalma Comério    
José Carlos Franco
Marcelo Geneci    
Max Freitas Mauro         
Paulo Nardoto

Atletas/ Pais de Atletas 
Bernardo Batista Zuccoloto
Flávio Cezario
Livia Forattini Rigo Cezario
Theo Forattini Rigo Cezario 
Valerio Zuccoloto

Ex-atletas
Bartolomeu José Pessoa dos Santos 
Carpegyane Santos Silva
Ewerson Telles da Rocha
Fabiano Eller dos Santos
Gerson Assunção Furlani
Giovani Silva
Hélio Bortolini Pimentel 
José Justino dos Santos
Maxwell Scherrer Cabelino Andrade        
Richarlison de Andrade
Ronaldo Lima da Silva
Sávio Bortolini Pimentel 
Thiago Wanderkoken
Vandinho Leite

Coordenação
José Antônio Nunes do Couto 
José Maria Alfredo Barroca
Luiz Alberto Garcia 
Maria de Lourdes Godoi do Couto
Rodrigo Nunes do Couto
Ronald Mansur 
Valberto Teixeira Guedes
Waleria de Almeida Cunha

Professores/ Técnicos/ Dirigentes
Afonso Henriques dos Santos
Aldair José Pereira 
Alexandre Cota Rocha 
Alexandre Martins Matos 
Anderso da Silva Moreira 
Antonio Ailton Paschoal Brites
Aridelson Bianchi 
Arlindo Pancieri Netto
Carlos Santos e Santos
Cosme Eduardo
Danuso Daumas
Durval de Freitas
Elton Carvalho
Emerson Gonçalves da Rocha
Fabrício da Silva Lemos
Fausto Gomes da Silveira 
Fernando Marin Brasileiro de Souza 
Inácio Batista Torres
Iran Dias
Joel Simões
Jonias Maria 
José de Jesus Jade 
José Renato da Silva
Leandro Carlos de Souza
Leonardo Dutra de Carvalho
Leonardo Gomes Paixão 
Luciana Cristina da Silva Moreira 
Marcela da Costa Pereira
Marcelo de Lyrio
Marco Antonio Xavier 
Marcos Antônio Ribas
Odilon Abreu de Oliveira
Raimundo Nonato de Sousa 
Régis Felisberto Masarin
Rogério Cuzzuol
Ronaldo Celso Costa                                                                                                                                                                                                  
Rubem Sérgio Nunes Rebello
Tarcízio Carlos Soares da Silva 
Wandeslon dos Santos 

Colatina zera filas e agiliza exames de alta complexidade

Colatina zera filas e agiliza exames de alta complexidade

A Prefeitura de Colatina, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, alcançou um avanço importante no acesso a exames de média e alta complexidade. De janeiro até agora, filas históricas foram eliminadas e o tempo de espera caiu de forma significativa, garantindo diagnóstico mais rápido e tratamento no tempo certo.

Segundo o superintendente de Regulação, Aldir Alonso, exames como mamografia e ultrassonografia de mama já estão com fila zeradas. No início do ano, mais de 600 mulheres aguardavam por esses procedimentos. Hoje, os exames são agendados em menos de 30 dias após o encaminhamento médico.

Na tomografia, a fila que ultrapassava 1.600 pacientes em janeiro caiu para cerca de 200 pessoas e deve ser totalmente zerada no próximo mês. Houve casos de pacientes que aguardavam há mais de um ano pelo exame.

No início do ano, mais de 600 mulheres aguardavam por esses procedimentos.

Nos exames de alta complexidade, como endoscopia e colonoscopia, o avanço também é expressivo: eram 1.200 pessoas na fila em janeiro e 90% já foram atendidas. A previsão da Secretaria é de fila zerada até dezembro.

“Organizamos o fluxo, ampliamos os contratos e colocamos o paciente no centro do cuidado. Hoje, quem precisa de exame não precisa mais esperar meses. É uma mudança sentida no dia a dia da população”, afirma o superintendente de Regulação, Aldir Alonso.

O secretário municipal de Saúde, Dr. Raul Amicci, reforça que esse resultado é fruto de planejamento, investimento e compromisso com a prevenção.

“Quando o exame chega no tempo certo, o tratamento começa antes, o sofrimento diminui e as chances de cura aumentam. É assim que uma saúde pública responsável deve funcionar, com respeito ao tempo de cada paciente”, destaca Dr. Raul Amicci.

O prefeito de Colatina, Renzo Vasconcelos, lembra que esse avanço faz parte de um trabalho contínuo para fortalecer o Sistema Único de Saúde no município.

“Na nossa gestão, saúde é prioridade de verdade. A gente leva a sério cada recurso investido, cada atendimento e cada vida. Zerar filas não é só número. É devolver dignidade, cuidado e esperança para quem está esperando por um diagnóstico”, afirma o prefeito.

Como solicitar os exames?

  • O paciente deve procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima;
  • Após consulta, o médico faz o encaminhamento;
  • O pedido entra automaticamente no sistema de regulação do município, sem precisar ir até a Secretaria de Saúde.

fonte e foto Secretaria Municipal de Assuntos Institucionais e Comunicação Social

Marco Brito e Marcos Guerra tomam posse no Sinvesco em Colatina

Marco Brito e Marcos Guerra tomam posse no Sinvesco em Colatina

Aconteceu hoje dia 6 de novembro, às 8h30, a solenidade de posse da nova diretoria do Sindicato das Indústrias do Vestuário de Colatina e Região (Sinvesco), no Auditório Salão da Indústria (SENAI Colatina), que contou com a presença do prefeito de Colatina Renzo Vasconcelos, deputado estadual Sérgio Meneguelli, deputado federal Paulo Foletto, Secretário de Recuperação do Rio Doce (Serd) Guerino Balestrassi, lideranças do setor de confecções de Colatina e região e também de liderança do Estado.

Ainda no evento foi anunciada a parceria com o Cresol Colatina que irá apoiar no desenvolvimento da região. Para encerrar a solenidade de posse da nova diretoria, o evento contou com a palestra com Eduardo Cristian – “Costurando Sucesso”.

Novo Vice-presidente Marcos Guerra e novo presidente do Sinvesco Marco Brito, para o mandato de 2025/2028.foto afolhaonline.com

A solenidade de posse foi prestigiada por várias lideranças de Colatina, região e do estado. foto afolhaonline.com

Uma solenidade prestigiada por lideranças da indústria de confecções de Colatina e região. O novo presidente Marco Aurélio Costa Brito assume o mandato para o triênio 2025/2028, sucedendo Gilberto Holz, e tem como vice-presidente o empresário, ex-senador, ex-presidente da Findes e um do criador do Sinvesvo Marcos Guerra.

Um dos momentos marcante da solenidade da posse foi assinatura o termo que viabiliza escolas de costura em seis municípios do Noroeste Capixaba para formar 5 mil operadores de máquinas de costura em três anos, em parceria com o SENAI.

No evento, o deputado federal Paulo Foletto (PSB/ES), anunciou uma emenda parlamentar no valor de 2 milhões para a construção de uma unidade escolar profissional em costura para o setor de confecções de Colatina e região. Fonte e foto afolhaonline.com

Os Vereadores de cidade de Itaguaçu prestigiaram a posse de novo presidente do Sinvesvo Marco Brito.foto afolhaonline.com

Reforma de Estação de Tratamento de Esgoto em Laranja da Terra terá recursos da Secretaria do Rio Doce

Reforma de Estação de Tratamento de Esgoto em Laranja da Terra terá recursos da Secretaria do Rio Doce

O governador do Estado, Renato Casagrande, e o vice-governador, Ricardo Ferraço, estiveram no último sábado (1º), em Laranja da Terra, onde anunciaram novos investimentos e entregaram importantes obras para o município. E entre as futuras ações, está a reforma da Estação de Tratamento de Esgoto do distrito de Vila de Laranja da Terra, obra que será executada com recursos da Secretaria de Recuperação do Rio Doce (Serd).

O investimento, de cerca de R$ 1,4 milhão, faz parte de um grande pacote de ações de saneamento urbano e rural que a Serd vem planejando para as cidades impactadas pelo desastre ambiental de Mariana. Com a modernização das estações de tratamento de água e esgoto na Bacia do Rio Doce, o objetivo do Governo do Estado é reduzir a poluição dos rios afluentes, restaurar os ecossistemas e garantir água limpa e segura para as comunidades.

O investimento, de cerca de R$ 1,4 milhão, faz parte de um grande pacote de ações de saneamento urbano e rural que a Serd vem planejando para as cidades impactadas pelo desastre ambiental de Mariana.

Laranja da Terra está inserida na sub-bacia do Rio Guandu, que é um afluente importante da bacia do Rio Doce. Como parte desse complexo hidrográfico destacam-se também o Rio Taquaral e os córregos Laranja da Terra, Ribeirão do Bom Jesus, Criciúma e Laranjinha. A recuperação dos rios afluentes é fundamental para a saúde de toda a Bacia do Rio Doce”, afirmou o secretário de Estado de Recuperação do Rio Doce, Guerino Balestrassi.

No Espírito Santo, 33 municípios estão no mapa de atuação do Novo Acordo do Rio Doce, homologado pelo STF em novembro de 2024. Laranja da Terra e outras 21 cidades capixabas, que tem rios afluentes do Rio Doce em sua extensão territorial, podem receber investimentos em saneamento e recuperação ambiental. fonte Assessoria de Comunicação da Serd – Renato Costa Neto / Karina Soares

GDF pede a Moraes laudo médico antes de eventual prisão de Bolsonaro

GDF pede a Moraes laudo médico antes de eventual prisão de Bolsonaro

O Governo do Distrito Federal (GDF) pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que seja produzido um laudo médico para avaliar se o ex-presidente Jair Bolsonaro tem condições clínicas de ficar detido em algumas das unidades prisionais de Brasília.

A Secretaria de Administração Penitenciária enviou o ofício ao Supremo na terça-feira (3), poucos dias antes do julgamento, entre 7 e 14 de novembro, do último recurso do ex-presidente contra sua condenação no caso da trama golpista bolsonarista.  

Ex-presidente convive com sequelas deixadas por facada na barriga

Em setembro, Bolsonaro foi considerado líder de um complô para se manter no poder mesmo com derrota eleitoral em 2022. Ele foi condenado a 27 anos e três meses de prisão pelos crimes de golpe de Estado, tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração do patrimônio tomb

Argumentação

“Considerado a proximidade do julgamento dos recursos da Ação Penal nº 2668, o que leva a possibilidade de um ou mais réus serem recolhidos no Sistema Penitenciário do Distrito Federal, solicita-se que o apenado Jair Messias Bolsonaro seja submetido à avaliação médica por equipe especializada, a fim de que seja realizada avaliação de seu quadro clínico e a sua compatibilidade com a assistência médica e nutricional disponibilizados nos estabelecimentos prisionais desta Capital da República”, diz o documento encaminhado pelo GDF. 

O ofício aponta ainda que Bolsonaro já passou por diferentes procedimentos cirúrgicas na região abdominal. O ex-presidente convive até hoje com sequelas deixadas por uma facada na barriga que levou durante a campanha eleitoral de 2018. 

Regime fechado

Devido ao tamanho da pena, a legislação penal prevê que Bolsonaro cumpra a sentença em regime inicial fechado. Contudo, há exceções. É possível, por exemplo, a concessão de regime inicial mais brando por questões humanitárias, por exemplo, quando não houver unidade prisional apta a prestar assistência adequada para alguma enfermidade do preso. 

Na condição de ex-presidente, Bolsonaro pode também ficar preso em uma sala do Estado Maior, que pode ser montada, por exemplo, em alguma unidade da Polícia Federal (PF).

De todo modo, eventual ordem para o início do cumprimento da pena somente deve ser emitida após o trânsito em julgado da ação, ou seja, quando não houver mais recursos pendentes de julgamento.  fonte agência brasil

 Expocol 2025 em Colatina acontece entre os dias 7 e 9 de novembro

 Expocol 2025 em Colatina acontece entre os dias 7 e 9 de novembro

Produtores, empreendedores e visitantes se preparam para a Exposição e Feira do Agronegócio de Colatina (Expocol 2025), que acontece entre os dias 7 e 9 de novembro, na área verde do município. O evento, com entrada gratuita, promete aquecer a economia local, impulsionar o setor agropecuário e oferecer lazer para toda a família.

Com 60 estandes de micro e pequenos negócios, a feira reúne cooperativas de crédito, agropecuárias e uma área de exposição de animais, além de espaço gastronômico e atrações voltadas para o público infantil. Entre os expositores, o público poderá conhecer produtos de chocolaterias, cervejarias artesanais, hamburguerias, confeitarias, artesanatos e acessórios, representando o melhor da produção local e regional.

Com 60 estandes de micro e pequenos negócios, a feira reúne cooperativas de crédito, agropecuárias e uma área de exposição de animais.

A expectativa é que a Expocol 2025 movimente cerca de R$ 1,6 milhão durante os três dias de programação. Para o secretário de Desenvolvimento Rural, Josiel Bomfim Leite, o evento reforça o papel da agricultura familiar e do empreendedorismo na construção da identidade colatinense:

“A união da agricultura, da gastronomia e da música representa bem o espírito da Expocol. Esses eventos fortalecem nossas tradições e impulsionam a economia da cidade.”

Confira as atrações musicais:

Sexta-feira:

20h – Hiago Sanfoneiro
21h30 –  – Larissa Salles

Sábado:

19h – Willian Caser

21h30 – Show da Viola

Domingo:

17h – Melk de Paula

18h30 – Marco Goiano e Kaíque

Confira a lista completa de expositores: CLIQUE AQUI

Exposição e Feira do Agronegócio de Colatina (Expocol)

De 07 a 09 de novembro

Horário de funcionamento da feira:

Sexta-feira (07) – 18h às 22h

Sábado (08) – 14h às 22h

Domingo (09) – 14h às 20h

fonte e imagem Secretaria Municipal de Assuntos Institucionais e Comunicação Social

Dez anos após rompimento de barragem, movimento cobra reparação integral

Dez anos após rompimento de barragem, movimento cobra reparação integral

Nesta quarta-feira (5), dia em que o rompimento da barragem de Mariana (MG) completa 10 anos, a coordenadora nacional e estadual do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Juliana Stein Nicoli, falou à Tribuna Popular sobre as consequências do desastre ao meio ambiente e à saúde. Ela reiterou a necessidade de as empresas responsáveis quitarem o “débito social” ainda existente.

Um dos pontos mais visados pela convidada do deputado João Coser (PT/ES) foi o alijamento da participação popular nos acordos, como o de 2016, e a nova repactuação do Rio Doce. Na opinião dela, esse modelo de negociação acabou resultado na ausência de grupos que deveriam ter sido contemplados, como comunidades pesqueiras da Região Metropolitana da Grande Vitória.

“A maior parte dos atingidos do ES e Minas não teve ainda reparação justa”, afirmou Juliana Stein / Foto: Lucas S. Costa

Nesta quarta-feira (5), dia em que o rompimento da barragem de Mariana (MG) completa 10 anos, a coordenadora nacional e estadual do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Juliana Stein Nicoli, falou à Tribuna Popular sobre as consequências do desastre ao meio ambiente e à saúde. Ela reiterou a necessidade de as empresas responsáveis quitarem o “débito social” ainda existente.

Um dos pontos mais visados pela convidada do deputado João Coser (PT/ES) foi o alijamento da participação popular nos acordos, como o de 2016, e a nova repactuação do Rio Doce. Na opinião dela, esse modelo de negociação acabou resultado na ausência de grupos que deveriam ter sido contemplados, como comunidades pesqueiras da Região Metropolitana da Grande Vitória.

 Deputado estadual João Coser

“A maior parte dos atingidos do Espírito Santo e Minas Gerais não teve ainda reparação justa e integral aos seus danos”, considerou. Diante do cenário, o MAB, segundo revelou Juliana, luta atualmente para estabelecer o Conselho Estadual de Participação Popular, mesmo depois de uma Secretaria de Estado do Rio Doce (SERD) ter sido criada para tratar o assunto. 

“Nossa luta vai continuar, por mais 5, 10, 20, ou quantos anos forem necessários até que todos os atingidos por esse crime sejam reparados integralmente e com justiça”, afirmou a convidada. O deputado João Coser ressaltou que o desastre comprometeu a vida de muitos. “O movimento cobra até hoje reconhecimento dos grupos que ainda estão fora”, completou. 

Educação étnico-racial

Indicado pela parlamentar Camila Valadão (Psol/ES), o professor Ludovico Muniz Lima pediu a criação de mecanismos de fiscalização e políticas públicas para implementação da Lei Federal 10.639/2003. A legislação obriga o ensino de História e Cultura Africana e Afro-Brasileira nos níveis fundamental e médio em todo o Brasil. 

Muniz apresentou gráficos que indicam desigualdades raciais na educação capixaba. De acordo com ele, os dados não mostram “um melhor desempenho de estudantes brancos por uma questão inata, e sim por uma desigualdade de acesso ao direito à aprendizagem”.  

O convidado também falou do financiamento. “Para acessar o recurso que diz respeito a 2,5% do financiamento do Fundeb nos entes federados, é preciso reduzir desigualdades educacionais socioeconômicas e raciais. O Espírito Santo, para o exercício financeiro de 2025, foi considerado não habilitado”, disse.

Incentivo à leitura

Já Irene Neta de Oliveira Pianissola pontuou o incentivo à prática da leitura como uma maneira de propor um equilíbrio ao uso crescente de telas e jogos eletrônicos. Autora de 11 livros, ela sofre com uma doença rara chamada de ataxia espinocerebelar. Irene viu na escrita uma maneira de lidar com a sua condição. “A leitura é a chave que abre portas para o conhecimento”, avaliou a convidada do deputado Toninho da Emater (PSB).

Demais convidados

Também participou da Tribuna Popular Samarone Carlos Monjardim de Souza,  presidente do Três de Maio Futebol Clube, na Grande Goiabeiras, em Vitória. Indicado pelo deputado Coronel Weliton (PRD), o convidado pediu apoio para que o campo do time seja refeito após disputas judiciais sobre o terreno. Já Roberta Alcalá divulgou o Festival Cultural Gospel Yahweh. fonte Angèle Murad – ales

Agrinho 2025 premia educadores e estudantes que transformam o campo com tecnologia

Agrinho 2025 premia educadores e estudantes que transformam o campo com tecnologia

Mais um Agrinho de sucesso para a história do programa. O programa que une educação e tecnologia ao campo, mobilizou mais de 76 mil estudantes de escolas municipais rurais do interior do Espírito Santo em projetos para o bem da comunidade onde vivem. Foram mais de 650 escolas, de 61 municípios capixabas, envolvidas no programa de responsabilidade social do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Estado (Senar-ES). Cerca de 5 mil educadores — entre professores, pedagogos e coordenadores — também fizeram parte do Agrinho 2025.

A cerimônia de encerramento desta edição, que teve como tema ‘Tecnologia que transforma o campo’, contou com um recorde de público, além das mais de 3 mil pessoas que acompanharam simultaneamente pela transmissão online. O evento aconteceu no Sesc Praia Formosa, em Aracruz, na quinta-feira (30/10), e reuniu gente de norte a sul do estado. O município de Itaguaçu, ficou com o o primeiro lugar na edição 2025 do Programa Agrinho, a equipe coordenada pelas professoras Paloma e Antônia ajududaram a conquistar um carro 0 km com o tanque cheio.

Itaguaçu conquistou o primeiro lugar na edição 2025 do Programa Agrinho com direito a troféus e prêmios. foto redes sociais

Reconhecimento

Durante a cerimônia são anunciados os vencedores de cada categoria. São 10 selecionados em cada uma das 11 modalidades, de produção textual e desenho, divididas da educação infantil ao 9º Ano, inclusive a educação especial.

Notebooks, bicicletas, tablets e celulares são alguns dos prêmios recebidos pelos alunos que se destacaram. Já os professores concorreram a dois carros (um Mobi e um Ônix) e duas motos (uma Bros e uma Elite), pela dedicação com os alunos e seus projetos ao longo do ano.

Os prêmios são uma forma de reconhecer o trabalho dos educadores, não só pela dedicação com os estudantes, mas também com a comunidade que é beneficiada com o projeto entregue.

As educadoras que levaram os carros para casa ao se destacarem na categoria ‘Concurso de experiência pedagógica desenvolvida pelos professores’ foram Paloma Zager, de Itaguaçu, que ficou em primeiro lugar com o projeto Biotecnologia e Biodigestores: Inovação para um futuro sustentável, e Farleide Loose, de Domingos Martins, que ficou na segunda posição.

No projeto de Farleide, o passado e o futuro da comunidade se encontram na comunidade de São Miguel, no município das montanhas capixabas. “É uma comunidade com tradição e eu tentei mostrar pros estudantes que a gente pode manter a tradição tendo a tecnologia. E eles foram protagonistas, junto às famílias, trazendo projetos e ideias”, ressalta.

Já as motocicletas foram para o 3º lugar da mesma categoria, que teve como vencedora a professora Daniela Arcanjo, de Nova Venécia, e o 1º do ‘Concurso de relatório de pedagogo’, que teve como vencedora Cheila Tormentino, de Conceição de Castelo.

A emoção das vencedoras ao serem chamadas ao palco mostra que o Programa vai muito além dos prêmios. “Eu estou muito feliz em poder representar a minha escola, que é do campo, do meu município — a escola que eu estudei, que meus filhos estudam, a escola da minha comunidade. E muito feliz em poder representar todas as famílias, os estudantes e os parceiros de Nova Venécia que contribuíram com a realização do projeto”, destaca Daniela.

O evento

Além da premiação, o evento contou ainda com um grande espaço de recreação infantil. Touro mecânico, brinquedos infláveis, cama elástica, pintura no rosto, escape room, pipoca e algodão doce animaram as crianças durante a manhã da última quinta-feira.

Mas o destaque ficou por conta das interações inovadoras espalhadas pelo local: Robôs passeando e interagindo, cachorros robóticos dando a patinha, mascote do Agrinho respondendo perguntas virtualmente, espelhos tirando fotos e plataformas 360º gravando os visitantes de norte a sul do estado.

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Espírito Santo (Faes), Julio Rocha, afirma que as crianças e a tecnologia são o futuro do agro.

“No Agrinho estamos diante daqueles que já estão construindo o futuro do agro. A tecnologia não é mais promessa, é presente e futuro. Ela está aqui, transformando o trabalho no meio rural. O agro vive sua grande virada digital, com menos desperdício, mais resultados; menos dúvida, mais assertividade. É o campo se reinventando com inteligência e coragem”, ressalta.

O Programa Agrinho contou com apoio da Federação da Agricultura e Pecuária do Espírito Santo (Faes) e Sindicatos Rurais, e patrocínio do Sebrae, Sesc, Sicoob, Sistema OCB e da Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca do Espírito Santo (Seag). Fonte senar-es e foto redes sociais

Plenário aprova isenção de cobrança pelo uso da água para produtor rural

Plenário aprova isenção de cobrança pelo uso da água para produtor rural

A Assembleia Legislativa (Ales) aprovou nesta terça-feira (4) o Projeto de Lei (PL) 759/2025, de autoria do presidente Marcelo Santos (União/ES), que vai isentar produtores rurais da cobrança pelo uso da água em atividades agropecuárias e silvipastoris, quando o consumo for destinado exclusivamente à produção. 

A proposta altera a Lei 10.179/2014 – Política Estadual de Recursos Hídricos e o Sistema Integrado de Gerenciamento de Recursos Hídricos do Estado (SIGERH/ES) –, e foi analisada pelas comissões de Justiça, Agricultura e Finanças durante sessão extraordinária.

o Projeto de Lei (PL) 759/2025, de autoria do presidente Marcelo Santos (União),

Relator nos colegiados, o deputado Mazinho dos Anjos (PSDB) defendeu a importância da medida em contraponto a um movimento nacional a favor da cobrança, “pressão do Ministério Público para que se cobre”. Para o tucano, o PL 759 faz justiça a quem ajuda o estado na preservação do meio ambiente e dos recursos hídricos. “Não pode fazer essa cobrança, projeto de lei muito justo”.

Durante a discussão nas comissões, o deputado Adilson Espindula (PDT) defendeu a ampliação para todos os agricultores. “Nosso produtor rural não desperdiça água, ele é um consumidor de água porque produz alimentos. (…) Precisamos produzir, e não cobrar água”. Espindula é autor da Lei Estadual 11.009/2019, que isenta da cobrança pelo uso de água os agricultores familiares com área rural com até 4 módulos fiscais (80 hectares).

O parlamentar João Coser (PT) posicionou-se a favor da matéria, mas ressaltou que seria importante uma diferenciação, incluindo agricultor familiar pequeno, médio e grande, mas separando o latifúndio da isenção. 

Quem também questionou a falta de um limite de módulos rurais foi Iriny Lopes (PT), que diferente do colega de partido, declarou voto contra o PL. A parlamentar afirmou ser contrária à regulamentação do uso de poços em áreas consolidadas de preservação permanente. O posicionamento foi acompanhado pela deputada Camila Valadão (Psol). 

O PL 759 regulariza o uso de poços escavados, inclusive os localizados em áreas consolidadas de preservação permanente, desde que sejam licenciados ambientalmente e possuam outorga de uso da água.

Em Plenário o projeto foi aprovado simbolicamente com apenas dois votos contrários. Na sequência da votação, o deputado Lucas Polese (PL) justificou o apoio à matéria. “Projeto tirando essa cobrança para todos, porque o homem do campo, independente do grau de produtividade, todos precisam desta isenção para produzir com qualidade (…).  Mais uma vez a Ales entregando muito para o homem do campo”.

Armas para policiais aposentados

O Plenário também discutiu e aprovou nesta terça o PL 677/2024, do deputado Delegado Danilo Bahiense (PL), que estabelece a doação de armas de fogo institucionais aos policiais civis quando estes vão para a reserva (aposentadoria). 

O texto original do projeto (dezembro de 2024), garante ao policial civil ao aposentar o direito de receber a arma que utilizou em atividade, sob a forma de doação. Mas emenda apresentada pelo próprio Bahiense adiciona um parágrafo garantindo que a arma a ser entregue deverá estar em uso pela corporação por no mínimo cinco anos, garantindo que armamentos novos não sejam doados. Sem tal regra, “haveria inegável prejuízo aos cofres públicos e distanciaria o espírito da lei daquilo que realmente pretendemos”, afirma o autor em mensagem da emenda.

Na relatoria conjunta nas comissões de Justiça, de Segurança e de Finanças, o deputado Coronel Weliton (PRD) defendeu a pertinência da matéria. “O projeto vai na direção de benefícios à Polícia Civil.  Perfeitamente possível e viável, gostaria de parabenizar o deputado Danilo Bahiense. É de grande valia, porque os policiais que vão para aposentadoria, nos seus locais em que residem, poderão promover segurança pública 24 horas por dia”.

A matéria foi aprovada com dois votos contrários – Iriny Lopes e Camila Valadão. Durante a discussão, Camila afirmou que discordava da doação, que o armamento deveria ser acautelado, mantendo a titularidade da arma sob o bem do Estado, não abrindo mão em caso de falecimento do policial.

Após a votação, o presidente Marcelo Santos destacou a importância da medida. “O Delegado Danilo Bahiense faz uma proposta de legislação que vai ao encontro da Lei Orgânica Nacional. E ele vai além, porque dá um critério mais claro, que só após cinco anos de utilização a arma pode ser doada”.

Utilidade pública

Na mesma sessão os deputados ainda aprovaram o PL 723/2025, de Marcelo Santos, que declara de utilidade pública o Instituto Doe Vida. A entidade existe desde 2016, começando por Cariacica, e trabalha com “mobilização de voluntários em campanhas de doação de medula óssea, doação de sangue e outras iniciativas voltadas para salvar vidas”, explica a mensagem. 

Baixado de pauta

Também em pauta, o PL 559/2025, do Executivo, teve a análise adiada. Baixada de pauta pelo presidente, a proposta dispensa as empresas importadoras de realizarem o estorno de saldo credor em ICMS acumulado em operações de importação ou saídas de importadora para centrais de distribuição. Os deputados Mazinho dos Anjos e Marcelo Santos apresentaram emendas ao PL que abre mão de estorno de créditos acumulados se empresas desenvolverem projeto de infraestrutura e ou de investimento. FONTE E FOTO ALES

Desastre de Mariana completa 10 anos e moradores ainda buscam justiça

Desastre de Mariana completa 10 anos e moradores ainda buscam justiça

Passados quase dez anos do desastre que abalou Mariana, em Minas Gerais, o processo judicial referente à tragédia continua sem uma resolução definitiva. Em 5 de novembro de 2015, a barragem de Fundão, pertencente à mineradora Samarco, se rompeu, liberando 40 milhões de metros cúbicos de rejeitos e resultando na morte de 19 pessoas. Comunidades inteiras foram devastadas e o Rio Doce sofreu impactos irreversíveis. Contudo, até o momento, nenhum responsável foi criminalmente condenado pelo ocorrido.

Auxiliar em um consultório odontológico, Mônica Santos, então com 30 anos, moradora do distrito de Bento Rodrigues, em Mariana (MG), saiu de casa para o trabalho naquele dia 5 de novembro perto das 6h da manhã. Era preciso sair cedo para chegar na hora. Ela não imaginava que só veria sua casa de novo 24 horas depois coberta de lama e que dez anos depois ainda lutaria por justiça.

Mesmo passado uma década, a dor e a visão dos escombros ainda estão nítidas em sua memória. “É como se estivesse tudo acontecendo agora”, disse à Agência Brasil a líder comunitária. Atualmente, Mônica está desempregada. 

Naquele dia, a barragem do Fundão, operada pela empresa Samarco, se rompeu liberando cerca de 40 milhões de metros cúbicos de rejeitos de mineração. O desastre matou 19 pessoas e deixou mais de 600 desabrigadas. Outras comunidades afetadas foram Paracatu de Baixo, Paracatu de Cima, Pedras, Águas Claras e Campinas.

Casa coberta por lama

 No caso de Mônica, ela recorda que recebeu a ligação de uma prima naquela tarde, avisando o que havia ocorrido. Desesperada, buscou a mãe no trabalho e tentou ir no caminho de casa. Passou a tarde e a madrugada na estrada. O sol apontava no horizonte quando chegou a um local mais alto e conseguiu enxergar o que seria a própria casa. “Foi nesse momento que a ficha caiu. Eu não tinha mais nada”.

Mariana (MG) - Distrito de Bento Rodrigues, em Mariana (MG), atingido pelo rompimento de duas barragens de rejeitos da mineradora Samarco (Antonio Cruz/Agência Brasil)

Mariana (MG) – Distrito de Bento Rodrigues, em Mariana (MG), atingido pelo rompimento de duas barragens de rejeitos da mineradora Samarco (Antonio Cruz/Agência Brasil) – Antonio Cruz/ Agência Brasil

Na casa, Mônica morava apenas com a mãe. Segundo ela, a empresa sempre deixou muito claro que a comunidade poderia dormir tranquilamente, já que a barragem era monitorada 24 horas por dia. Mônica lamenta que, no desastre, tenha perdido cinco amigos muito próximos. 

Atualmente, ela reside no reassentamento da comunidade de Novo Bento Rodrigues, entregue pela Samarco. Fica a cerca de 13 quilômetros da antiga comunidade. “Mas a nossa casa ainda está cheia de problemas. A gente não pode falar que foi entregue 100%. Uma vez que ainda tem casa sendo construída e ainda tem morador desabrigado que nem projeto de casa tem”. 

A líder comunitária diz que é preciso lutar por justiça. “Enquanto eu tiver força, vou lutar para fazer com que as pessoas sejam de fato indenizadas e restituídas”. Ela relata que a casa entregue pela Samarco não está ainda no nome dos desabrigados. 

A principal esperança da líder comunitária é ver os conterrâneos reassentados em uma casa, que todas as vítimas sejam indenizadas e que haja responsabilização dos envolvidos. “Se tivesse acontecido a punição, não teria ocorrido a tragédia de Brumadinho (em janeiro de 2019 e que deixou 272 mortos).

Mariana (MG) - Distrito de Bento Rodrigues, em Mariana (MG), atingido pelo rompimento de duas barragens de rejeitos da mineradora Samarco (Antonio Cruz/Agência Brasil)
Distrito de Bento Rodrigues, em Mariana (MG), atingido pelo rompimento de duas barragens de rejeitos da mineradora Samarco – Foto Antonio Cruz/ Agência Brasil

“Projetos antidemocráticos”

Para Márcio Zonta, integrante da direção nacional do Movimento pela Soberania Popular na Mineração, o desastre é um reflexo de como as decisões minerárias não estão ligadas à população.

“São projetos antidemocráticos em que as empresas não levam em consideração as organizações e populações”, avaliou. Ele entende que não há, em geral, um nível de reparação mínimo ao sofrimento das pessoas e que não existe um projeto nacional de mineração para o Brasil. 

O Brasil tem 916 barragens, sendo que 74 delas teriam maior risco de colapso e 91 estão em situação de alerta. O ativista entende que desastres como esse ainda podem se repetir, particularmente em Minas Gerais (onde há 31 barragens). “É onde a Vale iniciou o que ela chama de Sistema Sul de Mineração. 

Mariana (MG) - barragem pertencente à mineradora Samarco se rompeu no distrito de Bento Rodrigues, zona rural a 23 quilômetros de Mariana, em Minas Gerais (Corpo de Bombeiros/MG - Divulgação)
Barragem da mineradora Samarco se rompeu no distrito de Bento Rodrigues, zona rural a 23 quilômetros de Mariana, em Minas Gerais – Foto Corpo de Bombeiros/MG – Divulgação

O Sistema Norte está na Amazônia e o Sistema Sul é iniciado em Itabira”. Zonta pondera que os episódios de Mariana e Brumadinho também representam o colapso do sistema sul de mineração da Vale. 

Caminhos da Reportagem

Nesta semana, o programa Caminhos da Reportagem, da TV Brasil, intitulado “Lágrimas de ferro” revelou, em 53 minutos de duração, a luta por justiça dos moradores da região. 

O  promotor de justiça Guilherme de Sá Meneguin, do Ministério Público de Minas Gerais, destacou, por exemplo, que o rompimento atingiu 3 milhões de pessoas em Minas Gerais e no Espírito Santo.

“Afetou o meio ambiente, matou pessoas, destruiu economias. Eu diria que, mais do que um crime ambiental, foi uma grave violação dos direitos humanos, que foi se perpetuando ao longo do tempo”, disse.

Também para o Caminhos da Reportagem, o superintendente executivo da Agência Nacional de Mineração, Júlio César Rodrigues, considera que a regulamentação das barragens de mineração avançou mais do que a de pilhas.

“A política nacional de segurança de barragens já foi alterada. A gente tem hoje uma política bastante robusta para barragens. Isso não se repete ainda em pilhas”, avaliou. 

Indenizações

À Agência Brasil, a empresa informou que, desde 2015, foram destinados R$ 68,4 bilhões para as ações de reparação e compensação. Nesse valor, estão R$ 32,1 bilhões pagos em 735 mil acordos de indenização individual. 

A empresa defende que esses recursos “têm transformado a realidade econômica da bacia, estimulando o comércio, fortalecendo cadeias produtivas e gerando empregos”.

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Obras de recuperação no Distrito de Bento Rodrigues, em Mariana (MG) – Foto Divulgação/Fundação Renova

O agricultor Francisco de Paula Felipe tem esperança que tudo melhore na nova moradia. “Tem dois meses que eu consegui mudar para a minha casa aqui no assentamento novo. A gente recebeu parte da indenização no começo. Parte está na Justiça ainda para ser resolvida. Não foi fácil a gente viver esses dez anos”, disse.

Ele espera ter saúde para encarar a vida. “Acabar de terminar de criar minhas duas filhas, ver elas estudarem e conseguir tomar o rumo da vida delas”, afirma.

Samarco aponta avanço an reparação após o Novo Acordo do Rio Doce

A Samarco anunciou na última semana que já destinou R$ 30,4 bilhões em ações de reparação e compensação no primeiro ano de execução do Novo Acordo do Rio Doce, homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em novembro de 2024. Segundo a mineradora, os recursos impulsionaram o pagamento de indenizações, a conclusão dos novos distritos de Bento Rodrigues e Paracatu, além da continuidade dos trabalhos ambientais ao longo da bacia.

Os valores somam as obrigações diretas da empresa, que representaram R$ 19,5 bilhões, e repasses de R$ 10,9 bilhões a entes públicos — possibilitando a realização de obras estruturantes em saúde, saneamento, infraestrutura e programas sociais.
Desde o rompimento da barragem de Fundão, em 2015, o total investido em reparação e compensação teria alcançado R$ 68,4 bilhões, incluindo os recursos executados pela Fundação Renova até setembro de 2024. O acordo prevê aportes de até R$ 170 bilhões ao longo de 20 anos.
De acordo com a Samarco, mais de 288 mil pessoas já receberam indenizações ou auxílios financeiros, somando R$ 14 bilhões. O Programa Indenizatório Definitivo (PID) foi responsável por cerca de R$ 8,9 bilhões, com mais de 242 mil pessoas e empresas indenizadas.

Povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais receberam R$ 943 milhões em auxílios específicos.
As obras dos novos distritos de Bento Rodrigues e Paracatu, em Mariana, foram concluídas — 389 estruturas entre moradias, equipamentos públicos e locais de comércio. fonte ageencia brasil e rádio Itatiaia