Prefeitura de Colatina inicia pavimentação em avenida no bairro Maria das Graças

Prefeitura de Colatina inicia pavimentação em avenida no bairro Maria das Graças

São os trechos 1,2 3, totalizando 1.383 metros de extensão com aplicação de Concreto Betuminoso Usinado a Quente (CBUQ), um dos materiais mais duráveis e recomendados para vias urbanas em Maria das Graças.

A prefeitura deu início às obras de revitalização viária e pavimentação da Avenida Vitória, no bairro Maria das Graças. A intervenção contempla os trechos 1,2 3, totalizando 1.383 metros de extensão com aplicação de Concreto Betuminoso Usinado a Quente (CBUQ), um dos materiais mais duráveis e recomendados para vias urbanas.

Ordem de Serviço foi assinada no sábado, dia 11 de outubro, durante o “Colatina Feliz” que aconteceu no bairro. A previsão para o fim da obra é março de 2026. 
O investimento total da obra é de R$2.200.000,00 (dois milhões e duzentos mil reais), sendo R$ 1.318.000,00 (um milhão e trezentos e dezoito mil reais) recursos próprios e R$ 882.000 (oitocentos e oitenta e dois mil reais) convênio Caixa Econômica Federal e Emenda Parlamentar. 

Para o Secretário Municipal de Obras, Nilo Locatelli, a intervenção representa um compromisso da gestão com a infraestrutura dos bairros e com as necessidades da população.

“A Avenida Vitória é um dos principais acessos do bairro Maria das Graças. Estamos executando uma obra com qualidade, que vai contribuir para o desenvolvimento urbano da região”, destacou o secretário.

A pavimentação da via é um antigo anseio dos moradores e, agora, começa a se tornar realidade. A presidente da Associação de Moradores do bairro Maria das Graças, Ana Cenair, comemorou o início das obras e reforçou a importância da conquista para a comunidade.

“A pavimentação da avenida faz parte de um sonho que nós, moradores do bairro, temos há muito tempo. E agora veremos se tornar realidade”, afirmou.

Fotos: Secretaria Municipal de Comunicação Social

fonte e foto Secretaria Municipal de Assuntos Institucionais e Comunicação Social

Castelo passa a ser oficialmente a “Cidade Eucarística” do Espírito Santo

Castelo passa a ser oficialmente a “Cidade Eucarística” do Espírito Santo

A cidade recebe o título em reconhecimento à Festa de Corpus Christi, uma das maiores celebrações do estado, foto assessoria do deputado

Há mais de 60 anos, a Festa de Corpus Christi de Castelo é símbolo de fé e tradição capixaba, reunindo todos os anos milhares de pessoas e se consolidando como um dos maiores eventos religiosos e culturais do estado.

Reconhecendo essa importância, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Marcelo Santos, apresentou a lei que concede à cidade o título de “Cidade Eucarística”, sancionada pelo governador Renato Casagrande após aprovação na Casa de Leis. A iniciativa destaca o valor cultural, religioso e turístico do evento, consolidando Castelo como referência no Espírito Santo.

A nova Lei nº 12.591/2025 complementa a Lei nº 11.630/2022, que já reconhece a festa como patrimônio cultural imaterial do Espírito Santo. A proposta, aprovada em regime de urgência, inclui o título no Anexo I da Lei nº 10.974/2019, que trata dos títulos honoríficos concedidos a municípios capixabas.

Para o deputado Marcelo Santos, o reconhecimento é uma forma de valorizar uma tradição que ultrapassa o campo da fé e movimenta a economia local:

“Dar a Castelo o título de Cidade Eucarística é reconhecer uma tradição que faz parte da vida da comunidade, movimenta a cultura e a economia local e leva o nome da cidade para o mundo. É oficializar e valorizar algo que já integra a identidade capixaba há décadas”, destacou o parlamentar.

PGR diz que deputados não podem pedir prisão de Eduardo Bolsonaro

PGR diz que deputados não podem pedir prisão de Eduardo Bolsonaro
Apenas MP, PF ou um assistente de acusação podem solicitar medida. foto câmara federal

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, enviou nesta terça-feira (14) ao Supremo Tribunal Federal (STF) parecer no qual afirma que parlamentares não podem requerer a prisão do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

O parecer foi enviado ao ministro Alexandre de Moraes após os deputados Lindbergh Farias (PT-RJ) e Talíria Petrone (PSOL-RJ) pedirem a prisão do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, que é investigado na Corte pelo tarifaço dos Estados Unidos contra as exportações brasileiras.

Segundo Gonet, somente o Ministério Público, a Polícia Federal ou um assistente de acusação podem solicitar a medida.

“SS. Exas [Suas Excelências] não estão habilitadas no feito em nenhuma dessas posições, o que lhes subtrai a legitimidade processual para postular no feito”, afirmou. 

Contudo, o procurador disse que poderá avaliar a decretação de medidas cautelares contra Eduardo Bolsonaro.

“De toda sorte, a Procuradoria-Geral da República se reserva à avaliação, em instante que estime oportuno, de eventual requerimento de medidas cautelares, inclusive no que tange ao aspecto da sua viabilidade efetiva”, completou.

No mês passado, Gonet apresentou denúncia contra o filho de Bolsonaro e o blogueiro Paulo Figueiredo pelo crime de coação no curso do processo.

Ambos moram nos Estados Unidos e foram investigados no inquérito que apurou a participação deles na promoção do tarifaço contra o Brasil e de sanções contra integrantes do governo federal e do Supremo.  fonte pgr

Fraude no INSS: bloqueio de valores ligados a sindicato soma R$ 389 mi

Fraude no INSS: bloqueio de valores ligados a sindicato soma R$ 389 mi

Descontos são referentes aos anos de 2021 e janeiro de 2025, footo stf

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o bloqueio de valores ligados ao Sindicato Nacional de Aposentados e Pensionistas da Força Sindical (Sindnapi) que somam R$ 389 milhões. 

A cifra equivale a tudo que o sindicato recebeu em descontos feitos nas aposentadorias e pensões do INSS entre os anos 2021 e janeiro de 2025. Além do Sindnapi, a medida atinge o patrimônio pessoal do presidente da entidade, Milton Baptista de Souza Filho, conhecido como Milton Cavalo. 

Também foram atingidos o espólio de João Batista Inocentini, antigo presidente do sindicato, que morreu em 2023, e outros três dirigentes. 

A decisão integra a mais recente fase da Operação Sem Desconto, que apura fraudes no INSS e foi deflagrada na semana passada pela Polícia Federal (PF). Na ocasião, foram apreendidos bens como joias, relógios, dinheiro em espécie e carros de luxo, incluindo uma Ferrari, Porsches e até um carro de Fórmula 1. Ao todo foram cumpridos 66 mandados de busca e apreensão em sete estados. 

Além dos bloqueios, Mendonça autorizou as quebras de sigilo bancário e fiscal do sindicato e de alguns de seus dirigentes. O ministro justificou as medidas, entre outros motivos, devido à gravidade dos crimes investigados e do “risco de interferência na produção probatória e as manobras de dilapidação patrimonial e lavagem de capitais”. 

O objetivo, segundo a decisão, é o “estrangulamento financeiro da estrutura criminosa”, além da “necessidade de assegurar a recuperação e o futuro ressarcimento dos valores objeto dos crimes”, escreveu Mendonça. 

“De fato, extrai-se dos autos a existência de fundadas suspeitas de relevante participação dos representados nos ilícitos apurados na referida operação e em grupo criminoso organizado para lesar aposentados e pensionistas mediante os descontos indevidos de benefícios previdenciários junto ao INSS, com posterior emprego de medidas para ocultação e lavagem dos vultosos recursos ilícitos obtidos, notadamente no entorno de entidades como o SINDNAPI”, disse o ministro. 

As medidas foram determinadas com aval da Procuradoria-Geral da República (PGR), que apontou para movimentações financeiras suspeitas envolvendo os investigados. A PF identificou, por exemplo, repasse de R$ 1,1 milhão do Sindnapi a uma construtora que depois teria repassado parte do dinheiro para uma outra empreiteira, que não possui nenhum funcionário. 

Em nota, o Sindnapi disse que “reitera seu absoluto repúdio e indignação com quaisquer alegações de que foram praticados delitos em sua administração ou que foram realizados descontos indevidos de seus associados”.  

No Congresso, a base governista tem acusado a oposição de tentar explorar o caso para atingir o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por seu irmão mais velho, José Ferreira da Silva, o Frei Chico, ser vice-presidente do Sindnapi. O sindicalista, contundo, não foi alvo de nenhuma medida judicial nem figura como investigado no inquérito.  fonte agência brasil

Lote extra de R$ 1,5 bi do abono salarial será pago nesta quarta-feira

Lote extra de R$ 1,5 bi do abono salarial será pago nesta quarta-feira

Trabalhadores com dados corrigidos serão beneficiados, foto Banco Central

Cerca de 1,6 milhão de trabalhadores com inconsistência nos dados enviados pelos empregadores que trabalharam de carteira assinada por pelo menos 30 dias em 2023 e com salário de até dois mínimos receberão um dinheiro extra. O governo federal inicia nesta quarta-feira (15) o pagamento de lote extra de R$ 1,5 bilhão do abono salarial do Programa de Integração Social (PIS) e do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep).

A medida beneficia trabalhadores que ficaram de fora do calendário regular por falhas ou atrasos no envio de informações pelos empregadores à Relação Anual de Informações Sociais (Rais) ou ao e-Social. Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o lote extraordinário foi autorizado pela Resolução Codefat nº 1.013/2025, que permitiu a correção dos dados pelas empresas até 20 de junho.

Os pagamentos variam de R$ 126,50 a R$ 1.518,00, conforme o número de meses trabalhados em 2023, ano-base para o cálculo do benefício. Os recursos ficarão disponíveis para saque até 29 de dezembro de 2025.

Quem tem direito

Está inscrito no PIS/Pasep ou no CNIS há pelo menos cinco anos;

Trabalhou com carteira assinada por, no mínimo, 30 dias em 2023;

Recebeu remuneração média de até dois salários mínimos no período;

Teve seus dados informados corretamente pelo empregador na Rais ou no eSocial;

O lote extra contempla apenas trabalhadores que atendiam aos critérios gerais, mas tiveram as informações corrigidas e reenviadas até junho deste ano.

Não têm direito ao abono salarial

Empregados domésticos;

Trabalhadores rurais e urbanos contratados por pessoa física;

Empregados de pessoa física equiparada a jurídica.

Como consultar se você vai receber

Aplicativo Carteira de Trabalho Digital: basta acessar com CPF e senha do gov.br, ir até a aba “Benefícios” e selecionar “Abono Salarial”;

Central Alô Trabalho (158): atendimento gratuito;

Aplicativos Caixa Trabalhador e Caixa Tem, para trabalhadores da iniciativa privada.

Como será feito o pagamento

Para quem recebe PIS (trabalhadores da iniciativa privada):

Crédito automático para quem tem conta na Caixa Econômica Federal;

Poupança Social Digital acessada pelo Caixa Tem;

Saque com Cartão Cidadão em terminais, lotéricas e correspondentes Caixa Aqui;

Saque presencial nas agências da Caixa com documento de identificação.

Para quem recebe Pasep (servidores públicos e trabalhadores de estatais)

Crédito em conta corrente no Banco do Brasil (BB);

Transferência via TED ou PIX para outras instituições;

Saque presencial nas agências do BB.

Prazo e recursos

O saque pode ser feito até 29 de dezembro de 2025. Quem acredita ter direito, mas não foi incluído no lote, pode registrar recurso diretamente no aplicativo Carteira de Trabalho Digital.

Dúvidas podem ser esclarecidas pelo telefone 158 (Alô Trabalho), pelo e-mail trabalho.uf@economia.gov.br (substituindo “uf” pela sigla do estado) ou nas superintendências regionais do Trabalho. fonte agência brasil

Plenário da ALES aprova sete projetos de deputados em sessão extra

Plenário da ALES aprova sete projetos de deputados em sessão extra

pauta da sessão extra foi encabeçada pelo Projeto de Lei (PL) 652/2025, do governo do Estado.

Os deputados estaduais aprovaram nesta segunda-feira (13) sete propostas de origem parlamentar. As iniciativas, que contavam com pareceres de todas as comissões pelas quais passaram, precisavam de aprovação de redação final ou aprovação simbólica terminativa em plenário. As matérias foram discutidas durante sessão extraordinária.

Fotos da sessão

pauta da sessão extra foi encabeçada pelo Projeto de Lei (PL) 652/2025, do governo do Estado, que tramita em urgência, e autoriza o Executivo a realizar empréstimo junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) de R$ 350 milhões. A operação, dentro dos programas BNDES Invest Impacto e Fundo Clima, é direcionada a obras de infraestrutura no litoral do estado para evitar desastres naturais.

No entanto, como o PL 652 carece de informações oficiais sobre onde, como e quem fará os investimentos, o presidente da Assembleia Legislativa (Ales), deputado Marcelo Santos (União), baixou o projeto de pauta em diligência. “Devolvendo a matéria para o governo anexar onde serão feitos os investimentos”.

A decisão foi apoiada por alguns deputados, entre eles Iriny Lopes (PT), que considerou o texto com “pouquíssimas informações”, e Lucas Polese (PL/ES), que defendeu a necessidade dos parlamentares terem dimensão do que será votado sem “assinar cheque em branco”. O líder do governo, deputado Vandinho Leite (PSDB/ES), reconheceu o que chamou de falha, e durante a sessão elencou obras que seriam englobadas com o recurso.

Projetos aprovados

Uma das matérias aprovadas durante a sessão extraordinária foi o PL 87/2021, de Iriny Lopes, que estabelece programa estadual de incentivo à implantação de hortas comunitárias medicinais em comunidades urbanas e rurais no Estado.

O PL 87 foi acolhido com emenda modificativa da Comissão de Finanças, que estabelece ao Poder Executivo a capacidade de regulamentar a legislação no que couber. Já outra emenda, da Comissão de Justiça, suprimiu parágrafo que colocava às instituições a função de captação de recursos e suprimiu ainda o artigo 8º, que vedava o uso de agrotóxicos nas hortas.

Outra matéria aprovada com emenda modificativa da Comissão de Justiça foi o PL 23/2023, da deputada Janete de Sá (PSB), obrigando a instalação de placas informativas sobre o abandono de animais em rodovias estaduais e em concessão. A alteração especifica que a obrigação só valerá para contratos novos, celebrados após a vigência da lei proposta.

Envolvendo a segurança dos cidadãos, o Plenário apoiou o PL 492/2022, da deputada Raquel Lessa (PP/ES), para a instalação de detectores de metais nas escolas do estado. A matéria foi aprovada com emenda estabelecendo textualmente que a regra vale para escolas públicas estaduais e particulares.  Apensados, por tratarem de assunto similar, estavam os PLs 268/2023 (Alcântaro Filho/Republicanos/ES), 269/2023 (Delegado Danilo Bahiense (PL/ES), 275/2023 (Adilson Espindula/PSD/ES) e 319/2023 (Pablo Muribeca/Republicanos/ES).

Também foi aprovado simbolicamente pelo Plenário o PL 113/2023, do deputado Denninho Silva (União), que institui programa de apoio às vítimas de abuso sexual ou de discriminação durante a prática de atividades desportivas. 

Patrimônios

Durante a sessão desta segunda foram aprovadas duas iniciativas que reconhecem patrimônios culturais capixabas. Uma delas é o PL 235/2024, de Coronel Weliton (PRD), que declara patrimônio cultural material o Socol de Venda Nova do Imigrante. 

Ainda na seara da cultura, foi aprovado o PL 371/2023, do deputado Sergio Meneguelli (Republicanos), declarando patrimônio cultural imaterial do Estado do Espírito Santo a Festa do Imigrante Polonês realizada no Município de Águia Branca.

Linguagem simples

Também teve aval do Plenário o PL 174/2024, do deputado Mazinho dos Anjos (PSDB), que institui a Política Estadual de Linguagem simples a ser observada pelos órgãos e entidades da administração pública direta e indireta do Estado. 

A matéria foi acolhida com emendas da Comissão de Finanças com o objetivo de adequar as definições do texto legal para não configurar inobservância dos limites do Legislativo, bem como ampliar prazos para órgãos e entidades definirem responsabilidades e implementarem a política.

Todos os projetos aprovados seguem agora para análise do governador Renato Casagrande (PSB/ES), que pode sancionar ou vetar – totalmente ou parcialmente – as propostas.

Discursos

Durante a sessão desta segunda-feira alguns deputados usaram a tribuna do Plenário Dirceu Cardoso para manifestar apoio ao movimento de greve de diversas categorias estaduais. Citando a aprovação recente de melhor carreira para delegados da Polícia Civil (PCES), o deputado Coronel Weliton cobrou isonomia do Poder Executivo com todas as forças policiais e de tratamento a todos os servidores públicos.

O deputado João Coser (PT), também declarou apoio à pauta das categorias por reajustes. “Nós sabemos que os trabalhadores precisam ser escutados e valorizados. Aqueles servidores que estão lá na ponta, que prestam serviços para população”.

Já o parlamentar Engenheiro José Esmeraldo (PDT) direcionou sua fala aos representantes da Polícia Científica presentes nas galerias do plenário, que também cobram estruturação de carreira. Para Esmeraldo, “quando quer se faz”.

A deputada Camila Valadão (Psol) defendeu a continuidade das negociações, dizendo que “o movimento grevista é fundamental”. A parlamentar lembrou que o ES tem o menor gasto do país com servidores, que os reajustes concedidos nos últimos anos foram abaixo da inflação e o ES tem condições superavitárias para atender o pleito. Para Camila, não existiria “justiça orçamentária” ou “justiça fiscal” sem valorização de servidores. FONTE ALES

Ales terá Subdiretoria de Controle Social e Conselhos Municipais

Ales terá Subdiretoria de Controle Social e Conselhos Municipais

Projeto, que deve tramitar em urgência, é de autoria do presidente da Ales, Marcelo Santos / Foto: Kamyla Passos

A Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales) apresentou o Projeto de Resolução (PR) 27/2025, que cria a Subdiretoria de Controle Social e Conselhos Municipais em sua estrutura administrativa. A proposta também extingue um cargo de Assessor Júnior e altera dispositivos da Resolução 2.890/2010, que define a organização interna da casa legislativa.

De acordo com o texto, o novo setor ficará vinculado à Diretoria da Casa dos Municípios e de Políticas e Ações Inclusivas e terá como foco o fortalecimento do controle social e o apoio aos conselhos municipais. A subdiretoria deverá atuar na articulação entre o parlamento capixaba e os municípios, promovendo capacitações, mapeando conselhos e estimulando boas práticas de gestão participativa.

Entre as atribuições previstas estão assessorar a Diretoria da Casa dos Municípios, estruturar metodologias para acompanhamento de políticas públicas, manter cadastros e indicadores sobre os conselhos, além de elaborar relatórios e propostas normativas voltadas à transparência e à participação popular. O novo cargo de subdiretor de Controle Social e Conselhos Municipais será de provimento em comissão e exige preferencialmente formação superior.

Segundo Marcelo Santos, a iniciativa reforça o compromisso da Ales com a transparência, o diálogo institucional e o fortalecimento da governança democrática, ampliando os canais de escuta e a participação da sociedade capixaba nas gestões públicas. 

Do ponto de vista fiscal e de conformidade legal, o autor afirma que o projeto atende integralmente a Lei Complementar 101/2000 – Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

O PR 7/2025 será lido na sessão ordinária desta terça-feira (14), quando também será votado requerimento para que tramite em urgência. Se esse pedido for aprovado, a matéria estará apta para ser incluída na pauta de votações da próxima sessão plenária, que poderá ser extraordinária, na tarde dessa terça. Como se trata de um projeto de resolução, a proposta não é submetida à análise do governador, devendo, uma vez aprovada pelo Plenário, ser publicada na forma de resolução no Diário do Poder Legislativo. 

Acompanhe a tramitação do PR 27/2025.fonte ales

Ex-presidente do INSS se nega a responder perguntas de relator da CPI 

Ex-presidente do INSS se nega a responder perguntas de relator da CPI 

Alessandro Stefanutto conseguiu um habeas corpus do STF. foto  LULA MARQUES/ AGÊNCIA BRAASIL

O ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto se negou a responder as perguntas do relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que analisa os desvios em descontos de aposentados e pensionistas, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), nesta segunda-feira (13). 

A negativa gerou um impasse e a reunião foi suspensa para tratativas do presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG) com a defesa da testemunha.

Um habeas corpus concedido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux deu a Stefanutto o direito de não ser obrigado a responder a perguntas que possam incriminá-lo. No relato inicial, Stefanutto abordou o seu trabalho na direção da autarquia, enumerando as medidas tomadas para resolver problemas como a fila para análise de benefícios e os desvios relacionados a descontos associativos de aposentados e pensionistas.

“Os servidores do INSS são heróis, porque entregam um serviço que, via de regra, ninguém reconhece”, disse o ex-presidente do INSS, referindo-se às ações de auditoria para investigar os descontos. 

“Não há, nessa gestão, algum ponto que possam falar disso. E se formos falar do desconto associativo estou pronto para responder todas as perguntas, desde que elas não sejam feitas de forma desrespeitosa”, finalizou.

Na sequência, o relator iniciou as perguntas, questionando quando a testemunha começou a trabalhar no serviço público. Stefanutto se recusou a responder.

“Responderei a todos os parlamentares, menos as perguntas do relator”, afirmou. A pergunta que o relator está fazendo é um julgamento prévio que não vou responder, isso é um julgamento meu”, acrescentou.

Gaspar disse que a negativa poderia ensejar um pedido de prisão. “Calar uma pergunta não incriminatória cabe o flagrante de falso testemunho”, defendeu.

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Após um recesso de alguns minutos, os trabalhos foram retomados, com o entendimento de que as perguntas não incriminatórias seriam respondidas.  Gaspar retomou os questionamentos, com a mesma pergunta . 

Stefanutto respondeu afirmando que a pergunta era dúbia, uma vez que ele já tinha prestado serviço militar e atuado em outros órgãos.

“Entrei no serviço público em 1992. Na Receita Federal, fui técnico por bastante tempo e trabalhei durante um tempo no gabinete do Superintendente, não recordo o nome, pois faz tempo. Depois fiz a prova para procurador autárquico do INSS em 1999 e ingressei em 2000”, respondeu Stefanutto detalhando os cargos que ocupou.

Alessandro Stefanutto foi exonerado do cargo em abril, logo após a Operação Sem Desconto, da Polícia Federal em conjunto com a Controladoria-Geral da União, revelar as fraudes contra aposentados e pensionistas. Na reunião desta segunda-feira, também está previsto o depoimento do ex-diretor de Benefícios do órgão André Paulo Félix Fidelis.. fonte agência brasil

Israel começa a libertar presos palestinos; multidão se reúne

Israel começa a libertar presos palestinos; multidão se reúne

Prisioneiros palestinos começam a ser libertados por Israel. foto uol noticias

Israel começou a libertar, nesta segunda-feira (13), quase dois mil palestinos que estavam presos, conforme previsto no acordo de cessar fogo com o movimento de resistência islâmica Hamas.

Pelo acordo, Israel deveria libertar 250 palestinos condenados por assassinato e outros crimes graves, bem como 1.700 palestinos detidos em Gaza desde o início da guerra. Também estava prevista a libertação de 22 menores palestinos, além dos corpos de 360 militantes.

Segundo o Hamas, 154 prisioneiros foram deportados para o Egito. De acordo com a agência de notícias Reuters, os libertados não incluem comandantes graduados do Hamas ou algumas das figuras mais proeminentes de outras facções – situação que acabou resultando em críticas de parentes de alguns desses detidos. 


Chegada

Parte dos libertados chegou de ônibus na Cisjordânia e em Gaza, após o Hamas ter libertado os últimos 20 reféns vivos levados durante os ataques de 7 de outubro de 2023.

Segundo a Reuters, durante a chegada os prisioneiros libertados chegaram em ônibus, alguns deles posando nas janelas, exibindo cartazes V de Vitória. Na sequência, foram encaminhados para fazer exames médicos.

Hamas

Em nota, o Hamas informou ter feito “todos os esforços para preservar a vida dos prisioneiros da ocupação”, enquanto, no caso dos prisioneiros palestinos, eles teriam sido “submetidos a todas as formas de violações, incluindo abusos, tortura e assassinatos”.

Sob emoção, prisioneiro palestino libertado por Israel abraça parentes em Ramallah, na Cisjordânia, ocupada por Israel – Reuters/Mussa Qawasma/Proibida reprodução

O Hamas, no entanto, reafirmou seu compromisso com o cumprimento das obrigações previstas no acordo intermediado pelos Estados Unidos e países árabes.

“A libertação de nossos prisioneiros, incluindo aqueles que cumprem penas de prisão perpétua e de alta pena, é fruto do heroísmo e da firmeza do povo em Gaza e de sua valente resistência”, diz a nota assinada pelo Hamas.

Ainda segundo a nota, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e seu exército “não conseguiram libertar seus prisioneiros à força e foram forçados a se submeter aos termos da resistência, que confirmavam que o retorno de seus soldados capturados só poderia ser alcançado por meio de um acordo de troca e do fim da guerra genocida”.

Sentimentos contraditórios

Milhares de pessoas se reuniram no Hospital Nasser, no sul da Faixa de Gaza, aguardando a chegada dos prisioneiros libertados. Identificada como Um Ahmed, uma mulher disse à agência Reuters que, apesar de sua alegria com a libertação, ela ainda tinha “sentimentos contraditórios” sobre o dia de hoje.

“Estou feliz por nossos filhos que estão sendo libertados, mas ainda estamos sofrendo por todos aqueles que foram mortos pela ocupação e por toda a destruição que aconteceu em nossa Gaza”, disse ela.

Tala Al-Barghouti, filha de Abdallah Al-Barghouti, militante do Hamas condenado a 67 sentenças de prisão perpétua em 2004, disse que o acordo deixou “uma dor profunda e perguntas que não terão fim”. Seu pai estaria entre os que ainda não teriam sido libertados por Israel. 

Ele foi preso por seu envolvimento em ataques suicidas em 2001 e 2002, que mataram dezenas de israelenses. Segundo Tala, o acordo “sacrificou aqueles que desempenharam o maior papel na resistência e encerrou as esperanças de sua libertação”. 

*Com informações da agência Reuters