Colatina debate potencial do turismo religioso em 1º Seminário Municipal

Colatina debate potencial do turismo religioso em 1º Seminário Municipal

O evento, realizado pela Prefeitura de Colatina, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, é aberto ao público e acontece no próximo dia 23 de setembro, no Centro de Ciência de Colatina, das 12h30 às 17 horas. foto pmc

Colatina será palco do 1º Seminário Municipal de Turismo Religioso, iniciativa inédita que reunirá especialistas, gestores públicos, representantes do setor e comunidade para debater caminhos e estratégias voltadas ao fortalecimento do segmento no município. O evento, realizado pela Prefeitura de Colatina, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, é aberto ao público e acontece no próximo dia 23 de setembro, no Centro de Ciência de Colatina, das 12h30 às 17 horas.

Com o tema “Turismo Religioso como potencial de desenvolvimento”, o seminário pretende discutir políticas públicas, indicadores de crescimento e propostas coletivas, destacando como o turismo religioso pode ser uma ferramenta de valorização cultural e geração de renda para a cidade.

Para a secretária municipal de Cultura e Turismo, Loressa Campostrini, a proposta do seminário é justamente unir conhecimento e prática, criando um espaço em que a comunidade também tenha voz ativa.

        “O seminário é uma oportunidade de colocar Colatina no mapa do turismo religioso, reunindo informações, experiências de sucesso e propostas coletivas. Queremos fortalecer esse segmento como parte da nossa identidade cultural e, ao mesmo tempo, transformá-lo em um motor de desenvolvimento turístico para o município”, ressaltou a secretária.

Os participantes também terão oportunidade de construir propostas conjuntas para fortalecer o turismo religioso em Colatina. As ideias serão apresentadas e debatidas ao final do encontro, garantindo que o evento resulte em encaminhamentos práticos e aplicáveis.

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17:00 – Apresentação das propostas dos grupos
Compartilhamento das ideias e estratégias construídas pelos participantes

12h30 – Recepção

13h – Painel de abertura: Políticas Públicas no Turismo Religioso
Cases de sucesso de Cachoeiro de Itapemirim, com Adriana Pinheiro, Coordenadora de Turismo Rural e fomento econômico e Isabel Bremide, Subsecretária de Turismo da Prefeitura Municipal de Cachoeiro de Itapemirim

14h – Indicadores do crescimento do Turismo Religioso
Exposição de dados e tendências do segmento no Brasil e no Espírito Santo, com Fernando Martins, Assessor Especial da Subsecretaria de Assuntos Institucionais da Secretaria da Casa Civil

15h – O Turismo como potencial econômico
Reflexão sobre o papel do turismo na geração de renda e valorização cultural com Letícia Tabachi Silva, especialista em políticas públicas da Secretaria de Estado do Turismo e coordenadora do Projeto Conecta Turismo

16:00 – Intervalo

16:30 – Dinâmica em grupo: Ações guiadas de planejamento
Construção coletiva de propostas para fortalecer o turismo religioso em Colatina. fonte SECOM /PMC

Dino vota pela condenação de Bolsonaro e mais sete; placar está 2 a 0

Dino vota pela condenação de Bolsonaro e mais sete; placar está 2 a 0

Ministro vai propor penas maiores para ex-presidente e Braga Netto, foto stf

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta terça-feira (9) pela condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e de mais sete aliados por tentativa de golpe de Estado. 

Com o voto do ministro, o placar pela condenação está 2 votos a 0. O relator do processo, ministro Alexandre de Moraes, também votou pela condenação. Faltam três votos.

O tempo de pena ainda não foi anunciado e deve ser definido somente ao final da rodada de votação sobre a condenação ou absolvição dos réus. Em caso de condenação, as penas podem chegar a 30 anos de prisão em regime fechado.

A sessão foi suspensa e será retomada amanhã (10) para o voto dos ministros Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin.

Dino aceitou totalmente a denúncia da trama golpista apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e condenou os acusados pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.

No caso do ex-diretor da Abin Alexandre Ramagem, que, atualmente, é deputado federal, a condenação se deu somente por três dos cinco crimes.

Por ser parlamentar, Ramagem não responde pelos crimes de dano qualificado pela violência e grave ameaça, contra o patrimônio da União, e com considerável prejuízo para a vítima e deterioração de patrimônio tombado, ambos relacionados aos atos golpistas de 8 de janeiro. 

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Voto 

Em sua manifestação, Dino detalhou a participação de todos os acusados e se manifestou pela condenação de todos. Para o ministro, houve atos executórios para realização da tentativa golpista.  

“Não se cuidou de mera cogitação. Não se cuidou de meras reflexões, que foram indevidamente postas em agendas, cadernos e folhas”, afirmou. 

Penas maiores

Dino também adiantou que vai propor penas maiores para o ex-presidente Jair Bolsonaro e o general Braga Netto. O ministro entendeu que eles tiveram a participação de liderança e poderão ter tempo de pena maior.

No entanto, o ministro disse que vai votar pela adoção de penas menores para o ex-diretor da Abin Alexandre Ramagem e os generais Augusto Heleno e Paulo Sérgio. 

“Eu considero que há uma participação de menor importância em relação a cada um deles”, afirmou.

Bolsonaro

Sobre a atuação do ex-presidente, Dino disse que o ex-presidente era uma “figura dominante” na organização criminosa.

“Ele e o réu Braga Netto ocupam essa função. Era quem de fato mantinha o domínio de todos os eventos que estão narrados nos autos, e as ameaças contra os ministros Barroso, Fux, Fachin e Alexandre”, afirmou. 

Anistia

Flávio Dino também considerou que os crimes imputados ao ex-presidente Jair Bolsonaro e mais réus na trama golpista não podem ser anistiados. O ministro citou precedentes do Supremo sobre a questão. 

“Esses crimes já foram declarados pelo Supremo Tribunal Federal como insuscetíveis de indulto e anistia”, afirmou.

Ameaças dos EUA

O ministro também acrescentou que “agressões e ameaças de governos estrangeiros” não influenciam no julgamento e são “fatores extra-autos”.

“Não há no voto que vou proferir nenhum tipo de recado, mensagem, nada desse tipo. Há o exame estrito daquilo que está nos autos”, disse. 

Forças Armadas

Dino também frisou que a Corte não está julgando as Forças Armadas, mas as acusações específicas contra os militares que são réus. 

“Espero que nenhum militar vá para convescotes partidários, utilizando a farda para tecer considerações desairosas a tal e qual posição política”. 

Normalidade

Dino também destacou que a análise da ação penal da trama golpista é um “julgamento com outro qualquer”  e negou motivação política. 

“É um julgamento que se processa segundo as regras vigentes no país, de acordo com o devido processo legal, fatos e provas nos autos e em termos isonômicos”, completou. 

Quem são os réus?

  • Jair Bolsonaro – ex-presidente da República;
  • Alexandre Ramagem – ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin);
  • Almir Garnier – ex-comandante da Marinha;
  • Anderson Torres – ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança do Distrito Federal;
  • Augusto Heleno – ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI);
  • Paulo Sérgio Nogueira – ex-ministro da Defesa;
  • Walter Braga Netto – ex-ministro de Bolsonaro e candidato a vice na chapa de 2022;
  • Mauro Cid – ex-ajudante de ordens de Bolsonaro. 

fonte agência brasil

Hortas com hidroponia geram oportunidades em Vila Valério

Hortas com hidroponia geram oportunidades em Vila Valério

“O sistema de hidroponia está dando muito certo”, avaliou Nilson Pagung / Foto: Eduardo Dias

A hidroponia é uma técnica em que as plantas são cultivadas sem solo e suas raízes recebem uma solução nutritiva balanceada que contém água e todos os nutrientes essenciais. Em Vila Valério, no noroeste do estado, esse estilo de plantio está ganhando força por causa do incentivo do projeto Arranjos Produtivos, da Assembleia Legislativa (Ales).

Em 2024 a iniciativa entregou para um grupo de agricultores familiares da região kits para a implantação do sistema. O material conta com tubos PVC, bomba centrífuga, caixas d’água, brita, telhas e estacas.

Cerca de um ano depois, o sistema já está consolidado para algumas famílias. Na propriedade do agricultor Nilson Pagung o cultivo de alface rende cerca de mil pés da hortaliça por semana.

“O sistema de hidroponia está dando muito certo. Nesse primeiro momento a nossa produção é destinada para o PAA (Programa de Aquisição de Alimentos), para famílias carentes. Aumentando a produção, vamos conseguir abastecer também o comércio da região”, revelou o produtor.

A técnica é bastante utilizada para a produção de hortaliças, frutas e verduras e pode ser realizada tanto em escala doméstica quanto comercial. Os agricultores atendidos pelo projeto também recebem orientação técnica gratuita diretamente nas propriedades.

“Hoje a gente está principalmente começando com alface, mas a gente tem tomate, tem pepino, tem agrião, então a gente tem uma grande diversidade de produção nos nossos sistemas. É uma satisfação enorme, a gente vê que está dando certo e que funciona”, explicou Gean Carlos Borchat, técnico responsável pelos atendimentos em Vila Valério.

O coordenador técnico do projeto, Wagner Canal, destacou a importância dos resultados alcançados. “O resultado desse trabalho serve para mostrar que a hidroponia dá certo e é uma ótima alternativa para os produtores. Nós estamos ouvindo o relato dos produtores, alguns achavam que seria um cultivo muito difícil e estão vendo que vale a pena”, avaliou Canal.

Coinfra inspeciona etapa final de obras em escola na Serra

Coinfra inspeciona etapa final de obras em escola na Serra

Visita teve a participação de deputados, gestores estaduais e líderes comunitários / Foto: Lucas S. Costa

A Comissão de Infraestrutura (Coinfra) realizou, na manhã desta terça-feira (9), visita técnica às obras da Escola Estadual Aristóbulo Barbosa Leão, que estão em fase final de conclusão na Serra. A construção, iniciada em 2012, está orçada em R$ 32 milhões e tem nova previsão de entrega para o segundo semestre deste ano. 

Apesar do local ainda estar passando por obras de acabamento, o diretor-presidente do Departamento de Edificações e de Rodovias (DER), José Eustáquio de Freitas, afirmou que a entrega da unidade deverá acontecer no mês de outubro. O DER é o órgão responsável pela construção da escola, que contará com salas, laboratórios, quadra poliesportiva e estrutura acessível, garantindo melhores condições para estudantes e professores. 

Fotos da visita técnica

Para os moradores, a entrega representa a realização de uma antiga reivindicação. “É um motivo de felicidade para toda a comunidade, que aguardava há muitos anos a conclusão dessa obra”, destacou o presidente da Associação de Moradores de Laranjeiras, Lusmar Santos Furtado.

O presidente da Comissão de Infraestrutura, Alexandre Xambinho (Podemos), solicitou ao secretário de Estado de Educação, Vitor de Angelo, a construção de novas escolas em bairros populosos do município, como Colina e Morada de Laranjeiras. 

“Estamos atentos às demandas da população e ao planejamento para atender a região da Serra, que cresce rapidamente e precisa de investimentos na rede pública”, afirmou Xambinho, que realizou a visita acompanhado do vice-presidente da Comissão de Infraestrutura, deputado João Coser (PT).  

Com a conclusão da obra, a Escola Aristóbulo Barbosa Leão terá 160 novas vagas. Atualmente, os alunos estudam no bairro Jardim Limoeiro. A transição para a nova sede deve começar ainda este ano, e já há fila de espera por vagas para o ano letivo de 2026, segundo informou a diretora da escola, Emanuele Freitas.

Ela disse que a expectativa é que a mudança traga melhorias significativas no processo de ensino-aprendizagem. “A comunidade escolar tem aguardado por esse momento. Teremos um espaço moderno e adequado para atender nossos alunos”, ressaltou.

Retrospecto da Obra da Escola Aristóbulo Barbosa Leão

  • Início da construção (2012): O contrato inicial foi firmado com a Almar Construtora, com previsão de entrega para julho de 2014. Os estudantes foram realocados para um prédio alugado em Jardim Limoeiro, cujo aluguel chegava a R$ 80 mil por mês.
  • Paralisação e rescisão (2014–2015): falência da construtora levou à rescisão do contrato em março de 2015, interrompendo os trabalhos. Até então, aproximadamente R$ 6 milhões já haviam sido investidos.
  • Demolição do prédio antigo (2018): em razão de falhas estruturais, o edifício existente foi demolido por R$ 290 mil. Uma nova licitação foi prometida ainda naquele ano, mas não aconteceu.
  • Novo edital e retomada (2019–2020): apenas em dezembro de 2019 foi lançado um novo edital. Em agosto de 2020, foi assinada nova ordem de serviço, com investimento de cerca de R$ 12,38 milhões e previsão de conclusão em janeiro de 2023.
  • Primeiras prorrogações (2023–2024): no início de 2023, a entrega foi adiada para o início de 2024, com orçamento adicional que elevou o valor total para cerca de R$ 15,8 milhões — principalmente para instalação de climatização e serviços complementares. Em meados de 2024, a previsão de conclusão mudou novamente, agora para o segundo semestre de 2024 ou início de 2025.
  • Novas estimativas (abril de 2024): a empresa responsável informou que, contratualmente, tinha até março de 2025 para concluir o trabalho, com esforço para terminar ainda em dezembro de 2024. O investimento global foi estimado em R$ 32 milhões. Em abril, mais um adiamento ocorreu. 
  • Nova data: a previsão oficial para a entrega da obra é no segundo semestre de 2025.
  • fonte ales

Intenção de consumo das famílias capixabas cresce em agosto e se mantém maior que a média nacional

Intenção de consumo das famílias capixabas cresce em agosto e se mantém maior que a média nacional

Índice do Espírito Santo atingiu 103,1 pontos em agosto, acima do Sudeste (102,9) e do Brasil (101,6), refletindo confiança das famílias com renda e emprego. foto Envato

O consumidor capixaba segue otimista e mais disposto a comprar. É o que aponta a Intenção de Consumo das Famílias (ICF) do Espírito Santo. O indicador alcançou 103,1 pontos em agosto, mantendo-se em nível considerado de satisfação (acima de 100). O número está acima das médias do Sudeste (102,9) e do Brasil (101,6), reforçando o ambiente de confiança no estado.

As análises são do Connect Fecomércio-ES (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Espírito Santo), com base nos dados do ICF, disponibilizados pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Entre os sete subíndices que compõem o ICF, o destaque foi a satisfação com a renda atual, que cresceu 1,6% e alcançou 122,2 pontos, consolidando-se acima da zona de otimismo.

“Esses resultados indicam que o consumidor está mais seguro com sua renda e com o mercado de trabalho. Isso sustenta a confiança para o consumo e beneficia diretamente o comércio e os serviços”, afirmou André Spalenza, coordenador de pesquisa do Connect Fecomércio-ES.

A capacidade de consumo das famílias também se manteve em patamar elevado, com 113,6 pontos, refletindo condições mais favoráveis no mercado de trabalho. Já a disposição para consumir, que mede a intenção imediata de compra, permaneceu em 89 pontos. Segundo Spalenza, esse equilíbrio mostra cautela, mas em um ambiente positivo. “As famílias estão planejando mais suas compras, mas dispõem de condições efetivas para manter o consumo em alta”.

O levantamento aponta ainda diferenças por faixa de renda. As famílias com renda até 10 salários mínimos (R$ 15.180) registraram aumento de 2,1% na percepção da renda atual e crescimento de 1,1% no momento para compra de bens duráveis. Já as de renda superior apresentaram maior confiança na perspectiva profissional, com alta de 4,3% no mês.

Spalenza frisou que, segundo o levantamento, nos últimos três anos, os meses de agosto registraram alguns dos maiores níveis de intenção de consumo desde o início da série histórica em 2015. Isso reflete uma recuperação sólida após os impactos da pandemia e reforça a resiliência do consumidor capixaba.

Para o vice-presidente de Administração e Finanças do Grupo Coutinho, Fabricio Coutinho, a conjuntura atual tem estimulado o consumo. “O que tem impulsionado as vendas no varejo é, principalmente, o fato de que hoje a população está com dinheiro na mão. O desemprego está baixo, as pessoas estão empregadas e com renda, o que cria condições mais favoráveis para o consumo”, destacou. Ele ressaltou ainda a influência de datas sazonais, como Carnaval, Páscoa e o verão, que ampliam o fluxo de clientes e reforçam o dinamismo do varejo.

O levantamento completo, com os dados detalhados, pode ser acessado no site: https://portaldocomercio-es.com.br.

Sobre o Sistema Fecomércio-ES
A Fecomércio-ES integra a Confederação Nacional do Comércio (CNC) e representa 405.455 empresas, responsáveis por 58% do ICMS arrecadado no estado e pelo emprego de 652 mil pessoas. Com mais de 30 unidades, tendo ações itinerantes e presente em todos os municípios capixaba – seja de forma física ou on-line –, o Sistema Fecomércio-ES atua em todo o Espírito Santo. A entidade representa 24 sindicatos empresariais e tem como missão contribuir para o desenvolvimento social e econômico do estado. O projeto Connect é uma parceria entre Fecomércio-ES e Faesa, com apoio do Senac-ES, Secti-ES, Fapes e Mobilização Capixaba pela Inovação (MCI). fonte Kally Kelli – fecomércio-ES

Educadores capixabas viajam até a Coreia do Sul para conhecer modelo educacional que é destaque em rankings internacionais

Educadores capixabas viajam até a Coreia do Sul para conhecer modelo educacional que é destaque em rankings internacionais

Missão Educacional de 2024, realizada em instituições de ensino em São Paulo. foto divullgação

Uma jornada em busca de inspiração e aprendizado começou nesta semana para 25 gestores e diretores capixabas. Eles embarcaram para a Coreia do Sul na 10ª edição da Missão Educacional, realizada pelo Sindicato das Empresas Particulares de Ensino do Espírito Santo (Sinepe/ES), e farão uma imersão em um dos sistemas de ensino mais admirados do mundo.

O país asiático é reconhecido pela disciplina, rigor acadêmico, valorização dos professores e uso de metodologias inovadoras. Essas características o levaram a figurar entre as cinco melhores notas globais em Ciências e Leitura, além da sexta colocação em Matemática no Pisa (sigla em inglês para Programa Internacional de Avaliação de Estudantes) divulgado em 2023, estudo internacional realizado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), para avaliar alunos de 80 nações na faixa etária dos 15 anos.

A Missão Educacional busca proporcionar aos educadores uma vivência prática em um modelo que alia disciplina e inovação para proporcionar resultados de excelência. A agenda inclui visitas a escolas de diferentes etapas de ensino, como a Chadwick International School (creche e Ensino Fundamental), o Dulwich College Seoul, a Seoul Science High School (Ensino Médio para superdotados), Unhyun Elementary School (Ensino Fundamental I) e a ChangDeok Girls’ Middle School (Ensino Fundamental II), além da University of Seoul e da Visang Education, referência em tecnologia educacional.

Também estão previstos encontros com especialistas e palestras sobre o funcionamento do sistema coreano, reconhecido como motor do desenvolvimento econômico e social do país, que até 35 anos atrás era mais pobre que o Brasil. Hoje, sua renda é mais de três vezes superior à do Brasil, resultado de um salto econômico fortemente explicado pelo desenvolvimento educacional iniciado décadas antes.

Para o presidente do Sinepe/ES, Moacir Lellis, conhecer esse modelo é essencial para repensar caminhos no Espírito Santo. “Ao acompanhar práticas de países que se destacam em educação, conseguimos enxergar caminhos possíveis para nossas instituições. A Missão é uma forma de abrir horizontes, refletir e trazer para o Espírito Santo ideias que possam ser adaptadas e aplicadas à nossa realidade”.

Já a vice-presidente, Roberta Bonelli, reforçou o caráter transformador da iniciativa. “A Coreia do Sul é hoje uma das maiores referências em ensino no mundo. Por isso, essa Missão é uma oportunidade de aprendizado coletivo para gestores e educadores capixabas, que poderão voltar ainda mais preparados para enfrentar os desafios e impulsionar uma educação com propósito em nosso estado”.

Além das visitas técnicas, os educadores terão atividades culturais em pontos históricos da capital coreana Seul, como o Palácio Changdeok, o Mercado Gwangjang, a Biblioteca Starfield, Palácio Gyeongbokgung, além do Museu Nacional da Coreia, Museu de Matemática e Museu Nacional do Folclore, ampliando a compreensão sobre como a educação coreana se conecta ao desenvolvimento social e econômico do país.

A Missão Educacional 2025, que vai de 8 a 21 de setembro, celebra uma década de intercâmbios promovidos pelo Sinepe/ES. O projeto já levou gestores a centros de excelência como Chile, Portugal, Finlândia, Dinamarca, Singapura, Inglaterra, Polônia, Canadá, Israel, além dos estados brasileiros do Rio Grande do Sul e São Paulo.

“Agora, é a vez de a Coreia do Sul inspirar o Espírito Santo com suas práticas de sucesso e políticas públicas que transformaram a educação em um verdadeiro pilar de crescimento. Estamos ansiosos para seguir aprendendo para levar sempre um ensino de excelência para nossos alunos”, ressaltou Lellis.

Saiba mais:
Missão Educacional 2026
Data: 8 a 21 de setembro
Local: Coreia do Sul
Comitiva: 25 gestores capixabas
Programação: 9 instituições de ensino serão visitadas, encontros com especialistas e palestras sobre o funcionamento do sistema coreano, além de atividades culturais em pontos históricos, como palácios, mercado, biblioteca e museus
Realização: Sinepe/ES
Vagas esgotadas

A Coreia do Sul
Após os investimentos em educação, o país que saiu devastado da Segunda Guerra Mundial e da Guerra das Coreias se transformou em uma das maiores referências globais em ensino. Até 35 anos atrás o país era mais pobre que o Brasil. Hoje, sua renda é mais de três vezes superior à do Brasil, resultado de um salto econômico fortemente explicado pelo desenvolvimento educacional iniciado décadas antes.
A Coreia do Sul é reconhecida pelo rigor acadêmico, disciplina, valorização dos professores e uso de metodologias inovadoras. Essas características o levaram a figurar entre as cinco melhores notas globais em Ciências e Leitura, além da sexta colocação em Matemática no Pisa (sigla em inglês para Programa Internacional de Avaliação de Estudantes) divulgado em 2023, estudo internacional realizado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), para avaliar alunos de 80 nações na faixa etária dos 15 anos.

Enquanto no Brasil o investimento por aluno do ensino superior é quase quatro vezes maior do que no ensino básico, na Coreia a prioridade foi a base. Por lá, gasta-se apenas 1,5 vez mais no ensino superior do que no básico, índice mais equilibrado que a média dos países desenvolvidos (1,7).

Na escola, um estudante coreano estuda cerca de 10 horas e ainda complementa com atividades extraclasses. A educação é obrigatória até os 15 anos. Além disso, o país coreano possui uma das maiores taxas de matriculados no ensino superior do mundo. Mais de 80% dos estudantes concluem o ensino médio e ingressam em universidades, com 47,7% dos adultos entre 25 e 64 anos possuindo graduação universitária.

Diferente da realidade brasileira, onde os salários mais altos estão no ensino superior, os sul-coreanos destinaram os melhores planos de carreira e remunerações à educação básica. A medida atraiu bons profissionais, reduziu a evasão escolar e garantiu que os jovens chegassem ao ensino superior e ao mercado de trabalho com uma base sólida. Atualmente, o índice de abandono escolar na Coreia é praticamente inexistente.

Outro ponto forte do sistema coreano é a gestão baseada em resultados. Grupos externos avaliadores, vinculados às secretarias de educação, monitoram constantemente o desempenho das escolas. Os dados são públicos e servem de base para políticas de incentivo: instituições bem avaliadas recebem bônus, enquanto as que apresentam dificuldades contam com orientação para melhorar. Professores de destaque também são premiados, reforçando o ciclo de valorização da carreira.

Mas os estudantes coreanos também precisam lidar com o estresse educacional e a pressão por desempenho, com elevadas horas de estudos por dia.

Recentemente, a Coreia do Sul proibiu o uso de celular ou outros dispositivos digitais em escolas de todo o país. A intenção é reduzir os efeitos negativos do vício em redes sociais sobre o rendimento acadêmico e a saúde mental. o uso dos dispositivos será permitido para fins educativos, em situações de emergência ou para alunos com necessidades especiais. Diretores e professores terão autonomia para impor as restrições dentro e fora da sala de aula, durante o expediente escolar. A regra começa a valer em março de 2026. fonte Kally Kalle

Moraes vota para condenar Bolsonaro e mais sete por golpe de Estado

Moraes vota para condenar Bolsonaro e mais sete por golpe de Estado

Para ministro, ex-presidente é o líder da organização criminosa. foto stf

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta terça-feira (9) para que Jair Bolsonaro se torne o primeiro ex-presidente da história do Brasil a ser condenado pelo crime de golpe de Estado. 

Relator da ação penal que tem como alvo uma trama golpista cujo objetivo seria manter Bolsonaro no poder mesmo após derrota nas urnas em 2022, Moraes votou também pela condenação de mais sete ex-auxiliares do alto escalão do governo Bolsonaro. 

“O líder da organização [Bolsonaro], exercendo cargo de chefe de Estado e chefe de governo da República Federativa do Brasil, uniu indivíduos de extrema confiança para a realização das ações de golpe de Estado e ruptura das instituições democráticas”, resumiu Moraes na parte final de seu voto, que durou cerca de cinco horas. 

O ministro dividiu o voto em 13 “atos executórios” e utilizou a apresentação de slides para expor os documentos e depoimentos que a seu ver comprovam o envolvimento dos réus com a trama golpista. 

Logo ao abrir sua fala nesta terça, Moraes salientou não haver dúvidas da existência de uma tentativa de golpe de Estado, diante sobretudo da quebradeira ocorrida em 8 de janeiro de 2023, quando apoiadores de Bolsonaro invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes. 

Em seguida, ele buscou demonstrar como a Procuradoria-Geral da República (PGR) conseguiu comprovar o complô golpista. Entre as provas apresentadas, por exemplo, estão anotações dos réus que remontam a meados de 2021, quando o plano de golpe começou a ser colocado em prática, observou Moraes. 

Entre as provas, o ministro deu grande ênfase ao discurso em praça pública, no 7 de setembro de 2021, em que Bolsonaro afirma que somente deixaria o poder morto ou preso. “E quero dizer aos canalhas que não serei preso”, disse o ex-presidente na ocasião, diante de milhares de apoiadores. 

“O líder do grupo criminoso deixa claro aqui, de viva voz, de forma pública, para toda a sociedade, que jamais aceitaria uma derrota democrática nas eleições, que jamais aceitaria ou cumpriria a vontade popular”, frisou Moraes. 

O ministro ressaltou ainda a “sofisticação” da organização criminosa, “visto que os réus utilizaram a estrutura do Estado brasileiro para se reunir de modo estável e permanente, com a intenção de permanecer no poder independentemente de eleições”. 

Antes de encerrar, Moraes negou ainda que o crime de abolição de Estado Democrático de Direito se confunda com o de golpe de Estado, afirmando que os dois foram praticados em separado pelos réus. 

O ministro afastou uma das principais linhas de defesa dos advogados, em especial da equipe que defende Bolsonaro. Para as defesas, os atos apontados pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, como criminosos, na verdade, não passaram de “pensamentos” ou “cogitações” que não caracterizam crime, sendo no máximo “atos preparatórios” para ilícitos afinal não cometidos.

“Aqui não se pode confundir a consumação do golpe com a consumação da tentativa de golpe”, afirmou Moraes.

Para o ministro, a mera tentativa do crime de golpe de Estado já caracteriza ato ilegal, até porque não faria sentido um tipo penal que criminalizasse somente golpes bem-sucedidos. 

“Ninguém nunca na história viu golpista que deu certo se colocar no banco dos réus. [Se o golpe tivesse sido consumado] quem estaria no banco dos réus é o Supremo Tribunal Federal”, observou o ministro.

“A organização criminosa narrada na denúncia pela PGR realmente iniciou a prática das condutas criminosas, com atos executórios concretos e narrados anteriormente [no voto], em meados de 2021, e permaneceu atuante até o 8 de janeiro de 2023”, afirmou. 

Julgamento 

Nesta terça-feira (9), a Primeira Turma retomou o julgamento, iniciado em 2 de setembro, que pode condenar Bolsonaro e mais sete aliados por uma trama golpista que teria atuado para reverter o resultado das eleições de 2022. 

O grupo faz parte do núcleo crucial da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), formado pelas principais cabeças do complô. 

O julgamento começou na semana passada, quando foram ouvidas as sustentações das defesas do ex-presidente e dos demais acusados, além da manifestação do procurador-geral da República, Paulo Gonet, favorável à condenação de todos os réus.

A partir de hoje, foi iniciada a votação que resultará na condenação ou absolvição dos réus. Depois de Moraes, deve votar o ministro Flávio Dino, ainda na tarde desta terça. Também foram reservadas sessões nos dias 10, 11 e 12 de setembro para finalização do julgamento.

Até a próxima sexta-feira (12), devem votar ainda, nessa ordem, os ministros Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin, presidente da Primeira Turma e responsável por conduzir os trabalhos . 

Quem são os réus

  • Jair Bolsonaro – ex-presidente da República;
  • Alexandre Ramagem – ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin);
  • Almir Garnier – ex-comandante da Marinha;
  • Anderson Torres – ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança do Distrito Federal;
  • Augusto Heleno – ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI);
  • Paulo Sérgio Nogueira – ex-ministro da Defesa;
  • Walter Braga Netto – ex-ministro da Defesa e candidato a vice de Bolsonaro na chapa de 2022;
  • Mauro Cid – ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.

Crimes 

Todos os réus respondem pelos crimes de:

  • Organização criminosa armada,
  • Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito,
  • Golpe de Estado,
  • Dano qualificado pela violência e grave ameaça e
  • Deterioração de patrimônio tombado.

A exceção é o caso do ex-diretor da Abin Alexandre Ramagem que, atualmente, é deputado federal. Ele foi beneficiado com a suspensão de parte das acusações e responde somente a três dos cinco crimes. A regra está prevista na Constituição. 

A suspensão vale para os crimes de dano qualificado pela violência e grave ameaça, contra o patrimônio da União, com considerável prejuízo para a vítima e deterioração de patrimônio tombado, relacionados aos atos golpistas de 8 de janeiro.  fonte agência brasil

Entenda os próximos passos do julgamento de Jair Bolsonaro no STF

Entenda os próximos passos do julgamento de  Jair Bolsonaro no STF
Votos começarão na sessão de terça-feira (9); confira ordem. foto arquivo – agencia brasil

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) retoma na terça-feira (9) o julgamento do núcleo 1 da trama golpista, formado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete aliados. 

O julgamento começou na semana passada, quando foram ouvidas as sustentações das defesas do ex-presidente e dos demais acusados, além da manifestação do procurador-geral da República, Paulo Gonet, favorável à condenação de todos os réus.

Nesta semana, o colegiado vai iniciar a votação que pode condenar Bolsonaro e os outros réus a mais de 30 anos de prisão.

Foram reservadas as sessões dos dias 9,10,11 e 12 de setembro para finalização do julgamento. 

Pesam contra os acusados a suposta participação na elaboração do plano “Punhal Verde e Amarelo”, com planejamento voltado ao sequestro e assassinato do ministro Alexandre de Moraes, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do vice-presidente, Geraldo Alckmin.

Também consta na denúncia da PGR a produção da chamada “minuta do golpe”, documento que seria de conhecimento de Jair Bolsonaro e serviria para a decretação de medidas de estado de defesa e de sítio no país para tentar reverter o resultado das eleições de 2022 e impedir a posse de Lula.  A denúncia também cita o suposto envolvimento dos acusados com os atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.

Quem são os réus?

  • Jair Bolsonaro – ex-presidente da República;
  • Alexandre Ramagem – ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin);
  • Almir Garnier – ex-comandante da Marinha;
  • Anderson Torres – ex-ministro da Justiça e ex-secretário de segurança do Distrito Federal;
  • Augusto Heleno – ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI);
  • Paulo Sérgio Nogueira – ex-ministro da Defesa;
  • Walter Braga Netto – ex-ministro de Bolsonaro e candidato à vice na chapa de 2022;
  • Mauro Cid – ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.

Próximos passos

Na terça-feira (9), às 9h, a sessão será aberta pelo presidente da Primeira Turma, ministro Cristiano Zanin. Em seguida, será passada a palavra ao relator, ministro Alexandre de Moraes, que será o primeiro a votar.

Em sua manifestação, Moraes vai analisar questões preliminares suscitadas pelas defesas de Bolsonaro e dos demais acusados, como pedidos de nulidade da delação premiada de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens e um dos réus, alegações de cerceamento de defesa, pedidos para retirar o caso do STF, além das solicitações de absolvição.

Moraes poderá solicitar que a turma delibere imediatamente sobre as questões preliminares ou deixar a análise desses quesitos para votação conjunta com o mérito. Após a abordagem das questões preliminares, Moraes se pronunciará sobre o mérito do processo, ou seja, se condena ou absolve os acusados e qual o tempo de cumprimento de pena.

Sequência de votação

Após o voto do relator, os demais integrantes da turma vão proferir seus votos na seguinte sequência:

  • Flávio Dino;
  • Luiz Fux;
  • Cármen Lúcia;
  • Cristiano Zanin.

A maioria de votos pela condenação ou absolvição ocorrerá com três dos cinco votos do colegiado.

Prisão

A eventual prisão dos réus que forem condenados não vai ocorrer de forma automática após o julgamento e só poderá ser efetivada o após a análise dos recursos contra a condenação.

Recursos

Em caso de condenação com um voto a favor da absolvição, Bolsonaro e os demais réus terão direito a mais um recurso para evitar a prisão, a ser analisado também pela Primeira Turma. A condição pode ser obtida com placar de 4 votos a 1, por exemplo.

Com a publicação do acórdão com o eventual placar desfavorável, as defesas poderão apresentar os chamados embargos de declaração, recurso que tem objetivo de esclarecer omissões e contradições no texto final do julgamento. Em geral, esse tipo de recurso não tem poder para rever o resultado do julgamento e costuma ser rejeitado. 

Para conseguir que o caso seja julgado novamente e levado a plenário, os acusados precisam obter pelo menos dois votos pela absolvição, ou seja, placar mínimo de 3 votos a 2.   Com agência brasil

Espírito Santo quer dobrar compras da agricultura familiar nos próximos quatro anos

Espírito Santo quer dobrar compras da agricultura familiar nos próximos quatro anos

Atualmente, as compras institucionais no Estado referente à agricultura familiar somam cerca de R$ 50 milhões por ano. foto seag

O Governo do Espírito Santo deu um passo importante para fortalecer a agricultura familiar com a assinatura do Projeto de Lei de Compras Institucionais dos Produtos da Agricultura Familiar, realizada pelo governador Renato Casagrande nessa quarta-feira (03), no Palácio Anchieta, em Vitória. A proposta prevê que os órgãos e entidades da Administração Pública Estadual reservem, no mínimo, 30% dos recursos destinados à compra de gêneros alimentícios para a aquisição direta de produtos da agricultura familiar.

Atualmente, as compras institucionais no Estado referente à agricultura familiar somam cerca de R$ 50 milhões por ano. Com a nova legislação, a expectativa é dobrar esse valor para R$ 100 milhões em quatro anos, ampliando a renda de agricultores familiares, pescadores artesanais, associações e cooperativas rurais.

De acordo com o secretário de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca, Enio Bergoli, o projeto representa mais que a abertura de novos mercados. “Estamos falando de fortalecer a agricultura familiar em sua essência. A meta de dobrar as compras institucionais vai garantir previsibilidade de renda e valorizar alimentos saudáveis. Isso significa mais desenvolvimento para o campo, mais oportunidades para as famílias rurais e mais qualidade na alimentação servida aos capixabas”, destacou Bergoli.

Hoje, o Espírito Santo conta com 80.775 mil estabelecimentos de agricultura familiar, responsáveis por grande parte da produção agrícola estadual, como abacaxi (96%), alho (94%), mandioca (82%), uva (76%), laranja (71%), acerola (70%), banana (58%), café arábica (57%), café conilon (51%), entre outros. Além disso, o Estado tem cerca de 33 mil pescadores artesanais, que também poderão fornecer seus produtos por meio do novo modelo.

As aquisições serão feitas por chamadas públicas, mecanismo que dispensa o processo de licitação tradicional e facilita o acesso de pequenos produtores ao mercado institucional. Entre os potenciais compradores estão unidades do sistema prisional, de saúde, escolas e demais órgãos estaduais. fonte seag

Ato pró-Bolsonaro une governadores e parlamentares de direita em SP

Ato pró-Bolsonaro une governadores e parlamentares de direita em SP

Tarcísio de Freitas classificou a atuação de Moraes como “tirania”.

Em ato organizado em São Paulo por movimentos da direita e grupos religiosos, manifestantes assistiram neste domingo (7) a discursos defendendo pautas como a liberdade e a anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro e o impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. 

Reunidos na Avenida Paulista, o grupo também se manifestou contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em alguns casos pedindo sua prisão. 

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, falou em uma celebração incompleta pela ausência do direito de ir e vir de Bolsonaro. Disse ainda que o que se assiste é a construção de uma série de narrativas por parte da esquerda na condução do julgamento em torno do 8 de janeiro, para incriminar o ex-presidente. 

“O que eles têm é uma única delação de um colaborador, mudada seis vezes em três dias, sob coação. Não se pode destruir a democracia sob o pretexto de resgatá-la”.

Para o governador, a anistia tem de ser ampla e para todos os envolvidos, em favor da tradição nacional pela pacificação, “para que a gente possa se livrar do PT”. Freitas reafirmou ainda a ascensão de uma direita anti-sistema, de um estado pro-business, de uma direita que não tem vergonha de ir para as ruas e classificou a atuação de Alexandre de Moraes como “tirania”. 

São Paulo (SP), 07/09/2025 - Pessoas participam do evento Reaja Brasil, na Avenida Paulista. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
Evento Reaja Brasil, na Avenida Paulista. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

O pastor Silas Malafaia fez um longo discurso defendendo a unidade da direita em torno de Bolsonaro. Ele citou o que considera uma injustiça do processo contra o ex-presidente e abusos da parte do STF e do ministro Alexandre de Moraes, que caracterizou como um “ditador” e alguém que desrespeita a liberdade política e a religiosa. O pastor lembrou a apreensão de seus cadernos de oração há dez dias, quando retornava de uma viagem a Portugal, e negou estar dialogando com autoridades estrangeiras.

No fim de agosto, Malafaia foi alvo de busca e apreensão determinada por Moraes. Segundo a Procuradoria-Geral da República, o pastor teria agido como “orientador  e auxiliar das ações de coação” promovidas por Bolsonaro e pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

A ex-primeira dama Michelle Bolsonaro foi a última a discursar. Ela fez diversas falas religiosas e lembrou da dificuldade em ver seu marido sem poder sair de casa, não poder realizar cultos e de ter de lidar com uma vigilância que ocorre de maneira desproporcional, segundo ela. 

Durante o evento, os manifestantes estenderam uma bandeira gigante dos Estados Unidos. O ato também teve a participação do governador de Minas Gerais, Romeu Zema, senadores e deputados. 

Os atos em defesa da anistia e de Bolsonaro também ocorreram em outras capitais. No Rio de Janeiro, a manifestação ocupou um quarteirão de Copacabana e reuniu o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e os deputados federais do PL Alexandre Ramagem, Luiz Lima, Eduardo Pazuello, Hélio Lopes e Clarissa Garotinho.

Ramagem é réu no julgamento da tentativa do golpe, em andamento no Supremo Tribunal Federal. Em seu discurso no ato, ele defendeu anistia ampla, geral e irrestrita para quem atentou contra a democracia no dia 8 de janeiro de 2023.

Soberania

Neste 7 de setembro, mais de 45 mil pessoas acompanharam o desfile cívico-militar na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e ministros do Executivo estavam presentes no evento. Parte do público se manifestou com gritos de “sem anistia” e “soberania não se negocia”. O mesmo ocorreu nos atos do Grito dos Excluídos, sindicatos e movimentos sociais pelo país.

O principal tema do desfile oficial de 7 de setembro deste ano foi justamente a soberania do país. Outros eixos temáticos foram a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), a ser realizada em Belém, em novembro, e o Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). pronunciamento do presidente Lula em rede nacional de rádio e TV também tratou desses temas. Lula chamou os brasileiros que trabalham contra o Brasil de “traidores da pátria”. 

Este ano, as comemorações do 7 de setembro – Dia da Independência do Brasil ocorre em meio à crise bilateral entre Brasil e Estados Unidos, provocada pelo presidente norte-americano, Donald Trump, que impôs tarifas comerciais aos produtos brasileiros para pressionar o país a favor do ex-presidente Jair Bolsonaro, que está sendo julgado pelo STF pelos crimes de tentativa de golpe e abolição do Estado Democrático de Direito. O julgamento deve ser concluído esta semana.

Desfile 7 setembro 2025

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Galeria de fotos – Desfile da Independência – bruno.fernandes