STR de Colatina atua  com ética na defesa dos direitos dos trabalhadores rurais da região

STR de Colatina atua  com ética na defesa dos direitos dos trabalhadores rurais da região

Os funcionários do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Colatina, tem foco e compromisso com os produtores rurais. foto divulgação

A presença (história) dos sindicatos de trabalhadores rurais passou a ser uma realidade cada vez mais visível no Brasil a partir da década de 1950, e principalmente nos anos de 1960, época de grande efervescência dos movimentos populares em reivindicação dos direitos das populações rurais contra a opressão do latifúndio, e sempre contou com apoio das igrejas Católica e Luterana.

Na década de 1960,  milhares de pessoas trabalhavam nas propriedades rurais sem acesso aos direitos trabalhistas que os trabalhadores urbanos já haviam conquistado, tais como a regulamentação do trabalho. Nessa época o Sindicato surgiu para fazer com que esses direitos fossem assegurados a esses trabalhadores atuando verdadeiramente como uma entidade de classe, orientando os trabalhadores acerca de seus direitos e defendendo-os junto aos proprietários de terra (fazendeiros) e a Justiça de Trabalho.

Na década de 1970, os agricultores Manoel Rodrigues, Edson Iglesias, Adelmo Boton e outros deram início a luta na criação do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Colatina e no ano de 1971, o primeiro presidente da entidade foi Pep Uhig, , iniciando junto com os demais membros a luta em prol dos agricultores e agricultura da família da região. E hoje, juntos com os municípios de Marilândia, São Domingos do Norte e Governador Lindenberg, tem um histórico de atuação na defesa dos direitos dos trabalhadores rurais e no desenvolvimento rural dos municípios.

A primeira ata do Sindicato e os nomes dos primeiros associados. foto arquivo do STR de Colatina

O Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Colatina e região, é filiado à Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (CONTAG), é uma entidade que representa os trabalhadores rurais no Brasil. A filiação do STR de Colatina e região a ela vinculado, permite que os trabalhadores tenham voz e representação em questões relacionadas aos seus direitos e interesses no  meio rural junto ao Governo Federal e estadual.

A entidade  também participa do Programa de Assistência Técnica e Extensão Rural desenvolvido pelo Incaper (PROATER), que atua na busca de construir propostas para o desenvolvimento rural local. Além disso, o Sindicato de Colatina e região oferece aos seus associados assistência técnica, assessoria jurídica, cursos de capacitação e acesso a programas sociais e extensão rural aos agricultores familiares, visando a melhorar suas condições de trabalho e acesso a políticas públicas de forma transparência e responsabilidade com os associados. 

Repactuação do Rio Doce

O acordo homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em novembro de 2024, que visa à reparação, recuperação e a indenização pelos danos causados com o rompimento da barragem em 2015, operada pela Samarco Mineração S.A.

O estado do Espírito Santo, principalmente  Colatina e as cidades vizinhas, sob a coordenação  da Superintendência Federal do MDA apresentou  programas e ações voltadas para agriculturas e agricultores familiares.  Entre as iniciativas, o destaque foi para o Programa de Transferência de Renda (PTR-Rural), que prevê indenização para famílias agricultoras que trabalham no raio de cinco quilômetros do centro da calha do Rio Doce e na Mancha de inundação do Rio Doce.

Segundo o presidente do STR  de Colatina e Região José Izidoro Rodrigues, a entrega do documento ao superintendente do MDA ES, Laércio Nochang, com as 𝐝𝐞𝐦𝐚𝐧𝐝𝐚𝐬 𝐝𝐚 𝐚𝐠𝐫𝐢𝐜𝐮𝐥𝐭𝐮𝐫𝐚 𝐟𝐚𝐦𝐢𝐥𝐢𝐚𝐫 expondo  as necessidades da classe rural. Para ele, a  luta do STR busca pela inclusão de todas as agricultoras e agricultores familiares atingidas/os pelo rompimento da barragem de Fundão em Mariana.

O presidente do STR José Izidoro Rodrigues lembrou que foi uma luta justa e uma conquista histórica do Sindicato assistente social e da diretoria em prol dos  agricultores familiares com a justiça social, a reparação integral e a reconstrução econômica das populações rural atingidas pelo desastre ambiental de responsabilidade das mineradoras Samarco, Vale e BHP Billiton, e com foco na melhoria de qualidade de vida dos trabalhadores rurais de Colatina e região.

 Plano Safra

O Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), Paulo Teixeira, anunciaram, no dia 30, R$ 89 bilhões para o Plano Safra da Agricultura Familiar 2025/2026.

O valor representa um aumento de 47,5% do crédito rural para a agricultura familiar, quando comparado ao último governo. Está mantida a taxa de apenas 3% para financiar a produção de alimentos, como arroz, feijão, mandioca, frutas, verduras, ovos e leite – caindo para 2% quando o cultivo for orgânico ou agroecológico. O Plano Safra da Agricultura Familiar 2025/26 também traz mais incentivos para a mecanização, no contexto do Programa Mais Alimentos.

Já o Pronaf  foi lançado com condições especiais para microcrédito voltado a mulheres rurais, com foco em quintais produtivos. O limite da modalidade é de até R$ 20 mil com juros de 0,5% ao ano e bônus de adimplência de até 40%.

Para o presidente do STR de Colatina Jose Isidoro, o recurso do Plano Safra de 2025/26, irá atenderas necessidades dos produtores rurais de Colatina e região. Todos nós do Sindicato, acreditava uma  a taxa de juros maior para o setor da agricultura, como veio abaixo do esperado a classe irá trabalhar uma taxa menor e com certeza vão poder  trabalhar com segurança na próxima safra. Concluiu Isidoro.

 Aposentados do sindicato

A CONTAG e o STR de Colatina e região atuam na defesa dos direitos dos trabalhadores rurais, buscando melhorias em questões como salário, previdência, reforma agrária e condições de trabalho dos agricultores e agricultoras.

O STR de Colatina e região oferecem serviços como assessoria jurídica, cursos de capacitação e acesso a programas sociais, além de representarem os trabalhadores em negociações com empregadores e órgãos públicos. 

Segundo o presidente  STR José Izidoro, o desconto em favor das entidades sem autorização dos aposentados (contribuição do INSS) trouxe um enorme  problema para os Sindicatos que atua com responsabilidade e compromisso com os aposentados dos sindicatos.

Para o presidente Izidoro, os descontos irregulares de mensalidades nos benefícios dos aposentados, foi um golpe para o Sindicato que trabalha com ética e responsabilidade rural. Nós do Sindicato STR de Colatina e região  tivemos uma perda de recurso, mas continuamos trabalhando com o mesmo planejamento e proposta de proporcionar ao produtor rural que ele precisa realmente de uma entidade sério compromissada com a classe.

Isidoro lembrou que a diretoria do Sindicado, está conversando com cada aposentado, principalmente aquele que tiveram  descontos não autorizados e que eles saibam do compromisso que STR tem com a classe rural de Colatina e região. Finalizou o presidente José Izidoro.

Repasses de R$ 28,8 mi do Fundo Rio Doce fortalecem assistência a atingidos pelo rompimento da barragem do Fundão

Repasses de R$ 28,8 mi do Fundo Rio Doce fortalecem assistência a atingidos pelo rompimento da barragem do Fundão

Os recursos, que somam R$ 28,8 milhões, se destinam ao fortalecimento do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) em municípios de Minas Gerais e do Espírito Santo. foto bndes

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) realizou novas liberações de recursos do Fundo Rio Doce. Este é o terceiro para ações previstas no Novo Acordo do Rio Doce. Os recursos, que somam R$ 28,8 milhões, se destinam ao fortalecimento do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) em municípios de Minas Gerais e do Espírito Santo afetados pelo rompimento da barragem de Fundão, operada pela Samarco Mineração S.A, ocorrido em novembro de 2015.

O Fundo Rio Doce foi criado com base no novo acordo de reparação, firmado no ano passado. O BNDES é o responsável pela sua operação, que teve início no fim do mês de junho. Conforme o novo acordo, as ações de fortalecimento do SUAS estão sob coordenação do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) e devem receber valores que totalizam R$ 576 milhões ao longo de 20 anos. Com base nas definições da pasta, é estabelecido o cronograma de liberações do BNDES.

O SUAS é um sistema público e descentralizado, que conta com participação da União, estados e municípios. Seu objetivo é garantir a proteção social aos cidadãos, apoiando indivíduos, famílias e comunidade no enfrentamento de suas dificuldades. Para tanto, há um conjunto de serviços, benefícios e projetos que visam oferecer amparo em diferentes situações de vulnerabilidade, além da busca ativa para inclusão de pessoas em vários programas sociais, inclusive decorrentes do Novo Acordo do Rio Doce.

Os atendimentos são realizados através de uma extensa rede de unidades públicas como os Centros de Referência de Assistência Social (Cras) e os Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas).  Dados do Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) indicam que o rompimento da barragem provocou um aumento substancial da pobreza e da demanda para o SUAS. Entre as famílias atingidas cadastradas, cerca de 67% foram incluídas depois do ocorrido. Observou-se, também, crescimento do número de pessoas em situação de violência e aumento nos atendimentos dos CRAS.

Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) em Ouro Preto (MG), uma das cidades atingidas
Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) em Ouro Preto (MG), uma das cidades atingidasFoto: Prefeitura de Ouro Preto / Divulgação

“Esses recursos viabilizam a execução das ações definidas pelo governo federal para o fortalecimento da assistência social nos municípios atingidos. O BNDES, como gestor financeiro do Fundo Rio Doce, atua de forma articulada com os entes responsáveis pela reparação, assegurando a alocação dos recursos conforme os cronogramas e diretrizes pactuados”, explicou Aloizio Mercadante, presidente do BNDES.

“Os repasses feitos pelo Fundo Rio Doce fortalecem diretamente o SUAS nos municípios atingidos pelo rompimento da barragem do Fundão, garantindo assistência social às famílias que ainda sofrem as consequências. Este recurso é parte de um compromisso maior que vai ampliar serviços, capacitar gestores e melhorar a estrutura de acolhimento, especialmente em regiões onde a pobreza e a vulnerabilidade aumentaram após o rompimento. O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social atua em parceria com estados, municípios e o BNDES para assegurar que esses recursos cheguem de forma ágil e transparente, priorizando quem mais precisa”, afirmou o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), Wellington Dias.

Ações previstas – Esses primeiros R$ 28,8 milhões destinados ao fortalecimento do SUAS serão desmembrados em duas partes. São R$ 25,6 milhões destinados ao Fundo Nacional de Assistência Social, com o objetivo de aprimorar serviços e ofertas públicas. O critério de partilha desses recursos foi pactuado na Comissão Intergestores Tripartite do SUAS, instância de negociação prevista no Decreto 10.009/2019.

Os outros R$ 3,2 milhões são destinados à Secretaria Nacional de Assistência Social do MDS. Esses recursos poderão ser usados em diversas ações envolvendo, por exemplo, apoio técnico aos estados e municípios atingidos, acompanhamento das entregas e da execução e processamento da prestação de contas. Também podem ser empregados na formação e capacitação de gestores, equipes de referência, cidadãos e usuários do SUAS.

“Essa liberação é parte dos esforços que o BNDES tem feito nos últimos meses para acelerar. Demos início aos repasses do Fundo Rio Doce no final de junho. A maior parte desses primeiros recursos foram direcionados ao pagamento do Programa de Transferência de Renda – PTR – para agricultores familiares e pescadores. E o BNDES continua fazendo diversas ações para acelerar os repasses. Recentemente, também criamos um escritório em Belo Horizonte, justamente para melhorar essa presença nos territórios, dar suporte, estar mais perto das regiões atingidas. Estamos trabalhando intensamente para fazer as ações que devem ser feitas”, explica Guilherme Tinoco, gerente institucional do Fundo Rio Doce (GEIRD/DEIRD/ARD).

Rio Doce
Rio DoceFoto: Tânia Rêgo / Agência Brasil

Acordo de reparação – Passados quase 10 anos, os impactos do colapso da estrutura ainda são sentidos ao longo da bacia do Rio Doce. Em 2024, nove anos após o rompimento da barragem, foi assinado um novo acordo entre a União, os estados de Minas Gerais e do Espírito Santo, a Samarco e suas acionistas Vale e BHP Billiton, além de instituições de Justiça como o Ministério Público e a Defensoria Pública. Ele busca oferecer soluções definitivas para a reparação dos danos e superar as dificuldades enfrentadas no modelo de reparação anterior.

O novo acordo foi homologado em novembro do ano passado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Através dele, a Samarco se comprometeu com repasses adicionais que somam R$ 100 bilhões, com desembolsos parcelados ao longo de 20 anos. Desse montante, R$ 49,1 bilhões serão destinados à União e aportados no Fundo Rio Doce, cuja gestão está sob a responsabilidade do BNDES. O restante dos recursos diz respeito à atribuição de estados, municípios e instituições de Justiça. fonte e foto  BNDES de Notícias

Processos trabalhistas no ES: índice de conciliação de 2025 é de 15,89%, o mais baixo da região Sudeste

Processos trabalhistas no ES: índice de conciliação de 2025 é de 15,89%, o mais baixo da região Sudeste

Segundo Lucas Pena, CEO da Pact Insights, baixa adesão a acordos desperdiça potencial de economia para empresas e agilidade para a Justiça

Segundo dados do Segundo levantamento do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região (TRT17), responsável pelo Espírito Santo, registrou 30.982 novas ações trabalhistas entre janeiro e maio deste ano. No período, foram realizadas 3.677 audiências conciliatórias, o que resulta em um índice de conciliação de apenas 15,89% nos últimos 12 meses, desempenho bem abaixo da média nacional de 21,27%. Lucas Pena, CEO da Pact Insights, legaltech especializada em passivos trabalhistas, o número evidencia o desafio em consolidar uma cultura de acordos, mesmo diante do potencial de economia para empresas e da celeridade para o Judiciário.

“Falta estratégia e visão financeira no trato com ações trabalhistas. Há uma clara predisposição das partes em buscar acordos. O que ainda falta são parâmetros objetivos que façam as expectativas convergirem de forma viável para ambos os lados. Também é preciso reconhecer o esforço da Justiça do Trabalho e dos CEJUSCs em montar essas mesas de negociação e catalisar soluções definitivas para empregadores e ex-empregados. A cultura de conciliação precisa deixar de ser exceção para se tornar regra, e isso começa por dados, tecnologia e vontade de mudar”, afirma o executivo.

Na comparação entre a região Sudeste, São Paulo (TRT15 e TRT2) ficou com 21,34%, Minas Gerais (TRT3) e Rio de Janeiro (TRT1) ficaram com 20,7% e 18,7%, respectivamente.

Entre os dias 26 a 30 de maio de 2025 aconteceu a Semana Nacional da Conciliação Trabalhista, uma mobilização coordenada pela Justiça do Trabalho para ampliar a realização de acordos judiciais e extrajudiciais. O Espírito Santo demonstrou capacidade de mobilização: foram realizadas 1.915 audiências, com a participação de 152 magistrados e atendimento a 12.192 pessoas. Ao todo, 694 processos foram conciliados, índice de 36,2%, com valores negociados que somaram R$ 70.733.042,21. A arrecadação tributária total, somando INSS e IR, ultrapassou os R$ 82,9 milhões.

“Os dados reforçam a tese de que acordos bem conduzidos são instrumentos estratégicos, não apenas para a redução de custos, mas também para reforçar práticas de governança e ESG. Temos uma justiça mais digital, mais segura e um cenário empresarial cada vez mais sensível a boas práticas. O que estamos propondo é simples: que as empresas troquem litígio por governança, custo por oportunidade, incerteza por economia”, conclui o CEO da Pact.

Dados nacionais

Segundo dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), do total de 1.789.395 entradas de processos trabalhistas entre janeiro e maio de 2025 no Brasil, apenas 255.396 audiências conciliatórias foram realizadas. Esse número representa um índice conciliatório de 21,27%. 

Sobre o Grupo Pact Insights – A organização tem origem em 2018 com a criação da startup Pact, uma legaltch de passivo judicial corporativo. Com uma abordagem que une diagnóstico financeiro, compliance e negociação especializada, a empresa chegou a negociar mais de 2 mil acordos nos últimos três anos com mais de 700 advogados adversos, totalizando um risco transacionado superior a R$ 1 bilhão. Entre seus clientes estão Magazine Luiza, Votorantim, CVC, Raízen, iFood e MachadoMeyer. Junto à Legal Insights, a startup fundou em 2023 o Grupo Pact Insights, com serviços complementares para o setor jurídico das empresas. O Grupo faturou R$ 13,5 milhões em 2024 e projeta um faturamento de R$ 20 milhões para 2025.  fonte Victoria Bernardes – Consultora

Feira de Agronegócios Cooabriel entre os dias 24 e 26 de julho

Feira de Agronegócios Cooabriel entre os dias 24 e 26 de julho

Feira de Agronegócios Cooabriel chega à sua quinta edição entre os dias 24 e 26 de julho, em São Gabriel da Palha. FOTO DIVULGAÇÃO

Destaque no calendário agro capixaba, a Feira de Agronegócios Cooabriel chega à sua quinta edição entre os dias 24 e 26 de julho, em São Gabriel da Palha, noroeste capixaba.  

Com mais de 90 expositores confirmados, a feira representa um canal de acesso direto entre o produtor rural e grandes marcas do setor, que atuam em diversos segmentos, incluindo insumos, máquinas e equipamentos, irrigação, energia solar e outras tecnologias para o campo. Em 2024, as negociações ultrapassaram R$690 milhões. 

Além de um amplo ambiente de negócios, o evento conta com praça de alimentação, cafeteria, espaço kids e um auditório, que receberá uma programação diversificada, com temáticas variadas, com destaque para o Encontro Capixaba Mulheres do Agro, preparado para destacar o protagonismo no campo, e o Coffee Connect, evento dedicado à cadeia do café, que acontece pela primeira vez no Espírito Santo.  

No centro da programação está a Palestra com Roberto Rodrigues, um dos maiores nomes do agronegócio e do cooperativismo brasileiro. 

Confira a programação completa: 

Dia 24 / quinta-feira – das 9h às 19h  
13h: Encontro Capixaba Mulheres do Agro 
14h15: Palestra ‘Mulheres Superpoderosas – Unindo nossas forças para o futuro,’ com a palestrante Leila Navarro.  

Dia 25 / sexta-feira – das 9h às 19h 
13h às 15h: Presença Vip Tião Bruto  
14h: Palestra sobre Sucessão Familiar, conduzida pelo IBEF Agro   
15h: Palestra de Roberto Rodrigues: ‘Cooperativismo e Agronegócio’

Dia 26 / sábado – das 9h às 16h   
13h: Coffee Connect 
15h: Sorteio Ford Ranger  

 
Local: Área de Eventos Cooabriel — São Gabriel da Palha/ES 
Às margens da Rodovia 137 – ao lado do armazém da cooperativa  
 Sobre a Feira de Agronegócio Cooabriel 2025
A Feira de Agronegócios Cooabriel acontece nos dias 24, 25 e 26 de julho, na Área de Eventos da cooperativa, em São Gabriel da Palha. O evento é aberto ao público e tem entrada gratuita. 

Considerada a maior feira do setor no Espírito Santo, a edição deste ano traz uma programação variada e uma ampla estrutura, que receberá mais de 90 expositores.  No último ano, a feira movimentou R$ 690 milhões e atraiu 21 mil visitantes. 

CNI: investimentos brasileiros nos EUA cresceram 52,3% em uma década

CNI: investimentos brasileiros nos EUA cresceram 52,3% em uma década

Área de alimentos e bebidas, e o setor de plásticos têm destaque. fonte cni

Mapeamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que ao menos 70 empresas brasileiras mantêm investimentos produtivos em 23 dos 50 estados americanos. Segundo os dados divulgados nesta quinta-feira (24) os investimentos brasileiros em solo norte-americano alcançaram um estoque de US$ 22,1 bilhões em 2024, uma alta de 52,3% em relação a 2014. Os números mostram ainda que, entre 2020 e 2024, empresas brasileiras anunciaram mais de US$ 3,3 bilhões em novas operações no território americano.

Alimentos e bebidas, com 28%; plásticos, com 12,4%; produtos de consumo, com 9,8%; software e serviços de TI, com 9,6%; e metais, com 9,3% são os setores que lideram os investimentos brasileiros nos EUA.

Entre os estados americanos com maior número de empresas brasileiras com plantas produtivas estão a Flórida, com 12; a Georgia, com sete; Michigan, Minnesota, Missouri, Nova York, aparecem depois com seis empresas cada; e o Tennessee e o Texas, com cinco.

“O estudo revela que nos últimos cinco anos (2020-2025), 70 empresas brasileiras anunciaram projetos nos EUA, com destaques para JBS (US$ 807 milhões), Omega Energia (US$ 420 milhões), Companhia Siderúrgica Nacional (US$ 350 milhões), Bauducco Foods (US$ 200 milhões) e Embraer (US$ 192 milhões)”, informou a CNI.

Investimentos

O documento traz também informações sobre investimentos anunciados por nove empresas brasileiras nos primeiros cinco meses de 2025.

Entre os destaques estão a Embraer, com a implantação de um centro de manutenção no Texas, com investimentos previstos de US$70 milhões e geração de 250 empregos. A JBS, que anunciou uma nova planta em Iowa, com aporte de US$ 135 milhões e 500 empregos diretos, e a Sustainea, parceria da Braskem com a japonesa Sojitz, com um investimento previsto de US$ 400 milhões no estado de Indiana.

O mapeamento mostra que 2.962 empresas brasileiras têm investimentos diversos nos EUA. Na avaliação da confederação, os números reforçam a forte integração econômica entre as duas economias.

“Essa é a prova de que o setor produtivo brasileiro vê na integração com os Estados Unidos muito mais que comércio: vê parceria. O avanço dos investimentos de ambos os lados, ao longo dos anos, reforça o caráter complementar e os benefícios mútuos dessa relação”, afirmou o presidente da CNI Ricardo Alban.

Por outro lado, o mapeamento mostra que, no mesmo período, 186 empresas norte-americanas anunciaram novos negócios no Brasil. Entre as principais companhias estão Bravo Motor Company (US$ 4,3 bilhões), Microsoft (US$ 3 bilhões), CloudHQ (US$ 3 bilhões), Amazon.com (US$ 2,8 bilhões) e New Fortress Energy (US$ 1,6 bilhão).

“No que se refere a investimentos anunciados, de 2015 a 2025, os setores mais atrativos para os investidores dos EUA em território brasileiro foram: comunicações (31,0%), montadoras de automóveis (13,5%), carvão, petróleo e gás (11,4%), serviços financeiros (10,9%) e energias renováveis (7,1%)”, disse a CNI. fonte LUCIANO NASCIMENTO – REPÓRTER DA AGÊNCIA BRASIL

Ex-assessor de Bolsonaro acusa Mauro Cid de usá-lo como bode expiatório

Ex-assessor de Bolsonaro acusa Mauro Cid de usá-lo como bode expiatório

Martins foi interrogado como um dos réus do núcleo 2 da trama golpista. foto câmara federal

Filipe Martins, ex-assessor da Presidência da República para Assuntos Internacionais, afirmou nesta quinta-feira (24) ter sido usado como bode expiatório pelo tenente coronel Mauro Cid, delator de uma trama golpista cujo objetivo seria manter o ex-presidente Jair Bolsonaro no poder mesmo após derrota eleitoral. 

Em sua delação, Cid colocou Martins, por exemplo, numa reunião com comandantes das Forças Armadas e Bolsonaro, em 7 de dezembro, na qual Martins teria apresentado aos presentes uma minuta de decreto golpista a ser assinada pelo ex-presidente para impedir a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva. 

Em seu depoimento, que durou mais de quatro horas, Martins apontou para pareceres da Polícia Federal (PF) e da Procuradoria-Geral da República (PGR) que colocaram em dúvida a credibilidade da delação de Cid, “chegando a dizer inclusive que havia indícios de que ele poderia estar protegendo pessoas”, observou o ex-assessor de Bolsonaro. 

“E eu tenho a convicção de que ele poderia também procurando bodes expiatórios, me colocando numa reunião em que eu nunca estive”, acrescentou. “Somente com base na palavra dele que se criou essa ideia de que eu teria redigido uma minuta de decreto golpista”.

Martins foi interrogado nesta quinta como um dos seis réus do núcleo 2 da trama golpista que teria atuado para manter Bolsonaro no poder, conforme narra denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR). 

Os seis réus estão sendo ouvidos nesta quinta por videoconferência, em ordem alfabética. Os depoimentos são transmitidos ao vivo nos canais do Supremo Tribunal Federal (STF). A audiência é presidida pelo juiz auxiliar Rafael Henrique Janela Tamai Rocha, que atua no gabinete do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso. 

>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

O núcleo 2 foi apontado pela PGR como sendo composto por assessores de alto escalão que desempenharam papel de gerenciamento de ações, como a redação de uma minuta de decreto golpista ou o uso da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em prol dos objetivos do complô. 

Todos os réus respondem por cinco crimes: 

Organização criminosa armada, 

Golpe de Estado, 

Tentativa de abolir o Estado Democrático de Direito, 

Dano qualificado,

Deterioração de patrimônio tombado

Somadas, as penas podem superar os 30 anos de cadeia. 

O interrogatório dos réus é uma das principais etapas do processo criminal, em que os acusados têm a oportunidade de falar por contra própria e realizar sua autodefesa das acusações. 

Reunião e minuta  

Martins chegou a se desculpar aos presentes, ao alertar que desejava ser demorado em sua defesa. Ele disse estar há dois anos sem poder dar entrevistas ou se manifestar de forma pública sobre o caso, devido a restrições impostas por Moraes. 

“Estou sob censura há quase dois anos, não posso conceder entrevistas, não posso me manifestar por redes sociais, não posso ser filmado , não posso ser fotografado”, elencou. “Ainda não tive a oportunidade de fazer isso que eu estou fazendo hoje. Há muita coisa a ser dita”, disse.

Questionado pela procuradora Gabriela Starling, que atua no gabinete do PGR, sobre o registro de sua entrada no Palácio da Alvorada no mesmo horário da reunião do 7 de dezembro, que foi confirmada pelos comandantes das Forcas Armadas à época, Martins negou que tenha estado no local naquele horário. 

Apresentando documentos que disse ter obtido junto à Corregedoria-Geral da União (CGU) sobre os registros de entrada no Alvorada, a defesa de Martins negou que o registro sirva como prova de que o ex-assessor esteve no local, apontando ainda para erros de grafia na anotação de seu nome.

Em sua fala, Martins ressaltou que o general Freire Gomes, comandante do Exército em dezembro de 2022, disse em depoimento como testemunha na ação penal se recordar que o ex-assessor não estava na reunião de 7 de dezembro com Bolsonaro. 

Ele afirmou que a defesa obteve o vídeo do depoimento à PF em que Freire Gomes menciona que “possivelmente” Martins estava presente na ocasião. “‘Possivelmente’ indica dúvida, incerteza. No entanto, a PGR, ao concretizar o texto da denúncia, suprime a palavra ‘possivelmente’”, acusou o ex-assessor de Bolsonaro. 

Prisão 

Martins disse acreditar que foi denunciado pela PGR, apesar da falta de provas de sua participação na trama golpista, para justificar ele ter ficado preso preventivamente por mais de seis meses sem justificativa. 

O ex-assessor ficou preso entre fevereiro e agosto do ano passado. A prisão fora pedida pela Polícia Federal (PF), que apontou uma suposta intenção de fuga após ter encontrado na nuvem de dados de Mauro Cid uma lista de passageiros para o voo de 30 de dezembro de 2022 em que Bolsonaro deixou o país rumo aos Estados Unidos

Em depoimento na ação penal, Cid negou que a lista fosse definitiva e disse que não havia previsão de Martins embarcasse naquele voo. O embaixador André Chermont, ex-chefe do cerimonial da Presidência da República, também afirmou que Martins não constava da lista final de passageiros, tampouco era esperado que embarcasse. 

A defesa de Martins sustenta que a PF agiu “seletivamente” para prender Martins, ignorando provas claras de que o ex-assessor não deixou o país no fim de 2022.  fonte FELIPE PONTES – REPÓRTER DA AGÊNCIA BRASIL

ALES: Câmaras municipais têm acesso a plataforma jurídica

ALES: Câmaras municipais têm acesso a plataforma jurídica

Iniciativa pioneira da Ales permite que os legislativos municipais realizem consultas a conteúdos da área do direito, auxiliando os vereadores capixabas. foto ales

Uma parceria inédita no país, firmada entre a Assembleia Legislativa (Ales) e as câmaras de vereadores, está proporcionando suporte técnico e legal para os legislativos municipais. Por meio de um termo de cooperação, o Parlamento estadual cedeu às câmaras o acesso à plataforma Fórum de Conhecimento Jurídico, que congrega informações sobre legislação, além de livros, revistas científicas, vídeos e notícias da área do direito.

O acesso ao suporte jurídico faz parte da Rede Capixaba de Fortalecimento do Legislativo, lançada no último mês de junho pela Ales com o objetivo de promover trocas em diferentes áreas de atuação, como direito, comunicação social, educação e transparência legislativa.

Acesso fácil e gratuito

O diferencial da ferramenta é a possibilidade de consultar, em um mesmo local, uma série de conteúdos atualizados e sistematizados, que podem auxiliar na fundamentação de projetos de lei e na elaboração de pareceres, por exemplo. 

O procurador-geral da Assembleia, Anderson Pedra, acrescenta ainda a facilidade de acesso ao conteúdo: “Pode ser consultado on-line, em qualquer lugar, inclusive para aqueles que trabalham remotamente, em regime de home office”, detalhou. 

As câmaras podem utilizar a ferramenta gratuitamente. Conforme explicou o procurador-geral da Casa, a Assembleia possui uma assinatura desse serviço e o presidente Marcelo Santos (União) conseguiu estender o acesso a todas as câmaras capixabas sem aumento de custo. Para utilização, as casas legislativas municipais precisam assinar um convênio com a Ales. 

Entre os autores renomados que têm conteúdo disponível na plataforma estão os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Carmem Lúcia, José Roberto Barroso e Luiz Fux. Entre os principais clientes, conforme as informações do site do Fórum de Conhecimento Jurídico, estão o próprio STF, a Câmara Federal, a Advocacia-Geral da União e Tribunais de Justiça e de Contas de vários estados do Brasil. 

No Espírito Santo, além da Assembleia Legislativa – com a possibilidade de extensão para as câmaras municipais – também aderiram à plataforma, de acordo com o procurador-geral da Ales, a Procuradoria-Geral do Estado (PGE), o Ministério Público, o Tribunal de Justiça e o Tribunal de Contas estaduais.  FONTE Angele Murad  ALES

12 melhores escolas do Espírito Santo no Enem 2024 são da rede particular

12 melhores escolas do Espírito Santo no Enem 2024 são da rede particular

Para o presidente do Sinepe/ES, Moacir Lellis, o resultado reflete o compromisso da rede privada com a excelência educacional. fotos Fabrício Saiter.

As escolas particulares lideraram a lista das melhores notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2024 no Espírito Santo. As 12 primeiras posições foram ocupadas por escolas da rede privada. Das 20 mais bem posicionadas, 16 são instituições particulares.

O ranking é liderado pelo Colégio Leonardo da Vinci, unidade Santa Lúcia, em Vitória, que obteve média geral de 717,48 pontos, seguido pela Escola São Domingos, com 707,56, Escola Madan, com 703,04, Escola Crescer (699,18), todos de Vitória. Em quinto está o Centro de Ensino Charles Darwin (696,35), de Vila Velha.

As notas são uma média da redação com as quatro provas objetivas (Matemática, Linguagens, Ciências Humanas e Ciências da Natureza) de todos os alunos das escolas que fizeram o exame.

Além da performance geral, as escolas capixabas também lideraram áreas específicas, de acordo com análise feita pela AIO Educação. O Colégio Leonardo da Vinci teve a maior média em Matemática (769,8), Linguagens (631,1) e Ciências da Natureza (649,3). Nas Ciências Humanas, a maior pontuação foi da Escola São Domingos (663,1), enquanto a Escola Crescer alcançou 910,7 na Redação, a maior do estado.

Para o presidente do Sindicato das Empresas Particulares do Espírito Santo (Sinepe/ES), Moacir Lellis, o resultado reflete o compromisso da rede privada com a excelência educacional.

“Parabenizamos todas as escolas capixabas pelo excelente desempenho no Enem. Esse resultado valoriza o trabalho incansável dos educadores e o empenho dos nossos estudantes, que se preparam com dedicação para essa importante avaliação nacional”.

Para Lellis, os resultados reforçam a relevância das escolas particulares na formação de excelência no Espírito Santo e consolidam o papel da rede como protagonista na qualidade do ensino.

Já a vice-presidente da entidade, Roberta Bonelli, destacou o papel fundamental dos professores e das estratégias pedagógicas. “Esse ranking é fruto de uma educação com propósito, inovadora e comprometida com o futuro dos jovens e com a educação de excelência. Nossos educadores merecem reconhecimento por sua competência, e nossos alunos, pelo esforço que os colocou entre os melhores”.

Confira a lista das 20 melhores escolas do ES no Enem 2024:


1- Colégio Leonardo da Vinci – Vitória – Unidade: Santa Lucia – Nota: 717,48
2- Escola São Domingos – Vitória – Unidade: Bento Ferreira – Nota: 707,56
3- Escola Madan – Vitória – Unidade: Praia Do Canto – Nota: 703,04
4- Escola Crescer – Vitória – Unidade: Praia Do Canto – Nota: 699,18
5- Centro de Ensino Charles Darwin – Vila Velha – Unidade: Centro – Nota: 696,35
6- Escola Múltipla – Serra – Unidade: Barcelona – Nota: 693,13
7- Centro Educacional Primeiro Mundo – Vitória – Unidade: Santa Lúcia – Nota: 691,33
8- Escola Fundação Deolindo Perim – Venda Nova do Imigrante – Unidade: Vila da Mata – Nota: 684,06
9- Centro de Ensino Charles Darwin – Vitória – Unidade: Mata da Praia – Nota: 683,19
10- Escola Darwin Aracruz – Aracruz – Unidade: Vila Nova – Nota: 681,37
11- Colégio Sagrado Coração de Maria – Vitória – Unidade: Praia do Canto – Nota: 678,71
12- Colégio Marista Nossa Senhora da Penha – Vila Velha – Unidade: Centro – Nota: 677,23
13- Ifes – Vila Velha – Unidade: Soteco – Nota: 677,19 (instituição federal)
14- Centro de Ensino Charles Darwin – Linhares – Unidade: Centro – Nota: 674,36
15- Centro de Ensino Charles Darwin – Colatina – Unidade: Maria Esmenia – Nota: 667,87
16- Ifes – Vitória – Nota: 661,2 (instituição federal)
17- Escola Guimarães Rosa – Cachoeiro de Itapemirim – Nota: 659,5
18- Ifes – Colatina – Nota: 654,6 (instituição federal)
19- UP Centro Educacional – Vitória – Nota: 652,3
20- Ifes – São Mateus – Nota: 648,1 (instituição federal). Fonte Kally Kalle – fecomércio

MPES dialoga com Governo do Estado para implantação do “Selo de Segurança Pública Municipal”

MPES dialoga com Governo do Estado para implantação do “Selo de Segurança Pública Municipal”

 Essas estruturas são consideradas fundamentais para a construção de políticas públicas locais voltadas à prevenção da violência e promoção da cidadania. foto secom PMC

O Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES) se reuniu, nesta terça-feira (22/07), na Sala de Situação da Instituição, com representantes do Governo do Estado e das forças de segurança para tratar da implantação do projeto “Selo de Segurança Pública Municipal”. A iniciativa, desenvolvida pelo MPES por meio do Centro de Apoio Operacional Criminal (CACR), busca incentivar os municípios capixabas a estruturarem e fortalecerem mecanismos essenciais de articulação comunitária no enfrentamento à criminalidade.

Entre as ações estimuladas pelo projeto estão a criação e consolidação de Conselhos Municipais de Políticas sobre Drogas, Conselhos Municipais de Segurança Pública, Escritórios Sociais e Gabinete de Gestão Integrada Municipal (GGIM). Essas estruturas são consideradas fundamentais para a construção de políticas públicas locais voltadas à prevenção da violência e promoção da cidadania.

Participaram do encontro o Procurador-Geral de Justiça, Francisco Martínez Berdeal; o dirigente do CACR, Ronald Gomes Lopes; e o Coordenador de Segurança Institucional do MPES, Jeferson Ribeiro Gonzaga. O Governo do Estado foi representado pelo Secretário de Estado da Segurança Pública, Leonardo Damasceno; pelo Secretário de Estado da Justiça, Rafael Pacheco; e pela Secretária de Estado de Governo, Emanuela Pedroso, pelo Comandante do 1º Comando de Polícia Ostensiva Regional da Polícia Militar do Estado do Espírito Santo (PMES), Coronel Marcos Tadeu Pimentel, que representou a Corporação, além de outros representantes da Sesp, da Sejus e da PMES.

Veja fotos da reunião.

Durante a reunião, o Procurador-Geral de Justiça destacou que a segurança pública é um dos principais temas abordados nas escutas com a população capixaba. “É um assunto recorrente em todos os locais que visitamos, especialmente nos encontros do MPES Conecta. Existe uma demanda permanente por melhorias na vida das pessoas, e essa é uma das missões fundamentais do Ministério Público”, afirmou Berdeal.

O dirigente do CACR apresentou os pilares do projeto e sugeriu estratégias para sua viabilização conjunta com o Governo do Estado, como a celebração de Termos de Cooperação Técnica. A proposta visa capacitar as gestões municipais, promovendo o fortalecimento institucional e o estímulo à criação de políticas públicas integradas.

A secretária de Governo, Emanuela Pedroso, elogiou a proposta do MPES e ressaltou que iniciativas com apoio técnico e institucional do Ministério Público são um estímulo para os municípios. “Quando há parceria e acompanhamento por parte do MPES, os gestores municipais se sentem mais motivados a implementar estruturas como conselhos e escritórios sociais”, pontuou.

O Secretário de Estado de Segurança Pública, Leonardo Damasceno, reforçou o compromisso da Sesp com o projeto. “A Secretaria vai apoiar integralmente a proposta. Quanto mais atores se envolvem com a segurança pública, especialmente os municípios, maior é a proteção da população”, afirmou.

Atualmente, segundo dados da Sesp, o Espírito Santo conta com 31 GGIMs em funcionamento. Esses gabinetes são espaços de articulação entre órgãos e instituições locais para o desenvolvimento de ações de segurança pública integradas.

O MPES reafirma seu compromisso com a promoção da segurança e da cidadania, por meio de iniciativas que aproximam o poder público das comunidades e fortalecem o papel dos municípios na prevenção da violência. FONTE MPES

Alexandre de Moraes decide não prender Bolsonaro por descumprimento de cautelar

Alexandre de Moraes decide não prender Bolsonaro por descumprimento de cautelar
Ministro entendeu que a violação foi um ato “isolado”. foto governo federal

 ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse nesta quinta-feira (24) não ter dúvida de que o ex-presidente Jair Bolsonaro violou a proibição de utilizar as redes sociais, mas que o episódio foi pontual e não seria o bastante para decretar a prisão preventiva.

Moraes apontou para publicação do deputado licenciado Eduardo Bolsonaro na rede social Facebook, feita momentos depois de uma ida do ex-presidente ao Congresso, onde Bolsonaro mostrou a tornozeleira eletrônica que foi obrigado a usar e deu declarações à imprensa.

“Na presente hipótese, na veiculação pelas redes sociais de discurso proferido por JAIR MESSIAS BOLSONARO na Câmara do Deputado por seu filho, também investigado, momentos após o acontecimento, constata-se a tentativa de burlar a medida cautelar”, escreveu Moraes.

O ministro reiterou que “não há dúvidas de que houve descumprimento da medida cautelar imposta, uma vez que, as redes sociais do investigado EDUARDO NANTES BOLSONARO foram utilizadas à favor de JAIR MESSIAS BOLSONARO dentro do ilícito modus operandi já descrito”.

No entanto, Moraes afirmou que a violação foi “isolada”, sem notícias de outros descumprimentos. Ele também disse ter levado em consideração as explicações da defesa de Bolsonaro. Os advogados negaram qualquer intenção do ex-presidente de violar medidas cautelares e afirmou que ele “vem observando rigorosamente as regras de recolhimento impostas”.

Burlar proibições

Sobre o alcance das medidas cautelares impostas a Bolsonaro, o ministro esclareceu que em nenhum momento o ex-presidente foi proibido de conceder entrevista ou fazer manifestações públicas, mas que isso não significa que ele possa se valer de situações “pré fabricadas” para que sejam publicadas por terceiros de forma coordenada, burlando a proibição de usar as redes sociais.

“JUSTIÇA É CEGA MAS NÃO É TOLA!!!!!”, exclamou Moraes. O ministro destacou que ser esse o modo de operar típico de milícias digitais que atacam a democracia, coordenar publicações nas redes sociais para disseminar eventuais crimes cometidos por Bolsonaro. 

Soberania nacional 

Moraes acrescentou que tais entrevistas e atos públicos de Bolsonaro são planejados “sempre com a finalidade de continuar a induzir e instigar chefe de Estado estrangeiro a tomar medidas para interferir ilicitamente no regular curso do processo judicial, de modo a resultar em pressão social em face das autoridades brasileiras, com flagrante atentado à Soberania nacional”.

A referência do ministro diz respeito a sanções do governo de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, impostas contra ele próprio e outros sete ministros do Supremo e seus familiares, que tiveram seus vistos de entrada nos EUA canceladas. 

O anúncio de medida foi feito pelas redes sociais pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. O motivo dado foi a suposta violação da liberdade de expressão e dos direitos humanos na condução dos processos sobre a trama golpista bolsonarista. 

Neste mês, Trump também anunciou um tarifaço de 50% sobre todos os produtos brasileiros importados pelos EUA, a se tornar efetiva em 1º de agosto. 

Em carta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, também publicada primeiro nas redes sociais, Trump deu como justificativa central para a medida com o que disse ser uma “caça às bruxas” contra Bolsonaro. 

Inquérito

Bolsonaro e Eduardo são investigados pelo que seria uma tentativa de intimidar o Supremo Tribunal Federal (STF) a arquivar o processo no qual ele é acusado de ter tentado um golpe de Estado para se manter no poder após derrota eleitoral. 

Ao impor medidas cautelares contra Bolsonaro, na última sexta-feira (18), Moraes afirmou que Bolsonaro faz uma “flagrante confissão” dos crimes de coação no curso do processo e obstrução de Justiça, ao dizer que o recuo de Trump do tarifaço está condicionado a uma anistia da trama golpista. 

O ministro apontou que Bolsonaro confessou em juízo ter enviado R$ 2 milhões recebidos numa campanha de arrecadação para que Eduardo se mantenha nos EUA, onde percorre um périplo político para conseguir sanções internacionais contra os ministros do Supremo e o próprio Brasil. 

As medidas cautelares impostas a Bolsonaro foram confirmadas na segunda (21) pela Primeira Turma do Supremo, por 4 votos a 1. Votaram a favor, além do próprio Moraes, os ministros Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin. O ministro Luiz Fux foi o único a divergir, por não ver risco de fuga do ex-presidente. 

*Texto atualizado às 11h08 – agencia brasil