Receita abaixo do previsto impacta investimentos no Espírito Santo

Receita abaixo do previsto impacta investimentos no Espírito Santo

Benicio Costa apresentou relatório das metas fiscais e projetou arrecadação menor em 2026 / Foto: Heloísa Mendonça Ribeiro

Em prestação de contas feita à Comissão de Finanças nesta segunda-feira (20), o secretário de Estado da Fazenda, Benicio Costa, comparou as metas fiscais do Espírito Santo entre os meses de janeiro e agosto de 2024 e 2025. Apesar de bons números “para os parâmetros desse ano”, o gestor fez ressalvas sobre a receita.

“Ela está um pouquinho aquém do que foi o ano passado. O ano passado a gente teve um ‘boom’ nas receitas. Esse ano a receita deu uma caída, muito por conta da conjuntura econômica que a gente vive hoje, principalmente em relação à taxa de juros, que está muito elevada”, considerou.

A receita total líquida teve variação nominal (sem ajuste pela inflação) de 13,2% (R$ 18.417 bilhões x R$ 20.852 bi). Principal fonte de arrecadação, o ICMS aumentou 7% (R$ 962 mi), segundo Benicio Costa, que destacou positivamente o papel do comércio (9,6%) e do café. O principal produto do agro capixaba teve crescimento de 62,9% devido ao alto preço da saca.

Em termos percentuais, as receitas de capitais despontaram como o maior aumento no período, chegando a 137,2% (R$ 621 milhões contra R$ 1.474 bilhão). De acordo com o auditor fiscal, o desempenho se deve ao recebimento de um precatório pago pela União.

Por outro lado, o titular da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz) chamou a atenção para dados negativos, como o segmento industrial, com uma queda de 18,7% no ICMS, “muito puxado por essa alta da taxa de juros”. Além disso, a baixa produtividade do Campo de Jubarte fez com que os royalties e participações especiais despencassem 23,7%.

Despesas e dívidas

Em termos de despesas totais liquidadas de todos os Poderes, a variação nominal acompanhou o movimento da arrecadação no índice de 7,6% (R$ 1.237 bi), passando de R$ 16.332 bi para R$ 17.569 bi. “Crescimento nas despesas bem controlado”, avaliou ele, se descontada a inflação. Os gastos com pessoal subiram 8%.

Entretanto, os investimentos decresceram 7,3% e a explicação para isso, de acordo com o secretário, é a baixa contribuição dos royalties. “Tem muita despesa de investimento vinculada a essa receita”, disse. “Então, como a gente estava tendo perda, é natural que o investimento aqui caia também um pouquinho”, completou.

A dívida consolidada líquida aponta para o menor nível histórico em agosto deste ano desde 2018. O índice chegou a R$ 16.798 bilhões negativos ou -60,1% da Receita Corrente Líquida (RCL). Essa é uma maneira de exemplificar que o caixa cresce mais que o endividamento.

“A gente está com o caixa extremamente positivo pelo fato de ter entrado o direito de Mariana (reconhecimento da dívida que a União tinha com o Espírito Santo)”, explicou.

Sobre os gastos com pessoal no Executivo, os dados apontam para um patamar na casa dos 35% do total da RCL (R$ 27,9 bilhões). O convidado, frisou, entretanto, que é necessário levar em conta ajustes de pessoal feitos recentemente e que terão impacto para os próximos meses.

Já os indicadores de investimento (valores empenhados) evidenciam um cenário de estabilização (R$ 3.318 bi x R$ 3.271 bi). “Nosso nível de investimento está estabilizando em cerca de R$ 4 bilhões”, salientou.

Perguntas

Diante da queda no ICMS da indústria e a conjuntura atual do “tarifaço” norte-americano, o deputado Callegari (PL) perguntou ao convidado se há alguma ação em estudo para promover “alívio fiscal” ao segmento. Como resposta, ouviu que foi publicado nesta segunda o decreto que regulamenta a restituição de créditos para as indústrias afetadas.

Preocupado com a baixa arrecadação nos royalties, o presidente do colegiado de Finanças, Mazinho dos Anjos (PSDB/ES), quis saber sobre as perspectivas na retomada da produção do Campo de Jubarte.

“A gente já tem percebido que a Petrobras tem aumentado sua produtividade aqui no estado do Espírito Santo. Houve uma queda muito grande, foi o que ocasionou essa perda que a gente teve aí de royalties e participação especial, mas agora a Petrobras já tem a produtividade sendo retomada e a nossa expectativa é que essa produtividade se mantenha para o ano que vem”, revelou o chefe da Sefaz.

Arrecadação menor

Mazinho também pediu uma projeção do secretário sobre os níveis de investimento para 2026. “Nossa expectativa para o ano que vem é que se mantenha ali algo em torno de R$ 4 a R$ 5 (bilhões) de investimentos totais”, respondeu Benicio Costa, que aprofundou sua análise.

“Até porque ano que vem a gente está prevendo uma arrecadação um pouco mais tímida. O ano que vem provavelmente será um ano mais restritivo por quê? Justamente por conta desses impactos na nossa economia, principalmente da taxa de juros”, projetou.

“Com isso, nossa arrecadação também vai desempenhar um pouco pior, portanto, a nossa despesa também não pode o ano que vem aumentar tanto”, concluiu.

Também participaram da reunião os deputados Coronel Weliton (PRD)/ES e Delegado Danilo Bahiense (PL/ES) – este em formato virtual. fonte ales

Lote extra de R$ 1,5 bi do abono salarial será pago nesta quarta-feira

Lote extra de R$ 1,5 bi do abono salarial será pago nesta quarta-feira

Trabalhadores com dados corrigidos serão beneficiados, foto Banco Central

Cerca de 1,6 milhão de trabalhadores com inconsistência nos dados enviados pelos empregadores que trabalharam de carteira assinada por pelo menos 30 dias em 2023 e com salário de até dois mínimos receberão um dinheiro extra. O governo federal inicia nesta quarta-feira (15) o pagamento de lote extra de R$ 1,5 bilhão do abono salarial do Programa de Integração Social (PIS) e do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep).

A medida beneficia trabalhadores que ficaram de fora do calendário regular por falhas ou atrasos no envio de informações pelos empregadores à Relação Anual de Informações Sociais (Rais) ou ao e-Social. Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o lote extraordinário foi autorizado pela Resolução Codefat nº 1.013/2025, que permitiu a correção dos dados pelas empresas até 20 de junho.

Os pagamentos variam de R$ 126,50 a R$ 1.518,00, conforme o número de meses trabalhados em 2023, ano-base para o cálculo do benefício. Os recursos ficarão disponíveis para saque até 29 de dezembro de 2025.

Quem tem direito

Está inscrito no PIS/Pasep ou no CNIS há pelo menos cinco anos;

Trabalhou com carteira assinada por, no mínimo, 30 dias em 2023;

Recebeu remuneração média de até dois salários mínimos no período;

Teve seus dados informados corretamente pelo empregador na Rais ou no eSocial;

O lote extra contempla apenas trabalhadores que atendiam aos critérios gerais, mas tiveram as informações corrigidas e reenviadas até junho deste ano.

Não têm direito ao abono salarial

Empregados domésticos;

Trabalhadores rurais e urbanos contratados por pessoa física;

Empregados de pessoa física equiparada a jurídica.

Como consultar se você vai receber

Aplicativo Carteira de Trabalho Digital: basta acessar com CPF e senha do gov.br, ir até a aba “Benefícios” e selecionar “Abono Salarial”;

Central Alô Trabalho (158): atendimento gratuito;

Aplicativos Caixa Trabalhador e Caixa Tem, para trabalhadores da iniciativa privada.

Como será feito o pagamento

Para quem recebe PIS (trabalhadores da iniciativa privada):

Crédito automático para quem tem conta na Caixa Econômica Federal;

Poupança Social Digital acessada pelo Caixa Tem;

Saque com Cartão Cidadão em terminais, lotéricas e correspondentes Caixa Aqui;

Saque presencial nas agências da Caixa com documento de identificação.

Para quem recebe Pasep (servidores públicos e trabalhadores de estatais)

Crédito em conta corrente no Banco do Brasil (BB);

Transferência via TED ou PIX para outras instituições;

Saque presencial nas agências do BB.

Prazo e recursos

O saque pode ser feito até 29 de dezembro de 2025. Quem acredita ter direito, mas não foi incluído no lote, pode registrar recurso diretamente no aplicativo Carteira de Trabalho Digital.

Dúvidas podem ser esclarecidas pelo telefone 158 (Alô Trabalho), pelo e-mail trabalho.uf@economia.gov.br (substituindo “uf” pela sigla do estado) ou nas superintendências regionais do Trabalho. fonte agência brasil

Segunda edição da Feira da Agroindústria Capixaba será em novembro

Segunda edição da Feira da Agroindústria Capixaba será em novembro

Evento organizado pela Ales terá mais de 60 expositores e é vitrine para os agricultores familiares / Foto: Ellen Campanharo

A Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales) realiza, entre os dias 4 e 7 de novembro, a 2ª Feira da Agroindústria Capixaba. O evento, que será gratuito e aberto ao público, tem o objetivo de valorizar os produtos da agricultura familiar e fortalecer o setor agroindustrial capixaba.

A feira vai reunir 60 expositores de todas as regiões do estado e tem expectativa de receber cerca de mil visitantes por dia. A estrutura será montada no estacionamento externo da Ales (avenida Américo Buaiz, 205, Enseada do Suá, Vitória). A iniciativa integra as ações do projeto Arranjos Produtivos, coordenado pela Secretaria da Casa dos Municípios.

Minicursos e palestras

A abertura oficial está marcada para o dia 4 de novembro, às 18 horas. Haverá apresentação da Orquestra Sinfônica Sonore e o workshop “Sabor, Tradição e Inovação: a Jornada da Cervejaria Rústica com o Projeto Arranjos Produtivos”.

Durante os quatro dias, o público poderá participar de palestras, workshops, rodadas de negócios, aulas-show e minicursos, abordando as certificações, o processamento de alimentos, a marca e identidade de produtos e o cultivo sustentável, entre outros temas. 

Entre os destaques estão as aulas-show com o chef Juarez Campos e um barista, além dos minicursos do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) que vão ensinar a preparar pratos com tilápia, bolos, pães, chocolates e cafés especiais.

De acordo com a secretária da Casa dos Municípios da Ales, Joelma Costalonga, o evento é uma grande vitrine para o trabalho dos agricultores familiares. “A feira mostra o resultado de um trabalho coletivo, que leva conhecimento, visibilidade e renda para quem vive da agricultura familiar. É um espaço de celebração e de fortalecimento das agroindústrias capixabas”, afirmou.

Rodada de negócios

Joelma ressaltou ainda a importância da Rodada de Negócios, que será promovida pelo Sebrae no dia 7 de novembro. “É um momento único em que se oportuniza o encontro entre fornecedores e compradores, principalmente aqueles que estão inseridos nos Arranjos Produtivos. Essa troca é essencial para ampliar mercados e consolidar parcerias”, destacou.

Além de divulgar e comercializar seus produtos, os expositores da feira têm a oportunidade de ampliar parcerias e conquistar novos mercados. Para os visitantes, o evento também representa um momento importante de integração, aproximando o campo da cidade e valorizando os sabores e saberes do Espírito Santo.

A primeira edição do evento, realizada em 2024, destacou-se pela valorização dos produtos artesanais e divulgação do trabalho das agroindústrias legalizadas. Este ano, a expectativa é ampliar os resultados, reafirmando o compromisso da Assembleia Legislativa com o desenvolvimento sustentável do campo capixaba. fonte ales

ES se consolida como 4º maior produtor de abacate do Brasil e dobra valor da produção em um ano

ES se consolida como 4º maior produtor de abacate do Brasil e dobra valor da produção em um ano

 Espírito Santo se consolidou em 2024 como o quarto maior produtor de abacate do Brasil, responsável por 7,9% da produção nacional.

O cultivo de abacate vem ganhando força no Espírito Santo, impulsionado pelo crescimento do consumo de alimentos saudáveis e pela expansão das áreas produtivas no Estado. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Espírito Santo se consolidou em 2024 como o quarto maior produtor de abacate do Brasil, responsável por 7,9% da produção nacional.

Ao todo, no ano passado, foram colhidas 33.735 toneladas da fruta, resultado de uma área cultivada de 1.344 hectares, o que representa crescimento de 18,2% na área e 14,1% na produção em relação ao ano anterior.

O secretário de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca, Enio Bergoli, destacou a relevância econômica e social do cultivo de abacate no Estado.

“O abacate cultivado no Espírito Santo abastece o mercado interno e também é exportado, contribuindo para as economias local e nacional. Atualmente, o Estado conta com 572 estabelecimentos rurais com produção de abacate, dos quais 69% são da agricultura familiar. Em 2024, exportamos 71,1 toneladas, gerando US$ 96 mil em divisas apenas entre janeiro e agosto. No ano passado, foram 100 toneladas exportadas, que renderam US$ 238,8 mil. Os principais destinos são França e Espanha, responsáveis por 36,5% e 17,8% das divisas, respectivamente”, destacou Enio Bergoli.

O desempenho econômico também impressiona. O Valor Bruto da Produção (VBP) do abacate capixaba ultrapassou R$ 88,7 milhões em 2024, registrando alta de 106% em comparação a 2023, quando o valor era de R$ 43 milhões. Esses números reforçam a importância crescente da cultura na diversificação e fortalecimento da fruticultura capixaba.

De acordo com a Gerência de Dados e Análises da Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag), o Espírito Santo ficou atrás apenas de São Paulo (37,8%), Minas Gerais (31,7%) e Ceará (10,6%) no ranking nacional.

Produção por municípios

A produção capixaba de abacate é distribuída entre 31 municípios, com destaque para a Região Serrana. Venda Nova do Imigrante lidera o ranking estadual, respondendo por 46,2% da produção, com 15.600 toneladas. Em seguida vem Marechal Floriano com 4.500 toneladas (13,3%), Vargem Alta com 2.800 toneladas (8,3%) e Castelo com 2.400 toneladas (7,1%). Outros 27 municípios completam o mapa produtivo com volumes menores, consolidando o abacate como uma cultura em franca expansão no Espírito Santo.

FONTE E FOTO Seag

Tributos nos presentes de Dia das Crianças podem chegar a 65% do valor final

Tributos nos presentes de Dia das Crianças podem chegar a 65% do valor final

Levantamento aponta que produtos importados como tênis, iPad e smartphones concentram as maiores cargas tributárias, enquanto itens nacionais e essenciais têm percentuais entre 31% e 47%. foto Envato

Presentear as crianças neste 12 de outubro vai exigir planejamento. Segundo levantamento do advogado tributarista Samir Nemer, com base em dados do site Impostômetro, os impostos embutidos nos principais itens procurados para a data podem chegar a 65% do valor final.

A lista de presentes dos pequenos mostra que o custo da diversão é alto. Enquanto um tênis importado tem 65,71% de impostos, um iPad e um smartphone vindos de outros países chegam a 63,18% e 62,46%, respectivamente.

“Produtos importados acumulam o imposto de importação além dos tributos tradicionais como IPI, ICMS, PIS e Cofins. Com o dólar valorizado, o preço final desses itens cresce ainda mais. Optar por produtos da indústria nacional pode representar economia significativa para as famílias”, explica Nemer, que é mestre em Direito Tributário e sócio do escritório FurtadoNemer Advogados.

A diferença entre produtos nacionais e importados é expressiva. O tablet fabricado no Brasil tem 47,90% de impostos. Já o smartphone nacional conta com 36,55% de tributos, quase metade do cobrado no produto estrangeiro.

Entre os brinquedos e artigos esportivos, os jogos de videogame têm 58,46% de impostos, o PlayStation, 51,46%, mochilas, 41,20%, enquanto bicicletas têm 40,28%. Itens como patinetes, carrinhos e bonecas chegam a 39,52%.

Já os produtos essenciais apresentam tributação mais moderada e lideram a preferência das famílias. Roupas têm 34,58% de tributos, tênis nacional, 36,02% e chinelo, 31,09%. Pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) confirma essa tendência: roupas e calçados estão no topo da intenção de compra (43%), seguidos por bonecas (36%) e jogos educativos (26%).

Esse comportamento também se reflete no Espírito Santo, onde a expectativa é movimentar R$ 201,6 milhões, o maior volume desde 2008, segundo o Connect Fecomércio-ES – análise feita com dados da Confederação Nacional do Comércio (CNC). Ainda de acordo com o Connect Fecomércio-ES, o setor de vestuário e calçados deve responder por 32,6% das vendas do período, seguidos por utilidades domésticas e eletroeletrônicos (23,4%), além de perfumarias (20,9%).

Advogado Samir Nemer, foto Fábio Nunes)

Para Nemer, o comportamento do consumidor indica um movimento de busca por equilíbrio entre necessidade e custo. “Produtos essenciais, como roupas e calçados, costumam ter tributação menor, o que naturalmente influencia na decisão de compra das famílias”, analisa.

O advogado tributarista reforça que conhecer a composição dos impostos é fundamental para decisões conscientes de compra. “Quanto maior o percentual de impostos, mais caro fica o produto. A sociedade precisa ter clareza sobre o que paga e cobrar dos governantes o retorno adequado em serviços públicos”, afirma.

Principais presentes do Dia das Crianças e suas cargas tributárias:
Tênis importado – 65,71%
iPad importado – 63,18%
Smartphone importado – 62,46%
Jogos de videogame – 58,46%
PlayStation – 51,46%
iPad nacional – 47,90%
Piscina de plástico – 45,90%
Skate e prancha de surfe – 46,38%
Patins e bola de futebol – 44,46%
Mochila – 41,20%
Bicicleta – 40,28%
Computador/notebook – 40,15%
Patinete, carrinho, boneca e demais brinquedos – 39,52%
Boné – 36,98%
Ursos de pelúcia – 36,98%
Smartphone nacional – 36,55%
Violão – 36,50%
Tênis nacional – 36,02%
Teclado – 35,78%
Guitarra e bateria – 34,58%
Bermuda e camisa – 34,58%
Calça jeans – 34,10%
Chinelo – 31,09%
Ingressos para teatro e cinema – 27,10%
Hospedagem em hotel – 25,90%
Passagem aérea – 22,10%

Fonte: Levantamento do advogado tributarista Samir Nemer, com dados do site Impostômetro. e texto Kelly Kalle

Brasileiros têm R$ 10,4 bilhões em valores esquecidos para resgatar

Brasileiros têm R$ 10,4 bilhões em valores esquecidos para resgatar

Recursos podem ser consultados e resgatados apenas no site oficial. foto banco central

Mais de 53 milhões de pessoas e empresas têm R$ 10,46 bilhões em valores esquecidos em instituições financeiras, informou nesta terça-feira (7) o Banco Central (BC). Desse total, R$ 8,08 bilhões pertencem a 48,4 milhões de pessoas físicas, enquanto R$ 2,37 bilhões estão em nome de 4,56 milhões de empresas.

Divulgadas com dois meses de defasagem pelo BC, as estatísticas do Sistema de Valores a Receber (SVR), referem-se a agosto de 2025. Esses recursos podem ser consultados e resgatados exclusivamente pela página valoresareceber.bcb.gov.br, que exige conta nível ouro ou prata e verificação em duas etapas no Portal Gov.br.

Segundo o BC e o Ministério da Fazenda, não há prazo limite para o saque dos valores, que permanecem guardados nas instituições até que o titular solicite o resgate. Em 2024, o Congresso autorizou o Tesouro Nacional a recolher os recursos, mas o Ministério da Fazenda afirma que o processo não está em andamento.

Apenas em agosto, os resgates somaram R$ 396,7 milhões. Desde o lançamento do sistema, em fevereiro de 2022, R$ 11,74 bilhões foram devolvidos. Desse total, 30,3 milhões de pessoas físicas recuperaram R$ 8,66 bilhões, e 3,2 milhões de empresas receberam R$ 3,08 bilhões.

Pequenos valores

A maior parte dos beneficiários tem direito a quantias baixas. De acordo com o BC, 64% dos correntistas possuem valores de até R$ 10, enquanto apenas 1,8% têm montantes acima de R$ 1 mil.

Os valores estão distribuídos principalmente entre bancos (R$ 5,9 bilhões), administradoras de consórcio (R$ 3,1 bilhões) e cooperativas de crédito (R$ 864 milhões). Também há recursos em instituições de pagamento, financeiras, corretoras e distribuidoras.

Entre as origens mais comuns dos valores esquecidos estão contas correntes e poupanças encerradas, tarifas cobradas indevidamente, cotas de cooperativas de crédito, recursos de consórcios encerrados e contas de pagamento com saldo residual.

Resgate gratuito e seguro

O BC reforça que todo o processo de consulta e resgate é gratuito e deve ser feito apenas pelo site oficial do Sistema de Valores a Receber. Quem tem chave Pix cadastrada pode optar pela devolução direta, recebendo o dinheiro em até 12 dias úteis. Quem não possui Pix precisa entrar em contato com a instituição financeira indicada pelo sistema para combinar a forma de pagamento.

No fim de maio, o BC informou que é possível habilitar um pedido automático de resgate de valores a receber, feito no próprio SVR. O processo pretende facilitar a vida do cidadão, que não precisará consultar o sistema periodicamente nem registrar manualmente o pedido de cada valor em seu nome.

Golpes

O Banco Central aconselha o correntista a ter cuidado com golpes de estelionatários que alegam fazer a intermediação para supostos resgates de valores esquecidos, mesmo com a interrupção dos saques. O órgão ressalta que todos os serviços do Valores a Receber são totalmente gratuitos, que não envia links nem entra em contato para tratar sobre valores a receber ou para confirmar dados pessoais.

O BC também esclarece que apenas a instituição financeira que aparece na consulta do Sistema de Valores a Receber pode contatar o cidadão. O órgão também pede que nenhum cidadão forneça senhas e esclarece que ninguém está autorizado a fazer tal tipo de pedido. fonte agência do brasil

Setor de serviços capixaba cresce pelo quinto mês consecutivo

Setor de serviços capixaba cresce pelo quinto mês consecutivo

Movimentação tem aumentado no Espírito Santo devido à demanda por atividades voltadas às famílias, o turismo em alta e a realização de eventos. Segmento teve o melhor resultado em julho da série histórica, desde 2011, foto Freepik.

O setor de serviços segue mostrando sua força no Espírito Santo. Em julho, o volume de serviços registrou crescimento pelo quinto mês consecutivo, atingindo o melhor resultado para o mês desde o início da série histórica, em 2011. A expansão foi puxada, principalmente, pelo aumento da demanda em áreas voltadas às famílias, pelo turismo em alta e pela realização de grandes eventos culturais, religiosos e corporativos no estado, que movimentaram bares, restaurantes, hotéis e o comércio.

As análises são do Connect Fecomércio-ES (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Espírito Santo), com base nos dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em relação a julho de 2024, o Espírito Santo registrou avanço expressivo nos serviços prestados às famílias (8,6%), nos serviços de informação e comunicação (2,4%) e nos de transportes, auxiliares aos transportes e correio (0,7%). O resultado garantiu ao estado o primeiro lugar no ranking brasileiro da variação interanual do volume de serviços prestados às famílias, consolidando o Espírito Santo como protagonista nacional no segmento.

Para André Spalenza, coordenador do eixo Observa do Connect Fecomércio-ES, os números confirmam um movimento positivo de consolidação do setor. “A retomada da confiança dos consumidores, somada à diversificação da oferta turística e ao calendário de eventos, tem favorecido os serviços capixabas. O desempenho acima da média nacional mostra que o estado está conseguindo aproveitar oportunidades e se destacar no cenário brasileiro”, avaliou.

O bom desempenho também reflete o impacto direto do turismo em alta no estado. “O crescimento observado está ligado ao aquecimento do turismo e ao dinamismo de atividades que geram consumo imediato, como alimentação, lazer e transportes. Isso cria um ciclo virtuoso, pois fortalece a economia local, gera empregos e amplia a renda disponível para as famílias”, destacou Spalenza.

Com esse resultado, o Espírito Santo mantém uma trajetória sólida de expansão no setor de serviços em 2025. O cenário é de otimismo, já que a continuidade do crescimento reforça a importância do setor para o desenvolvimento econômico e social do estado, tendo boas expectativas para o restante do segundo semestre.

“O Espírito Santo se mantém competitivo e resiliente, com forte presença nos serviços voltados às famílias e no turismo, criando oportunidades de expansão em atividades de maior valor agregado e experiências qualificadas para a população”, complementou o coordenador.

A pesquisa completa, com os dados detalhados, pode ser acessada no site https://portaldocomercio-es.com.br.

Sobre o Sistema Fecomércio-ES
A Fecomércio-ES integra a Confederação Nacional do Comércio (CNC) e representa 405.455 empresas, responsáveis por 58% do ICMS arrecadado no estado e pelo emprego de 652 mil pessoas. Com mais de 30 unidades, tendo ações itinerantes e presente em todos os municípios capixaba- seja de forma física ou on-line-, o Sistema Fecomércio-ES atua em todo o Espírito Santo. A entidade representa 24 sindicatos empresariais e tem como missão contribuir para o desenvolvimento social e econômico do estado. O projeto Connect é uma parceria entre Fecomércio-ES e Faesa, com apoio do Senac-ES, Secti-ES, Fapes e Mobilização Capixaba pela Inovação (MCI).

Setor de tecidos, roupas e calçados cresce 25% e varejo capixaba se destaca entre os estados da região Sudeste

Setor de tecidos, roupas e calçados cresce 25% e varejo capixaba se destaca entre os estados da região Sudeste

Alta se refere à comparação entre julho de 2024 e de 2025. Movimentação do comércio em geral subiu 4,3% entre janeiro e julho deste ano, taxa 2,5 vezes maior que a brasileira. foto Pexels.

O comércio do Espírito Santo mostrou mais uma vez a sua força. Enquanto grande parte do país enfrenta oscilações, o varejo capixaba segue em ritmo acelerado, sustentado principalmente pelo crescimento expressivo do setor de tecidos, roupas e calçados, que avançou 25,3% em julho deste ano na comparação com o mesmo mês de 2024.

Além disso, no acumulado do ano, entre janeiro e julho, o Espírito Santo registrou alta de 4,3% no volume de vendas do varejo, desempenho mais de 2,5 vezes superior à média brasileira (1,7%) e mais de três vezes maior que o Sudeste (1,3%). Entre os estados da região, Minas Gerais cresceu 1,8% e São Paulo, 1%. Já Rio de Janeiro sofreu retração de 2%.

As análises são do Connect Fecomércio-ES (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Espírito Santo), com base nos dados da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“O Espírito Santo se consolida como líder regional e mostra vitalidade no consumo, mesmo em um cenário de cautela econômica no país”, afirmou André Spalenza, coordenador do eixo Observa do Connect Fecomércio-ES, o Observatório do Comércio.

O índice de volume de vendas do varejo capixaba chegou a 111,2 pontos, o terceiro maior para um mês de julho desde o início da série histórica em 2004, superando até períodos de recuperação econômica como 2022, marcado pelos estímulos pós-pandemia que ampliaram o acesso ao crédito.

No comparativo interanual, julho de 2025 registrou crescimento de 3,7% frente ao mesmo mês de 2024, desempenho que mais que dobrou a média do Brasil (1%) e do Sudeste (0,7%). Segmentos como móveis e eletrodomésticos (15,7%) e farmacêuticos, médicos e de perfumaria (11%) também apresentaram forte alta.

No varejo ampliado, que inclui veículos, motocicletas, partes e peças, materiais de construção e atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo, o Espírito Santo avançou 2,6% no acumulado do ano, enquanto o Brasil (-0,2%) e o Sudeste (-0,6%) encolheram. O destaque foi o atacado especializado em alimentos, bebidas e fumo, que cresceu 28,3% em julho frente ao mesmo mês de 2024 e 24,6% no acumulado do ano (janeiro a julho).

“Os números mostram que o consumo no Espírito Santo tem se apoiado em setores de grande elasticidade, como o vestuário, e em segmentos essenciais, como o atacado de alimentos. Essa combinação contribui para a resiliência do varejo capixaba”, explicou Spalenza.

A manutenção da confiança dos consumidores nos últimos três anos, medida pelo Índice de Intenção de Consumo das Famílias na zona otimista (acima de 100 pontos), também ajudou a sustentar os bons resultados. “Aliado ao desempenho de setores estratégicos, esse ambiente de confiança reforça o papel do Espírito Santo como protagonista no varejo da região”, complementou o coordenador do Eixo Observa do Connect Fecomércio-ES.

A pesquisa completa, com os dados detalhados, está disponível no site portaldocomercio-es.com.br.

Sobre o Sistema Fecomércio-ES
A Fecomércio-ES integra a Confederação Nacional do Comércio (CNC) e representa 405.455 empresas, responsáveis por 58% do ICMS arrecadado no estado e pelo emprego de 652 mil pessoas. Com mais de 30 unidades, tendo ações itinerantes e presente em todos os municípios capixaba – seja de forma física ou on-line –, o Sistema Fecomércio-ES atua em todo o Espírito Santo. A entidade representa 24 sindicatos empresariais e tem como missão contribuir para o desenvolvimento social e econômico do estado. O projeto Connect é uma parceria entre Fecomércio-ES e Faesa, com apoio do Senac-ES, Secti-ES, Fapes e Mobilização Capixaba pela Inovação (MCI). fonte Kelly Kalle – Sistema Fecomércio-ES

81% das empresas brasileiras relatam escassez de profissionais em 2025

81% das empresas brasileiras relatam escassez de profissionais em 2025

; Estudo aponta dificuldade crescente na contratação de profissionais qualificados; trabalho temporário surge como alternativa adotada por empresas; foto Reprodução/Freepik

A escassez de talentos se tornou um desafio global no mercado de trabalho. Em um cenário marcado pela digitalização acelerada e outras transformações estruturais, muitos profissionais ainda enfrentam dificuldades para atender às exigências de qualificação.

Esse foi o foco de um estudo divulgado pelo ManPowerGroup em 2025, que revelou que 74% das empresas no mundo têm dificuldades para encontrar funcionários qualificados. No Brasil, esse índice é ainda mais alto: 81% das companhias relatam o mesmo problema.

A pesquisa também analisou os setores mais impactados e os fatores que contribuem para essa realidade, indicando que a solução está longe de ser imediata.

Pesquisa aponta causas da escassez de talentos

Segundo os responsáveis pelo levantamento, transformações digitais e mudanças demográficas estão tornando os cargos mais complexos. Isso dificulta a adaptação dos candidatos, que muitas vezes não conseguem acompanhar o ritmo das novas exigências do mercado.

Embora o Brasil esteja entre os países mais afetados, nações como Alemanha, Israel e Portugal apresentam índices ainda mais elevados, com escassez próxima de 90%. O avanço do problema em território brasileiro é notável: em 2018, apenas 34% das empresas relatavam essa dificuldade.

Entre os setores mais prejudicados, transporte e logística lideram, com 91% das empresas enfrentando falta de mão de obra qualificada. Finanças, mercado imobiliário, energia e tecnologia da informação (TI) também estão entre os mais afetados.

Geograficamente, São Paulo concentra o maior índice, com 84% das empresas relatando escassez de talentos, seguido por Rio de Janeiro e Minas Gerais. Além disso, a área de TI e Dados é considerada a mais difícil para contratação, acompanhando a média global.

Apesar do cenário, o estudo apontou estratégias adotadas por algumas empresas para minimizar o problema. Cerca de 40% dos empregadores afirmam investir na capacitação dos próprios colaboradores, enquanto 26% buscam contratar em novos polos.

Trabalho temporário ganha força como solução

Em resposta à escassez de talentos e à instabilidade econômica, o modelo de trabalho temporário tem se consolidado no Brasil como uma alternativa. Esse modelo permite que empresas mantenham suas operações e que trabalhadores encontrem uma porta de entrada para o mercado formal.

Entre abril e junho de 2025, mais de 630 mil vagas temporárias foram abertas no país, crescimento de 5% em relação ao mesmo período do ano anterior. Além disso, datas comemorativas e setores como indústria, agronegócio e e-commerce aumentam a demanda.

Regulamentado pela Lei 6.019/74, o trabalho temporário garante direitos como salário proporcional, férias e 13º salário, além de oferecer segurança jurídica e redução de custos operacionais para as empresas contratantes.

O modelo também contribui para a inclusão no mercado de trabalho, sobretudo entre jovens e pessoas com pouca experiência. Hoje, metade das vagas temporárias é ocupada por mulheres, demonstrando avanços em termos de equidade de gênero.

Com boas perspectivas para o segundo semestre, o trabalho temporário tende a se consolidar como um motor da economia nacional. No cenário atual, essa modalidade pode oferecer às empresas maior flexibilidade e agilidade nos processos de contratação. Fonte Alan Santana – jornalista

Banco Central prevê crescimento de 1,5% para o PIB em 2026

Banco Central prevê crescimento de 1,5% para o PIB em 2026

Projeção revisada para este ano é 2%. foto  FABIO RODRIGUES-POZZEBOM/ AGÊNCIA BRASIL

O Banco Central (BC) divulgou, nesta quinta-feira (25), a projeção de crescimento de 1,5% para o Produto Interno Bruto (PIB – soma de todos os bens e serviços finais produzidos por um país, estado ou cidade) em 2026. A instituição também revisou a projeção para 2025, passando de um crescimento de 2,1% para 2% ao final deste ano. Os dados fazem parte do Relatório de Política Monetária referente ao terceiro trimestre de 2025.

relatório apresenta as diretrizes das políticas adotadas pelo Comitê de Política Monetária (Copom) e avalia a evolução recente e as perspectivas da economia, especialmente as projeções de inflação.

O BC afirma que mantém a expectativa de continuidade da moderada atividade econômica ao longo do segundo semestre de 2025 e que essa tendência deve se estender para 2026. Por conta de fatores como os efeitos, ainda incertos, do aumento das tarifas de importação pelos Estados Unidos, mas também de prognósticos mais favoráveis para a agropecuária e para a indústria extrativa, o BC revisou a projeção de crescimento de 2,1% do PIB apresentada no último relatório, de junho, para 2% em 2025.

Já para 2026, a expectativa é de manutenção da política monetária em campo restritivo e baixo nível de ociosidade dos fatores de produção, de desaceleração da economia global e ausência do impulso agropecuário observado em 2025. Por conta desses fatores, o crescimento deverá ser inferior ao deste ano, chegando a 1,5%.

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Inflação

O BC ressalta que a inflação no Brasil segue acima da meta e que esse cenário deverá se manter, conforme a pesquisa Focus, tanto em 2025 quanto em 2026, quando deverá chegar, respectivamente, a 4,8% e 4,3%.

A projeção divulgada no Relatório de Política Monetária é que apenas no primeiro trimestre de 2027, ela se aproxime do centro da meta, chegando a 3,4%. A meta estipulada pelo Conselho Monetário Nacional (CNM) é 3%, com intervalo de tolerância de menos 1,5 ponto percentual e mais 1,5 ponto percentual, isto é, de 1,5% a 4,5%.

Crédito

projeção para o crescimento do saldo do crédito ofertado tanto para pessoas físicas quanto para empresas em 2025 aumentou, de acordo com o relatório, de 8,5% para 8,8%. Esse aumento é puxado principalmente pelo desempenho acima do esperado do crédito direcionado às empresas. Já para 2026, o crescimento desse saldo deverá ser menor, de 8%, apresentando uma redução no crescimento tanto do crédito a pessoas físicas como no de pessoas jurídicas.

Emprego

Outro destaque do relatório é o emprego. A análise mostra que o mercado de trabalho continua aquecido e a taxa de desocupação nos últimos meses foi menor do que a esperada pela instituição. A taxa de desemprego em agosto foi 4,3%. Na análise do BC, ainda historicamente baixa e próxima da faixa de oscilação dos últimos doze meses e do nível de equilíbrio estimado.

De acordo com o relatório, a geração de empregos com carteira desacelerou, mas continua forte. Segundo dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), dessazonalizados pelo BC, foram gerados em média 113 mil empregos por mês no trimestre maio-julho, abaixo da média de 165 mil verificada no trimestre anterior. A desaceleração foi mais significativa na construção civil e na indústria de transformação.

O BC afirma, no entanto, que apesar do arrefecimento no último trimestre, a geração líquida de empregos permanece em patamar historicamente elevado: no acumulado do ano até julho atingiu 1,34 milhão, apenas 148 mil postos abaixo do verificado no mesmo período de 2024.

O rendimento médio do trabalho medido pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – Pnad Contínua mantém crescimento alto em termos reais. No trimestre encerrado em julho, a variação acelerou para 1%, ante 0,6% no trimestre anterior, impulsionada pelos ganhos entre trabalhadores informais.

Atuação do Banco Central

Diante dos indicadores apresentados, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, avalia que a política monetária conduzida pela instituição está no caminho “que deve ser feito”, como afirmou em coletiva de imprensa após a divulgação do relatório, no final da manhã desta quinta. 

“A gente vem renovando a mínima sobre desemprego, de maneira sucessiva. O mercado trabalho vem mostrando bastante resiliência, com desemprego na mínima histórica e renda na máxima histórica”, diz o presidente.

E acrescenta: “Para a gente, o pior cenário que existe para o trabalhador, aquele com a maior queda de renda do trabalho, é quando a gente tem uma inflação elevada. Então, é importante que essa boa performance que se viu nos últimos anos da atividade econômica e do mercado de trabalho seja preservada, preservando a renda do trabalhador. Como é que você preserva a renda do trabalhador? Colocando a inflação na meta, permitindo que ele tenha uma inflação baixa, uma inflação não seja um tema na vida das pessoas.”

Com o argumento, Galípolo defendeu a decisão do Copom de manter a taxa básica de juros da economia (Selic) em 15%. A taxa é considerada alta pelo governo. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, espera que o cenário seja melhor em 2026 e que possa haver uma queda na taxa. 

A Selic é o principal instrumento do Banco Central para alcançar a meta de inflação. Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter o impulso que a demanda aquecida provoca no aumento de preços. Os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança, freando a atividade econômica. Quando a taxa Selic é reduzida, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

“O papel do, do banqueiro central é um pouco mais difícil do que de outras autarquias e secretarias, porque às vezes ele tem que desagradar um pouquinho, né?”, comentou Galípolo, que reforçou que os indicadores de emprego e salário reforçam que a atuação do BC tem sido acertada: “Dá mais convicção de que o caminho é esse mesmo e é o que deve ser feito”.

fonteMARIANA TOKARNIA – REPÓRTER DA AGÊNCIA BRASIL