9 Ferramentas e técnicas para evitar contratações erradas

9 Ferramentas e técnicas para evitar contratações erradas

Algumas estratégias durante o recrutamento podem ajudar a reduzir falhas na contratação e formar uma equipe mais estável na empresa. Foto: Reprodução/Freepik

A insatisfação com novas contratações é uma realidade comum em muitas empresas brasileiras. Os erros nos processos seletivos ainda são um desafio, mas podem ser reduzidos com novas abordagens.

Um levantamento da Robert Half revelou que cerca de 40% dos líderes empresariais no Brasil já realizaram ao menos uma contratação equivocada, fator que contribui para a alta rotatividade no país, o maior do mundo nesse aspecto.

Diante desse cenário, é importante adotar técnicas que auxiliem na escolha dos profissionais mais adequados, garantindo uma equipe bem integrada e adaptada à rotina corporativa.

Principais fatores que levam a erros na contratação

A pesquisa também identificou os equívocos mais comuns cometidos pelos líderes durante a seleção de candidatos. Entre os principais, destacam-se:

  • Focar apenas nas habilidades técnicas e não considerar as comportamentais(68%);
  • Conduzir o processo seletivo com pressa, sem a devida análise dos candidatos (65%);
  • Escolher candidatos que não atendem aos requisitos da vaga (54%);
  • Priorizar qualidades emocionais e deixar de lado as competências técnicas, o que também pode levar a erros (50%);
  • Avaliar de forma inadequada referências e experiências em outros empregos (49%).

Nesse sentido, a maioria desses problemas pode ser evitada com um recrutamento bem estruturado, que leve em conta tanto as competências técnicas quanto os aspectos comportamentais.

Técnicas para evitar erros na contratação

Para tornar o processo seletivo mais eficaz, vale a pena seguir essas práticas para avaliar todos os aspectos necessários dos candidatos. Seguir estratégias bem definidas pode ajudar a evitar contratações equivocadas e fortalecer a equipe.

Faça um recrutamento inteligente

O recrutamento com inteligência comportamental dá atenção igual às qualidades técnicas e comportamentais do candidato. Dessa forma, a empresa consegue avaliar melhor o alinhamento com a cultura organizacional, no que diz respeito a valores e crenças.

Ao levar em conta a personalidade e os valores do candidato, a empresa diminui erros no processo seletivo e aumenta as chances de reter talentos, pois contrata profissionais competentes e totalmente adaptados à rotina.

Tenha um perfil bem definido para a vaga

Antes de iniciar o processo, o RH precisa ter clareza sobre o perfil ideal para a posição. Isso inclui definir requisitos técnicos, competências comportamentais e alinhamento com a rotina da empresa.

Um erro comum é focar apenas na experiência, sem considerar aspectos como capacidade de adaptação e colaboração. Essa etapa auxilia na filtragem de candidatos e aumenta as chances de encontrar um profissional compatível com as expectativas.

Seja claro na descrição da vaga

Uma descrição de vaga detalhada e transparente ajuda a atrair candidatos mais alinhados ao cargo. Informar apenas requisitos genéricos pode resultar na seleção de profissionais inadequados.

Dessa forma, uma dica é definir responsabilidades, requisitos, benefícios e diferenciais da posição. Além disso, é recomendável incluir detalhes sobre o ambiente de trabalho, modelo de contratação e possibilidades de crescimento na empresa.

Dê atenção para as entrevistas

As entrevistas são uma etapa essencial no processo seletivo, pois permitem avaliar além do currículo. Para isso, é necessário elaborar perguntas que explorem tanto as competências técnicas quanto as habilidades comportamentais do candidato.

Entender a trajetória profissional, desafios enfrentados e expectativas futuras ajuda a analisar se o perfil está alinhado. O recrutador deve conduzir a entrevista de maneira estruturada, garantindo que todos os candidatos sejam avaliados com os mesmos critérios.

Faça o processo com uma visão neutra

Os recrutadores precisam estar atentos para evitar  preferências pessoais ou estereótipos durante a escolha. Criar uma estrutura de avaliação objetiva, com critérios bem definidos, ajuda a minimizar interferências subjetivas.

Aplicar testes padronizados e contar com mais de um avaliador nas entrevistas são estratégias que reduzem esse tipo de viés. A diversidade dentro da equipe de recrutamento também colabora para um processo mais equilibrado.

Tenha foco nas soft skills

As habilidades comportamentais são tão importantes quanto as técnicas na escolha de um profissional. Comunicação, inteligência emocional, trabalho em equipe e capacidade de resolução de problemas são aspectos que podem ser considerados.

Muitas empresas erram ao priorizar apenas conhecimentos técnicos, sem avaliar como o candidato se encaixa na equipe. Testes de personalidade, dinâmicas de grupo e entrevistas estruturadas ajudam a identificar essas competências.

Tenha um programa de integração

Um programa de integração bem estruturado reduz o tempo de aprendizado e melhora o engajamento do profissional. Apresentar a cultura da empresa, seus valores e expectativas logo nos primeiros dias facilita a adaptação.

Além disso, a criação de um plano de acompanhamento permite identificar dificuldades e oferecer suporte adequado. Envolver a equipe nesse processo torna a recepção mais acolhedora e eficiente, com treinamentos iniciais para esclarecer dúvidas.

Aproveite testes e métricas

O uso de métricas no processo seletivo permite decisões mais embasadas. Além disso, avaliações técnicas e comportamentais ajudam a medir o potencial dos candidatos de maneira objetiva.

Ferramentas de análise de perfil e testes de aptidão são exemplos para garantir uma triagem mais precisa. Monitorar esses dados também possibilita identificar padrões de sucesso em contratações anteriores.

Não tenha pressa

A pressa no processo seletivo pode resultar em contratações inadequadas. Dedicar tempo suficiente para avaliar os candidatos reduz o risco de erros, e contratar por urgência pode levar à escolha de profissionais desalinhados com as necessidades da empresa.

O ideal é seguir todas as etapas do processo seletivo com atenção e critério. Análises superficiais afetam a qualidade da contratação e aumentam a taxa de turnover. Além disso, a pressa pode fazer com que pontos importantes sejam negligenciados.

Com essas estratégias, é possível reduzir bastante a rotatividade da equipe. Além de aumentar a produtividade, a retenção de talentos contribui para o orçamento da empresa e cria um ambiente mais engajado a longo prazo. Fonte jornalista Alan Santana

Volkswagen do Brasil inicia importações pelos portos do Espírito Santo

Volkswagen do Brasil inicia importações pelos portos do Espírito Santo

Volkswagen do Brasil, que passa a fazer suas importações pelo nosso Espírito Santo. foto portal do portuário

A Volkswagen do Brasil é mais uma gigante do setor automotivo a utilizar a infraestrutura portuária do Espírito Santo para importar veículos ao mercado brasileiro. A primeira operação foi realizada nesta segunda-feira (31), pelo Porto de Vila Velha, com o desembarque de 32 unidades do SUVW Taos vindas da unidade Volkswagen de General Pacheco, na Argentina. O próximo desembarque está previsto para maio, também do modelo Taos.

“A vinda de uma grande empresa como a Volkswagen do Brasil, que passa a fazer suas importações pelo nosso Espírito Santo, é fruto da capacidade empreendedora, da vocação, da nossa infraestrutura portuária e da expertise que nós desenvolvemos para o comércio exterior. Temos um bom ambiente de negócios, com regras claras, segurança jurídica e previsibilidade. Um conjunto de instrumentos consolidados de um governo organizado à disposição do mercado, que traz muita competitividade à operação capixaba”, afirmou o vice-governador do Estado, Ricardo Ferraço, que acompanhou o desembarque dos veículos.

Ele prosseguiu: “Esse cenário é muito bem avaliado pelo setor empreendedor e empresarial. Aliando isso à estrutura portuária, à eficiência também dos portos secos, que fazem a distribuição desses veículos para todo o Brasil, e à qualidade da mão de obra do trabalhador capixaba, impulsionamos a importação de veículos, atividade que cresce e continua se expandindo.”

Em 2024, a Volkswagen do Brasil importou 33.597 unidades, que representam crescimento de 22% em relação ao volume importado em 2023 (27.530). A Argentina é o principal parceiro e representou 86% das importações da Volkswagen do Brasil em 2024, com o SUVW Taos (21.594 unidades) e a picape Amarok (7.386), ambos fabricados em General Pacheco. Os demais modelos importados vieram de Puebla, no México: o sedã Jetta (2.633) e o SUVW Tiguan Allpace (1.984).

“A Volkswagen do Brasil é a maior fabricante de automóveis do País, com mais de 25,8 milhões de unidades produzidas. Além do volume fabricado localmente, as importações também são estratégicas para os negócios da marca, contribuindo para que o nosso portfólio seja o mais completo do mercado. O início das operações no Porto de Vitória (ES) é motivo de muito orgulho para a Volkswagen, que amplia sua estratégia logística no País para atender os VW Lovers com ainda mais agilidade e eficiência. Vitória será a porta de entrada de modelos importantes, incluindo volumes do Novo Jetta GLI, produzido no México, que chegará em 2025 ao mercado brasileiro como um dos lançamentos fundamentais da nova ofensiva de 16 lançamentos até 2028”, disse o diretor de Logística da Volkswagen na Região SAM (América do Sul), Fábio Freccia.

O secretário de Estado de Desenvolvimento, Sergio Vidigal, destacou a relevância do desembarque destes veículos. “A chegada deles pelo Espírito Santo é um reconhecimento da nossa infraestrutura e eficiência logística, o que abre portas para novas operações, fortalece a economia capixaba e gera empregos diretos e indiretos no setor portuário e de transportes”, comentou.

“O início das importações da Volkswagen do Brasil pelo Porto de Vitória representa um importante avanço nas operações da marca pela costa brasileira, consolidando um modelo logístico ainda mais eficiente e sustentável. Com a ampliação estratégica das operações portuárias, a Volkswagen aumenta sua capacidade de distribuição, impulsionando o desenvolvimento regional e fortalecendo sua presença no mercado nacional”, declarou o supervisor de Logística da Volkswagen do Brasil, Ricardo Trindade.

Além disso, a chegada dos veículos pelo Espírito Santo traz impactos positivos à estratégia logística nacional da marca, reduzindo a necessidade de longos trajetos terrestres para Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo e sul da Bahia.

“Em um país do tamanho do Brasil, com dimensões continentais, a questão logística é fundamental para qualquer empresa e ter parceiros em Estados estratégicos, como o Espírito Santo, é muito importante à medida em que há uma descentralização das operações da Volkswagen no Brasil em termos de distribuição de veículos. A nova operação beneficia todos os players: o Estado e a economia local, a Volkswagen e os nossos clientes”, afirma Luiz Ricardo de Medeiros Santiago, diretor executivo de Relações Governamentais da Volkswagen do Brasil.

A Volkswagen do Brasil também atua nos Portos de Santos-SP (exportação), Paranaguá-PR (importação e exportação) e Suape-PE (importação). No Porto de Paranaguá, por exemplo, o Grupo Volkswagen é responsável pela operação de um terminal. Em 2024, a Volkswagen movimentou 46.126 veículos, somando exportação e importação, no porto paranaense. Esse volume representou 43,79% das operações de veículos do porto no ano.

Espírito Santo lidera importações no Brasil

Desde o início dos anos 1990 o Espírito Santo se destaca na importação de veículos e, atualmente, é o maior importador de veículos do Brasil. Em 2024 a movimentação apresentou um crescimento recorde com a chegada dos eletrificados vindos da China. Somente em fevereiro de 2025, a chinesa BYD desembarcou 5.524 carros elétricos e híbridos em Portocel, em Aracruz.

(Com informações da Volkswagen do Brasil)- Fonte Léo Júnior Governo/ES

Brasil descarta 4 milhões de toneladas de resíduos têxteis por ano

Brasil descarta 4 milhões de toneladas de resíduos têxteis por ano

No ano passado, cada residência jogou fora 44kg de roupas e calçados – foto Guia Jeans Wear

Cerca de 4 milhões de toneladas de resíduos têxteis são descartados a cada ano pelos domicílios brasileiros. Só no ano passado, cada residência do país descartou em torno de 44 quilos de roupas e calçados. 

O dado foi divulgado pela consultoria internacional S2F Partners, um hub de inteligência especializada em gestão de resíduos e economia circular.

“Ao contrário de outros segmentos que estão encaminhados no processo da coleta seletiva, o setor têxtil precisa incorporar alguma iniciativa nesse sentido”, diz Carlos Silva Filho, sócio da S2F Partners e membro do Conselho da Organização das Nações Unidas (ONU) para temas de resíduos.

Há ainda muitos desafios diante das características desse tipo de resíduo, como o tempo de decomposição de alguns tecidos, que podem levar de cinco a dez anos, e outros que podem demorar centenas de anos para se decompor”, explica. 

Considerando o universo total de descartes, cada brasileiro jogou fora cerca de 382 quilos de materiais em 2023, sendo que a maior parte desses resíduos eram de fração orgânica (45,3%), seguido pelo de resíduos secos (33,6%). Os resíduos têxteis, couros e borrachas representaram 5,6% desse total, somando cerca de 4,6 milhões de toneladas no ano.

Atualmente se estima que o setor têxtil seja responsável por entre 2% e 8% das emissões de gases de efeito estufa em todo o mundo e consuma cerca de 215 trilhões de litros de água de por ano, o que equivale a cerca de 86 milhões de piscinas olímpicas. 

Segundo Silva Filho, a chamada fast fashion, que é a produção em larga escala de roupas com preços baixos e rápida rotatividade, está levando as pessoas a comprar mais, mas usar por menos tempo, com um custo de US$ 460 bilhões por ano. 

“Quando se observa a quantidade de resíduo têxtil descartado nos lares, acende-se a luz vermelha de que é necessário pensar em ações prioritárias de sustentabilidade na linha de produção e no mundo da moda, agregando materiais e processos com mais possibilidades de estender a vida útil e viabilizar o reaproveitamento, mas também uma forma de consumir de forma mais consciente, assim como atuação do poder público de forma a regular o descarte correto desses materiais, sempre com a tentativa máxima de reutilização”, acrescentou o membro do conselho da ONU. AGÊNCIA BRASIL

Arrecadação do Espírito Santo cresce 12,8% em um ano

Arrecadação do Espírito Santo cresce 12,8% em um ano

Benicio Costa ainda destacou o aumento dos investimentos realizados com recursos do tesouro / Foto: Lucas S. Costa

Um crescimento nominal de 12,8% da receita total líquida do Estado de 2023 para 2024. Foi com esse dado que o secretário de Estado da Fazenda, Benicio Suzana Costa, iniciou a sua prestação de contas à Comissão de Finanças da Assembleia Legislativa (Ales), relativa ao terceiro quadrimestre do ano passado, nesta segunda-feira (31). O destaque da receita de R$ 29,2 bilhões fica para a arrecadação de ICMS no período, que foi de R$ 20,8 bilhões.

Fotos da audiência pública

O gestor ressaltou que esse crescimento nominal é um dos maiores do país, colocando o Espírito Santo como referência em responsabilidade fiscal no Brasil. “O Estado do Espírito Santo segue firme no rumo da solidez fiscal. São números sólidos, que fazem com que o nosso Estado, hoje, seja referência nacional em finanças públicas, na parte fiscal”, destacou o convidado.

Despesas

A despesa total do Estado acompanhou o crescimento da receita e teve alta de 12,9% no período analisado, alcançando a quantia de R$ 28,3 bilhões. A maior parte dessa despesa foi gasta com pessoal e encargos, totalizando pouco mais de R$ 12 bilhões. Os gastos com investimentos foram da ordem de aproximadamente R$ 4,5 bilhões em 2024.

Apesar do gasto com pessoal ser de 36,05% da receita corrente líquida, ele ainda está bem abaixo do limite prudencial que é de 46,55%. “Nós podemos ver que o Estado do Espírito Santo segue equilibrado do ponto de vista do gasto com pessoal. Nós tivemos em 2024 um decréscimo, uma economia com gasto de pessoal. Nós saímos de 38,9% da receita corrente líquida em 2023 para 36,05% em 2024”, afirmou. 

Superávit

Quando analisado o resultado nominal da economia do Estado, ou seja, somado o valor das receitas e subtraído o valor das despesas (incluídas as despesas com juros), o Executivo performou bem, superando a meta, que era de um déficit nominal de R$ 3,7 bilhões, apresentando um superávit nominal de pouco mais de R$ 1 bilhão. “Nós tivemos superávit em todas as classificações de resultado do nosso Estado: primário, nominal e orçamentário”, pontuou.

Dívida

A dívida consolidada líquida do Estado também apresentou bons resultados no recorte apresentado pelo secretário. De 2018 até 2024 a dívida teve resultado negativo de -9,76% da receita líquida do Estado. “Só para ressaltar, o limite da dívida dos estados é de até 200% da receita corrente líquida. O estado do Espírito Santo tem crescimento negativo, então isso é algo inédito no país”, avaliou Benicio Suzana Costa. 

“Isso mostra muito a nossa capacidade de investimento, porque o Estado não precisa fazer dívida para poder cumprir suas obrigações, principalmente para realizar seus investimentos. Isso aqui prova que o estado do Espírito Santo tem feito bem o dever de casa e tem feito investimentos com recursos do caixa do tesouro, sem precisar pegar empréstimo, sem ter de contrair dívida”, complementou.

Investimentos

O gráfico de investimentos apresentado pelo gestor também mostra um crescimento significativo, especialmente quando observado a partir de 2022. Em 2021 o Estado investiu R$ 2,29 bilhões, subindo para R$ 4,05 bilhões em 2022, R$ 4,22 bilhões em 2023 e fechando 2024 com R$ 4,5 bilhões.

“Durante os últimos três anos conseguimos manter essa margem superior a R$ 4 bilhões. Vale ressaltar que esses são investimentos feitos com o caixa do tesouro”, explicou.

Metas constitucionais

O Estado também cumpriu a meta constitucional de investimentos na Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Médio (MDE), que era de R$ 5,2 bilhões, sendo que o Executivo investiu R$ 5,4 bilhões. O Estado também superou o limite mínimo constitucional de investimento na remuneração dos profissionais da educação básica, investindo um total de R$ 1,4 bilhão. Em relação às ações e serviços básicos de saúde, o Executivo investiu R$ 3,2 bilhões, superando também o limite mínimo de R$ 2,5 bilhões.

A reunião foi conduzida pelo vice-presidente do colegiado, deputado João Coser (PT) e contou também com a participação dos deputados Mazinho dos Anjos (PSDB), Adilson Espindula (PSD), José Esmeraldo (PDT) e Toninho da Emater (PSB).

Prestação de contas

A prestação de contas é prevista na Lei de Responsabilidade Fiscal (LC 101/2000). Conforme o parágrafo 4º do artigo 9º, o secretário de Estado da Fazenda deve comparecer às casas legislativas para falar sobre o cumprimento das metas fiscais e a trajetória da dívida até o final de maio, setembro e fevereiro – o mesmo vale para o ministro da Fazenda no Congresso Nacional. Por João Caetano Vargas, com edição de Nicolle Expósito  – ales

Sérgio Vidigal:  Governo do Estado quer criar condições favoráveis para novos investimentos e impulsionar o desenvolvimento do ES

Sérgio Vidigal:  Governo do Estado quer criar condições favoráveis para novos investimentos e impulsionar o desenvolvimento do ES

Secretário de Estado de Desenvolvimento, Sérgio Vidigal. Foto: Hélio Filho/Secom

O secretário Sérgio Vidigal assumiu a pasta no lugar de vice-governador Ricardo Ferraço,  (hoje governador em exercício) que esteve à frente da Secretaria de Desenvolvimento (Sedes) desde o início da atual gestão e agora passará a se dedicar exclusivamente às atribuições do cargo de vice. O novo secretário foi vereador, deputado estadual, deputado federal e prefeito da Serra por três mandatos.

A vinda de Sérgio Vidigal traz um aspecto ainda mais relevante para o Governo do Estado pela sua experiência e pelo o que ele já fez na Serra como prefeito. Vidigal reafirmou seu compromisso em fomentar um ambiente favorável ao crescimento econômico, à inovação e à geração de empregos no Estado.

A Sedes é um órgão de natureza substantiva e tem por finalidade propor e implantar projetos que direcionem o desenvolvimento da economia capixaba; fortalecer a economia e a ampliação da renda per capita; coordenar estudos e ações voltados para a elevação do grau de produtividade, competitividade e da qualidade dos bens e dos serviços produzidos no Estado.

Entrevista

afolhaonline.com –  Como o secretário pretende levar mais investimento para o interior do ES?

Secretário Sérgio Vidigal –  O secretário pretende levar mais investimentos para o interior do Espírito Santo fortalecendo a economia capixaba por meio de um trabalho conjunto entre governo, prefeituras e setor empresarial. A estratégia inclui um diálogo aberto e permanente para identificar oportunidades e desafios específicos de cada município. Entre as medidas estão a melhoria da infraestrutura, o adensamento das cadeias produtivas locais, o fomento à inovação e sustentabilidade e a capacitação da mão de obra, garantindo um crescimento econômico sólido e equilibrado em todo o estado.

afolhaonline.com´-  Agenda do desenvolvimento dos municípios do interior será debatida com as classes empresariais?

Secretário Sérgio Vidigal –  Sim, a agenda de desenvolvimento dos municípios do interior será debatida por meio de um diálogo aberto com o setor produtivo, prefeituras e instituições, garantindo que as demandas locais sejam ouvidas e atendidas. O objetivo é fortalecer um bom ambiente de negócios, criando condições favoráveis para novos investimentos e impulsionando o desenvolvimento regional de forma sustentável e integrada.

afolhaonline.com  –  Quais os principais desafios para o governo do ES ao levar desenvolvimento para os municípios e para os empresários?

Secretário Sérgio Vidigal – Os principais desafios para o desenvolvimento do Espírito Santo incluem melhorar a infraestrutura, investir na qualificação da mão de obra e reduzir a burocracia para fortalecer o ambiente de negócios. Além disso, é essencial garantir facilidade de financiamento, promover a sustentabilidade e reforçar a segurança pública, criando condições favoráveis ao crescimento econômico e social.

Fala do secretário: “O Governo do ES tem uma das mais robustas estruturas de incentivos para atrair e fomentar investimentos privados. E uma das metas perseguidas nos últimos anos é justamente a descentralização dos investimentos. Estamos falando dos incentivos fiscais estaduais, o Investe, o Compete, o Gerar. E também de linhas de financiamento com taxas competitivas, sobretudo para a Região Sul. Mas há também os investimentos públicos. Os 78 municípios, sem exceção, recebem significativos investimentos do governo do estado, seja em infraestrutura, assistência social, educação, inovação, etc. Temos uma inovação institucional que é o Fundo Cidades Mudanças Climáticas, dedicado a apoiar projetos dos municípios. O principal desafio, portanto, é fortalecer cada vez mais as gestões públicas municipais. De forma a termos um padrão cada vez melhor, independente do tamanho de cada município, de elaboração de projetos estruturantes e transformadores. E fortalecer ainda mais, o que já é um patrimônio capixaba, o diálogo permanente com a iniciativa privada e o empreendedorismo de todos os recantos de nosso estado”.

Sérgio Vidigal tomou posse como novo secretário de Estado de Desenvolvimento em solenidade realizada no Palácio Anchieta, em Vitória. Participaram da solenidade autoridades estaduais, entre elas, o governador Renato Casagrande, vice-governador Ricardo Ferraço e representantes do setor produtivo. Foto: Hélio Filho/Secom

Lula quer recuperar US$ 6 bilhões do comércio com o Japão

Lula quer recuperar US$ 6 bilhões do comércio com o Japão

Brasil atende exigências para abrir mercado da carne, diz ministro; FOTO RICARDO STUCKERT / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta terça-feira (25), que quer recuperar os US$ 6 bilhões de balança comercial que Brasil e Japão perderam na última década. Lula está em visita ao país asiático e se reuniu com empresários brasileiros ligados à Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) para debater a abertura do mercado japonês ao setor.

“Em 2011, o fluxo da balança comercial entre Brasil e Japão chegou a US$ 17 bilhões e hoje caiu para US$ 11 bilhões. Então, significa que, de pronto, a gente tem US$ 6 bilhões para recuperar nessa minha visita aqui”, disse Lula dirigindo-se aos representantes da associação.

Lula lembrou que é papel do presidente da República abrir as portas, mas as negociações devem ser lideradas pelo setor empresarial. “A gente tem que saber quais são as dificuldades que eles têm com relação ao Brasil e aí nós sabemos o que fazer para melhorar, se a gente quer vender e também comprar. Eu espero que a gente consiga convencer o Japão das coisas que o Brasil tem de bom para negociar”, acrescentou.

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, lembrou que o processo de negociação para exportar a carne bovina brasileira para o Japão vem sendo conduzido há mais de 20 anos. O último protocolo já está há cinco anos sendo debatido.

“Vamos trabalhar, então, para que ele caminhe agora para finalização e a abertura desse mercado tão importante. Isso vai garantir mais competitividade aos nossos empresários para fazer com que a carne brasileira ganhe espaço no mundo e também seja mais competitiva no mercado interno”, destacou.

Livre de aftosa

Para Fávaro, o objetivo principal é avançar na abertura para a carne bovina brasileira, mas outros mercados devem se beneficiar.

“É um mercado importante, remunerador, que a nossa indústria das carnes está apta a atender as exigências sanitárias e também comerciais feitas pelo Japão”, disse o ministro.

“O ajuste nos protocolos sanitários de aves e também o reconhecimento do Brasil livre de febre aftosa sem vacinação para mais alguns estados amplia também o mercado de carne suína, muito importante para o Brasil”, acrescentou.

Em maio de 2024, o Brasil se tornou livre de febre aftosa sem vacinação animal. A homologação do novo status sanitário deve ocorreu em maio deste ano, durante a assembleia-geral da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA).

Atualmente, no Brasil, somente os estados de Santa Catarina, do Paraná, Rio Grande do Sul, Acre, de Rondônia e partes do Amazonas e de Mato Grosso têm o reconhecimento internacional de zona livre de febre aftosa sem vacinação pela OMSA. A ampliação para o restante do território abre caminho para que o Brasil possa exportar carne bovina para países como Japão e Coreia do Sul, por exemplo, que só compram de mercados livres da doença sem vacinação.

A carne é o quarto principal item da pauta de exportações brasileira, atrás apenas da soja, do petróleo bruto e minério de ferro. 

Falando em nome dos produtores, o pecuarista e presidente da Friboi, Renato Costa, afirmou que essa é uma conquista importante para o setor. “Com essa visita, agora, as coisas começam a andar, sim”, destacou. “Estamos bastante confiantes, é um mercado importante, é o terceiro maior mercado importador”, lembrou.

Costa garantiu que não haverá prejuízos para o mercado interno e explicou que, de toda a produção nacional, apenas 30% são exportados. “Com o crescimento do nosso rebanho e acesso ao mercado, isso também dá sustentabilidade para a cadeia como um todo. Então, vejo que é bom para a indústria, para o produtor, para o país”, disse.

Gripe aviária

O ministro Carlos Fávaro lembrou ainda que, nos últimos dois anos, o Brasil abriu 344 novos mercados em todo o mundo para produtos agrícolas e também destacou o esforço para impedir a chegada da gripe aviária. Também houve mudança de protocolo sanitário para aves, visando às exportações.

“A mudança de protocolo é algo que vai trazer a regionalização em nível municipal. Se um município tiver, tanto na criação de subsistência ou em plantas comerciais, gripe aviária, fica restrito o mercado só para aquele município e não para o restante do país. É um avanço, mas também uma segurança para o próprio povo japonês, já que o Brasil é o maior fornecedor de carne de frango para o Japão”, disse.

Apesar dos registros de casos em aves silvestres e de subsistência, em 2023 e 2024, a avicultura comercial brasileira permanece com o status de país livre da H5N1, conforme o protocolo da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA).

“A gripe aviária tomou conta de todos os continentes e o Brasil é um dos pouquíssimos países do mundo que não tem gripe aviária nos seus planteis comerciais, garantindo o suplemento de quase 40% da carne de frango consumida no mundo ser brasileira”, destacou o ministro. FONTE ANDREIA VERDÉLIO – REPÓRTER DA AGÊNCIA BRASIL

Haddad sai em defesa de arcabouço fiscal e se compromete com metas

Haddad sai em defesa de arcabouço fiscal e se compromete com metas

  Segundo ministro, fala sobre “mudar os parâmetros” foi distorcida. Foto FABIO RODRIGUES-POZZEBOM/ AGÊNCIA BRASIL

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, saiu em defesa do arcabouço fiscal nesta segunda-feira (24), após uma declaração em evento promovido pelo jornal Valor Econômico provocar oscilações no dólar. Em postagem na rede X, o ministro comprometeu-se com o cumprimento das metas atuais do marco fiscal.

“Estão tentando distorcer o que falei agora em um evento do Valor. Disse que gosto da arquitetura do arcabouço fiscal. Que estou confortável com os seus atuais parâmetros. E que defendo reforçá-los com medidas como as do ano passado. Para o futuro, disse que os parâmetros podem até mudar, se as circunstâncias mudarem, mas defendo o cumprimento das metas que foram estabelecidas pelo atual governo”, postou o ministro.

Ao discursar no evento, no início da manhã, Haddad citou a possibilidade de mudanças nos parâmetros do arcabouço fiscal. Ele ressaltou que as alterações só viriam num cenário que combinasse queda da Taxa Selic (juros básicos da economia), inflação sob controle e estabilidade na dívida pública.

“Quando você estiver numa situação de estabilidade da dívida/PIB, se você tiver uma Taxa Selic mais comportada e uma inflação mais comportada, você vai poder mudar os parâmetros [do arcabouço]. Na minha opinião, não deveríamos mudar a arquitetura”, declarou Haddad.

A fala provocou alvoroço no início das negociações no mercado financeiro. O dólar chegou a R$ 5,77 por volta das 9h45, mas desacelerou e estabilizou-se em R$ 5,73 após a postagem do ministro na rede X. Durante a tarde, a moeda norte-americana voltou a subir para R$ 5,75 após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar que pretende impor uma tarifa adicional de 25% sobre os países que comparem petróleo da Venezuela.

O arcabouço fiscal estabelece meta de déficit primário zero para 2025 e superávit primário de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026, 0,5% em 2027 e 1% em 2028. Em todos os anos, com margem de tolerância de 0,25 ponto percentual para mais ou para menos. O superávit primário representa a economia de recursos para pagar os juros da dívida pública.

Além da meta de resultado primário, o arcabouço tem um limite de gastos, que prevê o crescimento real (acima da inflação) das despesas em 70% do crescimento real das receitas no ano anterior, dentro de uma trilha entre 0,6% e 2,5% de expansão, descontada a inflação. WELLTON MÁXIMO – REPÓRTER DA AGÊNCIA BRASIL

Ales e Federação da Agricultura assinam termo de cooperação

Ales e Federação da Agricultura assinam termo de cooperação

Deputados estaduais com representantes da Faes, do governo e setores do agronegócio capixaba / Foto: João Caetano Vargas

Deputados participaram nesta segunda-feira (24) de um encontro em Vitória com representantes do agronegócio capixaba, promovido pela Federação da Agricultura e Pecuária do Espírito Santo (Faes). O presidente Marcelo Santos (União) e demais deputados assinaram um termo de colaboração técnica entre a Assembleia Legislativa (Ales) e a Faes. Dentre as propostas do acordo está a criação do “Agrolegis”, uma ferramenta que está sendo desenvolvida para monitorar projetos de lei relacionados ao agro no Espírito Santo.

“Nós temos ferramentas tecnológicas que colocaremos à disposição da Federação da Agricultura, para que vocês possam, junto conosco, aprimorar ainda mais a atividade do parlamentar, que nada mais é que a representação de demandas que ele recebeu pelo Estado afora”, explicou o presidente do Legislativo capixaba.

Faes

O presidente da Faes, Júlio Rocha, falou sobre a importância do setor, responsável por cerca de 30% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual, para a economia capixaba. “Nós estamos na vitrine, com a ajuda do Poder Legislativo, Judiciário, Executivo, eu descobri que nós podemos dobrar a resplandecência dessa vitrine, porque tem muita coisa por fazer e nós só vamos conseguir êxito se estivermos juntos”, afirmou.

“Nós estamos desde sempre buscando inteligência artificial, tecnologia de ponta e todos estão remando na mesma direção. Isso nos motiva muito, e a gente sabe que o Espírito Santo vai despontar cada vez mais, aumentando a sua significância no cenário nacional e internacional”, complementou o presidente da entidade que representa os produtores rurais capixabas.

Executivo

O secretário de Estado da Agricultura, Enio Bergoli, destacou a geração de emprego e renda e também falou sobre a exportação de produtos. “O agro do Espírito Santo é muito importante para a geração de emprego e renda, e dá dinamismo para outros segmentos no interior, como por exemplo para o comércio e para a indústria. Nós precisamos de parcerias como essa da Faes com a Assembleia Legislativa no sentido de garantir uma legislação, um aparato de leis que nos dê uma garantia de competitividade”, opinou o gestor.

“Produtos do agro capixaba, como café conilon, café arábica, celulose, pimenta-do-reino, gengibre, álcool, carne bovina, carne de frango, chocolates preparados com cacau, chegam a 125 países do mundo, e nós precisamos estar sempre juntos, com programação, como temos. O Espírito Santo hoje tem um amplo programa estratégico de desenvolvimento da agropecuária estadual, que estuda as 30 principais cadeias produtivas e seus impactos, colocando metas claras até o ano de 2032”, acrescentou Bergoli.

Pequenas barragens

O presidente da Ales, deputado Marcelo Santos, se comprometeu a dar prioridade na aprovação de uma proposta encaminhada pelo Executivo que trata do financiamento de pequenas barragens para auxiliar produtores rurais em período de estiagem. O Projeto de Lei (PL) 95/2025 trata da criação de um programa voltado para a segurança hídrica da agricultura capixaba. 

“Estamos debatendo aqui um projeto de lei muito importante encaminhado pelo Executivo, que fala sobre financiamento de barragem, um financiamento muito bacana, que vai ajudar o agricultor, seja ele na escala grande, média ou pequena. Eu estou falando da agricultura familiar, que tem um potencial muito grande aqui no Espírito Santo, e é a força motriz da nossa economia, representando um percentual enorme”, disse o chefe do Legislativo. 

“Com a atribuição que me dá o regimento e meus colegas deputados, atendendo o interesse público, nós temos mais de 1.280 projetos na pauta, e vamos colocar esse projeto como preferencial, acredito que nesta semana nós estaremos votando e devolvendo ele para o governo, para que o nosso vice-governador em exercício, Ricardo Ferraço (PSDB), possa sancionar essa lei tão importante para a agricultura capixaba”, assegurou Marcelo.

Homenagem

Ao final da cerimônia o presidente da Ales recebeu uma homenagem da Faes pela sua contribuição para o setor agrícola capixaba. “Eu divido essa homenagem com todos os meus colegas deputados, que me reconduziram ao cargo de presidente da Assembleia Legislativa. Sem a ajuda de cada um de vocês nós não seríamos hoje a Assembleia mais transparente do Brasil”, concluiu o parlamentar.  Por João Caetano Vargas, com edição de Nicolle Expósito

Copom eleva juros básicos da economia para 14,25% ao ano

Copom eleva juros básicos da economia para 14,25% ao ano

Preço dos alimentos e incertezas globais influenciaram decisão. foto Agência Brasil

A alta do preço dos alimentos e da energia e as incertezas em torno da economia global fizeram o Banco Central (BC) aumentar mais uma vez os juros. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) aumentou a taxa Selic, juros básicos da economia, em 1 ponto percentual, para 14,25% ao ano. 

Em comunicado, o Copom afirmou que as incertezas externas, principalmente pela política comercial do país, suscitam dúvidas sobre a postura do Federal Reserve (Fed, Banco Central norte-americano). Em relação ao Brasil, o texto informa que a economia brasileira está aquecida, apesar de sinais de moderação no crescimento.

Segundo o Copom, a inflação cheia e os núcleos (medida que exclui preços mais voláteis, como alimentos e energia) continuam em alta. O órgão alertou que existe o risco de que a inflação de serviços continue alta e informou que continuará a monitorar a política econômica do governo.

“O comitê segue acompanhando com atenção como os desenvolvimentos da política fiscal impactam a política monetária e os ativos financeiros. A percepção dos agentes econômicos sobre o regime fiscal e a sustentabilidade da dívida segue impactando, de forma relevante, os preços de ativos e as expectativas dos agentes.”, destacou o comunicado.

Em relação às próximas reuniões, o Copom informou que elevará a Selic “em menor magnitude” na reunião de maio e não deixou pistas para o que acontecerá depois disso.

“Para além da próxima reunião [a partir de junho], o Comitê reforça que a magnitude total do ciclo de aperto monetário será ditada pelo firme compromisso de convergência da inflação à meta e dependerá da evolução da dinâmica da inflação”, ressaltou.

Além de esperada pelo mercado financeiro, a elevação em 1 ponto havia sido anunciada pelo Banco Central na reunião de janeiro.

Essa foi a quinta alta seguida da Selic. A taxa está no maior nível desde outubro de 2016, quando também estava em 14,25% ao ano. A alta consolida um ciclo de contração na política monetária.

Após chegar a 10,5% ao ano de junho a agosto do ano passado, a taxa começou a ser elevada em setembro do ano passado, com uma alta de 0,25 ponto, uma de 0,5 ponto e duas de 1 ponto percentual.

Inflação

A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em fevereiro, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial, ficou em 1,48%. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o fim do bônus de Itaipu sobre a conta de luz e o preço de alguns alimentos contribuíram para o índice.

Com o resultado, o indicador acumula alta de 4,87% em 12 meses, acima do teto da meta do ano passado. Pelo novo sistema de meta contínua em vigor a partir deste mês, a meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior é 4,5%.

No modelo de meta contínua, a meta passa ser apurada mês a mês, considerando a inflação acumulada em 12 meses. Em março de 2025, a inflação desde abril de 2024 é comparada com a meta e o intervalo de tolerância. Em abril, o procedimento se repete, com apuração a partir de maio de 2024. Dessa forma, a verificação se desloca ao longo do tempo, não ficando mais restrita ao índice fechado de dezembro de cada ano.

No último Relatório de Inflação, divulgado no fim de dezembro pelo Banco Central, a autoridade monetária manteve a previsão de que o IPCA termine 2025 em 4,5%, mas a estimativa pode ser revista, dependendo do comportamento do dólar e da inflação. O próximo relatório será divulgado no fim de março.

As previsões do mercado estão mais pessimistas. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo BC, a inflação oficial deverá fechar o ano em 5,66%, mais de 1 ponto acima do teto da meta. Há um mês, as estimativas do mercado estavam em 5,6%.

O comunicado do Copom trouxe as expectativas atualizadas do Banco Central sobre a inflação. A autoridade monetária prevê que o IPCA chegará a 5,1% em 2025 (acima do teto da meta) e 3,9% no acumulado em 12 meses no fim do terceiro trimestre em 2026. Isso porque o Banco Central trabalha com o que chama de “horizonte ampliado”, considerando o cenário para a inflação em até 18 meses.

O Banco Central aumentou as estimativas de inflação. Na reunião anterior, de janeiro, o Copom previa IPCA de 5,2% em 2025 e de 4% em 12 meses no fim do terceiro trimestre de 2026.

Crédito mais caro

O aumento da taxa Selic ajuda a conter a inflação. Isso porque juros mais altos encarecem o crédito e desestimulam a produção e o consumo. Por outro lado, taxas maiores dificultam o crescimento econômico.

No último Relatório de Inflação, o Banco Central elevou para 2,1% a projeção de crescimento para a economia em 2025.

O mercado projeta crescimento um pouco menor. Segundo a última edição do boletim Focus, os analistas econômicos preveem expansão de 1,99% do PIB em 2025.

A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Ao reduzir os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de subir. WELLTON MÁXIMO – REPÓRTER DA AGÊNCIA BRASIL *Texto ampliado às 18h56 para acréscimo de informações

Incaper e Ifes Santa Teresa firmam parceria para apoio à produção de cafés especiais

Incaper e Ifes Santa Teresa firmam parceria para apoio à produção de cafés especiais

A parceria visa promover a integração interinstitucional, fortalecer a formação técnica e científica na área, além de aprimorar as práticas de produção. foto incaper

Os cafeicultores capixabas ganharam mais um importante aliado para elevar a qualidade e a competitividade de sua produção. O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Espírito Santo (Ifes) – Campus Santa Teresa inaugurou, nessa segunda-feira (17), o Laboratório da Ciência do Café, uma iniciativa que conta com o apoio do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), por meio do Centro de Cafés Especiais do Espírito Santo (Cecafes).

Durante a cerimônia de inauguração, que reuniu autoridades, servidores, alunos e representantes das instituições parceiras, foi formalizado um plano de trabalho entre o Ifes Santa Teresa e o Incaper. O documento prevê o intercâmbio de conhecimentos e expertise para impulsionar o desenvolvimento socioeconômico da cafeicultura capixaba, com foco na produção de cafés especiais.

A parceria visa promover a integração interinstitucional, fortalecer a formação técnica e científica na área, além de aprimorar as práticas de produção. As atividades desenvolvidas no novo espaço vão ajudar a capacitar os cafeicultores da região e proporcionar aos estudantes do Ifes Santa Teresa uma formação prática e alinhada com as demandas do mercado.

Para o desenvolvimento das atividades do laboratório, o Cecafes ofereceu treinamento aos profissionais que atuarão no local, que conta com modernos equipamentos para torrefação e moagem de grãos. O local oferecerá serviços como análise sensorial de amostras de café e capacitações para processamento e preparo de bebidas especiais.

O diretor-geral do Incaper, Alessandro Broedel Torezani, destacou a importância estratégica do laboratório para a descentralização e ampliação dos serviços de apoio à cafeicultura. “O Cecafes já avalia cerca de 4 mil amostras de café por ano e realiza diversos cursos e treinamentos. Com esse novo laboratório em Santa Teresa, a assistência pode ser regionalizada, facilitando o acesso dos produtores locais”, explicou Broedel.

Ainda de acordo com o diretor-geral, a parceria reforça o compromisso do Incaper em expandir o suporte aos cafeicultores, especialmente na produção de cafés especiais, que têm ganhado destaque no mercado nacional e internacional. Em 2024, o Incaper formalizou a criação de cinco unidades de referência vinculadas ao Cecafes nos municípios de Muqui, Irupi, São José do Calçado, Alto Rio Novo e Linhares, ampliando ainda mais a capilaridade dos serviços.

Fonte e foto Comunicação e Marketing do Incaper