Carga tributária dos presentes de Dia dos Pais chega a 77%

Carga tributária dos presentes de Dia dos Pais chega a 77%

O levantamento é do advogado tributarista Samir Nemer. foto Fábio Nunes.

Os filhos que pretendem presentear no Dia dos Pais devem preparar o bolso: os impostos embutidos nos principais presentes escolhidos para a data podem chegar a 77,43%. É o que aponta o levantamento realizado pelo advogado tributarista Samir Nemer com base nos dados do site Impostômetro.

Os cinco itens com maior carga tributária são o perfume importado (77,43%), perfume nacional (66,18%), tênis importado (65,71%), vinho importado (64,57%) e iPad importado (63,18%). Em média, os tributos representam 48% do preço dos presentes mais populares para a data.

“O Brasil ainda tributa de forma excessiva o consumo, e isso atinge diretamente o cidadão comum, que paga caro por produtos culturalmente tradicionais, como perfumes e eletrônicos. Ter clareza sobre quanto do valor pago corresponde a imposto é um passo importante para a conscientização e para o debate sobre uma tributação mais justa e eficiente”, ressaltou Nemer, que é mestre em Direito Tributário e sócio do escritório FurtadoNemer Advogados.

Os presentes mais citados pelos consumidores para o Dia dos Pais – de acordo com pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do SPC Brasil, em parceria com a Offerwise Pesquisas – também estão na lista de tributos elevados.

As roupas, por exemplo, que lideram a intenção de compra neste ano com 44%, possuem 34,67% de carga tributária. Isso significa que um terço do valor pago pelo presente vai para os cofres públicos. “Vale lembrar que o percentual é relativamente menor comparado a um perfume, já que a roupa é um produto considerado essencial ao cidadão”, detalhou Samir Nemer.

Perfumes e cosméticos são a segunda opção na escolha do item a ser dado ao pai (34%), seguidos pelos calçados (31%) e acessórios (18%) como carteiras, cintos e relógios, sendo todos esses produtos com mais de 30% de tributos.

Apesar dos tributos, a expectativa de vendas segue positiva: no Espírito Santo, a projeção é de R$ 156,8 milhões em movimentação no comércio, segundo dados do Connect Fecomércio-ES. No cenário nacional, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) estima R$ 7,84 bilhões em vendas, o maior volume desde 2012. Já o valor médio do gasto por presente deverá girar em torno de R$ 255, de acordo com a CNDL.

“Além da inflação e da variação cambial, a tributação ainda responde por boa parte dos preços elevados. A reforma tributária promete simplificar o sistema, com maior transparência, incluindo a visibilidade de cada tributo e seu percentual na nota fiscal da compra, mas os efeitos serão sentidos de forma gradual. Até lá, o consumidor continua arcando com uma das maiores cargas tributárias do mundo sobre o consumo e com o pior retorno para o bem-estar da sociedade, segundo estudo do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT)”, declarou Samir Nemer.

Principais presentes para o Dia dos Pais e sua carga tributária:

1- Perfume importado – 77,43%
2- Perfume nacional – 66,18%
3- Tênis importado – 65,71%
4- Vinho importado – 64,57%
5- Ipad importado – 63,18%
6- Smartphone importado – 62,46%
7- Uísque – 56,40%
8- Vodca – 54,72%
9- Caixa de som – 48,38%
10- Ipad nacional – 47,90%
11- Relógio – 47,41%
12- Vinho nacional – 45,56%
13- Barbeador elétrico – 44,46%
14- Óculos de sol – 43,91%
15- TV – 41,99%
16- Carteira – 41,68%
17- Cinto de couro – 40,72%
18- Cerveja (lata) – 39,07%
19- Boné – 36,98%
20- Celular nacional – 36,55%
21- Sapatos – 36,26%
22- Tênis nacional – 36,02%
23- Gravata – 35,78%
24- Roupas – 34,67%
25- Calça jeans – 34,10%

Fonte: Levantamento do advogado tributarista Samir Nemer, com dados do site Impostômetro.

Mesmo com exceções, tarifas dos EUA devem tirar R$ 25,8 bilhões do PIB brasileiro

Mesmo com exceções, tarifas dos EUA devem tirar R$ 25,8 bilhões do PIB brasileiro

Em Minas, impactos podem ultrapassar R$ 4,7 bilhões no PIB estadual foto fiemg

A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) divulgou nesta terça-feira (5/8) estudo detalhado sobre os impactos econômicos do decreto assinado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no último dia 30 de julho. A medida impõe tarifas adicionais de 40% sobre uma ampla gama de produtos brasileiros exportados aos EUA – que já estavam sujeitos, desde abril deste ano, a tarifas de 10% – e entra em vigor no dia 6 de agosto. Apesar da isenção concedida a 694 produtos — o que representa cerca de 45% do valor exportado pelo Brasil ao mercado norte-americano — os efeitos sobre a economia nacional ainda serão expressivos.

Com base na simulação feita pela FIEMG, estima-se que a imposição da tarifa pode reduzir o PIB brasileiro em R$ 25,8 bilhões no curto prazo e até R$ 110 bilhões no longo prazo. A perda de renda das famílias poderá alcançar R$ 2,74 bilhões em até dois anos, além da redução de 146 mil postos de trabalho formais e informais.

Os setores industriais mais atingidos, segundo o estudo, serão a siderurgia, a fabricação de produtos de madeira, de calçados e de máquinas e equipamentos mecânicos. Na agropecuária, destaca-se o impacto sobre a pecuária, especialmente a cadeia da carne bovina, que segue fora da lista de isenções tarifárias e representa parcela significativa da pauta exportadora nacional.

De acordo com o estudo da FIEMG, o Brasil exportou aproximadamente US$ 40,4 bilhões aos EUA em 2024, o equivalente a 1,8% do PIB nacional. Metade desse valor está concentrado em combustíveis minerais, ferro e aço, e máquinas e equipamentos — setores diretamente afetados pelas novas tarifas. Os produtos brasileiros que seguem sujeitos à taxação representam cerca de 55% das exportações ao mercado americano, somando aproximadamente US$ 22 bilhões. Entre os itens mais impactados estão café, carne bovina, produtos semimanufaturados de ferro e aço e produtos manufaturados.

O estudo completo está disponível aqui.

Impactos sobre Minas Gerais

Minas Gerais, terceiro maior Estado exportador para os Estados Unidos, com US$ 4,6 bilhões em exportações em 2024, também será significativamente afetado. O Estado terá aproximadamente 37% de suas exportações isentas, com destaque para itens como ferro fundido, ferro-nióbio e aeronaves. No entanto, 63% da pauta mineira permanece sujeita à tarifa, atingindo produtos como café, carnes bovinas e tubos de aço.

No curto prazo, a economia mineira poderá ter uma perda de R$ 4,7 bilhões no PIB e redução de mais de 30 mil empregos em prazo de até 2 anos. Em um horizonte de 5 a 10 anos, os impactos podem ultrapassar R$ 15,8 bilhões no PIB estadual e eliminar mais de 172 mil postos de trabalho. Os efeitos recaem principalmente sobre os setores de siderurgia, pecuária, fabricação de produtos da madeira e calçados.

Clique aqui e confira a pesquisa que mostra os impactos das tarifas norte-americanas para a economia de Minas Gerais.

Diplomacia como solução

Para o presidente da FIEMG, Flávio Roscoe, o momento exige maturidade e diálogo institucional. “A imposição dessas tarifas, ainda que parcialmente suavizada pelas isenções, foi unilateral e sem negociação com o governo brasileiro. É fundamental que o Brasil atue diplomaticamente para ampliar o número de produtos isentos, preservar sua competitividade no mercado internacional e proteger empregos e investimentos nacionais”, destaca Roscoe.

A FIEMG reforça que a via diplomática é o caminho mais eficaz para mitigar os impactos negativos da medida e garantir o fortalecimento da relação comercial estratégica entre Brasil e Estados Unidos. fonte e foto FIEMG

Serd alinha iniciativas de educação ambiental com o Rio Doce Escolar

Serd alinha iniciativas de educação ambiental com o Rio Doce Escolar

E para alinhar as futuras parcerias e ações na Bacia Hidrográfica, os coordenadores do projeto Rio Doce Escolar se reuniram com a equipe da Secretaria de Estado de Recuperação do Rio Doce (Serd). foto serd

A educação ambiental será uma das ferramentas mais importantes para a preservação do Rio Doce e para a mobilização das comunidades, escolas e prefeituras das cidades capixabas atingidas pelo desastre socioambiental de Mariana. E para alinhar as futuras parcerias e ações na Bacia Hidrográfica, os coordenadores do projeto Rio Doce Escolar se reuniram com a equipe da Secretaria de Estado de Recuperação do Rio Doce (Serd).

Atuando na formação de professores e gestores em Educação Ambiental, o Rio Doce Escolar foi criado em 2022 e vem realizando capacitação em nível de pós-graduação para educadores e aprimorando o ensino nas unidades dos municípios. Cinco cidades já aderiram ao projeto: Aracruz, Baixo Guandu, Colatina, Marilândia e Linhares. Além dos professores e gestores escolares, os agentes comunitários, os profissionais de secretarias municipais, membros de ONGs, comitês e conselhos municipais também são público alvo da iniciativa.

“Tão importante quanto as obras de saneamento que estamos desenvolvendo nas cidades da Bacia do Rio Doce será o trabalho de conscientização. Ao ser integrada nas escolas, a educação ambiental forma uma geração de cidadãos mais responsáveis e participativos. Nosso objetivo futuro é alinhar a parceria com o Ifes e ampliar o número de cidades dentro do Rio Doce Escolar. Projetos educativos e grupos de trabalho podem estimular práticas sustentáveis, como o descarte correto de resíduos, o uso racional da água, o cuidado com nascentes e matas ciliares, além da valorização da agricultura de base agroecológica”, afirmou o secretário de Estado de Recuperação do Rio Doce, Guerino Balestrassi.

Também participaram da reunião, na sede da Serd, em Vitória, a subsecretaria de Ações Socioambientais e Participação Social, Margareth Saraiva; a gerente de Participação Social, Bruna Marcatti; a agente de Desenvolvimento Ambiental e Recursos Hídricos, Walquíria Soares; o antropólogo Marcio Freitas; a assessora de Relações Institucionais da Secretaria da Ciência, Tecnologia, Inovação e Educação Profissional (Secti) e coordenadora Adjunta do Projeto Rio Doce Escolar, Aline Nunes; o coordenador de Projetos Escolares do Projeto Rio Doce Escolar do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (Ifes), Diego Suhet; e a coordenadora do Programa de Pós-Graduação Ifes e Coordenadora Geral do Projeto Rio Doce Escolar, Manuella Villar Amado.

O Rio Doce Escolar é uma parceria do Ifes, Governo do Estado, Fundação de Apoio ao Desenvolvimento da Ciência e Tecnologia (Facto), secretarias municipais de Educação e do Programa de Pós-Graduação em Educação em Ciências e Matemática (Educimat). Mais informações podem ser obtidas em https://projetoriodoceescolar.ifes.edu.br/ fonte e foto serd

Tarifaço sobre parte de exportações brasileiras entra em vigor hoje

Tarifaço sobre parte de exportações brasileiras entra em vigor hoje
Taxa de 50% afeta cerca de 36% das exportações para os Estados Unidos. FOTO ARQUIVO Afolhaonline.com

Entraram em vigor, nesta quarta-feira (6), as tarifas de 50% impostas sobre parte das exportações brasileiras para os Estados Unidos. A medida, assinada na semana passada pelo presidente norte-americano Donald Trump, afeta 35,9% das mercadorias enviadas ao mercado estadunidense, o que representa 4% das exportações brasileiras. Cerca de 700 produtos do Brasil ficaram fora do tarifaço. 

Café, frutas e carnes estão entre os produtos que passam a pagar uma sobretaxa de 50%. Ficaram de fora dessa taxa suco e polpa de laranja, combustíveis, minérios, fertilizantes e aeronaves civis, incluindo seus motores, peças e componentes, polpa de madeira, celulose, metais preciosos, energia e produtos energéticos.

O tarifaço imposto ao Brasil faz parte da nova política da Casa Branca, inaugurada por Donald Trump, de elevar as tarifas contra parceiros comerciais na tentativa de reverter à relativa perda de competitividade da economia americana para a China nas últimas décadas. 

No dia 2 de abril, Trump iniciou a guerra comercial impondo barreiras alfandegárias a países de acordo com o tamanho do déficit que os Estados Unidos têm com cada nação. Como os EUA têm superávit com o Brasil, foi imposta, em abril, a taxa mais baixa, de 10%.

Porém, no início de julho, Trump elevou a tarifa para 50% contra o Brasil em retaliação a decisões que, segundo ele, prejudicariam as big techs estadunidenses e em resposta ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, acusado de liderar uma tentativa de golpe de Estado após perder o pleito de 2022.

Especialistas consultados pela Agência Brasil avaliam que a medida é uma chantagem política com objetivo de atingir o Brics, o bloco de potências emergentes que tem sido encarado por Washington como uma ameaça à hegemonia estadunidense no mundo, em especial, devido à proposta de substituir o dólar nas trocas comerciais.

Lula

Em pronunciamento no domingo (3), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ressaltou que não quer desafiar os Estados Unidos, mas que o Brasil não pode ser tratado como uma “republiqueta”. O presidente disse ainda que pais não abre mão de usar moedas alternativas ao dólar. 

O governo brasileiro informou ainda que o plano de contingência para auxiliar as empresas afetadas pelo tarifaço será implementado nos próximos dias, com linhas de crédito e possíveis contratos com o governo federal para substituir eventuais perdas nas exportações.
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Negociações

Após a confirmação da imposição das tarifas na semana passada, a Secretaria de Tesouro dos Estados Unidos entrou em contato com o Ministério da Fazenda para iniciar as negociações sobre as tarifas, ao mesmo tempo que Trump anunciou estar disposto a conversar, pessoalmente, com o presidente Lula.

Já nesta semana, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que as terras raras e minerais críticos podem ser objeto de negociação entre Brasil e Estados Unidos. Esses minérios são essenciais para a indústria de tecnologia, e é um dos principais motivos de disputa entre Pequim e Washington.

“Temos minerais críticos e terras raras. Os Estados Unidos não são ricos nesses minerais. Podemos fazer acordos de cooperação para produzir baterias mais eficientes”, disse Haddad em entrevista a uma rede de televisão.

Ainda segundo o ministro da Fazenda, o setor cafeeiro acredita que pode ser beneficiado por um acordo com os EUA para excluir o produto da lista de mercadorias tarifadas. No mesmo dia que Trump assinou o tarifaço, a China habilitou 183 empresas brasileiras para exportar café para o país asiático. FONTE LUCAS PORDEUS LEÓN – REPÓRTER DA AGÊNCIA BRASIL

Dia dos Pais deve movimentar R$ 156,8 milhões em vendas no comércio capixaba

Dia dos Pais deve movimentar R$ 156,8 milhões em vendas no comércio capixaba

O cenário aponta para uma data sólida no calendário do varejo capixaba, foto Envato

Com vitrines preparadas e consumidores em busca de boas ofertas, o comércio capixaba se aquece para o Dia dos Pais. De acordo com estimativa do Connect Fecomércio-ES (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Espírito Santo), a data deve movimentar aproximadamente R$ 156,8 milhões no estado.

O dado acompanha a projeção nacional da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que estima R$ 7,84 bilhões em vendas no Brasil, o maior volume desde 2012, além de uma perspectiva positiva para as contratações temporárias, que devem alcançar o melhor desempenho dos últimos 12 anos.

“O cenário aponta para uma data sólida no calendário do varejo capixaba, impulsionada pela recuperação do emprego formal, crescimento da renda e com o índice de confiança das famílias acima dos 100 pontos, considerado satisfatório”, explicou André Spalenza, coordenador de pesquisa do Connect Fecomércio-ES.

A projeção estadual considera a média histórica da participação capixaba nas vendas nacionais para a data, entre 1,98% e 2,15% nos últimos cinco anos. Essa proporção foi aplicada sobre a estimativa nacional para 2025, apontando para um patamar estável e promissor no estado.

Ainda segundo o levantamento do Connect Fecomércio-ES, os presentes tradicionais ganham força neste Dia dos Pais. Roupas e calçados masculinos devem liderar a preferência dos consumidores, já que têm variações moderadas nos preços – como tênis (0,2%), roupa (3,22%) e sapato (3,42%) –, o que aponta um bom custo-benefício. Itens de tecnologia, como televisores (-2,07%) e aparelhos telefônicos (-1,42%), também devem atrair os consumidores, favorecidos pela queda de preços e condições facilitadas de pagamento. Outro produto que chama a atenção é o relógio de pulso, já que ele ficou 1,75% mais barato, levando em conta a inflação acumulada até junho, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“O consumidor está mais cauteloso, mas ainda deseja presentear. A inflação mais baixa em categorias específicas ajuda a manter o ritmo de vendas. O lojista que oferecer bons preços, facilidade de pagamento, variedade de produtos e uma boa experiência de compra terá vantagem. Presença nos canais digitais também é um diferencial decisivo”, destacou Spalenza.

Para o coordenador, esse cenário de preços tende a favorecer escolhas mais racionais, focadas em produtos tradicionais, de apelo amplo e com menor pressão inflacionária. “A deflação em itens de tecnologia e acessórios pode incentivar compras parceladas, enquanto serviços e experiências encarecidos tendem a ser considerados apenas como complemento ao presente principal”, ressaltou.

Por outro lado, produtos e serviços que apresentaram alta de preços podem ter menor apelo. É o caso da alimentação fora do lar (5,5%) e das experiências culturais, como cinema e teatro, com alta de 11,99%, muito acima da média nacional.

A integração entre canais físicos e digitais segue como tendência para as compras também no Dia dos Pais, de acordo com o Connect Fecomércio-ES. O comportamento figital – que mescla pesquisa on-line, compra presencial, cashback, entrega expressa e atendimento por aplicativos – tem ganhado ainda mais espaço. Segundo a CNC, esse movimento já consolidado impulsiona vendas e amplia o alcance das empresas.

“Em datas comemorativas, o diferencial está em combinar conveniência, preço competitivo e canais diversificados de atendimento. A jornada de compra é cada vez mais híbrida”, frisou Spalenza.

A pesquisa completa do Connect Fecomércio-ES, com dados, análises e metodologia detalhada, está disponível no site portaldocomercio-es.com.br.

Sobre o Sistema Fecomércio-ES
A Fecomércio-ES integra a Confederação Nacional do Comércio (CNC) e representa 405.455 empresas, responsáveis por 58% do ICMS arrecadado no estado e pelo emprego de 652 mil pessoas. Com mais de 30 unidades, tendo ações itinerantes e presente em todos os municípios capixaba – seja de forma física ou on-line –, o Sistema Fecomércio-ES atua em todo o Espírito Santo. A entidade representa 24 sindicatos empresariais e tem como missão contribuir para o desenvolvimento social e econômico do estado. O projeto Connect é uma parceria entre Fecomércio-ES e Faesa, com apoio do Senac-ES, Secti-ES, Fapes e Mobilização Capixaba pela Inovação (MCI). fonte Fecomércio-ES Kally Kalle

Setor cafeeiro pode ser forçado a redirecionar produção, diz Cepea/USP

Setor cafeeiro pode ser forçado a redirecionar produção, diz Cepea/USP

Produtores devem mandar parte de sua produção para outros países. foto seag

A partir de 6 de agosto, a exportação do café brasileiro para os Estados Unidos passará a ser taxada em 50%. Enquanto permanece batalhando para ficar de fora da lista de produtos brasileiros que vão ser taxados pelo governo norte-americano, o setor cafeeiro nacional segue marcado por incertezas, informou o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da Universidade de São Paulo (USP).

Segundo pesquisadores do Cepea, por causa dessa alta taxa, os produtores brasileiros poderão ser forçados a redirecionar parte de sua produção para outros mercados, o que deverá exigir “agilidade logística e estratégia comercial para mitigar os prejuízos à cadeia produtiva nacional”.

Os Estados Unidos são o principal destino das exportações de café do Brasil. Em 2024, eles importaram cerca de 23% de café brasileiro, especialmente da variedade arábica, insumo essencial para a indústria local de torrefação.

A Colômbia representou cerca de 17% do total das importações norte-americanas, enquanto o Vietnã contribuiu com aproximadamente 4%.

Para o Cepea, como os Estados Unidos não produzem café, a elevação do custo de importação deve comprometer a viabilidade de toda a cadeia interna, que envolve torrefadoras, cafeterias, indústrias de bebidas e redes de varejo.

“O Cepea avalia que a eventual entrada em vigor da tarifa tende a impactar não apenas a competitividade do café nacional, mas também os preços ao consumidor norte-americano e a formulação dos blends tradicionais, que utilizam os grãos brasileiros como base sensorial e de equilíbrio”, diz comunicado do Cepea.


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Tratativas

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, oficializou, ontem (30), a proposta de taxação de produtos brasileiros comercializados com os EUA. Mas a Ordem Executiva trouxe cerca de 700 exceções, como suco e polpa de laranja, combustíveis, minérios, fertilizantes e aeronaves civis.

O café não entrou nessa lista de exceções. Com isso, logo após o anúncio de Trump, o Conselho dos Exportadores de Café (Cecafé) disse que vai seguir em tratativas para que o café seja incluído na lista de produtos brasileiros que vão ficar de fora da taxação. fonte ELAINE PATRICIA CRUZ – REPÓRTER DA AGÊNCIA BRASIL

Tarifaço pode afetar 36% das exportações brasileiras, diz Alckmin

Tarifaço pode afetar 36% das exportações brasileiras, diz Alckmin

Governo prepara plano para amparar setores e garantir empregos, foto findes

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, calcula que 35,9% das exportações brasileiras poderão ser afetadas, caso se concretizem as medidas anunciadas pelo governo dos Estados Unidos, já considerando os cerca de 700 produtos que ficaram fora da lista do tarifaço de 50% contra o Brasil.

Ao participar do programa Mais Você, da Rede Globo, nesta quinta-feira (31), Alckmin disse que o governo atuará para amenizar seus efeitos para os setores prejudicados, em especial para garantir a manutenção dos empregos.

“Vamos defender os 35% das exportações que foram afetadas. Vamos nos debruçar nesses 35% e preservar empregos, fazendo estudos visando esses setores mais atingidos”, disse.

Em carta enviada ao governo brasileiro no dia 9 de julho, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que as exportações brasileiras àquele país seriam taxadas em 50% a partir de 1º de agosto.

Nesta quarta-feira (30), o governo norte-americano amenizou o tom ao postergar o início da taxação para o dia 6 de agosto, além de apresentar uma lista com cerca de 700 exceções, abrangendo produtos que, caso não estivessem à disposição, poderiam causar impacto negativo na economia daquele país.

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Entre os produtos da lista estão suco e polpa de laranja, combustíveis, minérios, fertilizantes e aeronaves civis, incluindo seus motores, peças e componentes. Também ficaram de fora do tarifaço polpa de madeira, celulose, metais preciosos, energia e produtos energéticos.

A lista, no entanto, não inclui café, frutas e carnes. Todos a serem taxados em 50%.

“Às vezes você tem um setor que 90% dele vende para dentro (consumo interno) e exporta 10% apenas. Nesse caso, ele é menos atingido. Agora, você tem também setores que exportam metade da produção. E, dentro dessa metade, 70% é para os Estados Unidos. Ele então é muito atingido”, acrescentou.

Plano

Segundo Alckmin, o governo já tem um plano de ação “praticamente pronto”, com foco em preservar empregos e a produção.

“Ainda está sob análise porque só ontem foram apresentados alguns detalhes do tarifaço.

Ele explicou que o presidente Lula ainda vai bater o martelo, e que o plano terá algum impacto de natureza financeira, creditícia, tributária, mas que não deixará ninguém desamparado.

“Em primeiro lugar, vamos lutar para diminuir aqueles 35,9% que foram efetivamente atingido pela tarifa dos 50%. Não damos isso como assunto encerrado. A negociação crescerá. Não encerrou ontem [com o último anúncio dos EUA]”, disse.

“Em segundo lugar, vamos buscar alternativas de mercado; e em terceiro, vamos apoiar setores que precisam de apoio, como o de pescado, o de mel, frutas”, acrescentou.

Alckmin disse que o governo pretende ampliar a lista, incluindo outras frutas, bem como a carne bovina. “Eles haviam citado a manga, por exemplo. Mas ao que parece esqueceram. Vamos lembrá-los”.

Novos mercados

O foco, reiterou ele, é buscar mercado para não prejudicar produtores, de forma a evitar queda na produção por falta de mercado.

“O Brasil tem, em números redondos, 2% do PIB do mundo. Então, 98% do comércio está lá fora. Temos de correr atrás na área agrícola. Vale lembrar que abrimos 398 novos mercados. Somos protagonista alimentar, energético e do clima”, argumentou.

Ele acrescentou que, após muito tempo de isolamento, o Mercosul fechou ótimos acordos recentemente com Singapura, ano passado; e que ainda este ano deverá entrar em vigor outro acordo com a União Europeia.

“Serão 27 países dos mais ricos do mundo, nesse acordo comercial Mercosul-União Europeia. Fora outros quatro com Noruega, Suíça, Islândia e Lichenstein, que também são ricos mas não estão na União Europeia. São acordos que vão ajudar muito o comércio exterior brasileiro”, complementou.

Soberania

Outra questão ressaltada por Alckmin durante o programa foi a da soberania, algo que, para o governo, é inegociável.

“Até porque não é possível um poder interferir em outro. É bom lembrar que o presidente Lula ficou preso um ano e meio e nunca quis derrubar a democracia nem o poder judiciário”.

Alckmin disse que Lula se reuniu ontem com ministros da suprema corte, e que um documento foi preparado em resposta, reafirmando a separação entre os poderes no Brasil; e que tal interferência externa, como a tentada pelos EUA, vai contra a democracia e o estado de direito.

“Imagine que a Suprema Corte americana tivesse processado um ex-presidente [daquele país] e o Brasil falasse que [por isso] aumentaria a tarifa de produtos americanos que entrassem aqui, apenas por não gostar da decisão”, questionou o vice-presidente brasileiro.

Ainda segundo Alckmin, o governo tem mantido conversas com autoridades norte-americanas e, também, com representantes das chamadas big techs (empresas de tecnologia).  fonte PEDRO PEDUZZI – REPÓRTER DA AGÊNCIA BRASIL

Entidades do setor produtivo criticam manutenção dos juros em 15%

Entidades do setor produtivo criticam manutenção dos juros em 15%

Para centrais sindicais, alta da Selic aumenta dívida das famílias. foto agência brasil

A manutenção da Taxa Selic (juros básicos da economia) em 15% ao ano recebeu críticas do setor produtivo. Para entidades da indústria, do comércio e centrais sindicais, a alta prejudicará a produção e o investimento.

Em nota, o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, classificou de “insuficiente e equivocada” a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom). Segundo ele, os juros altos vão sufocar a economia. Segundo ele, medidas como a elevação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) equivalem, na prática, a um aumento de juros, e o tarifaço dos Estados Unidos pode resultar em menos inflação no Brasil.

“Já tivemos o aumento do IOF sobre as operações de crédito e câmbio e a elevação das tarifas dos EUA sobre as nossas exportações. A alta do IOF sobre o crédito vai aumentar em R$ 4,9 bilhões o custo para as indústrias, enquanto as tarifas dos EUA podem causar queda na produção industrial e a perda de milhares de empregos no país. O momento pede uma política monetária mais favorável. Precisamos de menos juros e mais crescimento”, destacou o presidente da CNI, Ricardo Alban.

Para a Associação Paulista de Supermercados (Apas), as tensões internacionais tornam a política monetária mais desafiadora. Mesmo assim, a entidade considera alto o nível dos juros atuais.

“Diante dessa conjuntura, a nossa preocupação é a manutenção da taxa de juros nesse patamar. O Brasil tem uma das maiores taxas reais de juros do mundo. A manutenção da taxa Selic em 15% nessa conjuntura irá prejudicar os investimentos, o consumo das famílias; aumentará o custo do crédito e afetará diretamente o nível de atividade econômica do país”, ressaltou o economista-chefe da entidade, Felipe Queiroz, em comunicado.

A Associação Comercial de São Paulo (ACSP) informou que a decisão do Banco Central veio em linha com as expectativas de mercado. Apesar de reconhecer que os juros estão altos, a entidade avalia que a inflação continua acima da meta de 4,5% em 12 meses.

“Apesar da desaceleração gradual da atividade econômica interna e da valorização do real, que tendem a diminuir a pressão sobre os preços, a inflação acumulada se mantém muito acima da meta anual, num contexto de expansão fiscal, expectativas inflacionárias ainda desancoradas e maiores incertezas externas, derivadas da política comercial norte-americana, justificando uma política monetária mais cautelosa”, explicou o economista Ulisses Ruiz de Gamboa, da ACSP.

Centrais sindicais

A decisão do BC também foi mal recebida pelas centrais sindicais. Para a Central Única dos Trabalhadores (CUT), o BC dificulta a vida das famílias com a nova elevação da Selic e mantém o esquema que transfere recursos dos consumidores, das empresas e do Estado para o setor financeiro.

“O Banco Central diz que tem que manter a taxa de juros alta para controlar a inflação. Mas a Selic não é o único instrumento de controle de preços e nem funciona para os tipos de inflação que o Brasil enfrenta. O que a Selic elevada faz é manter o Brasil na liderança do ranking com os maiores juros do mundo, penalizando a população”, destacou a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e vice-presidenta da CUT, Juvandia Moreira.

Em nota, a Força Sindical, destacou que os juros altos favorecem apenas os especuladores e prejudicam o trabalhador. “Lamentamos e consideramos absurdo manter a taxa em patamar tão elevado. Entendemos que o Banco Central perdeu uma ótima oportunidade de aproveitar-se do encolhimento da demanda mundial para fazer uma drástica redução na taxa de juros, que poderia funcionar como um estímulo para a criação de novos empregos e para o aumento da produção no país”, criticou o presidente da entidade, Miguel Torres. fonte WELLTON MÁXIMO – REPÓRTER DA AGÊNCIA BRASIL

Setores de metalurgia, siderurgia, construção e papel capixabas serão os mais afetados com tarifaço dos EUA

Setores de metalurgia, siderurgia, construção e papel capixabas serão os mais afetados com tarifaço dos EUA
Análise do Connect Fecomércio-ES aponta ainda que empresas de petróleo e a produção de café do Espírito Santo também vão ser impactados com taxação de 50% nos produtos brasileiros no país norte-americano. foto Pexels.

Com a taxação de 50% sobre produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos, que deve entrar em vigor no dia 1º de agosto, a economia capixaba será diretamente impactada. A medida, proposta pelo presidente Donald Trump, preocupa empresários e especialistas, já que o Espírito Santo tem nos EUA seu principal parceiro no comércio exterior. Setores como metalurgia, siderurgia, construção civil, papel e celulose, petróleo e café estão entre os mais expostos aos efeitos da nova tarifa.

Segundo levantamento do Connect Fecomércio-ES (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Espírito Santo), realizado em parceria com o Sindicato do Comércio de Exportação e Importação do Espírito Santo (Sindiex), os Estados Unidos lideram o ranking de destinos das exportações capixabas e ocupam a segunda posição entre os países de origem das importações. De janeiro a junho deste ano, o Espírito Santo exportou US$ 1,6 bilhão em produtos para os EUA. No mesmo período, as importações somaram US$ 1,1 bilhão. Com isso, o saldo da balança comercial capixaba no primeiro semestre ficou em US$ 492.093.987.

Os principais produtos enviados aos EUA incluem produtos semiacabados e lingotes (US$ 498,7 milhões), grupo que inclui metais em estágio intermediário de fabricação, como aço bruto, ferro-ligas e alumínio em forma de lingotes, que servem como matéria-prima para diversos setores da indústria norte-americana.

Em seguida, ganham destaque os materiais de construção, como cal e cimento (US$ 400,7 milhões), além da celulose (US$ 250,5 milhões), minério de ferro e seus concentrados (US$ 225,9 milhões) e óleos brutos de petróleo (US$ 86,6 milhões). O café, tanto na forma torrada quanto não torrada, totalizou US$ 85,5 milhões. Também figuram entre os principais produtos exportados o ferro-gusa, geradores elétricos e especiarias.

Com a nova tarifa, esses itens devem perder competitividade no mercado norte-americano, o que pode comprometer a produção local e gerar reflexos em empregos e renda no Espírito Santo.

“Essa taxação tem potencial para frear uma parte importante das nossas exportações. Vários setores capixabas dependem da demanda americana para manter sua produção e seus empregos. Por sua própria estrutura exportadora, o Espírito Santo se coloca em uma posição vulnerável frente às novas barreiras comerciais impostas pelos Estados Unidos. O impacto pode se traduzir em recuo de receitas, perda de mercado e pressão sobre as cadeias produtivas locais. O momento exige atenção e preparo do setor privado para um possível redesenho nas rotas comerciais tradicionais e criação de estratégias de diversificação, uma adaptação para evitar prejuízos maiores”, alertou André Spalenza, coordenador de pesquisa do Connect Fecomércio-ES.

Além das exportações, as importações também reforçam a importância da relação comercial com os EUA. Entre os itens mais comprados pelo Espírito Santo estão aeronaves e equipamentos aeronáuticos (US$ 690 milhões), carvão (US$ 246,7 milhões) e veículos automóveis (US$ 47 milhões). Esses itens representam volumes significativos e estão diretamente ligados a setores como aviação, logística, energia e infraestrutura.

Para Spalenza, o momento exige união entre o setor produtivo e os representantes políticos. “É fundamental que o setor produtivo se mobilize para mitigar os impactos da medida. É necessário buscar alternativas comerciais, fortalecer os laços com outros parceiros estratégicos e apoiar as negociações internacionais lideradas pelo governo federal”.

Em resposta à medida, o governo brasileiro tem buscado reverter a decisão. Duas cartas foram enviadas ao governo dos EUA, o caso foi levado à Organização Mundial do Comércio (OMC) e uma comitiva de oito senadores brasileiros embarcará para Washington nos próximos dias a fim de dialogar com parlamentares e empresários norte-americanos.

Enquanto isso, os primeiros efeitos já começam a ser sentidos. Entidades como a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) informaram que cargas com destino aos EUA estão sendo devolvidas, compras foram canceladas e frigoríficos anunciaram férias coletivas.

“É um alerta para o Espírito Santo. Nossa economia tem forte vocação exportadora, e qualquer barreira imposta ao nosso acesso a mercados estratégicos como o norte-americano pode causar impactos relevantes. É hora de planejamento e atuação em várias frentes”, concluiu Spalenza.

A pesquisa completa do Connect Fecomércio-ES está disponível no site portaldocomercio-es.com.br.

Sobre o Sistema Fecomércio-ES
A Fecomércio-ES integra a Confederação Nacional do Comércio (CNC) e representa 405.455 empresas, responsáveis por 58% do ICMS arrecadado no estado e pelo emprego de 652 mil pessoas. Com mais de 30 unidades, tendo ações itinerantes e presente em todos os municípios capixaba – seja de forma física ou on-line –, o Sistema Fecomércio-ES atua em todo o Espírito Santo. A entidade representa 24 sindicatos empresariais e tem como missão contribuir para o desenvolvimento social e econômico do estado. O projeto Connect é uma parceria entre Fecomércio-ES e Faesa, com apoio do Senac-ES, Secti-ES, Fapes e Mobilização Capixaba pela Inovação (MCI). fonte Kally Kalle – Fecomércio-ES

Conta de luz terá bandeira tarifária vermelha patamar 2 em agosto

Conta de luz terá bandeira tarifária vermelha patamar 2 em agosto

Com isso, os consumidores terão custo extra de R$ 7,87 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. foto rc news

O mês de agosto terá um aumento nas contas de energia devido ao acionamento da bandeira tarifaria vermelha, no maior patamar, o 2, anunciou na sexta-feira (25) a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Com isso, os consumidores terão custo extra de R$ 7,87 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.

Segundo a agência, a adoção da bandeira no patamar 2, após ter acionado o patamar 1 em junho e julho, ocorreu diante do cenário de chuvas abaixo da média em todo o país, o que reduziu a geração hidrelétrica.

“O cenário de afluências abaixo da média em todo o país reduz a geração por meio de hidrelétricas. Esse quadro eleva os custos de geração de energia, devido à necessidade de acionamento de fontes mais caras, como as usinas termelétricas”, disse a Aneel.

Em maio, a Aneel acionou a bandeira amarela por conta do baixo volume de chuvas em razão da transição do período chuvoso para o período seco do ano. Além disso, as previsões de chuvas e vazões nas regiões dos reservatórios para os próximos meses ficaram abaixo da média.

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Desde dezembro de 2024, a bandeira tarifária permanecia verde, por causa das condições favoráveis de geração de energia no país. Segundo a Agência, a mudança ocorreu devido à redução das chuvas, com a transição do período chuvoso para o período seco do ano.

“Com o acionamento da bandeira vermelha patamar 2, a Aneel reforça a importância da conscientização e do uso responsável da energia elétrica. A economia de energia também contribui para a preservação dos recursos naturais e para a sustentabilidade do setor elétrico como um todo”, alertou a agência reguladora.

Bandeiras tarifárias

Criado em 2015 pela Aneel, o sistema de bandeiras tarifárias reflete os custos variáveis da geração de energia elétrica. Divididas em níveis, as bandeiras indicam quanto está custando para o Sistema Interligado Nacional (SIN) gerar a energia usada nas residências, em estabelecimentos comerciais e nas indústrias.

Quando a conta de luz é calculada pela bandeira verde, não há nenhum acréscimo. Quando são aplicadas as bandeiras vermelha ou amarela, a conta sofre acréscimos a cada 100 kWh consumidos. Na bandeira amarela, o acréscimo é de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.

Já a bandeira vermelha possui dois patamares. No primeiro, a tarifa sofre acréscimo de R$ 4,463 para cada 100 kWh consumidos. No patamar 2, o valor passa para R$ 7,877 a cada 100 kWh consumidos.

Saiba como funcionam as bandeiras tarifárias na conta de energia

Saiba como funcionam as bandeiras tarifárias na conta de energia – Arte/EBC