Posicionamento: CNI e FINDES veem avanço estratégico para indústria em aprovação de acordo Mercosul-UE

Posicionamento: CNI e FINDES veem avanço estratégico para indústria em aprovação de acordo Mercosul-UE

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Federação das Indústrias do Espírito Santo (FINDES), consideram a aprovação do acordo Mercosul-União Europeia pelo bloco europeu, anunciada nesta sexta-feira (9), um passo significativo para avançar na inserção internacional do Brasil e para o fortalecimento da indústria nacional.

Em negociação há mais de duas décadas, o acordo é o mais moderno e abrangente já negociado pelo Mercosul e prevê impactos econômicos e sociais expressivos. Em 2024, a cada R$ 1 bilhão exportado do Brasil à UE foram criados 21,8 mil empregos e movimentados R$ 441,7 milhões em massa salarial e R$ 3,2 bilhões em produção.

Expectativa agora é pela assinatura do documento, que deve fortalecer o comércio, atrair investimentos e ampliar oportunidades; em 2024, a cada R$ 1 bi exportado do Brasil à UE, foram criados 21,8 mil empregos. foto divulgação CNI

O sinal verde da UE é fundamental para avançar nas próximas etapas: assinatura, internalização, ratificação e implementação, que dependem de diálogo com os parlamentos e com a sociedade. “A aprovação do acordo é um passo decisivo e cria as condições políticas necessárias para avançarmos rumo à assinatura. Esperamos que esse processo seja concluído quanto antes, para podermos transformar esse avanço institucional em oportunidades concretas de comércio, investimentos e aumento da competitividade do país”, avalia o presidente da CNI, Ricardo Alban.

Segundo a CNI, o acordo deve promover impactos mais significativos sobre os investimentos bilaterais, ao ampliar a previsibilidade regulatória, reduzir barreiras tarifárias e fortalecer disciplinas relacionadas à facilitação de comércio e investimentos.

Esse ambiente mais estável favorece a competitividade das empresas, estimula o comércio intrafirma, reduz custos operacionais nas cadeias globais de valor e cria condições mais favoráveis para a internacionalização de empresas brasileiras e a atração de investimentos estrangeiros diretos. “O acordo é um marco na estratégia de inserção internacional do Brasil com impacto no redesenho dos fluxos de comércio e investimentos mundiais”, completa o presidente da instituição.

Antes mesmo da entrada em vigência do acordo, os dados do comércio bilateral já demonstram a relevância da parceria entre o Brasil e a UE.

Em 2024, a União Europeia foi destino de US$ 48,2 bilhões das exportações brasileiras, o equivalente a 14,3% do total exportado pelo país, e permanece como o segundo principal mercado externo do Brasil; e no mesmo período, o bloco respondeu por US$ 47,2 bilhões das importações brasileiras, 17,9% do total, e reforçou seu papel como parceiro estratégico para o abastecimento de insumos, tecnologias e bens industriais.

Mais relevância para mercados pouco explorados
Além de ampliar o acesso ao mercado europeu, a CNI destaca o potencial de intensificação das relações comerciais e produtivas com países do Leste Europeu, como República Tcheca, Polônia e Romênia, que possuem fluxos comerciais modestos com o Brasil que podem ser ampliados de forma consistente, com destaque para indústria, tecnologia e consumo interno.

O acordo também prevê o reconhecimento recíproco de indicações geográficas, protegendo produtos regionais brasileiros com selo de origem e ampliando oportunidades para marcas nacionais no mercado europeu, como café e queijos.

Sustentabilidade e inovação fortalecem competitividade industrial
Para o Brasil, o acordo também representa uma oportunidade estratégica de ampliar exportações e aprofundar a cooperação técnica em tecnologias de baixo carbono, fundamentais para a sustentabilidade dos processos produtivos, a transição energética e a digitalização da agroindústria.

O alinhamento aos requisitos ambientais e sociais da União Europeia contribui para reduzir potenciais barreiras ao acesso dos produtos brasileiros e fortalece a agenda nacional de inovação tecnológica e mitigação das mudanças climáticas.

Por CNI
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STF prorroga validade de regras da distribuição do Fundo de Participação dos Estados  

STF prorroga validade de regras da distribuição do Fundo de Participação dos Estados  

O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), prorrogou até 1º de março de 2026 a validade de regras que tratam do cálculo, da entrega e do controle das liberações dos recursos do Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal (FPE). A decisão foi tomada na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 5069

Trechos da Lei Complementar (LC) 62/1989, alterados pela LC 143/2013, foram declarados inconstitucionais pelo Plenário da Corte em junho de 2023. Os dispositivos estabeleciam critérios de correção dos valores, entre eles uma porcentagem da variação do Produto Interno Bruto (PIB) do ano anterior. Também previam critérios de rateio com base em fatores representativos da população e da renda domiciliar per capita dos estados.

O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), prorrogou até 1º de março de 2026. Foto: Lia de Paula/Agência Senado

Na ocasião, para evitar prejuízos aos entes federados, o colegiado decidiu manter as regras até 31 de dezembro de 2025 ou até a edição de uma nova legislação sobre a matéria. Com o término desse prazo, o Estado de Alagoas, autor da ação, pediu uma decisão provisória. A União também apresentou petição com pedido de esclarecimento, e o Colégio Nacional dos Procuradores-Gerais dos Estados e do Distrito Federal se manifestou pela extensão do prazo. 

Lacuna legislativa 

Diante da constatação de que, até o momento, o Congresso Nacional não editou lei que trate da matéria, o ministro decidiu prorrogar o prazo de eficácia das regras de distribuição do fundo. 

Segundo Fachin, a falta de critérios para a distribuição dos recursos do FPE pode gerar grave insegurança jurídica à União e aos estados e, ainda, incerteza quanto aos valores a serem recebidos, “o que pode constituir grave dano às finanças e às políticas públicas estaduais”. 

Federalismo 

O presidente do STF destacou ainda que a distribuição, pela União, de recursos aos estados pelo FPE é uma obrigação constitucional do federalismo cooperativo brasileiro. Esse mecanismo financeiro, segundo Fachin, assegura, de um lado, a autonomia dos entes federados e, do outro, a redução das desigualdades regionais e sociais. Essa última, lembrou o ministro, foi um dos motivos que levou a Corte a invalidar as novas regras de distribuição do fundo. 

A decisão do presidente do STF, que já está valendo, será submetida a referendo do Plenário. 

Leia a íntegra da decisão.  fonte stf

Lula sanciona com vetos lei que prevê regras mais rígidas para devedor

Lula sanciona com vetos lei que prevê regras mais rígidas para devedor

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, com vetos, a lei que institui o Código de Defesa do Contribuinte, beneficia bons pagadores e torna mais rígidas as regras contra devedores contumazes. A sanção foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira (9).  

“Um dos principais objetivos da lei é impedir que empresas usem brechas legais para, ao longo de anos, ficarem sem pagar impostos, prejudicando de forma desleal as instituições sérias que concorrem com elas e todo cidadão que cumpre com suas obrigações em dia”, diz nota do governo federal.

Lei foi publicada no Diário Oficial da União de hoje. foto bc

A nova legislação cria a figura do “devedor contumaz”, pessoa que pratica inadimplência reiterada, utilizando a prática como estratégia de negócio. 

“Quem for comprovadamente um devedor contumaz fica impedido de receber benefícios fiscais, contratar com o Poder Público e não é beneficiado com extinção de punibilidade em crimes tributários caso pague o tributo”, acrescenta a nota.

Ao mesmo tempo em que coíbe a ação de sonegadores, a lei traz benefícios às empresas que têm um bom histórico de pagamento, com a instituição do Programa de Estímulo à Conformidade Tributária (Sintonia). A lei também cria o Programa de Conformidade Cooperativa Fiscal (Confia) e o Programa Brasileiro de Operador Econômico Autorizado (Programa OEA), no âmbito aduaneiro. Com agência brasil

UE aprova acordo histórico com o Mercosul após 26 anos de negociações

UE aprova acordo histórico com o Mercosul após 26 anos de negociações

Depois de 25 anos de negociação, o Conselho Europeu aprovou nesta sexta-feira (9) o Acordo de Livre Comércio entre o Mercosul e a União Europeia. Esse é o maior acordo comercial já negociado pelo bloco sul-americano, formado por BrasilArgentinaParaguai Uruguai

O tratado, aprovado pela Comissão Europeia, envolve um mercado comum de 700 milhões de pessoas e um PIB, Produto Interno Bruto, de mais de 22 trilhões de dólares. Para entrar em vigor, o acordo ainda terá que ser aprovado no Parlamento Europeu.

21 dos 27 países da União Europeia votaram a favor do acordo; França, Hungria, Polônia e Irlanda se posicionaram contra. foto gazeta do povo

Mais integração

O presidente Lula comemorou o que chamou de um dia histórico para o multilateralismo. Em uma rede social, Lula afirmou que o acordo:

  • amplia as alternativas para as exportações brasileiras,
  • estimula investimentos produtivos europeus, e
  • simplifica regras comerciais para os dois lados.

Segundo o presidente, o acordo representa uma vitória do diálogo e da negociação, além de uma aposta na cooperação e na integração entre os países dos dois blocos.

Comissão Europeia

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, também se manifestou nas redes sociais. Ela disse que a decisão é histórica e que a Europa está comprometida com a geração de emprego e a garantia dos interesses dos consumidores e das empresas europeias. 

A cerimônia de assinatura do Acordo de Parceria Mercosul – União Europeia ainda não tem data definida. Mas Ursula von der Leyen afirmou que está ansiosa para viajar ao Paraguai – país que assumiu a presidência rotativa do bloco – para assinatura o acordo.

ntenda o acordo

O acordo entre União Europeia e Mercosul prevê a criação da maior área de livre-comércio do mundo, abrangendo cerca de 700 milhões de pessoas. Para Bruxelas, o tratado é visto como um avanço geopolítico em um contexto de aumento da participação da China no comércio e na influência sobre a América Latina.

A negociação também ocorre em um momento de maior incerteza no comércio global, com os Estados Unidos ampliando o uso de tarifas. Do lado europeu, setores como o automotivo, aviação, máquinas e exportações agrícolas, incluindo vinho e queijo, estão entre os potenciais beneficiados pela redução de tarifas.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, viajará ao Paraguai na próxima semana para assinar o acordo. Após a assinatura, o texto ainda precisará ser aprovado pelo Parlamento Europeu. Partes do acordo que extrapolam a política comercial também terão de passar pelos parlamentos nacionais dos países da União Europeia.

Edição:Fabiana Sampaio / Akemi Nitahara = agência brasil

Bares e restaurantes do Espírito Santo projetam aumento no faturamento no início de 2026

Bares e restaurantes do Espírito Santo projetam aumento no faturamento no início de 2026

Os empresários de bares e restaurantes do Espírito Santo encerram 2025 com otimismo para o início de 2026. Levantamento da Abrasel aponta que 69% dos estabelecimentos esperam faturar mais no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período de 2025. No Estado, a expectativa positiva é reforçada pela previsão de aumento de cerca de 10% no fluxo de turistas, segundo o presidente do Sindbares/Abrasel ES, Rodrigo Vervloet.

A confiança do setor é sustentada principalmente pelo desempenho recente das empresas, impulsionado pelas confraternizações de fim de ano e pelo pagamento do 13º salário a um contingente maior de trabalhadores, em um cenário marcado pela menor taxa de desemprego dos últimos anos.


Ainda de acordo com a pesquisa, em novembro, 40% dos bares e restaurantes operaram com lucro.

Além disso, o setor aposta em um calendário historicamente favorável ao consumo. Eventos e datas comemorativas como a Copa do Mundo, o Dia dos Namorados, o Dia das Mães e o Dia dos Pais costumam ampliar o movimento em bares e restaurantes, estimulando encontros, comemorações e o consumo fora do lar, sobretudo em cidades maiores e destinos turísticos.

Ainda de acordo com a pesquisa, em novembro, 40% dos bares e restaurantes operaram com lucro e outros 40% registraram equilíbrio financeiro. Já o percentual de estabelecimentos no prejuízo ficou em 19%, ligeiramente abaixo do observado no mês anterior. Outros 1% não existiam em novembro. Em relação a outubro, o faturamento também apresentou crescimento: 44% dos negócios registraram aumento, enquanto 28% mantiveram estabilidade e 27% apontaram queda.

Para Vervloet, os resultados recentes ajudam a criar um cenário mais favorável para o início do ano. “O movimento mais intenso não apenas impulsiona as vendas, como também permite recompor margens sem afetar o consumo, o que dá mais segurança financeira para iniciar 2026”, destaca.

O presidente avalia ainda que o calendário do próximo ano deve contribuir para o aumento da demanda. “A presença de mais feriados e pontos facultativos tende a estimular viagens, lazer e a circulação de pessoas. Isso impacta diretamente o consumo fora do lar, sobretudo em cidades maiores e destinos turísticos”, conclui. Fonte e foto Brendha Zamprognio – LR Comunicação


Reforma tributária começa fase de transição com testes de novos impostos em 2026

Reforma tributária começa fase de transição com testes de novos impostos em 2026

A reforma tributária começa a valer de forma gradual a partir deste ano. Desde 1º de janeiro, a maioria das empresas passou a emitir notas fiscais com a indicação dos novos impostos, a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS).

A CBS substitui o PIS, a Cofins e o IPI, que são tributos federais. Já o IBS vai substituir o ICMS, dos estados, e o ISS, dos municípios

Neste primeiro momento, o novo sistema funciona em fase de testes. As informações fiscais são registradas, mas ainda não há cobrança efetiva dos novos tributos.

O deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), relator da proposta que resultou na Emenda Constitucional 132, afirma que a reforma traz simplificação e mais transparência ao sistema tributário.

“Essa reforma vai impactar profundamente o país, porque traz a simplificação tributária, elimina a cumulatividade e aumenta a transparência. Hoje, o cidadão não sabe quanto paga de imposto”, afirmou.

A cobrança efetiva da CBS e do Imposto Seletivo — que incide sobre produtos prejudiciais à saúde e ao meio ambiente (veja infográfico) — começa em 2027.

Já o IBS entra em fase de transição a partir de 2029, com a extinção total do ICMS e do ISS prevista para 2033.

O deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), relator do grupo de trabalho da reforma tributária na Câmara, destacou que a medida foi regulamentada pela Lei Complementar 214/25, aprovada no ano passado.

“Estamos criando um novo sistema tributário que ajuda na reindustrialização do país e acaba com a guerra fiscal entre os estados, que prejudicou a sociedade brasileira”, disse.

Outra etapa da reforma foi relatada pelo deputado Mauro Benevides Filho (PDT-CE). O texto, aprovado pela Câmara e pelo Senado, ainda aguarda sanção presidencial.

Para Benevides, os efeitos completos da reforma, previstos para 2033, devem reduzir custos e gerar empregos.

“Isso vai significar uma diminuição do custo de produção e também um aumento do emprego na economia brasileira”, afirmou.

Entre as novidades da reforma está o cashback tributário, que prevê a devolução de parte dos impostos a famílias de baixa renda inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico), com renda mensal de até meio salário mínimo por pessoa.

Além disso, os produtos da cesta básica terão alíquota zero dos tributos sobre consumo.

Durante a tramitação da reforma, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), destacou o trabalho conjunto do Legislativo e do Executivo para construir um modelo com menos burocracia, mais agilidade e menor custo para o cidadão contribuinte.

Reportagem – José Carlos Oliveira
Edição – Geórgia Moraes

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Famílias capixabas encerram o ano mais confiantes para consumir

Famílias capixabas encerram o ano mais confiantes para consumir

O fim de 2025 chega com um sinal claro de otimismo no bolso das famílias capixabas. Em um período decisivo para o varejo, marcado pelas compras de Natal e Ano Novo, os consumidores do Espírito Santo demonstraram maior disposição para consumir, apoiados pela melhora na renda, pelo mercado de trabalho mais estável e por uma percepção mais favorável sobre o acesso ao crédito. Além de um aquecimento das vendas de fim de ano, o resultado indica expectativas positivas para os primeiros meses de 2026.

Em dezembro de 2025, a Intenção de Consumo das Famílias capixabas (ICF) apresentou alta de 2,2% (+2,3 pontos) e chegou a 106,7 pontos, mantendo-se no nível de satisfação. O avanço ocorreu em um dos meses mais importantes para o comércio capixaba e sinaliza maior predisposição das famílias para consumir, especialmente em um contexto de datas comemorativas que tradicionalmente elevam o fluxo de compras no estado.

Melhora no acesso ao crédito, na renda e o bom momento para compras de bens duráveis como eletrodomésticos e eletrônicos, TVs e ar-condicionados impulsionam intenção de consumo nos próximos meses. foto Envato

As análises são do Connect Fecomércio-ES (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Espírito Santo), com base nos dados do ICF, disponibilizados pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

O indicador capixaba permaneceu acima da média nacional, que ficou em 104,1 pontos, e também superou a média da região Sudeste, de 105,1 pontos. Entre novembro e dezembro de 2025, o ICF avançou 2,3% no Sudeste e 1,7% no Brasil. Na comparação com dezembro de 2024, o índice mostrou estabilidade no cenário nacional e regional, enquanto, no Espírito Santo, todos os subíndices que compõem o indicador apresentaram crescimento.

Entre os componentes do ICF, os maiores níveis de satisfação no estado foram registrados em “Emprego atual”, com 128,7 pontos, e “Renda atual”, com 127,7 pontos. O resultado indica que, em relação ao mesmo período do ano passado, as famílias capixabas se sentem mais seguras quanto à manutenção do emprego e avaliam que sua renda está em melhor situação.

“A combinação entre mercado de trabalho mais estável e percepção positiva da renda cria um ambiente propício para decisões de consumo menos defensivas”, avaliou André Spalenza, coordenador do Observatório do Comércio do Connect Fecomércio-ES.

Os subíndices com maior expansão mensal foram “Acesso ao crédito”, que cresceu 3,3%, e “Perspectiva de consumo”, com alta de 3,6% entre novembro e dezembro. Com esse avanço, o indicador de acesso ao crédito saiu do nível de insatisfação, ao passar de 98,4 para 101,6 pontos, ingressando na zona de satisfação. “Esse movimento é particularmente relevante para o varejo, pois indica que as famílias percebem maior facilidade para comprar a prazo, o que amplia o espaço para estratégias comerciais baseadas em financiamento ao consumidor”, explicou Spalenza.

A “Perspectiva de consumo” manteve-se em nível elevado de satisfação, ao alcançar 118,2 pontos, sinalizando que as famílias esperam consumir mais nos próximos meses do que no mesmo período do ano anterior. Segundo Spalenza, o resultado desenha um cenário favorável para o início de 2026. “Temos um ambiente de maior confiança, apoiado pela melhora das condições percebidas de crédito, renda e emprego no Espírito Santo. Eventos sazonais como a volta às aulas e o Carnaval tendem a se beneficiar desse aumento da confiança, garantindo sustentação da demanda para além de dezembro”, destacou.

Outro ponto de atenção foi a melhora na percepção sobre o momento para aquisição de bens duráveis, como eletrodomésticos, eletrônicos, televisores e aparelhos de ar-condicionado. “Mesmo abaixo do patamar ideal (64,7 pontos), o avanço mostra uma recuperação gradual da confiança para compras de maior valor agregado, que costumam depender de crédito e planejamento”, afirmou Spalenza.

A pesquisa completa, com os dados detalhados, está disponível no site portaldocomercio-es.com.br.

Sobre o Sistema Fecomércio-ES
A Fecomércio-ES integra a Confederação Nacional do Comércio (CNC) e representa 405.455 empresas, responsáveis por 58% do ICMS arrecadado no estado e pelo emprego de 652 mil pessoas. Com mais de 30 unidades, tendo ações itinerantes e presente em todos os municípios capixabas – seja de forma física ou on-line –, o Sistema Fecomércio-ES atua em todo o Espírito Santo. A entidade representa 24 sindicatos empresariais e tem como missão contribuir para o desenvolvimento social e econômico do estado. O projeto Connect é uma parceria entre Fecomércio-ES e Faesa, com apoio do Senac-ES, Secti-ES, Fapes e Mobilização Capixaba pela Inovação (MCI). Fonte Kelly Kalle- Fecomércio-ES e foto Envato.

Cafés especiais produzidos por mulheres capixabas ganham espaço no mercado mineiro

Cafés especiais produzidos por mulheres capixabas ganham espaço no mercado mineiro

Com apoio do projeto Mulheres do Café, coordenado pelo Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), 20 cafeicultoras do Espírito Santo conseguiram acessar o mercado de cafés especiais de Minas Gerais, Estado com forte tradição na cafeicultura. Em dezembro, os produtos delas passaram a ser comercializados na cidade histórica de Tiradentes, em estabelecimento especializado em cafés produzidos por mulheres.

A oportunidade foi viabilizada por meio da parceria do projeto com a cafeteria Café da Madre, que reserva espaço de destaque em suas prateleiras para os cafés das capixabas. O cardápio reúne produtos das espécies arábica e canéfora, evidenciando a diversidade de origens, perfis sensoriais e sistemas produtivos do Espírito Santo.

O Mulheres do Café é desenvolvido por meio do programa Inovagro, que é conduzido pela Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag) e tem apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes).foto seag

A articulação com o empreendimento mineiro teve início durante a Semana Internacional do Café (SIC) de 2024, quando o proprietário conheceu, no estande do Espírito Santo, o projeto Mulheres do Café. A partir desse contato, foi iniciado um diálogo com a coordenação do projeto, que resultou em uma visita técnica a Tiradentes para alinhamento da parceria.

Após a visita, foi realizado um levantamento junto às participantes para identificar interesse na ação. Ao final do processo, as 20 cafeicultoras foram selecionadas para enviar seus produtos, que hoje representam a qualidade dos cafés capixabas na cafeteria. 

Alcione Patrícia Bertoli, de Iconha, é uma das produtoras contempladas Alcione Patrícia Bertoli, de Iconha, e Alcione Patrícia Bertoli, de Iconha, foram contempladas

Uma das produtoras contempladas é Alcione Patrícia Diirr Bertoli, da comunidade de Inhaúma, no interior do município de Iconha. Ela é responsável pela marca Café Sítio Doce Grão, voltada à produção de café conilon especial. Para a cafeicultora, a iniciativa representa uma oportunidade importante de visibilidade e valorização do trabalho desenvolvido no campo. 

“Achei a iniciativa maravilhosa, porque ajuda a divulgar o projeto e a nossa marca de café especial em lugares onde a gente não teria oportunidade de chegar. O sentimento é de gratidão e orgulho de ver o nosso trabalho ganhando mais visibilidade, e o papel da mulher no campo sendo valorizado”, destaca.

Segundo a extensionista do Incaper e coordenadora do projeto Mulheres do Café, Patrícia Matta, a iniciativa representa um avanço para a valorização da cafeicultura feminina capixaba. “Isso é resultado do trabalho desenvolvido pelo Mulheres do Café, construído a partir do diálogo, da confiança e do acompanhamento técnico, e que hoje se consolida como uma oportunidade concreta de mercado para mulheres produtoras de diferentes regiões do Espírito Santo”, enfatiza.

A coordenadora também destacou a atuação dos servidores do Incaper Rodrigo Fernandes, Priscila Nascimento e Tássio Souza, que prestaram suporte técnico às produtoras em suas regiões de atendimento e contribuíram para a mobilização das participantes. Segundo ela, o trabalho articulado desses profissionais foi fundamental para a organização do processo, o engajamento das cafeicultoras e a qualidade dos produtos enviados.

O Mulheres do Café é desenvolvido por meio do programa Inovagro, que é conduzido pela Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag) e tem apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes). O projeto busca fortalecer a cadeia produtiva do café e ampliar o reconhecimento do trabalho das mulheres no setor, promovendo qualificação técnica, equidade de oportunidades e o acesso a mercados diferenciados.

Confiança dos empresários do comércio capixaba cresce pelo terceiro mês consecutivo e encerra 2025 em alta

Confiança dos empresários do comércio capixaba cresce pelo terceiro mês consecutivo e encerra 2025 em alta

Embalados pelo aquecimento típico do fim de ano, com as compras de Natal e de Ano Novo e maior circulação de renda, os empresários do Espírito Santo encerraram 2025 mais confiantes e dispostos a investir e contratar. Esse cenário ficou evidente em dezembro, quando o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) avançou de forma consistente e indicou o estado como o destaque do Sudeste.

O indicador registrou alta de 3,4% em relação a novembro, passando de 108,6 para 112,3 pontos no estado. Desde junho, o índice permanece acima da zona de satisfação (100 pontos), sendo o terceiro mês consecutivo de crescimento, o que sinaliza confiança sustentada do comércio capixaba.

Índice do Espírito Santo avança 3,4% em dezembro, supera a média nacional e lidera no Sudeste, impulsionado pelo aquecimento do varejo e por expectativas mais positivas para 2026. foto Envato.

As análises são do levantamento do Connect Fecomércio-ES (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Espírito Santo), com informações da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

A variação mensal positiva acompanha a tendência observada no país e no Sudeste, mas com desempenho superior no Espírito Santo. Enquanto o Brasil avançou 1,3% em dezembro, Minas Gerais cresceu 1,8% (101 pontos), São Paulo 2,1% (103,8) e o Rio de Janeiro 2,5% (101,3). Com 112,3 pontos, o estado liderou a região e ficou acima da média nacional, de 105,7 pontos.

Segundo André Spalenza, coordenador do Observatório do Comércio do Connect Fecomércio-ES, o resultado reflete um conjunto de fatores sazonais e estruturais. “O mês de dezembro concentra elementos que tradicionalmente impulsionam a confiança do empresário, como o aumento do fluxo de consumidores, as datas comemorativas e as ações promocionais. Esse ambiente favorece decisões menos defensivas e fortalece as expectativas para o curto prazo”, avaliou.

Entre os subíndices do Icec, as “Condições atuais” avançaram 3% em dezembro, alcançando 86,2 pontos, sendo que a percepção sobre a economia cresceu 3,5% no mês. “Apesar do avanço pontual em dezembro, a leitura do empresário ainda carrega certa cautela acumulada ao longo do ano, especialmente diante de um cenário de juros elevados”, ponderou Spalenza. Já a avaliação do setor evoluiu 3,2% no mês e cresceu 1,2% na comparação anual, enquanto a percepção sobre a própria empresa atingiu 103,5 pontos, indicando recuperação gradual das condições de operação.

As “Expectativas futuras” tiveram o avanço mais expressivo, com alta mensal de 7,3% em dezembro, chegando a 136,7 pontos. Nesse item, a percepção sobre a economia nos próximos meses cresceu 11,9% no mês, e a confiança no setor avançou 6%. “Os empresários passaram a enxergar o início de 2026 com mais otimismo, apoiados na melhora recente da demanda e na expectativa de continuidade do movimento positivo no curto prazo”, destacou Spalenza.

A “Intenção de investimentos” se manteve estável em dezembro, com 114,1 pontos, ainda acima da zona de satisfação. O destaque foi a intenção de contratação de funcionários, que cresceu 1,1% no mês e alcançou 142,8 pontos, figurando entre os melhores componentes do índice. “A contratação reflete a necessidade de sustentar o nível de atividade observado no fim do ano, enquanto os investimentos seguem mais seletivos, voltados a ajustes operacionais”, explicou o coordenador.

Por tipo de produto comercializado, todos os segmentos permaneceram acima do nível de satisfação. O maior destaque foi o segmento de bens duráveis (eletrônicos, eletrodomésticos, móveis e veículos), que cresceu 6,2% no mês e 1,2% no comparativo interanual, sinalizando retomada gradual do consumo de itens de maior valor agregado.

Os bens semiduráveis (roupas, calçados e itens de cama, mesa e banho) e não duráveis (alimentos, bebidas, produtos de higiene e limpeza) também apresentaram resultados positivos, o que indica a manutenção do consumo e a maior demanda por itens essenciais, impulsionadas pela sazonalidade de fim de ano.

A pesquisa completa, com os dados detalhados, está disponível no site portaldocomercio-es.com.br.

Sobre o Sistema Fecomércio-ES
A Fecomércio-ES integra a Confederação Nacional do Comércio (CNC) e representa 405.455 empresas, responsáveis por 58% do ICMS arrecadado no estado e pelo emprego de 652 mil pessoas. Com mais de 30 unidades, tendo ações itinerantes e presente em todos os municípios capixabas – seja de forma física ou on-line –, o Sistema Fecomércio-ES atua em todo o Espírito Santo. A entidade representa 24 sindicatos empresariais e tem como missão contribuir para o desenvolvimento social e econômico do estado. O projeto Connect é uma parceria entre Fecomércio-ES e Faesa, com apoio do Senac-ES, Secti-ES, Fapes e Mobilização Capixaba pela Inovação (MCI). Fonte Kelly Kalle – Fecomércio-ES

Cláudio Castro formaliza pedido de adesão do Rio de Janeiro ao Propag

Cláudio Castro formaliza pedido de adesão do Rio de Janeiro ao Propag

O governador Cláudio Castro, por meio de ofício, formalizou à Secretaria de Tesouro Nacional (STN) o pedido de adesão do Rio de Janeiro ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), na quarta-feira (31/12). A medida vai viabilizar um modelo mais sustentável de pagamento da dívida com a União, possibilitando a conciliação do acerto do passivo com a manutenção dos serviços públicos e os investimentos necessários para o crescimento econômico. A solicitação do chefe do Executivo fluminense deve ser respondida em até 30 dias pela STN.

Governador participa de Sessão Conjunta do Senado e da Câmara para análise de vetos do Propag. (foto Ernesto Carriço)

–  Em meio a desafios, o Governo do Estado trabalhou com muita determinação para levar à frente a adesão ao Propag. Atuamos intensamente na aprovação do projeto no Congresso Nacional, na derrubada dos vetos presidenciais a itens essenciais para o nosso ingresso ao programa e na votação da medida na nossa casa legislativa. Todos esses esforços foram feitos para assegurarmos os investimentos em políticas públicas como Educação, Saúde e Segurança para os cidadãos fluminenses – enfatizou Cláudio Castro.

O programa cria mecanismos para facilitar o pagamento das dívidas com a União, como a redução da taxa de juros hoje aplicada, que equivale ao IPCA + 4% ao ano. No âmbito do Propag, o Estado do Rio de Janeiro busca a atualização de IPCA + 0%, amortizando 20% da sua dívida, com a utilização de recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Regional (FNDR).

Aderindo ao Propag, o estado deixará o Regime de Recuperação Fiscal (RRF) e passará a cumprir novas regras fiscais e financeiras adicionais, dentre elas a oferta de ativos para esse abatimento. Atualmente, a dívida do Rio de Janeiro é R$ 227 bilhões, sendo R$ 195 bilhões devidos à União, R$ 28 bilhões de contratos garantidos pela União e R$ 4 bilhões referentes a parcelamentos. fonte governorj