Prefeitura do Rio divulga operação para o show da Lady Gaga na Praia de Copacabana. foto tech tudo
Mais de 5,3 mil agentes das forças de segurança do estado do Rio atuarão no esquema especial organizado para proteger o público no show da cantora americana Lady Gaga, no próximo sábado (3), na praia de Copacabana. A expectativa é que cerca de 1,6 milhão de pessoas compareçam ao show da artista.
“Estamos construindo um ótimo histórico, entregando bons resultados relacionados à segurança em grandes eventos, ao fortalecimento da cultura, do entretenimento e do setor turístico. Isso é possível graças à integração das nossas secretarias e ao uso de tecnologias, auxiliando o trabalho das forças de segurança”, afirmou o governador Cláudio Castro.
Efetivo
Com 70 viaturas e 78 torres de observação, a Polícia Militar mobilizará 3,3 mil agentes no policiamento ostensivo e repressivo. Além disso, estarão em ação grupos de policiais especializados em patrulhamento de multidão, com trabalho especificamente destinado à prevenção de roubos e furtos durante o espetáculo.
O Centro Integrado de Comando e Controle Móvel estará posicionado na Praça do Lido, com dois drones de reconhecimento facial, além de 12 câmeras extras de reconhecimento facial na Avenida Nossa Senhora de Copacabana. Haverá ainda policiamento na faixa de areia com cinco tendas de apoio.
“A segurança é o principal vetor para permitir que os artistas incluam o Rio como destino de turnês. A integração entre as forças é fundamental para melhorar e aprimorar as atividades nesse momento. Serão mais de 5 mil agentes empenhados para garantir que moradores e turistas tenham a melhor experiência possível”, disse o secretário de Segurança Pública, Victor dos Santos.
O policiamento será reforçado no Aterro do Flamengo, Terminal Gentileza, Terreirão do Samba e Central do Brasil. As principais vias de acesso a Copacabana vão contar com pontos de bloqueio e revista. O Túnel Coelho Cintra, que liga os bairros de Botafogo e Copacabana, terá um ponto de interceptação.
Já as estações de metrô Cardeal Arcoverde, Siqueira Campos e Cantagalo, na zona sul, terão revista de passageiros com detectores de metal. Além disso, os agentes farão o chamado “cinturão de segurança” do Leme até Copacabana, com 18 pontos de bloqueio e revista com reconhecimento facial em pórticos nas ruas de acesso à praia.
Mais de 1,5 mil policiais civis trabalharão no policiamento do show de Lady Gaga, com reforço nas delegacias da zona sul e do centro e apoio das delegacias especializadas. O esquema será acionado logo no início do feriado, 1º de maio, e se estenderá até as 5h da madrugada de domingo (4).
A Secretaria de Administração Penitenciária vai aumentar o efetivo trabalhando nos plantões nas unidades prisionais de Gericinó e demais complexos prisionais, além de acompanhar, em tempo real, as pessoas monitoradas por tornozeleiras eletrônicas em toda a orla de Copacabana e entorno, identificando possíveis violações do uso do equipamento.
Bombeiros
No esquema pensado para o show, o Corpo de Bombeiros contará com 400 militares posicionados por toda a extensão da praia, preparados para agir em três frentes: terrestre, aérea e marítima, com o objetivo de garantir a segurança do público.
Ao todo, 12 postos de guarda-vidas estarão ativos antes, durante e após o evento, garantindo o socorro imediato a banhistas e frequentadores da orla marítima.
Turismo
O setor turístico registrou aumento de 26% no volume de passageiros e 19% no de voos no período do show de Lady Gaga, na comparação com os números da primeira semana de maio do ano passado.
O Aeroporto do Galeão deve receber mais de 360 mil passageiros no período, sendo 256 mil domésticos e 107 mil internacionais. Além disso, passageiros de 50 embarcações vão assistir ao espetáculo na praia de Copacabana, do mar. fonte DOUGLAS CORRÊA – REPÓRTER DA AGÊNCIA BRASIL
Show de Lady Gaga terá mais de 5,3 mil agentes no esquema de segurança. foto LADYGAGA/INSTAGRAM
Cerca de 1,6 milhão de pessoas devem assistir ao show da cantora Lady Gaga, marcado para o dia 3 de maio na praia de Copacabana.
A festa vai começar às 17h30, com apresentações de dois DJs no palco montado em frente ao Copacabana Palace. O show principal da cantora está previsto para iniciar às 21h15 e deve durar cerca de duas horas e meia.
A Prefeitura do Rio montou uma estrutura ao longo da orla de Copacabana com 16 torres de delay (estruturas de telões, som e iluminação).
O espaço contará com 500 cabines sanitárias, incluindo unidades adaptadas. Também foram instaladas estruturas específicas para Pessoas com Deficiência (PCD).
Na área da segurança serão disponibilizadas 78 torres de vigilância para policiais militares, 150 detectores de metal do tipo raquete para apoio às revistas, 18 câmeras com tecnologia de reconhecimento facial posicionadas nos pontos de controle e a instalação de grades nas ruas transversais à orla, para controle de acesso ao evento.
Segundo a prefeitura, a passagem da estrela americana pela cidade deve proporcionar à economia carioca a movimentação de R$ 600 milhões.
Trânsito
A Companhia de Engenharia de Tráfego do Rio (CET-Rio) montou um esquema especial de bloqueios em Copacabana, semelhante ao adotado em grandes eventos, como o réveillon.
A partir da madrugada do dia 3, começam os bloqueios de acesso a Copacabana. A partir das 7h, a Avenida Atlântica será totalmente interditada, com bloqueio para veículos em toda a via, incluindo a pista junto aos prédios e as ruas de acesso à orla.
Já a partir das 18h, começa o bloqueio ao acesso de veículos particulares à Copacabana, sendo permitida apenas a entrada de ônibus e táxis. Após as 19h30, nem ônibus e táxis poderão entrar no bairro.
Transporte
O principal ponto de embarque no dia do show será o Terminal Enseada de Botafogo, localizado na Avenida das Nações Unidas.
Também será possível utilizar os pontos de ônibus regulares na Praia de Botafogo para outras linhas.
O MetrôRio terá operação especial com as três estações de metrô de Copacabana abertas 24 horas, de sábado para domingo. A estação Cardeal Arcoverde funcionará apenas para desembarque entre 16h e 22h do sábado, (3). Haverá controle de fluxo nos arredores das estações para garantir a segurança da operação.
Para quem for utilizar os trens da SuperVia, a operação especial prevê a reabertura da estação Central do Brasil à meia-noite do domingo, (4). Fonte agência brasil
Órgão fez auditoria que subsidiou investigações da Polícia Federal. foto agência do brasil
Um relatório da Controladoria-Geral da União (CGU) concluiu que há indícios da existência de uma “indústria de descontos ilegítimos” nos benefícios de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Em um dos trechos do documento, o órgão cita um dos casos de suspeita de fraude. A CGU constatou o envio à Dataprev, empresa pública de tecnologia da Previdência Social, de duas autorizações de desconto para o mesmo beneficiário. O envio ocorreu no mesmo dia e por duas associações diferentes.
Segundo os auditores, as suspeitas indicam a possível utilização indevida das informações cadastrais dos beneficiários.
“Nesse cenário, reiteram-se os indícios da existência de uma indústria de produção de termos de descontos ilegítimos, utilizados ilegalmente pelas entidades associativas”, constata o órgão.
Em outro ponto da auditoria, a CGU também constatou que a maioria dos aposentados e pensionistas entrevistados pelo órgão desconheciam as entidades que realizavam descontos de mensalidades associativas não autorizadas.
Entre os meses de abril e julho de 2024, a CGU fez entrevistas em todos os estados com beneficiários que têm descontos em folha. Segundo o órgão, dos 1.273 entrevistados, apenas 52 confirmaram filiação às entidades, e somente 31 autorizaram os descontos.
Após a retirada do sigilo das investigações, o INSS informou que não comenta decisões judiciais em andamento.
Em nota divulgada após a operação, o instituto declarou que, das 11 entidades investigadas, somente uma teve acordo assinado em 2023. Segundo o órgão, “os descontos vinham ocorrendo em governos anteriores”. FONTE ANDRÉ RICHTER – REPÓRTER DA AGÊNCIA BRASIL
Iniciativa da Findes, Petrobras e Governo do ES aposta em CCSpara criar um hub estratégico de captura de carbono, fortalecer a economia capixaba e liderar a transição energética no país. foto Findes
Criado para transformar o Espírito Santo em referência nacional na agenda de descarbonização industrial, o ES Carbono Neutro: Programa de Incentivo a Projetos de CCS da Indústria, foi entregue ao governo estadual neste mês, durante reunião do Fórum Capixaba de Petróleo, Gás e Energia. A iniciativa reúne a Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), Petrobras, órgãos ambientais e instituições públicas com o objetivo de atrair e viabilizar projetos de Captura, Transporte e Armazenamento de Carbono (CCS), consolidando o Estado como um hub estratégico para tecnologias de baixo carbono.
O programa é a primeira entrega do acordo de cooperação firmado em agosto de 2024, entre Findes, Petrobras e Governo do ES, que estabeleceu uma agenda conjunta para o estudo e desenvolvimento de projetos de CCS. Fruto do trabalho de um grupo multidisciplinar, formado por empresas e órgãos públicos, a iniciativa marca o início da construção de um ambiente de negócios propício à implantação dessa nova cadeia produtiva no Estado.
“O programa é mais uma demonstração do protagonismo da indústria capixaba na agenda da sustentabilidade. Estamos falando de uma nova cadeia produtiva que pode gerar inovação, atrair investimentos e posicionar o Espírito Santo como referência nacional em soluções ambientais para a indústria. É uma agenda que une competitividade e responsabilidade com o futuro. Para a Findes, participar dessa iniciativa é de extrema relevância”, afirma o presidente da Federação, Paulo Baraona.
O que é CCS
Essa solução ambiental consiste em captar o dióxido de carbono (CO₂) gerado em processos industriais, transportá-lo por meio de dutos ou outros modais e armazená-lo em formações geológicas subterrâneas seguras. O objetivo é impedir que o CO₂ chegue à atmosfera, contribuindo diretamente para a redução das emissões de gases de efeito estufa e para o cumprimento de metas de descarbonização.
“Para que projetos como esse avancem, é preciso pensar em todas as condições de viabilidade, desde o licenciamento ambiental até incentivos fiscais e qualificação técnica”, aponta a secretária executiva do Fórum Capixaba de Petróleo, Gás e Energia, Rúbya Salomão. É justamente para construir esse ambiente favorável que o programa foi estruturado.
Sobre o programa
O programa surge com seis eixos estratégicos voltados à criação de um ambiente de negócios favorável ao desenvolvimento de projetos de CCS no Espírito Santo:
1. Inovação e fomento
Direcionar investimentos e pesquisas para o desenvolvimento de tecnologias e soluções inovadoras em CCS.
2. Incentivos fiscais e regulatórios
Desenvolver e auxiliar regulação de CCS nos níveis federal, estadual e municipal.
3. Qualificação
Qualificar a força de trabalho para operação e regulamentação de projetos de CCS.
4. Mercado de carbono
Monitorar a regulamentação do mercado nacional de créditos de carbono e fomentar o mercado voluntário no ES. 5. INFRAESTRUTURA E INVESTIMENTOS Desenvolver estrutura logística e atrair investimentos para implantação de projetos de CCS.
5. Infraestrutura e investimentos
Desenvolver estrutura logística e atrair investimentos para implantação de projetos de CCS.
6.Monitoramento de projetos
Monitorar e apoiar novos projetos de CCS e projetos em desenvolvimento no ES.
Nos próximos meses, o ES Carbono Neutro: Programa de Incentivo a Projetos de CCS da Indústria avançará com ações-chave, incluindo o direcionamento de recursos para projetos de CCS, a participação na elaboração de legislações ambientais e o início da qualificação de profissionais (agentes ambientais, engenheiros e técnicos, e jornalistas). Até dezembro de 2027, o foco será a regulação do mercado de carbono e a reserva de áreas para novos projetos de CCS no Estado.
Diferencial do ES
O Espírito Santo se destaca por sua infraestrutura consolidada no setor de petróleo e gás, bem como por políticas públicas de incentivo à inovação e à sustentabilidade. Com a criação de um ambiente regulatório favorável e a atração de investimentos para CCS, o Estado pode se tornar pioneiro na implementação dessas soluções no Brasil.
“A infraestrutura logística do Espírito Santo é considerada o principal diferencial competitivo. O Estado já conta com gasodutos interligando-se a regiões como Minas Gerais, Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo, o que facilita a adaptação para o transporte de CO₂”, destaca a secretária executiva do Fórum, Rúbya Salomão.
Deputados aprovaram o projeto em Plenário nesta segunda-feira. foto Bruno Spada/Câmara dos Deputados
A Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei sobre critérios para repasse de recursos para a cultura da Lei Aldir Blanc a estados e municípios. O texto repete o tema da Medida Provisória 1274/24 e será enviado ao Senado. A MP perde a vigência no próximo dia 1º de maio.
De autoria do deputado José Guimarães (PT-CE), o Projeto de Lei 363/25 foi aprovado na forma de um substitutivo da relatora, deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), que propõe uma diferenciação do percentual de execução de recursos anteriormente repassados para o recebimento de novas verbas.
Desde fins de 2023, o percentual exigido de execução era de 60%, definido em decreto para todos os municípios. Com a proposta da relatora, municípios com até 500 mil habitantes precisarão ter executado, no mínimo, 50% dos recursos repassados anteriormente pela União. Os demais municípios, os estados e o Distrito Federal continuam com a exigência de 60% de execução mínima.
O projeto permite que os R$ 15 bilhões de incentivos no âmbito da Lei Aldir Blanc sejam repassados a estados e municípios em um período maior que o atual, de cinco anos.
Jandira Feghali afirmou que a proposta é de extrema relevância para a manutenção e o fortalecimento da política pública de apoio à cultura nacional. “O setor audiovisual, apesar de sua importância cultural e econômica, ainda não atingiu a autossustentabilidade financeira. Dessa forma, os mecanismos de fomento representam instrumentos fundamentais para garantir sua continuidade e crescimento”, afirmou.
Feghali alterou o texto para constar que, após acabar os R$ 15 bilhões previstos, a Política Nacional Aldir Blanc seja financiada por recursos definidos em cada lei orçamentária. “A alteração se justifica, para que haja previsão de continuidade de uma política essencial para a cultura brasileira”, explicou.
A relatora afirmou que a proposta traz novos critérios para aferição de execução das ações de cultura, possibilita que o planejamento de estados e municípios seja plurianual e garante que os entes recebam o valor integral, dependendo da execução. “É uma possibilidade real, votando este texto, de que tenhamos de fato a perenidade da política da Lei Aldir Blanc”, disse Feghali.
Novas regras A proposta muda a lei que criou o incentivo para a retomada do setor no fim da pandemia de Covid-19, cujos repasses eram de exatos R$ 3 bilhões ao ano por cinco exercícios (2023 a 2027). Assim, com a mudança, o total de R$ 15 bilhões poderá ser alongado, conforme os entes federativos executem ou não os recursos repassados.
O plano de aplicação de recursos não precisará mais ser anual, podendo ser plurianual.
Quanto aos repasses, eles poderão ser inferiores a R$ 3 bilhões anuais, dependendo das sobras nas contas específicas dos estados e municípios destinadas a gerir o dinheiro da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (Pnab). Assim, se um estado não cumprir a execução, receberá menos no ano seguinte porque já tem saldo não executado do ano findo.
Fundos de cultura Outra mudança em relação às regras atuais definidas na Lei 14.399/22 é a exigência, a partir de 2027, de que os entes federativos tenham um fundo de cultura para poderem receber os recursos da lei.
Atualmente, não há uma data limite para a criação dos fundos, permitindo-se o repasse a uma estrutura definida pelo ente que receber o dinheiro.
Regras de cálculo Sobre os parâmetros para o cálculo do rateio do valor anual entre estados e municípios, a proposta prevê que, a partir de 2025, um dos critérios, de proporção populacional, usará os dados existentes no final de 2024.
Segundo o Ministério da Cultura, as mudanças também têm como objetivo superar o uso de convênios com prazos reduzidos e incentivar um planejamento contínuo típico de políticas públicas de Estado.
Depois de usados os R$ 15 bilhões, a Pnab poderá continuar segundo disponibilidades orçamentárias e financeiras.
Apoio ao cinema O substitutivo de Jandira Feghali incorpora ainda o texto da Medida Provisória 1280/24, que prorroga, até 31 de dezembro de 2029, o prazo para utilização dos benefícios fiscais do Regime Especial de Tributação para Desenvolvimento da Atividade de Exibição Cinematográfica (Recine), anteriormente previsto para acabar no fim deste ano. A MP perde a vigência no começo de junho.
O Recine permite a desoneração de tributos federais sobre as compras voltadas à implantação ou modernização de salas de exibição cinematográfica, principalmente em cidades menores ou do interior.
Para os incentivos da Lei do Audiovisual, a concessão dos benefícios, em 2025, será limitada a R$ 300 milhões e voltará a subir em 2026 (estimativa de R$ 803 milhões) e em 2027 (estimativa de R$ 849 milhões).
A concessão dos benefícios fiscais deverá ser monitorada para se adequar a esses montantes.
Já a Agência Nacional do Cinema (Ancine) poderá estabelecer metas e objetivos dos benefícios fiscais, estabelecendo indicadores para acompanhamento.
Em contrapartida ao limite, o texto reajusta os montantes totais que cada projeto de audiovisual poderá receber de recursos incentivados, chegando a R$ 21 milhões, contra os R$ 7 milhões antes da MP 1280/24.
Os valores não eram reajustados desde 2006, e o percentual usado foi o IPCA acumulado mais reajuste real de 15%.
Segundo as regras dos incentivos, cada projeto poderá receber até R$ 12 milhões de benefícios fiscais decorrentes de deduções no Imposto de Renda a pagar pelo patrocínio de obras audiovisuais brasileiras de produção independente ou quando o beneficiado do incentivo comprar quotas de comercialização dessas obras.
Outros R$ 9 milhões poderão ser alocados em cada projeto e vêm de deduções que empresas distribuidoras têm direito se remeterem ao exterior pagamentos pela exploração de obras estrangeiras no Brasil ou vêm de deduções que empresas de comunicação têm direito se investirem em filmes cinematográficos de longa metragem.
Debate em Plenário O líder do governo e autor do projeto, deputado José Guimarães, ressaltou que a lei distribui de forma descentralizada os recursos para a cultura. “Só uma cabeça sem juízo vai impedir que esse recurso chegue na ponta.”
Durante a sessão do Plenário, o deputado Hildo Rocha (MDB-MA) destacou que a proposta vai permitir a continuidade de recursos para fomentar manifestações culturais, em especiais nos pequenos municípios brasileiros. “Esses recursos vão para os municípios investirem na cultura local”, afirmou.
Para o deputado Tarcísio Motta (Psol-RJ), a Lei Aldir Blanc é fundamental para a cultura brasileira e precisa continuar. “O que vai acontecer se a medida provisória perder o efeito? Todo o dinheiro repassado para estados e municípios pode não ser efetivado. Não podemos deixar isso acontecer.”
Críticas A oposição obstruiu a votação de hoje, cobrando a inclusão na pauta do projeto que concede anistia aos envolvidos nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023 (PL 2858/22). Após reunião de líderes na última quinta-feira (24), o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, afirmou que o tema não entrará na pauta de votações da Casa desta semana.
O deputado Carlos Jordy (PL-RJ), vice-líder da Minoria, criticou transformar a Lei Aldir Blanc em política permanente. Ele lembrou que o texto original da lei auxiliava apenas os setores culturais durante a pandemia de Covid-19. “Tentam nos sensibilizar dizendo que isso é para pequenos artistas, mas todos sabem que eles [do governo] é quem indicam e são todos seus amigos”, disse Jordy.
Na opinião do deputado Rodrigo da Zaeli (PL-MT), os recursos acabam sendo usados para fazer campanha eleitoral antecipada.
O deputado Gilson Marques (Novo-SC) afirmou que os recursos deveriam ir para outras áreas. “Se gasta R$ 15 bilhões no que eles dizem que é cultura, não tem dinheiro para merenda, falta para saneamento básico”, criticou.
A estimativa da organização do evento é que 2,7 milhões participaram dos nove dias de festividades em homenagem à padroeira do ES. foto Fernando Madeira
Um público estimado em 2,7 milhões de pessoas participou da 455ª edição da Festa da Penha, realizada de 20 de abril até esta segunda-feira (28). Nessa segunda-feira (28), dia da padroeira do Espírito Santo, a tradicional missa de encerramento reuniu 250 mil fiéis no Parque da Prainha, em Vila Velha, segundo os números divulgados pela organização do evento.
A missa foi celebrada pelo arcebispo metropolitano de Vitória, dom Ângelo Ademir Mezzari, nomeado em dezembro do ano passado para o cargo pelo papa Francisco, falecido no último dia 21 de abril. Portanto, foi a primeira vez que o arcebispo esteve à frente da Festa da Penha, que é a maior manifestação religiosa do Espírito Santo e uma das maiores do Brasil.
A imagem de Nossa Senhora da Penha foi escoltada e conduzida ao altar por um grupo de marinheiros.
Entre as autoridades presentes estavam o governador do estado, Renato Casagrande (PSB); o vice-governador Ricardo Ferraço (MDB); os deputados estaduais Alexandre Xambinho (Podemos), Janete de Sá (PSB) e João Coser (PT); e os prefeito de Vila Velha, Arnaldinho Borgo (sem partido), e de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos).
Participação
Durante os nove dias de festa, 2,7 milhões de fiéis, vindos de todo o Estado do Espírito Santo e de outras partes do país, participaram do evento, que contou com 52 missas e 14 romarias, entre outras atividades.
A tradicional Romaria dos Homens, que atualmente reúne muitas famílias, com jovens, idosos e crianças, foi realizada no sábado (26) e contou com público de 1 milhão de pessoas, de acordo com os organizadores. O percurso, de 14 quilômetros, teve início na Catedral Metropolitana de Vitória e terminou no Parque da Prainha, em Vila Velha.
A missa de encerramento, realizada nesta segunda-feira, foi transmitida ao vivo pela TV Ales pela primeira vez.
Após a missa, aconteceu o show do padre Reginaldo Manzotti, muito conhecido pelos fiéis. O padre conta com milhões de seguidores em suas redes sociais. Por Titina Cardoso, com edição de Angele Murad e foto Fernando Madeira
Encontro entre cardeais vai ser feito na Capela Sistina do Vaticano. foto FERNANDO FRAZÃO/AGÊNCIA BRASIL
O Vaticano divulgou na manhã desta segunda-feira (28) a data de início do próximo conclave: 7 de maio. Em nota, a Santa Sé informou que a data foi definida por cardeais reunidos em Roma para a 5ª Congregação Geral.
De acordo com o comunicado, o conclave vai acontecer na Capela Sistina do Vaticano, que permanecerá fechada para visitantes até que a eleição do novo pontífice, que sucederá a Francisco, seja concluída.
Passo a passo
Segundo o Vaticano, o conclave será precedido por uma celebração eucarística solene, com a missa Pro Eligendo Papa, com a presença dos cardeais eleitores. No período da tarde, eles seguem em procissão solene até a Capela Sistina.
Ao final da procissão, já dentro da Capela Sistina, cada cardeal eleitor prestará juramento. “Por meio desse juramento, eles se comprometem, se eleitos, a cumprir fielmente o munus petrinum (ministério petrino, na tradução livre) como pastor da Igreja Universal”.
Os cardeais eleitores também se comprometem a manter absoluto sigilo sobre tudo o que se relaciona ao pleito e a se abster de apoiar qualquer tentativa de interferência externa na eleição.
Neste momento, o mestre de Celebrações Litúrgicas Pontifícias proclama extra omnes e todos que não fazem parte do conclave devem deixar a Capela Sistina. Permanecem no local apenas o próprio mestre e o eclesiástico designado para proferir a segunda meditação.
“Essa meditação foca na grande responsabilidade que recai sobre os eleitores e na necessidade de se agir com intenções puras para o bem da Igreja Universal, mantendo somente Deus diante de seus olhos.”
Uma vez proferida a meditação, tanto o eclesiástico quanto o mestre das Celebrações Litúrgicas Pontifícias também se retiram.
Os cardeais eleitores recitam orações e ouvem o cardeal decano, que pergunta se estão prontos para prosseguir com a votação ou se há algum esclarecimento necessário sobre regras e procedimentos.
“Durante todo o processo eleitoral, os cardeais eleitores devem abster-se de enviar cartas ou manter conversas, incluindo telefonemas, exceto em casos de extrema urgência.”
Segundo a Santa Sé, eles também não estão autorizados a enviar ou receber mensagens de qualquer tipo, receber jornais ou revistas de qualquer natureza ou acompanhar transmissões de rádio ou televisão.
Votos necessários
De acordo com o Vaticano, para eleger validamente um novo papa, é preciso uma maioria de dois terços dos cardeais eleitores presentes. Se o número total não for divisível por três, será necessário um voto adicional.
“Se a votação começar na tarde do primeiro dia, haverá apenas uma votação. Nos dias subsequentes, duas votações serão realizadas pela manhã e duas à tarde”, destacou.
Após a contagem dos votos, todas as cédulas são queimadas. Se a votação for inconclusiva, uma chaminé posicionada sobre a Capela Sistina emite fumaça preta. Se um novo papa for eleito, fumaça branca sairá da chaminé.
Caso os cardeais eleitores não cheguem a um acordo após três dias de votação, é concedido um intervalo de até um dia para oração, livre discussão entre os eleitores e uma breve exortação espiritual do cardeal protodiácono Dominique Mamberti.
Pontífice eleito
Assim que a eleição do novo papa é concluída, o último dos cardeais diáconos chama à Capela Sistina o secretário do Colégio Cardinalício e o mestre das Celebrações Litúrgicas Pontifícias.
O decano do colégio, cardeal Giovanni Battista Re, falando em nome de todos os cardeais eleitores, solicita o consentimento do candidato eleito com as seguintes palavras: “Aceita a sua eleição canônica como sumo pontífice?”
Após receber o consentimento, ele pergunta: “Qual nome deseja ser chamado?”
Dois oficiais cerimoniais, como testemunhas, redigem o documento de aceitação e registram o nome escolhido.
“A partir deste momento, o papa recém-eleito adquire plena e suprema autoridade sobre a Igreja Universal. O conclave termina imediatamente neste ponto”, destacou o Vaticano.
Os cardeais eleitores, então, prestam homenagem, juram obediência ao novo papa e agradecem a Deus.
O cardeal protodiácono anuncia aos fiéis a conclusão da eleição e o nome do novo pontífice com a famosa frase: “Annuntio vobis gaudium Magnum; habemus papam (Anuncio-vos uma grande alegria; temos um papa, na tradução livre)”.
Imediatamente, o novo pontífice concede a bênção apostólica Urbi et Orbi na varanda da Basílica de São Pedro.
“O passo final necessário é que, após a solene cerimônia de posse do pontificado e dentro de um prazo adequado, o novo papa tome posse formal da Arquibasílica Patriarcal de São João de Latrão”, concluiu a Santa Sé.
Fonte PAULA LABOISSIÈRE – REPÓRTER DA AGÊNCIA BRASIL
A ação é voltada para homens e mulheres com mais de 18 anos. foto arquivo Clear promoçoes
om o objetivo de incentivar a inserção de jovens no mercado de trabalho, o Sine Serra promove na próxima quarta-feira (30), a partir das 9h, um mutirão de empregabilidade no Pró-Cidadão, localizado em Portal de Jacaraípe. A ação é voltada para homens e mulheres com mais de 18 anos que tenham o ensino fundamental ou médio completos e estejam em busca do primeiro emprego.
Esta é uma excelente oportunidade para quem ainda não possui experiência profissional, mas deseja iniciar uma trajetória de crescimento e desenvolvimento no mundo do trabalho. A iniciativa reconhece a importância do primeiro emprego como porta de entrada para a autonomia, a cidadania e o futuro profissional.
Confira as vagas disponíveis: Ensino Fundamental Completo Auxiliar de logística – 20 vagas Auxiliar de produção – 10 vagas Ensino Médio Completo Operador de caixa – 20 vagas Ajudante de cozinha – 15 vagas Atendente de lanchonete – 3 vagas Repositor de mercadorias – 20 vagas Repositor de frios e laticínios – 20 vagas
Serviço: Sine Serra Endereço: Av. Talma Rodrigues Ribeiro, 5416 – Portal de Jacaraípe Horário de funcionamento: 7h às 17h Informações: (27) 98182-1229
O primeiro ato dessa sequência de cerimônias, coordenadas pelo camerlengo — autoridade responsável por governar o Vaticano durante a vacância do trono papal —, o cardeal Kevin Farrel, é declarar oficialmente a vacância da Sé após a confirmação da morte do papa. Isso já ocorreu no atual processo.
A partir desse momento, entram em cena dois fatores fundamentais para a escolha do novo papa: o legado deixado pelo pontífice anterior e o rumo que se deseja para o catolicismo e sua influência espiritual nos próximos anos.
Para que essa definição ocorra, será preciso alcançar um consenso majoritário entre os 135 cardeais que participarão do conclave. Candidatos ao papado (da esquerda para a direita): cardeal Peter Kodwo Appiah Turkson, cardeal Pietro Parolin, cardeal Luis Antonio Gokim Tagle e cardeal Fridolin Ambongo Besungu (foto)
Argentina se despede do papa Francisco com “abraço simbólico” em missa
Argentinos se despediram do papa Francisco neste sábado (26), realizando uma grande missa ao ar livre em frente à catedral onde ele serviu como arcebispo de Buenos Aires antes de seu papado.
Telões mostraram a imagem de Jorge Mario Bergoglio, filho de imigrantes italianos nascido em Buenos Aires em 1936, que fez história ao defender os pobres, sendo o primeiro papa latino-americano. A histórica Plaza de Mayo estava cheia de jovens e famílias, comunidades às quais o papa Francisco transmitiu repetidamente mensagens encorajadoras. Fonte BBC NWES BRASIL e fotos Vaticano
Comitiva tem 20 autoridades, dentre ministros e parlamentares. foto RICARDO STUCKERT/PR)
Mais de 200 mil pessoas se reuniram na Praça São Pedro, no Vaticano, na manhã deste sábado (26) para prestar as últimas homenagens ao papa Francisco e acompanhar a Missa de Exéquias do pontífice.
A cerimônia foi presidida pelo cardeal Giovanni Battista Re, acompanhado por outros 250 cardeais, arcebispos, bispos, padres e religiosos consagrados. Em sua homilia, o decano do Colégio Cardinalício destacou o legado de união deixado por Francisco.
Nas palavras do cardeal, os 12 anos de papado de Francisco foram marcados por sua proximidade com as pessoas e por sua espontaneidade de gestos até os últimos dias, além de seu profundo amor pela Igreja.
Para o decano, a decisão do papa de adotar o nome Francisco “imediatamente pareceu indicar o plano pastoral e o estilo no qual ele queria basear seu pontificado, buscando inspiração no espírito de São Francisco de Assis”.
Agradecendo aos presentes, o religioso observou que a fervorosa manifestação de luto testemunhada ao longo da última semana em todo o mundo diz muito sobre o quanto o pontificado de Francisco tocou mentes e corações – não apenas dentro da Igreja.
Ao fazer referência à uma passagem do Evangelho onde Cristo incumbe Pedro de pastorear seu rebanho, o cardeal observou que, apesar da fragilidade e do sofrimento que marcaram os últimos momentos de Francisco, o papa escolheu seguir no caminho de entrega até ao último dia da sua vida terrena.
“Seguiu os passos de seu Senhor, o bom pastor”, pontuou o cardeal.
“A última imagem que temos dele – e que ficará gravada em nossa memória – é a do último domingo, de Páscoa, quando o Papa Francisco, apesar de seus graves problemas de saúde, quis nos dar sua bênção da sacada da Basílica de São Pedro.”
“Em seguida, ele desceu para esta praça, para saudar a grande multidão reunida para a missa de Páscoa, enquanto viajava no papamóvel conversível”, completou.
Ao concluir a homilia, o cardeal repetiu as palavras com as quais Francisco sempre encerrava suas audiências e encontros: “Não se esqueçam de rezar por mim” e disse que, agora, são os fiéis quem pedem para que o papa interceda por sua Igreja e por todo o mundo.
“Querido Francisco, pedimos agora que reze por nós. Que abençoe a Igreja, que abençoe Roma e que abençoe o mundo inteiro do céu, como fez no domingo passado, da sacada desta basílica, em um último abraço a todo o povo de Deus, mas que também abrace a humanidade que busca a verdade com um coração sincero e que ergue a tocha da esperança.”
No Vaticano, Lula diz que papa fez história ao combater desigualdades. foto RICARDO STUCKERT/PR)
Após acompanhar a Missa de Exéquias do papa Francisco no Vaticano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse neste sábado (26) que o nome do pontífice marcou a história e destacou ainda o trabalho do santo padre no combate às desigualdades sociais em todo o mundo.
“Perdemos o líder religioso mais importante deste primeiro quarto do século 21. Papa Francisco não era apenas um papa. Ele era um papa preocupado com a guerra de Gaza, com a fome, com as coisas que afligem o povo do mundo inteiro”, avaliou o presidente, em rápida conversa com jornalistas.
Lula lembrou que muitos brasileiros tinham um apreço muito grande pelo comportamento do papa Francisco, como homem e como religioso: “acho que foi uma dívida que nós pagamos a um homem que prestou serviços à humanidade”. foto PAULA LABOISSIÈRE – REPÓRTER DA AGÊNCIA BRASIL