Lula confirma Geraldo Alckmin como vice em chapa

Lula confirma Geraldo Alckmin como vice em chapa

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta terça-feira (31), que a política virou negócio e que é preciso convencer o povo de que é possível uma mudança no quadro político do país com a eleição de bons candidatos.

Lula fez hoje a primeira reunião ministerial de 2026 e se despediu dos ministros que deixarão os cargos para disputar as eleições em outubro deste ano. No evento, Lula confirmou que Alckmin será candidato a vice-presidente da República outra vez

Anúncio foi feito durante reunião ministerial

“O companheiro Alckmin, que vai deixar o MDIC. Ele vai ter que deixar porque ele é candidato a vice-presidente da República outra vez. Pelo menos 14 companheiros já comunicaram que deixarão o governo a partir de hoje. Mais quatro companheiros que vão anunciar daqui a pouco e, depois, quem sabe mais alguns, porque até quinta-feira à noite é tempo de me avisar, porque eu vou ficar. Eu vou para a Bahia, mas eu volto para cá, vou ficar esperando os ministros que vão me comunicar.”

No encontro, foi feito um balanço das ações do governo e das prioridades até o fim do ano. A reunião marca também a saída de ministros para a disputa das eleições em 4 de outubro. Eles precisam deixar os cargos até 4 de abril, seis meses antes do primeiro turno, por exigência da lei eleitoral. Segundo Lula, os substitutos dos que saírem nos próximos dias serão integrantes dos próprios ministérios.

“Eu não quero que nenhum ministério comece tudo outra vez. Inventar um novo programa de governo — não tem novo programa de governo. A máquina está em andamento e ela tem que continuar andando. Nós temos muita coisa para concluir até o dia 31 de dezembro, e a obrigação de quem vai ficar é concluir, é fazer com que a máquina siga funcionando sem nenhuma paralisia.”

Lula criticou o momento atual da política e mandou um recado aos candidatos.

“Que vocês estejam dispostos a entrar na vida congressual, na vida parlamentar, para ajudar a mudar a promiscuidade que está estabelecida na política mundial e na brasileira. Perdeu muito de seriedade a política. Acho que todo mundo tem um pouco de culpa. E nós chegamos hoje a uma situação de degradação, inclusive de algumas instituições.”

A expectativa é que cerca de 20 ministros saiam candidatos, além de Geraldo Alckmin, que deixa o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio. Também deixam suas pastas Rui Costa, da Casa Civil; Simone Tebet, do Planejamento; Renan Filho, dos Transportes; e Marina Silva, do Meio Ambiente. Já José Múcio, do Ministério da Defesa, fica até o fim do governo.

Veja quem fica e quem sai:

  • Advocacia-Geral da União
    • Jorge Messias permanece na pasta. O ministro fica à frente da AGU pelo menos até a sabatina no Senado Federal. Messias foi indicado por Lula para a vaga aberta no STF (Supremo Tribunal Federal). Se o nome for aprovado pelos senadores, o presidente precisará escolher um substituto para a chefia da AGU.
  • Agricultura e Pecuária
    • Carlos Fávaro deixa o cargo para disputar novamente a uma vaga no Senado por Mato Grosso em outubro.
    • André de Paula, até então ministro Pesca e Aquicultura, assume o comando da pasta.
  • Casa Civil
    • Rui Costa deixa a pasta para disputar a uma vaga do Senado pela Bahia.
    • Miriam Belchior, secretária-executiva da pasta, assume o cargo.
  • Cidades
    • Jader Filho deixa o cargo para concorrer como deputado federal pelo Pará.
    • Antônio Vladimir Lima, secretário-executivo, assume o cargo.
  • Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar
    • Paulo Teixeira deixa o cargo para concorrer a deputado federal por São Paulo.
    • Fernanda Machiaveli, secretária-executiva do ministério, assume a chefia da pasta. É a primeira mulher a ocupar o cargo.
  • Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
    • Geraldo Alckmin deixa o ministério para ser pré-candidato a vice-presidente.
    • O Planalto ainda não informou quem deve assumir o comando da pasta.
  • Direitos Humanos e da Cidadania
    • Macaé Evaristo deixa o cargo para concorrer como deputada estaudal em Minas Gerais.
    • Janine Mello dos Santos, secretária-executivo, assume o cargo.
  • Educação
    • Camilo Santana deixa o cargo. O futuro político do ministro ainda é incerto. Nesta semana, Lula indicou que Camilo “vai ser candidato”, mas não especificou cargo.
    • Leonardo Barchini, secretário-executivo do ministério, assume a chefia da pasta.
  • Esporte
    • André Fufuca deixa o cargo.
    • Paulo Henrique Cordeiro Perna, atual secretário nacional de Esporte Amador, Educação, Lazer e Inclusão Social, assume o cargo.
  • Fazenda
    • Fernando Haddad já tinha anunciado a saída do ministério no último dia 19. Haddad vai concorrer ao governo do estado de São Paulo.
    • Dario Durigan, até então secretário-executivo, assumiu o cargo.
  • Igualdade Racial
    • Anielle Franco deixa o ministério para concorrer como deputada federal pelo Rio de Janeiro.
    • Rachel Barros de Oliveira, secretária-executiva, assume o cargo.
  • Meio Ambiente e Mudança do Clima
    • Marina Silva deixa ministério e deve concorrer a uma vaga ao Senado por São Paulo.
    • João Paulo Ribeiro Capobianco, secretário-executivo, assume o cargo.
  • Pesca e Aquicultura
    • André de Paula deixa o ministério e assume outra pasta, de Agricultura e Pecuária.
    • Rivetla Edipo Araujo Cruz, atual secretário-executivo, assume o cargo.
  • Planejamento e Orçamento
    • Simone Tebet deixa o ministério para disputar a uma vaga ao Senado por São Paulo.
    • Bruno Moretti, atual secretário especial de Análise Governamental da Casa Civil, assume o cargo.
  • Portos e Aeroportos
    • Silvio Costa Filho deixa o ministério para concorrer como deputado federal em Pernambuco.
    • Tomé Barros Monteiro da Franca, secretário-executivo, assume o cargo.
  • Povos Indígenas
    • Sônia Guajajara deixa o cargo.
    • Eloy Terena, secretário-executivo, assume a chefia da pasta.
  • Previdência Social
    • Wolney Queiroz permanece no cargo.
  • Relações Exteriores
    • Mauro Vieira permanece no cargo.
  • Saúde
    • Alexandre Padilha permanece no cargo.
  • Secretaria de Comunicação Social
    • Sidônio Palmeira permanece no cargo.
  • Secretaria-Geral da Presidência da República
    • Guilherme Boulos permanece no cargo.
  • Secretaria de Relações Institucionais
    • Gleisi Hoffmann deixa o ministério para disputar uma vaga no Senado pelo Paraná.
    • O Planalto ainda não informou quem deve assumir o comando da pasta.
  • Transportes
    • Renan Filho deixa o cargo para concorrer ao governo de Alagoas.
    • George Santoro, secretário-executivo, assume o cargo.

Alan Siqueira chega ao MDB para disputar protagonismo nas eleições de 2026

Alan Siqueira chega ao MDB para disputar protagonismo nas eleições de 2026

Enquanto muitos ainda ensaiam discursos, Alan Siqueira já movimenta o tabuleiro. O ex-diretor do Hospital Sílvio Avidos assinou a ficha de filiação ao MDB com o status de pré-candidato a Deputado Estadual, consolidando um projeto que nasce com DNA de gestão e forte base regional.

O ex-diretor do Hospital Sílvio Avidos Alan Siqueira, assinou a ficha de filiação ao MDB com o status de pré-candidato a Deputado Estadual,

O movimento foi chancelado pelo futuro governador Ricardo Ferraço, sinalizando que a candidatura de Alan é prioridade na estratégia de renovação do partido. Com experiência comprovada na gestão de orçamentos complexos e crises na saúde, Alan Siqueira defende que a política de 2026 será pautada por resultados, e não por promessas.

Sua atuação histórica no Sílvio Avidos, dialogando com prefeitos e lideranças de todo o Noroeste, deu a ele a capilaridade necessária para unir a região. “Alan não é uma aposta, é resultado”, afirmam lideranças do MDB. Ao focar na saúde integralizada e no fortalecimento de Colatina como polo independente da capital, Alan Siqueira sinaliza que sua campanha será de propostas técnicas e coragem política. foto divulgação

Deputados aprovam atendimento prioritário para PcDs e seus cuidadores

Deputados aprovam atendimento prioritário para PcDs e seus cuidadores

Os deputados aprovaram um substitutivo – a Projetos de Lei (PLs) de Marcelo Santos (União/ES) e Camila Valadão (Psol/ES) – que garante atendimento prioritário para pessoas com deficiência (PcDs) e seus cuidadores em instituições públicas e estabelecimentos privados. A matéria foi acatada na sessão ordinária da Assembleia Legislativa (Ales) desta segunda-feira (30).

Plenário durante sessão nesta segunda-feira (30) / Foto: Natan de Oliveira

Tramitando em regime de urgência, o PL 135/2026, de Marcelo, tinha o PL 248/2023, de Camila, apensado. Nas comissões reunidas de Justiça, Direitos Humanos, Saúde e Finanças, o relator, deputado Mazinho dos Anjos (MDB/ES), decidiu apresentar um substitutivo juntando as duas iniciativas. O parecer foi acolhido pelos membros dos colegiados e depois pelo Plenário da Casa.

Agora, a proposição segue para sanção ou veto do governador Renato Casagrande (PSB/ES).

O substitutivo

A proposta institui um cartão de identificação para as pessoas com deficiência e seus responsáveis legais, ou cuidadores não remunerados, com o intuito de garantir atendimento prioritário em todo o Espírito Santo. O texto especifica essa prioridade em órgãos e entidades da administração pública estadual direta ou indireta; concessionárias e permissionárias de serviços públicos estaduais; instituições financeiras e entidades que prestam serviços de interesse público; e estabelecimentos privados em geral.

Presidente da Assembleia Legislativa Marcelo Santos

Deputada estadual Camila Valadão

De acordo com o projeto, a prioridade será garantida ao responsável legal mesmo que ele não esteja com a pessoa com deficiência no momento. A comprovação da condição de PcD poderá ser feita por meio do cartão de identificação; documento oficial que comprove a filiação, no caso de pais; termo judicial de tutela, curatela ou guarda; e laudo médico ou documento que ateste ao condição de deficiência.

No cartão, que deverá ser expedido pelo poder público, deverão constar: nome completo, número do RG, foto 3×4 e assinatura do representante legal; identificação do órgão expedidor e a expressão “Válida em todo o território do Espírito Santo”. O prazo de renovação será de 05 anos, salvo em casos de deficiências irreversíveis. O cartão precisará ter caracteres destacados e cores diferenciadas para facilitar a identificação visual imediata.

Já os órgãos e estabelecimentos deverão criar mecanismos de identificação do atendimento prioritário; assegurar tratamento célere e adequado às demandas; e promover a orientação e o treinamento de seus colaboradores quantos aos direitos previstos no texto.

Quem descumprir as medidas da possível lei poderá pagar multa de até 500 VRTEs (Valores de Referência do Tesouro Estadual), o que em valores de 2026 é aproximadamente R$ 2,5 mil. Se sancionada, a legislação entra em vigor na data de sua publicação em diário oficial. O Poder Executivo poderá regulamentar, no que couber, a norma, e os estabelecimentos terão até 60 dias após a publicação para se adequarem.

PEC dos Conselhos Tutelares

O outro item da pauta da Ordem do Dia era a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 03/2025, de Marcelo Santos e Coronel Weliton (PRD), que acrescenta artigos à Constituição Estadual para estabelecer que os municípios capixabas assegurem em suas leis orçamentárias anuais dotação financeira para o funcionamento dos Conselhos Tutelares. O presidente Marcelo anunciou que a comissão especial formada para analisar a PEC iria apresentar parecer na sessão de terça (31), também informou que o horário da sessão seria antecipado para às 14 horas em virtude do volume de projetos.

Cidadão capixaba

Após a ordinária, os deputados realizaram uma sessão extraordinária para aprovar o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 11/2026, de Marcelo, que acrescenta item ao anexo único do Decreto Legislativo 148/2018 para conceder o título de cidadão espírito-santense ao senhor Gustavo Serrão Chaves. Com ales

Ricardo e Casagrande lideram pesquisa da Quaest para o Governo e Senado no Espírito Santo

Ricardo e Casagrande lideram pesquisa da Quaest para o Governo e Senado no Espírito Santo

Os números da Pesquisa Quaest encomendada pelo jornal Estado de Minas e divulgada neste domingo (29) para todo o Brasil apontam a liderança do vice-governador, Ricardo Ferraço (MDB/ES), na disputa pelo Governo do Espírito Santo.  O governador Renato Casagrande (PSB) também lidera isoladamente a disputa para o Senado.

A pesquisa foi realizada pela Quaest entre os dias 22 e 25 de março de 2026. foto divulgação

Em um dos cenários, Ricardo, que assume o governo capixaba nesta quinta-feira, dia 2 de abril, lidera com 26% das intenções de voto. O senador Magno Malta (PL/ES)), aparece com 18% e com  17%, o prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos/ES)), seguido pelo deputado federal, Helder Salomão (PT/ES)), com 6%.

Registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ES-09728/2026. A pesquisa foi realizada pela Quaest entre os dias 22 e 25 de março de 2026, com 1.104 entrevistados. O levantamento foi contratado pelo jornal Estado de Minas, possui nível de confiança de 95% e margem de erro de 3 pontos percentuais.

No cenário sem a presença do senador Magno Malta (PL/ES)) a vantagem do vice-governador Ricardo Ferraço na liderança aumenta. Em primeiro, Ricardo atinge 33% enquanto Pazolini aparece com 21% e Salomão, com 8%, em terceiro.

A Pesquisa Quaest perguntou também aos capixabas sobre a disputa ao Senado. Em outubro, serão eleitos dois senadores para representar o Espírito Santo em Brasília. Os dois nomes mais citados no levantamento foram o do atual governador Renato Casagrande (PSB/ES)), que aparece com índices entre 22% e 28%, e o do ex-governador Paulo Hartung (PSD), variando entre 12% e 14%. Os demais candidatos testados registram entre 6% e 8%.

Outro ponto de destaque na pesquisa é a avaliação da gestão estadual. A administração do governador Casagrande tem aprovação de 77% dos capixabas e para 57% dos entrevistados, o governo é positivo. Para 30% dos entrevistados o governo é regular, enquanto apenas 8% avaliam negativamente.

Para finalizar, questionados sobre o futuro do Governo do Espírito Santo, 59% afirmam que Casagrande merece eleger um sucessor, 41% dizem que o próximo governador deve mudar pontos específicos e manter o que funciona, 31% defendem a continuidade do atual modelo.

Fim da janela partidária provoca semana esvaziada na Câmara

Fim da janela partidária provoca semana esvaziada na Câmara

A janela partidária – prazo para que deputados federais, estaduais e distritais possam mudar de sigla sem sofrer punições – chega ao fim nesta semana, na próxima sexta-feira (3/04). Em meio à intensificação das articulações nas bases eleitorais, a Câmara dos Deputados terá uma semana esvaziada.

Com prazo para mudança de partido sem perda de mandato até 3 de abril, deputados concentram-se em articulações políticas

O presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), atendeu o apelo dos líderes e decidiu que não serão realizadas sessões nesta semana. Assim, deputados federais devem ficar livres, nos próximos dias, para focar na construção de alianças e filiações partidárias.

período para as trocas é de um mês, tendo começado em 5 de março e se estendendo até a próxima sexta-feira, de acordo com o TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

A interrupção dos trabalhos se dá em um ano considerado “curto” no Congresso, isso porque o calendário eleitoral promete esvaziar o Legislativo. A Câmara dos Deputados, no entanto, quer finalizar no primeiro semestre a PEC do fim da escala 6 x 1 e a regulamentação do trabalho por apps.

Janela partidária

A janela partidária para cargos em eleições proporcionais – é o caso de vereadores e deputados – é aberta somente em anos eleitorais e seis meses antes das eleições. Isso porque o princípio da fidelidade partidária para essas funções prevê que o mandato pertence ao partido, e não ao candidato eleito.

Por isso, a janela não é necessária para migrações partidárias de quem ocupa cargos majoritários, em que são eleitos os mais votados, independentemente das votações recebidas pelos partidos.

Assim, prefeitos, governadores, senadores e o presidente da República podem mudar de legenda a qualquer momento, desde que respeitado o prazo mínimo de seis meses de filiação antes da data da eleição.

Uma vez concluídas as trocas, o próximo passo envolve as convenções partidárias, em que os candidatos devem ser escolhidos. Essa etapa ocorre entre 20 de julho e 5 de agosto do ano eleitoral. Em 2026, os brasileiro irão às urnas para o primeiro turno das eleições em 4 de outubro. fonte cnn

Relator garante inclusão de todo Espírito Santo na área da Codevasf

Relator garante inclusão de todo Espírito Santo na área da Codevasf

A ampliação da área de atuação da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) para todo o Espírito Santo foi a principal pauta defendida durante a mesa redonda “Codevasf no ES: oportunidades para o desenvolvimento regional”, realizada nesta quinta-feira (26/03), no Plenário Dirceu Cardoso, na Assembleia Legislativa.

Companhia realiza investimentos em infraestrutura, agricultura e segurança hídrica. Evento realizado pela Câmara dos Deputados e pela Assembleia Legislativa formalizou pedido dos capixabas

Durante o encontro, o deputado federal Da Vitória (PP/ES), coordenador da bancada federal capixaba e do programa Câmara Pelo Brasil, defendeu que o Projeto de Lei nº 1121/2019 seja ampliado para contemplar todos os municípios do Estado.

O pedido foi acatado pelo relator do PL, deputado federal Paulo Guedes.

“O projeto já avança ao incluir cidades da bacia do Rio Doce, mas precisamos ir além. O Espírito Santo tem desafios semelhantes em todas as regiões, seja no norte, na região serrana ou no sul. Precisamos desenvolver o Estado como um todo”, afirmou Da Vitória.

O parlamentar destacou ainda que a inclusão total permitirá acelerar investimentos e garantir mais eficiência na aplicação de recursos federais. “A Codevasf é um instrumento importante para desburocratizar e levar obras, infraestrutura hídrica e apoio à produção para os municípios. A bancada capixaba apoia o projeto e vai trabalhar para que todos os municípios sejam contemplados, garantindo um desenvolvimento equilibrado para todo o Estado”, completou.

O presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Santos (UNIÃO/ES), entregou uma carta formalizando o pedido ao deputado relator e destacou a importância de ampliar a área de atuação da empresa para ajudar no desenvolvimento do Estado.

O vice-governador Ricardo Ferraço (MDB/ES) reforçou a defesa. “A Codevasf é uma empresa pública e tem enorme capacidade de contratar obras, máquinas e projetos de irrigação. O que o deputado Da Vitória nos traz é uma janela de oportunidade. Reiteramos o pedido para incluir todo o Espírito Santo na área de atuação da companhia. Recebemos o relator do projeto no plenário e pedimos que sejam contemplados não apenas os municípios da Sudene, mas todos, como ferramenta de desenvolvimento e prosperidade.”

O relator assegurou que vai contemplar o pedido dos capixabas. O texto final deve ser apresentado no próximo mês. “Quando se tem apenas uma parte do Estado, não há impacto produtivo suficiente, principalmente para viabilizar emendas da bancada para projetos. A Codevasf abrange ações na agricultura, no desenvolvimento regional e grandes obras de pavimentação de estradas. Quero dizer que vou atender, na plenitude, à solicitação de vocês no relatório”, garantiu Paulo Guedes.

Por fim, o presidente da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), Paulo Baraona, destacou que as empresas precisam de infraestrutura para se instalarem nos estados.

O evento reuniu parlamentares, gestores públicos, representantes do setor produtivo e da sociedade civil e teve como objetivo discutir os impactos e oportunidades da ampliação da atuação da Codevasf no Espírito Santo.

Da Vitória e Marcelo Santos comemoram aval do TSE à federação União Progressista no Espírito Santo

Da Vitória e Marcelo Santos comemoram aval do TSE à federação União Progressista no Espírito Santo

O Tribunal Superior Eleitoral confirmou que todos os requisitos formais da federação União Progressista foram atendidos, dando validade jurídica à união entre União Brasil e Progressistas.

Por unanimidade, o Tribunal Superior Eleitoral valida formalmente a união entre União Brasil e Progressistas e fortalece a atuação política no Estado.

No Espírito Santo, a federação conta com a liderança do deputado federal Da Vitória e do presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Marcelo Santos, à frente do União Brasil no Estado. Ambos comemoraram a decisão do TSE, que fortalece o trabalho que vinham desenvolvendo.

“Agora podemos coordenar ações de forma ainda mais organizada e representar o Espírito Santo com clareza no cenário nacional”, afirmou Da Vitória.

Marcelo Santos destacou que a aprovação fortalece a atuação política do Estado: “Essa formalização dá mais estrutura e força à nossa liderança. Com essa união, o Espírito Santo ganha mais capacidade de influenciar debates e definir prioridades em todo o país”, disse.

Juntos, eles reforçam a liderança da federação no Estado, agora com a chancela oficial do TSE, fortalecendo um movimento que já vinha sendo estruturado há meses e se destaca entre os mais influentes e relevantes no Espírito Santo.

O presidente nacional do União Brasil, Antonio Rueda, também comentou sobre a decisão: “Após um período intenso de diálogo e construção, a autorização do TSE nos permite avançar e colocar em prática tudo o que planejamos, fortalecendo projetos e oferecendo soluções de qualidade para o país”.

Alan Siqueira se filia ao MDB e impulsiona a sua pré-candidatura a deputado estadual no Espírito Santo

Alan Siqueira se filia ao MDB e impulsiona a sua pré-candidatura a deputado estadual no Espírito  Santo

As movimentações param às eleições 2026, já começou para o pré-candidato a deputado estadual Alan Siqueira entra para disputar uma cadeira no Legislativo Estadual do Espírito Santo, com objetivo de defender os interesses da população capixaba com responsabilidade e compromisso.

Alan Siqueira se filia ao do Vice Governador Ricardo Ferraço e o prefeito de Cariacica Euclério Sampaio do MDB/ES

O pré-candidato a deputado estadual Alan Siqueira, foi diretor administrativo do Hospital Sílvio Ávidos em Colatina. À frente do HSA, Alan articulou pessoalmente a saúde com a população de mais de 20 municípios. Ele como diretor abriu as portas do hospital para atender as pessoas que mais necessitavam de atendimentos médicos hospitalares. Na sua gestão, também manteve um diálogo com prefeitos, vice-prefeitos, secretários de saúde, vereadores e líderes comunitárias mostrando que a equipe do HSA, atua para salvar vidas todos os dias em Colatina.

Alan Siqueira, também foi ex-chefe da Ciretran de Colatina, nesse cargo pode contribuir com várias demandas ao povo colatinense e também a população da região norte noroeste, onde fez uma gestão pública de responsabilidade e ética.

Com a chegada de filiação partidária, Alan Siqueira, é uma aposta de várias lideranças capixaba, e também do vice-governador Ricardo Ferraço (MDB/ES) e do prefeito de Cariacica Euclério Sampaio (MDB/ES), e dos caciques do partido. A sua filiação ao MDB aconteceu ontem dia 26/03, e tem apoio da sigla para disputar uma vaga de deputado estadual em 2026.

Momento da filiação do Alan Siqueira.

COMPROMISSO COM OS CAPIXABAS

O pré-candidato a deputado estadual Alan Siqueira, disse que está atendo ao cenário eleitoral de 2026, e que a população está cansada de muitas promessas, e que o eleitor quer mais trabalho e um debate direto a favor da população. Alan afirmou que está atento, e se for eleito em 2026, para deputado estadual irá mostrar ao povo capixaba, um deputado que trabalha de forma objetiva e eficiente em favor da população. Alan Siqueira vem consolidando espaço no Estado para participar do pleito de outubro. O pré-candidato Alan Siqueira quer dialogar com a população capixaba não só na saúde, mas também na educação, segurança pública, geração emprego e tecnologia digital.

QUEM É ALAN SIQUEIRA

ALAN SIQUEIRA ex-diretor do Hospital Silvio Ávidos. Servidor de carreira do Estado, formado em Administração de Empresas, com sólida vivência na gestão pública.

ALAN SIQUEIRA , também foi ex-chefe da Ciretran de Colatina.

Justiça italiana aceita extradição de Carla Zambelli; ainda cabe recurso

Justiça italiana aceita extradição de  Carla Zambelli; ainda cabe recurso

A Corte de Apelação da Itália decidiu favoravelmente à extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli. A informação foi confirmada pela Embaixada do Brasil em Roma.

Ainda cabe recurso da sentença, antes de o assunto ser levado para a decisão final do governo do país europeu.

Embaixada do Brasil em Roma confirmou decisão.

Em maio do ano passado, Zambelli foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a dez anos de prisão e perda de mandato parlamentar por ser a autora intelectual da invasão ao sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ocorrido em janeiro de 2023.

A invasão resultou na inserção de um mandato falso de prisão contra o ministro da Corte, Alexandre de Moraes. De acordo com as investigações, o hackeamento foi executado por Walter Delgatti, que também foi condenado e confirmou ter realizado o trabalho a mando da ex-parlamentar.

Entenda

Após a condenação, Zambelli deixou o Brasil no início de junho e passou quase dois meses foragida. No final de julho, a  ex-deputada foi detida na Itália em uma operação conjunta com a Polícia Federal brasileira, com base no alerta vermelho da Interpol, a polícia internacional.

Por ter dupla cidadania, a condenada tentava escapar do cumprimento de um mandado de prisão emitido pelo ministro Alexandre de Moraes.

Carla Zambelli, então, foi encaminhada à penitenciária feminina de Rebibbia, nos arredores de Roma.

A defesa de Zambelli chegou a solicitar a transferência para prisão domiciliar ou liberdade condicional alegando problemas de saúde e falta de assistência médica adequada na unidade, mas os pedidos foram negados pela Corte de Apelação.

Em um segundo julgamento no Brasil, o STF condenou novamente a ex-parlamentar, desta vez por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal com emprego de arma de fogo ao​​​ perseguir nas ruas de São Paulo o jornalista Luan Araújo, às vésperas do segundo turno das eleições de 2022.  A pena estipulada nesta condenação foi de cinco anos e três meses de prisão

Em fevereiro deste ano, a defesa tentou trocar os juízes do caso em Roma alegando parcialidade nas audiências, mas o pedido também foi negado. Com agência brasil

Novo governador Ricardo Ferraço já foi presidente da Assembleia Legislativa do ES

Novo governador Ricardo Ferraço  já foi presidente da Assembleia Legislativa do ES

Na Galeria de Presidentes da Assembleia Legislativa, Ricardo Ferraço (MDB) figura como o 49º chefe do Legislativo capixaba do período republicano. Ele assumiu o posto em 1995, aos 31 anos, e até então era o mais jovem a ocupar o cargo. Aos 62 anos, assume o cargo de governador do Estado com a renúncia de Renato Casagrande (PSB/ES), marcando a sua trajetória política, que inclui mandatos eletivos, cargos de gestão política e participação ativa na resolução de problemas do Espírito Santo. 

Ricardo, que assume o governo em abril, exerceu mandatos eletivos e cargos políticos estratégicos / Foto: Tonico/Centro de Memória da Ales

Ricardo Ferraço iniciou sua vida pública como  vereador de Cachoeiro, na década de 1980, eleito aos 19 anos pelo então Partido Democrático Social (PDS). Também passou pela Câmara dos Deputados e chegou ao Senado da República em 2011 com marca histórica de 1.557.409 votos. É filho do prefeito de Cachoeiro Theodorico Ferraço (PP/ES), que está no 16º mandato eletivo.

Presidência da Ales

O mandato de Ricardo Ferraço no comando da Ales foi marcado pela retomada das obras do prédio que hoje é a sede do Parlamento capixaba, na Enseada do Suá. Antes dele, o projeto ficou paralisado por seis anos devido às denúncias de irregularidades e a problemas contratuais. Ricardo liderou o processo de renegociação e retomada da construção, que era tema dominante na imprensa. Ele foi o terceiro gestor desde que a obra começou no ano de 1984.

“O Estado passava por problemas financeiros. Ricardo recebeu essa missão (…) tão grande e difícil e teve que fazer um grande ajuste na obra, porque a obra era muito mais cara do que o Estado poderia pagar (…) ele refez os orçamentos, acho que inclusive mudou a consultora que fazia, enfim, foi uma tarefa gigante”, explicou o cientista político e historiador João Gualberto. Além de sanear a obra, Ricardo implementou reformas administrativas que prepararam a estrutura da Assembleia Legislativa para a transição de sedes. 

A crise financeira do estado, citada por João Gualberto, testou a capacidade de articulação do então jovem presidente, já que os atrasos de pagamentos dos servidores e dívidas fiscais levaram à criação de diversas Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) para investigar as dívidas públicas, sendo uma delas a do Banestes, em 1996.



Região Metropolitana

criação da Região Metropolitana da Grande Vitória, em 1995, também teve participação ativa de Ricardo Ferraço. Ele foi responsável por articular e aprovar a lei que previa, inicialmente, a integração e o planejamento conjunto de serviços públicos dos municípios de Vitória, Vila Velha, Cariacica, Serra e Viana. A legislação também forneceu ferramentas para a consolidação do Transcol, criado no final dos anos de 1980 como um sistema metropolitano de transporte integrado.

A modernização institucional da Ales e a defesa de maior equilíbrio entre os Poderes também eram parte do discurso de Ricardo Ferraço à época, apesar das divergências partidárias e das tensões políticas com o então governador Vitor Buaiz (PT). Ricardo era incisivo na cobrança de soluções e na repercussão das fragilidades da gestão estadual, consolidando sua imagem como um líder jovem e independente no estado. 

Câmara dos Deputados

Em 1999, período em que a crise financeira do estado se firmou como uma das piores da história, com greves e dívidas acumuladas, Ricardo, já no PSDB, surgiu como um dos nomes ligados ao governo do tucano Fernando Henrique Cardoso, reeleito para a Presidência da República. E assim foi sua condução para a Câmara dos Deputados como aliado da continuidade do governo central. 

Em Brasília, sua atuação foi voltada para a articulação de recursos federais para o Espírito Santo, com ênfase em infraestrutura e desenvolvimento econômico regional. Outro esforço de Ricardo Ferraço na Câmara foi a tentativa de levar os benefícios da Superintendência para o Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) para o sul do Espírito Santo, seu berço eleitoral. 

Com a renúncia de Renato Casagrande Ao cargo de governador do Estado, assume o vice- governador Ricardo Ferraço.

“Fez um mandato muito forte voltado para a economia do café, para o setor agrícola. Isso é muito importante, porque é daí que ele vira secretário de Agricultura mais tarde (…) Inclusive penso que o ponto alto da carreira do Ricardo é como secretário de Agricultura. Foi um excelente gestor e trabalhou muito para o interior, no chamado Caminhos do Campo. Enfim (…) um executivo de alto nível”, analisa Gualberto.

Senado

Na sequência da Secretaria de Agricultura, tornou-se vice-governador no segundo mandato de Paulo Hartung (PSD). Com a projeção que o cargo lhe trouxe, garantiu vaga no Senado e foi o relator da Reforma Trabalhista durante o governo Michel Temer. “Isso foi um projeto importantíssimo para o Brasil naquela época. Nós tínhamos um regime que penalizava muito, sobretudo os pequenos empreendedores. Muitas coisas que vieram da Era Vargas, muitos conceitos de direitos muito mal elaborados”, explica João Gualberto.

Desafios

Agora, depois de três anos e três meses atuando como vice-governador, Ricardo assume o governo do Estado para um mandato de oito meses. Na opinião de João Gualberto ele terá como principal desafio manter a estabilidade fiscal que o Espírito Santo alcançou.

“Tem uma grande responsabilidade de continuar a gestão, porque não é fácil substituir uma pessoa que vai muito bem. Quando vai mal, qualquer coisa que se faz, aparece (…) então, ele vai ter que manter o pião rodando e fazer as entregas que Casagrande propôs”, avalia o cientista político.  Com ales