Espírito Santo recebe primeira remessa da vacina contra dengue do Butantan

Espírito Santo recebe primeira remessa da vacina contra dengue do Butantan

O Espírito Santo recebeu, nessa quinta-feira (19), a primeira remessa do imunizante nacional contra a dengue (atenuada), a Butantan-DV, desenvolvida pelo Instituto Butantan. Foram entregues ao Estado 10.640 doses que serão distribuídas às regionais de saúde e disponíveis para retirada dos municípios da Região Metropolitana a partir da próxima segunda-feira (23).

Seguindo orientações do Ministério da Saúde, por meio do Programa Nacional de Imunizações (PNI), como disposto na Nota Técnica Nº11/2026-CGICI/DPNI/SVSA/MS, o imunizante será direcionado à estratégia de imunização de trabalhadores da Atenção Primária à Saúde (APS) do Sistema Único de Saúde (SUS) capixaba de 15 a 59 anos, 11 meses e 29 dias de idade, independentemente de infecção prévia por dengue e sem histórico de vacinação contra a dengue com outro imunizante.

A distribuição às regionais Sul, Central e Norte de Saúde se inicia na próxima segunda-feira

No Estado, a previsão é imunizar 25.114 profissionais da APS. Em relação ao recebimento de novas doses, o órgão federal pontuou no Guia Técnico Operacional da Vacina Dengue Atenuada do Instituto Butantan que a distribuição acontecerá por meio de pautas automáticas, isto é, conforme o quantitativo fornecido pelo fabricante e a partir dos lotes liberados pelo Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS).

O secretário de Estado da Saúde, Tyago Hoffmann, comemorou a chegada das doses como o início de um importante capítulo à saúde pública capixaba. “A imunização contra a dengue dos profissionais da saúde que atuam na APS, com a vacina 100% nacional, é um marco muito importante para o Brasil e para o nosso Estado. É o início de um novo capítulo para o SUS capixaba, pois vai ajudar a combater uma doença que é um problema de saúde pública”, disse o secretário Tyago Hoffmann.

Ainda, segundo o secretário de Saúde, a imunização poderá ser iniciada após o recebimento das doses. “Os municípios poderão iniciar a estratégia de vacinação, seguindo as orientações propostas pelo Programa Estadual de Imunizações, o PEI, assim que estiverem com as doses disponíveis”, informou. Na próxima segunda-feira (23), os municípios participam de uma reunião Preparatória para a Estratégia de Vacinação dos Trabalhadores da Saúde da APS com a vacina dengue do Butantan, promovida pelo PEI.

A distribuição às regionais Sul, Central e Norte de Saúde se inicia na próxima segunda-feira e os municípios dessas regionais poderão fazer a retirada assim que chegarem. Já os municípios da região metropolitana poderão fazer a retirada na Central Estadual de Frio a partir da próxima segunda-feira. O quantitativo de doses a ser recebido por cada cidade leva em consideração o número de profissionais da APS.

A ampliação da vacinação para a população geral de 15 a 59 anos tem previsão de acontecer, segundo o Ministério da Saúde, de forma gradativa e escalonada, ao longo deste ano.

Público-alvo

Estarão contemplados neste primeiro momento:

  • Profissionais de saúde que exercem atividades assistenciais e de prevenção dentro das unidades de APS do SUS: médicos; enfermeiros; auxiliares/técnicos de enfermagem; odontólogos, equipes multiprofissionais (eMulti): nutricionistas, psicólogos, fisioterapeutas, educadores físicos, assistentes sociais e farmacêuticos; agentes comunitários de saúde (ACS) e agentes de combate às endemias (ACE);
  • Trabalhadores administrativos e de atividades meio ou de apoio que atuam dentro das Unidades Básicas de Saúde do SUS: recepcionistas, seguranças e vigilantes, equipes que atuam na limpeza, cozinheiros e auxiliares, motoristas de ambulâncias, entre outros.

Seguindo orientações do Ministério da Saúde, por meio do Programa Nacional de Imunizações (PNI), como disposto na Nota Técnica Nº11/2026-CGICI/DPNI/SVSA/MS, o imunizante será direcionado à estratégia de imunização de trabalhadores da Atenção Primária à Saúde (APS) do Sistema Único de Saúde (SUS) capixaba de 15 a 59 anos, 11 meses e 29 dias de idade, independentemente de infecção prévia por dengue e sem histórico de vacinação contra a dengue com outro imunizante.

Sobre o imunizante

Aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no início de dezembro de 2025, a Butantan-DV é o primeiro imunizante contra a dengue em dose única no mundo. A vacina foi testada para ser aplicada em pessoas com idade de 12 a 59 anos. Incorporado recente ao Sistema Único de Saúde (SUS), ela oferece proteção contra os quatro sorotipos do vírus (DENV- 1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4).

A distribuição oficial aos estados brasileiros da Butantan-DV para a imunização de profissionais de saúde da APS teve início no último dia 09 de fevereiro.

O novo imunizante soma a estratégia de vacinação contra dengue que já ocorre desde 2024, quando o Brasil se tornou o primeiro país a ofertar vacina contra a dengue no sistema público de saúde. O SUS mantém a vacinação de crianças e adolescentes de 10 a 14 anos com o imunizante de duas doses atualmente disponível. Para esse público, a vacinação é feita exclusivamente em Unidades Básicas de Saúde (UBS).

fonte e foto Assessoria de Comunicação da Sesa

Casa da Mulher de Colatina abre novas vagas para inserção de DIU

Casa da Mulher de Colatina abre novas vagas para inserção de DIU

Casa da Mulher de Colatina abriu novas vagas para a inserção do Dispositivo Intrauterino (DIU), método contraceptivo de longa duração oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O atendimento é destinado a mulheres a partir de 18 anos e exige, obrigatoriamente, exame preventivo atualizado, realizado há no máximo dois anos.

A equipe orienta que mulheres que estão há mais de dois anos sem realizar o preventivo devem procurar a unidade de saúde para atualizar o exame antes de solicitar o agendamento. A medida integra os protocolos de segurança do serviço e garante que o procedimento seja realizado de forma adequada.

O atendimento é destinado a mulheres a partir de 18 anos e exige, obrigatoriamente, exame preventivo atualizado, realizado há no máximo dois anos.

Segundo o secretário de Saúde de Colatina, Dr. Raul Amicci, o preventivo atualizado é uma etapa essencial da avaliação clínica.

“O exame preventivo permite avaliar as condições do colo do útero antes da inserção do DIU. É uma etapa fundamental para a segurança do procedimento e para o acompanhamento da saúde da mulher”, explica.

A orientação tem sido reforçada porque a procura pelo serviço tem sido intensa desde a abertura da agenda.

Triagem já começou e procura é alta

A diretora da Casa da Mulher, Geruza de Lima, informa que a unidade já iniciou a triagem das pacientes e que a demanda tem sido expressiva nos primeiros dias.

“Nós já iniciamos a triagem e mais de 40 mulheres já estão agendadas para a inserção do DIU. Por isso, estamos reforçando a importância de chegar com o exame preventivo atualizado, o que agiliza o atendimento e garante mais segurança para todas”, afirma.

Segundo ela, a organização prévia é fundamental para manter a qualidade do serviço.

“Nosso objetivo é ampliar o acesso ao planejamento reprodutivo, com responsabilidade, organização e cuidado com a saúde da mulher”, completa.

Método oferecido

Atualmente, a Casa da Mulher disponibiliza o DIU não hormonal (de cobre), indicado principalmente para mulheres que apresentam sensibilidade a hormônios ou preferem métodos contraceptivos sem ação hormonal. O método tem duração de até cinco anos, é eficaz em cerca de 99% na prevenção da gravidez e é considerado seguro, reversível e de baixa manutenção.

Serviço

A Casa da Mulher funciona na Rua Cassiano Castelo, nº 320, Centro, na antiga sede da Secretaria Municipal de Saúde, ao lado do Hemocentro e em frente ao Silvio Avidos.

O agendamento é feito por telefone, com triagem prévia da equipe de saúde:

WhatsApp: (27) 99977-0466

Telefone: (27) 3177-7817

Durante o contato, a equipe orienta sobre os critérios, documentação necessária e os próximos passos.

fonte e foto
Secretaria Municipal de Assuntos Institucionais e Comunicação Social

Vitória concentra o maior número de contratações de profissionais na área da saúde

Vitória concentra o maior número de contratações de profissionais na área da saúde

Capital liderou saldo de vagas em novembro, seguida por Colatina e Linhares, pelo segundo mês consecutivo. Ao todo, estado conta com mais de 61 mil profissionais de carteira assinada no segmento

Vitória foi o município que mais gerou empregos formais na área da saúde no Espírito Santo em novembro, concentrando o maior saldo de contratações do setor no mês, com 99 vagas preenchidas. Depois da capital, as maiores oportunidades surgiram nos municípios de Colatina (57) e Linhares (18), que aparecem no top 3 no ranking pelo segundo mês consecutivo.

Os municípios de Colatina (57) e Linhares (18), que aparecem no top 3 no ranking pelo segundo mês consecutivo. foto Envato.

Os dados são do Connect Fecomércio-ES (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Espírito Santo), com base no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). O levantamento aponta ainda que o segmento encerrou novembro com saldo positivo de 75 postos de trabalho em todo o estado, sendo registrados 2.137 admissões e 2.062 desligamentos. Ao todo, há um estoque de 61.457 vínculos ativos, o que representa crescimento de 2,9% em relação ao mesmo período de 2024.

Para o coordenador do Observatório do Comércio do Connect Fecomércio-ES, André Spalenza, os números confirmam a resiliência do setor e refletem tanto a força histórica da capital na área da saúde quanto a existência de um movimento consistente de descentralização. “Vitória se consolida como um dos principais polos empregadores do setor no Espírito Santo, especialmente por concentrar serviços de maior complexidade e atender a demanda da Região Metropolitana e de municípios do entorno”, explicou.

Já o fato de haver dois municípios do interior ocupando a segunda e terceira posições aponta para a estruturação de polos regionais fora da Grande Vitória. “Colatina e Linhares reforçam o movimento de descentralização da oferta de serviços de saúde. Em Linhares, a expansão do emprego está ligada à ampliação da rede hospitalar e de clínicas privadas. Já em Colatina, o bom desempenho reflete a estabilidade das instituições filantrópicas e a manutenção de postos em unidades hospitalares de referência regional”, destacou Spalenza.

A geração de empregos foi liderada pelas atividades assistenciais. Destaque para o atendimento hospitalar, que criou 63 novas vagas, e para a atenção ambulatorial, responsável por 51 postos adicionais.

Sobre o perfil das contratações, em novembro o setor registrou saldo positivo de 100 vagas ocupadas por mulheres. Já os homens apresentaram saldo negativo de 25 postos, o que demonstra a tendência histórica do mercado de trabalho em saúde.

“A saúde é historicamente um setor com forte presença feminina, sobretudo nas funções assistenciais, técnicas e administrativas. Os dados de novembro confirmam essa característica estrutural”, observou André Spalenza.

Oportunidades para os mais jovens
A expansão do emprego foi concentrada entre os jovens de 18 a 24 anos, que responderam por 137 novas vagas, indicando renovação da força de trabalho e maior absorção de recém-formados. O crescimento também se concentrou em trabalhadores com ensino médio completo (97), especialmente em funções técnicas, administrativas e de apoio assistencial.

No contexto geral da economia capixaba, o mercado formal registrou, em novembro de 2025, saldo positivo de 1.009 postos de trabalho, impulsionado principalmente pelos setores de comércio (1.579) e serviços (732), enquanto indústria (-800) e construção (-489) apresentaram retração.

“Esse cenário reforça o papel dos serviços como sustentação do emprego no Espírito Santo. Inserida nesse grupamento, a saúde se destaca por crescer acima da média e por atuar como um elemento estabilizador do mercado de trabalho, menos sensível às oscilações econômicas de curto prazo”, conclui Spalenza.

A pesquisa completa, com os dados detalhados, pode ser acessada no site https://portaldocomercio-es.com.br.

Sobre o Sistema Fecomércio-ES
A Fecomércio-ES integra a Confederação Nacional do Comércio (CNC) e representa 405.455 empresas, responsáveis por 58% do ICMS arrecadado no estado e pelo emprego de 652 mil pessoas. Com mais de 30 unidades, tendo ações itinerantes e presente em todos os municípios capixabas – seja de forma física ou on-line –, o Sistema Fecomércio-ES atua em todo o Espírito Santo. A entidade representa 24 sindicatos empresariais e tem como missão contribuir para o desenvolvimento social e econômico do estado. O projeto Connect é uma parceria entre Fecomércio-ES e Faesa, com apoio do Senac-ES, Secti-ES, Fapes e Mobilização Capixaba pela Inovação (MCI).fonte Kelly Kalle – Fecomércio-ES e foto Envato.

Moraes autoriza Jair Bolsonaro a fazer exames no hospital após sofrer queda

Moraes autoriza Jair Bolsonaro a fazer exames no hospital após sofrer queda

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes autorizou, nesta quarta-feira (7), a ida do ex-presidente Jair Bolsonaro ao hospital para realizar exames após sofrer uma queda nessa terça-feira (6).

Condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado, ele está preso em uma cela na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília (DF).

Ex-presidente fará tomografia e ressonância magnética do crânio; foto arquivo

Segundo os advogados de defesa de Bolsonaro, ele apresentou quadro clínico compatível com traumatismo craniano, síncope noturna associada à queda, crise convulsiva, oscilação de memória e um corte na têmpora.

Esse quadro, argumentou a defesa, exigiria a realização de exames como tomografia e ressonância magnética do crânio, além de um eletroencefalograma.

Na decisão, Moraes determinou que a Polícia Federal (PF) faça o transporte de Bolsonaro “de maneira discreta”, e que realize o desembarque pela garagem do hospital.

Além disso, a PF ficará responsável pela vigilância do ex-presidente durante os exames. Em seguida, ele deverá voltar à Superintendência da PF.

Queda

A queda de Bolsonaro foi reportada, inicialmente, por sua esposa, Michelle, ainda na terça-feira (6). Nas redes sociais, ela afirmou que o marido não estava bem.

“Durante a madrugada, enquanto dormia, teve uma crise, caiu e bateu a cabeça no móvel”, disse.

No mesmo dia, a defesa do ex-presidente tentou a remoção dele para o hospital, mas Moraes negou. O ministro baseou sua decisão em uma avaliação da equipe médica da Polícia Federal, que constatou ferimentos leves e não viu necessidade de exames no hospital.

Os advogados, então, apresentaram os pedidos específicos de exames indicados por um médico particular de Bolsonaro. Esses pedidos foram citados por Moraes na decisão proferida hoje. Com agência brasil

Entenda o que a atualização da NR-1 traz de novo para a segurança do trabalho

Entenda o que a atualização da NR-1 traz de novo para a segurança do trabalho

Desde maio de 2025, uma mudança significativa na legislação trabalhista brasileira entrou em vigor: a obrigatoriedade de avaliar riscos psicossociais no ambiente de trabalho. A atualização da NR-1 representa um marco na proteção à saúde mental dos trabalhadores, mas também traz novos desafios de conformidade para as empresas. Descumprir essa exigência pode resultar em multas pesadas e processos trabalhistas que comprometem a saúde financeira da organização.

Neste artigo, você entenderá o que são riscos psicossociais, como a NR-1 exige sua avaliação, quais setores serão fiscalizados prioritariamente e como implementar um programa efetivo de gestão desses riscos na sua empresa.

Em abril de 2025, o Ministério do Trabalho anunciou a prorrogação do prazo para inclusão obrigatória dos riscos psicossociais no PGR. A data saiu de maio de 2025 para maio de 2026. foto climec

O número não é erro de digitação: 472.328 afastamentos por saúde mental em um único ano. Um aumento de 68% em relação a 2023. Comparado ao período pré-pandemia, o crescimento passa de 400%.

Esses não são números abstratos — são pessoas que pararam de produzir porque o ambiente de trabalho adoeceu.


O Que Realmente Mudou com a Portaria MTE 765/2025

A prorrogação não veio sozinha. A Portaria MTE 765/2025 definiu que o primeiro ano de fiscalização (maio/2025 a maio/2026) será “educativo”.

Traduzindo para a prática:

  • Os auditores vão verificar se sua empresa está se preparando.
  • Haverá orientação e cobrança de evidências de implementação.
  • As multas tendem a ser aplicadas somente após esse período.

Ou seja, é um período de adaptação, não um salvo-conduto para ignorar a lei.

Ponto crucial para gestores e diretores:

A obrigação de gerenciar riscos psicossociais não foi adiada. A NR-1 já exige que todos os riscos ocupacionais sejam identificados e controlados — incluindo os psicossociais.

O que mudou foi apenas o prazo para adequação formal e fiscalização punitiva.


Os Números de Saúde Mental que Deveriam Tirar Seu Sono

Antes de a sua empresa decidir “esperar para ver”, olhe estes dados:

  • Perfil dos afastados: cerca de 64% são mulheres, idade média de 41 anos — justamente a faixa etária de maior produtividade.
  • Custo médio por afastamento: considerando substituição temporária, queda de produtividade e possível ação trabalhista, cada caso de burnout pode custar em média R$ 50 mil para a empresa.
  • Processos trabalhistas por burnout: foram registradas 5.248 ações apenas nos primeiros quatro meses de 2025, um crescimento de 14,5% em relação ao mesmo período de 2024.
  • Indenização média: cerca de R$ 368.900 por processo. Agora multiplique esse valor pelo número de colaboradores em risco na sua operação.

Adiar a adequação à NR-1 não reduz custo. Apenas empurra um passivo cada vez maior para o futuro — com juros financeiros, jurídicos e humanos.


A Armadilha da “Indústria do Risco Psicossocial”

O próprio MTE já alertou sobre o crescimento de soluções oportunistas voltadas a riscos psicossociais. São:

  • questionários genéricos prontos em planilhas,
  • laudos “de gaveta” sem análise aprofundada,
  • relatórios extensos, mas desconectados do PGR e da realidade da empresa.

Esse tipo de material não se sustenta em uma auditoria séria e não reduz risco real.

Gestão de riscos psicossociais de verdade exige:

  • metodologia validada e adequada ao setor da empresa;
  • integração com o PGR já existente;
  • leitura dos resultados à luz da operação real;
  • plano de ação prático, com responsáveis, prazos e indicadores;
  • acompanhamento contínuo (não apenas um diagnóstico anual).

Por Que Esperar Vai Custar Mais Caro

Empresas que começam a adequação agora ganham vantagem competitiva em quatro frentes:

  1. Diagnóstico real, sem pressa Identificar fatores de risco psicossocial específicos do seu ambiente leva meses, não semanas. Pressa de última hora aumenta a chance de erros e soluções superficiais.
  2. Implementação gradual de mudanças organizacionais Ajuste de metas, revisão de processos, gestão de lideranças e comunicação interna não se transformam por decreto. É preciso planejamento e tempo de maturação.
  3. Documentação robusta para a fiscalização Quando a fiscalização deixar de ser educativa e passar a ser punitiva, sua empresa terá histórico de monitoramento e ações concretas, demonstrando comprometimento genuíno com a NR-1.
  4. Redução de passivos trabalhistas Cada mês com riscos psicossociais ignorados é um mês a mais de exposição a acidentes, adoecimento, afastamentos e ações judiciais.

Já as empresas que deixarem tudo para última hora tendem a enfrentar:

  • consultores sobrecarregados,
  • preços inflacionados,
  • soluções “padrão” que não se encaixam no negócio,
  • e o risco real de não conseguir se adequar a tempo.

Setores que Devem Ser Fiscalizados Primeiro

O MTE já sinalizou prioridades para a fiscalização após o período educativo. Alguns setores aparecem recorrentemente como de alto risco psicossocial:

  • Teleatendimento e call centers Metas agressivas, monitoramento constante, cobrança intensa por produtividade e alta rotatividade criam um cenário clássico para adoecimento mental.
  • Instituições financeiras Bancos, fintechs e seguradoras concentram denúncias de assédio moral, metas inalcançáveis e cultura de pressão por resultado a qualquer custo.
  • Saúde Hospitais, clínicas e serviços de saúde vivem um cenário de burnout elevado desde a pandemia, com jornadas extensas e exposição contínua a sofrimento humano.

Se a sua empresa está em algum desses segmentos, a prorrogação até 2026 é ainda menos motivo para relaxar.


O Que Fazer Agora: Roteiro Prático de Adequação

Passo 1 – Diagnóstico inicial de riscos psicossociais

  • Identifique fatores psicossociais presentes na rotina: carga de trabalho, autonomia, apoio da liderança, clima organizacional, metas, conflitos e etc.
  • Use referenciais técnicos, como o Guia de Informações sobre Fatores de Riscos Psicossociais do MTE.
  • Priorize áreas, cargos ou unidades com maior índice de absenteísmo, afastamentos e rotatividade.

Passo 2 – Integração dos riscos psicossociais ao PGR

  • Inclua os riscos identificados de forma formal no Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR).
  • Defina a metodologia de avaliação (matriz de risco, critérios de probabilidade e severidade).
  • Estruture medidas de controle claras: ajustes de jornada, revisão de metas, treinamentos de lideranças, canais de apoio etc.

Passo 3 – Adequação do PCMSO para saúde mental

  • Atualize o PCMSO para contemplar trabalhadores expostos a riscos psicossociais significativos.
  • Inclua protocolos de avaliação da saúde mental, acompanhamento periódico e encaminhamentos quando necessário.
  • Integre informações de saúde ocupacional com dados de RH (absenteísmo, afastamentos e readaptações).

Passo 4 – Monitoramento contínuo e indicadores

  • Defina indicadores objetivos, como:
    • taxa de absenteísmo por motivos de saúde,
    • número de afastamentos por transtornos mentais,
    • rotatividade em áreas críticas,
    • registro de queixas internas ou conflitos.
  • Revise periodicamente os resultados e ajuste as ações do PGR e do PCMSO conforme necessário.

Fonte e foto climec

Reforma do hospital estadual de Baixo Guandu terá recursos do acordo judicial do Rio Doce

Reforma do hospital estadual de Baixo Guandu terá recursos do acordo judicial do Rio Doce

O governador do Estado, Renato Casagrande, autorizou, na última terça-feira (30), a licitação da primeira fase de reforma e ampliação do Hospital Estadual João Santos Neves, principal referência no atendimento público de saúde na cidade de Baixo Guandu. A obra conta com investimento total de R$ 57,2 milhões, dos quais cerca de R$ 25 milhões são advindos do acordo judicial de reparação dos danos causados pelo desastre ambiental de Mariana.

Casagrande comentou sobre a importância da obra na unidade hospitalar. “Vamos praticamente duplicar o hospital e adquirir equipamentos modernos. Essa estrutura vai servir para atender Baixo Guandu e outros municípios da região, promovendo saúde, qualidade no atendimento e conforto para os pacientes. A reforma conta com investimentos do Governo do Estado e também com recursos do acordo de Mariana”, disse o governador.

O anúncio da ampliação do hospital João Santos Neves foi feito durante reunião no Palácio Anchieta na última terça-feira (30).

Do investimento total de R$ 57,2 milhões na unidade hospitalar, cerca de R$ 25 milhões são oriundos do Acordo Judicial para Reparação Integral e Definitiva relativa ao Rompimento da Barragem de Fundão. Esses recursos foram repassados ao Estado pela Fundação Renova e sua aplicação é coordenada pela Secretaria de Recuperação do Rio Doce (Serd).

“Um dos objetivos do termo celebrado à época pelo Governo do Estado e pelas empresas responsáveis pelo rompimento da barragem era de investir em melhorias no atendimento à saúde da população moradora da Região Norte do Espírito Santo. São cidades que foram duramente impactadas pelo maior desastre ambiental da história do país. A reforma e ampliação do hospital João Santos Neves são fundamentais para fortalecer a rede pública de saúde de Baixo Guandu e região”, afirmou o secretário de Estado de Recuperação do Rio Doce, Guerino Balestrassi.

A obra vai ampliar a capacidade de atendimento da unidade, com novos leitos, centro cirúrgico moderno preparado para cirurgias robóticas e ampliação dos exames de imagem. O novo edifício, com três pavimentos, vai abrigar o Centro Cirúrgico (três salas) e Central de Material Esterilizado (CME), além da internação clínica (30 leitos) e saúde mental (10 leitos).

De acordo com o secretário de Estado da Saúde, Tyago Hoffmann, a reestruturação do Hospital João Santos Neves representa um compromisso do Governo do Estado com a regionalização e a melhoria contínua do SUS. “Estamos investindo em uma transformação estrutural que vai impactar diretamente a qualidade do cuidado oferecido à população de Baixo Guandu e municípios vizinhos. Não se trata apenas de obra física, mas de garantir um hospital mais resolutivo, humanizado e preparado para as demandas atuais e futuras da saúde”, destacou o secretário. Fonte e foto Renato Costa – serd

Médicos orientam cuidados com a saúde das crianças no mês de janeiro

Médicos orientam cuidados com a saúde das crianças no mês de janeiro

A combinação de férias escolares e Verão torna o mês de janeiro um período intenso de diversão e alegria para as crianças. Para manter toda essa energia em alta e com saúde, pais e responsáveis devem redobrar os cuidados durante o período. No primeiro mês do ano, o maior número de ocorrências nas unidades de Pronto-Socorro está relacionado às gastroenterites e aos acidentes domésticos, aponta Vanuza Guasti, médica pediatra e diretora assistencial do Hospital Estadual Infantil e Maternidade Alzir Bernardino Alves (Himaba), localizado em Vila Velha.

A gastroenterite é uma doença comum no Verão, geralmente causada por vírus, cuja transmissão ocorre por maior aglomeração de pessoas, pelo consumo de água ou alimentos contaminados ou pelo contato com superfícies contaminadas. Entre os sintomas estão vômitos, diarreia, dores abdominais, febre e falta de apetite.

Curiosidade das crianças pode resultar em diversas ocorrências.

“É importante destacar que essas são situações evitáveis. Então, primeiro de tudo, é preciso que as famílias designem um adulto para cuidar da criança, ser o responsável por ela. No mesmo conceito de ‘motorista da rodada’, para evitar acidentes no trânsito, é preciso ter um adulto que se comprometa a não beber, manter a vigilância e ser o responsável pelas crianças nos encontros da família e durante as férias”, orienta.

Qualificação do Pronto-Socorro

O Himaba avançou nas ações de aprimoramento do serviço de saúde pública capixaba por meio da participação na iniciativa Lean nas Emergências, projeto do Ministério da Saúde executado de forma colaborativa pelos hospitais BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, Hospital Moinhos de Vento (HMV) e Hospital Sírio-Libanês (HSL), no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS).

A iniciativa tem como objetivos reduzir a superlotação, eliminar desperdícios, diminuir os tempos de espera e ampliar a resolutividade dos atendimentos. “Ao integrar o GAPE, agregamos um modelo de alta performance, baseado em liderança ativa e governança clínica. Essa qualificação terá duração de 18 meses e, ao final, entregaremos aos capixabas um atendimento ainda mais ágil e eficiente, com aprimoramento da experiência da criança, da gestante e de suas famílias, em um ambiente seguro”, destaca Claudio Amorim, diretor-geral da unidade.

FONTESesa

Conselho de Veterinária alerta para doença que afeta gatos

Conselho de Veterinária alerta para doença que afeta gatos

O Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo alerta para o aumento de casos de esporotricose animal na cidade. A doença causada por fungos do gênero Sporothrix é considerada preocupante e “já representa um impacto significativo na saúde animal e humana”. 

Os fungos afetam principalmente os gatos, pois são bem adaptados à temperatura corporal da espécie, considerada chave para a cadeia de transmissão. A esporotricose é um risco para animais soltos, sendo considerada como “um dos principais desafios sanitários urbanos relacionados a zoonoses no Brasil”, informa o conselho, que editou norma técnica para os profissionais paulistas. 

Esporotricose causada por fungos vem aumentando ano após ano em SP. foto afolhaonline.com

“Os gatos contraem a doença por inoculação traumática, seja pelo contato com solo – ao cavar – com espinhos, lascas de madeira ou matéria orgânica contaminados, seja pelo contato direto com outros animais doentes, principalmente durante brigas, arranhões e mordeduras, ou, ainda, pelo contato com secreções de lesões cutâneas, considerada a principal via de contaminação”, informa a coordenadora técnica médica-veterinária do conselho, Carla Maria Figueiredo de Carvalho.

A doença é observada em todas as regiões do país, com maior incidência nos estados do Sul e Sudeste. Há transmissão entre animais domésticos e selvagens e com transmissão de cerca de mil casos por ano para humanos, e tem avançado continuamente desde 2011 em território paulista, se espalhando por municípios da Região Metropolitana e do litoral.

Entre 2022 e 2023, o número de casos confirmados de esporotricose animal no estado aumentou de 2.417 para 3.309.

“Apesar desse crescimento, a notificação da doença em animais ainda não é obrigatória na maior parte do território paulista, o que dificulta a mensuração real do problema e o planejamento de estratégias eficazes de controle”, explica a nota do conselho.

Com o aumento de casos a variante humana da doença passou a ter notificação compulsória desde o primeiro semestre de 2025, mas suas variantes zoonóticas não o tem. O Projeto de Lei n˚ 707/2025, que tramita na Assembléia Legislativa do estado, propõe tornar obrigatória a notificação de todos os casos suspeitos e confirmados de esporotricose em humanos e animais aos serviços de vigilância epidemiológica estadual. Hoje há orientação para que casos em animais sejam notificados.

O Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo alerta que os sintomas da esporotricose em humanos podem surgir entre poucos dias e até três meses após a infecção.

“Geralmente, a doença se manifesta inicialmente como um pequeno nódulo indolor que, com o tempo, pode aumentar de tamanho e evoluir para uma ferida aberta. As formas clínicas da esporotricose humana dependem do estado imunológico do paciente e da profundidade das lesões, podendo se apresentar de forma cutânea, atingindo a pele, o tecido subcutâneo e o sistema linfático, ou de forma extracutânea, com disseminação para órgãos como pulmões, ossos e articulações”, explica Carla Maria.

O atendimento médico deve ser procurado logo que surjam os primeiros sintomas. Quando não tratada adequadamente, a esporotricose pode evoluir para feridas extensas e formação de nódulos, e pode se disseminar para além da pele em pessoas com imunossupressão, atingindo pulomões, ossos e articulações.

O conselho também alerta para a importância de tratar animais doentes e evitar seu abandono, quebrando a cadeia de infecções. Gatos com sinais suspeitos devem ser avaliados por médico-veterinário e, sempre que possível, submetidos a exames laboratoriais para confirmar o diagnóstico.  Com agência brasil

Jair Bolsonaro passa por nova cirurgia após crise de soluço

Jair Bolsonaro passa por nova cirurgia após crise de soluço

Os médicos particulares de Jair Bolsonaro informaram que o ex-presidente passou por uma nova cirurgia neste sábado (27) após apresentar forte crise de soluço. Segundo os médicos, Bolsonaro já está no quarto e se recupera do procedimento.

Bolsonaro passou por um procedimento de bloqueio do lado direito do nervo frênico, responsável pelo controle do diafragma. A cirurgia busca aliviar os sintomas de soluço permanente do ex-presidente.

Ex-presidente Bolsonaro teve que fazer outro procedimento.

Segundo o médico Mateus Saldanha, o ex-presidente será acompanhado diariamente para verificar se o procedimento foi bem-sucedido para amenizar os soluços.

“Todo o procedimento durou cerca de uma hora. O procedimento foi muito rápido. Não teve corte. Execução bem rápida”, afirmou.

Os médicos de Bolsonaro também afirmaram que Bolsonaro deve passar por um novo procedimento na próxima segunda-feira (29), quando será tratado o lado esquerdo do nervo frênico.

Os profissionais também mantiveram a previsão de alta para o dia 31 de dezembro.

Na quinta-feira (25), Bolsonaro realizou outra cirurgia, para tratar uma hérnia inguinal.

O ex-presidente foi autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a deixar a Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. fonte Agência Brasil e foto arquivo/redes sociais

Inmet mantém alerta vermelho para onda de calor no Sudeste até dia 29

Inmet mantém alerta vermelho para onda de calor no Sudeste até dia 29

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mantém ativo o alerta vermelho para onda de calor que atinge partes das regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste do país, em especial os estados do Rio de Janeiro e São Paulo. 

O alerta vermelho, que é válido até a próxima segunda-feira (29), é o maior grau entre os três avisos emitidos pelo instituto: amarelo, para perigo potencial; laranja, para perigo; e vermelho, para grande perigo.

Área afetada tem temperatura de 5ºC acima da média histórica. foto inmet

De acordo com o Inmet, a área afetada está, desde o último dia 23, com a temperatura alterada em cerca de 5º Celsius acima da média histórica para essa época do ano.  

Os estados do Rio de Janeiro e São Paulo estão totalmente incluídos no alerta vermelho, além da região Norte do Paraná, compreendendo as áreas de Londrina e Curitiba; o Sul de Minas Gerais, englobando Uberaba, Varginha e Juiz de Fora; o Leste do Mato Grosso do Sul, incluindo Três Lagoas; e o Sul do Espírito Santo, na área de Cachoeiro de Itapemirim.

De acordo com o Ministério da Saúde, as ondas de calor são particularmente perigosas em áreas urbanas devido ao efeito de ilha de calorem que a concentração de edifícios, concreto e asfalto retém calor, elevando ainda mais as temperaturas.

As ondas de calor podem ter impacto maior principalmente nos mais vulneráveis – como idosos, crianças, pessoas com problemas renais, cardíacos, respiratórios ou de circulação, diabéticos, gestantes e população em situação de rua. 

Os principais sinais de alerta são:

  • Transpiração excessiva,
  • Fraqueza,
  • Tontura,
  • Náuseas,
  • Dor de cabeça,
  • Cãibras musculares e
  • Diarreia.

Nestes casos, a orientação é procurar a unidade de saúde mais próxima para uma avaliação. 

O Ministério da Saúde disponibiliza um guia com orientações sobre como lidar com temperaturas extremas. As principais indicações são manter a hidratação, utilizar vestimenta adequada, evitar atividades ao ar livre nos períodos mais quentes, e fazer refeições leves. Com agência brasil