Chef Rogério Barbosa comanda novo restaurante da Assembleia do ES

Chef Rogério Barbosa comanda novo restaurante da Assembleia do ES

A Enseada do Suá ganha uma nova opção de alimentação de qualidade e preço acessível a partir desta quarta-feira (9/9) com a reabertura do restaurante da Assembleia Legislativa. Foram seis anos fechado desde que a pandemia mudou tudo na vida das pessoas e o antigo empreendedor teve de entregar o espaço diante das restrições impostas pelas autoridades sanitárias, inviabilizando o negócio.

Bendito Café funciona de segunda a sexta-feira, das 7 às 19 horas, com serviços de lanchonete e almoço self-service

O Bendito Café abriu suas portas às 7 horas e vai funcionar todos os dias, de segunda a sexta-feira, até 19 horas, sob a liderança do chef Rogério Barbosa, 46 anos, no ramo de gastronomia desde 2017. Ele se tornou ainda mais conhecido ao participar do reality Chef de Família, exibido pela TV Vitória/Record.


“Estou animado e com uma equipe motivada para oferecermos não apenas aos funcionários da Assembleia, mas também ao público externo, uma alimentação de qualidade e acessível. É um novo desafio que nossa equipe se dispõe a assumir e desejamos que essa relação seja longeva”, afirmou Rogério.

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A reabertura do restaurante foi uma decisão da Mesa Diretora da Assembleia, que tinha urgência e quem aceitou o desafio de reabrir o espaço em 30 dias foi Rogério: “Foi desafio mesmo. Com seis anos parado, o local estava bem deteriorado, mas, com muita dedicação, conseguimos recuperar tudo em tempo recorde”.


O diretor-geral da Assembleia Legislativa, Miguel Pedro Amm Filho, disse que o objetivo da Mesa Diretora, com a reabertura do restaurante, foi gerar mais conforto e bem-estar aos servidores, mas também possibilitar ao público que frequenta o Espaço Assembleia Cidadã, que comporta a oferta de vários serviços públicos, mais uma possibilidade.


“A Mesa sempre se preocupa com esse bem-estar do servidor. Ter um restaurante nas dependências da casa, além de uma alimentação de qualidade e preço acessível, oportuniza também um espaço de sociabilização tanto interno quanto de servidores com o público externo. Estamos animados”, destacou Miguel.

Restaurante está aberto ao servidores da Assembleia e ao público externo


Servidora efetiva da Casa há 14 anos, a taquígrafa Kátia Dias, concorda com o diretor: “Muitas vezes a gente não traz comida de casa e não vai mais precisar sair do prédio em busca de alimentação. É bom saber que, no próprio ambiente de trabalho, a gente tem essa opção”.


O restaurante tem expectativa de servir de 400 a 500 refeições diariamente, atendendo aos servidores e também ao público externo, no 2º andar da Torre Parlamentar do Palácio Domingos Martins, na Enseada do Suá. A lanchonete funcionará em tempo integral, das 7 às 19 horas, mas o restaurante atenderá das 11 às 14h30 com self-service a quilo.


A comida tradicional, com carne na grelha, terá o preço de R$ 74,99 numa região onde o quilo chega a custar R$ 110,00. O Bendito Café terá opção também de carnes nobres e, nesse caso, o quilo vai custar R$ 89,99. São aceitas as formas tradicionais de pagamento, em dinheiro ou pix, e os principais cartões de crédito e vale-alimentação.


Para atender ao novo desafio, Rogério Barbosa contratou 15 funcionários, que trabalharão em dois turnos. Uma turma chega mais cedo para atender no café da manhã e o lanche do meio da manhã e a outra entra mais tarde, para cobrir o fluxo do horário do almoço até o final do expediente.
Rogério estreou no ramo da gastronomia em 2017 com o Carango da Orla, inicialmente somente com delivery de caranguejo. Depois de quatro anos, ganhou a concessão do restaurante do clube Aert, no Bairro de Fátima, na Serra. Depois, em 2022, ampliou o negócio com o Bendito Café ao ganhar a concessão da Prefeitura de Vitória.

Serviço

Restaurante Bendito Café, na Assembleia Legislativa
Endereço: Av. Américo Buaiz, 205, 2º andar da Torre Parlamentar, Enseada do Suá, Vitória
Funcionamento: segunda a sexta-feira
Horários
Almoço: 11 às 14h30 – self-service a R$ 74,99 o quilo ou R$ 89,99 (com carne na grelha)
Lanchonete: 7 às 19 horas
Formas de pagamento: dinheiro, pix e principais cartões de crédito e vale-alimentação

Fonte Nety Façanha da Costa

Dinheiro esquecido nos bancos sobe para R$ 5,65 bilhões

Dinheiro esquecido nos bancos sobe para R$ 5,65 bilhões

O total de dinheiro “esquecido” em bancos e outras instituições financeiras chegou a R$ 5,65 bilhões em julho, segundo dados divulgados pelo Banco Central (BC) nesta terça-feira (8/9). O valor representa alta em relação aos R$ 5,12 bilhões registrados em junho.

Mais de 23 milhões de pessoas físicas têm valores a receber, foto BC

Do montante disponível, R$ 4,25 bilhões pertencem a 23,57 milhões de pessoas físicas. Outros R$ 1,40 bilhão podem ser resgatados por aproximadamente 2,19 milhões de empresas.

Os recursos podem ser consultados gratuitamente pelo Sistema de Valores a Receber (SVR), serviço do Banco Central que permite localizar valores deixados em bancos, administradoras de consórcios, cooperativas, instituições de pagamento e outras empresas do sistema financeiro.

Maioria recebe pouco

Apesar do volume bilionário disponível, a maior parte dos beneficiários tem valores relativamente baixos para resgatar.

Segundo o Banco Central:

•  69,45% têm entre R$ 0,01 e R$ 10;

•  18,97% têm entre R$ 10,01 e R$ 100;

•  9,35% têm entre R$ 100,01 e R$ 1 mil;

•  apenas 2,22% têm mais de R$ 1 mil.

Os valores podem ter diferentes origens, como contas encerradas com saldo, tarifas cobradas indevidamente, recursos de consórcios encerrados e cotas de cooperativas de crédito.

Onde estão

Os bancos concentram a maior parcela dos recursos ainda disponíveis. Administradoras de consórcios e cooperativas aparecem na sequência.

O dinheiro está distribuído da seguinte forma:

•  Bancos: R$ 2,38 bilhões;

•  Administradoras de consórcio: R$ 1,96 bilhão;

•  Cooperativas: R$ 762,7 milhões;

•  Instituições de pagamento: R$ 353,4 milhões;

•  Financeiras: R$ 114,6 milhões;

•  Corretoras e distribuidoras: R$ 69,4 milhões;

•  Outras instituições: R$ 4,5 milhões.

Total devolvido

Desde a criação do Sistema de Valores a Receber, o Banco Central já devolveu mais de R$ 16 bilhões aos titulares.

Até julho, cerca de R$ 11,9 bilhões haviam sido destinados a pessoas físicas e aproximadamente R$ 4,2 bilhões, a empresas.

Somando os valores já devolvidos ao estoque que continua disponível, o sistema identificou cerca de R$ 21,8 bilhões em recursos a receber.

Em julho, aproximadamente R$ 323 milhões foram resgatados.

Remanejamento para Desenrola

Parte dos recursos que estavam disponíveis no sistema foi utilizada pelo governo federal para programas de renegociação de dívidas.

Valores cujos direitos foram repassados à União foram destinados ao Fundo Garantidor de Operações (FGO), usado para viabilizar garantias em programas como o Desenrola.

A movimentação desses recursos contribuiu para a redução do estoque disponível nos meses anteriores. Em julho, porém, o montante voltou a subir.

Como consultar

A consulta pode ser feita gratuitamente no Sistema de Valores a Receber do Banco Central. Na consulta inicial, o cidadão informa o Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) e data de nascimento. Empresas devem utilizar o Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) e os dados pedidos pelo sistema.

Caso existam valores disponíveis, é necessário acessar o sistema com uma conta Gov.br de nível prata ou ouro para solicitar o resgate.

O correntista deve seguir os seguintes procedimentos:

•  Acessar o Sistema de Valores a Receber;

•  Informar CPF e data de nascimento ou CNPJ;

•  Consultar a existência de valores;

•  Entrar no sistema com uma conta Gov.br de nível prata ou ouro;

•  Ler e aceitar o termo de responsabilidade;

•  Conferir o valor e a instituição responsável pela devolução;

•  Pedir o pagamento conforme as opções apresentadas.

Quando disponível a opção “Solicitar por aqui”, o dinheiro pode ser devolvido por Pix. Para quem não possui Pix ou não pode utilizar essa modalidade, o sistema apresenta a alternativa de contato direto com a instituição financeira.

Resgate automático

Desde maio de 2025, pessoas físicas também podem habilitar o pedido automático de devolução de valores a receber. 

A adesão é facultativa. Para utilizar a funcionalidade, é necessário ter uma conta Gov.br de nível prata ou ouro, com a verificação em duas etapas ativada, além de uma chave Pix vinculada ao CPF.

Com a função habilitada, os valores elegíveis são depositados automaticamente na conta cadastrada, sem a necessidade de uma nova requisição a cada recurso identificado.

Atenção aos golpes

O Banco Central alerta que o serviço é gratuito e que a consulta deve ser feita exclusivamente pelos canais oficiais.

O BC não envia links nem entra em contato para solicitar dados pessoais ou senhas relacionados aos valores a receber. O cidadão também não deve fazer pagamentos para liberar o dinheiro.

Entre as principais recomendações estão:

•  não clicar em links recebidos por SMS, WhatsApp, Telegram ou e-mail;

•  não fornecer senhas ou códigos de autenticação;

•  não pagar taxas para receber os valores;

•  conferir a instituição responsável diretamente no SVR;

•  utilizar somente os canais oficiais do Banco Central.

O sistema também permite consultar valores de pessoas falecidas. Nesse caso, o acesso é restrito a herdeiros, testamentários, inventariantes ou representantes legais, que precisam cumprir as exigências previstas pelo sistema. FONTE WELLTON MÁXIMO – REPÓRTER DA AGÊNCIA BRASIL

Cota chinesa faz exportação de carne bovina recuar 27,1% em agosto

Cota chinesa faz exportação de carne bovina recuar 27,1% em agosto

As exportações brasileiras de carne bovina recuaram 27,1% em volume em agosto, na comparação com o mesmo mês de 2025, segundo dados da balança comercial divulgados nesta sexta-feira (4/9), pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

Apesar de redução mensal, exportações crescem no acumulado do ano

Em valor, a queda foi de 19,7%, com US$ 1,2 bilhão exportado no mês, ante US$ 1,5 bilhão um ano antes.

A retração está relacionada principalmente ao atingimento da cota de compras externas estabelecida pela China. O país asiático limita a 1,106 milhão de toneladas o volume de carne que pode entrar sem a aplicação de uma taxa adicional de 55%.

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O Ministério do Comércio da China comunicou ao Brasil, em 10 de agosto, que a utilização da cota havia chegado a 90%.

Cota chinesa

Segundo o diretor do Departamento de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do Mdic, Herlon Brandão, a redução dos embarques era esperada diante da aproximação do limite estabelecido pela China.

De acordo com o diretor, os exportadores tendem a reduzir os volumes embarcados quando há risco maior de incidência da tarifa adicional. O movimento ajuda a explicar a perda de força das vendas brasileiras de carne bovina ao mercado chinês em agosto.

Apesar da queda mensal, o desempenho no acumulado de 2026 permanece positivo. De janeiro a agosto, as exportações totais de carne resfriada e congelada do Brasil cresceram 4,7% em volume e 22,3% em valor, na comparação com o mesmo período do ano anterior.

Vendas para a Ásia

A China também influenciou o desempenho geral das exportações brasileiras para a Ásia. Em agosto, os embarques para o continente recuaram 19,2% em relação ao mesmo mês de 2025. Em valor, a queda foi de 10,9%.

No acumulado de janeiro a agosto, porém, o cenário é diferente: as exportações brasileiras para a Ásia avançaram 15% em valor e 3,3% em volume.

fonte WELLTON MÁXIMO – REPÓRTER DA AGÊNCIA BRASIL

Gestão hoteleira e gastronomia avançam em empreendimentos de alto padrão em Pedra Azul

Gestão hoteleira e gastronomia avançam em empreendimentos de alto padrão em Pedra Azul

Hotelaria e gastronomia começam a ocupar uma posição diferente no desenvolvimento de empreendimentos imobiliários voltados a destinos turísticos: em alguns projetos, serviços que estarão presentes na rotina dos proprietários deixam de ser definidos próximo à entrega e passam a ser um dos pilares do produto. A mudança influencia desde o planejamento dos espaços e serviços até a experiência e a comodidade que serão oferecidas ao proprietário depois que o empreendimento estiver em funcionamento.

Com 90% das unidades comercializadas, Vive Le Vin terá gestão da Livá Hotéis e operação gastronômica do Uaine Group, responsável pelo Restaurante Aleixo, em projeto que integra hospitalidade e serviços desde a concepção

É esse modelo que a Invite Inc. adotou no Vive Le Vin, em Pedra Azul. O empreendimento, que terá uma segunda fase de lançamento e já conta com 90% das unidades da primeira fase comercializadas, terá gestão da Livá Hotéis, 3ª maior rede hoteleira do Brasil, que atuará na implantação dos protocolos operacionais e, após a entrega, na administração de serviços e facilities. Na gastronomia, a parceria será com o Uaine Group, responsável pelo Restaurante Aleixo, que comandará a experiência de alimentos e bebidas do empreendimento, além de uma unidade exclusiva do tradicional restaurante dentro do complexo do Vive Le Vin.

A escolha está relacionada ao perfil do próprio empreendimento e à dinâmica de Pedra Azul, onde turismo, gastronomia, natureza e mercado imobiliário vêm se encontrando em projetos voltados a um público que utiliza a região para diferentes períodos de permanência ao longo do ano. Nesse contexto, hotelaria e gastronomia passam a ser pensadas junto com arquitetura, áreas de convivência e serviços, e não como estruturas definidas somente depois da conclusão da obra. Ao mesmo tempo, essas facilidades ampliam a comodidade para o proprietário, que passa a contar com serviços estruturados dentro do próprio empreendimento.

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Segundo o diretor da Invite Inc., Caio Valença, incorporar parceiros especializados ainda no desenvolvimento permite alinhar o funcionamento futuro à proposta que deu origem ao empreendimento.

“A operação passou a ter um papel estratégico no mercado imobiliário. Arquitetura e localização continuam fundamentais, mas a qualidade da gestão também influencia a percepção de valor de um empreendimento. Por isso buscamos parceiros com expertise em suas áreas de atuação, capazes de preservar o nível de qualidade do Vive Le Vin e garantir que a experiência e comodidade idealizadas no projeto sejam sentidas pelos proprietários ao longo do tempo.”

Serviços pensados junto com o produto imobiliário

No Vive Le Vin, a Livá será responsável por áreas como recepção, governança, manutenção, concierge, limpeza e demais serviços destinados aos proprietários. A definição antecipada da gestão permite considerar fluxos, necessidades de serviço e funcionamento dos ambientes ainda durante o desenvolvimento e a implantação do empreendimento.

Na gastronomia, o Uaine Group levará ao Vive Le Vin a experiência do Restaurante Aleixo, um dos nomes reconhecidos da gastronomia capixaba. O restaurante funcionará ao longo da semana no empreendimento, ampliando a oferta gastronômica disponível aos proprietários e visitantes durante a permanência em Pedra Azul e trazendo um componente importante de comodidade para diferentes períodos de estadia.

A atuação do grupo irá além do restaurante. O Aleixo estará à frente de toda a experiência de alimentos e bebidas do Vive Le Vin, incluindo café da manhã, refeições, room service, bar da piscina, degustações de vinhos, eventos de harmonização e curadoria da carta de rótulos comercializados no empreendimento. O modelo de adega aberta adotado pelo restaurante também será levado a Pedra Azul, permitindo que o cliente escolha pessoalmente os vinhos e conte com orientação especializada para as harmonizações.

Inspirado no universo do vinho, o Vive Le Vin reúne arquitetura, arte, gastronomia e bem-estar em sua proposta. O empreendimento terá mais de 6 mil metros quadrados de áreas de lazer e convivência, com ambientes destinados a experiências enogastronômicas, wellness e contemplação da paisagem de Pedra Azul.

Sobre a Invite Inc.

A Invite Inc. é uma incorporadora boutique que reúne mais de 40 anos de experiência no mercado imobiliário por meio de seus sócios, atuando nos segmentos de médio-alto e luxo com empreendimentos residenciais, hoteleiros e comerciais no Brasil e em Portugal.

Cada projeto nasce de uma abordagem tailor-made, conectando arquitetura, design, conceito e estilo de vida aos desejos do cliente contemporâneo. Com sólida expertise em hotelaria, a Invite incorpora aos seus projetos excelência em serviço, facilidades e experiências que, do mar às montanhas, elevam o morar, traduzindo diferentes culturas e modos de viver em projetos que vão além do produto imobiliário. fonte e foto Renata Salgueir Serra

Sob juros altos, gigantes do varejo recorrem à recuperação judicial para renegociar dívidas bilionárias

Sob juros altos, gigantes do varejo recorrem à recuperação judicial para renegociar dívidas bilionárias

A Casas Bahia protocolou no dia 16 de agosto um pedido de recuperação judicial de R$ 17,3 bilhões, um dos maiores já registrados no varejo brasileiro. A rede não está sozinha. Um dia antes, a Marabraz havia entrado com pedido semelhante, de R$ 140,2 milhões. Em maio, a Tok&Stok já tomara o mesmo caminho, depois de fechar o segundo trimestre com prejuízo de R$ 232,7 milhões e queda de 37,3% na receita.

De Casas Bahia a Tok&Stok, grandes redes transformam a recuperação judicial em estratégia para renegociar passivos bilionários e manter a operação de pé. foto divulgação

Os casos fazem parte de um movimento mais amplo. De acordo com a Serasa Experian, o país somava 7.726 empresas em recuperação judicial até junho, alta de 20,5% em doze meses. No varejo, foram 986 companhias apenas no primeiro semestre — avanço de 20,4% na comparação anual.

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Para especialistas, o motor da crise não está nas vendas, mas no custo do crédito. A taxa Selic começou 2026 em 15% ao ano e recuou de forma gradual ao longo dos meses, chegando a 14% em agosto, segundo o Banco Central. Empresas que acumulavam dívidas desde o ciclo de juros altos iniciado em 2022 passaram a gastar mais para rolar esses compromissos, o que pressionou o caixa.

O aperto também atinge o outro lado do balcão. Levantamento da Confederação Nacional do Comércio (CNC) aponta que 82% das famílias brasileiras estão endividadas, recorde da série histórica, com o cartão de crédito presente em 85,3% dos casos. Entre as que ganham até três salários mínimos, público tradicional das grandes redes de eletrodomésticos e móveis, o índice chega a 84,9%.

É nesse cenário que a recuperação judicial tem sido acionada. O mecanismo garante à empresa um período de proteção, com a suspensão de cobranças e execuções por 180 dias, para renegociar com os credores de forma organizada, sem que o caixa seja pressionado por diversas cobranças ao mesmo tempo. No caso da Casas Bahia, o processo envolve mais de 19 mil credores, dos quais 94,8% sem garantia real.

“A recuperação judicial mudou de significado. Deixou de ser um sinal de vulnerabilidade para se tornar uma decisão estratégica de quem quer reorganizar as contas com o respaldo da lei”, afirma Antônio Frange Júnior, advogado especialista em recuperação judicial e reestruturação de empresas. “O que essas companhias buscam não é um milagre, é tempo e previsibilidade para renegociar o passivo. E o que separa uma recuperação bem conduzida de uma tentativa frustrada é o planejamento: quanto antes a empresa desenha a estratégia, maiores as chances de preservar a operação, os empregos e a relação com os fornecedores.”

Advogado Antônio Frange Júnior,

O uso do instrumento por companhias de grande porte, com áreas jurídicas estruturadas e acesso a crédito, tem sido interpretado no mercado como uma decisão de gestão, e não de esgotamento. A avaliação é a de que reorganizar o passivo sob amparo legal se tornou o caminho mais racional enquanto os juros permanecem em patamar elevado.

A trajetória de queda da Selic deve continuar, mas em ritmo que dificilmente elimina no curto prazo o estoque de dívidas acumulado. Analistas avaliam que, caso o crédito siga caro, novos pedidos podem surgir nos próximos meses — e que a diferença entre as empresas que atravessarem o cenário e as demais tende a estar menos no tamanho do passivo e mais no momento e na forma de reorganizá-lo.

Cartórios de Imóveis do Espírito Santo passam a receber penhoras da Justiça em tempo real

Cartórios de Imóveis do Espírito Santo passam a receber penhoras da Justiça em tempo real

Os Cartórios de Imóveis do Espírito Santo agora recebem, em tempo real, as ordens judiciais de penhora, arresto e sequestro, reduzindo o intervalo entre a decisão da Justiça e sua efetiva inclusão no registro imobiliário. A mudança marca a implantação nacional do Sistema de Constrição Judicial (Constri-Jud), nova plataforma eletrônica desenvolvida pelo Operador Nacional do Sistema de Registro Eletrônico de Imóveis (ONR), que passa a estabelecer um fluxo único, digital e padronizado para o envio e processamento das constrições imobiliárias decretadas pelo Poder Judiciário em todo o território nacional. A mudança compreende uma operação que, somente entre 2020 e 2025, processou 2,4 mil penhoras de imóveis no estado. 

Sistema Constri-Jud passa a integrar nacionalmente Judiciário e Registros de Imóveis, reduzindo o tempo de cumprimento das ordens judiciais e ampliando a segurança das restrições patrimoniais.

A integração conecta os Cartórios de Registro de Imóveis de todo o país aos Tribunais de Justiça brasileiros por meio de uma infraestrutura eletrônica nacional, eliminando procedimentos fragmentados e reduzindo significativamente o tempo entre a expedição da decisão judicial e sua chegada ao Registro de Imóveis competente. O novo modelo também aumenta a rastreabilidade das comunicações e reforça a segurança jurídica ao diminuir o risco de alienações ou alterações patrimoniais antes da efetivação da constrição. A medida reduz custos operacionais, aumenta a previsibilidade das execuções judiciais e fortalece a segurança jurídica das transações imobiliárias. 

Além da comunicação em tempo real, o Constri-Jud moderniza todo o fluxo operacional das ordens judiciais. Após a confirmação eletrônica dos dados, a determinação é encaminhada automaticamente ao Cartório de Imóveis competente, eliminando retrabalho, reduzindo devoluções por inconsistências formais e tornando mais eficiente o cumprimento das decisões judiciais. 

“O Constri-Jud aproxima duas estruturas essenciais à segurança jurídica: o Poder Judiciário e o Registro de Imóveis. Essa conexão em tempo real contribui para decisões mais efetivas e para um ambiente imobiliário mais seguro”, afirma o presidente do Sinoreg/ES, Márcio Oliva Romaguera.

 A dimensão da operação que passa a ser absorvida pelo Constri-Jud também pode ser observada pela evolução do antigo sistema de penhora. O volume anual do Espírito Santo passou de 44 penhoras, em 2020, para 480 em 2025, crescimento de 990% no período, e alcançou o maior patamar da série em 2024, quando foram registradas 528. Somente nos primeiros sete meses de 2026, outras 432 já haviam sido processadas. Com o Constri-Jud, essa operação migra para uma plataforma concebida para ampliar a interoperabilidade, reduzir o tempo de processamento e permitir integração direta com os sistemas eletrônicos dos Tribunais.

A nova plataforma também representa um avanço para o mercado imobiliário e para os cidadãos. A maior velocidade na comunicação das restrições reduz riscos nas transações envolvendo bens alcançados por decisões judiciais e amplia a previsibilidade dos negócios. A padronização nacional também assegura maior continuidade administrativa, preservando o histórico das comunicações mesmo em caso de mudança da titularidade do Cartório.

Nesta primeira fase, o Constri-Jud contempla o processamento das ordens de penhora, arresto e sequestro de imóveis. A plataforma foi concebida para evoluir progressivamente, incorporando funcionalidades como cancelamento de constrições, averbações premonitórias, bloqueios de matrícula, hipotecas judiciais e outras comunicações eletrônicas previstas na regulamentação do CNJ, consolidando uma infraestrutura nacional permanente de integração entre o Poder Judiciário e o Registro de Imóveis.

Sobre o Sinoreg/ES

O Sindicato dos Notários e Registradores do Estado do Espírito Santo (Sinoreg-ES) é a entidade representativa das Cartórios capixabas, responsável por defender os direitos, prerrogativas e interesses da categoria. Atua na promoção da valorização institucional da atividade notarial e registral, no desenvolvimento de soluções para a prestação de serviços aos usuários, além de fomentar o intercâmbio de informações e o aprimoramento técnico dos profissionais do setor.

Brasil pode levar até 30 anos para compensar déficit de produtividade com jornada de 40 horas, diz CNI

Brasil pode levar até 30 anos para compensar déficit de produtividade com jornada de 40 horas, diz CNI

O Brasil pode levar de 17 a 30 anos para acumular o ganho de produtividade necessário para compensar uma eventual redução da jornada semanal de trabalho para 40 horas, associada à alteração da escala 6×1. A estimativa faz parte do estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgado nesta segunda-feira (31/8), que analisa os possíveis efeitos da mudança na economia e simula os impactos sobre a produtividade, o emprego formal e a massa salarial.

Levantamento mostra que o ganho de produtividade exigido pela redução da jornada varia entre os setores e sinaliza possíveis reflexos sobre empregos e salário

A projeção considera o cenário em que as empresas mantêm empregos e salários e absorvem a queda nas horas trabalhadas sem desconto na remuneração. Nesse caso, o total de horas trabalhadas cairia em cerca de 7,8%, e a eficiência por hora trabalhada precisaria aumentar entre 8,3% e 8,5%. Na prática, seria necessário alcançar um salto de aumento de produtividade para compensar a redução do tempo disponível de trabalho.

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O desafio está na velocidade com que a produtividade avança no Brasil. O estudo mostra que de 1981 a 2024, a produção por hora trabalhada cresceu, em média, 0,5% ao ano. Nesse ritmo, seriam necessários cerca de 17 anos para acumular o ganho estimado. Considerando o desempenho dos últimos seis anos, em que a média anual caiu para 0,28%, o período se aproxima de três décadas.

Para o presidente da CNI, Ricardo Alban, essa equação da produtividade permite avaliar diretamente o efeito de uma redução do tempo de trabalho.

“Não existe país que sustente sua competitividade sem produtividade. Ela é o que permite produzir mais e gerar mais valor com os recursos disponíveis. Quando ela é afetada, as empresas sentem mais dificuldade na capacidade de investir, competir e remunerar melhor os trabalhadores”, alerta o presidente da CNI.

O presidente da Federação das Indústrias do Espírito Santo (FINDES), Paulo Baraona, reforça que o debate precisa considerar os desafios de produtividade do país: ” Não podemos discutir a redução da jornada de forma isolada, sem enfrentar o desafio estrutural da baixa produtividade. Se quisermos ampliar direitos de forma duradoura, precisamos primeiro ampliar nossa capacidade de gerar riqueza. A produtividade precisa ser tratada como um projeto de Estado, com investimentos em educação e qualificação profissional, inovação, tecnologia, segurança jurídica e um ambiente favorável aos investimentos. Se quisermos ampliar direitos de forma duradoura, precisamos primeiro ampliar nossa capacidade de gerar riqueza”, destaca Baraona.

Brasil está entre os países de menor produtividade no ranking mundial

A produtividade depende tanto do desempenho do trabalho como da incorporação tecnológica, da qualificação profissional, da infraestrutura, da inovação e da organização dos processos. Esses são alguns dos principais fatores que determinam o quanto um país consegue produzir com os recursos e o tempo disponíveis. Quando o indicador de produtividade está baixo, a economia tem mais dificuldade para crescer, elevar salários e ampliar os investimentos. O maior custo de produção também pode pressionar os preços e reduzir a capacidade das empresas de competirem.

Na comparação internacional, o Brasil aparece entre as economias de menor produtividade. Segundo dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT), o Brasil ocupa a 100ª posição mundial em produtividade por trabalhador e a 91ª em produtividade por hora trabalhada. O desempenho coloca o país distante de economias como Irlanda, Noruega, Estados Unidos e Bélgica, que apresentam níveis entre três e seis vezes superiores aos brasileiros.

Alban destaca que a comparação mostra que a duração da jornada não pode ser analisada isoladamente. “O desempenho brasileiro mostra que a redução do tempo de trabalho só é sustentável se houver condições que permitam elevar a eficiência econômica. O desafio é bem maior do que condensar em menos tempo o mesmo esforço. São necessárias condições estruturais capazes de tornar o trabalho mais eficiente. E esse ainda é um desafio importante para o Brasil”, explica Alban.

Indústria precisaria de ganho de produtividade superior à média atual

O esforço necessário para compensar a redução do tempo de trabalho também varia entre as atividades econômicas. Setores mais intensivos em mão de obra ou com menor capacidade de reorganizar processos podem exigir ganhos maiores de produtividade para manter o nível de produção. Na indústria extrativa, esse avanço poderia chegar a 10,4%; na construção, a 9,8%; e, na indústria de transformação, a 9,3%.

Além dos setores industriais, destaca-se que a agropecuária necessitaria de uma elevação de produtividade de até 13,6%, enquanto no comércio seria de 10,6%.

Confira o estudo na íntegra: clique aqui

No cenário de acomodação, massa salarial pode custar cerca de R$ 7,3 bilhões por mês

Além de calcular o ganho de produtividade necessário, o estudo analisa como os efeitos da redução da jornada poderiam aparecer caso as empresas adotassem outras duas possíveis formas de adaptação.

No cenário de rejeição, em que as empresas não absorvem o aumento dos custos e desligam trabalhadores com jornada superior ao limite, o número de empregos formais poderia cair de cerca de 41 milhões para 18,9 milhões, uma redução entre 53,7% e 77,5% na folha de pagamento das empresas.

Já no cenário de acomodação, a adaptação ocorre pela substituição de trabalhadores com jornadas superiores ao limite por aqueles com salários proporcionalmente menores. Nessa hipótese, a massa salarial poderia cair entre 2,9% e 6%, o equivalente a aproximadamente R$ 4,3 bilhões a R$ 7,3 bilhões por mês.

“Não existe redução de jornada imposta por lei que não afete empregos, salários e produção. Nos três cenários, os trabalhadores perdem. Isso pode significar custo por hora mais elevado e exigências de ganho de produtividade imediato, demissões ou substituição de mão de obra, com corte de salário para quem permanece”, alerta o presidente da CNI.

Jornada já está em 8 de cada 10 negociações coletivas

A jornada de trabalho aparece em 81,5% dos acordos e convenções coletivas analisados no estudo, o que corresponde a mais de 37 mil instrumentos ao longo de 12 meses. Desse total, 61,8% tratam diretamente da distribuição do tempo de trabalho, com cláusulas que tratam dos temas como horas extras, compensação, carga horária, intervalos, descansos, turnos, domingos e feriados.

Outros 31,1% abordam efeitos da jornada sobre diferentes condições de trabalho, como adicional noturno, vale-transporte, participação nos lucros e resultados e benefícios. Os dados mostram que a negociação coletiva alcança não apenas a duração da jornada, mas também a forma como o tempo de trabalho é organizado e seus reflexos sobre outras regras e direitos negociados.

FONTE FINDES

Wanessa Eustachio – Comunicação Institucional

Colatina: Pesquisa do Procon mostra variação nos preços de 24 produtos da cesta básica

Colatina: Pesquisa do Procon mostra variação nos preços de 24 produtos da cesta básica

O Procon Municipal de Colatina realizou uma pesquisa de preços da cesta básica nos dias 1º e 2 de junho e 18 e 19 de agosto de 2026, com o objetivo de acompanhar a variação dos produtos de consumo essencial e oferecer aos consumidores informações que auxiliem na escolha no momento das compras.

A pesquisa foi realizada nos principais estabelecimentos comerciais do município com 24 produtos, entre gêneros alimentícios e itens de higiene pessoal

A pesquisa foi realizada nos principais estabelecimentos comerciais do município com 24 produtos, entre gêneros alimentícios e itens de higiene pessoal. Para cada produto, foi considerado o menor preço encontrado em cada estabelecimento, respeitando a unidade de medida indicada na pesquisa. Não foi definida uma marca específica, sendo considerado o produto de menor preço disponível, independentemente do fabricante.

Na comparação entre os dois períodos, 12 produtos apresentaram redução e 12 registraram aumento no menor preço médio encontrado.

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Para confereri a pesquisa CLIQUE AQUI

Produtos que ficaram mais baratos

O maior destaque de redução foi o leite em pó, em sachê de 400g, cujo menor preço médio passou de R$ 13,96, em junho, para R$ 10,53, em agosto, uma queda de aproximadamente 24,62%.

Também tiveram reduções relevantes o café de 500g, que passou de R$ 22,10 para R$ 19,90, o biscoito doce, de R$ 4,74 para R$ 4,30, os ovos brancos – crivo/30, de R$ 17,26 para R$ 15,68 e o biscoito salgado, de R$ 4,74 para R$ 4,35.

Também registraram aumentos o creme dental de 70g, que passou de R$ 3,51 para R$ 3,84; o milho em lata, de R$ 3,14 para R$ 3,38; o arroz de 5kg, de R$ 16,54 para R$ 17,77 e o pão de forma, de R$ 5,05 para R$ 5,35.

O Procon ressalta que os valores correspondem aos menores preços encontrados nas datas específicas das pesquisas e podem sofrer influência de fatores como promoções, ofertas, disponibilidade de estoque, marcas disponíveis e outras condições comerciais.

O órgão orienta os consumidores a pesquisarem e compararem os preços antes das compras, observando também a quantidade, unidade de medida, marca, qualidade e demais características dos produtos.


fonte e foto
Secretaria Municipal de Assuntos Institucionais e Comunicação Social

Justiça suspende demissões em massa de trabalhadores das Casas Bahia

Justiça suspende demissões em massa de trabalhadores das Casas Bahia

A Justiça do Trabalho decidiu suspender as demissões em massa que foram efetivadas pelas Casas Bahia em todo o país. A decisão foi proferida na noite desta terça-feira (18/8).

A decisão foi motivada por um pedido da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC) para barrar as dispensas. Na semana passada, a varejista anunciou que está com dificuldades financeiras e que protocolou na Justiça um pedido de recuperação judicial. Cerca de 1,9 mil funcionários foram demitidos e 298 lojas foram fechadas. 

Na semana passada, foram demitidos 1,9 mil funcionários

Ao determinar a suspensão das demissões, a juíza Katarina Roberta Mousinho de Matos, da 11ª Vara do Trabalho do Distrito Federal, entendeu que as dispensas ocorreram sem a intervenção do sindicato da categoria, medida imprescindível conforme a legislação e a jurisprudência dos tribunais trabalhistas.

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“A medida não impede a requerida de, concluída efetiva intervenção sindical, adotar nova decisão empresarial de redimensionamento e, se foro caso, promover dispensas. O sindicato não dispõe de poder de veto. Exige-se somente que a decisão coletiva seja precedida de informação e oportunidade real de interlocução, antes de sua implementação”, decidiu a magistrada.

Conforme a liminar, a empresa terá prazo de cinco dias para restabelecer os vínculos trabalhistas e incluir os funcionários na folha de pagamento. Em 48 horas, o plano de saúde e os benefícios assistenciais também deverão ser restabelecidos.

Novas demissões só poderão ocorrer se tiverem intermediação dos sindicatos. 

Em nota, a varejista declarara que respeita as decisões judiciais e que prestará os esclarecimentos que forem solicitados. 

“A companhia tomou conhecimento da decisão judicial e está avaliando seus termos e os próximos passos cabíveis. Reforça ainda que respeita as determinações da Justiça e prestará os esclarecimentos necessários no âmbito do processo”, afirmou a companhia.

Tesouro pagou R$ 152,46 milhões em dívidas de estados e municípios

Tesouro pagou R$ 152,46 milhões em dívidas de estados e municípios

A União pagou, em julho, R$ 152,46 milhões em dívidas de estados e municípios, na condição de garantidora de operações de crédito contratadas pelos entes subnacionais. Com isso, o valor desembolsado pelo Tesouro Nacional para cobrir parcelas não quitadas pelos devedores chegou a R$ 3,05 bilhões no acumulado de 2026.

Desembolsos desde 2016 chegam a R$ 89,58 bilhões. foto BC

É o que mostra o Relatório Mensal de Garantias Honradas pela União em Operações de Crédito e Recuperação de Contragarantias (RMGH), divulgado nesta segunda-feira (17) pelo Tesouro Nacional.

De acordo com o relatório, desde 2016 a União desembolsou R$ 89,58 bilhões para honrar garantias em operações de crédito de estados e municípios. No mesmo período, recuperou R$ 6,06 bilhões por meio da execução de contragarantias.

Apenas em julho deste ano, foram recuperados R$ 5,13 milhões.

O Tesouro Nacional informou que o principal fator para o baixo volume de recursos recuperados é a participação de diversos estados no Regime de Recuperação Fiscal (RRF), mecanismo que prevê a suspensão temporária da execução das contragarantias.

Segundo o órgão, cerca de R$ 79,78 bilhões das garantias honradas desde 2016 referem-se a estados que participam ou participaram do regime. Além disso, há R$ 1,9 bilhão relacionado à compensação por perdas de arrecadação do ICMS decorrentes da Lei Complementar 194/2022.

Outros R$ 516,74 milhões não podem ser recuperados em razão de decisões judiciais que impedem a execução das contragarantias. Foto BC e fonte PEDRO PEDUZZI – REPÓRTER DA AGÊNCIA BRASIL