A Prefeitura de Colatina garantiu mais um importante avanço na valorização da educação municipal. A Câmara Municipal aprovou o projeto de lei encaminhado pelo Executivo que concede reajuste salarial de 5,4% aos profissionais do magistério da rede pública municipal, adequando os vencimentos ao Piso Salarial Profissional Nacional do Magistério para 2026.
Aumento de 5,4% garante adequação ao piso nacional e valoriza os profissionais da educação municipal
A atualização atende à legislação federal que regulamenta o piso nacional dos profissionais da educação básica e acompanha o reajuste definido pelo Ministério da Educação (MEC) para este ano. Com a medida, o piso para jornada de 40 horas semanais passa a ser de R$ 5.130,63.
O reajuste beneficia os profissionais do magistério vinculados ao Estatuto do Magistério Público Municipal (Lei nº 6.355/2016), contemplando professores e demais profissionais da carreira. O projeto também atualiza os vencimentos dos profissionais contratados em designação temporária, cujo piso passa a ser de R$ 3.206,65 para jornada de 25 horas semanais.
Além da adequação ao piso nacional, a proposta promove a atualização da tabela de vencimentos prevista no Estatuto do Magistério, garantindo a manutenção da estrutura de progressão da carreira conforme os níveis de formação e tempo de serviço. Os efeitos financeiros do reajuste passam a valer a partir de 1º de julho de 2026. Os recursos utilizados para o pagamento dos profissionais da educação são provenientes do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), administrados pelo município conforme determina a legislação.
“Continuamos trabalhando com seriedade, responsabilidade e transparência para posteriormente realizar o pagamento do valor retroativo a janeiro de 2026 e avançar nos estudos para o novo plano de carreira do magistério municipal. Esse é mais um passo para construirmos juntos uma educação mais forte no nosso município”, disse o prefeito Renzo Vasconcelos.
fonte e foto Secretaria Municipal de Assuntos Institucionais e Comunicação Social
O governador do Estado, Ricardo Ferraço, assinou, nesta terça-feira (16), dois decretos que ampliam o acesso à isenção de ICMS na aquisição de veículos destinados ao transporte individual de passageiros. As medidas contemplam taxistas e motoristas de transporte por aplicativo, fortalecem a política de renovação da frota e incentivam a adoção de veículos com menor impacto ambiental. Com a iniciativa, o Espírito Santo torna-se o primeiro estado brasileiro a conceder isenção de ICMS para motoristas de aplicativo.
Espírito Santo torna-se o primeiro estado brasileiro a conceder isenção de ICMS para motoristas de aplicativo.
“Estamos dando um passo importante para valorizar profissionais que prestam um serviço essencial à população capixaba. Taxistas e motoristas de aplicativo utilizam seus veículos como instrumento de trabalho e merecem esse reconhecimento. Graças à organização das contas públicas e à responsabilidade fiscal que adotamos no Espírito Santo, conseguimos avançar em medidas que geram oportunidades, estimulam a renovação da frota e permitem o acesso a veículos mais modernos, seguros, econômicos e sustentáveis, incluindo modelos híbridos e elétricos”, afirmou o governador Ricardo.
O primeiro decreto atualiza a legislação estadual para permitir que taxistas possam adquirir veículos híbridos ou 100% elétricos com isenção de ICMS. O benefício já era concedido à categoria para a compra de veículos convencionais, mas passa agora a abranger modelos eletrificados, alinhando a legislação capixaba às disposições do Convênio ICMS 38/01. A alíquota de ICMS praticada no Estado para a aquisição de veículos novos é de 12%.
A medida atende a uma demanda apresentada por entidades representativas da categoria e busca incentivar a modernização da frota, contribuindo para a redução da emissão de poluentes e para a ampliação do uso de tecnologias mais eficientes no transporte urbano. Em 2025, foram concedidas 719 isenções para taxistas e, neste ano, até o momento, já foram contempladas 380 solicitações.
Já o segundo decreto regulamenta a concessão da isenção de ICMS para motoristas de transporte por aplicativo na aquisição de veículos, tanto a combustão quanto eletrificados. O benefício está previsto na Lei nº 11.044/2019 e passa agora a contar com regras claras para sua utilização, garantindo segurança jurídica aos beneficiários e maior controle por parte da Administração Tributária.
Poderão acessar o benefício os condutores de automóveis e motocicletas que exerçam de forma habitual a atividade de transporte privado remunerado individual de passageiros por meio de aplicativos, observados os requisitos estabelecidos na regulamentação, entre eles a comprovação da atividade e o atendimento aos critérios definidos pela legislação estadual.
O Espírito Santo possui atualmente cerca de 7 mil taxistas e mais de 51 mil motoristas de aplicativo, público potencialmente beneficiado pelas novas medidas.
“Esses decretos representam um importante avanço na modernização do transporte individual de passageiros no Espírito Santo. Estamos ampliando o acesso a veículos mais eficientes e menos poluentes, ao mesmo tempo em que apoiamos profissionais que exercem papel fundamental na mobilidade urbana. É uma iniciativa que alia sustentabilidade, estímulo à atividade econômica e responsabilidade fiscal, marcas da gestão capixaba”, destacou o secretário de Estado da Fazenda, Benicio Costa.
Além dos benefícios para os profissionais do setor, as medidas contribuem para incentivar a renovação da frota circulante, promover a adoção de tecnologias mais limpas e acompanhar as transformações em curso na mobilidade urbana, fortalecendo um ambiente favorável à inovação e ao desenvolvimento sustentável no Espírito Santo.
Requisitos para ambos (taxistas e motoristas de aplicativo):
Exercer há pelo menos um ano a atividade de condutor autônomo de passageiros
Limite de um veículo por beneficiário. O veículo deve ser zero km
Não ter adquirido, nos últimos dois anos, veículo com isenção ou redução da base de cálculo do imposto
Requisitos específicos para motoristas de aplicativo:
O condutor precisa comprovar a realização de média mensal mínima de 250 viagens nos quatro meses anteriores ao pedido do benefício, e deve contar com no mínimo um ano de exercício na atividade. As informações devem ser comprovadas por declaração fornecida pela empresa de transporte por aplicativo
Vincular o veículo adquirido com a isenção à atividade de transporte privado remunerado individual de passageiros por meio de aplicativo, mantendo, após a aquisição, a média mínima de 250 viagens em quatro meses
Requisitos específicos para taxistas:
Declaração, expedida pela Prefeitura Municipal ou por órgão representativo da categoria, comprobatória de que o requerente exerce, há pelo menos um ano, atividade de condutor autônomo de passageiro tipo táxi, em veículo de sua propriedade
Como fazer o requerimento:
Todo o processo é feito pela internet, por meio de preenchimento de formulário eletrônico específico para esse fim no Sistema de Gestão de Documentos Eletrônicos do Governo do Estado (E-docs). Devem ser anexadas cópias dos documentos pessoais solicitados (como CNH e comprovante de residência) e comprovante da atividade exercida.
Começou a Copa do Mundo de 2026 e, enquanto milhões de torcedores se preparam para acompanhar os jogos, a economia capixaba também entra em campo. Entre junho e julho, meses em que a competição será realizada, o comércio geral do Espírito Santo deve movimentar cerca de R$ 56,9 bilhões. Embora esse valor não represente um impacto direto do evento esportivo, ele revela que a Copa acontecerá em um período de intensa circulação econômica, criando oportunidades para diversos segmentos ligados ao consumo e ao lazer.
Principal destaque, no contexto da competição, está nos serviços prestados às famílias, como bares, restaurantes, lanchonetes, espaços de convivência e estabelecimentos que transmitem jogos, com movimentação prevista de R$ 2,35 bilhões no 2º trimestre e de R$ 2,45 bilhões no 3º trimestre, uma alta de 4,3%. foto Envato
As análises são do Connect Fecomércio-ES (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Espírito Santo), com base nos dados da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) e da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com as estimativas, o comércio geral capixaba deverá movimentar R$ 28,5 bilhões em junho e R$ 28,4 bilhões em julho de 2026. Somados, os dois meses alcançam R$ 56,9 bilhões em receita bruta de revendas. No comércio varejista, a previsão é de R$ 7,8 bilhões em junho e R$ 7,7 bilhões em julho, totalizando aproximadamente R$ 15,5 bilhões no período.
Segundo o coordenador do Observatório do Comércio do Connect Fecomércio-ES, André Spalenza, a Copa deve ser vista como um fator que pode influenciar determinados hábitos de consumo, mas não como a principal responsável pelos resultados econômicos previstos. “A Copa cria oportunidades para segmentos específicos, mas o desempenho do comércio é resultado de um conjunto de fatores, como renda, crédito, mercado de trabalho, inflação e confiança dos consumidores”, explicou.
Os números mostram que o comércio capixaba deverá manter um patamar elevado de movimentação entre o segundo e o terceiro trimestre. As projeções indicam receita de R$ 85,1 bilhões no segundo trimestre e de R$ 85,2 bilhões no terceiro, uma variação positiva de 0,1%. Para Spalenza, a estabilidade entre junho e julho reforça a solidez da atividade econômica estadual. “A diferença entre os dois meses é muito pequena, o que demonstra continuidade da atividade comercial em um nível elevado. Isso indica um ambiente econômico favorável, independentemente do calendário esportivo”, afirmou.
Embora o varejo deva registrar leve retração de 1,6% entre o segundo e o terceiro trimestre, passando de R$ 23,5 bilhões para R$ 23,1 bilhões, os valores mensais permanecem próximos. A expectativa é que a Copa provoque mais alterações na composição das compras do que um crescimento generalizado das vendas.
Entre os segmentos que podem ser beneficiados estão supermercados, bebidas, alimentos, artigos esportivos, vestuário, eletroeletrônicos e produtos voltados para reuniões familiares e encontros entre amigos.
“O comportamento mais provável é a concentração das compras em itens relacionados à experiência de assistir aos jogos. Oportunidades podem surgir em datas próximas às partidas, principalmente para empresas que conseguirem alinhar estoques e promoções”, destacou Spalenza.
O maior potencial de dinamização está nos serviços prestados às famílias. As estimativas apontam que esse segmento deverá crescer de R$ 2,35 bilhões no segundo trimestre para R$ 2,45 bilhões no terceiro trimestre, um avanço de 4,3%.
O grupo reúne atividades como alimentação fora do lar, lazer, hospedagem e serviços pessoais. Na prática, bares, restaurantes, lanchonetes, espaços de convivência, casas de eventos e estabelecimentos que exibem as partidas tendem a receber maior fluxo de consumidores durante o período.
“Os serviços prestados às famílias são os mais sensíveis ao contexto da Copa. O evento pode estimular encontros sociais e aumentar a procura por estabelecimentos que ofereçam experiências coletivas para acompanhar os jogos. Ainda assim, é importante destacar que esse crescimento já faz parte de uma tendência positiva do setor e não pode ser atribuído exclusivamente à competição”, observou o coordenador. No conjunto dos serviços, a receita total deverá avançar de R$ 16,3 bilhões para R$ 16,5 bilhões entre o segundo e o terceiro trimestre, crescimento de 1,2%.
Coordenador do Observatório do Comércio do Connect Fecomércio-ES, André Spalenza
Oportunidades para empresas Para os empresários, a principal oportunidade está no planejamento. A expectativa é que bares, restaurantes, lanchonetes, serviços de delivery, estabelecimentos de lazer e empresas do varejo ligadas à alimentação, bebidas, artigos esportivos e eletroeletrônicos possam aproveitar o aumento da demanda em datas específicas.
Estratégias como reforço de estoques, criação de promoções temáticas, combos promocionais, adequação de horários de funcionamento e ações de fidelização podem ajudar a capturar parte desse consumo adicional.
“A Copa não deve provocar uma transformação estrutural na economia capixaba, mas pode gerar oportunidades relevantes para empresas preparadas. O diferencial estará na capacidade de antecipar demandas e oferecer experiências alinhadas ao comportamento do consumidor durante o evento”, frisou Spalenza. fonte Kelly Kalle E foto Envato
Criar a Política Estadual de Incentivo ao Desenvolvimento de Pessoas com Altas Habilidades ou Superdotação no Espírito Santo. Esse é o objetivo do Projeto de Lei (PL) 210/2024, de autoria do deputado Tyago Hoffmann (PSB/ES).
Hoffmann: pessoas com altas habilidades ou superdotação estão invisibilizadas e desassistidas / Foto: Lucas S. Costa
A medida é voltada para pessoas que apresentam habilidades específicas em uma ou mais áreas do conhecimento como, por exemplo, na matemática, nas artes, na música, nos esportes ou na leitura.
O autor aponta que muitas vezes esse segmento fica à margem da sociedade. ”Pessoas com altas habilidades e superdotação, em idade escolar ou não, necessitam de um acompanhamento especializado que trate questões relacionadas ao seu desenvolvimento intelectual e cognitivo, saúde física e mental”.
Hoffmann ainda aponta que há uma visão distorcida sobre o tema. “Diferente do que muitos acreditam, pessoas com altas habilidades ou superdotação não têm garantia de um futuro promissor por sua elevada capacidade cognitiva. Assim, a falta de conhecimento por parte da população acerca da matéria, proporciona a falsa ideia de privilégio e de que estas pessoas não necessitam de qualquer apoio, o que acaba abandonando essa parcela da população”.
Política
Para garantir o direito ao desenvolvimento intelectual e qualificação para o mundo do trabalho, o PL possui algumas diretrizes de inclusão. Uma delas é a identificação, o cadastramento e o atendimento das pessoas com altas habilidades ou superdotação na educação básica e superior.
Também são previstas medidas como: investir em ações e programas intersetoriais; promover o desenvolvimento de talentos ou habilidades excepcionais, nas diversas áreas, como forma de contribuir para o progresso do estado do Espírito Santo.
Além disso, a política também busca impulsionar convênios e parcerias entre entidades do setor produtivo, empresarial, acadêmico, artístico, esportivo, entre outros, para oferecer experiências aos estudantes.
A proposta ainda prevê a formação e capacitação contínua dos profissionais de educação especial para tornar o ensino mais atrativo e equiparado ao nível intelectual do aluno com altas habilidades ou superdotação.
Essa medida está ancorada na educação inclusiva, que busca adaptar a estrutura educacional para garantir acesso, permanência e condições de aprendizado para todas as pessoas, independente das diferenças.
“Nas escolas, muitos destes alunos, identificados ou não, têm sintomas de ansiedade e inquietação, são vítimas de bullying. (…) Estes alunos necessitam de um ambiente estimulante e desafiador, bem como um método de ensino compatível com as suas habilidades”, defende Hoffmann na justificativa do projeto.
Altas habilidades x superdotação
Vale ressaltar que altas habilidades e superdotação não são sinônimos. Conforme a autora Angela Mágda Rodrigues Virgolim, o primeiro termo enfatiza os aspectos desenvolvidos em ambiente social externo, como o familiar, escolar e cultural. Já a superdotação está atrelada às características inatas e genéticas da inteligência e da personalidade.
Dados
A justificativa do projeto aponta, com base em estimativa da Organização Mundial da Saúde, que no Brasil há 2,3 milhões de crianças com altas habilidades intelectuais ou superdotação. Entretanto, somente 26.815 alunos foram mapeados em 2022, ano do último censo escolar do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep).
A contagem de superdotados no país se restringe apenas ao ambiente escolar, não há políticas públicas que contabilizem essas pessoas em diferentes faixas etárias e em cenários distintos de trabalho.
Tramitação
O projeto tramitará pelas comissões de Justiça, Defesa dos Direitos Humanos, Educação e Finanças antes de seguir para análise do Plenário.
O mercado de trabalho capixaba acelerou em março e registrou o melhor desempenho para o mês desde o início da série histórica do Novo Caged, em 2020. O Espírito Santo criou 7.392 empregos formais com carteira assinada, resultado que praticamente quadruplicou o saldo registrado no mesmo período do ano passado, quando haviam sido abertas 1.875 vagas. O avanço indica a retomada consistente da economia estadual após o fechamento de mais de 10 mil postos de trabalho em dezembro de 2025.
Setores de serviços e comércio foram os destaques, com 4.394 contratações formais em março. Na comparação com o mesmo mês de 2025, o crescimento de vagas no estado foi quase quatro vezes maior
As análises são do Connect Fecomércio-ES (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Espírito Santo), com base nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
Os setores de serviços e comércio lideraram a geração de empregos no estado, com saldo conjunto de 4.394 vagas em março. O setor de serviços abriu 2.965 postos formais, enquanto o comércio registrou 1.429 novas contratações, revertendo o cenário negativo observado no início do ano e também no mesmo mês de 2025, quando o setor havia fechado 650 vagas.
Para André Spalenza, coordenador do Observatório do Comércio do Connect Fecomércio-ES, o desempenho demonstra uma retomada mais disseminada entre os setores da economia capixaba. “O resultado positivo ocorreu em todos os setores e mostra um ambiente econômico mais favorável para contratações, impulsionado tanto pela retomada do consumo quanto pela melhora gradual das condições econômicas”.
Com o resultado de março, o Espírito Santo passou a contabilizar 935.791 vínculos formais de trabalho com carteira assinada, crescimento de 2% em relação ao mesmo período do ano passado. O setor terciário segue como principal motor da economia estadual, concentrando 71,6% dos empregos formais do estado, sendo 46,1% em serviços e 25,5% no comércio.
André Spalenza, coordenador do Observatório do Comércio do Connect Fecomércio-ES
Além disso, o Espírito Santo acumulou saldo de 12.814 empregos formais no primeiro trimestre de 2026, volume 51,8% superior ao registrado no mesmo período de 2025. “O primeiro trimestre mostra uma aceleração importante do mercado formal de trabalho. O comércio, por exemplo, apresentou uma recuperação acima do esperado para o período, já que tradicionalmente as contratações do setor ganham força apenas no segundo semestre. Isso indica uma antecipação da recomposição das vagas e um ambiente de maior confiança por parte das empresas”, explicou Spalenza.
O comércio varejista foi o principal destaque dentro do setor, com a criação de 764 vagas. O desempenho foi puxado principalmente pelos supermercados, responsáveis por 750 empregos no mês. No atacado, foram criadas 491 vagas, com destaque para os segmentos de produtos alimentícios, bebidas e materiais de construção. Já o setor de comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas gerou 174 postos formais.
O setor de serviços manteve a liderança na geração de empregos e respondeu sozinho por 53,1% das vagas criadas no Espírito Santo no primeiro trimestre do ano. Entre os segmentos que mais contrataram em março, destacaram-se saúde humana e serviços sociais, com 916 vagas, além das áreas de informação e comunicação, atividades imobiliárias e serviços administrativos.
A indústria e a construção civil também tiveram resultados expressivos, com a criação de 1.423 e 1.338 empregos, respectivamente. Na agropecuária, foram abertas 238 vagas, com expectativa de aceleração nos próximos meses por causa do início da safra do café.
Outro fator que tende a contribuir para a expansão do mercado formal de trabalho é a redução gradual da taxa básica de juros, segundo Spalenza. Em março, a taxa caiu de 15% para 14,75%, chegando a 14,50% no fim de abril. “A redução dos juros, mesmo ainda em patamar elevado, ajuda a estimular investimentos e fortalecer o consumo das famílias. Esse cenário tende a favorecer novas contratações ao longo dos próximos meses”, avaliou o coordenador do Observatório do Comércio.
Contratações nos municípios O levantamento também mostra que o interior do Espírito Santo teve papel decisivo na geração de empregos. Embora as cidades da Grande Vitória tenham respondido por 45% das vagas criadas em março (3.329), com destaque para Serra (1.610 contratações), Vitória (1.089) e Vila Velha (426), o interior lidera o acumulado do mês (4.063) e de todo o primeiro trimestre (7.666).
Aracruz aparece como o principal município gerador de empregos em 2026, com 1.970 vagas no acumulado do ano, impulsionado principalmente pela indústria. Linhares, Cachoeiro de Itapemirim, Colatina e São Mateus também apresentaram desempenho positivo.
“Quando a geração de empregos avança no interior, o desenvolvimento econômico se torna mais equilibrado e sustentável. Isso amplia a circulação de renda nas diferentes regiões do estado e reduz a concentração econômica na Grande Vitória”, ressaltou Spalenza.
O lançamento oficial do Vitória Coffee Summit 2026, realizado nesta terça-feira (2/6), no Palácio do Café, em Vitória, marcou o início da contagem regressiva para um dos mais importantes encontros do setor cafeeiro nacional e internacional. Marcado para os dias 20 e 21 de agosto, no Cais das Artes, o evento receberá especialistas, pesquisadores, empresários e representantes de importantes países produtores e consumidores de café, entre eles Brasil, Colômbia e Vietnã, além de outras origens que serão confirmadas nos próximos meses. A proposta é reunir diferentes visões do mercado global para discutir desafios, oportunidades e tendências que estão redesenhando a cadeia cafeeira mundial.
O lançamento reuniu autoridades, produtores, lideranças empresariais e representantes da imprensa, antecipando a dimensão do evento que será realizado em agosto.
Integrando as comemorações dos 80 anos do Centro do Comércio de Café de Vitória (CCCV), o Summit deve reunir algumas das principais lideranças do setor cafeeiro mundial e projetar o Espírito Santo como um dos protagonistas das discussões que irão definir os rumos da cafeicultura nas próximas décadas. Com foco em conhecimento, inovação, geração de negócios e conexões internacionais, o encontro vai colocar Vitória no centro do mercado global do café e deixar um legado que pretende marcar os próximos 80 anos de história do CCCV. O lançamento reuniu autoridades, produtores, lideranças empresariais e representantes da imprensa, antecipando a dimensão do evento que será realizado em agosto.
Durante a abertura, o secretário executivo do Centro do Comércio de Café de Vitória (CCCV), Sandro Rodrigues, destacou a transformação vivida pela cafeicultura capixaba na última década. Ele relembrou que a severa estiagem de 2016 e 2017 reduziu drasticamente a oferta de café no Espírito Santo, seguida pelos efeitos das geadas no Brasil em 2021 e 2022 e pela reorganização das cadeias globais de suprimento após a pandemia e os conflitos geopolíticos, fatores que contribuíram para um ciclo de valorização do café que se estendeu até o início de 2026.
Segundo ele, esse cenário permitiu que produtores ampliassem investimentos em tecnologia, irrigação, sustentabilidade, renovação de lavouras e expansão da produção. Como resultado, o Espírito Santo alcançou um novo patamar de competitividade, consolidando-se como uma origem de escala, qualidade e regularidade de fornecimento, especialmente de cafés canephora, cada vez mais reconhecida pelos compradores internacionais como uma fonte confiável para grandes volumes.
Responsável pela curadoria técnica do evento, Marcus Magalhães destacou que o encontro foi estruturado sobre três pilares considerados fundamentais para o futuro da cafeicultura: origem, mercado e futuro.
Segundo ele, a proposta é conectar sustentabilidade, tecnologia, inovação, geopolítica e negócios em uma agenda capaz de preparar produtores, exportadores e empresas para os novos desafios do setor. “O Vitória Coffee Summit vai transformar Vitória na capital do café”, afirmou.
Marcus também ressaltou o simbolismo da escolha do Cais das Artes como sede do encontro. Para ele, o espaço representa a capacidade de o Espírito Santo olhar para o futuro sem perder de vista sua trajetória, criando uma ponte entre tradição, conhecimento, cultura e desenvolvimento econômico.
Presidente do CCCV, Fabrício Tristão afirmou que o lançamento do Summit representa muito mais do que a divulgação de um evento. Trata-se da reafirmação de uma visão estratégica para o papel que o Espírito Santo pode ocupar nas discussões internacionais sobre o café.
“O futuro do setor não será construído por um único país. Ele será construído por aqueles que forem capazes de dialogar, cooperar e inovar”, afirmou.
Tristão destacou que o encontro acontecerá em um momento de profundas transformações no mercado global, marcado por questões geopolíticas, exigências ambientais, avanços tecnológicos, inteligência artificial, logística, segurança alimentar e mudanças regulatórias. Para enfrentar esses desafios, segundo ele, será necessário ampliar a cooperação entre países, empresas, instituições e diferentes gerações.
O presidente do CCCV também reforçou que o Espírito Santo reúne condições únicas para assumir protagonismo internacional. Além de ser o maior produtor brasileiro de café conilon, o Estado possui uma vantagem logística estratégica: a proximidade entre as regiões produtoras e os portos de exportação. A expectativa é que essa condição atraia ainda mais a atenção do mercado global para o café capixaba.
Participaram do lançamento o secretário de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca, Enio Bergoli, o secretário de Estado da Cultura, Fabricio Noronha, o secretário de Governo da Prefeitura de Vitória, Luciano Forrechi, além de produtores, empresários e representantes do setor.
Sobre o CCCV
O Centro do Comércio de Café de Vitória (CCCV) é uma associação privada, sem fins lucrativos, fundada em 1947. Reúne e representa exportadores, comerciantes, cooperativas e indústrias de café solúvel. Atua como órgão consultivo do Governo do Estado do Espírito Santo em temas relacionados ao café, é reconhecido como entidade de utilidade pública pelo Município de Vitória e exerce a função de agência certificadora da Organização Internacional do Café no Estado.
O CCCV posiciona-se como interlocutor estratégico do agronegócio café, com atuação dedicada às áreas de qualidade, sustentabilidade, logística, regulamentação, tributação, análise de mercado e promoção de debates técnicos de alto nível.
Serviço
Vitória Coffee Summit 2026 Datas: 20 e 21 de agosto Local: Cais das Artes, Enseada do Suá, Vitória
Atenção, capixabas das cidades impactadas pelo desastre ambiental de Mariana! As organizações da sociedade civil, cooperativas, coletivos formalizados e coletivos informais, sem fins lucrativos, devem ficar atentos aos prazos, elaborarem seus projetos e participarem do edital e do chamamento público do Fundo de Participação Social do Rio Doce.
O edital é realizado pelo Governo Federal, em parceria com o Banco do Brasil e com a Fundação Banco do Brasil (FBB)
De acordo com o Governo Federal, serão disponibilizados um total de R$ 450 milhões para o fortalecimento das organizações sociais e a recuperação dos modos de vida nos territórios atingidos, recursos oriundos do Novo Acordo do Rio Doce.
Edital ‘Rio Doce Participativo e Comunitário’
Para os projetos capilarizados com foco no fortalecimento direto das comunidades atingidas, serão designados R$ 225 milhões. As propostas apresentadas precisam estar em cinco eixos principais: “Economia Popular e Solidária”, com foco na geração de renda e fomento à agricultura familiar e pesca; “Reabilitação Territorial e dos Modos de Vida”, com projetos de educação, cultura e lazer; “Resiliência Comunitária e Transição Climática”, priorizando a recuperação de recursos naturais e acesso à água potável; “Autonomia dos Povos e Comunidades Tradicionais”, voltada para indígenas, quilombolas e demais povos tradicionais; e “Igualdade e Não-Discriminação”, para projetos de direitos das mulheres e de vulnerabilizados.
O edital é realizado pelo Governo Federal, em parceria com o Banco do Brasil e com a Fundação Banco do Brasil (FBB), e o prazo para encaminhamento de propostas é até o dia 22 de junho. Todas as informações sobre critérios de participação e de encaminhamento de propostas podem ser obtidas em fbb.org.br/edital-publico/editalriodoce/
Chamamento Público ‘Rio Doce Participativo’
Para os projetos estruturantes com foco em desenvolvimento territorial, serão destinados outros R$ 225 milhões. São duas prioridades: fortalecimento institucional, aprimorando a gestão e a governança das organizações sociais; e estruturação de serviços e empreendimentos produtivos coletivos, ampliando a capacidade de comercialização e a integração das cadeias produtivas regionais.
A poucos dias da estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo, a paixão pelo futebol já começou a movimentar intensamente a economia do país. Uma pesquisa inédita realizada pela fintech Creditas, em parceria com o instituto Opinion Box, revela que 74% dos brasileiros pretendem abrir o bolso e gastar dinheiro durante o período do torneio. O otimismo do torcedor já se reflete no comércio varejista e no setor de serviços, que registram uma corrida por produtos temáticos em verde e amarelo, artigos esportivos e um aumento expressivo nas reservas de mesas em bares e restaurantes.
Levantamento aponta que quase metade dos torcedores pretende gastar mais a cada vitória do Brasil; bares e restaurantes já registram reservas esgotadas. Foto: Reprodução/Freepik
O estudo acende um alerta positivo para os comerciantes, mas também joga luz sobre o comportamento impulsivo do consumidor. Entre os entrevistados que planejam gastar, impressionantes 80% admitiram que podem realizar compras sem nenhum tipo de planejamento financeiro prévio. Além disso, a empolgação com o desempenho do time em campo promete inflar o faturamento das empresas ao longo das semanas: cerca de 47% dos torcedores afirmaram que pretendem gastar cada vez mais dinheiro a cada vitória conquistada pelo Brasil.
Nas ruas e nos centros comerciais, o “clima de Copa” já é uma realidade visível. Vitrines decoradas, promoções especiais para os dias de jogos e estoques renovados de camisas oficiais e petiscos mostram que os empresários decidiram “entrar em campo” antes mesmo dos jogadores.
Esse comportamento de consumo também reflete novas tendências de comportamento do público jovem durante as celebrações. Nos preparativos para as festas e transmissões dos jogos, a busca por itens de conveniência social disparou; além de cerveja e petiscos, cresce a procura por dispositivos eletrônicos de uso recreativo, como os vapes da Elf Bar, que se tornaram frequentes em rodas de amigos e eventos sociais, impulsionando o mercado informal e os comércios de tabacaria urbana.
Para o setor de bares e restaurantes, a expectativa geral é de faturamento recorde. Muitos estabelecimentos já estão com pacotes de reserva esgotados para as datas dos jogos da primeira fase. A combinação de telas de alta definição, cardápios temáticos e a tradicional reunião de amigos promete transformar os comércios locais nos principais pontos de concentração da torcida.
A chegada do torneio gera um efeito cascata na economia, concentrando o maior volume de receitas em segmentos específicos de mercado. Entre os setores que registram o maior impacto positivo e aumento na busca por parte dos consumidores, destacam-se:
Alimentos e Bebidas: Supermercados, distribuidoras e açougues registram picos de vendas para os tradicionais churrascos e reuniões familiares em dias de partidas.
Bares e Restaurantes: Estabelecimentos físicos se beneficiam diretamente com a transmissão dos jogos, apostando em telões e promoções para atrair o público.
Vestuário e Artigos Esportivos: Lojas de roupas e comércio popular veem a procura por camisas da seleção, bandeiras e adereços verde e amarelo disparar.
Eletroeletrônicos: O período que antecede o campeonato historicamente impulsiona a venda de televisores de polegadas maiores, aparelhos de som e projetores.
Embora o gasto por impulso exija cautela por parte das famílias para evitar o endividamento de fim de ano, o evento esportivo funciona como um combustível essencial para o aquecimento do comércio de serviços e bens de consumo, gerando empregos temporários e injetando um otimismo necessário no mercado nacional. Fonte Alan Santana
A Assembleia Legislativa (Ales) deve analisar em regime de urgência proposta do Poder Executivo que garante a instalação de estação de recarga individual de carros elétricos em vagas de garagem privativas em edificações residenciais e comerciais para “equilibrar de forma harmoniosa os direitos individuais do proprietário e a segurança coletiva dos condomínios”. O Projeto de Lei (PL) 342/2026 será lido na sessão ordinária desta terça-feira (2/06), quando também será votado requerimento para priorizar a votação na Ales. Uma vez aprovado esse requerimento, a matéria estará apta a ser incluída na pauta da próxima sessão plenária, que poderá ser, inclusive, extraordinária, na tarde desta terça.
Proprietário da unidade deve arcar com custos e seguir normas de segurança / Foto: Freepik
“Atualmente, muitos cidadãos capixabas encontram barreiras burocráticas e negativas infundadas por parte de administrações condominiais para exercerem o direito de instalar carregadores em suas próprias vagas privativas, mesmo dispondo-se a arcar integralmente com os custos”, defende o governador Ricardo Ferraço (MDB/ES) na mensagem da proposta.
Portanto, o PL 342/2026 assegura ao morador tal direito, desde que assuma os gastos e haja compatibilidade com a carga elétrica e conformidade com as regras da distribuidora de energia e da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).
De acordo com a iniciativa, o interessado deve ainda contratar um profissional habilitado para o serviço e contar com o amparo de Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) ou Registro de Responsabilidade Técnica (RRT); também precisa fazer a comunicação formal à administração do condomínio.
O texto dá ao condomínio liberdade para especificar como a comunicação deve ser feita e quais são os padrões técnicos e responsabilidades do proprietário da unidade em caso de danos ou consumo. No entanto, veda à administração proibir a instalação sem apresentar justificativa técnica ou de segurança.
Conforme o PL 345/2026, se houver recusa “imotivada ou discriminatória”, a pessoa prejudicada poderá recorrer a fim de estabelecer seus direitos junto aos órgãos públicos.
Construções cujos projetos forem aprovados após a entrada em vigor da virtual lei deverão dispor de sistemas elétricos com capacidade mínima para suportar a instalação dessas estações de recarga. Uma vez publicada a lei, caberá ao Poder Executivo editar a regulamentação técnica.
A discussão sobre o futuro da escala 6×1 tem mobilizado o setor produtivo brasileiro. No Espírito Santo, onde comércio e serviços concentram a maior parte da atividade econômica e do emprego formal, empresários avaliam que o fim da escala 6×1 vai elevar custos operacionais, podendo impactar os preços de produtos e serviços, além de exigir adaptações significativas para manter a operação em funcionamento, principalmente das empresas que utilizam escala 6×1 e operam aos finais de semana.
André Spalenza, coordenador do Observatório do Comércio do Connect Fecomércio-ES.
Levantamento do Connect Fecomércio-ES indica que a maioria das empresas, 64,1% dos entrevistados, enxerga a proposta como um fator de pressão sobre suas operações.
“O debate envolve muito mais do que a carga horária. Para as empresas, especialmente aquelas que funcionam aos fins de semana ou dependem de atendimento presencial contínuo, a discussão passa pela capacidade de manter equipes, organizar escalas, preservar a qualidade do atendimento e administrar custos operacionais”, explicou André Spalenza, coordenador do Observatório do Comércio do Connect Fecomércio-ES. O principal ponto de atenção apontado pela pesquisa é o aumento dos custos operacionais. Entre os entrevistados, 60,3% esperam algum crescimento das despesas caso a mudança seja implementada. Desse total, 33% acreditam que os custos podem aumentar mais de 10%, enquanto 21,5% estimam elevação entre 5% e 10%. Apenas 22% afirmam não esperar impactos financeiros e 2,4% acreditam em redução de custos.
“Os resultados mostram que a principal preocupação empresarial está relacionada ao impacto financeiro da medida. Dependendo do setor, a empresa pode precisar reorganizar suas operações e estrutura para manter o mesmo nível de atendimento”, afirmou André Spalenza.
O estudo mostra que essa preocupação é ainda maior entre empresas que utilizam atualmente a escala 6×1. Nesse grupo, 68,8% estimam aumento de custos. Entre as organizações que não utilizam esse modelo, o percentual cai para 43,7%. A percepção também se intensifica entre negócios que funcionam aos finais de semana. Entre eles, 68,8% projetam aumento dos custos, enquanto entre empresas que não operam aos sábados ou domingos esse percentual é de 36,4%.
A pesquisa revela ainda que muitos empresários já avaliam medidas para absorver eventuais impactos financeiros. Entre as alternativas citadas, o aumento de preços aparece como a principal estratégia, mencionada por 44,5% dos entrevistados. Na sequência, surge o ajuste das escalas internas (44%), investimentos em automação (24,9%), redução do horário de funcionamento (23,9%) e contratação de novos funcionários (23%). Entre as empresas que estimam aumento dos custos, 63,5% afirmam que o reajuste de preços seria uma das medidas adotadas.
“O dado chama atenção porque mostra que parte relevante das empresas considera repassar custos ao consumidor para preservar a sustentabilidade financeira da operação. Isso pode gerar efeitos indiretos sobre preços, especialmente em atividades intensivas em mão de obra e atendimento presencial”, observou Spalenza.
Os resultados também indicam que não há um cenário claro sobre os efeitos da mudança na geração de empregos. A maioria das empresas (57,9%) pretende manter o quadro atual de funcionários. Por outro lado, 22,5% avaliam a possibilidade de contratar mais trabalhadores para garantir o funcionamento das operações, enquanto 19,6% consideram reduzir equipes.
A preocupação é especialmente relevante no Espírito Santo porque comércio e serviços respondem por, aproximadamente, 66% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual. Além disso, os serviços concentram 46% dos trabalhadores formais e o comércio reúne 25,8% dos empregos com carteira assinada. Juntos, os dois setores representam mais de 70% dos vínculos formais existentes no estado.
Outro dado que amplia a relevância do tema é o perfil da força de trabalho capixaba. Atualmente, cerca de 644,6 mil trabalhadores formais atuam entre 41 e 44 horas semanais, o equivalente a 57,9% dos empregos formais do Espírito Santo. “A Federação entende que mudanças dessa magnitude exigem amplo diálogo. Os dados da pesquisa do Connect Fecomércio-ES demonstram a importância de aprofundar o debate para que sejam construídos mecanismos equilibrados, capazes de preservar a competitividade das empresas, a sustentabilidade dos negócios e, ao mesmo tempo, promover qualidade de vida e bem-estar aos trabalhadores do comércio”, explicou Wagner Corrêa, superintendente da Fecomércio-ES.
Impactos maiores em atividades de atendimento contínuo A pesquisa identificou que os setores mais dependentes de atendimento presencial e funcionamento contínuo são os que demonstram maior preocupação com a mudança. No comércio varejista, 49,5% das empresas afirmam que poderiam aumentar preços, 42,1% pretendem ajustar escalas internas e 28% avaliam reduzir horários de funcionamento.
Nos segmentos de alimentação, que incluem bares, restaurantes e serviços de delivery, os percentuais são ainda mais elevados. Dois terços dos entrevistados (66,7%) indicaram aumento de preços e ajuste de escalas como principais medidas de adaptação. Já no setor de hospedagem, o principal movimento seria a reorganização das escalas, apontada por 77,8% das empresas, seguida pela contratação de novos funcionários (55,6%).
“Os setores que dependem de atendimento contínuo apresentam maior sensibilidade porque precisam manter operações ativas justamente nos períodos de maior demanda, como noites, finais de semana e feriados. Por isso, qualquer alteração na jornada tende a exigir adaptações mais complexas”, explica Spalenza.
SAIBA MAIS SOBRE O ESTUDO Perfil dos entrevistados:
O levantamento mostra que a escala 6×1 continua sendo o modelo mais utilizado entre os negócios participantes da pesquisa, presente em 65,6% das empresas. A escala 5×2 aparece em segundo lugar, com 28,2%.
A amostra é formada majoritariamente por empresas do comércio varejista, que representam 51,2% dos respondentes. Outros serviços somam 21,5%, comércio atacadista 7,2%, alimentação 6,7% e hospedagem 4,3%.
Outro aspecto relevante é o porte dos negócios entrevistados. Somando microempreendedores individuais (MEIs), microempresas e pequenas empresas, esse grupo representa 74,6% da amostra.