Contas externas têm saldo negativo de US$ 2,2 bilhões em março

Contas externas têm saldo negativo de US$ 2,2 bilhões em março

Investimentos diretos no país somaram US$ 5,9 bilhões. foto  RAFA NEDDERMEYER/AGÊNCIA BRASIL

As contas externas do país tiveram saldo negativo em março, de US$ 2,245 bilhões, informou nesta segunda-feira (28) o Banco Central (BC)No mesmo mês de 2024, o déficit foi de US$ 4,087 bilhões nas transações correntes, que são as compras e vendas de mercadorias e serviços e transferências de renda com outros países.

A melhora na comparação interanual é resultado do aumento de US$ 1,3 bilhões no superávit comercial, em razão, principalmente, do aumento das exportações, e do recuo de US$ 895 milhões no déficit em renda primária (pagamento de juros e lucros e dividendos de empresas). Em contrapartida, o déficit em serviços aumento US$ 460 milhões, contribuiu para o saldo negativo nas transações correntes.

Em 12 meses encerrados em março, o déficit em transações correntes somou US$ 68,467 bilhões, 3,21% do Produto Interno Bruto (PIB), (a soma dos bens e serviços produzidos no país), ante o saldo negativo de US$ 70,310 bilhões (3,28% do PIB) no mês anterior. Já em relação ao período equivalente terminado em março de 2024, houve aumento significativo no déficit, com o resultado em 12 meses negativo em US$ 26,307 bilhões (1,17% do PIB).

De acordo com o BC, as transações correntes têm cenário bastante robusto e vinham com tendência de redução nos déficits em 12 meses, que se inverteu a partir de março de 2024. De fevereiro para março desde ano, isso se inverteu. De acordo com o chefe do Departamento de Estatísticas do BC, Fernando Rocha, é preciso observar, nos próximos meses, se esse resultado significa uma inflexão ou foi pontual no mês.

Ainda assim, o déficit externo está financiado por capitais de longo prazo, principalmente pelos investimentos diretos no país, que têm fluxos e estoques de boa qualidade.

Balança comercial e serviços

As exportações de bens totalizaram US$ 29,449 bilhões em março, um aumento de 5,3% em relação a igual mês de 2024. Enquanto isso, as importações atingiram US$ 21,812 bilhões, com elevação de 0,9% na comparação com março do ano passado.

Com os resultados de exportações e importações, a balança comercial fechou com superávit de US$ 7,637 bilhão no mês passado, ante o saldo positivo de US$ 6,352 bilhões em março de 2024.

De acordo com Fernando Rocha, os principais produtos exportados no mês foram café, soja, carnes e celulose. Ele destacou, ainda, o aumento do comércio de soja, já que o país está no período de exportação da safra, o que contribuiu para resultados comerciais mais robustos no mês.

déficit na conta de serviços – viagens internacionais, transporte, aluguel de equipamentos e seguros, entre outros – somou US$ 4,352 bilhões em março, ante os US$ 3,893 bilhões em igual mês de 2024.

Segundo o BC, há crescimento na corrente de comércio de serviços, com diversificação na conta. Na comparação interanual, uma das maiores altas, de 70,5%, foi no déficit em serviços de propriedade intelectual, ligados a serviços de streaming, totalizando US$ 1,117 bilhão.

Outro destaque foram as despesas líquidas com transporte, que aumentaram 20,3%, somando US$ 1,148 bilhão, resultado dos aumentos na corrente de comércio e no preço dos fretes internacionais. Ainda, os gastos líquidos com aluguel de equipamentos tiveram alta de 15,2%, acumulando US$ 1,095 bilhão, associados ao aumento dos investimentos das empresas.

No caso das viagens internacionais, em março, o déficit na conta fechou com alta de 0,2%, chegando a US$ 766 milhões, resultado de US$ 773 milhões nas receitas – que são os gastos de estrangeiros em viagem ao Brasil – e de US$ 1,539 bilhão nas despesas de brasileiros no exterior.

Rendas

Em março de 2025, o déficit em renda primária – lucros e dividendos, pagamentos de juros e salários – chegou a US$ 5,781 bilhões, 13,4% abaixo do registrado em março do ano passado, de US$ 6,675 bilhões. Normalmente, essa conta é deficitária, já que há mais investimentos de estrangeiros no Brasil – e eles remetem os lucros para fora do país – do que de brasileiros no exterior.

A conta de renda secundária – gerada em uma economia e distribuída para outra, como doações e remessas de dólares, sem contrapartida de serviços ou bens – teve resultado positivo de US$ 251 milhões no mês passado, contra superávit US$ 129 milhões em março de 2024.

Financiamento

Os investimentos diretos no país (IDP) somaram US$ 5,990 bilhões em março deste ano, ante US$ 10,236 bilhões em igual mês de 2024. Rocha explicou que, em março do ano passado, houve ingressos atípicos, por isso a grande diferença interanual.

IDP acumulado em 12 meses totalizou US$ 68,213 bilhões (3,19% do PIB) em março, ante US$ 72,459 bilhões (3,38% do PIB) no mês anterior e US$ 64,095 bilhões (2,85% do PIB) no período encerrado em março de 2024.

Quando o país registra saldo negativo em transações correntes, precisa cobrir o déficit com investimentos ou empréstimos no exterior. A melhor forma de financiamento do saldo negativo é o IDP, porque os recursos são aplicados no setor produtivo e costumam ser investimentos de longo prazo.

No caso dos investimentos em carteira no mercado doméstico, houve saída líquida de US$ 1,780 bilhão em março, composta por retiradas líquidas de US$ 841 milhões em títulos da dívida e de US$ 939 milhões em ações e fundos de investimento. Nos 12 meses encerrados em março, os investimentos em carteira no mercado doméstico somaram saídas líquidas de US$ 6,1 bilhões.

estoque de reservas internacionais atingiu US$ 336,157 bilhões em março, aumento de US$ 3,649 bilhões em comparação ao mês anterior. fonteANDREIA VERDÉLIO – REPÓRTER DA AGÊNCIA BRASIL

Dia do Boi: quais municípios capixabas têm mais boi do que gente?

Dia do Boi: quais municípios capixabas têm mais boi do que gente?

O município com a maior relação “boi por pessoa” é Mucurici, no extremo norte do Estado, onde há 16 bovinos para cada morador. Já Ecoporanga lidera em número absoluto de bovinos, contabilizando mais de 226 mil cabeças de gado para uma população de pouco menos de 22 mil pessoa. foto seag

O Brasil tem mais de 220 milhões de bovinos, sendo o País com o maior rebanho do mundo. Para destacar a importância e a imponência do setor, a pecuária brasileira comemora, em 24 de abril, o Dia Nacional do Boi. O Espírito Santo tem, aproximadamente, 2,2 milhões cabeças de gado. E um fato curioso: no território capixaba há 38 municípios capixabas que têm mais bois do que pessoas.

A informação foi apurada pela Gerência de Dados e Análises da Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag), a partir de dados originais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com a avaliação, a importância da bovinocultura para a economia rural capixaba está presente em todo o Estado, principalmente nas regiões norte e noroeste, locais em que a atividade é uma das principais fontes de renda das famílias.

“O Espírito Santo tem mostrado sua força na pecuária e, atualmente, desponta na qualidade da carne bovina produzida. Contamos com um rebanho expressivo em vários municípios espalhados pelas diversas regiões e, por isso, temos empregado esforços para levar a atuação do Governo a todos os cantos do Estado. Nossas políticas públicas voltadas ao fortalecimento da produção leiteira e de corte estão alinhadas à realidade dos produtores e às vocações do campo capixaba”, afirma o secretário de Estado da Agricultura, Enio Bergoli.

Prova dessa qualidade foi a conquista, no ano passado, pela Fazenda Paraíso Heringer, localizada em Vila Velha, da medalha de ouro internacional de melhor lote de carcaças de machos do Circuito Nelore de Qualidade. A premiação foi promovida pela Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB), na cidade de São Paulo, em que participaram criadores de todos os países do Mercosul.

O município com a maior relação “boi por pessoa” é Mucurici, no extremo norte do Estado, onde há 16 bovinos para cada morador. Já Ecoporanga lidera em número absoluto de bovinos, contabilizando mais de 226 mil cabeças de gado para uma população de pouco menos de 22 mil pessoas (uma proporção de 10 bois por habitante). Esses números colocam os municípios como referências na produção pecuária, contribuindo significativamente com o abastecimento de carne e leite em todo o Estado.

“A predominância do gado nessas localidades se deve a uma combinação de fatores: grandes extensões de pastagens, desafios climáticos, tradições familiares no campo para essa atividade e programas estaduais de incentivo à agropecuária”, declarou o coordenador de Pecuária da Seag, Filipe Barbosa Martins.

Municípios como Ponto Belo, Montanha e Presidente Kennedy também aparecem no ranking, com proporções que variam entre 5 e 7 bois por pessoa. Apesar do tom curioso da estatística, os dados revelam um panorama estratégico para o desenvolvimento rural. A bovinocultura impacta diretamente a geração de empregos no campo, o transporte rural, a cadeia de laticínios e a arrecadação municipal.

Investimento na pecuária

O Governo do Estado, por meio da Seag, tem trabalhado para garantir maior eficiência produtiva, sanidade animal e apoio técnico aos pequenos e médios produtores rurais. Uma das principais estratégias é o Programa de Desenvolvimento Sustentável da Cadeia do Leite, anunciado em 2023 pelo governador do Estado, Renato Casagrande. Entre as ações desenvolvidas, estão a entrega de doses de sêmen de touros para produtores rurais e o repasse de ensacadoras de silagem para uso coletivo em associações e cooperativas.

Já foram distribuídas mais de 10 mil doses de sêmen de alto padrão genético para beneficiar mais de 300 pecuaristas. A seleção dos produtores é realizada por extensionistas locais, que avaliam a estrutura da propriedade, a sanidade e a alimentação dos animais, além da capacidade técnica de realizar a inseminação artificial.

O investimento do Governo do Estado também passa pelas entregas de ensacadoras de forragem para atender coletivamente criadores de gado. As máquinas são fundamentais para embalar e armazenar corretamente o alimento, que será usado para a nutrição do gado nos períodos de seca.

Em 2025, o Governo do Estado está investindo o total de R$ 392 mil na aquisição de 70 máquinas, que já começaram a ser distribuídas nas diversas regiões capixabas, com 40 unidades já repassadas a pecuaristas do sul capixaba. Já no ano passado, foram adquiridas outras 40 ensacadoras com investimento de R$ 280 mil, beneficiando 30 municípios capixabas

Outra ação importante neste setor foi a realização do Encontro de Integração da Genética Bovina Capixaba, em agosto de 2024, com a participação de pecuaristas de todo o território capixaba. Os produtores se reuniram na Fazenda Paraíso, em Vila Velha, para discutir e se informar a respeito dos desafios e oportunidades da atividade no Brasil e no Espírito Santo.

A meta é tornar o Estado uma referência nacional em qualidade, com maior rentabilidade para os produtores, e também atingir os 700 milhões de litros de leite produzidos até 2032, quase o dobro do que é registrado atualmente a cada ano, de acordo com o que está previsto pelo Plano Estratégico de Desenvolvimento da Agricultura Capixaba (Pedeag). fonte seag

Aposentados e pensionistas começam a receber antecipação do 13º

Aposentados e pensionistas começam a receber antecipação do 13º

Pagamento da primeira parcela vai até 8 de maio. foto INSS

Cerca de 34,2 milhões de aposentados, pensionistas e beneficiários de auxílios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) começam a receber nesta quinta-feira (24) a primeira parcela do décimo terceiro salário. Feito de forma escalonada, conforme o dígito final do Número de Inscrição Social (NIS), o pagamento vai até 8 de maio.

Com a previsão de injetar R$ 73,3 bilhões na economia, a antecipação do décimo terceiro do INSS será paga em duas parcelas. A segunda parcela vai de 26 de maio a 6 de junho. As datas são definidas com base no dígito final do Número de Inscrição Social (NIS) e com base na renda do beneficiário. Quem ganha apenas o salário mínimo começa a receber antes de quem recebe mais que o mínimo.

Desde a semana passada, a consulta pode ser feita no aplicativo Meu INSS, disponível para celulares e tablets, ou no site gov.br/meuinssQuem não tiver acesso à internet pode consultar a liberação do décimo terceiro pelo telefone 135. Nesse caso, é necessário informar o número do Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) e confirmar alguns dados ao atendente antes de fazer a consulta. O atendimento telefônico está disponível de segunda a sábado, das 7h às 22h.

Quem recebe mais que o salário mínimo
     Final do NIS         Primeira Parcela       Segunda Parcela
   1 e 6   2 de maio    2 de junho
    2 e 7   5 de maio    3 de junho
    3 e 8   6 de maio    4 de junho
    4 e 9   7 de maio    5 de junho
    5 e 0   8 de maio    6 de junho

 O decreto com a antecipação do décimo terceiro do INSS foi assinado no início do mês pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Este será o sexto ano seguido em que os segurados do INSS receberão do décimo terceiro antes das datas tradicionais, em agosto e em dezembro. Em 2020 e 2021, o pagamento ocorreu mais cedo por causa da pandemia de covid-19. Em 2022 e 2023, as parcelas foram pagas em maio e junho. Em 2024, em abril e maio.

Conforme os dados mais recentes do INSS, de fevereiro, 28,68 milhões de pessoas, cerca de 70,5% do total dos segurados do INSS, ganham até um salário mínimo por mês (R$ 1.518), enquanto 11,98 milhões de beneficiários recebem acima do piso nacional. Desse total, 10,6 mil ganham o teto da Previdência Social, de R$ 8.157,41. 

A maioria dos aposentados e pensionistas receberá 50% do décimo terceiro na primeira parcela. A exceção é para quem passou a receber o benefício depois de janeiro e terá o valor calculado proporcionalmente.

O Ministério da Previdência esclarece que os segurados que recebem benefício por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença) também têm direito a uma parcela menor do décimo terceiro, calculada de acordo com a duração do benefício. Por lei, os segurados que recebem benefícios assistenciais, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e o Renda Mensal Vitalícia, não têm direito a décimo terceiro salário. fonte WELTON MÁXIMO – REPÓRTER DA AGÊNCIA BRASIL

Serra é a primeira no ranking de investimentos no Estado

Serra é a primeira no ranking de investimentos no Estado

O gestor projeta que a continuidade desse compromisso, na atual gestão, irá alavancar ainda mais o desenvolvimento social e econômico da Serra.

A Serra lidera o ranking de taxa de investimentos em obras, escolas, saúde e infraestrutura no Espírito Santo e ocupa a sexta posição do indicador no Brasil. O levantamento, feito pelo Centro de Liderança Pública (CLP), aponta investimentos em áreas estratégicas para o crescimento econômico e o bem-estar da população.

O estudo foi divulgado na última segunda-feira (14), no tradicional Ranking de Competitividade dos Estados e Municípios em 2024, elaborado pelo CLP. A taxa de investimentos reflete os esforços das cidades em aplicar recursos em áreas essenciais para o desenvolvimento econômico e para a melhoria da qualidade de vida da população.

O levantamento aponta que a Serra investe 23,19% do orçamento em obras, infraestrutura e aquisição de bens duradouros, como escolas, unidades de saúde, pavimentação de ruas, drenagem e equipamentos públicos. A porcentagem no indicador é 9% maior do que a do segundo colocado no Estado e mais que o dobro da taxa da capital.

O prefeito da Serra, Weverson Meireles, destaca que o resultado reflete o excelente trabalho da gestão do prefeito Sergio Vidigal nos últimos quatro anos e o empenho em priorizar investimentos em áreas estratégicas para o bem-estar da população do município. O gestor projeta que a continuidade desse compromisso, na atual gestão, irá alavancar ainda mais o desenvolvimento social e econômico da Serra.

“Esse resultado é fruto de uma gestão comprometida, iniciada por Sergio Vidigal, que fez da Serra uma referência em desenvolvimento, planejamento e cuidado com as pessoas. Hoje, como prefeito, sigo com o compromisso de dar continuidade a esse trabalho sério e responsável, mantendo nossa cidade como exemplo para todo o Espírito Santo”, afirma.

De acordo com o Centro de Liderança Pública (CLP), o investimento público é um indicador central da sustentabilidade fiscal e da capacidade de gestão responsável. “O indicador de investimento público deve ser compreendido dentro do pilar de Sustentabilidade Fiscal. Nesse sentido, busca-se mensurar se o município possui uma gestão fiscal responsável — como o controle dos gastos com pessoal —, o que possibilita o investimento em áreas estratégicas para o ganho de produtividade e a promoção do crescimento econômico, como infraestrutura”. Fonte e foto Secom Prefeitura da Serra

Governo do ES deverá investir até R$ 150 milhões em ônibus elétricos

Governo do ES deverá investir até R$ 150 milhões em ônibus elétricos

Governo do Estado aponta redução da poluição do ar, do ruído e melhoria da qualidade do transporte público / Foto: Secretaria de Mobilidade Urbana/ES

O governo do Estado solicita autorização aos parlamentares para contratar operação de crédito junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com garantia da União, no valor de R$ 150 milhões para a aquisição de ônibus elétricos para o Transcol-E, o Programa de Descarbonização do Transporte Público Urbano. O Projeto de Lei (PL) 108/2025 será lido na sessão ordinária desta terça-feira (22), que tem início às 15 horas, no Plenário Dirceu Cardoso. 

No Expediente, saiba quais outros projetos começam a tramitar 

Na mensagem enviada à Casa, o governador Renato Casagrande (PSB) explica que o Espírito Santo teve proposta selecionada pelo governo federal dentro da modalidade Renovação de Frota (Refrota), Setor Público (Eixo Cidades Sustentáveis e Resilientes, Subeixo Mobilidade Urbana Sustentável), no âmbito do Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC).

Ele destaca que o Transcol-E promoverá a modernização e a sustentabilidade do transporte público urbano na Região Metropolitana da Grande Vitória com a substituição parcial da frota de ônibus a diesel por ônibus elétricos, o que vai contribuir para a melhoria da qualidade do ar e redução de emissões de gases de efeito estufa.

“Inicialmente ocorrerá a aquisição de cinquenta ônibus elétricos modernos e o desenvolvimento de uma rede de vinte estações de carregamento rápido e eficiente, estrategicamente localizadas nos terminais de integração, por meio da subvenção aos consórcios concessionários do Sistema Transcol”, afirma.

Entre os resultados esperados pelo Transcol-E estão a redução da poluição do ar, das emissões de gases de efeito estufa, do ruído, dos custos operacionais e melhoria da qualidade do transporte público. O governo pretende oferecer aos usuários do transporte coletivo um serviço mais eficiente, confortável e seguro.

A proposição ainda autoriza o Executivo a vincular, como contragarantia à garantia da União, diversas receitas discriminadas na Constituição Federal a que o Estado tem direito, assim como outras garantias admitidas na legislação.

Os recursos provenientes dessa operação de crédito deverão ser consignados como receita no Orçamento ou em créditos adicionais. Esses ainda deverão prever as dotações necessárias às amortizações e aos pagamentos dos encargos anuais relativos aos contratos de financiamento.

Por fim, a iniciativa autoriza o chefe do Poder Executivo a abrir créditos adicionais destinados a fazer os pagamentos de obrigações decorrentes da operação de crédito.

De acordo com a estimativa de impacto orçamentário-financeiro apresentada pelo governo, o custo total da dívida para esse ano deve girar em torno de R$ 8,8 milhões e, para 2026, aproximadamente R$ 20,3 milhões.

Se o PL for aprovado e virar lei, a nova legislação entra em vigor na data de sua publicação em diário oficial.

Tramitação 

Acompanhe a análise do PL 108/2025 na Ales. Por Gleyson Tete, com edição de Nicolle Expósito

Bagaço de cana vira embalagem ecológica para equipamentos eletrônicos

Bagaço de cana vira embalagem ecológica para equipamentos eletrônicos

Promessa é de segurança sem comprometer o meio ambiente

Pesquisadores do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) desenvolveram uma nova embalagem antiestática e sustentável, feita a partir do bagaço da cana-de-açúcar e de negro de fumo, material produzido pela combustão incompleta de matéria vegetal, como carvão e alcatrão de carvão, ou produtos petrolíferos.

O material promete aumentar a segurança e reduzir danos por descargas eletrostáticas de dispositivos eletrônicos sensíveis, como chips, semicondutores e outros componentes eletrônicos. Com alto valor, estes itens estão presentes em computadores, celulares, TVs e até automóveis.

Chamado de criogel condutivo, o produto, além de garantir segurança, não compromete o meio ambiente. A ideia é a que o criogel condutivo substitua o produto plástico, altamente poluente.

“Nosso objetivo é oferecer uma alternativa sustentável para a indústria de embalagens de produtos eletrônicos sensíveis, substituindo materiais plásticos por opções menos poluentes e de alto desempenho”, explica a coordenadora do estudo, Juliana Bernardes.

A pesquisa do CNPEM que resultou no produto, publicada na revista Advanced Sustainable Systems, foi financiada pela Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo). Além de Juliana, o estudo é assinado pelas pesquisadoras Gabriele Polezi, Elisa Ferreira, e pelo pesquisador Diego Nascimento, todos do Laboratório Nacional de Nanotecnologia do CNPEM. 

O produto não tem similares no mercado e já teve a patente depositada. O CNPEM buscará, por meio de Assessoria de Inovação, parcerias com empresas dispostas a investir na produção em escala industrial.

Segundo a pesquisadora, o material tem estrutura leve e porosa, com alta resistência mecânica e propriedades que dificultam a propagação de chamas.

“Sua capacidade de conduzir eletricidade pode ser ajustada conforme a necessidade: em baixas concentrações de negro de fumo (1% a 5%), dissipa cargas eletrostáticas lentamente; em concentrações mais altas (acima de 10%), torna-se um condutor eficiente e pode ser usado em aplicações mais avançadas para proteger equipamentos eletrônicos altamente sensíveis”.

De acordo com os pesquisadores, os custos de produção ainda não foram precificados, mas o criogel condutivo traz uma série de vantagens ambientais e competitivas, como a maior resistência ao fogo, versatilidade e o uso de matérias-primas abundantes.

“A celulose, por exemplo, pode ser obtida do bagaço de cana e outros resíduos agroindustriais, como palha de milho e cavacos de eucaliptos. O negro de fumo é usado na produção de pneus e na indústria – chineses e egípcios antigos já usavam o pó preto para pinturas de murais e impressão”. fonte

Pesquisa apresenta diagnóstico da produção e do processamento de uva no Espírito Santo

Pesquisa apresenta diagnóstico da produção e do processamento de uva no Espírito Santo

A pesquisa ouviu 86 produtores de uva dos municípios de Santa Teresa, Alfredo Chaves, Domingos Martins, Vargem Alta e Vendo Nova do Imigrante. foto incaper

Pesquisadores do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) traçaram um panorama inédito sobre a produção e o processamento de uvas no Espírito Santo, oitavo maior produtor da fruta no Brasil. O levantamento identificou que apenas 26,16% da produção estadual de uvas é processada em agroindústrias, o que evidencia o potencial para desenvolvimento e expansão dessa atividade no Estado. 

A pesquisa ouviu 86 produtores de uva dos municípios de Santa Teresa, Alfredo Chaves, Domingos Martins, Vargem Alta e Vendo Nova do Imigrante. A produção da fruta nestes municípios representou 57,3% do total do Estado. 

Na atividade, predominam agricultores familiares, sendo que 70,9% dos produtores de uva entrevistados utilizam até 0,5 hectares para o cultivo do fruto e 23,3% entre 0,5 a 1,5 hectares. A produtividade média da uva foi de 16.930 quilos por hectare (kg/ha).

Dentre as cultivares citadas, destacam-se a Niagara Rosada, a Izabel Precoce, a Carmem, a Vitória e a Bordô. A cultivar Niágara Rosada foi a mais citada pelos produtores entrevistados e representou 35,37% do volume de produção amostrado. O rendimento médio da ‘Niagara Rosada’ foi de 13.792 kg/ha.

Dentre os principais problemas fitossanitários citados pelos produtores entrevistados, têm destaque, em primeiro lugar, o míldio (Plasmopara viticola) (42,3%), o oídio (Uncinula necator)  (21,2%), e, logo em seguida, com 9,6%, a antracnose (Elsinoe ampelina).

Processamento 

A pesquisa ouviu 64 agroindústrias, sendo 14 delas especializadas no processamento de uvas. A maior parte desses empreendimentos está localizada em áreas rurais, nos municípios de Santa Teresa, Guarapari, Domingos Martins e Colatina, e utiliza a própria produção para transformar a fruta em vinhos, sucos, espumantes e geleias. 

De acordo com o diagnóstico, o vinho é o principal produto fabricado, representando quase 50% do volume processado. A produção também inclui polpa para suco (31,6%), suco pronto (13,7%) e espumantes (5,8%). 

A comercialização dos produtos derivados da uva é feita majoritariamente dentro do próprio estado, mas 35,7% das agroindústrias já vendem para outros estados, como Minas Gerais e Rio de Janeiro. Nenhuma das empresas pesquisadas exporta seus produtos, o que configura mais uma oportunidade de expansão para o setor. 

Embora o Espírito Santo tenha colhido 3,2 mil toneladas de uvas em 2022, apenas 495 toneladas foram destinadas ao processamento. A maior parte da produção estadual ainda é voltada ao consumo in natura. No estudo, as agroindústrias apontaram uma série de desafios que ajudam a explicar esse cenário, como a sazonalidade da matéria-prima, a estrutura das instalações e a dificuldade de acesso a capital de giro, fatores que limitam a capacidade de ampliação do processamento e o aproveitamento industrial da fruta. 

“Esse diagnóstico é importante para identificar gargalos e oportunidades na cadeia produtiva da uva. Ele pode embasar políticas públicas mais eficientes, focadas na agroindustrialização e comercialização de produtos derivados da uva, que favorecem o desenvolvimento regional, a geração de renda e o fortalecimento da agricultura familiar”, destaca a pesquisadora Edileuza Galeano, uma das autoras do trabalho. 

A pesquisa também identificou um cenário de otimismo: 63,6% dos produtores têm a intenção de manter sua área de plantio e 22,7% querem ampliar suas lavouras. Todas as agroindústrias entrevistadas pretendem aumentar a produção, e a maioria planeja ampliar os investimentos em tecnologia nos próximos anos. A maior parte já realiza o controle de custos, fluxo de caixa e registro de vendas, além de utilizar redes sociais e marketing digital para divulgação dos produtos. 

Recomendações

Na produção, o diagnóstico aponta para a necessidade de melhorar as práticas de manejo, a produtividade e a qualidade da uva, com foco na sustentabilidade da atividade. Os trabalhos de Pesquisa e Assistência Técnica e Extensão Rural podem contribuir concentrando esforços para desenvolver sistemas produtivos com menores custos de implantação e produção, principalmente relacionado à estrutura de sustentação das videiras e o desenvolvimento de cultivares tolerantes a pragas e doenças. 

O estudo apresenta ainda um conjunto de recomendações para que o Espírito Santo avance na consolidação de um polo vitivinícola mais competitivo e sustentável. Entre as ações sugeridas estão a promoção de visitas técnicas a agroindústrias com maior nível de tecnologia, tanto dentro quanto fora do estado, e o estímulo à implantação de sistemas de rastreabilidade dos frutos adquiridos pelas agroindústrias, visando garantir matéria-prima de melhor qualidade e fortalecer a inserção em mercados mais exigentes. 

Também são apontadas a necessidade de capacitações voltadas para a venda online (incluindo estratégias de marketing digital, adequação de rótulos e embalagens), bem como o incentivo à diversificação da produção, com o desenvolvimento de novos produtos, como suco de uva em pó e derivados funcionais a partir do bagaço da uva. Outro ponto relevante é a capacitação em gestão financeira, com foco na criação de estratégias que minimizem os impactos das oscilações de mercado sobre os custos e preços finais. 

A pesquisa sobre a cadeia produtiva capixaba da uva teve o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes), por meio do edital de Inovação para Gestão Pública e Competitividade. As publicações dos resultados tiveram o apoio da Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag), por meio do Banco de Projetos de Pesquisa.

Mais detalhes sobre o estudo podem ser conferidos nos artigos publicados recentemente nos periódicos científicos Journal of Agricultural Science (clique aqui para acessar) e revista Delos (acesse aqui).

Governo do ES anuncia reajustes no salário e no valor do auxílio alimentação dos servidores do Executivo Estadual

Governo do ES anuncia reajustes no salário e no valor do auxílio alimentação dos servidores do Executivo Estadual

A ação contemplará mais de 95 mil profissionais, entre ativos (efetivos, comissionados e designação temporária), aposentados e pensionistas. foto secom

O Governo do Estado anunciou, nesta quarta-feira (16), a concessão de reajuste linear de 4,5% no salário dos servidores do Poder Executivo Estadual, a partir do pagamento de maio deste ano. A ação contemplará mais de 95 mil profissionais, entre ativos (efetivos, comissionados e designação temporária), aposentados e pensionistas.

Também foi anunciado que, em maio, o valor do auxílio alimentação pago aos servidores em atividade passará de R$600 para R$800. Cerca de 55 mil profissionais serão beneficiados com esse aumento.

“Mais um passo importante que reforça nossa política de valorização profissional, reconhecendo o papel estratégico dos servidores na eficiência e na qualidade da entrega dos serviços públicos.”, destacou o governador do Estado, Renato Casagrande, em publicação nas redes sociais.

Os projetos de Lei com as respectivas propostas serão encaminhados para a análise da Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales). Fonte e foto governo do es

Governo encaminha projeto da LDO de 2026 que prevê salário mínimo de R$ 1.630

Governo encaminha projeto da LDO de 2026 que prevê salário mínimo de R$ 1.630

Aumento é de 7,37% em relação ao valor atual de R$ 1.518. Foto: Agência Câmara de Notícias

O projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026, enviado pelo Poder Executivo ao Congresso Nacional, indica um salário mínimo de R$ 1.630 para o ano que vem, um aumento de 7,37% em relação ao valor atual de R$ 1.518. O valor final, no entanto, só será conhecido após a divulgação do (IPCA) de novembro.

A LDO estabelece as regras para a elaboração e a execução do Orçamento do ano seguinte. No projeto encaminhado ao Congresso (PLN 2/25), o governo manteve a meta fiscal indicada na última LDO, que é de superávit de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026, ou R$ 34,3 bilhões. Para 2024 e 2025, a meta foi déficit zero; mas há uma margem de erro, também de 0,25%, para cima ou para baixo.

O secretário de Orçamento Federal, Clayton Montes, disse que o governo espera uma “folga” de R$ 3,9 bilhões em relação à meta de 2026.

Nesta LDO, o governo também sinalizou um superávit de 0,5% do PIB para 2027, de 1% do PIB para 2028 e de 1,25% do PIB para 2029. Com isso, a trajetória da dívida pública passaria de 78,5% do PIB em 2025 para 84,2% do PIB em 2028. Só a partir de 2028 é que ela entraria em queda em relação ao PIB.

Despesas não obrigatórias
O limite de despesas foi calculado em R$ 2,43 trilhões pelas regras do arcabouço fiscal, que permite um crescimento real de 2,5%. Mas o cenário traçado pelo governo mostra um crescimento das despesas obrigatórias ao longo dos anos, fazendo com que as despesas não obrigatórias passem de R$ 221,2 bilhões este ano para apenas R$ 8,9 bilhões em 2029.

Um motivo é o aumento da meta fiscal e outro é a entrada das despesas dos precatórios nas contas. Por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), o governo tem deduzido do resultado fiscal parte dos gastos com precatórios, que são dívidas judiciais. Para 2026, o último ano em que isso poderá ser feito, são esperados R$ 55 bilhões em precatórios que podem ser descontados da meta.

Segundo o secretário de Orçamento, a partir de 2027, se nada for feito, haverá problemas para o custeio da máquina pública, para a execução de emendas parlamentares e para o piso de investimentos definido no arcabouço fiscal.

“Evidentemente, trabalhamos com os dados existentes no momento, trabalhamos com dados concretos, então não há o que se falar em peça de ficção. É uma projeção que dá condição de ter esse tipo de discussão, inclusive, da necessidade de tomar medidas neste momento para que, lá em 2027, a gente alcance um patamar razoável de manutenção das despesas discricionárias”, disse Clayton Montes.

Pente-fino no BPC
O secretário de Orçamento Federal afirmou que será feito um pente-fino nas despesas do Benefício de Prestação Continuada (BPC) que, somente entre 2025 e 2026, devem crescer R$ 20 bilhões, chegando a R$ 140 bilhões. No programa de revisão de gastos do governo, é esperada uma economia total de R$ 8,9 bilhões.

Para as receitas, o governo estimou uma arrecadação extra de R$ 118 bilhões em 2026 a partir de esforços da fiscalização tributária.

Próximos passos
O projeto da LDO será analisado pela Comissão Mista de Orçamento e pelo Plenário do Congresso até o dia 17 de julho. Isso porque o Executivo tem que enviar o projeto do Orçamento de 2026 (LOA) até o final de agosto. O relator da LDO de 2026 será o deputado Carlos Zarattini (PT-SP).

Conheça o ciclo orçamentário federal

Reportagem – Silvia Mugnatto
Edição – Pierre Triboli

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Orçamento 2025: quase R$ 1 trilhão para Previdência e R$ 245 bilhões para saúde

Orçamento 2025: quase R$ 1 trilhão para Previdência e R$ 245 bilhões para saúde

Com centenas de bilhões de reais, a Previdência Social, a saúde e a educação lideram o volume de recursos foto Aniele Nascimento/Gazeta do Povo

O Orçamento de 2025 prevê R$ 245 bilhões para despesas com a saúde pública e R$ 226 bilhões para a educação pública. Além disso, os destaques ficam para as despesas de R$ 972 bilhões da Previdência Social e os R$ 158 bilhões do programa Bolsa Família, programa governamental de transferência de renda. A Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2025 recebeu a numeração de Lei 15.121.

O Benefício de Prestação Continuada (BPC) e a Renda Mensal Vitalícia (RMV) contarão com R$ 113,6 bilhões. O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) abrange empreendimentos distribuídos em 16 órgãos, com total de R$ 57,6 bilhões.

A principal peça orçamentária do país foi sancionada pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, na quinta-feira (10), com apenas dois vetos. A LOA é a norma que prevê as receitas e define as despesas da União para o ano. Os vetos foram sugeridos pelo Ministério do Planejamento e Orçamento após análise técnica do texto aprovado pelo Congresso e encaminhado para a sanção de Lula.

Superávit com desconto

A LOA 2025 estima um superávit primário de R$ 14,5 bilhões, respeitando a meta de resultado primário neutro estabelecida na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2025. O Orçamento também observa os limites da despesa primária previstos no arcabouço fiscal (Lei Complementar 200).

Em entrevista à Agência Senado nesta segunda-feira (14), o consultor-geral de Orçamento do Senado, Flávio Diogo Luz, afirmou que o superávit previsto é possível, principalmente, devido à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que retirou o pagamento de precatórios do cálculo do resultado primário da União. Dos R$ 52,7 bilhões de precatórios que devem ser pagos em 2025, explicou o consultor, R$ 44,1 bilhões estão fora do cálculo do resultado.

— A decisão do Supremo de retirar os precatórios do limite do teto de gastos foi fundamental para que se pudesse acomodar as despesas. (…) O superávit trazido na LOA já contabiliza tudo que é excepcionado, ou seja, é um déficit primário, não um superávit. Ali a gente não está contabilizando, por exemplo, os precatórios (…) por isso que a meta de resultados é superavitária, mas o resultado real do governo vai ser deficitário, dificilmente será superavitário — disse Flávio.

Outro ponto crucial no Orçamento é o aumento das despesas previdenciárias, que podem passar de R$ 1 trilhão em 2025. É uma questão que precisa de atenção dos Poderes, na avaliação do consultor.

— Não é só a Previdência em si, os benefícios sociais também são crescentes. É uma escolha política sobre como trabalhar essa área da assistência social. (…) As despesas obrigatórias, em termos gerais, continuam aumentando. Em valores globais, a despesa obrigatória também cresceu em relação ao ano anterior, comprimindo as despesas discricionárias. É um desafio para o Congresso e para o Poder Executivo acomodar as políticas públicas e as despesas discricionárias nesse espaço que vem se reduzindo ao longo do tempo — avaliou.

Congresso

Durante sua análise e votação no Congresso, o texto inicial enviado pelo Executivo sofreu alterações. Houve aumento de R$ 22,5 bilhões nas estimativas das receitas. O Legislativo também incorporou nas estimativas os efeitos da Desvinculação das Receitas da União (Emenda Constitucional 135), resultando em redução de despesas vinculadas a receitas, como as do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) e as relativas a transferências da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Emendas parlamentares

As emendas parlamentares atingem o montante de R$ 50,4 bilhões na LOA 2025, sendo R$ 24,6 bilhões para as emendas individuais (RP 6), R$ 14,3 bilhões para as emendas de bancadas estaduais (RP 7) e R$ 11,5 bilhões para as emendas de comissões permanentes do Senado, da Câmara e do Congresso (RP 8). As despesas primárias discricionárias (RPs 2 e 3) dos órgãos do Poder Executivo, por sua vez, totalizam R$ 170,7 bilhões.

Senadores e deputados também aumentaram em R$ 9,3 bilhões gastos sociais obrigatórios, como aposentadorias e pensões, Abono Salarial e Seguro Desemprego. Os incrementos partiram de solicitação do Poder Executivo, para adequar o orçamento às novas projeções para essas despesas, considerando o reajuste do salário-mínimo e a atualização do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que afetam diretamente os valores dos benefícios sociais.

— Neste Orçamento a gente teve uma melhor definição das indicações das emendas parlamentares no processo no Supremo Tribunal Federal. (…) Houve esforço do Congresso em negociar com o Supremo uma forma de solucionar as críticas do ministro Flávio Dino, quanto à transparência e à rastreabilidade. A Lei Complementar 210 já é um passo, houve  alteração também de resolução, para que o Congresso tenha esse controle e dê transparência para as indicações parlamentares, e não haja mais o fracionamento de emendas de bancada, por exemplo — afirmou o consultor.

Vetos

Foram dois vetos do presidente Lula na LOA 2025, ambos vetos técnicos, na avaliação do consultor-geral. O presidente vetou R$ 2,9 bilhões em empréstimos para projetos de desenvolvimento tecnológico de empresas, via FNDCT. De acordo com o Poder Executivo, as regras do fundo não permitem que o valor emprestado represente mais da metade dos recursos orçados.

O outro veto é referente a duas obras em rodovias federais. Com isso, 10 quilômetros da BR-364, no município de Ariquemes (RO), e um quilômetro da BR-101 em Pernambuco, não serão construídos ou reformados este ano. As ações são de autoria da Comissão de Infraestrutura do Senado e da Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados.

Os investimentos custariam R$ 40,2 milhões. No entanto, o governo federal entendeu que as emendas não contêm a marcação obrigatória que permite a identificação das alterações feitas pelos congressistas, nem se enquadram nas exceções a essa exigência — como, por exemplo, a ação já estar prevista no projeto orçamentário original enviado pelo governo (PLN 26/2024). Essas regras são previstas desde novembro de 2024 na Lei Complementar 210, que cria limites às emendas parlamentares.

Consultoria

A Consultoria de Orçamentos do Senado e a Consultoria de Orçamento da Câmara elaboraram a Nota Técnica Conjunta 3/2025, que explica detalhadamente os vetos do Executivo na LOA 2025 (Veto 10/2025).

Com informações do Ministério do Planejamento

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)