Grupo Bertolini é reconhecido com Prêmio ESARH por seu Programa de Integridade focado em Diversidade, Equidade e Inclusão

Grupo Bertolini é reconhecido com Prêmio ESARH por seu Programa de Integridade focado em Diversidade, Equidade e Inclusão

O Grupo Bertolini foi um dos vencedores do Prêmio ESARH – Doralício Siqueira 2025. foto César Silvestro

O Grupo Bertolini foi um dos vencedores do Prêmio ESARH – Doralício Siqueira 2025, na categoria Gestão Estratégica de Pessoas, com o case Programa de Integridade: Diversidade, Equidade & Inclusão. A premiação, entregue durante o Encontro Sul-Americano de Recursos Humanos (ESARH), reconhece iniciativas que promovem inovação, impacto positivo e transformação cultural nas organizações.

Governança que valoriza pessoas e resultados

Criado em 2022, o programa é um dos pilares estratégicos da empresa. Com mais de 1.100 colaboradores diretos no Brasil e no exterior, a iniciativa integra ética, compliance e responsabilidade social à gestão de pessoas, com foco especial na diversidade, equidade e inclusão.

A proposta é envolver todas as unidades do grupo em um modelo de atuação ética, respeitosa e inclusiva, adaptado às realidades de cada operação. “O programa nasce do entendimento de que diversidade e integridade são forças complementares para gerar ambientes mais saudáveis, confiáveis e inovadores. É um compromisso com as pessoas, com a cultura da empresa e com a sustentabilidade do negócio”, afirma Ana Paula Demicheli, Gerente Corporativo de Pessoas e Cultura do Grupo Bertolini.

Diagnóstico constante e ações práticas

A estrutura do programa inclui o Código de Ética & Conduta, um canal externo de denúncias (Canal Seguro), capacitações regulares para todos os níveis da organização e pesquisas internas e rodas de conversa como ferramentas de escuta ativa. Comitês internos e a atuação conjunta das áreas de Pessoas, Jurídico, Compliance e Comunicação garantem o alinhamento entre discurso e prática, com reporte direto ao Conselho de Administração.

Além disso, a revisão dos processos de recrutamento e desenvolvimento passou a priorizar a equidade, o respeito às individualidades e o reconhecimento das competências de cada pessoa, valorizando histórias e trajetórias diversas. “Trabalhamos com a convicção de que a cultura da integridade precisa ser acessível, compreensível e vivenciada por todos. O reconhecimento do ESARH valida essa construção coletiva que envolve líderes, equipes e parceiros externos”, reforça Ana Paula.

Resultados que refletem cultura

Desde sua implementação, o Programa de Integridade tem contribuído para fortalecer a segurança psicológica nas equipes, aumentar o engajamento e criar uma cultura de confiança. A empresa aponta avanços mensuráveis na percepção de respeito, liberdade de expressão e alinhamento com os valores organizacionais.

O Prêmio ESARH – Doralício Siqueira, promovido pela ARH Serrana, avaliou cases de empresas nacionais e internacionais com base em critérios como inovação, aplicabilidade, impacto e contribuição para o desenvolvimento humano. A edição de 2025 reconheceu 16 organizações em três categorias: Gestão Estratégica de Pessoas, Engajamento de Equipes e Equilíbrio entre Resultados e Saúde Mental.

Sobre o Grupo Bertolini
Com 55 anos de história, o Grupo Bertolini é referência nos setores moveleiro, de armazenagem e logística, atuando no Brasil e no exterior. Composto pelas marcas Bertolini Móveis, Evviva, Save Space, Bertolini Sistemas de Armazenagem, Logber Logística e Bertolini Tubos, o grupo desenvolve soluções inovadoras para residências e empresas, sempre focado em qualidade, tecnologia e inovação.

Fonte Larissa Rizzon | Regina Lain | Ricardo Dini e fotos: César Silvestro

HEINEKEN Spin e Ambipar inauguram hub de circularidade no Espírito Santo

HEINEKEN Spin e Ambipar inauguram hub de circularidade no Espírito Santo

Com um investimento de cerca de R$ 7,5 milhões, o centro de reciclagem do vidro tem a expectativa de processar cerca de 135 mil toneladas do material em cinco anos. foto divulgação

O Grupo HEINEKEN, por meio de seu ecossistema de negócios de impacto HEINEKEN Spin, em parceria com a Ambipar, anuncia a inauguração de seu segundo centro de circularidade do vidro no Brasil, dessa vez, localizado no Estado do Espírito Santo. Com um investimento inicial de cerca de R$ 7,5 milhões, o espaço será na cidade de Serra, focado no recebimento, triagem, estocagem e venda do material. As empresas têm a expectativa de tratar 135 mil toneladas de vidro, o equivalente a aproximadamente 2,2 toneladas por mês, nos próximos cinco anos, além de gerar por volta de 45 empregos diretos e integrar 71 cooperativas e associações de reciclagem, totalizando 1,7 mil pessoas.

Assim como o hub inaugurado em Pernambuco em novembro de 2024, a atividade deste novo centro terá foco em dar o tratamento adequado ao vidro oriundo de embalagens pós-consumo. Em parceria com a Ambipar, a companhia atuará também na venda do material à indústria vidreira, alimentando um ciclo de circularidade e renda. O centro de reciclagem será instituído no espaço já ocupado pela Ambipar no Estado dedicado para logística reversa.

“A parceria entre a Ambipar e a HEINEKEN Spin reforça nosso compromisso com a logística reversa e a valorização dos resíduos, transformando desafios ambientais em oportunidades para a economia circular, diz Felipe Cury, head de pós-consumo da Ambipar. “Com este novo hub de circularidade no Espírito Santo, conseguimos ampliar significativamente o reaproveitamento do vidro pós-consumo, gerando impacto positivo para o meio ambiente e para a sociedade. A estrutura permitirá não apenas a destinação correta desse material, mas também a inclusão e valorização de cooperativas e trabalhadores do setor, promovendo renda e sustentabilidade”, complementa o executivo.

Na prática, a estrutura do hub será utilizada para fazer a compra do material junto às indústrias, comércio e serviços, com o compromisso de coleta da embalagem desses parceiros. Depois de limpo e triturado, a venda desse caco de vidro será negociada por HEINEKEN Spin junto às vidreiras, e estas irão produzir novas garrafas HEINEKEN a serem utilizadas nas cervejarias, um ciclo que deverá se expandir fortalecendo todos os envolvidos no processo: os catadores, o mercado e o meio ambiente.

“Nosso objetivo é contribuir com novos elos na cadeia de valor do vidro, tornando-nos parceiros ativos na facilitação do fluxo de matéria-prima reciclada”, afirma Ligia Camargo, diretora de Sustentabilidade do Grupo HEINEKEN. Segundo ela, aproximar a logística e aumentar a demanda pelo material permite fortalecer o ciclo de circularidade e melhorar a remuneração de catadores.

A escolha do Estado como o segundo a receber um dos nove Hubs de circularidade de HEINEKEN Spin se deu pelo potencial da região no desenvolvimento social, econômico e ambiental. Recentemente, Espírito Santo subiu quatro pontos no Ranking de Competitividade dos Estados, passando para a 6ª colocação no Brasil e para a 2ª na região Sudeste.

Aposentados e pensionistas do INSS poderão consultar antecipação do 13º salário a partir do dia 17

Aposentados e pensionistas do INSS poderão consultar antecipação do 13º salário a partir do dia 17

Em todo país, pagamento beneficiará 34,2 milhões de pessoas. Calendário vai de 24 a 8 de maio. Foto: Adobe Stock

Ovalor da primeira parcela da antecipação do 13º salário de 34,2 milhões de aposentados, pensionistas e beneficiários de auxílios pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) poderá ser consultado pela Central de Atendimento 135 ou pelo Meu INSS a partir do dia 17. O pagamento de 50% da gratificação natalina virá junto com o benefício do mês corrente, que será pago de 24 de abril a 8 de maio. A segunda parcela sairá junto com o calendário de maio, que vai de 26 de maio a 6 de junho.

A antecipação do pagamento, que injetará R$ 73,3 bilhões na economia, foi solicitada pelo ministro da Previdência Social, Carlos Lupi, ao governo federal. O decreto presidencial foi publicado na edição de 4 de abril no Diário Oficial da União.

Confira como será feito o pagamento da primeira parcela do 13º salário em todo país. Os dados estão divididos por espécie de benefício (aposentadoria, pensão, auxílios e outros), por número de beneficiários, região, estado e valores que serão aportados em cada localidade.

Para o ministro da Previdência Social, Carlos Lupi, a entrada desse pagamento antecipado dará fôlego à economia: “Cada conta paga, cada compra de mercado ou de remédio, é revertida em imposto, que volta para os cofres do governo federal”.

Como consultar o extrato de pagamento

  • Acesse o site ou aplicativo Meu INSS
  • Informar seu CPF e senha
  • Clicar no campo “Do que você precisa?”
  • Escrever “Extrato de Pagamento”
  • Selecionar o serviço e baixar o documento”

Após primeiras colheitas, Conab confirma estimativa de safra recorde

Após primeiras colheitas, Conab confirma estimativa de safra recorde

Colheita de grãos deve chegar a 330,3 milhões de toneladas em 2024/25.foto WENDERSON ARAUJO/TRILUX

Com maior área plantada e condições climáticas favoráveis, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima uma safra recorde de grãos na temporada 2024/25, em 330,3 milhões de toneladas. De acordo com o órgão, com a colheita das culturas de primeira safra em fase adiantada, essa perspectiva vem se confirmando.

Os dados do 7º Levantamento da Safra de Grãos 2024/25, divulgado nesta quinta-feira (10) pela Conab, aponta um crescimento de 10,9% ou 32,6 milhões de toneladas quando se compara com o ciclo 2023/24.

O incremento estimado se deve tanto a uma maior área plantada, prevista em 81,7 milhões de hectares, com incorporação de 1,7 milhão de hectares em relação à safra passada, quanto às condições climáticas favoráveis registradas na primeira safra nas principais regiões produtoras.

“As perspectivas positivas para o clima também dão suporte para o desenvolvimento das culturas na segunda safra. Neste cenário, é esperada uma recuperação da produtividade em 8,6%, estimada em 4.045 quilos por hectares”, destacou a companhia.

Soja

A soja continua a ser o principal produto cultivado na primeira safra e deve registrar o maior volume já colhido no país. Nesta safra, a Conab prevê uma produção de 167,9 milhões de toneladas, resultado 20,1 milhões de toneladas superior à safra passada.

O Centro-Oeste, principal região produtora do grão, deve registrar um novo recorde na produtividade média das lavouras com 3.808 quilos por hectare, superando o ciclo 2022/23.

Em Mato Grosso, a colheita já chega a 99,5% da área semeada com a produtividade média chegando a 3.897 quilos por hectare, a maior já registrada no estado. Cenário semelhante é visto em Goiás, onde os trabalhos de colheita já atingem 97% da área com uma produtividade de 4.122 quilos por hectare.

Com a colheita da soja avançada, o plantio do milho de segunda safra está próximo de ser finalizado. A produção total do cereal, somados os três ciclos da cultura, está estimada em 124,7 milhões de toneladas em 2024/25, crescimento de 9 milhões de toneladas em relação ao ciclo passado.

Para o algodão, a expectativa de produção recorde também vem se confirmando. O plantio está concluído com estimativa de área em 2,1 milhões de hectares, crescimento de 6,9% sobre a safra 2023/24. Já para a produção de pluma é esperada uma colheita de 3,9 milhões de toneladas, 5,1% acima do volume produzido na safra anterior.

Arroz e feijão

De acordo com a Conab, a colheita de arroz também segue em bom ritmo, com mais de 60% da área plantada já colhida. 

“As condições climáticas nas principais regiões produtoras, até o momento, são favoráveis para o desenvolvimento da cultura”, informou o órgão.

No caso do feijão, o aumento previsto na produção é de 2,1%, podendo chegar a 3,3 milhões de toneladas somadas as 3 safras da leguminosa. A elevação acompanha a melhora na produtividade média das lavouras, que sai de 1.135 quilos por hectare para 1.157 quilos por hectare, uma vez que a área se mantém estável em 2,86 milhões de hectares.

Comércio

Com o aumento na estimativa de produção do milho, a Conab também elevou as previsões de consumo do grão na safra. A nova expectativa é de um volume de 87 milhões de toneladas consumidas no mercado interno e 34 milhões de toneladas para exportação. 

“Mesmo com o aumento no consumo interno, o estoque final deve chegar a cerca de 7,4 milhões de toneladas do grão”, afirmou.

Segundo a Conab, cenário semelhante é encontrado para o algodão, em que o aumento na produção possibilita um incremento tanto no consumo quanto no estoque de passagem da fibra.  fonte ANDREIA VERDÉLIO – REPÓRTER DA AGÊNCIA BRASIL

Trump eleva taxação da China para 125% e reduz de 75 países para 10%

Trump eleva taxação da China para 125% e reduz de 75 países para 10%

Redução da taxação para 75 países será de 90 dias. Foto arquivi-Casa Branca

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira (9) que vai elevar a taxação das importações da China para 125%, com efeito imediato. Até então, a taxação adicional da China estava em 104%.

“Com base na falta de respeito que a China demonstrou aos mercados mundiais, estou aumentando a tarifa cobrada da China pelos EUA para 125%. Em algum momento, esperançosamente em um futuro próximo, a China perceberá que os dias de exploração dos EUA e de outros países não são mais sustentáveis ​​ou aceitáveis”, informou Trump em uma rede social.

Por outro lado, Trump disse que vai reduzir a taxação de 75 países para 10% por 90 dias, enquanto negocia com os chefes de Estado e governo desses países.

“Com base no fato de que mais de 75 países convocaram representantes dos EUA para negociar uma solução para os assuntos em discussão, e que esses países não retaliaram de forma alguma os EUA, por minha forte sugestão, autorizei uma PAUSA de 90 dias e uma Tarifa Recíproca substancialmente reduzida durante esse período, de 10%, também com efeito imediato”, completou o presidente estadunidense.

Guerra comercial

O atual governo dos Estados Unidos iniciou neste ano uma guerra de tarifas que se intensificou no último dia 2 de abril, quando Washington promoveu um tarifaço contra quase todos os parceiros comerciais. 

A China retaliou e elevou as tarifas para produtos dos EUA para 84%. Ao mesmo tempo, argumenta que tem capacidade para transformar o tarifaço em oportunidade.  

“A decisão dos EUA de aumentar as tarifas sobre a China é um erro atrás do outro. Ela infringe seriamente os direitos e interesses legítimos da China, prejudica seriamente o sistema de comércio multilateral baseado em regras e tem um impacto severo na estabilidade da ordem econômica global. É um exemplo típico de unilateralismo, protecionismo e intimidação econômica”, afirmou, em nota, o Ministério de Finanças chinês.   

Para analistas consultados pela Agência Brasil, a guerra comercial busca reverter a perda de competitividade da economia estadunidenses nas últimas décadas, em especial, para países asiáticos.Fonte LUCAS PORDEUS LEÓN – REPÓRTER DA AGÊNCIA BRASIL

Contas públicas têm déficit de R$ 19 bilhões em fevereiro

Contas públicas têm déficit de R$ 19 bilhões em fevereiro

Dívida bruta está em 76,2% do PIB.   FOTO AGÊNCIA BRASIL

As contas públicas fecharam o mês de fevereiro com saldo negativo, resultado do déficit do Governo Central. O setor público consolidado – formado por União, estados, municípios e empresas estatais – registrou déficit primário de R$ 18,973 bilhões no segundo mês de 2025.

O valor, entretanto, é menor que o resultado negativo de R$ 48,692 bilhões registrado no mesmo mês de 2024. Na comparação interanual, houve melhora nas contas públicas também em razão da melhora nas contas do Governo Central, que inclui Previdência, Banco Central e Tesouro Nacional, ainda que continue com déficit. A redução se deve, basicamente, pelo aumento das receitas e queda das despesas.

As Estatísticas Fiscais foram divulgadas nesta terça-feira (8) pelo Banco Central (BC). O déficit primário representa o resultado negativo das contas do setor público (despesas menos receitas), desconsiderando o pagamento dos juros da dívida pública.

No acumulado do ano, o setor público consolidado registra superávit primário de R$ 85,122 bilhões. Em 12 meses – encerrados em fevereiro – as contas acumulam o resultado negativo de R$ 15,885 bilhões, o que corresponde a 0,13% do Produto Interno Bruto (PIB, a soma de todos os bens e serviços produzidos no país).

Em 2024, as contas públicas fecharam o ano com déficit primário de R$ 47,553 bilhões, 0,4% do PIB.

Esferas de governo

Em fevereiro último, a conta do Governo Central teve déficit primário de R$ 28,517 bilhões ante resultado negativo de R$ 57,821 bilhões em fevereiro de 2024. O montante do déficit difere do resultado divulgado no último dia 27 de março pelo Tesouro Nacional, de déficit de R$ 31,7 bilhões, porque o BC usa uma metodologia diferente, que leva em conta a variação da dívida dos entes públicos.

Os governos estaduais registraram superávit no mês de fevereiro de R$ 6,633 bilhões, ante superávit de R$ 7,486 bilhões em fevereiro do ano passado. Já os governos municipais tiveram resultado positivo de R$ 2,611 bilhões em fevereiro deste ano. No mesmo mês de 2024, houve superávit de R$ 1,160 bilhão para esses entes.

Com isso, no total, os governos regionais – estaduais e municipais – tiveram superávit de R$ 9,244 bilhões em fevereiro passado contra resultado negativo de R$ 8,646 bilhões no mesmo mês de 2024.

Da mesma forma, as empresas estatais federais, estaduais e municipais – excluídas dos grupos Petrobras e Eletrobras – contribuíram para redução do déficit das contas públicas, com o resultado positivo de R$ 299 milhões em fevereiro de 2024. No mesmo mês do ano passado, o déficit foi de R$ 483 milhões.

Despesas com juros

Os gastos com juros ficaram em R$ 78,253 bilhões em fevereiro deste ano, um aumento em relação aos R$ 65,166 bilhões registrados em fevereiro de 2024. De janeiro para fevereiro, também houve uma alta significativa. No primeiro mês do ano, os gastos com juros foram de R$ 40,358 bilhões.

De acordo com o BC, não é comum a conta de juros apresentar grandes variações, já que os juros são apropriados por competência, mês a mês. Mas no resultado, há os efeitos das operações do Banco Central no mercado de câmbio (swap cambial, que é a venda de dólares no mercado futuro) que, neste caso, contribuíram para a piora da conta de juros em setembro. Os resultados dessas operações são transferidos para o pagamento dos juros da dívida pública, como receita quando há ganhos e como despesa quando há perdas.

Em fevereiro de 2024, a conta de juros do Banco Central ficou positiva em R$ 6,021 bilhões, enquanto em janeiro e fevereiro deste ano os saldos foram negativos em R$ 28,981 bilhões e R$ 1,127 bilhão, respectivamente.

Também contribuíram para o aumento dos gastos com juros o aumento da taxa básica de juros, a Selic, o maior número de dias úteis e o próprio crescimento da dívida no período.

Com isso, o resultado nominal das contas públicas – formado pelo resultado primário e os gastos com juros – caiu na comparação interanual. No mês de fevereiro, o déficit nominal ficou em R$ 97,226 bilhões contra o resultado negativo de R$ 113,858 bilhões em igual mês de 2024.

Em 12 meses encerrados em fevereiro, o setor público acumula déficit R$ 939,839 bilhões, ou 7,91% do PIB. O resultado nominal é levado em conta pelas agências de classificação de risco ao analisar o endividamento de um país, indicador observado por investidores.

Dívida pública

A dívida líquida do setor público – balanço entre o total de créditos e débitos dos governos federal, estaduais e municipais – chegou a R$ 7,296 trilhões em fevereiro, o que corresponde a 61,4% do PIB. Em janeiro, o percentual da dívida líquida em relação ao PIB estava em 61,1% (R$ 7,220 trilhões).

No mês de fevereiro deste ano, a dívida bruta do governo geral (DBGG) – que contabiliza apenas os passivos dos governos federal, estaduais e municipais – chegou a R$ 9,045 trilhões ou 76,2%, com aumento em relação ao mês anterior, em termos de percentual do PIB (R$ 8,939 trilhões ou 75,7% do PIB). Assim como o resultado nominal, a dívida bruta é usada para traçar comparações internacionais. ANDREIA VERDÉLIO – REPÓRTER DA AGÊNCIA BRASIL

Raoni recebe medalha de Lula e alerta sobre exploração de petróleo

Raoni recebe medalha de Lula e alerta sobre exploração de petróleo

Líder indígena citou advertência espiritual sobre riscos ambientais. foto RICARDO STUCKERT / PR

Em uma visita histórica, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu nesta sexta-feira (4), na Aldeia Piaraçu, Terra Indígena Capoto-Jarina, no Mato Grosso, com o cacique Raoni Metuktire, do Povo Kaiapó, uma das mais importantes e reconhecidas lideranças indígenas do planeta. Na ocasião, o presidente condecorou Raoni, que tem 93 anos, com a Grã-Cruz da Ordem Nacional do Mérito, maior honraria do Estado brasileiro, em reconhecimento às realizações do líder indígena em favor dos povos originários e da proteção do meio ambiente.

“Raoni é uma liderança que inspira paz, sabedoria ancestral e profundo conhecimento sobre as necessidades da terra e a relação do homem com a natureza. Por isso mesmo, atrai atenção e apreço de tanta gente em todo mundo, anônimos, intelectuais, celebridades nacionais e internacionais”, afirmou Lula.

O presidente se reuniu com Raoni e outros caciques indígenas de diferentes etnias que também vivem no Parque Nacional do Xingu.

“Hoje é um dia de homenagem, mas também de escuta das demandas de vocês e encaminhamento das soluções. Somos um governo que respeita os povos indígenas, reconhece seus direitos e trabalha dia e noite, noite e dia, para que eles sejam assegurados”, acrescentou o presidente.

Em seu discurso, cacique Raoni enalteceu o compromisso de Lula com os povos indígenas e pediu que o presidente trabalhe um sucessor que dê continuidade às políticas indigenistas do governo.

“Eu quero pedir para o senhor pensar no seu sucessor, que tem que ser o próximo presidente, para continuar sua forma de trabalho, e defender nossos indígenas e territórios”, afirmou.

Raoni também aproveitou a oportunidade para criticar a possibilidade da exploração de petróleo na Margem Equatorial, região marítima do estado do Amapá a 550 quilômetros da Foz do Rio Amazonas.

Como pajé, Raoni falou sobre advertência espiritual que tem recebido acerca dos riscos da exploração. A iniciativa na Marquem Equatorial é criticada por ambientalistas e indígenas, mas conta com autorizações preliminares do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em favor da Petrobras.

“Eu estou sabendo que lá na Foz do Rio Amazonas, o senhor está pensando no petróleo debaixo do fundo do mar. Eu penso que não [é adequado]. Essas coisas, na forma como estão, garantem que a gente tenha o meio ambiente e a Terra com menos poluição e menos aquecimento. Se isso acontecer [exploração do petróleo], eu sou pajé também, eu já tive contato com espíritos que sabem do risco que a gente tem de continuar trabalhando dessa forma, de destruir, destruir e destruir, com consequências muito grandes que não conseguiremos parar”, alertou.

Também presente ao evento na Aldeia Piaraçu, a ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, destacou que o atual governo assinou 13 decretações de terras indígenas e emitiu 11 novas portarias declaratórias, avançando em procedimentos de demarcação.

“Nós estamos fazendo um trabalho de fazer as pessoas entenderem o papel que os povos indígenas e seus territórios exercem para o Brasil e para o mundo. Por isso, a gente segue com a nossa bandeira de luta maior, que é a demarcação das terras indígenas”, afirmou.

O convite para a visita ao território foi feito no mês passado, quando o presidente recebeu lideranças da região no Palácio da Alvorada.

O Parque Nacional Indígena do Xingu ocupa uma área de mais de 2,6 milhões de hectares, em uma zona de transição entre o Cerrado e a Amazônia, onde vivem mais de 5,5 mil indígenas de diferentes etnias e territórios: Yawalapiti, Aweti, Ikpeng, Kaiabi, Kalapalo, Kamaiurá, Kĩsêdjê, Kuikuro, Matipu, Mehinako, Nahukuá, Naruvotu, Wauja, Tapayuna, Trumai e Yudja.  fonte PEDRO RAFAEL VILELA – REPÓRTER DA AGÊNCIA BRASIL

Impactos das medidas tarifárias impostas pelos EUA

Impactos das medidas tarifárias impostas pelos EUA

Paulo Baraona, presidente da Findes – foto Renan Donato-Findes. foto findes

O anúncio feito pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de tarifas adicionais de 10% sobre produtos brasileiros, precisa ser visto com cautela. Apesar de o Brasil estar entre os países com menor sobretaxa apresentada, ainda assim a medida protecionista, que começa a valer no próximo sábado (05), pode impactar em algum nível a competividade das exportações capixabas e nacionais.  

A relação comercial do Brasil com os EUA sempre foi baseada no diálogo permanente e a Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes) e a Confederação Nacional da Indústria (CNI) acreditam que é preciso que ela continue dessa forma. Neste momento, o Observatório Findes, centro de estudos e inteligência de dados da Federação, vem estudando os reflexos que a medida pode ter sobre o setor produtivo capixaba. 

Os EUA são o segundo principal destino das exportações brasileiras e o primeiro no caso das capixabas, representando 28,5% de todas as exportações do Estado. Além disso, enquanto no Brasil a balança comercial é favorável para os Estados Unidos, no caso do Espírito Santo, ela é positiva para o Estado: US$ 3,06 bilhões em exportações versus US$ 2,05 bilhões em importações. 

Os principais setores do Espírito Santo que exportam para o mercado dos Estados Unidos, e que consequentemente têm maiores chances de algum impacto a partir da medida, são: aço (1º lugar na pauta exportadora capixaba para os EUA), rochas ornamentais (2º), papel e celulose (3º), minério (4º) e café (5º). 

Uma vez que a taxação encarece os produtos importados pelos consumidores dos EUA, a medida do presidente Trump pode desestimular, parcialmente, as vendas da indústria e da agropecuária capixabas para este destino. Entretanto, se a indústria dos Estados Unidos não for suficiente para suprir a demanda local, os produtos do Brasil e, consequentemente do Espírito Santo, ao terem a incidência da taxação mínima, poderão ter alguma competitividade frente aos produtos de países com taxação mais elevada, como é o caso da China, da Índia, do Vietnã e da Indonésia. 

Entre os 20 países que os EUA mais compram no comércio internacional, de acordo com dados de 2024, o aumento de 10% esteve concentrado em três deles: Reino Unido, Singapura e Brasil. O restante do grupo teve reajustes acima dos 24%. 

A Findes reafirma que o aprofundamento do diálogo continua sendo a melhor saída. A Federação entende que o governo brasileiro deve continuar negociando com o presidente Donald Trump e sua equipe em busca de soluções que melhor atendam ambas as nações, principalmente no caso do aço e do alumínio, para os quais as tarifas anteriores de 25% estão mantidas. 

Acreditamos que a busca por soluções que alinhem os interesses dos dois governos e do setor produtivo de ambos os países seja fundamental para que o Brasil tenha uma agenda de facilitação do comércio e para que a abertura de novos mercados dentro dos EUA aconteça. Seguiremos atentos a novas medidas que possam ser anunciadas. 

Paulo Baraona

Presidente da Findes

INSS: 13º antecipado injetará R$ 73,3 bi na economia; veja calendário

INSS: 13º antecipado injetará R$ 73,3 bi na economia; veja calendário

Pagamento para quem ganha um salário mínimo começa no próximo dia 24. Marcelo Casal AGÊNCIA BRASIL

A antecipação do décimo terceiro para aposentados, pensionistas e beneficiários de auxílios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) injetará R$ 73,3 bilhões na economia, divulgou nesta quinta-feira (3) o Ministério da Previdência Social. O pagamento beneficiará 34,2 milhões de pessoas.

A primeira parcela será paga de 24 de abril a 8 de maio. A segunda parcela vai de 26 de maio a 6 de junho. As datas são definidas com base no dígito final do Número de Inscrição Social (NIS) e com base na renda do beneficiário. Quem ganha apenas o salário mínimo começa a receber antes de quem recebe mais que o mínimo.

O decreto com a antecipação do décimo terceiro do INSS foi assinado nesta quinta pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante evento que apresentou o balanço do governo até agora. 

Este será o sexto ano seguido em que os segurados do INSS receberão o décimo terceiro antes das datas tradicionais, em agosto e em dezembro. Em 2020 e 2021, o pagamento ocorreu mais cedo por causa da pandemia de covid-19. Em 2022 e 2023, as parcelas foram pagas em maio e junho. No ano passado, o pagamento ocorreu em abril e maio, como neste ano. 

O extrato com os valores e as datas de pagamento do décimo terceiro estarão em breve disponíveis no aplicativo Meu INSS, disponível para celulares e tablets. A consulta também pode ser feita pelo site do Instituto.

Quem não tiver acesso à internet pode consultar a liberação do décimo terceiro pelo telefone 135. Nesse caso, é necessário informar o número do Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) e confirmar alguns dados ao atendente antes de fazer a consulta. O atendimento telefônico está disponível de segunda a sábado, das 7h às 22h.

Confira as datas de pagamento das parcelas do décimo terceiro salário

Quem ganha o salário mínimo:

Final do NISPrimeira ParcelaSegunda Parcela
124 de abril26 de maio
225 de abril27 de maio
328 de abril28 de maio
429 de abril29 de maio
530 de abril30 de maio
62 de maio2 de junho
75 de maio3 de junho
86 de maio4 de junho
97 de maio5 de junho
08 de maio6 de junho

Quem recebe mais que o salário mínimo:

Final do NISPrimeira parcelaSegunda parcela
1 e 62 de maio2 de junho
2 e 75 de maio3 de junho
3 e 86 de maio4 de junho
4 e 97 de maio5 de junho
5 e 08 de maio6 de junho
Fonte: INSS

Perfil

Conforme os dados mais recentes do INSS, de fevereiro, 28,68 milhões de pessoas, cerca de 70,5% do total dos segurados do INSS, ganham até um salário-mínimo por mês (R$ 1.518). Outros 11,98 milhões de beneficiários recebem acima do piso nacional. Desse total, 10,6 mil ganham o teto da Previdência Social, de R$ 8.157,41.

A maioria dos aposentados e pensionistas receberá 50% do décimo terceiro na primeira parcela. A exceção é para quem passou a receber o benefício depois de janeiro e terá o valor calculado proporcionalmente.

O Ministério da Previdência esclarece que os segurados que recebem benefício por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença) também têm direito a uma parcela menor do décimo terceiro, calculada de acordo com a duração do benefício. Por lei, os segurados que recebem benefícios assistenciais, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e o Renda Mensal Vitalícia, não têm direito a décimo terceiro salário. fonte WELLTON MÁXIMO – REPÓRTER DA AGÊNCIA BRASIL

Brasil pode ganhar mercados com tarifaço de Trump, diz economista

Brasil pode ganhar mercados com tarifaço de Trump, diz economista

Segundo professor, acordo Mercosul–UE precisa ser aprovado. Foto: Reprodução-AGÊNCIA BRASIL

A sobretaxação dos Estados de Unidos de 10% sobre os produtos brasileiros pode representar uma oportunidade de ganhos de mercado para o Brasil se o país souber negociar com outros parceiros comerciais. A avaliação é do economista e professor da Universidade Católica do Rio Grande do Sul, Adalmir Marquetti.

Em entrevista ao jornal Repórter Brasil, da TV Brasilele defendeu a urgência da aprovação do acordo entre o Mercosul e a União Europeia (UE).

“O processo de negociação é um ponto importante a ser levado. Tem que tentar uma retaliação em alguns produtos, mas também tem que haver uma negociação com outros países. Acho a viagem do presidente Lula para o Japão e para o Vietnã importante no sentido de buscar novos parceiros comerciais, de intensificar nossas relações com esses países que estão crescendo, estão se tornando importantes na economia mundial”, disse o professor.

Para Marquetti, o acordo Mercosul–UE tem importância estratégica para amenizar o impacto da decisão do governo de Donald Trump. Segundo ele, o acordo não beneficiará apenas a balança comercial (exportação e importação de bens), mas também a balança de serviços, em que o Brasil importa muito mais do que exporta e consome cerca de 40% do superávit comercial.

“Certamente, [a sobretaxação de Trump] abre um espaço de negociação e de busca de novos parceiros comerciais. Inclusive o acordo do Mercosul com a União Europeia, esse é o momento de implementar. Esse acordo, de buscar as novas parcerias do Brasil que envolvam tanto a balança de bens e de serviços. Temos uma balança comercial bastante positiva, mas a nossa balança de serviços, no caso brasileiro, é negativa”, disse o professor.

Marquetti lembrou que a decisão dos Estados Unidos abrange apenas as importações de bens, não de serviços. Isso porque o país é um dos maiores exportadores de serviços do planeta, principalmente de serviços tecnológicos e audiovisuais.

O professor disse ainda que o Brasil, como a sétima ou a oitava maior economia do planeta (dependendo da medição), tem espaço para ocupar o mercado mundial à medida que outros países retaliarem os Estados Unidos.

Ele, no entanto, recomenda que o processo não ocorra apenas com produtos agrícolas e minerais, mas abranja produtos de maior valor agregado.

“O Brasil tem um espaço para ocupar o mercado mundial, inclusive o espaço que os outros países, ao responderem aos Estados Unidos, deixarem de comprar. No caso da China, os chineses já estão comprando mais produtos agrícolas brasileiros. E aqui tem um ponto importante: como a gente pode aproveitar essa crise mundial, com origem nas tarifas nos Estados Unidos, para melhorar a nossa pauta de exportação? Para a gente, exportar também mais produtos industriais e com maior valor adicionado na economia nacional”, concluiu.

Reciprocidade comercial

Após o anúncio de Trump, a Câmara dos Deputados aprovou, na noite desta quarta-feira (2), o Projeto de Lei 2.088/2023, que cria a Lei da Reciprocidade Comercial, autorizando o governo brasileiro a adotar medidas comerciais contra países e blocos que imponham barreiras aos produtos do Brasil no mercado global. Agora, o texto segue para sanção presidencial.

O governo brasileiro não descarta a possibilidade de recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC) contra o tarifaço, informaram os ministérios das Relações Exteriores (Itamaraty) e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). No entanto, a prioridade neste momento é negociar a reversão das medidas anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos. Fonte WELLTON MÁXIMO – REPÓRTER DA AGÊNCIA BRASIL*