Varejo capixaba apresenta o maior volume de vendas em junho dos últimos 25 anos

Varejo capixaba apresenta o maior volume de vendas em junho dos últimos 25 anos

Os segmentos com melhor desempenho entre 2024 e 2025 foram artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos; equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação; e tecidos, vestuário e calçado. footo Pexels.

O comércio varejista capixaba tem feito história. Em junho, o setor registrou o maior volume de vendas dos últimos 25 anos para o mês, alcançando 99 pontos no índice de movimentação, de acordo com a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O estudo mostrou ainda que o Espírito Santo continua à frente do desempenho regional e nacional: na comparação com junho de 2024, as vendas subiram 2,6%, enquanto a média do Sudeste cresceu 0,2% e a do Brasil, 0,3%. Esse aumento capixaba foi o maior da região, seguido por Minas Gerais (1,5%).

As análises são do Connect Fecomércio-ES (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Espírito Santo), com base nos dados da PMC. O acumulado de janeiro a junho também ressalta a força da atividade varejista capixaba: o estado avançou 4,4% no período, superando o Brasil (1,8%) e a média do Sudeste (1,3%). Isso indica que o estado cresceu 2,5 vezes mais que a taxa brasileira e cerca de três vezes mais que a do Sudeste.

Entre os segmentos que impulsionaram esse desempenho, o destaque vai para artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos, com crescimento de 10,7% em relação a junho de 2024. Logo atrás estão equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (9%) e tecidos, vestuário e calçados, que ampliaram as vendas em 5,3%. Esse alcançou destaque também no acumulado de janeiro a junho de 2025, com alta de 19,3%, enquanto os artigos farmacêuticos cresceram 12,1%.

“São setores que têm se mantido dinâmicos, respondendo bem às mudanças do mercado e às preferências de consumo das famílias capixabas”, explicou André Spalenza, coordenador de pesquisa do Connect Fecomércio-ES.

No varejo ampliado – que inclui veículos, motocicletas, partes e peças, material de construção e atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo –, o Espírito Santo registrou avanço de 3,1% no primeiro semestre, acima das médias do Brasil (0,5%) e do Sudeste (0,1%). O segmento de atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo foi o grande motor desse crescimento, com alta de 32,87% entre junho de 2024 e de 2025, e de 23,9% no acumulado de janeiro a junho deste ano.

Segundo Spalenza, os números reforçam a consistência da trajetória do comércio no estado. “O Espírito Santo mantém uma curva de crescimento sólida e contínua, reflexo da confiança das famílias, do fortalecimento do emprego formal e da resiliência das empresas locais. O resultado de junho, o melhor em 25 anos, consolida o varejo capixaba como um dos mais vibrantes do país”.

A expectativa, de acordo com o especialista, é que o segundo semestre mantenha o ritmo positivo, favorecido por datas comemorativas, turismo regional e fortalecimento da renda. “Os empresários capixabas têm mostrado capacidade de adaptação e inovação, o que projeta boas perspectivas para o restante do ano”, concluiu Spalenza.

A pesquisa completa, com todos os detalhes sobre o desempenho do comércio capixaba, está disponível no site portaldocomercio-es.com.br.

Sobre o Sistema Fecomércio-ES
A Fecomércio-ES integra a Confederação Nacional do Comércio (CNC) e representa 405.455 empresas, responsáveis por 58% do ICMS arrecadado no estado e pelo emprego de 652 mil pessoas. Com mais de 30 unidades, tendo ações itinerantes e presente em todos os municípios capixaba – seja de forma física ou on-line –, o Sistema Fecomércio-ES atua em todo o Espírito Santo. A entidade representa 24 sindicatos empresariais e tem como missão contribuir para o desenvolvimento social e econômico do estado. O projeto Connect é uma parceria entre Fecomércio-ES e Faesa, com apoio do Senac-ES, Secti-ES, Fapes e Mobilização Capixaba pela Inovação (MCI). Com fecomércio-es

Governo do ES lança Plano Estratégico do ParklogBR/ES

Governo do ES lança Plano Estratégico do ParklogBR/ES

O projeto integra três portos, três aeródromos, a primeira Zona de Processamento de Exportações (ZPE) privada do País, além de ferrovias, rodovias e benefícios fiscais da região de abrangência da Sudene.

O governador do Estado, Renato Casagrande, apresentou, nesta segunda-feira (25), o Plano Estratégico do ParklogBR/ES, em solenidade realizada no Palácio Anchieta, em Vitória. O Parklog é uma plataforma logística de padrão internacional, localizada próxima à Região Metropolitana da Grande Vitória. O projeto integra três portos, três aeródromos, a primeira Zona de Processamento de Exportações (ZPE) privada do País, além de ferrovias, rodovias e benefícios fiscais da região de abrangência da Sudene.

Considerado um dos principais programas estruturantes do Estado e do Brasil, o ParklogBR/ES é desenvolvido em parceria com as prefeituras dos 10 municípios da área de influência do projeto (Aracruz, Colatina, Fundão, Ibiraçu, Jaguaré, João Neiva, Linhares, Marilândia, Serra e Sooretama) e a iniciativa privada.

“Eu conheci um Parklog na Itália e aquilo ficou na minha cabeça. Quando voltei ao Governo em 2019 começamos diversas ações para fortalecer essa região onde estamos fazendo o nosso. Com a chegada de Ricardo Ferraço [vice-governador e então secretário de Estado de Desenvolvimento] em 2023, começamos a fazer esse trabalho de forma mais enfática e hoje chegamos nessa apresentação que estamos fazendo à sociedade de um Parklog bem robusto”, afirmou o governador.

Casagrande reforçou que o Espírito Santo já é referência para o Brasil em diversas áreas e pode se tornar ainda mais no que se refere ao comércio exterior. “Queremos ser a porta de entrada do mundo para o Brasil e a porta de saída dos produtos brasileiros para o mundo. Para isso, precisamos ser esse polo logístico que já estamos no caminho. Temos diversas obras na região, como a pavimentação de Vila de Riacho até Regência. Vamos iniciar ainda a implantação da rodovia de Bebedouro a Regência”, pontuou.

O vice-governador destacou a importância do ganho em eficiência logística com a implantação do projeto. “Nós estamos vivenciando aqui no Espírito Santo o maior investimento em infraestrutura portuária no Brasil e com o Parklog ES ela estará completamente conectada com os outros modais, estimulando as estruturas locais e os potenciais existentes em cada município de abrangência do programa. Os investimentos e a união de esforços e trabalho do poder público e setor privado colocam de pé essa ferramenta estratégica.”

Ricardo Ferraço completou: “O Espírito Santo está vivendo um novo ciclo de investimentos, antes visto apenas na construção dos complexos de Tubarão e da Samarco. Nosso Estado está se preparando para o futuro. Para oferecer ao Brasil soluções em logística. Isso é sem dúvida alguma um ganho direto para as pessoas, refletindo mais oportunidades, empregos, renda, além de maior remuneração”, enumerou.

O Plano Estratégico do ParklogBR/ES define ações prioritárias até 2035, incluindo modernização da infraestrutura, fortalecimento da governança, integração multimodal, formação profissional e estímulo à inovação. Entre os destaques estão a consolidação do Parklog como cluster logístico regional, a expansão da retroárea e o aproveitamento do potencial econômico e industrial do Estado.

“Esse plano estratégico é um divisor de águas para o Espírito Santo. Estamos construindo uma plataforma que une infraestrutura moderna, governança sólida e visão de futuro. Esse projeto não é apenas sobre logística: é sobre preparar nosso Estado para competir em nível global, atrair investimentos de qualidade, gerar empregos e qualificar nossa gente. É fruto de um esforço coletivo entre governo, municípios e setor privado, com um único objetivo: transformar o Espírito Santo em referência nacional em eficiência e desenvolvimento sustentável”, acrescentou o secretário de Estado de Desenvolvimento, Rogério Salume.

Durante o evento, houve a assinatura da Portaria de Nomeação do Comitê Executivo, o Termo de Compromisso de Cessão de Espaço, do ato de Expansão da Rede de Distribuição de Gás e a nomeação da Comissão do Plano Diretor Municipal de Aracruz.

Em três anos, Serra economiza mais de R$ 24 milhões com processos digitais

Em três anos, Serra economiza mais de R$ 24 milhões  com processos digitais

Desde 2022, quando iniciou a transformação digital de seus processos administrativos, o município vem colhendo resultados expressivos. foto secom PMS

Em um país onde burocracia e papelada ainda são ligados ao serviço público, a Prefeitura da Serra mostra que é possível fazer diferente e melhor. Desde 2022, quando iniciou a transformação digital de seus processos administrativos, o município vem colhendo resultados expressivos.

Nos últimos três anos, a economia gerada pela eliminação do uso de papel ultrapassou R$ 24,5 milhões. Além disso, foram preservadas 1.524 árvores e deixaram de ser usadas mais de 15 milhões de folhas de papel uma transformação com impacto real nas finanças e no meio ambiente.

De 2024 até agora, já foram abertos cerca de 165 mil processos totalmente digitais, que tramitam com mais agilidade, segurança e sem risco de extravio. São mais de 500 serviços ofertados por meio de processos eletrônicos que tramitam e geram resposta ao cidadão no mesmo dia. A transformação digital, antes vista como uma promessa, virou prática concreta — e coloca a Serra em posição de destaque entre os municípios brasileiros.

Um modelo de gestão pública inovadora
Embora algumas capitais e grandes centros urbanos também tenham avançado na digitalização — como São Paulo, Curitiba e Recife — a Serra chama atenção por integrar inovação tecnológica com propósito e resultados mensuráveis. No Espírito Santo, o município serrano é que tem mais tipos processuais.

A média nacional ainda caminha para digitalizar completamente os serviços públicos, segundo dados da Associação Brasileira de Entidades Estaduais de TIC (ABEP-TIC), que afirmam que menos de 20% dos municípios brasileiros têm gestão de processos 100% digitalizada. A Serra não apenas já atingiu esse patamar, como agora avança para a próxima etapa: usar dados e inteligência artificial para antecipar as necessidades da população.

“A transformação digital da Prefeitura da Serra está apenas no começo, mas os resultados já são visíveis. Com foco em inovação e no uso estratégico da tecnologia, o município está construindo um futuro mais eficiente, seguro e acessível para seus cidadãos”, afirma o secretário de Inovação e Tecnologia, Pedro Trindade.

Um novo portal, com linguagem simples e atendimento virtual
Como parte do pacote de inovação, será lançado em breve o novo site institucional da Prefeitura, com design mais intuitivo, linguagem simples e uma assistente virtual integrada. O objetivo é que qualquer cidadão, independentemente de familiaridade com tecnologia, possa ser guiado na resolução de problemas em tempo real.

Essa é uma aposta clara na simplicidade, acessibilidade e inclusão digital — valores ainda pouco disseminados nas administrações públicas do Brasil.

“A Serra mostra que investir em tecnologia não é apenas modernizar. É cuidar melhor das pessoas, do orçamento público e do meio ambiente. Uma prefeitura que avança para o futuro com os pés no presente e um olhar atento ao que realmente importa: o cidadão”, avalia a subsecretária de Inovação, Franciele Bezerra.

TCE-ES vai fiscalizar R$ 15,2 bilhões que vão ser repassados ao Estado e municípios pelo acordo de Mariana

TCE-ES vai fiscalizar R$ 15,2 bilhões que vão ser repassados ao Estado e municípios pelo acordo de Mariana

Além do governo do Estado, assinaram o acordo os prefeitos de Anchieta, Conceição da Barra, Fundão, Linhares, São Mateus e Serra. foto samarco

Os auditores do Tribunal de Contas do Estado do Espírito Santo (TCE-ES) vão fiscalizar os R$ 15,2 bilhões que serão repassados ao governo do Estado e a seis municípios capixabas que assinaram o acordo de reparação e compensação pelos danos causados pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), em novembro de 2015. Além do governo do Estado, assinaram o acordo os prefeitos de Anchieta, Conceição da Barra, Fundão, Linhares, São Mateus e Serra. 

Segundo explica o auditor de Controle Externo Anderson Rolim, os valores totais do acordo chegam a aproximadamente R$ 170 bilhões. Desse total, R$ 100 bilhões serão pagos em parcelas anuais ao longo de 20 anos, sendo R$ 40 bilhões aplicados pelo Governo Federal e Governo do Estado diretamente em território capixaba.  

“Exclusivamente ao governo do Estado serão pagos cerca de R$ 14,8 bilhões. Já os municípios que assinaram o acordo irão receber, juntos, aproximadamente R$ 400 milhões”, disse Rolim. E esses valores já serão fiscalizados este ano. 

Pelo acordo, não existem investimentos específicos a serem feitos pelos gestores, mas existem diferentes temáticas que podem ser trabalhadas – como meio ambiente, saúde, educação, assistência social, entre outros. 

“Por enquanto, estamos fazendo um levantamento para identificar como esses gestores estão se preparando para receber os recursos. Será criada uma secretaria específica, como fez o governo estadual, ou será com a estrutura que já existe nos municípios? Além disso, também estamos querendo saber como vão ser definidas as diretrizes para o uso do recurso e a transparência em sua aplicação”, destacou o auditor. 

Anderson ainda ressaltou a orientação que a equipe vem dando aos gestores para que validem essas definições e busquem participação popular na definição das diretrizes de utilização dos recursos.  

Próximos Passos 

Anderson Rolim também explicou que os auditores do TCE-ES estão planejando uma auditoria para saber como os gestores estão utilizando os recursos já recebidos e que ainda serão repassados. Juntos, governo do Estado e municípios já receberam cerca de R$ 1,8 bilhão.  

“Ainda esse ano devemos começar uma auditoria voltada para as obras e serviços de engenharia que vão ser contratados. Teremos o foco em cinco aspectos: governança, planejamento, transparência, regularidade das licitações e qualidade das execuções contratuais – avaliando preço e qualidade dos serviços”, adiantou. 

A assinatura do acordo aconteceu em outubro do ano passado. Até 30 dias depois da assinatura, os signatários receberam a primeira parcela. Já a segunda parcela foi paga em até 180 dias após o pagamento do primeiro recebimento. Da terceira parcela até o final do acordo a parcela será paga anualmente até o dia 30 de abril.

Resumo em tópicosFiscalização milionária: TCE-ES vai fiscalizar R$ 15,2 bilhões repassados ao governo do Estado e a seis municípios capixabas pelo acordo de reparação da tragédia de Mariana.Planejamento inicial: Auditores estão levantando como os gestores estão se preparando para receber os recursos e definir diretrizes de uso e transparência.Participação popular: TCE-ES orienta gestores a validarem decisões e envolverem a população na definição das prioridades para aplicação dos recursos.Auditoria futura: Ainda este ano será iniciada auditoria focada em obras e serviços, avaliando governança, planejamento, licitações, transparência e qualidade.

fonte TCE-ES

Governo anuncia R$ 30 bi em crédito para setores afetados por tarifaço

Governo anuncia R$ 30 bi em crédito para setores afetados por tarifaço

Haddad diz que Brasil está sendo sancionado por ser “mais democrático. foto agência brasil

O governo federal lança nesta quarta-feira (13) pacote de medidas para apoiar o setor produtivo afetado pelo tarifaço de 50% imposto pelo governo dos Estados Unidos. O plano de apoio prevê R$ 30 bilhões em crédito e será viabilizado por meio de uma medida provisória chamada de MP Brasil Soberano. 

Durante anúncio do plano de socorro, no Palácio do Planalto, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que o Brasil está sendo sancionado “por ser mais democrático que o agressor”.

“Estamos numa situação muito inusitada. O Brasil é um país que está sendo sancionado por ser mais democrático que o seu agressor. É uma situação inédita e muito incomum no mundo. Um país que não persegue adversários, não persegue a imprensa, não persegue escritórios de advocacia, não persegue universidades, não persegue imigrantes legais ou ilegais está sujeito a uma retaliação injustificável do ponto de vista político e econômico.”

“Vamos enfrentar, como já enfrentamos várias situações difíceis neste país. E vamos superar mais essa dificuldade que é imposta de fora para dentro, mas infelizmente com o apoio de alguns setores radicalizados da sociedade brasileira”, completou o ministro durante o evento.

Prioridades

De acordo com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o plano dará prioridade às menores companhias e a alimentos perecíveis. “A gente está pensando em ajudar as pequenas empresas, que exportam espinafre, frutas, mel e outras coisas. Empresas de máquinas. As grandes empresas têm mais poder de resistência. Acho que vai ser importante para a gente mostrar que ninguém ficará desamparado pela taxação do presidente Trump”, disse o presidente nesta terça-feira, em entrevista ao canal Band News.

O pacote de medidas também busca preservar os empregos e ampliar os mercados alternativos para os setores afetados.

“Vamos cuidar dos trabalhadores dessas empresas, vamos procurar achar outros mercados para essas empresas. Estamos mandando a outros países a lista das empresas que vendiam para os Estados Unidos porque a gente tem um lema: ninguém larga a mão de ninguém.”

As medidas de ajuda virão por meio de crédito extraordinário ao Orçamento, recursos usados em situações de emergência fora do limite de gastos do arcabouço fiscal. Esse sistema foi usado no ano passado para socorrer as vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul. fonte PAULA LABOISSIÈRE – REPÓRTER DA AGÊNCIA BRASIL

Exportação de carne bovina bate recorde em mês anterior ao tarifaço

Exportação de carne bovina bate recorde em mês anterior ao tarifaço

Em julho, Brasil embarcou 313 mil toneladas, alta de 17,2% em 12 meses. DIVULGAÇÃO/ABIECfoto

No mês anterior à entrada em vigor do tarifaço dos Estados Unidos, as exportações brasileiras de carne bovina bateram recorde. Em julho, foram embarcadas 313.682 toneladas, crescimento de 15,6% em relação a junho e de 17,2% na comparação com julho de 2024 (267.885 toneladas). Em termos de valores, as vendas de carne bovina renderam US$ 1,67 bilhão.

Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) e foram compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), que reúne 47 empresas responsáveis por 98% da carne bovina exportada pelo Brasil.

A China liderou com folga as compras no mês, com 160,6 mil toneladas (51,2% do total), que somaram US$ 881,9 milhões, alta de 18,1% sobre junho e de 16,7% frente a julho de 2024. Os Estados Unidos ficaram em segundo lugar, com 18,2 mil toneladas (US$ 119,9 milhões), seguidos por México (15,6 mil toneladas; US$ 88,3 milhões), Rússia (13,8 mil toneladas; US$ 61,5 milhões) e União Europeia (11,8 mil toneladas; US$ 99,4 milhões).

Segundo a Abiec, a carne bovina in natura concentrou 88,27% dos embarques, com 276,9 mil toneladas, avanço de 14,8% sobre junho e de 16,7% em relação a julho de 2024. A exportação de miúdos respondeu por 6,23% do total, e a venda de industrializados, 3,27%. Essas duas categorias registraram crescimentos expressivos em relação ao mês anterior.

Acumulado do ano

De janeiro a julho, o Brasil exportou 1,78 milhão de toneladas de carne bovina, gerando US$ 8,9 bilhões em receitas. Isso representa alta de 14,1% em volume e de 30,2% em valor na comparação com o mesmo período de 2024.

A China continua na liderança anual, com 801,8 mil toneladas (44,9% do total) e US$ 4,10 bilhões, seguida por Estados Unidos (199,7 mil toneladas; US$ 1,16 bilhão), Chile (69,3 mil toneladas; US$ 373,3 milhões), México (67,7 mil toneladas; US$ 364,6 milhões) e Rússia (60 mil toneladas; US$ 252,6 milhões).

Em relação ao crescimento no acumulado do ano, as maiores variações em volume foram registradas em mercados como México (+217,6%), União Europeia (+109,7%) e Canadá (+101,1%). Também registraram altas expressivas Angola (+49,3%), Geórgia (+10,8%) e Arábia Saudita (+26,9%).

Diversificação

Em 2025, segundo a Abiec, o Brasil vendeu carne bovina para aproximadamente 160 mercados, consolidando-se como o maior exportador mundial. Além dos destinos tradicionais, houve aumento relevante da presença em mercados estratégicos no Oriente Médio, Sudeste Asiático e Leste Europeu.

Na avaliação da Abiec, os resultados reforçam a competitividade da carne bovina brasileira e o trabalho integrado da cadeia produtiva para atender a diferentes perfis de consumo no mundo. Apesar de a carne ter sido incluída na tarifa de 50% do governo de Donald Trump, a entidade estima que o cenário continuará positivo no segundo semestre, com expectativa de manutenção da demanda e de novas oportunidades comerciais. fonte WELLTON MÁXIMO – REPÓRTER DA AGÊNCIA BRASIL

Sindiprom-ES propõe criação de marco legal para o setor de eventos no Espírito Santo

Sindiprom-ES propõe criação de marco legal para o setor de eventos no Espírito Santo

Proposta para garantir estratégias para fomentar cultura e turismo no Espírito Santo, sugerida pelo Sindiprom-ES. Evento desta segunda-feira no palco Alfonso Silva.

O Sindicato de Empresas de Promoção, Organização e Montagem de Feiras, Congressos e Eventos em Geral do Espírito Santo (Sindiprom-ES) propôs a criação de um marco legal estadual para assegurar uma política pública permanente de apoio às feiras e eventos temáticos no estado.

A sugestão, que faz parte de um relatório inédito do Sindiprom-ES, foi apresentada nesta segunda-feira (11), no Hotel Senac Ilha do Boi, em Vitória, durante evento em comemoração ao Dia do Comerciante, promovido pelo sindicato, com correalização do Sistema Fecomércio-ES – Sesc e Senac.

De acordo com o relatório, produzido com apoio do Sebrae/ES e da Aderes, a política pública a ser criada deve garantir os instrumentos estratégicos de fomento territorial, cultural e turístico, a ampliação da rede de parceiros e o estímulo à inovação nas metodologias e formatos dos eventos, com foco em sustentabilidade, digitalização, acessibilidade e inclusão produtiva. Segundo a proposta do Sindiprom, a política deve contar com orçamento próprio, planejamento anual e governança compartilhada entre Estado, municípios e sociedade civil.

“O objetivo é criar uma política pública estruturante e transversal para feiras e eventos culturais e de negócios, permitindo ao Estado investir em desenvolvimento territorial sustentável, na economia criativa e no turismo como ativo estratégico”, destacou o presidente do Sindiprom-ES, Alfonso Silva.

O relatório aponta que feiras e eventos fortalecem a economia com a geração de renda, circulação de mercadorias e estímulo ao empreendedorismo. Elas ainda reforçam o status cultural ao valorizar tradições e saberes locais, alimentam a demanda social ao fortalecer redes e vínculos comunitários e também promovem o consumo ambiental de forma consciente e sustentável.

Movimentação financeira
O relatório destaca que o mercado de feiras e turismo produziu quase 500 eventos em todos os municípios, entre 2021 e 2024, gerando 45 mil empregos e movimentando R$ 156 milhões em negócios, com o envolvimento direto de mais de 34.860 empreendedores e a contratação de 117 empresas organizadoras.

Desigualdade no acesso à creche aumenta entre ricos e pobres no Brasil, aponta relatório

Desigualdade no acesso à creche aumenta entre ricos e pobres no Brasil, aponta relatório

Estudo traz avanços nas matrículas da Educação Infantil, mas 2,3 milhões de crianças de até 3 anos estão fora da creche por falta de acesso.. Foto Prefeitura de Saquarema

A população mais pobre ainda enfrenta maiores dificuldades no acesso à Creche no Brasil. Um novo estudo do Todos Pela Educação revela que, embora o número de matrículas tenha aumentado entre 2016 e 2024, também cresceram as desigualdades de acesso entre as crianças das famílias mais pobres e mais ricas. O levantamento foi realizado com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad-C) e no Censo Escolar.

VEJA O ESTUDO COMPLETO AQUI

Segundo o estudo, 41,2% das crianças de até 3 anos são atendidas no país — ainda distante da meta de 50% estabelecida pelo Plano Nacional de Educação (PNE) para 2024. Em nove anos, o avanço foi lento e a diferença no atendimento entre os extremos de renda passou de 22 para 29,4 pontos percentuais. Hoje, 30,6% das crianças que estão entre os mais pobres são atendidas; entre as mais ricas, a taxa chega a 60% .

 levantamento também mostra que quase 2,3 milhões de crianças de até três anos estão fora da Creche por dificuldade de acesso, como falta de vagas ou de unidades próximas, evidenciando que o país ainda está longe de assegurar esse direito com equidade. Analisando as diferentes faixas de renda, a proporção de crianças que não frequentam a Educação Infantil por escolha dos responsáveis é relativamente parecida. No entanto, existe uma grande diferença na proporção daquelas que não frequentam o serviço por dificuldade de acesso: quanto menor a renda, maior a porcentagem de crianças que, embora demandem o serviço, não conseguem ter acesso (gráfico abaixo).

O cenário é ainda mais crítico entre os bebês de até 1 ano: apenas 18,6% são atendidos. De acordo com o levantamento, em 2024, um a cada quatro (24,8%) não frequentava o serviço por algum tipo de barreira de acesso. Entre os mais pobres, esta situação atinge 34%.

Pré-escola

Na Pré-escola, primeira etapa obrigatória da Educação Básica, 94,6% das crianças de 4 e 5 anos são atendidas, um avanço tímido nos últimos anos. Em 2024, mais de 329 mil crianças nessa faixa etária estavam fora da escola. Mesmo com a obrigatoriedade, o motivo mais comum para a não frequência continua sendo a opção dos responsáveis. Já entre as famílias mais pobres, o principal entrave é a dificuldade de acesso — uma realidade praticamente inexistente entre os mais ricos.

“Ainda que haja avanços a serem reconhecidos, o ritmo de expansão do acesso à Educação Infantil segue abaixo do necessário. Sem a adoção de políticas estruturantes para a expansão com qualidade e equidade, o Brasil continuará privando uma parcela significativa de suas crianças do direito à Educação Infantil e, portanto, ao pleno desenvolvimento em seus primeiros anos de vida. A garantia do direito à Educação Infantil de qualidade, com olhar atento para a redução das desigualdades é indispensável”, observa Manoela Miranda, gerente de Políticas Educacionais do Todos Pela Educação.

Desigualdades regionais

A análise revela que ainda há grandes disparidades regionais no acesso à Educação Infantil, evidenciando a necessidade de uma coordenação nacional para enfrentar essas desigualdades. As regiões Norte e Nordeste concentram os indicadores mais críticos, tanto em Creche quanto em Pré-escola. Em 2024, São Paulo teve a maior taxa de atendimento em creches (56,8%), enquanto o Amapá registrou a menor (9,7%). Na Pré-escola, apenas o Piauí alcançou a universalização do atendimento, enquanto o Amapá teve 69,8% das crianças de 4 e 5 anos atendidas.

“A expansão do acesso à Educação Infantil com foco na equidade deve ser uma prioridade nacional. Isso exige ações coordenadas, com políticas indutoras robustas, financiamento adequado e fortalecimento do regime de colaboração entre União, estados e municípios”, conclui Manoela Miranda.  fonte Todos pela Educação

Reunião com secretário de Tesouro dos EUA foi cancelada, diz Haddad

Reunião com secretário de Tesouro dos EUA foi cancelada, diz Haddad

Ministro atribui cancelamento à articulação da extrema-direita; foto governo federal

Prevista para esta quarta-feira (13), a reunião entre o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o secretário de Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, foi cancelada. A informação é do ministro Fernando Haddad, que atribuiu o cancelamento a uma articulação da extrema-direita estadunidense.

“A militância antidiplomática dessas forças de extrema direita que atuam junto à Casa Branca teve conhecimento da minha fala, agiu junto a alguns assessores, e a reunião virtual que seria na quarta-feira foi desmarcada”, declarou o ministro em entrevista à GloboNews nesta segunda-feira (11).

Na semana retrasada, Haddad tinha dito que Bessent o tinha procurado para discutir o tarifaço do governo Donald Trump sobre os produtos brasileiros. O encontro primeiramente ocorreria por meio de videoconferência e depois seria estendido para uma conversa presencial.

“A assessoria do secretário Bessent fez contato conosco ontem [quarta-feira, 30] e, finalmente, vai agendar uma segunda conversa. A primeira, como eu havia adiantado, foi em maio, na Califórnia. Haverá agora uma rodada de negociações e vamos levar às autoridades americanas nosso ponto de vista”, disse Haddad no último dia 31.

Haddad disse ter sido informado do cancelamento por e-mail, “um ou dois dias depois” de o próprio secretário de Tesouro dos EUA ter informado a reunião à imprensa. O ministro considera a motivação do cancelamento política, não econômica.

“Agiram junto a alguns assessores do presidente Trump, e a reunião com ele, que seria virtual na quarta-feira, foi desmarcada e não foi remarcada até agora”, comentou Haddad. “Argumentaram falta de agenda. Uma situação bem inusitada. O que fica claro para nós é que a questão comercial não está em foco”, afirmou.

O ministro da Fazenda lembrou que o Brasil está tendo tratamento diferenciado em relação a outros países e blocos econômicos que conseguiram negociar com o governo de Donald Trump, como a União Europeia, o Japão e a Coreia do Sul. fonte agência brasil

Tarifaço: Prefeito da Serra participa de reunião em Brasília para fortalecer a proteção dos empregos e a sustentabilidade das empresas

Tarifaço: Prefeito da Serra participa de reunião em Brasília para fortalecer a proteção dos empregos e a sustentabilidade das empresas

O prefeito da Serra, Weverson Meireles, também tem mantido diálogo constante com o setor produtivo da Serra. Foto Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

O prefeito da Serra, Weverson Meireles, participou na quarta-feira (6/08) de uma reunião com o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, em Brasília, para debater os impactos do tarifaço do Governo americano, nos municípios brasileiros, em especial na Serra. O encontro, promovido pela Frente Nacional de Prefeitos (FNP), busca fortalecer a proteção dos empregos e a sustentabilidade das empresas atuantes no município.

O prefeito, que estava acompanhado pelo secretário municipal da Fazenda, Henrique Valentim, foi recebido pelo vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, junto à comitiva da Frente Nacional de Prefeitos. Alckmin ouviu com atenção as demandas apresentadas e se colocou à disposição para construir soluções diante dos impactos do tarifaço nas cidades brasileiras.

A Serra teve participação estratégica nesse debate por ser um dos dez municípios mais afetados. Em 2024, o município foi o quinto maior exportador brasileiro para os Estados Unidos. Em 2025, já ocupa a terceira posição, de acordo com dados oficiais.

O prefeito da Serra, Weverson Meireles, explica que acompanha de perto, junto ao governo federal e ao governo estadual, cada medida que possa ajudar a reduzir os danos do tarifaço e garantir que o município continue avançando com responsabilidade e planejamento.

“Nosso pleito é claro: queremos proteger os empregos dos serranos, garantir a arrecadação do município e seguir investindo em políticas públicas de qualidade. Também precisamos preservar a saúde financeira das nossas empresas, que são fundamentais para o desenvolvimento da Serra e do Espírito Santo”, destaca.

O prefeito também tem mantido diálogo constante com o setor produtivo da Serra. A articulação com o empresariado serrano tem sido fundamental para identificar desafios específicos e construir, de forma conjunta, alternativas que minimizem os impactos do tarifaço sobre a economia do município.

Com o apoio dos governos estadual e federal, a Prefeitura da Serra segue empenhada em garantir um ambiente favorável aos investimentos, à geração de empregos e ao desenvolvimento sustentável. A meta é assegurar que a cidade continue avançando, com equilíbrio fiscal, competitividade e qualidade de vida para a população.

Texto: Jonathas Gomes/ Secom e Foto Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços