Confiança dos empresários do comércio capixaba cresce e indicador ultrapassa a média nacional

Confiança dos empresários do comércio capixaba cresce e indicador ultrapassa a média nacional

Número, que chegou a 106,4 pontos, considerado satisfatório para o empreendedor, também é maior que a média do Sudeste em agosto

A confiança dos empresários capixabas tem chamado a atenção. Em agosto, o Índice de Confiança dos Empresários do Comércio (Icec) do Espírito Santo subiu 2,4% em relação a julho e alcançou 106,4 pontos, patamar considerado satisfatório (acima de 100). O avanço colocou o estado como líder do Sudeste e acima da média nacional (102,2 pontos), confirmando um cenário de retomada do otimismo no setor varejista, que tem tido altas desde maio.

As análises são de levantamento do Connect Fecomércio-ES (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Espírito Santo), com informações da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

O Espírito Santo foi o único estado do Sudeste a registrar crescimento no mês, liderou o índice e manteve estabilidade na variação interanual, quando os demais estados da região registraram queda. São Paulo teve retração de 2,9%, Minas Gerais caiu 0,6% e o Rio de Janeiro ficou estável.

Segundo André Spalenza, coordenador do eixo Observa do Connect Fecomércio-ES, o Observatório do Comércio, o avanço da confiança mostra que o setor começa a colher os frutos da preparação para o segundo semestre, período tradicionalmente mais aquecido para as vendas e para a geração de empregos.

Segundo André Spalenza, coordenador de pesquisa do Connect Fecomércio-ES, o Observatório do Comércio, o avanço da confiança mostra que o setor começa a colher os frutos da preparação para o segundo semestre, período tradicionalmente mais aquecido para as vendas e para a geração de empregos.

“Os empresários estão mais confiantes em relação ao desempenho de suas empresas, da economia e do setor, e essa segurança tende a impulsionar investimentos, contratações e novos negócios nos próximos meses”, ressaltou.
O destaque de agosto no Icec ficou por conta do subíndice de Condições atuais, que cresceu 8,1% em relação a julho, impulsionado principalmente pela confiança no setor, que avançou 12%. A avaliação da própria empresa também subiu 4,9%. Já o subíndice de Intenções de investimentos teve alta de 0,7%, com ênfase para a intenção de contratação de funcionários, que registrou aumento expressivo de 4,6% no mês e de 7% na comparação com agosto do ano passado.

“Mesmo com um cenário macroeconômico nacional que ainda exige cautela, o empresário capixaba mostra disposição para ampliar suas equipes e apostar na expansão dos negócios”, afirmou Spalenza.

No recorte por tipo de produto, os bens não duráveis, como alimentos e produtos de higiene, se sobressaíram, com alta de 7% no mês e 8,4% em relação a agosto de 2024. Os bens semiduráveis, como vestuário e calçados, também cresceram 4,5% no mês, enquanto os bens duráveis sofreram retração de 1,6% no mês. “O desempenho dos bens não duráveis mostra que a confiança dos empresários está alinhada ao aumento do consumo imediato, que tende a ganhar força com as datas promocionais e festivas do segundo semestre”, completou o coordenador de pesquisa do Connect Fecomércio-ES.

O diretor de Negócios do Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes), Marcos Kneip, afirmou que o Espírito Santo conta com a força e diversidade do setor produtivo local para superar os desafios no comércio.

“A inadimplência tem mostrado queda, o que pode estar ligado a um perfil mais conservador na tomada de crédito, algo que também se observa entre os empreendedores. Esse comportamento mais prudente tem sido fundamental em um momento em que cada decisão de investimento precisa ser muito bem avaliada, priorizando ganhos de produtividade ou redução de custos operacionais como justificativa para seguir em frente”.

O levantamento completo, com os dados detalhados, pode ser acessado no site https://portaldocomercio-es.com.br.

Sobre o Sistema Fecomércio-ES
A Fecomércio-ES integra a Confederação Nacional do Comércio (CNC) e representa 405.455 empresas, responsáveis por 58% do ICMS arrecadado no estado e pelo emprego de 652 mil pessoas. Com mais de 30 unidades, tendo ações itinerantes e presente em todos os municípios capixaba – seja de forma física ou on-line –, o Sistema Fecomércio-ES atua em todo o Espírito Santo. A entidade representa 24 sindicatos empresariais e tem como missão contribuir para o desenvolvimento social e econômico do estado. O projeto Connect é uma parceria entre Fecomércio-ES e Faesa, com apoio do Senac-ES, Secti-ES, Fapes e Mobilização Capixaba pela Inovação (MCI). foto Envato e fonte Kelly Kalle/Sistema Fecomércio-ES

Empresas precisam correr contra o tempo para se adaptar às novas notas fiscais da reforma tributária

Empresas precisam correr contra o tempo para se adaptar às novas notas fiscais da reforma tributária

Especialista alerta que a falta de adaptação pode comprometer a emissão desses documentos e gerar travamentos operacionais já no próximo ano foto Fábio Nunes.

As empresas brasileiras entraram em uma verdadeira corrida contra o tempo: quem não se adaptar às novas notas fiscais exigidas pela reforma tributária corre o risco de ver suas operações paralisadas já no ano que vem. A partir de janeiro, começa a fase de transição do novo sistema, com a aplicação simbólica de 1% do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS).

Embora esse percentual possa ser compensado com os tributos atuais, sem gerar custo imediato, há uma armadilha que ameaça o funcionamento de qualquer negócio: se a nota fiscal não for emitida no novo modelo, a empresa terá de recolher o tributo mesmo assim e, pior, pode ficar impossibilitada de faturar.

O alerta é do advogado tributarista Samir Nemer, mestre em Direito Tributario. Segundo ele, o maior risco não está no pagamento do 1%, mas no colapso operacional que a falta de adequação pode provocar.

“Sem os campos obrigatórios do IBS e da CBS, a nota simplesmente não será emitida. E, sem nota fiscal, não há faturamento nem conclusão de operações. Para empresas que dependem de um fluxo contínuo de vendas, esse gargalo pode significar paralisação de atividades, ruptura em cadeias de fornecimento e até inadimplência contratual”, explicou Nemer, que é sócio do escritório FurtadoNemer Advogados.

Grandes grupos, já acostumados a lidar com alterações em sistemas fiscais, tendem a absorver a transição com mais facilidade, segundo o especialista. No entanto, pequenas e médias empresas enfrentam maior dificuldade, seja por limitações tecnológicas ou pela ausência de equipes especializadas. Além disso, a reforma amplia a complexidade ao exigir a integração de estados e municípios ao padrão nacional da Nota Fiscal de Serviço eletrônica (NFS-e), incluindo novos documentos para setores como saneamento, locação e mercado imobiliário.

De acordo com Nemer, o cenário se agrava porque muitas empresas ainda não iniciaram os testes em ambiente de homologação, apesar de a Receita Federal ter garantido disponibilizar todos os modelos até dezembro deste ano. Empresas de software já alertam que a mobilização começou tarde e pode se concentrar nos últimos meses, o que eleva a chance de falhas em sistemas e processos.

Para reduzir riscos, o advogado recomenda que negócios de todos os portes mobilizem imediatamente suas equipes de tecnologia, contabilidade e jurídico para revisar processos, adaptar sistemas e simular operações no novo ambiente.

“A transição para o IBS e a CBS é real e inevitável, e a negligência pode custar caro. Em 2026, não será o fisco o maior inimigo do contribuinte, mas a própria incapacidade de se adequar a tempo. A reforma tributária promete simplificar o sistema brasileiro no longo prazo, mas sua implementação exigirá, desde já, disciplina, investimento e planejamento”, declarou. fonte Kella Kalli

Copom mantém taxa básica de juros em 15% ao ano

Copom mantém taxa básica de juros em 15% ao ano

Anúncio foi feito depois de dois dias de reunião. foto banco central

O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu manter a taxa básica de juros da economia (Selic) em 15%. O anúncio foi feito no início da noite desta quarta-feira (17), depois de uma reunião de dois dias entre o presidente do Banco Central (BC) e seus diretores.

No comunicado oficial, o Copom justifica a manutenção da Selic pela incerteza do ambiente externo, “em função da conjuntura e da política econômica nos Estados Unidos”.

O que, segundo o comitê, exige cautela “por parte de países emergentes em ambiente marcado por tensão geopolítica”.

Também é citado o cenário doméstico. Para o Copom, os indicadores de atividade econômica apresentam “moderação no crescimento”, apesar do “dinamismo” do mercado de trabalho, e a inflação permanece acima da meta.

“As expectativas de inflação para 2025 e 2026 apuradas pela pesquisa Focus permanecem em valores acima da meta, situando-se em 4,8% e 4,3%, respectivamente. A projeção de inflação do Copom para o primeiro trimestre de 2027, atual horizonte relevante de política monetária, situa-se em 3,4% no cenário de referência”, diz a nota do Copom.

Cenário inalterado

Na reunião anterior, nos dias 29 e 30 de julho, o Copom decidiu interromper o ciclo de alta da taxa de juros, mantendo a Selic em 15% ao ano, sob a justificativa de que o ambiente externo está mais adverso, por conta das políticas comerciais e fiscais adotadas pelos Estados Unidos (EUA).

As decisões são tomadas levando em conta a situação inflacionária, as contas públicas, a atividade econômica e o cenário externo – tudo tendo como base a avaliação do cenário macroeconômico e os principais riscos a ele associados.

As atas do Copom são publicadas no prazo de até quatro dias úteis. Esta foi a sexta reunião do ano do comitê. A taxa básica de juros da economia (Selic) vale para os próximos 45 dias, quando o Copom volta a se reunir.

Selic

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a Selic. Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Os bancos consideram outros fatores além da Selic na hora de definir os juros a serem cobrados dos consumidores, entre eles risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia. Quando a taxa Selic é reduzida, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica. fonte agencia brasil

Prefeitura de Colatina abre chamada pública para agricultores familiares

Prefeitura de Colatina abre chamada pública para agricultores familiares

As inscrições para o cadastramento devem ser feitas até o dia 22 de setembro, na sede administrativa da Assistência Social, no Centro de Colatina, antigo Restaurante Popular.

A Prefeitura de Colatina, por meio da Secretaria de Assistência Social e Secretaria de Desenvolvimento e Infraestrutura Rural abriu chamada pública para agricultores familiares interessados em participar do Programa Estadual Compra Direta de Alimentos (CDA). As inscrições para o cadastramento devem ser feitas até o dia 22 de setembro, na sede administrativa da Assistência Social, no Centro de Colatina, antigo Restaurante Popular.

O Programa compra alimentos produzidos pela agricultura familiar e destina às pessoas em situação de vulnerabilidade social, participantes das atividades desenvolvidas na Assistência Social, tais como: CRAS, CREAS, Unidades de Acolhimento, Centro de Convivência, dentre outros. A iniciativa garante mercado para os produtores locais, fortalece a economia rural e promove mais segurança alimentar para quem mais precisa.

Podem se inscrever agricultores familiares, preferencialmente de Colatina, inscritos no Cadastro Único do Governo Federal, sendo famílias compostas por, pelo menos, dois integrantes na família. Os interessados devem entregar envelope único com documentos pessoais, DAP/CAF válida, cópia do espelho do Cadastro Único atualizado, título de eleitor, certidão de casamento (se casado), licença sanitária (quando necessário), cópia de nota fiscal eletrônica de produtor eletrônica em nome do mesmo e a proposta de fornecimento de Alimentos.

“Esse é um projeto que gera oportunidades para quem produz e acolhe quem precisa. É uma forma concreta de fortalecer a agricultura familiar, que é essencial para nossa cidade, e ao mesmo tempo atender famílias em situação de vulnerabilidade. Por isso, reforçamos o convite para que os agricultores façam a inscrição dentro do prazo”, destacou a secretária municipal de Assistência Social, Michela Penitente.

O prefeito Renzo Vasconcelos também ressaltou os impactos positivos do programa para Colatina:

“O Programa Compra Direta está vinculado às Políticas Públicas que visam dar mais segurança alimentar aos nossos cidadãos mais vulneráveis e faz diferença de verdade. Incentiva a produção rural, garante renda para as famílias agricultoras e assegura que alimentos de qualidade cheguem à mesa de quem mais precisa. É um ciclo de benefícios que fortalece toda a cidade”, destacou o prefeito.

Alimentos previstos no edital

Os alimentos previstos no edital para aquisição pelo programa são frutas, hortaliças, raízes, grãos e alguns itens processados, como:
Abacate, abacaxi, abóbora, aipim, alface, banana-da-terra, banana prata, batata-doce, cebolinha verde, cenoura, chuchu, coentro, couve, feijão carioquinha, laranja bahia, laranja lima, limão tahiti, mamão, melancia, mexerica, milho verde, morango, ovo caipira, pão caseiro, pepino, polpas de fruta (abacaxi, acerola, goiaba, manga, maracujá), quiabo, repolho, tomate e uva.

Sobre o Programa

O Compra Direta de Alimentos é um programa fundamentado na Política de Segurança Alimentar e Nutricional do Estado do Espírito Santo, que consiste na aquisição de gêneros alimentícios de forma direta da agricultura familiar e doação simultânea dos produtos adquiridos à rede socioassistencial e de segurança alimentar e nutricional municipal. Existente desde 2007, o CDA se tornou programa de Estado a partir de 2011 com a publicação da Lei nº 11.505.

Além de ter menos burocracia, o programa conta agora com o Banestes como agente operador, repassando os pagamentos diretamente para a conta dos agricultores. O Espírito Santo é o único da Federação que conta com um Programa com orçamento próprio para aquisição de alimentos.

Clique aqui para acessar o edital do Programa.

fonte e foto Secretaria Municipal de Assuntos Institucionais e Comunicação Social

Corretores de luxo se reinventam: da venda à curadoria de experiências

Corretores de luxo se reinventam: da venda à curadoria de experiências

Para acompanhar essa transformação, a empresa reuniu recentemente 24 de seus corretores parceiros em um treinamento exclusivo com o especialista em vendas Fábio Oliveira. foto divulgação

No mercado imobiliário de alto padrão, cada negociação é mais do que uma venda: é a construção de uma história. Corretores deixam de ser apenas mediadores para se tornarem curadores de luxo, capazes de conectar metros quadrados a estilos de vida. No Espírito Santo, esse movimento ganhou força com a Invite Inc., responsável por empreendimentos que se tornaram símbolos de sofisticação, como o Manami Ocean Living, em Guarapari, e o Vive Le Vin Pedra Azul, nas montanhas capixabas.

Para acompanhar essa transformação, a empresa reuniu recentemente 24 de seus corretores parceiros em um treinamento exclusivo com o especialista em vendas Fábio Oliveira. Reconhecido nacionalmente por sua abordagem prática e inspiradora, Fábio trouxe ferramentas que estimulam uma atuação mais consultiva, marcada por escuta ativa, propósito e conexão genuína com o cliente. O resultado é um time preparado para entregar muito mais que imóveis: experiências completas.

“O que mais me chamou a atenção foi a forma como o treinamento uniu prática e realidade. Isso nos dá segurança para entender o cliente e oferecer soluções que realmente fazem sentido para quem busca exclusividade”, conta Dani Melo, corretora parceira da Invite Inc. Já para Samuel Mucida, coordenador do Vive Le Vin Pedra Azul, o grande diferencial está na nova postura: “preparar nossos parceiros para vender com propósito cria confiança e transforma a experiência em resultado.”

Cada venda de um imóvel de luxo, afinal, ativa um ecossistema de serviços que envolve arquitetura, decoração, marcenaria e paisagismo, movimentando economia e estilo de vida ao mesmo tempo. Nesse cenário, o corretor assume o papel de estrategista e narrador, capaz de traduzir o valor de um apartamento frente-mar ou de um refúgio na serra em experiências que tocam desejos e emoções.

Mais do que entregar imóveis, a Invite Inc. e seus parceiros mostram que o luxo hoje não se apresenta, se vivencia. E é nessa vivência que corretores se transformam em protagonistas de um mercado que movimenta patrimônios, sonhos e histórias.

Produção agrícola do Espírito Santo cresce em 2024 e café puxa valorização

Produção agrícola do Espírito Santo cresce em 2024 e café puxa valorização

Os dados mostram que a agricultura capixaba manteve seu dinamismo e diversificação econômica, com destaque para o café, pimenta-do-reino e frutas tropicais. foto seag

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, nesta quarta-feira (10), os resultados preliminares da Produção Agrícola Municipal (PAM) de 2024. A Gerência de Dados e Análises da Seag comparou as estatísticas referentes ao último ano em relação com o ano anterior. Os dados mostram que a agricultura capixaba manteve seu dinamismo e diversificação econômica, com destaque para o café, pimenta-do-reino e frutas tropicais.

O secretário de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca, Enio Bergoli, comentou sobre os números: 

“Os dados expressam a força da agricultura capixaba. O café e pimenta-do-reino aumentaram a renda rural em 76,8% e 116,6% respectivamente, e seguem projetando o Espírito Santo no Brasil e no mundo. Esse resultado é fruto do trabalho incansável dos produtores e também do compromisso do Governo do Estado em apoiar o campo com políticas públicas, crédito rural, pesquisa aplicada e assistência técnica. Vamos continuar fortalecendo o agronegócio capixaba com boas práticas e boas políticas”, afirmou o secretário Enio Bergoli.

Café lidera o crescimento

O café continua sendo o carro-chefe do campo capixaba. Em 2024, a produção total subiu 7,4%, chegando a 881,6 mil toneladas, enquanto a produtividade média cresceu 5,2%. O que mais chama atenção, porém, é o valor da produção: R$ 16,7 bilhões, um salto de 76,8% em relação a 2023, impulsionado pelos preços internacionais.

  • O conilon (café canephora), que é a base da produção estadual, manteve estabilidade no volume (+0,9%), mas praticamente dobrou de valor (+71,6%);
  • O arábica foi o grande destaque, com aumento de 32,5% na produção e 93,5% no valor gerado, refletindo produtividade maior e bons preços.

Pimenta-do-reino dobra de valor

A pimenta-do-reino, cultura em que o Espírito Santo é líder nacional, apresentou leve queda na produção (-5,4%), mas o valor da produção mais que dobrou, crescendo 116% e alcançando R$ 2,2 bilhões. O resultado reflete a valorização do produto no mercado internacional.

Frutas tropicais em movimento

Entre as frutas, o desempenho foi variado:

  • O mamão, produto de forte peso nas exportações capixabas, cresceu 13% em volume, mas registrou queda de 27% no valor da produção, influenciado pela redução dos preços;
  • O abacate dobrou de valor (+101%) e também aumentou em volume (+14%), confirmando sua expansão comercial;
  • O abacaxi teve alta de 16% no valor da produção, mesmo com estabilidade na área;
  • Já a banana, que segue como uma das frutas mais cultivadas no Estado, apresentou crescimento moderado: +3,5% na produção e +10% no valor.

Outras culturas

  • O cacau manteve produção estável, mas o valor quase triplicou (+193%), reflexo da valorização histórica no mercado mundial;
  • A cebola surpreendeu, com salto de 87% no valor da produção, graças à maior produtividade;
  • A mandioca e o milho recuaram em área, volume e valor, mostrando retração no campo;
  • A soja, ainda pouco representativa no Espírito Santo, encolheu quase 50% em área e 60% na produção.

Balanço geral da PAM 2024

A PAM 2024 mostra que o campo capixaba segue competitivo e diversificado. As oscilações refletem, principalmente, o comportamento dos preços no mercado internacional, que favoreceram culturas, como café, cacau e pimenta-do-reino. Por outro lado, produtos como mamão e tomate sofreram redução no valor mesmo com crescimento em volume.

O gerente de dados e análises da Seag, Danieltom Vandermas, comentou tecnicamente sobre os dados:

“A PAM 2024 confirma que o Espírito Santo vive um ciclo de valorização agrícola sem precedentes. O valor da produção de café saltou quase 77% em apenas um ano, alcançando R$ 16,7 bilhões, o que mostra a relevância estratégica do setor para nossa a economia. Outro dado emblemático é a pimenta-do-reino: mesmo com queda de 5% no volume, o valor produzido mais que dobrou, refletindo a força do mercado externo. Já o cacau, em meio a uma crise global de oferta, praticamente triplicou de valor no Estado. Esses números mostram que o Espírito Santo está inserido em cadeias globais altamente sensíveis a preços, onde eficiência, tecnologia e inteligência de mercado fazem toda a diferença”, pontuou Vandermas.

O desempenho reforça a importância das exportações e da diversificação agrícola como motores da economia rural no Espírito Santo.

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Ales votará em urgência medidas contra tarifaço e apoio à agricultura familiar

Ales votará em urgência medidas contra tarifaço e apoio à agricultura familiar

Colégio de Líderes se reuniu na manhã desta segunda-feira / Foto: Kamyla Passos

Os deputados estaduais vão votar, com urgência, dois projetos de lei (PL) que impactam a economia capixaba. O PL 595/2025 autoriza o Fisco estadual a transferir créditos acumulados de ICMS para setores produtivos diretamente atingidos pelo tarifaço. Já o PL 610/2025 estabelece que, em todas as compras realizadas pelos órgãos do governo estadual, pelo menos 30% dos recursos sejam destinados à aquisição de produtos da agricultura familiar.

A análise das matérias consta na sessão ordinária desta segunda-feira (15), às 15 horas, quando serão votados os requerimentos de urgência. Pela manhã, o Colégio de Líderes autorizou esse tipo de tramitação para os dois projetos, ambos de autoria do Poder Executivo. 

O presidente da Ales, deputado Marcelo Santos (União/ES), destacou a importância da decisão: “Mesmo com mais de 1.300 projetos prontos para votação, precisamos priorizar iniciativas que defendem a economia do nosso estado e a nossa gente. É um momento de união para garantir competitividade e segurança alimentar”, afirmou.

Tarifaço

O PL 595/2025 autoriza a transferência de créditos acumulados de ICMS para setores produtivos diretamente atingidos pelo tarifaço, como rochas ornamentais, pescados e crustáceos, pimenta-do-reino, mamão e gengibre. A proposta busca assegurar capital de giro às empresas, preservar empregos e manter cadeias produtivas estratégicas para a economia capixaba.

Após a reunião do Colégio de Líderes, Marcelo Santos recebeu representantes do Sindirochas, que se mostraram confiantes na aprovação da proposta. O presidente da entidade, Bismarc Bachiete, destacou que a medida pode minimizar os prejuízos que o setor vem enfrentando desde o início da vigência da tarifa norte-americana.

O vice-governador Ricardo Ferraço (PSDB/ES) também participou da reunião. Ricardo coordena o comitê que discute os efeitos do “tarifaço” dos Estados Unidos no estado. Esse grupo ouviu setores afetados, avaliando o impacto das novas tarifas na economia e nas finanças estaduais e municipais. O projeto de lei enviado à Ales é resultado desse trabalho de propor ações para mitigar os efeitos econômicos e sociais, incluindo a manutenção de empregos.

Agricultura familiar

Já o PL 610/2025 estabelece que, em todas as compras realizadas pelos órgãos do governo estadual, pelo menos 30% dos recursos sejam destinados à aquisição de produtos da agricultura familiar.  A legislação vigente assegura esse percentual para as compras destinadas à alimentação nas escolas. Com a nova proposta, a regra passará a valer, por exemplo, para penitenciárias, hospitais, institutos estaduais, entre outros órgãos. Segundo o sistema OCB-ES, o Espírito Santo conta com 22 cooperativas de agricultura familiar. 

Segundo o governador Renato Casagrande, a iniciativa deve ampliar a comercialização da produção local, gerar renda para pequenos agricultores e fortalecer a base da segurança alimentar do estado. Marcelo Santos reforçou: “Valorizar as compras institucionais é garantir mercado para o pequeno produtor e comida de qualidade na mesa da população”. FONTE ALES

Setores de comércio e serviços capixabas criam mais de 2 mil empregos

Setores de comércio e serviços capixabas criam mais de 2 mil empregos

ndústria do Espírito Santo também teve superávit de vagas, com a abertura de 785 oportunidades em julho. Ao todo, o estado contabiliza 927.504 vínculos formais de trabalho. Foto Envato.

No mercado de trabalho capixaba, os setores de comércio e serviços estão em expansão. Juntos, eles abriram 2.024 novas vagas com carteira assinada em julho, demonstrando a força da economia do Espírito Santo em movimentar contratações mesmo em um cenário de sazonalidade no campo.

A soma de admissões impulsionou o saldo positivo nesses segmentos e ajudou a manter o estado em um patamar expressivo, com 927.504 vínculos formais de trabalho, crescimento de 2,6% em relação a julho do ano passado. No recorte de janeiro a julho deste ano, foram criados 18.086 empregos.

As análises são do Connect Fecomércio-ES (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Espírito Santo), com base nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

O setor de serviços liderou a geração de empregos, com 1.233 novos postos, especialmente nas áreas de informação, comunicação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas (831), além de serviços para edifícios, como limpeza (164) e vigilância (94), transporte rodoviário de cargas (250) e atenção à saúde humana (429).

Já o comércio abriu 791 vagas, sendo o principal destaque o segmento atacadista (407), seguido do varejista (259). A indústria do Espírito Santo também teve resultado positivo, com a criação de 785 oportunidades de trabalho.

Em números absolutos, o setor de serviços liderou a geração de empregos, com 12.293 novas vagas formais entre julho de 2024 e julho de 2025. O comércio vem em seguida, com 6.969 postos de trabalho criados. Juntos, os dois segmentos responderam por 81,5% de todos os novos empregos gerados no estado nesse intervalo de 12 meses.

Na avaliação do coordenador de pesquisa do Connect Fecomércio-ES, André Spalenza, os dados revelam a resiliência da economia capixaba. “O desempenho de julho mostra que o comércio e os serviços continuam sendo grandes motores, refletindo a confiança dos consumidores e o dinamismo das empresas locais”.

Por outro lado, em julho, a agropecuária capixaba encerrou 5.030 vagas, devido ao fim da safra, principalmente do café, após as contratações recordes de abril e maio (11.706 empregos formais). Com isso, o saldo de contratações e demissões do Espírito Santo no mês ficou negativo, com 2.381 postos fechados, incluindo o saldo da construção civil (-160).

Segundo Spalenza, o fechamento de postos na agropecuária neste período é um movimento típico do setor em função da sazonalidade das colheitas. “Esse comportamento é esperado para o período, em que ocorre um grande volume de contratações temporárias entre abril e maio e, posteriormente, o desligamento dos trabalhadores após o fim da safra”, explicou o coordenador do Connect Fecomércio-ES.

Em termos geográficos, os municípios que mais abriram vagas foram Serra (478), Vitória (368) e Viana (250). No total, a Região Metropolitana da Grande Vitória apresentou um saldo positivo de 1.218 novos empregos.

Em contraste, os municípios do interior registraram uma perda de 3.599 postos de trabalho, reflexo do encerramento das contratações sazonais vinculadas à colheita do café, que impactou fortemente o saldo de empregos nos municípios com maior dependência do setor agropecuário.

Para a gerente-executiva do Sindicato do Comércio Atacadista e Distribuidor do Estado do Espírito Santo (Sincades), Ivete Paganini, a prorrogação dos incentivos fiscais até 2032 garantiram mais atratividade para as empresas, especialmente aquelas com operações interestaduais, garantindo mais empregos.

“Desde 2021, houve aumento no número de contratações no setor atacadista. Agora, o desafio é investir em infraestrutura, melhorar nossas estradas, portos, aeroportos, fomentar turismo e criar um ambiente de negócios robusto o suficiente para sustentar esse crescimento. A tendência é que o segmento continue crescendo até 2029, quando haverá uma estabilização, e a partir daí tudo vai depender do que fizermos agora”.

A pesquisa completa pode ser acessada no site www.portaldocomercio-es.com.br.

Sobre o Sistema Fecomércio-ES
A Fecomércio-ES integra a Confederação Nacional do Comércio (CNC) e representa 405.455 empresas, responsáveis por 58% do ICMS arrecadado no estado e pelo emprego de 652 mil pessoas. Com mais de 30 unidades, tendo ações itinerantes e presente em todos os municípios capixaba – seja de forma física ou on-line –, o Sistema Fecomércio-ES atua em todo o Espírito Santo. A entidade representa 24 sindicatos empresariais e tem como missão contribuir para o desenvolvimento social e econômico do estado. O projeto Connect é uma parceria entre Fecomércio-ES e Faesa, com apoio do Senac-ES, Secti-ES, Fapes e Mobilização Capixaba pela Inovação (MCI). fonte Fecomércio-ES Kelly Kalle

Da Vitória reforça apoio à ampliação do limite do MEI para 150 mil e destaca importância para economia

Da Vitória reforça apoio à ampliação do limite do MEI para 150 mil e destaca importância para economia

“O MEI é a porta de entrada para milhões de brasileiros no mercado formal. Ampliar o teto significa mais empregos, mais renda e mais oportunidades para quem movimenta a economia local e sustenta suas famílias”, afirmou Da Vitória. foto divulgação

O deputado federal Da Vitória (PP-ES) reafirmou seu compromisso com os microempreendedores individuais (MEIs) ao apoiar a proposta que eleva o limite anual de faturamento do MEI de R$ 81 mil para R$ 150 mil, aprovada na última semana na Comissão de Indústria, Comércio e Serviços. A medida busca modernizar a legislação, acompanhar a inflação acumulada nos últimos anos e gerar novas oportunidades para pequenos negócios em todo o país.

“O MEI é a porta de entrada para milhões de brasileiros no mercado formal. Ampliar o teto significa mais empregos, mais renda e mais oportunidades para quem movimenta a economia local e sustenta suas famílias”, afirmou Da Vitória.

O parlamentar destacou que o PLP 13/2025, de sua autoria, que trata do mesmo tema, está apensado a outro projeto que tramita em regime de urgência, o que aumenta a chance de votação rápida. Segundo ele, a articulação junto ao Congresso Nacional busca garantir que a medida seja aprovada ainda neste ano, respondendo a uma demanda histórica de milhões de empreendedores.

Impacto para os microempreendedores

O aumento do teto permitirá que os MEIs possam expandir seus negócios, investir em infraestrutura, contratar funcionários e acessar linhas de crédito sem perder os benefícios da categoria, como tributação simplificada, emissão de nota fiscal e formalização junto aos órgãos públicos.

Atualmente, o Brasil conta com mais de 15 milhões de MEIs, que representam cerca de 30% dos pequenos negócios formais. Segundo dados do Sebrae, mais de 70% dos MEIs afirmam que a categoria contribui para manter a renda familiar, enquanto 40% já contrataram pelo menos um funcionário, uma vez formalizados.

“Fortalecer o MEI é fortalecer a economia de base, incentivar a inovação e garantir inclusão social. É dar condições para que pequenos empreendedores cresçam e gerem mais empregos e oportunidades em todo o país”, concluiu Da Vitória.

A proposta é considerada estratégica para estimular a formalização de trabalhadores autônomos, aumentar a arrecadação de impostos de forma justa e oferecer mais segurança jurídica para pequenos empreendedores, contribuindo para o desenvolvimento sustentável da economia brasileira. fonte assessoria

Companhia aérea dos EUA compra 50 jatos E195-E2 da Embraer

Companhia aérea dos EUA compra 50 jatos E195-E2 da Embraer

Valor da encomenda é de US$ 4,4 bilhões. foto embraer

A Embraer anunciou nesta quarta-feira (10) que recebeu da Avelo Airlines, companhia aérea sediada nos Estados Unidos, um pedido firme de compra de 50 jatos E195-E2. O valor da encomenda é de US$ 4,4 bilhões. A companhia estadunidense também manifestou o interesse em outras 50 aeronaves do mesmo modelo, o que poderá fazer com que o pedido totalize 100 jatos E195-E2.

A Avelo será a primeira companhia aérea dos EUA a operar a maior e mais avançada aeronave comercial da Embraer. Atualmente, a empresa opera com aviões Boeing 737NGs. As entregas das novas aeronaves terão início previsto para o primeiro semestre de 2027.

Segundo a Embraer, o desempenho aprimorado de decolagens em pistas curtas do E195-E2, o alcance da aeronave, a eficiência no consumo de combustível e o baixo nível de ruído tornam o modelo ideal para a expansão da malha aérea da Avelo.

“O E195-E2 é um divisor de águas para as companhias aéreas que desejam crescer de forma lucrativa enquanto elevam a experiência dos passageiros”, destacou o presidente e CEO da Embraer Aviação Comercial, Arjan Meijer. 

“A Avelo está complementando sua frota de aeronaves narrowbody [que têm um único corredor central dentro da fuselagem] com o E195-E2, líder em sua categoria. Seu consumo de combustível extremamente eficiente, sua operação silenciosa e a capacidade de operar em pistas curtas permitirão a abertura de novos mercados”, acrescentou.

Os produtos da Embraer estavam incluídos no tarifaço estadunidense de 50% imposto sobre o Brasil. No entanto, a fabricante livrou-se da taxação no final de julho, quando o governo dos EUA anunciou uma lista de cerca de 700 produtos considerados exceções, na qual constavam aeronaves, motores, peças e componentes de aviação. fonte agencia brasil