Economia capixaba deve crescer 2,9% em 2025

Economia capixaba deve crescer 2,9% em 2025

Presidente da Findes, Paulo Baraona, e gerente executiva do Observatório da Findes, Marília Silva. Foto: Siumara Gonçalves/Findes

A economia capixaba deve fechar o ano de 2024 em alta. Segundo os dados do Indicador de Atividade Econômica (IAE-Findes) do Observatório Findes, projeta-se um crescimento de 4,8% para este ano. Já para 2025, a atividade econômica do Estado deve crescer 2,9%. Caso as projeções se consolidem, 2025 será o terceiro ano consecutivo de crescimento do PIB do Espírito Santo. 

Os números, tanto para 2024 quanto para 2025, ainda mostram que o Estado deve ter um desempenho acima da média nacional, 3,3% e 2,2%, respectivamente, de acordo com o Instituto Brasileiro de Economia (FGV Ibre). As projeções e análises sobre a economia capixaba foram divulgadas em coletiva de imprensa realizada pelo Observatório Findes na manhã desta quinta-feira (12).  

O presidente da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), Paulo Baraona, apontou que o setor industrial vem desempenhando um papel muito importante no crescimento da economia capixaba.

“Estamos vendo um avanço ano após ano. Isso mostra que a nossa indústria está gerando cada vez mais empregos e renda para a população capixaba. Os dados mais recentes do IBGE apontam que temos mais de 19 mil indústrias, que juntas somam cerca de 252 mil empregos formais no ES”, ressaltou.  

Baraona ainda lembrou que a indústria é um setor que irradia oportunidades. “Quando uma indústria se instala em um município, ela ajuda todas as cidades no seu entorno crescerem. Para uma indústria funcionar ela precisa contratar mão de obra qualificada. Além disso, também gera oportunidades para outros setores”, afirmou.  

A economista-chefe da Findes e gerente executiva do Observatório Findes, Marília Silva, avalia que o crescimento da indústria no próximo ano será sustentado por alguns fatores:

“O aumento da produção de petróleo e gás com o FPSO Maria Quitéria começando a operar em capacidade máxima, e o aumento da produção de minério, com a Usina 3 da Samarco operando. Outro ponto que é interessante olharmos é para a expectativa da ArcelorMittal fazer reposição de estoque, que deve gerar aumento de produção”, comentou.

ES cresceu 3,4% de janeiro a setembro de 2024 

Os três primeiros trimestres do ano foram positivos para a economia capixaba, que, segundo os dados consolidados do IAE-Findes, cresceu 3,4%, acima do observado para o PIB do Brasil (3,3%).  

Ao longo dos nove primeiros meses do ano, todos os setores econômicos avançaram no Estado, com destaque para o crescimento da agropecuária (8,3%), dos serviços (3,2%) e da indústria (3,1%), sendo os dois últimos os que mais contribuíram para o bom desempenho capixaba. 

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Indústria 

O setor industrial cresceu 3,1% no acumulado entre janeiro e setembro deste ano. O resultado é explicado pelo bom desempenho nas quatro atividades que a compõem: energia e saneamento (16%), construção (2,7%), indústrias extrativas (2,6%) e indústria de transformação (0,8%). 

O gerente de Ambiente de Negócios do Observatório Findes, Nathan Diirr, explicou que o crescimento de 16% da atividade de energia e saneamento no acumulado dos nove primeiros meses de 2024 foi puxado pelo maior consumo de energia elétrica, em função das temperaturas mais elevadas, além da contribuição da bandeira tarifária verde que ficou vigente na maior parte do período. 

“Já a indústria extrativa cresceu 2,6%, em decorrência das altas de 14,3% da atividade de pelotização do minério de ferro. Por outro lado, a produção de petróleo e gás natural registrou uma queda de 3,9% no acumulado do ano até terceiro trimestre”, comentou. 

A indústria de transformação cresceu 0,8% impulsionada pelas altas na metalurgia (4,4%), na fabricação de coque e de produtos derivados do petróleo (5%) e produtos alimentícios (0,7%). Já a produção de celulose e papel e de produtos minerais não-metálicos registrou variação negativa de 8,7% e 0,7%, respectivamente. 

Serviços, comércio e transportes 

O setor de serviços também cresceu, ficando em 3,2% no acumulado entre janeiro e setembro, na comparação com o mesmo período de 2023. Ele foi influenciado pelo desempenho positivo em todas as suas atividades: transportes (11%), demais atividades de serviços (2,8%) e comércio (1,9%). “O mercado de trabalho favorável, o aumento da massa salarial da economia, a taxa de inflação dentro meta (até o mês de setembro) e os programas governamentais de transferência de renda ajudaram a explicar o desempenho do setor de serviços no Estado”, apontou Nathan Diirr. 

Agropecuária 

Os primeiros nove meses de 2024 foram marcados por uma estiagem no território capixaba, reflexo do baixo volume de chuvas e de altas temperaturas. Mas, o retorno das precipitações nos últimos meses do ano elevou as vazões dos principais rios do Estado, contribuindo assim para reduzir os efeitos dos meses de seca. A melhoria do quadro também possibilitou, em novembro, a revogação do decreto do estado de alerta sobre a situação hídrica do Espírito Santo assinado em setembro. 

Diante desse cenário, a agropecuária cresceu 8,3% de janeiro a setembro deste ano, na comparação com o mesmo período de 2023. A agricultura cresceu 7,8% influenciada pela maior produção de café (arábica e Canephora/conilon), principal lavoura do Estado. Vale ressaltar que o ano de 2024 é marcado pela bienalidade positiva do café, havendo maior produtividade na colheita do fruto. Já a pecuária, que teve alta de 11% no período, foi puxada pela maior produção de leite e de suínos, e pelas atividades relacionadas à produção de aves e ovos. 

Confira alguns indicadores de 2024 

O ano de 2024 vem sendo marcado pelos bons resultados alcançados de alguns indicadores econômicos calculados pelo IBGE. Um ponto de destaque é que, no terceiro trimestre deste ano, o Estado teve a taxa de desocupação, também chamada de taxa de desemprego, chegando ao seu menor patamar desde 2012.  

Entre os principais indicadores estão:  

  • 4,1% taxa de desocupação do ES no 3º trimestre de 2024 
  • 6,4% taxa de desocupação no país 3º trimestre de 2024 
  • 37,5 mil novos empregos formais criados no ES de janeiro a setembro de 2024 
  • 4,23% inflação (IPCA) da Grande Vitória nos últimos 12 meses até setembro 
  • 4,42% inflação (IPCA) no Brasil nos últimos 12 meses até setembro 
  • 37,3% corrente de comércio do Espírito Santo com o resto mundo nos nove primeiros meses do ano  
  • US$ 18,9 bilhões corrente de comércio do Espírito Santo com o resto mundo nos nove primeiros meses do ano 

 Por Siumara Gonçalves 

Deputados do ES aprovam benefício para bares e restaurantes

Deputados do ES aprovam benefício para bares e restaurantes

Projeto foi analisado em regime de urgência durante sessão extraordinária / Foto: Ellen Campanharo

Os deputados aprovaram o Projeto de Lei (PL) 625/2024, que concede benefício tributário para o setor de bares e restaurantes e inclui as bebidas alcoólicas entre os itens com redução da alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para 3,2%. A matéria, do Executivo, foi umas das três acatadas em sessão extraordinária realizada na tarde desta segunda-feira (9) na Assembleia Legislativa (Ales).

Essa proposição modifica a Lei 10.568/2016, que instituiu o programa de desenvolvimento e proteção à economia do Estado do Espírito Santo. Pelos cálculos do Executivo, a estimativa de renúncia de receita para este ano é aproximadamente R$ 301 mil por mês, para o ano inteiro de 2025 de R$ 3,8 milhões e para 2026 de R$ 4 milhões.

Fotos da sessão 

Tramitando em regime de urgência, a proposta foi analisada em reunião conjunta das comissões de Justiça e Finanças. O deputado Mazinho dos Anjos (PSDB) emitiu parecer pela constitucionalidade e aprovação, que foi acompanhado pelos membros dos colegiados e depois pelo Plenário da Casa.

Ele destacou que a iniciativa foi fruto do trabalho de diversos deputados em diálogo com o governo e com o Sindicato dos Restaurantes, Bares e Similares do Espírito Santo (Sindbares) e que o fato de o Estado de Minas Gerais já ter esse benefício facilitou a elaboração da medida, pois não necessitou passar pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) antes.  

“O estado traz o benefício que tem em Minas Gerais para o Espírito Santo. Tenho certeza que vai ajudar bastante esse perfil que o governo quer de atender e trazer turistas para o estado”, disse o tucano.

Para o presidente da Casa, deputado Marcelo Santos (União), a medida vai ajudar o segmento a continuar produzindo e crescendo. “Essa lei corrige um equívoco com esse setor tão importante, que produz, gera oportunidade e emprego e renda, e ao corrigir vai deixar de penalizá-los. É um bom senso essa legislação”, afirmou.

Outros projetos

Também foi acolhido o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 138/2024, de Marcelo Santos, que aprova as contas anuais do governador do Estado, referentes ao exercício de 2022; e o PL 672/2024, também assinado por Marcelo e outros deputados, que denomina Nilza Pereira Leite a Superintendência Regional de Educação de Carapina. 

Dona Nilza é mãe do deputado Vandinho Leite (PSDB), morta na última sexta-feira (6). Ele agradeceu aos colegas pela homenagem. “Uma educadora nata. Uma alfabetizadora. Quantos foram os colegas de Serra Dourada que foram educados na minha casa porque tinham dificuldades de fazer na escola? (…) Agradeço de coração aos colegas”, ressaltou.

Agora, os dois PLs seguem para sanção ou veto do governador Renato Casagrande (PSB); já o PDL deve ser promulgado pela Mesa Diretora da Ales.

Confira como ficou a Ordem do Dia da sessão extraordinária:

  • 1. Projeto de Lei (PL) 625/2024, do Executivo, que altera a Lei 10.568/2016 para conceder benefício tributário para bares e restaurantes. Aprovado;
  • 2. Projeto de Lei Complementar (PLC) 47/2024, do Executivo, que dispõe sobre a remuneração dos dirigentes máximos da Polícia Civil do Espírito Santo (PCES), da Polícia Científica do Estado do Espírito Santo (PCIES) e da Polícia Penal do Espírito Santo (PPES). Prazo na Comissão de Justiça;
  • 3. Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 138/2024, de Marcelo Santos (União), que aprova as Contas Anuais do Governador do Estado, referentes ao exercício de 2022. Aprovado;
  • 4. Projeto de Lei (PL) 672/2024, do Executivo, que acrescenta item ao Anexo I da Lei 10.975/2019, denominando Nilza Pereira Leite a Superintendência Regional de Educação de Carapina, no Estado do Espírito Santo. Aprovado.


Dos itens 5 a 45 foram acatados apenas Projetos de Decreto Legislativo (PDLs) concedendo a indivíduos Título de Cidadão Espírito-Santense. 

Brasil exporta 46 milhões de sacas de café, atingindo recorde em 2024

Brasil exporta 46 milhões de sacas de café, atingindo recorde em 2024

Principais importadores são Estados Unidos, Alemanha e Bélgica. foto revista rural

Em novembro deste ano, o Brasil exportou 4,66 milhões de sacas de 60 quilos (kg) de café. Com o resultado, 5,4% superior ao do mesmo mês de 2023, quando o país vendeu 4,42 milhões de sacas do produto para o mercado externo, o setor cafeicultor estabeleceu um novo recorde: a um mês do fim do ano, os produtores nacionais já tinham embarcado o total de 46,399 milhões de sacas, superando em 3,78% o maior volume registrado até então, que era de 44,707 milhões de sacas ao longo dos 12 meses de 2020.

De acordo com o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), entidade que divulgou os dados estatísticos nesta segunda-feira (9), com as vendas externas do produto, o Brasil recebeu, só em novembro, US$ 1,343 bilhão – quantia 62,7% superior aos US$ 825,7 milhões aferidos no mesmo mês de 2023. Se comparadas as receitas recebidas de janeiro a novembro deste ano (US$11,30 bi) às do mesmo período de 2023 (US$ 9,24 bi), o crescimento é da ordem de 22,3%

Até o fim de novembro, os principais importadores do café brasileiro foram os Estados Unidos (7,419 milhões de sacas, ou 16% do total), Alemanha (7,228 milhões), Bélgica (4,070 milhões), Itália (3,702 milhões) e Japão (2,053 milhões), sendo que, no acumulado, os japoneses importaram, este ano, um volume 0,3% inferior ao do mesmo período de 2023.

A espécie de café que o Brasil mais tem exportado em 2024 continua sendo a arábica: mais de 33,97 milhões de sacas. De acordo com o Cecafé, esse volume, 23,2% superior ao do mesmo intervalo no ano passado, é o maior da história para o período de 11 meses. Na sequência vem a espécie canéfora (conilon + robusta).

Os cafés de qualidade superior ou certificados de práticas sustentáveis responderam por 17,5% das exportações totais brasileiras entre janeiro e novembro de 2024, com a remessa de 8,112 milhões de sacas ao exterior. Esse volume é 33,5% superior ao registrado nos 11 primeiros meses do ano passado. O preço médio do produto foi de US$ 269,41 por saca, gerando uma receita cambial de US$ 2,185 bilhões, ou 19,3% do total obtido.

Desafios

Apesar dos bons resultados, o Cecafé aponta para a persistência de gargalos que dificultam o setor, principalmente em termos logísticos. “Na teoria, ao analisarmos a performance das exportações brasileiras de café, teríamos motivos somente para comemorar, mas a realidade é um pouco mais cruel”, afirmou o presidente da entidade, Márcio Ferreira, em nota. “Esse desempenho recorde ocorre devido ao profissionalismo e à criatividade dos exportadores associados ao Cecafé, que buscaram alternativas e vêm arcando com milionários gastos adicionais em seus processos de exportação devido à falta de infraestrutura, especialmente nos portos brasileiros, para honrarem os compromissos com os clientes internacionais dos cafés do Brasil”.

Agência Brasil consultou a Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic) a respeito dos dados divulgados pelo Cecafé. Também em nota, o presidente da entidade, Pavel Cardoso, comentou que o setor espera chegar, este ano, próximo à marca de 50 milhões de sacas de café exportadas.

“Os dados da exportação divulgados pela Cecafé, que deverão acumular, ao fechar desse ano, próximo de 50 milhões de sacas de café, são vigorosos e, comparados aos dados do ano passado, que totalizaram próximo de 40 milhões, demonstram o vigor que as exportações brasileiras atingiram esse ano”, afirmou Cardoso.

Para o presidente da Abic, dois fatores trazem foram importantes para o aumento das importações: “o robusta (conilon brasileiro) ficou muito barato contra o conilon do Vietnã no primeiro semestre, daí o motivo dessas exportações seguirem muito mais altas do que o ano passado, especialmente de conilon (de robusta), e outro ponto que foi fundamental, sobretudo no último quadrimestre, foram as antecipações que esses importadores europeus fizeram em função da iminente entrada em vigor do Regulamento da União Europeia para Produtos Livres de Desmatamento (EUDR), que foi postergada por mais 12 meses, mas as antecipações dos importadores já estavam feitas”.

A reportagem também solicitou uma manifestação do Ministério da Agricultura e Pecuária e aguarda retorno.  Fonte RAGENCIA BRASIL

Legalização de cassinos e jogo do bicho está na pauta do Senado

Legalização de cassinos e jogo do bicho está na pauta do Senado

Projeto que legaliza jogos de azar no Brasil e está na pauta do Plenário tramita no Congresso desde 1991.Fonte: Agência Senado

Pode ser votado na quarta-feira (4), em Plenário, o projeto de lei que autoriza o funcionamento de cassinos e bingos no Brasil, legaliza o jogo do bicho e permite apostas em corridas de cavalos. Também estão na pauta projetos sobre: incentivos a produtores de cana-de-açúcar para biocombustíveis; penas para quem facilita o turismo sexual; e defesa cibernética. A sessão está marcada para as 14h.

PL 2.234/2022 (PL 442/1991 na Câmara) foi apresentado em 1991 pelo então deputado federal Renato Vianna. Aprovado pela Câmara mais de 30 anos depois, em 2022, o projeto foi enviado ao Senado, onde foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) em junho de 2024. A inclusão na pauta do Plenário era uma reivindicação de parlamentares, segundo o presidente da Casa, senador Rodrigo Pacheco.

— É algo que já veio da Câmara, conta com apoio do governo, apoio de diversos segmentos. E o Senado precisa decidir se aprova ou não. Por isso, diversos senadores pediram, na reunião de líderes, que possa ser submetido ao Plenário, até porque já foi apreciado pela CCJ — explicou Pacheco em entrevista na última semana.

O projeto prevê a criação de dois impostos cuja arrecadação será compartilhada com estados, Distrito Federal, municípios, a Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur) e fundos de esporte e cultura. De acordo com o relator, senador Irajá (PSD-TO), os vários tipos de jogos atualmente considerados ilegais teriam movimentado algo entre R$ 14,3 bilhões e R$ 31,5 bilhões em 2023. A estimativa considerou como base dados do ano de 2014 com a atualização da inflação. Com a legalização, haveria arrecadação por parte do governo.

As regras previstas são específicas para diferentes tipos de jogos. De acordo com o relator, ao estabelecer limites de quantidade numérica para os estabelecimentos comerciais que podem oferecer cassinos, bingos e jogos do bicho, o projeto “facilita a fiscalização pelo Ministério da Fazenda e permite o maior controle do Estado de eventuais externalidades negativas”.

Parlamentares contrários ao texto afirmam que o projeto pode incentivar a ludopatia (vício em jogos) e crimes, como lavagem de dinheiro, tráfico e prostituição. 

RenovaBio

Também está na pauta o Projeto de Lei 3.149/20, que garante ao produtor de cana-de-açúcar destinada à produção de biocombustível participação nas receitas obtidas com a negociação de créditos de descarbonização emitidos pelos produtores e importadores de biocombustível.

O texto, do então deputado e atual senador Efraim Filho (União-PB), altera a Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio), que prevê mecanismo de incentivo à produção desse tipo de combustível renovável. Pelo projeto, a participação será proporcional à biomassa entregue às usinas produtoras de etanol, conforme sua nota de eficiência energético-ambiental. Inicialmente, a participação será de 60% das receitas geradas com a venda de créditos obtidos pela produção de biocombustível com a cana-de-açúcar entregue.

O projeto, aprovado pela Câmara em outubro, está sendo analisado em regime de urgência pelo Senado e, por isso, não passou pelas comissões. Há requerimento dos senadores Otto Alencar (PSD-BA) e Eliziane Gama (PSD-MA) para que seja enviado à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE)

Turismo sexual

Também pode ser votado o PL 5.637/2020, que endurece penalidades contra serviços turísticos envolvidos na facilitação do turismo sexual. O projeto, do deputado Eduardo Bismarck (PDT/CE), já foi aprovado pela Comissão de Desenvolvimento Regional (CDR) e pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde teve como relatora a senadora Augusta Brito (PT-CE).

O texto altera a Política Nacional de Turismo (Lei 11.771, de 2008) e define novas responsabilidades para os prestadores de serviços turísticos. Entre os deveres, inclui a obrigação de inibir práticas que favoreçam o turismo sexual, entendido como a exploração sexual associada, direta ou indiretamente, à prestação de serviços turísticos. 

PEC

Senadores também devem fazer a segunda sessão de discussão, em primeiro turno, da proposta de emenda à Constituição (PEC) 3/2020, que atribui somente à União a tarefa de legislar sobre defesa cibernética e segurança cibernética, transporte de valores e segurança das instituições financeiras. O texto foi apresentado pelo senador Eduardo Gomes (PL-TO) e já foi analisado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Para que seja aprovada, uma PEC depende do apoio de três quintos da composição de cada Casa (49 senadores e 308 deputados), em dois turnos de votação em cada Plenário. Antes das votações, a PEC deve passar por cinco sessões de discussão no primeiro turno e três sessões no segundo.

Fonte: Agência Senado

Delivery na Madrugada: Pedidos disparam 52% no Brasil em 2024

Delivery na Madrugada: Pedidos disparam 52% no Brasil em 2024

O delivery de alimentos ganhou força durante a pandemia e continuou a crescer mesmo após o fim das restrições. Foto: Reprodução/ Freepik

A tendência do delivery continua em alta no Brasil, com uma grande demanda em qualquer horário do dia. A flexibilização do mercado de trabalho, como o aumento do home office, é um dos motivos para esse movimento.

Segundo um levantamento da Machine, o serviço de delivery em horário noturno teve um crescimento de 52% em 2024. A pesquisa leva em consideração os pedidos feitos entre 18h e 4h, somando mais de 93 milhões de entregas de alimentos e outros itens.

Essa expansão mostra a necessidade de as empresas investirem em um serviço de delivery eficiente em qualquer hora do dia. Ao mesmo tempo, a evolução do setor está provocando mudanças no comportamento dos clientes e dos entregadores.

Motivos para o aumento da demanda por delivery

O delivery de alimentos ganhou força durante a pandemia e continuou a crescer mesmo após o fim das restrições. O comportamento atual dos consumidores reflete uma necessidade por conveniência e pelo conforto de receber produtos em casa.

Segundo dados da Ticket, 40% dos brasileiros optam por delivery em 2024. Os investimentos em tecnologia tornaram essa modalidade mais acessível e devem contribuir para o crescimento nos próximos anos.

As plataformas de entrega também buscam tornar o serviço mais atraente por meio de cupons e promoções. Além disso, pode ser uma alternativa mais segura dependendo da localização, principalmente em horários noturnos.

Tendências e desafios no setor 

Atualmente, há uma demanda maior por cardápios que atendam a restrições alimentares. Seja para uma rotina mais saudável ou para dietas com ingredientes específicos, o serviço de delivery também precisa acompanhar essa tendência e se adaptar às preferências do consumidor.

Com o aumento do interesse por entregas, muitos restaurantes estão investindo no conceito de dark kitchen. Esse modelo consiste em cozinhas para delivery, sem um espaço físico para receber clientes.

Por outro lado, um dos desafios do setor é garantir que o sabor dos alimentos entregues seja igual à experiência no restaurante. Os clientes valorizam a rapidez, mas também esperam receber produtos de qualidade ao optar pelo delivery.

Para melhorar o serviço, grandes empresas estão adotando a automação, como inteligência artificial e entregas com robôs e drones. Esse movimento torna o delivery mais eficiente, acompanhando as mudanças tecnológicas para uma experiência mais positiva.

Como tornar o serviço de entrega mais eficiente

Um serviço de entrega que atenda todas as expectativas do consumidor começa com um planejamento cuidadoso, para que o produto seja entregue no tempo certo e com qualidade. Boas práticas na cozinha garantem que a receita seja fiel ao que foi divulgado.

O cardápio deve ser adaptado ao estilo do restaurante, com descrições claras e detalhadas nas plataformas digitais, facilitando a escolha do consumidor. Um atendimento prático deve considerar que o cliente geralmente faz pedidos por aplicativos ou redes sociais.

Durante a montagem dos pedidos, é importante preservar a textura e o sabor dos alimentos e protegê-los de forma adequada para que não sejam afetados durante o transporte.

A manutenção de práticas de higiene em todas as etapas do processo é essencial, pois as empresas devem seguir as recomendações de segurança para garantir a saúde do cliente.

Por fim, o serviço de entrega deve operar em um local estratégico, de fácil acesso para os entregadores. Ter uma equipe confiável, que conheça bem a região, contribui para um atendimento eficiente.

Como se adaptar à tendência de delivery noturno

Dependendo da região, sair para ir a um restaurante muito tarde pode ser arriscado, e isso contribui para a demanda por delivery noturno, permitindo que os clientes façam pedidos diretamente de casa, mesmo durante a madrugada.

Para os restaurantes que desejam atender esse público, uma opção é estender o horário de funcionamento até tarde. No entanto, operar 24 horas pode não ser viável para todos os negócios, então é importante avaliar se a estratégia vai funcionar.

Para incentivar o delivery noturno, promoções em horários específicos podem atrair mais pedidos. Da mesma forma, oferecer benefícios aos entregadores pode aumentar a disponibilidade de profissionais durante a noite.

O delivery durante a madrugada está ligado à tendência geral de consumidores que valorizam receber comida em casa a qualquer hora. Diante disso, o setor precisa adaptar-se para atender às expectativas de forma prática e segura. Fonte jornalista Alan Santana

Jovens são 30% das Demissões Voluntárias em 2024: Como Manter o Turnover Ideal

Jovens são 30% das Demissões Voluntárias em 2024: Como Manter o Turnover Ideal

Entre todas as idades: Brasil é o país com o maior turnover do mundo. Foto: Reprodução/Freepik

As tendências atuais apontam para um cenário econômico mais aquecido no Brasil. O aumento da oferta de empregos também se reflete na busca dos profissionais por melhores condições no mercado de trabalho.

Um levantamento da Fundação Getúlio Vargas (FGV) revelou que, em 2024, houve mais de 6,5 milhões de pedidos voluntários de demissão. Desses, 30% são de jovens que, segundo os dados, buscam uma mudança de carreira ou empreender.

Para as empresas, no entanto, esse movimento pode dificultar o controle do turnover, termo que se refere à taxa de rotatividade de funcionários dentro de uma empresa. 

Entre todas as idades: Brasil é o país com o maior turnover do mundo! 

O turnover é um índice calculado a partir da comparação entre o número de profissionais que deixam a empresa e os que são contratados em um período.

Segundo uma pesquisa da Robert Half, o Brasil tem o maior turnover do mundo, com um aumento de 56% nos últimos anos. O tipo que mais preocupa as empresas é o disfuncional, ou seja, quando funcionários de alto nível pedem demissão de forma voluntária.

Para entender como calcular o turnover, a empresa deve somar o número de contratados e demitidos, dividindo o total por 2. Em seguida, esse valor é dividido pela quantidade total de funcionários e multiplicado por 100 para chegar à porcentagem.

Motivos e fatores para o aumento da demissão voluntária entre jovens

Quando o número de empregos disponíveis aumenta, os funcionários ganham mais liberdade para escolher o que é melhor no mercado. Ou seja, empresas com poucos benefícios e um ambiente ruim acabam ficando para trás ao contratar e reter talentos. 

Além disso, existem outras causas para demissão voluntária de jovens, como: 

  • Ambientes de trabalho tóxicos:

Tratamentos diferenciados, conflitos constantes e a falta de um ambiente saudável desmotivam os funcionários, que buscam locais mais acolhedores e produtivos.

  • Falta de planos de carreira e reconhecimento:

Jovens profissionais priorizam empresas que oferecem oportunidades de crescimento e gratificações. Sem esses incentivos, a adaptação ao ambiente corporativo se torna mais difícil.

  • Desgaste físico e emocional:

Rotinas de trabalho sobrecarregadas, tanto física quanto emocionalmente, levam muitos a procurar empregos mais flexíveis e equilibrados.

  • Remuneração e benefícios insatisfatórios:

Salários abaixo da média de mercado, combinados com pacotes de benefícios pouco atrativos, contribuem para o aumento das demissões voluntárias.

Com a geração Z assumindo uma presença cada vez mais expressiva no mercado de trabalho, as empresas enfrentam o desafio de se adaptar a uma realidade onde benefícios atrativos, planos de carreira e ambientes saudáveis não são apenas diferenciais, mas condições essenciais para reter talentos e garantir competitividade no futuro. Fonte  jornalista Alan Santana

Dólar fecha perto dos R$ 6 e bate novo recorde após anúncio de pacote

Dólar fecha perto dos R$ 6 e bate novo recorde após anúncio de pacote

Pacote fiscal do governo federal prevê economia de R$ 70 bi até 2026. foto agência senado

Após ultrapassar os R$ 6 pela primeira vez na história, o dólar à vista fechou pouco abaixo deste patamar no Brasil, a R$ 5,98, refletindo nesta quinta-feira (28) a desconfiança do mercado em relação ao pacote fiscal anunciado pelo governo federal.

Apesar da forte pressão no mercado de câmbio pelo segundo dia consecutivo, o Banco Central novamente optou por não realizar leilões extras de moeda para acomodar as cotações — uma prática que tem se repetido nos últimos anos. Na quarta-feira (27), mesmo antes do anúncio oficial do pacote, a moeda norte-americana superou a barreira de R$ 5,90 diante da expectativa do mercado financeiro para as medidas econômicas.

O dólar à vista fechou o dia com forte alta de 1,30%, cotado a R$ 5,9910. Esta é a maior cotação nominal de fechamento da história, tendo superado o recorde da véspera. Em 2024, a divisa acumula elevação de 23,49%.

Às 17h27, o dólar para dezembro — o mais líquido atualmente no Brasil — subia 0,64%, aos R$ 5,9975.

Pacote fiscal 

Com o objetivo de adequar a explosão de gastos públicos nos próximos anos e dar sobrevida ao arcabouço fiscal em vigor desde o ano passado, o governo anunciou, na noite de quarta-feira (27), um pacote de corte de gastos obrigatórios. Estimada, segundo a equipe econômica, em R$ 70 bilhões em dois anos (R$ 30 bilhões em 2025 e R$ 40 bilhões em 2026), a economia de recursos foi detalhada na manhã desta quinta-feira (28) pelos ministros da Fazenda, Fernando Haddad; do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet; e da Casa Civil, Rui Costa.

Entre os principais pontos da proposta de contenção de gastos estão a redução a médio prazo do abono salarial e um teto no reajuste do salário mínimo. Para distribuir o impacto dos cortes aos mais ricos, o governo propõe acabar com brechas que burlam o teto dos supersalários no serviço público e reformar a previdência dos militares.

O pacote também prevê a limitação na concessão de benefícios fiscais enquanto as contas do governo estiverem deficitárias e um teto no crescimento das emendas parlamentares. 

O governo anunciou ainda isenção dos Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil. As mudanças no IR, informou o governo, terão impacto zero nas contas públicas e antecipam a segunda fase da reforma tributária, que trata da cobrança de Imposto de Renda. 

Mais cedo, durante a entrevista de detalhamento do pacote fiscal, o ministro Fernando Haddad disse que o mercado financeiro tem errado nas projeções e precisa fazer uma “releitura”.

“Não é que errou pouco. O mercado chutou 1,5% de crescimento [do Produto Interno Bruto, PIB], e estamos com quase 3,5% de crescimento”, destacou o ministro, ao citar projeções do início do ano. Haddad também disse que o mercado estimava um rombo das contas públicas de 0,8% do PIB, enquanto que o governo espera registrar um déficit de 0,25% do PIB no ano.

“O mercado também tem de fazer uma releitura do que o governo está fazendo. Nem em crescimento e em déficit o mercado acertou”, acrescentou.  Fonte agência Brasil

Encontro debate reflexos da Reforma Tributária para as micro e pequenas empresas no Espírito Santo

Encontro debate reflexos da Reforma Tributária para as micro e pequenas empresas no Espírito Santo

O presidente da FrenComex, deputado federal Da Vitória, abriu o evento. foto divulgação

Os reflexos da Reforma Tributária para as Micro e Pequenas Empresas foram discutidos no encontro que reuniu parlamentares do Espírito Santo, políticos, empresários e especialistas na segunda-feira (25), em Vitória. O objetivo foi debater o texto da Emenda Constitucional que implanta o novo sistema tributário no Brasil e também os projetos da regulamentação que ainda tramitam no Congresso Nacional.

O Café com Parlamentares foi uma realização do Instituto Brasileiro de Comércio Internacional e Investimentos (IBCI) e da BMJ Consultores Associados, com o apoio do Sebrae-ES, da Frente Parlamentar do Comércio Internacional e do Investimento (FrenComex) e do Fórum RedeSim/ES.

O presidente da FrenComex, deputado federal Da Vitória (PP/ES), abriu o evento e falou sobre como está sendo feita a construção da regulamentação da Reforma Tributária no Congresso. O texto, que já passou pela Câmara dos Deputados, está atualmente em análise do Senado. Da Vitória afirmou que é importante que os segmentos acompanhem e participem da construção junto aos parlamentares para que o projeto seja adequado para todos os setores da economia.

“Temos hoje um Congresso reformista. Vencemos a Reforma da Previdência em 2019, uma mudança que tirou um pouco de todo mundo, mas que foi importante para o País. Avançamos agora na Reforma Tributária, aguardada há anos pelos brasileiros. Ainda estamos trabalhando nela. Se não é um texto perfeito, é o possível. As mudanças que estão sendo feitas darão competitividade ao Brasil no médio e longo prazo, porque nenhum país consegue se desenvolver com este emaranhado de regras que existem hoje. E nós estamos abertos a aperfeiçoar o que for preciso para as micro e pequenas empresas que representam a maior parte dos empreendedores nacionais”, disse Da Vitória.

O superintendente do Sebrae-ES, Pedro Rigo, demonstrou preocupação com o Projeto de Lei Complementar 68/2024, que regulamenta os novos tributos — IBS e CBS — instituídos com a Reforma Tributária, especialmente para os micro e pequenos empreendedores que estão no regime do Simples Nacional, para que eles não percam a competitividade na geração de crédito, o que não é permitido pelo texto atual. “Decidimos promover este encontro para mobilizar as lideranças, os parlamentares, para que a gente possa aprovar o PLP 68 com os ajustes para não prejudicar as micro e pequenas empresas”.

O discurso de Rigo foi reforçado pelo vice-presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae-ES, Carlos André Santos. O conselheiro do IBCI, Wagner Parente, e a especialista do Sebrae-ES, Carla Tasso, abordaram detalhadamente os impactos diretos nos micro e pequenos empresários e falaram da tramitação da reforma no Congresso.

Também estiveram presentes no encontro o presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Santos, os deputados estaduais Alexandre Xambinho, João Coser, Alcântaro Filho e Fabrício Gandini, o diretor-geral da Agência de Desenvolvimento das Micro e Pequenas Empresas e do Empreendedorismo (Aderes), Alberto Gavini, prefeitos e vereadores. Fonte e foto assessoria do deputado

Contas externas têm saldo negativo de US$ 5,88 bilhões em outubro

Contas externas têm saldo negativo de US$ 5,88 bilhões em outubro

Investimentos diretos no país totalizaram US$ 5,7 bilhões no mês. foto financial times

As contas externas do Brasil apresentaram saldo negativo de US$ 5,88 bilhões em outubro de 2024, segundo as estatísticas do setor externo divulgadas nesta segunda-feira (25) pelo Banco Central (BC). Em outubro de 2023, o resultado apresentado foi superavitário, em US$ 451 milhões.

Tendo como base a comparação interanual, em termos de comércio – exportação e importação – o resultado apresentado foi queda de US$ 5,1 bilhões do superávit. Com isso, a balança comercial ficou superavitária em US$ 3,44 bilhões.

Do ponto de vista da renda primária (pagamento de juros, lucros e dividendos de empresas), observou-se aumento de US$ 1,1 bilhão do déficit, totalizando saldo negativo de US$5,757 bilhões.

No caso das contas de serviços e de renda secundária (gerada em uma economia e distribuída para outra, como doações e remessas de dólares, sem contrapartida de serviços ou bens), elas apresentaram déficit de US$ 3,9 bilhões e superávit de US$ 330 milhões, respectivamente. De acordo com a autoridade monetária, os patamares são “semelhantes aos de outubro de 2023”.

O BC informa que o déficit em transações correntes nos 12 meses encerrados em outubro de 2024 somou US$ 49,2 bilhões (2,23% do PIB), ante US$42,8 bilhões (1,94% do PIB) no mês anterior e US$26,3 bilhões (1,24% do PIB) em outubro de 2023.

A balança comercial de bens foi superavitária, em US$ 3,4 bilhões no mês de outubro de 2024. No mesmo mês de 2023, o saldo foi também positivo, mas de US$8,6 bilhões.

No caso das exportações de bens, ficou totalizada em US$ 29,6 bilhões – resultado que representa queda de 0,6%. As importações de bens totalizaram US$ 26,2 bilhões (aumento de 23,5%).​ A conta de serviços totalizou um déficit de US$ 3,9 bilhões em outubro de 2024, resultado também bastante próximo ao obtido em outubro do ano passado.

Vale lembrar que situações de déficit podem ser resultado de uma economia aquecida, a ponto de se buscar produtos e serviços no exterior – o que movimenta também internamente a economia.

Investimentos diretos no país

De acordo com as estatísticas do setor externo, os investimentos diretos no país (IDP) apresentaram um total de US$ 5,7 bilhões em ingressos líquidos em outubro deste ano. Em outubro de 2023, o IDP estava em US$ 3,1 bilhões.

“No mês, houve ingressos líquidos de US$ 6,8 bilhões em participação no capital e saída líquida de US$ 1 bilhão em operações intercompanhia”, detalha o BC. Segundo a entidade, o IDP acumulado em 12 meses totalizou US$ 66 bilhões (3,00% do PIB) em outubro de 2024, ante US$ 63,4 bilhões (2,87% do PIB) no mês anterior; e US$ 63,8 bilhões (3,01% do PIB) em outubro de 2023″, detalhou a autoridade monetária.

Reservas internacionais

O Brasil reduziu em US$ 5,9 bilhões suas reservas internacionais, na comparação entre outubro de 2023 e outubro de 2024, ficando em US$ 366,1 bilhões. Segundo o BC, as variações por preço e por paridades contribuíram para reduzir o estoque de reservas em US$ 4,3 bilhões e US$1,8 bilhão, respectivamente. “Por outro lado, a receita de juros contribuiu para elevar o estoque em US$ 767 milhões”, complementou.​

Revisão

O BC revisou o déficit em transações correntes acumulado entre janeiro e setembro de 2024, passando de US$ 37,3 bilhões para US$ 37,7 bilhões. Essa elevação de US$ 400 milhões decorre da atualização dos valores referentes à balança comercial de bens, recolhidos pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex).​

Foram também revisados os ingressos líquidos de IDP, de US$ 56,4 bilhões para US$ 55,6 bilhões. Por fim, houve também revisão dos créditos comerciais ativos, de US$ 6 bilhões para US$ 2,1 bilhões. Essa alteração se deve à incorporação de dados de operações liquidadas no exterior. ​ Fonte agência Brasil

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Primeira parcela do décimo terceiro deve ser paga até esta sexta

Primeira parcela do décimo terceiro deve ser paga até esta sexta

Segundo Dieese, salário extra injetará R$ 321,4 bilhões na economia. foto agencia brasil

Um dos principais benefícios trabalhistas do país, o décimo terceiro salário tem a primeira parcela paga até esta sexta-feira (29). A partir de 1º de dezembro, o empregado com carteira assinada começará a receber a segunda parcela, que deve ser paga até 20 de dezembro.

Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o salário extra injetará R$ 321,4 bilhões na economia neste ano. Em média, cada trabalhador deverá receber R$ 3.096,78.

Essas datas valem apenas para os trabalhadores na ativa. Como nos últimos anos, o décimo terceiro dos aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) foi antecipado. A primeira parcela foi paga entre 24 de abril a 8 de maio. A segunda foi depositada de 24 de maio a 7 de junho.

Quem tem direito

Segundo a Lei 4.090 de 1962, que criou a gratificação natalina, têm direito ao décimo terceiro aposentados, pensionistas e quem trabalhou com carteira assinada por pelo menos 15 dias. Dessa forma, o mês em que o empregado tiver trabalhado 15 dias ou mais será contado como mês inteiro, com pagamento integral da gratificação correspondente àquele mês.

Trabalhadores em licença maternidade e afastados por doença ou por acidente também recebem o benefício. No caso de demissão sem justa causa, o décimo terceiro deve ser calculado proporcionalmente ao período trabalhado e pago junto com a rescisão. No entanto, o trabalhador perde o benefício se for dispensado com justa causa.

Cálculo proporcional

O décimo terceiro salário só será pago integralmente a quem trabalha há pelo menos um ano na mesma empresa. Quem trabalhou menos tempo receberá proporcionalmente. O cálculo é feito da seguinte forma: a cada mês em que trabalha pelo menos 15 dias, o empregado tem direito a 1/12 (um doze avos) do salário total de dezembro. Dessa forma, o cálculo do décimo terceiro considera como um mês inteiro o prazo de 15 dias trabalhados.

A regra que beneficia o trabalhador o prejudica no caso de excesso de faltas sem justificativa. O mês inteiro será descontado do décimo terceiro se o empregado deixar de trabalhar mais de 15 dias no mês e não justificar a ausência.

Tributação

O trabalhador deve estar atento quanto à tributação do décimo terceiro. Sobre o ele, incide tributação de Imposto de Renda, INSS e, no caso do patrão, Fundo de Garantia do Tempo de Serviço. No entanto, os tributos só são cobrados no pagamento da segunda parcela.

A primeira metade do salário é paga integralmente, sem descontos. A tributação do décimo terceiro é informada num campo especial na declaração anual do Imposto de Renda Pessoa Física. Fonte agência Brasil