Falta de qualificação pode deixar 85 milhões de vagas em aberto até 2030

Falta de qualificação pode deixar 85 milhões de vagas em aberto até 2030

Setor de tecnologia lidera o número de oportunidades não preenchidas por escassez de talentos. Foto: Reprodução/Freepik

O mercado de trabalho passa por transformações constantes, diante de fatores como avanços tecnológicos e mudanças geracionais. No entanto, a falta de qualificação em diversas áreas tem gerado preocupação entre as empresas e pode se agravar no futuro.

De acordo com dados do Bureau of Labor Statistics (BLS), até 2030, cerca de 85 milhões de vagas poderão ficar em aberto apenas em cargos ligados à tecnologia.

Apesar disso, existem caminhos possíveis para que as empresas invistam na formação de talentos e aumentem as chances de sucesso nos processos de contratação.

Déficit de profissionais qualificados é crescente

Atualmente, o BLS estima uma escassez de pelo menos 40 milhões de profissionais qualificados na área de tecnologia.

Ao mesmo tempo, a projeção é de um crescimento de 13% no número de empregos na próxima década. Ou seja, o setor tecnológico segue aquecido, mas a capacitação dos profissionais não tem acompanhado esse ritmo.

Se esse cenário persistir, as empresas podem registrar perdas superiores a 8 bilhões de dólares. Além disso, quase 90% delas já enfrentam algum tipo de escassez de talentos ou devem lidar com isso em um futuro próximo.

Tecnologia está entre os setores mais afetados

O trabalho para recrutar e selecionar profissionais da área de tecnologia se transformou em um enorme desafio. Além da falta de qualificação, especialistas destacam outros fatores que dificultam a escolha do candidato ideal:

  • Profissionais qualificados já estão empregados: grande parte dos talentos com perfil mais especializado está empregada. Por isso, as empresas precisam adotar novas estratégias para atrair esses profissionais e demonstrar que são uma boa oportunidade.

  • Problemas nas ofertas de vagas: muitas organizações não conseguem atrair candidatos devido a descrições genéricas ou pouco atrativas, então é fundamental que a cultura esteja alinhada com o que é prometido durante o recrutamento.

  • Foco excessivo em profissionais jovens: segundo o BLS, 75% dos funcionários de TI em 2025 serão millennials. Apesar de ser vantajoso investir em jovens talentos, é necessário manter o equilíbrio, já que profissionais experientes também são essenciais.

  • Avanço acelerado da tecnologia: o setor tecnológico evolui rapidamente, exigindo atualização constante. Diante disso, as empresas precisam acompanhar essas mudanças e investir em programas de capacitação interna para desenvolver seus próprios talentos.

Tech recruiter tem um papel estratégico

Nesse cenário, o tech recruiter se torna uma figura estratégica nas empresas de tecnologia. Ele é o profissional responsável por conduzir o processo seletivo para áreas técnicas e também por avaliar se os candidatos se alinham com a cultura organizacional.

Ao atuar em todas as etapas da contratação, o tech recruiter contribui para que a vaga seja preenchida por alguém que atenda às necessidades da empresa e tenha maior potencial de permanência e desenvolvimento dentro da organização.

Com a tendência de escassez de talentos se acentuando ano após ano, se preparar para enfrentar esse desafio será um diferencial. Empresas que investirem em qualificação e estratégias de recrutamento eficazes estarão mais bem posicionadas para manter resultados no futuro. Fonte Alan Santana

Orçamento 2026: governador do ES encerra ciclo anual de Audiências Públicas no município da Serra

Orçamento 2026: governador do ES encerra ciclo anual de Audiências Públicas no município da Serra

Governador do Estado, Renato Casagrande, participou, nesta quarta-feira (02), da Audiência Pública para elaboração do Orçamento 2026 no município de Serra. foto Hélio Filho/Secom

O governador do Estado, Renato Casagrande, participou, nesta quarta-feira (02), da Audiência Pública para elaboração do Orçamento 2026 no município de Serra. O evento, que representou a região Metropolitana, encerrou o ciclo anual de encontros presenciais, realizados de norte a sul do Estado para debater as prioridades da alocação dos recursos públicos estaduais para o próximo exercício.

“Sempre digo que quem planeja tem futuro. Essa audiência é importante, pois demonstra que temos capacidade de dialogar com a sociedade. O Governo faz seu plano, mas é fundamental ouvir as comunidades para que possamos entender quais são as prioridades e para que possamos montar esse plano em parceria com quem está na ponta e vai ser atingido pelas nossas políticas públicas. Ter organização é essencial para que possamos realizar o máximo de ações possíveis, pois somente com um Estado organizado que vamos ter poder de investimento para pôr em prática tudo o que estamos decidindo hoje”, afirmou o governador.

As Audiências Públicas fazem parte do processo de elaboração da Lei Orçamentária Anual (LOA). O objetivo é garantir transparência e a devida participação da população na definição das prioridades e dos investimentos da gestão estadual.  

“Hoje sediamos um momento importante para todo o Espírito Santo. Estamos aqui, ao lado do governador, debatendo aquilo que se espera de um governo verdadeiramente democrático: portas abertas para a sociedade participar da construção do futuro. Reiteramos nosso compromisso com o planejamento estratégico, marca da gestão da Serra, e reforçamos que, sob a liderança do governador, seguimos olhando para o futuro com responsabilidade — o que tem garantido ao Espírito Santo resultados cada vez mais positivos. Seguiremos juntos, Estado e Serra, construindo um Espírito Santo cada vez melhor”, disse o prefeito anfitrião do encontro, Weverson Meireles.

“Estamos encerrando hoje mais um ciclo de consulta popular muito produtivo. Percorremos as microrregiões do Estado realizando cinco encontros presenciais, ouvindo as pessoas e debatendo sobre as prioridades de cada região. Esse diálogo é fundamental e todas as contribuições colhidas, certamente, enriquecerão muito o processo de elaboração do Orçamento 2026. Afinal, é com participação social e diálogo entre Estado, municípios e sociedade que vamos construir um Espírito Santo cada vez mais justo, desenvolvido e com qualidade de vida para os capixabas”, destacou o secretário de Estado de Economia e Planejamento, Álvaro Duboc.

Duboc completou: “E ainda dá tempo de participar! A população tem até o dia 04 de julho para contribuir também de forma on-line, pelo site www.orcamento.es.gov.br”, finalizou.

Ao acessar o site www.orcamento.es.gov.br, basta fazer login com o Acesso Cidadão ou a conta Gov.BR e selecionar o município de residência. Em seguida, o cidadão escolhe a área temática com a qual deseja contribuir. Em cada área, aparecerão subáreas relacionadas. É possível destacar as subáreas que julgar mais relevantes ou ainda inserir uma proposta sobre aquele tema. Caso a demanda não esteja contemplada em uma das subáreas apresentadas, basta clicar no campo “Quero participar, mas não encontrei a subárea” e registrar uma contribuição avulsa.

Durante o evento, os presentes puderam ter participação direta, com direito à fala em microfone para opinar e questionar sobre os projetos e as ações do Governo do Estado na microrregião. Cada cidadão teve dois minutos para fazer a manifestação, seguida de uma pronta resposta de representantes do Governo e gestores estaduais.

As contribuições colhidas servirão de subsídio para a elaboração da Lei Orçamentária Anual (LOA 2026), que é o orçamento anual do Estado. A peça orçamentária é de responsabilidade da Secretaria de Economia e Planejamento (SEP) e é enviada à Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales) para análise e votação dos deputados estaduais.

Fonte Comunicação do Governo

ES articula novo Plano de Crédito Rural para fortalecer o agro capixaba

ES articula novo Plano de Crédito Rural para fortalecer o agro capixaba

O objetivo foi alinhar expectativas e reforçar parcerias para a construção do Plano Safra Capixaba 2025/2026, que será anunciado nas próximas semanas.

A Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag) promoveu, nesta segunda-feira (30), em Vitória, uma reunião estratégica com representantes de instituições financeiras que operam no Espírito Santo, além de entidades de apoio ao setor agropecuário. O objetivo foi alinhar expectativas e reforçar parcerias para a construção do Plano Safra Capixaba 2025/2026, que será anunciado nas próximas semanas.

Estiveram presentes representantes do Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Banestes, Sicoob, Sicredi, Cresol e Banco do Nordeste. Também participaram as entidades Agricultura Forte, Centro de Desenvolvimento do Agronegócio (Cedagro), Federação das Associações de Produtores do Espírito Santo (Fapaes), Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf), Centrais de Abastecimento do Espírito Santo (Ceasa), além de órgãos federais como o Ministério da Agricultura (Mapa), Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA).

Durante o encontro, foram debatidos cenários, desafios e sugestões para aprimorar as políticas públicas de financiamento rural no Espírito Santo.

O secretário de Estado da Agricultura, Enio Bergoli, ressaltou que a construção de políticas eficazes depende do diálogo direto com quem está na ponta:

“A construção de uma política agrícola sólida depende da articulação com quem opera o crédito e, principalmente, com as entidades que apoiam os produtores na obtenção desses recursos. Esse diálogo reafirma nosso compromisso de preparar um Plano de Crédito Rural que realmente atenda às necessidades do produtor capixaba”, destacou.

A equipe técnica da Seag apresentou os resultados parciais do atual ano-safra 2024/2025, apontando avanços nas contratações de crédito e cumprimento das metas pactuadas. O encontro reforçou o compromisso do Governo do Estado com a transparência, o planejamento e a escuta ativa para tornar mais eficaz a aplicação dos recursos no campo.

O novo Plano Safra Capixaba terá como foco ampliar o acesso ao crédito, estimular tecnologias sustentáveis e fortalecer a inclusão produtiva, levando em conta as características regionais do Espírito Santo.

fonte e foto Seag

Governo lança Plano Safra de R$ 516,2 bilhões para agronegócio

Governo lança Plano Safra de R$ 516,2 bilhões para agronegócio

O valor é R$ 8 bilhões maior em relação à safra anterior. foto MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou, nesta terça-feira (1º), o Plano Safra 2025/2026, com R$ 516,2 bilhões para o financiamento da agricultura e da pecuária empresarial no país. O crédito vai apoiar grandes produtores rurais e cooperativas com R$ 447 bilhões, e produtores enquadrados no Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) com R$ 69,1 bilhões.

O valor é R$ 8 bilhões maior em relação à safra anterior e contempla operações de custeio, comercialização e investimento. As condições variam de acordo com o perfil do beneficiário e o programa acessado.

O crédito de custeio também poderá ser destinado à produção de sementes e mudas de essências florestais, nativas ou exóticas, e ao reflorestamento, com o objetivo de valorizar iniciativas voltadas à preservação ambiental. Ainda nesse contexto, será permitido o financiamento de culturas de cobertura, que ajudam a preservar o solo entre uma safra e outra.

Durante evento no Palácio do Planalto, Lula afirmou que a produtividade agrícola do Brasil está diretamente ligada à capacidade de proteção ao meio ambiente. Para ele, essa compreensão deve permear todo o setor e a sociedade, colocando o país como líder na produção de alimentos.

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Brasília (DF), 01/07/2025 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa do lançamento do Plano Safra 2025/26, no Palácio do Planalto. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa do lançamento do Plano Safra 2025/26, no Palácio do Planalto Marcelo Camargo/Agência Brasil

“O grande sucesso não é só o aumento da capacidade produtiva ou o aumento da quantidade de mercados que nós conseguimos. O grande sucesso é um aprendizado de todos nós. É o aprendizado de que fazer a preservação adequada e necessária ao país, de preservar os nossos rios e os nossos mananciais, de recuperar a terra degradada, a gente vai percebendo, com o tempo, que está produzindo mais em menos hectares”, disse, lembrando que o país ainda tem 40 milhões de hectares de terras degradadas.

“A gente está ganhando mais porque aumentou a qualidade dos produtos que nós estamos plantando, por conta dos avanços genéticos e tecnológicos. E a gente está percebendo que o mundo tinha ojeriza ao Brasil, que era conhecido como país do desmatamento, o país do fogo, do desrespeito. E é essa compreensão que a sociedade brasileira, os empresários, o pequeno e médio agricultor foram tendo que permite que o Brasil passe a ser um país respeitado e, cada vez mais, as pessoas têm menos medo da gente”, acrescentou.

Do total disponibilizado neste Plano Safra, R$ 414,7 bilhões serão para custeio e comercialização e R$ 101,5 bilhões para investimentos. As taxas de juros para custeio e comercialização serão de 10% ao ano para os produtores do Pronamp e de 14% ao ano para os demais produtores. Já para investimentos, as taxas de juros variam entre 8,5% ao ano e 13,5% ao ano, de acordo com o programa.

“Os produtores que adotarem práticas sustentáveis terão acesso a condições diferenciadas, como juros reduzidos”, destacou o governo.

O governo prorrogou para o período de 1º de julho de 2025 a 30 de junho de 2026 a aplicação do desconto de 0,5 ponto percentual na taxa de juros das operações de crédito rural de custeio. A medida vale para produtores enquadrados no Pronamp e para os demais produtores que investirem em atividades sustentáveis, respeitados os limites definidos em cada instituição financeira para o ano agrícola.

Sustentabilidade

Também a partir deste ano, o crédito rural de custeio agrícola passa a exigir as recomendações do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), ferramenta que identifica áreas e épocas de plantio com menor risco de perdas devido a eventos climáticos adversos.

Anteriormente, a exigência era restrita a operações de até R$ 200 mil contratadas por pequenos agricultores do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) com enquadramento no seguro rural do Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro). Agora, ela se estende a financiamentos acima desse valor e a contratos em que o Proagro não é exigido.

“O objetivo é evitar a liberação de crédito fora dos períodos indicados ou em áreas com restrições, e contribuir para maior segurança e sustentabilidade na produção”, explicou o governo. A exceção é para os casos em que não houver zoneamento disponível para o município ou para a cultura agrícola financiada.

O subprograma RenovAgro Ambiental, voltado a práticas agropecuárias ambientalmente sustentáveis, passa a contemplar ainda ações de prevenção e combate a incêndios no imóvel rural, além de recuperação de áreas protegidas. Entre as novidades, está a possibilidade de uso dos recursos para a aquisição de caminhões-pipa ou carretas-pipa e, entre os itens financiáveis, mudas de espécies nativas para a reposição e recomposição de áreas de preservação permanente e reservas legais.

Outras ações

Uma das novas possibilidades do Plano Safra é a ampliação do limite de renda para enquadramento no Pronamp, que passou de R$ 3 milhões para R$ 3,5 milhões por ano, permitindo que mais produtores tenham acesso às condições diferenciadas oferecidas pelo programa.

Outra mudança na edição deste ano do plano é a autorização para o financiamento de rações, suplementos e medicamentos adquiridos até 180 dias antes da formalização do crédito, o que flexibiliza o acesso aos insumos.

Já os programas voltados à modernização e inovação tecnológica no campo ─ ModerAgro e InovAgro ─ foram unificados para simplificar o acesso ao crédito. Com isso, segundo o governo, houve aumento do limite disponível para investimentos em granjas, possibilitando que essas estruturas se mantenham sempre atualizadas em relação à sanidade animal.

O programa de armazenagem (PCA) também foi ampliado. O limite de capacidade por projeto passou de 6 mil para 12 mil toneladas, com o objetivo de melhorar a infraestrutura de estocagem e escoamento da produção rural.

Além disso, o novo ciclo do Plano Safra traz medidas para facilitar a renegociação de dívidas, oferecendo aos produtores que enfrentaram dificuldades em safras anteriores mais flexibilidade para reorganizar passivos e retomar o fluxo produtivo.

Complementando os valores para o setor rural, nesta segunda-feira (30), Lula anunciou o Plano Safra da Agricultura Familiar, com R$ 89 bilhões em recursos e taxas de juros menores [] para o financiamento de pequenos produtores na produção de alimentos, aquisição de máquinas e práticas sustentáveis, como bionsumos, sociobiodiversidade e transição agroecológica. fonte ANDREIA VERDÉLIO – REPÓRTER DA AGÊNCIA BRASIL

Ales terá estande sobre Arranjos Produtivos na Feira dos Municípios

Ales terá estande sobre Arranjos Produtivos na Feira dos Municípios

Este ano, a Feira dos Municípios começa na quinta-feira (3) e vai até domingo (6)  / Foto: Governo do Estado

Gastronomia, cultura, história e música; tudo isso em um só lugar: a Feira dos Municípios. O evento, que tem como foco as potencialidades do Espírito Santo, será de quinta (3) a domingo (6), no Pavilhão de Carapina, na Serra. A Ales vai participar do evento com um estande e também com uma programação especial de transmissão ao vivo direto da feira temática. 

O espaço da Ales terá como foco o Arranjos Produtivos, desenvolvido pela Casa dos Municípios. A ação é voltada para agricultores familiares, abrangendo estímulo ao associativismo, elaboração de projetos, capacitação de produtores e técnicos, ciclos de palestras e entrega de mudas e insumos. O “Arranjos Produtivos” tem parceria com o governo do Estado, o Instituto Capixaba de Pesquisa Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e apoio das prefeituras. 

A cobertura do evento pela TV Ales será ao vivo, direto do estande da Casa: na quinta (3) e na sexta-feira (4), às 18 horas; e no sábado (5) e no domingo (6), às 16 horas. Além de acompanhar a movimentação da feira, o programa especial vai trazer entrevistas e matérias sobre turismo e gastronomia. As edições serão comandadas pelo apresentador Torino Marques.

“A Feira dos Municípios é um espaço importante de valorização e visibilidade das nossas potencialidades. A Ales participar desse evento reforça um dos principais compromissos da atual gestão: estar próximo dos cidadãos e dar suporte aos municípios. E não poderíamos deixar de mostrar a feira pela TV Ales, divulgando ainda mais nosso turismo e nossa cultura”, disse a subsecretária de Rádio e TV, Gabriela Mignoni. 

Programação da feira

Os 78 municípios capixabas estarão representados na feira, divulgando as potencialidades de cada região. As cervejas artesanais produzidas no Espírito Santo estarão em evidência no evento, que vai contar com 14 empresas do ramo. A programação musical traz 22 shows, todos de artistas e bandas do Estado. A feira também vai dar destaque ao turismo, mostrado as principais rotas turísticas do Espírito Santo, entre elas, as regiões do Caparaó e de Pedra Azul.

A entrada no evento é gratuita. Na quinta (3) e na sexta-feira (4), a feira vai funcionar das 14 às 22 horas; no sábado (5), das 10 às 22 horas; e no domingo (6), das 10 às 18 horas. A praça de alimentação terá horário diferenciado. 

Serviço: Feira dos municípios do ES

Data: de quinta (3/7) a domingo (6/7)
Local: Pavilhão de Carapina, Serra
Site: www.feiradosmunicipios-es.com.br
Entrada gratuita

Agricultura discute rastreabilidade de frutas e verduras

Agricultura discute rastreabilidade de frutas e verduras

Foto: Secretaria de Desenvolvimento Sustentável do Paraná

O colegiado de Agricultura vai receber gestores das secretarias estaduais de Agricultura (Seag) e de Saúde (Sesa). Em pauta, as diretrizes para a rastreabilidade de frutas e hortaliças frescas produzidas e comercializadas no estado. O objetivo da rastreabilidade é monitorar os processos e controlar possíveis resíduos de agrotóxicos. A reunião está marcada para terça-feira (1º), às 10 horas.

Rastreabilidade é o conjunto de procedimentos que permite identificar a origem do produto e acompanhar a sua movimentação em toda a cadeia produtiva. A rastreabilidade de frutas e hortaliças foi estabelecida na Portaria Conjunta Seag/Sesa 0001-R, de novembro de 2017.

Para falar sobre o tema, o colegiado convidou o secretário de Estado da Agricultura, Enio Bergoli da Costa; o gerente de Vigilância em Saúde, Juliano Mosa Mação; a nutricionista Priscila Endlich Lozer; e o diretor-presidente das Centrais de Abastecimento do Espírito Santo (Ceasa), Antônio Carlos Cesquim. 

Já a Comissão de Direitos Humanos vai realizar um debate sobre violência de gênero e raça. O foco do encontro é discutir os desafios no enfrentamento ao feminicídio de mulheres negras do Espírito Santo. A reunião extraordinária será na quinta-feira (3), às 9h30. O colegiado é presidido pela deputada Camila Valadão (Psol/ES). 

Saneamento no interior do ES

A Comissão de Proteção ao Meio Ambiente vai realizar uma audiência pública em Venda Nova do Imigrante para discutir as obras de saneamento básico na comunidade de Alto Caxixe. A reunião será na Igreja Nossa Senhora do Bom Parto, na quarta-feira (2), às 19 horas.

Incluído no Plano Municipal de Saneamento Básico, o distrito com cerca de 3,4 mil habitantes, foi contemplado no recente Edital de Concorrência Pública Internacional, vencido pela empresa espanhola GS Inima, que atuará em parceria com a Cesan.

“Fiz o convite à Cesan para que a empresa apresente à comunidade o que será feito, com prazos claros. Os moradores estão ansiosos por melhorias e nossa comissão cumpre seu papel de fiscalização”, esclareceu o deputado Gandini (PSD/ES), presidente do colegiado de Meio Ambiente.

Agenda da semana*

Segunda (30)
11 horas – Reunião da Comissão de Infraestrutura – Plenário Rui Barbosa
13h30 – Reunião híbrida da Comissão de Finanças – Plenário Dirceu Cardoso
14 horas – Reunião da Comissão de Assistência Social – Plenário Rui Barbosa
19 horas – Sessão solene em homenagem aos Advogados Trabalhistas – Plenário Dirceu Cardoso

Terça (1°)
10 horas – Reunião da Comissão de Agricultura – Plenário Dirceu Cardoso
10 horas – Reunião da Comissão de Agricultura – Plenário Dirceu Cardoso
11 horas – Reunião da Comissão de Direitos Humanos – Plenário Rui Barbosa
13h30 – Reunião da Comissão de Cultura – Plenário Rui Barbosa
13h30 – Reunião da Comissão de Justiça – Plenário Dirceu Cardoso
17h30 – Reunião da Frente Parlamentar de Desenvolvimento Econômico do Sul – Câmara de Anchieta

Quarta (2)
19 horas – Audiência pública da Comissão de Proteção ao Meio Ambiente – Venda Nova do Imigrante 
19 horas – Sessão especial sobre apoio psicossocial para pessoas com transtornos mentais e seus familiares – Plenário Dirceu Cardoso

Quinta (3)
9h30 – Reunião extraordinária da Comissão de Direitos Humanos – Auditório Hermógenes 
19 horas – Sessão solene em homenagem aos defensores da Terra com entrega da Medalha Roberto Kautski – Plenário Dirceu Cardoso. Por Gabriela Zorzal, com informações da assessoria e edição de Angèle Murad

Câmara aprova projeto que suspende aumento do IOF

Câmara aprova projeto que suspende aumento do IOF

Deputado Zucco, autor do projeto, Foto: Agência Câmara de Notícias

A Câmara dos Deputados aprovou proposta que suspende os efeitos de três decretos editados pelo governo federal sobre o aumento das alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Foram 383 votos para a derrubada do texto presidencial e outros 98 a favor da manutenção. O texto foi aprovado em seguida no Senado e será promulgado naquela Casa.

  • O último decreto do governo sobre o tema (Decreto 12.499/25) havia suavizado os outros dois editados anteriormente (decretos 12.466/25 e 12.467/25), mas não eliminou o aumento.

O texto aprovado em Plenário nesta quarta-feira (25) é um substitutivo do relator, deputado Coronel Chrisóstomo (PL-RO), ao Projeto de Decreto Legislativo 314/25, do deputado Zucco (PL-RS). O texto original sustava apenas o último dos decretos presidenciais sobre o imposto.

Efeitos na arrecadação
O líder do PT, deputado Lindbergh Farias (RJ), disse que a queda do decreto vai gerar um contingenciamento de R$ 12 bilhões, com interrupção de programas sociais e cortes na saúde e na educação.

Já o autor da proposta, deputado Zucco, disse que não falta receita, mas sim gestão do governo. “Por que o governo não corta gastos, não traz uma reforma estruturante?”, questionou.

A alta do IOF foi inicialmente anunciada em 22 de maio, com previsão do governo de gerar arrecadação de R$ 61 bilhões em dois anos, sendo R$ 20 bilhões em 2025 e R$ 41 bilhões em 2026.

No entanto, diante da forte reação de parlamentares e do setor empresarial, o governo recuou parcialmente no mesmo dia. A pressão levou os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a concederem prazo para que o Executivo revisasse a medida.

Em 11 de junho, o governo publicou a Medida Provisória 1303/25, tratando da tributação de investimentos, e novo decreto que reduziu parcialmente as alíquotas inicialmente propostas, mas ainda manteve aumentos. Por esse decreto, que está em vigor, a estimativa de arrecadação é em torno de R$ 30 bilhões.

Segundo Coronel Chrisóstomo, porém, a intenção das alterações promovidas pelo governo federal é de interesse essencialmente arrecadatório. “Não se tratou de correção regulatória ou busca de equilíbrio em situações específicas, mas majoração tributária nas quatro bases de incidência do imposto: seguros, câmbio, operações de crédito e com títulos e valores mobiliários. E, como agravante, a vigência das alterações foi imediata”, afirmou Chrisóstomo.

Debate em Plenário
Durante o debate do projeto em Plenário, o líder do governo, deputado José Guimarães (PT-CE), afirmou que derrubar o decreto é um desserviço para o Brasil. “Não queremos tirar dinheiro dos programas que garantem a inclusão social dos mais pobres. O IOF não é para taxar ninguém, é para cobrar dos sonegadores, do sistema financeiro, das apostas ilegais”, disse.

Para o deputado Zé Neto (PT-BA), quem votou pela derrubada do decreto deve apresentar uma solução para o País. “Espero que não fique no discurso. A Câmara tem a responsabilidade de apontar o caminho”, declarou.

O deputado Tarcísio Motta (Psol-RJ) lembrou que o decreto só atinge o crédito de pessoas jurídicas, e não pessoas físicas. Ele destacou que a medida tornou o IOF mais progressivo e mais justo tributariamente, ou seja, cobrando mais de quem ganha mais e menos de quem recebe menos. “Quem está lutando contra este decreto do IOF está a serviço de sonegadores e fraudadores”, afirmou.

Já o líder do PL, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), disse que o fim do decreto presidencial é importantíssimo. “O PL completa hoje 40 anos, mas quem vai ganhar o presente é o povo brasileiro, que pagará menos impostos com a sustação desse decreto, que nunca deveria ter existido.”

O líder do União, deputado Pedro Lucas Fernandes (MA), afirmou que o aumento do IOF impacta no bolso de quem mais precisa. “É aquele que compra parcelado, o trabalhador que divide prestação. Nessa prestação, cada operação conta com o aumento do IOF”, disse.

Segundo o líder do Republicanos, deputado Gilberto Abramo (MG), a dívida da Petrobras (R$ 53,9 bilhões) seria suficiente para atender a demanda de arrecadação do Executivo com a elevação do IOF. “Se o próprio governo, que tem participação na Petrobras, resolvesse a dívida que ela tem, essa discussão não mais existiria.”

Para a deputada Erika Kokay (PT-DF), a derrubada do decreto vai impedir a taxação dos ricos no Brasil. “O que eles não conseguem admitir é que os ricos possam contribuir com o País”, declarou.

Já o deputado Luiz Lima (Novo-RJ) disse que o aumento do IOF impacta pequenos empresários, como donos de quiosques que precisam pegar crédito para fazer seu negócio funcionar. “Um trabalhador autônomo, que não tem recurso certo no final do mês, vai ter de desembolsar R$ 300 se usar R$ 30 mil de crédito no ano”, afirmou.

Três décadas
Na base de dados sobre legislação federal da Câmara dos Deputados, o último decreto presidencial sustado pelo Parlamento é o Decreto 430/92, do então governo Fernando Collor, que tratava do pagamento de precatórios segundo a ordem de apresentação. Ou seja, passaram-se 33 anos desde a última derrubada de decreto presidencial pelo Congresso.

Conheça a tramitação de projetos de decreto legislativo

Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Pierre Triboli

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Missão Portugal: Findes busca parcerias e oportunidades para a indústria capixaba

Missão Portugal: Findes busca parcerias e oportunidades para a indústria capixaba

presidente da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), Paulo Baraona. foto findes

O presidente da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), Paulo Baraona, está em Portugal para liderar a “Missão Portugal: Oeiras Valley”, que teve início na segunda-feira (23). A iniciativa busca a atração de investimentos para o Espírito Santo e a internacionalização das indústrias capixabas, além de prospectar parcerias estratégicas e oportunidades de investimento para o Estado. 

A comitiva é formada por representantes da Federação, incluindo o superintendente do Sesi ES e diretor regional do Senai ES, Geferson Santos; o gerente executivo de Relações Institucionais, Leonardo de Paula; e o gerente de Negócios Internacionais, Bernhard Smid.  

Durante a missão, também será apresentado o potencial industrial do Espírito Santo. “A indústria capixaba tem muito a oferecer ao mundo em inovação, sustentabilidade e capacidade produtiva. Estamos aqui para abrir portas, criar pontes e mostrar que o Espírito Santo é um território fértil para negócios”, afirma o presidente da Findes, Paulo Baraona. 

Entre os destaques da agenda estão o encontro com o embaixador da Embaixada do Brasil em Lisboa, visitas ao Lagoas Park e ao Oeiras Valley, ecossistemas que concentram empresas de alta tecnologia, e visita à ApexBrasil e ao Visit Brasil Office em Lisboa. A comitiva segue em missão até o dia 26 de junho. 

Programação: 

23/06 

  • Reunião com representante da ApexBrasil e visita às instalações do VISIT BRASIL OFFICE (integram o local: Embratur, Fundação Osvaldo Cruz/Fiocruz, Sebrae e Fundação Banco do Brasil) 

24/06 

  • Reunião na Embaixada do Brasil em Lisboa com o Embaixador Raimundo Carreiro e o Chefe do Setor de Promoção Comercial, Conselheiro Luiz Felipe Rosa dos Santos.  
  • Formalização de parceria institucional: Assinatura de Memorando de Entendimento entre OVIA e Findes 
  • Apresentação da Teixeira Duarte Engenharia e Construções 

25/06 

  • Reunião com representantes do Governo de Portugal / IAPMEI, (programa StartUp Portugal, National Network of Incubators) Edifício L, Átrio. 
  • Reunião com representantes do Governo de Portugal – Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, E.P.E. (AICEP) 
  • Reunião com representante da empresa capixaba Café Caramello 

26/06 

  • Visita e apresentação do ISQ – Instituto de Soldadura e Qualidade, Oeiras Valley pelo Engenheiro José Figueira, Administrador do ISQ 
  • Visita e apresentação da Sharing Foundation (International Sharing School) – Oeiras Valley pelo Chairman, Miguel Ladeira Santos 

Por Rita Benezath 

Presidente Lula defende aumento do IOF como forma de financiar gastos públicos

Presidente Lula defende aumento do IOF como forma de financiar gastos públicos

Para o presidente, proposta do governo promove “justiça tributária”.  FABIO RODRIGUES-POZZEBOM/ AGÊNCIA BRASIL

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, defendeu, nesta quinta-feira (19), a proposta do governo federal de promover mudanças nas regras do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), incluindo o aumento das alíquotas cobradas atualmente.

“O IOF do Haddad [ministro da Fazenda], não tem nada demais”, disse Lula ao participar do podcast Mano a Mano, apresentado pelo músico e compositor Mano Brown e pela jornalista Semayat Oliveira, e disponibilizado nesta quinta-feira (19).

“O Haddad quer que as bets paguem [mais] imposto de renda; que as fintechs paguem; que os bancos paguem. Só um pouquinho, para a gente poder fazer a compensação, porque toda vez que a gente vai ultrapassar o arcabouço fiscal, temos que cortar no Orçamento”, acrescentou o presidente, admitindo que o aumento do IOF “é um pouco para fazer esta compensação” e evitar cortes orçamentários.

As declarações do presidente ocorrem em meio à forte resistência do Congresso Nacional a alterações no IOF. Na última segunda-feira (16), a Câmara dos Deputados aprovou, por 346 votos a 97, a urgência para a tramitação do projeto legislativo (PDL 314/25) que trata da possível suspensão dos efeitos do recente decreto do governo federal sobre mudanças nas regras do IOF.

“A gente quer fazer justiça tributária. Queremos que as pessoas que ganham mais, paguem mais [impostos]. Que quem ganha menos, pague menos. E que as pessoas vulneráveis não paguem impostos”, declarou o presidente.

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A aprovação da urgência permite que o Plenário da Câmara dos Deputados vote o decreto do governo sem que este seja discutido nas comissões parlamentares. O decreto do governo foi apresentado no último dia 11, junto com uma Medida Provisória também relacionada ao IOF.

Com uma proposta de corte de gastos, as duas recentes medidas foram anunciadas como uma forma do governo recalibrar proposta anterior, de 22 de maio – quando a equipe econômica anunciou o contingenciamento de R$ 31,3 bilhões do Orçamento Geral da União a fim de assegurar o cumprimento da meta fiscal estabelecida na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Na ocasião, o governo propôs elevar a alíquota de várias operações financeiras, incluindo o IOF, mas recuou no mesmo dia, diante das críticas de empresários e parlamentares, incluindo alguns da própria base governista.

Relacionadas fonte ALEX RODRIGUES – REPÓRTER DA AGÊNCIA BRASIL

Copom eleva juros básicos da economia para 15% ao ano

Copom eleva juros básicos da economia para 15% ao ano

Taxa Selic está no maior nível desde julho de 2006. Foto banco central

Apesar do recuo recente da inflação, as incertezas em relação à economia fizeram o Banco Central (BC) elevar os juros. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) aumentou a Taxa Selic, juros básicos da economia, em 0,25 ponto percentual, para 15% ao ano.

Embora houvesse divisões, a decisão surpreendeu parte do mercado financeiro, que esperava a manutenção em 14,75% ao ano.

Em comunicado, o Copom informou que deverá manter os juros em 15% ao ano nas próximas reuniões, enquanto observa os efeitos do ciclo de alta da Selic sobre a economia. No entanto, não descartou mais altas, caso a inflação suba.

“Em se confirmando o cenário esperado, o Comitê antecipa uma interrupção no ciclo de alta de juros para examinar os impactos acumulados do ajuste já realizado, ainda por serem observados, e então avaliar se o nível corrente da taxa de juros, considerando a sua manutenção por período bastante prolongado, é suficiente para assegurar a convergência da inflação à meta”, destacou o texto.

“O comitê enfatiza que seguirá vigilante, que os passos futuros da política monetária poderão ser ajustados e que não hesitará em prosseguir no ciclo de ajuste caso julgue apropriado”, acrescentou o BC.

Essa foi a sétima elevação seguida dos juros básicos. A Selic está no maior nível desde julho de 2006, quando estava em 15,25% ao ano. Esse deve ser o último aperto monetário, antes da interrupção no ciclo de alta, no segundo semestre.

De setembro do ano passado a maio deste ano, a Selic foi elevada seis vezes. Após chegar a 10,5% ao ano de junho a agosto do ano passado, a taxa começou a ser elevada em setembro do ano passado, com uma alta de 0,25 ponto, uma de 0,5 ponto, três de 1 ponto percentual e uma de 0,5 ponto.

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Inflação

A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em maio, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, que mede a inflação oficial, recuou para 0,26%, mesmo com a pressão de alguns alimentos e da conta de energia. Com o resultado, o indicador acumula alta de 5,32% em 12 meses, acima do teto da meta contínua de inflação.

Pelo novo sistema de meta contínua em vigor desde janeiro, a meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior é 4,5%.

No modelo de meta contínua, a meta passa ser apurada mês a mês, considerando a inflação acumulada em 12 meses. Em junho de 2025, a inflação desde julho de 2024 é comparada com a meta e o intervalo de tolerância. Em julho, o procedimento se repete, com apuração a partir de agosto de 2024. Dessa forma, a verificação se desloca ao longo do tempo, não ficando mais restrita ao índice fechado de dezembro de cada ano.

No último Relatório de Inflação, divulgado no fim de março pelo Banco Central, a autoridade monetária elevou para 5,1% a previsão do IPCA para 2025, mas a estimativa pode ser revista, dependendo do comportamento do dólar e da inflação. O próximo relatório será divulgado no fim de junho.

As previsões do mercado estão mais pessimistas. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo BC, a inflação oficial deverá fechar o ano em 5,25%, quase 1 ponto acima do teto da meta. Há um mês, as estimativas do mercado estavam em 5,5%.

O comunicado do Copom trouxe as expectativas atualizadas do Banco Central sobre a inflação. A autoridade monetária prevê que o IPCA acumulado em 12 meses chegará a 4,9% em 2025 (acima do teto da meta) e 3,6% no fim de 2026. Isso porque o Banco Central trabalha com o que chama de “horizonte ampliado”, considerando o cenário para a inflação em até 18 meses.

O Banco Central aumentou levemente as estimativas de inflação deste ano e manteve a do próximo. Na reunião anterior, de novembro, o Copom previa IPCA de 4,8% em 2025 e de 3,6% em 12 meses no fim do segundo trimestre de 2026.

Crédito mais caro

O aumento da taxa Selic ajuda a conter a inflação. Isso porque juros mais altos encarecem o crédito e desestimulam a produção e o consumo. Por outro lado, taxas maiores dificultam o crescimento econômico. No último Relatório de Inflação, o Banco Central reduziu para 1,9% a projeção de crescimento para a economia em 2025.

O mercado projeta crescimento melhor. Segundo a última edição do boletim Focus, os analistas econômicos preveem expansão de 2,2% do PIB em 2025.

A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Ao reduzir os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de subir.

Edição: Carolina Pimentel