Vandinho enxerga a rota como potencial para desenvolver o empreendedorismo local / Foto: Ellen Campanharo
Apostando no turismo sustentável atrelado ao desenvolvimento econômico e social, o deputado Vandinho Leite (PSDB) quer instituir a Rota da Pedra da Onça no município de Santa Teresa. A proposta da rota está no Projeto de Lei (PL) 23/2025, que também declara a área como de relevante interesse turístico e cultural.
“A Pedra da Onça é um dos mais importantes atrativos naturais e culturais da localidade, com um vasto potencial para atrair turistas que buscam, cada vez mais, experiências ligadas ao ecoturismo e ao contato com a natureza, além de um mergulho no rico patrimônio cultural da região”, defende Vandinho em mensagem aos demais deputados. A Pedra dos Olhos está localizada na divisa entre Santa Teresa e Itarana.
Na justificativa, o autor também cita as “características distintas” da rota. Em 48 km de extensão a partir do centro de Santa Teresa, o percurso se estende por áreas de valor natural e cultural e com pequenos comércios locais; forte e diversificada tradição agrícola (café, leguminosas, flores). Lá também é possível apreciar a agroindústria local (queijos, doces e outros itens típicos); o patrimônio arquitetônico com casarões de aproximadamente 100 anos; a forte herança italiana; e a tradição religiosa.
“O valor histórico e cultural se alia à infraestrutura local, que conta com espaços para lazer, como a quadra de esportes e o campo de futebol, que são utilizados para eventos culturais, religiosos e esportivos, fortalecendo a identidade da população local”, explica.
Vandinho enxerga a rota como potencial para o empreendedorismo local, “com oportunidades para a criação de serviços de hospedagem, gastronomia, atividades de lazer e turismo, como trilhas e passeios ecológicos”. Cita ainda a biodiversidade e as características geográficas e climáticas favoráveis para os turismos ecológico e de aventura.
“A consolidação dessa rota como um ponto turístico de relevância estadual e nacional contribuirá para o fortalecimento da economia local e a melhoria das condições de vida da comunidade, ao gerar novos postos de trabalho, impulsionar o comércio local e preservar o patrimônio natural e cultural”, finaliza Vandinho Leite.
O PL 23/2025 será analisado pelas comissões de Justiça, de Cultura, de Turismo e de Finanças da Ales. Se aprovado e transformado em lei, a medida será incluída no Anexo I da Lei 12.017/2023 (Consolidação de Rotas Turísticas).
Presidente Marcelo Santos, governador Casagrande, secretária Emanuela Pedrosa e vice Ricardo Ferraço / Foto: Ellen Campanharo
Para 2025, serão mais R$ 200 milhões alocados pelo Estado do Espírito Santo ao Fundo Cidades – Adaptação às Mudanças Climáticas, lançado em 2023. O anúncio do novo aporte foi feito em evento com a presença de diversos prefeitos e autoridades na tarde desta quarta-feira (19), no Centro de Convenções de Vitória. Vários deputados estaduais compareceram ao anúncio.
Em discurso, o presidente da Assembleia Legislativa (Ales), deputado Marcelo Santos (União), destacou que o momento único de investimentos do Espírito Santo merece comemoração, mas responsabilidade. “Temos que comemorar, mas temos uma responsabilidade. Não podemos deixar o Espírito Santo sair desse rumo do desenvolvimento econômico e social”, defendeu. O presidente da Ales enalteceu a capacidade de diálogo dos Poderes estaduais com as prefeituras a favor da sociedade.
“Mas a pergunta que eu quero fazer aqui, a ideologia partidária fez com que nós pudéssemos fazer esse programa mais uma vez de Funcidades? Respondo, não. A ideologia partidária fez o governo do Estado levar Caminhos do Campo, calçamento rural, equipamento para agricultura, e, principalmente, para agricultura familiar? (…) A ideologia não leva alimento para as famílias capixabas que ainda passam fome. Eu tenho posição mas a minha posição, primeiro, é a população do Espírito Santo”, afirmou.
O deputado estadual e líder do governo, Vandinho Leite (PSDB), destacou a importância de uma postura municipalista por parte da máquina estadual para o bem-estar real da sociedade:
“(Fundo Cidades) Um investimento que o Estado tem feito ano após ano. Recordes de investimento. Para nós que estamos na Assembleia Legislativa, é um prazer participar nesse momento. Trabalho junto, de forma municipalista. O dia a dia do meu gabinete, governador, é um entra e sai de prefeitos, ex-prefeitos, vereadores, todos os dias, o dia quase todo. Onde as coisas efetivamente acontecem são os municípios”.
Vandinho também destacou a solidez da base do governo na Ales. “A nossa base na Assembleia, uma base sólida, para defender só o governo? Não. Para defender o Espírito Santo. Porque o governo é um governo com gestão mobilizadíssima”, defendeu.
Executivo
O governador Renato Casagrande (PSB) e seu vice, Ricardo Ferraço (PSDB), ao anunciarem detalhes sobre o novo aporte, ressaltaram aos prefeitos e presentes a importância de uma administração pública organizada.
“Cuidar das contas é uma premissa, mas não pode ser fim, tem que ser meio, fim é o investimento. (…) É por isso que no ano de 2024 nós fizemos o maior investimento da história do nosso Estado. Então, numa asa, responsabilidade fiscal e, na outra asa, muito investimento. Nós fazemos responsabilidade fiscal como ninguém, fazemos investimento como ninguém e somos o governo do Estado mais municipalista desse país”, afirmou o vice-governador.
O governador Renato Casagrande reforçou que para além do recurso financeiro que chega via fundo a fundo, é tarefa municipal o planejamento das obras para mitigação das mudanças climáticas que a sociedade já vive no cotidiano.
“Não adianta você fazer uma obra num local perigoso de muitos anos. Lá, há perigo para a população, mas se você não controla a ocupação desordenada em outra área, não adianta nada. (…) tem que ter o controle da ocupação do solo, na área rural, mas especialmente na área urbana. Tem que ter o controle do desmatamento, o controle da água”, pediu.
“Você tem que ter equipe, tem que organizar o município, porque nós não temos recurso para fazer esse projeto. Quem tem que ter recurso para fazer o projeto é o município. Então é bom que vocês se organizem. Organize o seu município. Organize a sua equipe para poder buscar a captação desses recursos. Nós temos a disposição para continuar ajudando e continuar colaborando”, completou Casagrande.
Apresentação
A apresentação de detalhes mais técnicos do Fundo Cidades foi feita pelos secretários de Meio Ambiente, Felipe Rigoni, e de Governo, Emanuela Pedroso. Rigoni lembrou que o fundo, dentro do contexto mais amplo do Programa Capixaba de Mudanças Climáticas, representa o eixo da adaptação. E destacou que desde 2019, entre obras e metas, o governo já desembolsou mais de R$ 2 bilhões.
“Entendendo que os efeitos das mudanças climáticas já estão acontecendo, como que a gente consegue se adaptar, adaptar as sociedades, adaptar os lugares que a gente vive, para aguentar esse novo mundo. (…) você vai ter cada vez mais chuvas, mais frequência, mais intensas, menos previsíveis. Cada vez mais secas, mais frequentes, mais intensas, menos previsíveis, cada vez mais incêndios, cada vez mais problemas ocasionados pela questão climática”.
Já a secretária de Governo dedicou uma fala de explanação sobre o instrumento aos prefeitos de início de mandato.
“Para os prefeitos que estão chegando, o Funcidades 2025 tem como objetivo apoiar ações de prevenção e mitigação a eventos climáticos extremos. Essa é a finalidade do fundo. E o mais importante aqui, o repasse é feito por um fundo a fundo. Transferência direta ao Poder municipal. E aí a responsabilidade direta dos municípios, da correta aplicação dos recursos, a responsabilidade técnica pelos projetos e também pelas escolhas de obras. A meta do fundo é ampliar a qualidade de vida da nossa população, a preservação e proteção dos nossos recursos naturais e também a promoção do equilíbrio regional”, explicou Emanuela Pedroso.
O fundo
Instituído pela Lei Complementar (LC) 712/2013, o Fundo Estadual de Apoio ao Desenvolvimento Municipal (FEADM), denominado Fundo Cidades, opera na modalidade “fundo a fundo”, garantindo recursos diretamente às contas municipais para ações de prevenção e mitigação, com a meta de propiciar aos municípios maior resiliência em uma era em que chuvas extremas ou escassez hídrica são fortes realidades.
Em 2025 a proposta é realizar em todas as regiões capixabas obras para prevenção em áreas de risco de desastres; recuperação de áreas atingidas; prevenção a eventos hidrológicos extremos e conservação ou revitalização de recursos hídricos. O novo aporte se soma a mais de R$ 364 milhões já investidos em projetos estruturantes e execução de obras. Fonte ales
Grupo terá função de verificar o cumprimento das obrigações das mineradoras responsáveis pela reparação dos rompimentos de barragens de Mariana e Brumadinho. foto MPMG
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) sediou nesta segunda, 17 de fevereiro, a primeira reunião do Comitê Estadual de Minas Gerais, em novo passo da implementação do acordo judicial referente ao desastre do Rio Doce. O comitê atuará na fiscalização do cumprimento de obrigações de fazer acordadas na porção mineira do Rio Doce referente ao rompimento da barragem de Fundão em Mariana, assim como na emissão de quitações para as obrigações cumpridas, com o suporte de auditorias externas independentes.
Além dos membros do Núcleo de Acompanhamento das Reparações por Desastres (Nucard), recém-instituído pelo Procurador-Geral de Justiça para acompanhamento das reparações em Mariana e Brumadinho, o encontro contou com a presença de representantes do governo de Minas Gerais, da Defensoria Pública Estadual, do Ministério Público Federal e das empresas Samarco, Vale e BHP.
O principal objetivo da reunião foi estabelecer as bases para o acompanhamento da execução efetiva do Acordo e discutir estratégias para a reparação dos danos causados pelo rompimento da barragem de Fundão, a partir da repactuação firmada em outubro de 2024.
“Esta primeira reunião representa um marco significativo em nosso compromisso de garantir a reparação de danos, a partir do acordo de repactuação firmado em outubro de 2024 no caso do Rio Doce. A colaboração entre as diversas instituições envolvidas e a manutenção do diálogo permanente com as empresas responsáveis pelo cumprimento de obrigações e indenizações são cuidados essenciais para o sucesso deste processo”, afirmou o coordenador do Nucard, promotor de Justiça Leonardo Maia.
Próximos Passos
Na reunião, o comitê definiu os próximos passos para o trabalho do Comitê Mineiro. As empresas deverão enviar cronograma e detalhamento das ações específicas dos anexos 1 e 2 do acordo, além de relatórios contendo o andamento e execução das ações já desenvolvidas e informações a respeito das ações de comunicação do anexo 2.
“É preciso garantir que ampla campanha de divulgação sobre as opções de indenização esteja sendo feita, bem como regularizados diversos pontos do processo que estão sendo questionados pelas pessoas atingidas, para que ninguém seja prejudicado por falta de informação ou dificuldades de acesso”, destacou a coordenadora adjunta do Nucard, promotora de Justiça Shirley Machado.
Retrospectiva dos acordos de Mariana
O rompimento da barragem de Fundão, da mineradora Samarco, em Mariana, ocorrido em 2015, resultou em um dos maiores desastres ambientais do Brasil, com graves impactos socioambientais e econômicos. Após inúmeras ações judiciais, um primeiro acordo, o Termo de Transação e Ajustamento de Conduta (TTAC), foi firmado em 2016 entre entes públicos e as empresas responsáveis, visando implementar programas de reparação através de uma fundação privada, a Fundação Renova, supervisionada por um Comitê Interfederativo (CIF).
O TTAC não teve a participação do Ministério Público e tinha poucos mecanismos de participação social. Por isso, em 2018, foi celebrado o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC-Gov), com a participação dos Ministérios Públicos e Defensorias Públicas.
O TAC-Gov tinha como objetivos:
• Alterar o processo de governança previsto no TTAC.
• Aprimorar os mecanismos de participação dos atingidos na execução do acordo.
• Estabelecer um processo de negociação para repactuação dos programas, com um prazo de dois anos.
Porém, houve baixo cumprimento do TTAC e TTAC-gov pelas mineradoras e houve grande litigiosidade, gerando a paralisia de parte das ações.
Assim, um novo modelo de reparação se fez necessário. Após a celebração do Acordo de Brumadinho, em 2021, indicando a viabilidade de retomada dos esforços de repactuação, o Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF-6) assumiu a responsabilidade pelas negociações do caso de Mariana, resultando em um novo acordo, firmado em 25 de outubro de 2024, que destina R$ 170 bilhões para ações de reparação e compensação. Este acordo visa superar as ineficiências do modelo anterior, extinguindo a Fundação Renova e o Comitê Interfederativo.
Além disto, o novo acordo representa uma mudança significativa em relação ao TTAC e ao TAC-Gov, focando na transferência de recursos diretamente aos entes públicos (R$100 bilhões) e na execução de obrigações de fazer pela Samarco (R$32 bilhões), além de R$ 8 bilhões para povos indígenas, quilombolas e tradicionais. Ele também estabelece o direito de ação dos entes federativos, dos indivíduos e dos povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais, condicionando os efeitos sobre as ações judiciais ajuizadas à adesão voluntária de seus titulares. Além disso, os danos futuros, supervenientes ou desconhecidos até a assinatura do acordo foram excluídos da negociação.
O acordo abrange diversas áreas, incluindo:
• Abrangente Plano de Recuperação Socioambiental, com estimativa de R$ 32 bilhões e obrigações de fazer, além de R$ 8 bilhões de investimento da União e R$ 6 bilhões pelos Estados
• Reassentamento das comunidades de Bento Rodrigues e Paracatu de Baixo, com um cronograma detalhado para a finalização das obras e indenizações para atrasos.
• Um Fundo Popular de Participação Social, com investimentos de R$ 5 bilhões de reais.
• Um grande programa de melhoria do Saneamento Básico, com R$ 11 bilhões de investimentos.
• Fundo de Resposta à Enchentes e Recuperação Produtiva das Margens do Rio Doce, com R$ 2 bilhões de investimentos.
• Um programa de melhoria da mobilidade, com R$ 4,3 bilhões, incluindo a duplicação da rodovia até Mariana.
• Programas de transferência de renda, com recursos da ordem de R$ 3,7 bilhões.
• Indenizações aos beneficiários do reassentamento, por atrasos e outros prejuízos.
• Programa de Retomada Econômica, com investimentos de R$ 6,5 bilhões.
• Compensação pelos danos e impactos negativos à saúde coletiva, com investimentos de R$ 12 bilhões de reais, incluindo um Fundo Perpétuo.
• Ações para povos indígenas, quilombolas e tradicionais, com um modelo de governança compartilhada, que investirá R$ 8 bilhões de reais. Fonte e foto MPMG
O evento contou com a presença de pesquisadores, gerentes de pesquisas, de planejamento e diretores do Incaper, além de representantes do Ifes e empresários do setor
A primeira reunião estratégica do ecossistema Agro Meet – Fruit aconteceu nesta terça-feira (11/2) durante visita técnica na Docebela, empresa de produção e comercialização de banana, em Linhares. O encontro teve o intuito de conectar o ecossistema ao Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) e ao Instituto Federal do Espírito Santo – Ifes Campus Linhares.
O evento contou com a presença de pesquisadores, gerentes de pesquisas, de planejamento e diretores do Incaper, além de representantes do Ifes e empresários do setor.
O diretor técnico do Incaper, Antônio Elias Souza da Silva, destacou que o encontro possibilitou uma conexão entre pesquisadores das instituições públicas e técnicos na área privada para discutir sobre fruticultura, um setor importante na geração de emprego e renda.
“Tivemos a oportunidade de mostrar o trabalho que estamos desenvolvendo e conhecer as demandas deste setor produtivo, entendendo o que realmente está impactando de forma negativa na produção, para entramos com pesquisa aplicada para oferecer soluções tecnológicas para as dores que o setor vem enfrentando”, comentou o diretor do Incaper.
O Ifes foi representado pelo diretor de Pesquisa, Pós-Graduação e Extensão do Campus Linhares, Geovani Alipio N. Silva. “Quando olhamos para os números vemos o quão relevante é a fruticultura na economia do Espírito Santo. Nós como instituição de pesquisa e inovação temos que colocar nossos pesquisadores e conectar nossos laboratórios para trazer inovação, fazer estudos e entender também quais são as demandas. Falamos de banana, de mamão, por exemplo, e saímos com uma série de projetos na cabeça. Esperamos voltar com as soluções”, disse.
O anfitrião do encontro, o sócio-diretor da empresa Docebela, Fabricio Carraretto Barreto, comentou da satisfação em receber os profissionais em seu empreendimento e da importância dos produtores, que lidam diretamente com a produção, apresentarem suas demandas.
“Alegria em receber em nossa casa esse encontro que reuniu duas instituições tão importantes. Também foi uma oportunidade de mostrarmos nossas dores, fazer parcerias para gerar novas pesquisas que podem ser mais diretamente aplicadas no nosso negócio e comunidade como um todo, e trabalhamos cada vez mais a sustentabilidade da nossa produção” frisou Barreto.
Os trabalhos do ecossistema tiveram início em setembro de 2024, sendo realizadas desde então reuniões e visita técnica ao Porto da Imetame, lembrou o coordenador do Agro Meet – Fruit, Caio Francisco Fiorot.
“Temos avançado nos trabalhos e, nessa primeira reunião de 2025, nosso objetivo foi reunir profissionais de duas instituições importantes, conectando-as com os mantenedores do ecossistema, além de identificarmos oportunidades de cooperação na pesquisa aplicada e na inovação, para potencializar nossa fruticultura, que é um segmento muito importante para a economia capixaba”, frisou Fiorot.
Agro Meet – Fruit
O ecossistema foi criado para fortalecer o setor e criar ambientes, unindo instituições públicas e privadas, por meio de ações estratégicas para identificar oportunidades e desafios.
Também contará com uma agenda de encontros com temas e pautas definidos junto aos mantenedores, relatórios de inteligência, canais de comunicação alimentados com informações atualizadas sobre a fruticultura regional, nacional e internacional.
Os mantenedores do Agro Meet – Fruit são: AGC Frutas, Agro Bianvirc, Campo Vivo, Docebela, Lithoplant, Nortefrut, Sicredi e UGBP. FONTE E FOTO Campo Vivo
Carnaval de Vitória a vez do espetáculo de cultura e beleza: os Desfiles das Escolas de Samba do Espírito Santo. foto Marcos Salles
Nos dias 21, 22 e 23 de fevereiro, Vitória receberá mais uma vez o espetáculo de cultura e beleza: os Desfiles das Escolas de Samba do Espírito Santo. Para que os foliões e as escolas possam chegar com tranquilidade ao Sambão do Povo, no bairro Mário Cypreste, o trânsito na região sofrerá algumas interdições. Mas a orientação da Guarda Civil Municipal de Vitória (GCMV) é clara: evite ir de carro, prefira vans, ônibus, táxi ou transporte por aplicativo.
A Avenida Dário Lourenço de Souza, no Bairro Mário Cypreste, onde fica o Sambão do Povo, já está totalmente interditada desde o Ciase e Tancredão até o Clube Mar e Terra;
Os motoristas que seguirem no sentido Centro – Santo Antônio encontrarão o bloqueio em frente ao Teatro Carmélia. Os veículos deverão entrar na Rua Engenheiro Manoel dos Passos Barros, saindo na via principal da região, a Avenida Santo Antônio.
Já quem estiver em Santo Antônio e adjacências e pretende seguir para o Centro, o bloqueio será na rotatória, próximo ao Clube de Pesca Mar e Terra. Os condutores deverão acessar a Rua Dom Benedito, que também desemboca na Avenida Santo Antônio.
A partir das 17h de sexta-feira (21), a Rua Engenheiro Manoel dos Passos Barros, em Mário Cypreste, onde fica o Teatro Carmélia, deixará de ser mão dupla para ser mão única para a Praça de Caratoíra.
Também haverá interdição total da Rua Elvira Zílio (altura da Curva do Rabaioli), que dá acesso ao Sambão do Povo.
Vale lembrar que os moradores das ruas interditadas terão seus veículos identificados para terem acesso liberado. Todas as interdições serão acompanhadas por agentes da Guarda Civil Municipal de Vitória para dar fluidez ao trânsito na região.
O trânsito na região voltará a funcionar normalmente a partir das 6 horas da segunda-feira (24). Somente a Avenida Dário Lourenço seguirá fechada até o dia 22 de março.
ORDEM DOS DESFILES DO CARNAVAL DE VITÓRIA 2025
GRUPO A — DESFILE EM 21 DE FEVEREIRO
— Rosas de Ouro — Império de Fátima — Mocidade da Praia — Independente de Eucalipto — Andaraí — Independentes de São Torquato — Pega no Samba
GRUPO ESPECIAL — DESFILE EM 22 DE FEVEREIRO
— Unidos de Jucutuquara — Chegou o Que Faltava — Unidos da Piedade — Mocidade Unida da Glória (MUG) — Novo Império — Independente de Boa Vista — Imperatriz do Forte
GRUPO B — DESFILE EM 23 DE FEVEREIRO
— Unidos de Barreiros — Mocidade Serrana — Tradição Serrana — Chega Mais — União Jovem de Itacibá
Escola também deve discutir desafios relacionados a novas tecnologias. foto senado federal
A vida escolar de cerca de 47 milhões de estudantes do ensino fundamental e do ensino médio mudou radicalmente no ano letivo que acabou de iniciar. Conforme a Lei nº 15.100/2025, eles estão proibidos de usar “aparelhos eletrônicos portáteis pessoais durante a aula, o recreio ou intervalos entre as aulas, para todas as etapas da educação básica”.
Para Danilo Cabral, 16 anos, estudante do 2º ano do ensino médio do Colégio Galois em Brasília, a medida exige mudança de comportamento. Vai alterar, por exemplo, a comunicação com a mãe ou com o pai. “Às vezes, no meio da manhã, eu decido que vou almoçar na escola, e fica um pouco mais difícil avisar aos meus pais.”
Apesar do empecilho, Danilo acha que “é só uma questão de adaptação mesmo” e que vai ser “muito benéfico”, porque “para prestar atenção nas aulas, a gente não pode mexer no celular”, admite cerca de dez dias depois da volta às aulas.
oana Chiaretto, da mesma turma que Danilo e também com 16 anos, percebe “mudanças muito positivas” no pátio da escola. “Antes, a gente via todo mundo no próprio celular. Sem conversar, nem nada, os grupinhos separados. Agora a gente vê um grupão de meninas jogando carta. A gente vê as pessoas conversando mais. Aqui na escola todo mundo está trazendo jogos”, conta com entusiasmo.
Para ela, “as pessoas são muito viciadas no celular.” E, entre os mais jovens, “é muito difícil. Chega a dar aquela angústia, de querer pegar o celular, de ligar pra alguém ou mandar uma mensagem.”
Sem fotos do quadro
A visão crítica dos dois adolescentes sobre o uso de celular no colégio e os benefícios da proibição são compartilhados por seus professores. “Melhorou muito no quesito entrosamento dos alunos. Eles têm que conviver juntos de novo”, ressalta Victor Maciel, professor de biologia do ensino médio.
O professor observa que, sem o celular, “os alunos não tiram mais fotos do quadro” e, mais atentos, perguntam mais, tiram dúvidas e aprendem mais. “Eles têm que estar mais focados agora. A aula fica mais interessante para eles. Porque sabem que não vão ter tanta facilidade depois para conseguir aquele conteúdo.”
Patrícia Belezia, coordenadora do ensino médio no Galois, também apoia a decisão. Ela se recorda de que, em ano anterior, a escola flagrou alunos jogando no celular inclusive em plataforma de apostas, “muitos viciados no jogo do tigrinho e em pôquer eletrônico. Eles faziam apostas entre eles.” Como o exemplo é uma forma de educar, a coordenadora destaca que a restrição aos celulares na escola é para todos. Se estende aos funcionários e aos professores.
Dulcineia Marques, sócia fundadora do colégio, acha que “ganhou um presentão” com a lei aprovada no Congresso Nacional e sancionada pelo presidente da República. Para ela, o aparelho celular pode ser um marcador de desigualdades sociais em função do modelo e do pacote de dados.
Ao seu ver, essas distinções distorcem o espírito das escolas que exigem o uso de uniforme igual para todos, que tem um propósito. “É o jeito de educar esses meninos. É assim para igualar as crianças e adolescentes. Para não trazer para dentro da escola o poder aquisitivo que os diferenciam pelos tênis e marcas de roupa.”
Projeto pedagógico
A escola de Dulcineia Marques, no Plano Piloto, atende a 1.198 meninos e meninas das quatro séries finais do ensino fundamental e dos três anos do ensino médio. A 32 quilômetros dali, em Ceilândia, no Centro Educacional n° 11, o diretor Francisco Gadelha atende a 1.512 estudantes dessas séries e também homens e mulheres de 18 a 60 anos do ensino de jovens e adultos (EJA). O diretor também faz elogios à proibição dos celulares.
“No começo, eu era contrário à lei, por entender que o celular é uma ferramenta tecnológica. Mas agora estou observando em poucos dias como está sendo benéfico inclusive no comportamento. A gente está tendo menos brigas, menos situações de bullying.”
Gadelha está aproveitando a entrada em vigor da Lei nº 15.100/2025 para provocar a reflexão dos alunos e dos professores. Na preparação do ano letivo, a escola adotou o livro “A geração ansiosa: como a infância hiperconectada está causando uma epidemia de transtornos mentais”, do psicólogo social Jonathan Haidt, como referência para a criação de um projeto pedagógico em andamento.
Segundo ele, os três primeiros dias de aula no período diurno foram “cansativos” porque teve de guardar na escola 15 celulares que os alunos trouxeram de casa. Os aparelhos foram devolvidos aos responsáveis pelos estudantes. Apesar da escola retirar o telefone dos alunos, apenas um pai reclamou. “Em regra, os pais estão gostando muito”, avalia o diretor.
Além da direção da escola durante o dia, Francisco Gadelha ainda leciona para adultos no período noturno. De acordo com ele, a proibição do celular “é mais difícil no EJA, porque os adultos estão mais viciados do que as crianças.” Com eles, a escola propõe um termo colaborativo para manter os aparelhos longe das salas de aula.”
Uso consciente
Para Luiz Fernando Dimarzio, analista pedagógico da Ctrl+Play, uma escola de tecnologia para crianças e adolescentes em cidades do Estado de São Paulo, a lei que proíbe celulares é “polêmica”, pois “a questão do permitir ou proibir é acabar indo muito nos extremos.”
Dimarzio opina que é preciso buscar “como que a gente pode utilizar isso de forma saudável, e ensinar o uso consciente da coisa. Eu fico pensando, será que, de repente, definir momentos específicos para uso? Para uma pesquisa, tem inúmeros aplicativos educacionais, né? Será que, de repente, definir momentos específicos para o uso não seria mais interessante?”,
Em suas indagações, o analista pedagógico lembra que a lei faculta o uso de aparelhos eletrônicos em sala de aula “para fins estritamente pedagógicos ou didáticos, conforme orientação dos profissionais de educação”.
Victor Freitas Vicente, coordenador de educação do Instituto Felipe Neto, avalia que havia um clamor no país pela adoção da lei contra os celulares nas escolas “e que a proibição pode ser um passo importante no contexto de ambientes digitais cada vez mais tóxicos.”
Ele, no entanto, pondera que “a escola não é um jardim murado. Ela é um polo conectado com os desafios da sociedade” e, nesse sentido, “precisa preparar as novas gerações para os desafios que as tecnologias digitais estão colocando, não só em relação ao comportamento, mas em relação a uma nova ordem econômica, a inteligência artificial.”
O coordenador também defende os resultados da proibição do celular sejam avaliados em pesquisas sobre aprendizagem, e que seja implantada a Política Nacional de Atenção Psicossocial nas comunidades escolares, que ainda não têm regulamentação definindo as regras práticas para adoção nos diferentes sistemas de educação brasileiros. Além disso, ele é a favor de que o Congresso Nacional retome a elaboração da lei sobre funcionamento das redes sociais.
Redes sociais
Thessa Guimarães, presidenta do Conselho Regional de Psicologia do Distrito Federal (CRP-DF) considera “fundamental tirar da gaveta projetos de lei que contribuam para a regulação das redes sociais, compreendendo que hoje a nossa vida atravessa as redes sociais”. Ela ressalta que, por causa das redes sociais, “um dispositivo eletrônico é uma porta aberta a toda a produção humana que existe, inclusive a produção de discursos de ódio, a produção de difusão de métodos de auto-lesão e de suicídio.”
Raquel Guzzo, pesquisadora e professora titular de Psicologia na PUC de Campinas, considera que as redes sociais, acessadas principalmente por meio de celulares, “têm um impacto significativo na autoestima e na percepção de si mesmos entre adolescentes, que podem se sentir pressionados a corresponder a padrões irreais de comportamento e estética.”
Ela lembra que as redes sociais “são projetadas para maximizar o tempo que os usuários passam nelas, utilizando algoritmos que promovem o engajamento contínuo.” No entanto, “outros recursos do celular, como jogos e aplicativos, também podem contribuir para a dependência, especialmente quando usados excessivamente.”
Linguagem comprometida
A psicopedagoga Gabriela de Martin, especialista em saúde mental pela UFRJ, avalia que a linguagem utilizada pelos mais jovens e os recursos para a escrita nos celulares também são comprometedores da linguagem e podem gerar barreiras quando forem buscar trabalho.
Gabriela de Martin tem experiência com a colocação profissional de jovens aprendizes (14 a 18 anos) no mercado de trabalho, mas enfrenta, no entanto, “imensa dificuldade, porque os meninos nessa faixa etária estão analfabetos.”
“Temos uma linguagem usada nos aplicativos de mensagem que não têm palavras por inteiro, cheia de erros de pontuação. Muitas vezes é o próprio teclado que vai criando o texto. Eu já vi muita gente que chega com 16, 17 anos sem capacidade de formular uma resposta”, lamenta Gabriela.
Totalmente favorável à proibição dos celulares nas escolas, a presidenta do CRP-DF, Thessa Guimarães, alerta para os riscos de crise de abstinência pela ausência do celular, com efeitos físicos e psíquicos, que pode acontecer “na ausência de qualquer droga, lícita ou ilícita, na ausência de um companheiro amado a partir de uma separação, ou na ausência de um dispositivo que se tornou a centralidade da vida daquela criança e daquele adolescente.”
Em caso de síndrome, Thessa Guimarães recomenda apoio familiar e busca de profissional qualificado para atendimento psicológico e “naturalmente, a substituição progressiva da centralidade daquele dispositivo por mais comunhão familiar e participação em atividades paradidáticas, extracurriculares.”
“É preciso povoar a vida dessa criança e desse adolescente de novos interesses e de novas aberturas, para que ela possa se recuperar do vício e explorar outras potencialidades.” Fonte agência brasil
Uma nova onda de calor deve elevar as temperaturas em diversas regiões do Brasil, trazendo impactos diretos à saúde respiratória. foto olhar digital
Nos próximos dias, uma nova onda de calor deve atingir diversas regiões do Brasil, elevando as temperaturas a níveis extremos. Segundo previsões meteorológicas, o fenômeno ocorrerá até o dia próximo dia 21 de fevereiro, com impacto mais severo no Sudeste e Nordeste. Para ser caracterizada como onda de calor, a temperatura precisa ficar pelo menos 5ºC acima da média por cinco dias consecutivos. De acordo com o Climatempo, estados como Paraná, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia e Piauí devem registrar aumentos entre 5ºC e 7ºC acima da média, exigindo maior atenção da população e autoridades para minimizar os impactos na saúde pública.
O aumento das temperaturas não se reflete apenas em desconforto térmico, mas também traz riscos significativos para a saúde respiratória. Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), períodos de calor extremo elevam o risco de desidratação e agravam doenças respiratórias, como asma e doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), resultando em um aumento expressivo nas hospitalizações. Além disso, a baixa umidade do ar, característica dessas ondas de calor, compromete as vias respiratórias, facilitando a entrada de vírus e partículas poluentes no organismo.
Calor extremo e impactos na respiração A relação entre temperaturas elevadas e problemas respiratórios tem sido cada vez mais evidenciada por estudos científicos. De acordo com a OPAS, temperaturas muito acima das médias históricas podem desencadear crises respiratórias severas, aumentando a demanda por atendimento hospitalar.
Outro fator preocupante é a piora na qualidade do ar. Pesquisas publicadas na revista Science Advances apontam que ondas de calor intensificam a concentração de poluentes, criando condições propícias para o desenvolvimento de doenças respiratórias e o agravamento de sintomas em indivíduos com condições crônicas.
Baixa umidade do ar e riscos à saúde Com o calor extremo, a umidade relativa do ar pode cair para níveis críticos, abaixo dos 30%, o que favorece o ressecamento das mucosas respiratórias. “Ambientes secos facilitam a entrada de partículas e agentes infecciosos no organismo, além de intensificar crises alérgicas e inflamatórias”, explica Pedro Henrique Abreu, gerente de Marketing e Produtos da G-Tech, líder em produtos de saúde domiciliar e hospitalar.
Para amenizar os efeitos da baixa umidade, especialistas recomendam o uso de umidificadores ultrassônicos, que ajudam a manter os níveis adequados de umidade nos ambientes. “Quando o ar está muito seco, é mais comum sentir irritação na garganta, no nariz e até ter crises alérgicas. O uso de umidificadores ajuda a repor a umidade do ambiente de forma equilibrada, aliviando esses desconfortos. A névoa fina gerada evita o ressecamento das vias respiratórias e torna a respiração mais confortável, especialmente nos dias mais quentes”, acrescenta o supervisor da marca que conta em sua linha com umidificador de ar ultrassônico Allergy Free HM G-Tech, um modelo pensado para melhorar a qualidade do ar e proporcionar mais conforto respiratório. Além de proporcionar mais conforto no dia a dia, manter um nível adequado de umidade no ambiente é essencial para a saúde respiratória. Isso ajuda a prevenir irritações nas mucosas e a reduzir sintomas como tosse e ressecamento da garganta, que podem se agravar em períodos de calor intenso. “Controlar a umidade do ar de forma eficiente faz diferença para evitar o agravamento de problemas respiratórios, especialmente para quem já sofre com alergias ou sensibilidade ao clima seco”, explica o representante.
Idosos e crianças: os mais vulneráveis Os efeitos do calor extremo não atingem a população de forma uniforme. Crianças e idosos estão entre os grupos mais vulneráveis, sendo mais propensos a complicações respiratórias e desidratação. Um estudo publicado na revista The Lancet revelou um aumento de 85% na mortalidade de idosos relacionada a ondas de calor entre 1990 e 2020. A dificuldade do organismo desses indivíduos em regular a temperatura, associada a doenças preexistentes, eleva significativamente os riscos.
No caso das crianças, o sistema respiratório ainda em desenvolvimento e a imunidade mais baixa contribuem para uma maior vulnerabilidade a infecções respiratórias. Segundo a Fiocruz, os menores de cinco anos representam uma parcela significativa das hospitalizações por complicações respiratórias durante os meses mais quentes do ano.
Medidas preventivas Diante das altas temperaturas e da baixa umidade do ar, algumas ações podem ser adotadas para minimizar os impactos na saúde:
Hidratação constante: ingerir água regularmente para evitar o ressecamento das vias aéreas.
Ventilação adequada: manter os ambientes bem ventilados para reduzir o acúmulo de ar seco.
Umidificação do ambiente: utilizar umidificadores para manter a umidade relativa do ar em níveis adequados.
Evitar exposição prolongada ao calor: reduzir atividades ao ar livre nos horários de pico de temperatura.
Com ondas de calor cada vez mais frequentes e intensas, medidas preventivas são fundamentais para garantir a saúde e o bem-estar da população. A adoção de hábitos saudáveis e o uso de tecnologias adequadas podem reduzir os impactos das temperaturas extremas e preservar a qualidade de vida, mesmo em períodos de calor recorde. Fonte Pietra Ribeiro La Pessse Cominação
O evento contou com a apresentação da equipe da Prefeitura de Colatina, reforçando a importância da cooperação entre setor público e privado para o progresso local. Foto Assedic
Na primeira Reunião Ordinária de 2025, realizada no auditório do Hotel Ajax, a Associação Empresarial de Colatina e Região (ASSEDIC) reuniu empresários, investidores e representantes do poder público para discutir iniciativas que impulsionam o crescimento econômico do município.
O evento contou com a apresentação da equipe da Prefeitura de Colatina, reforçando a importância da cooperação entre setor público e privado para o progresso local. Um dos pontos abordados foi o plano de capacitação de mão de obra, que será estruturado com base nas necessidades dos empresários para garantir qualificação direcionada e alinhada às demandas do mercado.
Outro destaque foi a apresentação do projeto do Porto IMETAME e da ZPE de Aracruz, que evidenciou as oportunidades que estão surgindo entre os municípios. A ideia central é fortalecer esse elo, criando um ambiente favorável para o crescimento econômico regional e a geração de novos empregos.
“Acreditamos que o crescimento da nossa região depende da qualificação profissional e da união do setor empresarial. Contamos com a participação ativa de todos para juntos impulsionarmos o desenvolvimento de Colatina”, afirmou Franco Bereta, presidente da ASSEDIC.
A reunião consolidou o compromisso da ASSEDIC em promover o diálogo e iniciativas que fomentem a economia local, reforçando a importância de parcerias estratégicas para um futuro promissor na região.
Processos seletivos mal estruturados podem resultar em contratações equivocadas, gerando prejuízos financeiros e comprometendo o ambiente organizacional. Foto: Reprodução/Freepik
O Brasil é o país com maior rotatividade de funcionários, e parte disso se deve a falhas nas empresas durante o processo de contratação. Negligenciar essa etapa pode afetar a produtividade e gerar gastos desnecessários no orçamento.
Dados da Robert Half indicam que mais de 40% dos líderes brasileiros admitiram já ter realizado ao menos uma contratação equivocada. Essa cultura impacta diretamente o turnover nas empresas, quando comparadas àquelas que conseguem manter uma equipe por mais tempo.
Para os executivos, é essencial compreender os maiores erros cometidos ao contratar um funcionário e explorar estratégias para evitar esses problemas, otimizando, assim, as atividades corporativas.
Principais motivos para contratações equivocadas
As contratações erradas geralmente estão mais relacionadas a falhas da própria empresa do que ao comportamento do candidato. Empresas que não estruturam de maneira adequada seu processo seletivo acabam negligenciando detalhes estratégicos para uma escolha assertiva.
Atualmente, uma tendência cada vez mais explorada é o recrutamento com inteligência comportamental, para entender, além das competências técnicas, se o profissional está alinhado com os valores da empresa.
Confira os principais erros cometidos por executivos ao contratar um funcionário:
Não descrever o cargo com clareza
Uma descrição de cargo incompleta pode levar os candidatos a interpretarem as responsabilidades de maneiras distintas, o que gera expectativas desalinhadas. A descrição deve ser precisa, especificando habilidades técnicas, atividades diárias e o perfil desejado.
Evitar o recrutamento interno
Funcionários já conhecidos possuem vantagens como o entendimento da cultura organizacional, habilidades validadas e um histórico de desempenho. Além disso, também pode ser um motivador, ao mostrar que a empresa valoriza o desenvolvimento interno.
Ignorar a entrevista com os candidatos
A entrevista não deve ser negligenciada ou tratada de forma superficial. Ela é uma oportunidade para observar características que não estão no currículo, além de permitir que o candidato tire dúvidas e conheça mais sobre a empresa.
Não ter uma visão neutra
É importante que o recrutador ou gestor tenha uma visão objetiva e imparcial, evitando influências de afinidades pessoais. Um processo seletivo eficaz requer uma análise focada nas habilidades e competências do candidato.
Medo da concorrência
O receio de perder um bom talento para outras empresas pode levar a decisões precipitadas e contratações que não atendem ao perfil do cargo. O recrutamento deve ser uma decisão estratégica, baseada nas necessidades reais da empresa.
Negligenciar o perfil comportamental
Subestimar a importância do perfil comportamental do candidato pode resultar em problemas. Habilidades interpessoais, atitudes e a compatibilidade com a cultura organizacional são essenciais para o sucesso do colaborador a longo prazo.
Falta de testes e métricas
Basear-se apenas na análise de currículos e entrevistas pode ser impreciso. Testes específicos são ferramentas valiosas para avaliar habilidades técnicas e comportamentais, além de medir a aptidão do candidato para o cargo.
Ter pressa para contratar
A pressa na contratação pode gerar erros prejudiciais para a empresa. O processo seletivo precisa ser conduzido com calma e atenção, permitindo uma avaliação completa de todos os aspectos do candidato.
Estabelecer metas irreais
Definir um perfil de candidato perfeito ou estabelecer expectativas excessivas para o novo colaborador pode gerar frustração. É essencial ter objetivos claros e alcançáveis para garantir um recrutamento bem-sucedido.
O que é turnover e como calcular o índice?
O cálculo do turnover é fundamental para empresas com alta rotatividade de funcionários. Ele permite medir a relação entre as saídas e as entradas de colaboradores em um determinado período.
A fórmula para o cálculo é a seguinte: somam-se admissões e demissões, divide-se o resultado por dois e, em seguida, divide-se esse valor pela quantidade total de funcionários. O índice percentual é obtido multiplicando o resultado por 100.
Recrutamento com inteligência comportamental como alternativa
O recrutamento baseado na inteligência comportamental vai além das competências técnicas, buscando avaliar o alinhamento do perfil comportamental do candidato com os requisitos do cargo. Esse tipo de seleção observa, desde a personalidade até a forma como o indivíduo interage com os outros, incluindo momentos de desafio ou pressão.
Esse modelo de recrutamento proporciona uma análise mais completa do candidato, reduzindo as chances de erros. Em períodos de recessão ou entre mercados competitivos, erros de contratação podem trazer prejuízo de 3 a 15 vezes maior que o salário do profissional.
O cenário atual exige que as empresas mudem sua abordagem no processo de contratação. Investir em escolhas assertivas não só torna a organização mais eficiente, mas também contribui para um ambiente de trabalho mais harmônico e produtivo. Fonte jornalista Alan Santana
São mais de 20 cursos gratuitos distribuídos entre os municípios de Aracruz, Cachoeiro de Itapemirim, Colatina, Linhares, São Mateus, Serra, Vila Velha e Vitória. foto senai
Em um mercado cada vez mais competitivo, estar atualizado e qualificado faz toda a diferença para conquistar novas oportunidades ou se reposicionar profissionalmente. Atento a essa realidade, o Senai ES está oferecendo, por meio do Programa Acelera Senai, 4 mil vagas para qualificação profissional de forma gratuita em todo o Estado. As inscrições já estão abertas no site do Senai ES.
Anteriormente conhecido como “Qualifica Senai”, o programa é voltado às pessoas de baixa renda, com oportunidades distribuídas entre os municípios de Aracruz, Cachoeiro de Itapemirim, Colatina, Linhares, São Mateus, Serra, Vila Velha e Vitória. Os cursos de formação inicial e continuada têm curta duração e acontecem na modalidade de Ensino à Distância (EaD) com alguns encontros presenciais por semana.
O início das aulas irá depender da unidade e do curso escolhido, onde os alunos poderão escolher entre as mais de 20 áreas de atuação, como: assistente de logística, classificação de rochas ornamentais, controlador e programador da produção, eletricista veicular, instalação de sistemas fotovoltaicos, instalador hidráulico, manutenção corretiva de máquinas e equipamentos industriais, montador de veículos automotores e muito mais.
O diretor regional do Senai ES e superintendente do Sesi ES, Geferson Luiz dos Santos, ressalta que a iniciativa é muito valiosa para a construção de um Estado mais produtivo e justo em oportunidades, alinhando mão de obra às necessidades dos setores industriais.
“O Senai possui uma sólida trajetória de tradição e excelência quando o assunto é educação profissional. Quando voltamos o nosso olhar para o futuro do trabalho e às necessidades do mercado, podemos, paralelamente, desenvolver e contribuir para o fomento de oportunidades para quem mais precisa”, afirma.
Senai ES como referência no mercado
A recente Pesquisa de Acompanhamento de Egressos 2022-2024 do Senai apontou que 83% dos alunos que concluíram cursos de qualificação profissional na instituição do Estado já estão inseridos no mercado. Dado acima da média nacional, de 71,7%.
Vale lembrar que as inscrições estarão abertas até quatro dias antes da data de início dos cursos (até às 23h e 59min). Após esse período, o sistema não permitirá novas inscrições.
Por Maria Victória de Sant’Anna com a supervisão de Natália Magalhães