Mudança na legislação do aborto e liberação de armas e drogas não passam na Câmara, diz Lira

Mudança na legislação do  aborto e liberação de armas e drogas não passam na Câmara, diz Lira

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), afirmou que propostas que mudam a legislação do aborto ou que liberem armas ou drogas não passam na Casa, mas precisam ser discutidas, porque os parlamentares têm cada vez mais protagonismo e é natural que esses debates aconteçam no Parlamento.

Segundo Lira, muitos requerimentos de urgência são votados sem compromisso com o mérito da proposta. Um desses projetos é o polêmico texto que equipara o aborto de gestação acima de 22 semanas ao homicídio, cuja urgência foi aprovada no mês passado a (PL 1904/24).

Assistolia fetal
O presidente explicou que o objetivo do projeto era debater a técnica da assistolia fetal, e que foi objeto de conflito entre o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Conselho Federal de Medicina (CFM). A técnica consiste na injeção de cloreto de potássio para interromper os batimentos cardíacos do feto antes da sua retirada do útero.

O CFM havia proibido a utilização da técnica clínica, e o STF derrubou a decisão por avaliar que houve indícios de abuso do poder regulamentar por parte do conselho, ao limitar a realização de procedimento médico reconhecido, recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e previsto em lei.

A resolução do CFM dificultava aborto em gestação decorrente de estupro.

“O que discutimos foi uma técnica, e foi o resto do projeto que deu uma versão horrenda. Quando você tenta explicar o assunto, esse assunto fica complicado e, para não ter versões, vamos ter várias discussões sobre a assistolia e não sobre a mudança da legislação do aborto, porque isso não passa no Congresso”, disse o presidente em entrevista à Globonews nesta sexta-feira (19).

Emendas
Lira defendeu ainda o direito da autonomia do Congresso na indicação de emendas. Segundo ele, é o parlamentar que consegue levar para pequenas localidades alguma intervenção no poder público para diminuir desigualdades regionais e sociais.

“O ministro não tem a visão minuciosa de cada lugar”, disse o presidente. “Por que foi criado o orçamento impositivo? Porque o Executivo não respeitava o orçamento votado e o parlamentar tinha que ficar com o pires na mão”, criticou.

Ele também afirmou que é preciso repensar as emendas de transferência especial, chamadas de “emendas Pix”. Neste caso, os recursos podem ser diretamente destinados a Estados e municípios, sem necessidade de formalização prévia de convênios, apresentação de projetos ou aval técnico do governo federal, ou seja, vão para prefeituras e estados sem uso pré-definido.

Lira defendeu mais transparência nesse processo e disse que os objetos dessas emendas precisam estar mais definidos.

Dívidas dos partidos
Em relação à aprovação da PEC que facilita pagamento de dívidas de partidos políticos (PEC 9/23), Lira voltou a afirmar que não se trata de anistia às agremiações que não cumpriram cotas de mulheres e de negros.

Segundo ele, o Congresso vai corrigir, via PEC, uma resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) feita fora do período legal (da anualidade) e que impôs multas aos partidos.

“Temos vedações constitucionais que impedem mudanças na lei [das eleições] dentro de um ano, e o que houve foi uma resolução do TSE, dentro do período vedado, impondo a partidos regras de cotas que não estavam na lei e depois vieram multas. Só mudamos isso”, explicou.

Reportagem – Luiz Gustavo Xavier
Edição – Wilson Silveira

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Fonte: Agência Câmara de Notícias

Convenções partidárias: prazo começa neste sábado (20) e vai até 5 de agosto

Convenções partidárias: prazo começa neste sábado (20) e vai até 5 de agosto

A partir deste sábado (20) até o dia 5 de agosto, os partidos políticos e as federações podem realizar convenções partidárias para escolher as candidatas e os candidatos aos cargos de prefeito, vice-prefeito e vereador e deliberar sobre eventuais coligações para as Eleições Municipais 2024. O prazo consta do Calendário Eleitoral do pleito de outubro.  

Também a partir de 20 de julho, os partidos políticos e as federações devem assegurar que, na data da convenção, em cada município, a legenda que deseje participar das eleições tenha órgão de direção constituído na circunscrição devidamente anotado no tribunal regional eleitoral, de acordo com o respectivo estatuto partidário, e que a federação que deseje participar do pleito conte, em sua composição, com ao menos um partido político que tenha órgão de direção que atenda a esta regra.

A convenção partidária é um encontro formal entre filiadas, filiados e uma legenda política, realizado de acordo com as normas estatutárias da agremiação. Essas convenções podem ter dois objetivos: umas, de caráter não eleitoral, são convocadas conforme a necessidade do partido, para a discussão de temas específicos; outras envolvem a escolha de candidatas e de candidatos e deliberam sobre eventuais coligações em um pleito. 

Formato  

As convenções partidárias podem ser realizadas no formato presencial, virtual ou híbrido. Após a escolha das candidatas e dos candidatos em convenção, a legenda já pode solicitar o registro das candidaturas à Justiça Eleitoral, o que deve ser feito até 15 de agosto.  

A federação partidária registrada no TSE também está habilitada a participar das eleições. Porém, neste caso, as convenções dos partidos que a integram deverão ocorrer de maneira unificada, como se a federação fosse uma única agremiação.  

O que a lei diz  

De acordo com a Lei das Eleições (artigo 10, parágrafo 3º, da Lei nº 9.504/1997), cada partido, federação ou coligação poderá solicitar o registro de uma candidata ou um candidato ao cargo de prefeito e respectivo vice. Já para as câmaras municipais, o número de candidatas e de candidatos registrados pelo partido ou pela federação – pois coligações não participam de eleições proporcionais – será de até 100% do número de lugares a serem preenchidos, acrescido de mais um. Com base nesse número, a legenda e a federação deverão preencher a proporção de no mínimo 30% e no máximo 70% com candidaturas de cada sexo. 

LB/EM, DB

Eleições 2024: Espírito Santo tem 2.999.642 eleitores aptos a votar

Eleições 2024: Espírito Santo tem 2.999.642 eleitores aptos a votar

 perfil do eleitorado apto a votar no Espírito Santo foi divulgado nesta sexta-feira (18) pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que disponibilizou os dados de todo o Brasil. No Estado, 2.999.642 eleitoras e eleitores estão aptos a votar nas Eleições 2024, um aumento de 6,74% em relação às eleições municipais de 2020. Destes, 52% são do gênero feminino (1.571.096 eleitoras), 48% são do gêEleições 2024: Espírito Santo tem 2.999.642 eleitoEscritório de Projetos do Governo do ES é considerado o melhor do Paísres aptos a votarnero masculino (1.427.808 eleitores), e 738 eleitores não informaram o gênero. Escritório de Projetos do Governo do ES é considerado o melhor do País

Raio x do eleitorado

Os números demostram que houve uma evolução de 6,74% do eleitorado em relação às últimas eleições municipais (2020), quando 2.810.132 pessoas estavam aptas a exercer o direito de escolher seus representantes políticos no Espírito Santo. Neste ano, estão em disputa os cargos de prefeito, vice-prefeito e vereador. Confira os dados gerais aqui

A maior faixa de eleitorado capixaba compreende as idades entre 45 a 59 anos (767.828 eleitores – 25,6%). Os jovens com 15 anos incompletos (completam 16 anos até o 1º turno das eleições) até 17 anos aptos a votar são 22.066 eleitores (0,73%) e os idosos com mais de 70 anos são 292.436 eleitores (9,75%). Os dados completos por idade podem ser vistos aqui

Grau de instrução

A maior parte do eleitorado informou ter o ensino médio completo, sendo 769.495 (25,65%) nesta condição. Em seguida, outros 741.711 eleitores (24,73%) disseram ter o ensino fundamental incompleto. Outros 555.628 (18,52%) possuem o ensino médio incompleto. Apenas 10,37%, ou seja, 311.144 concluíram a graduação superior completa. Analfabetos representam 3,36% do eleitorado (100.774). Os dados completos por instrução por ser vistos aqui

Nome social

Pela quarta eleição consecutiva, a Justiça Eleitoral garante que pessoas pessoas LGBTQIA+ tenham o nome social – aquele pelo qual o eleitor prefere ser designado – impresso no título de eleitor e no caderno de votação. Neste ano, 705 eleitores farão uso do nome social no Estado.

Eleitorado com deficiência

Para as Eleições 2024, 27.705 eleitoras e eleitores declararam ter algum tipo de deficiência ou mobilidade reduzida. Esses eleitores podem, inclusive, exercer o voto em seções adaptadas pela Justiça Eleitoral para atendimento das necessidades apresentadas. De acordo com o Calendário Eleitoral, o eleitor nessa situação tem até o dia 22 de agosto para solicitar transferência para uma seção com acesso facilitado. Os dados completos podem ser acessados clicando aqui.

Distribuição geográfica

Município com a maior população do Espírito Santo, Serra continua a ser o maior colégio eleitoral do Estado, com 362.524 eleitores. Na Grande Vitória, a Capital tem 266.570 eleitores; Cariacica tem 278.170 eleitores; Vila Velha conta com 345.228 aptos a votar e Viana tem 54.289 eleitores. Confira os dados do eleitorado por município neste link: 

Banestes anuncia R$ 1 bi em recursos para Plano Safra 2024/25

Banestes anuncia R$ 1 bi em recursos para Plano Safra 2024/25

O Banco do Estado do Espírito Santo (Banestes) anunciou, na manhã dessa quinta-feira (18), a abertura do Plano Safra 2024/2025, com disponibilidade de R$ 1 bilhão para financiamentos de Crédito Rural no Estado. Os recursos são destinados para produtores e cooperativas rurais fortalecerem as atividades agrícolas e de pecuária já consolidadas, além de incentivar novas culturas e criações, e estarão vigentes até o dia 30 de junho de 2025.

O anúncio aconteceu durante o evento de Lançamento do Plano Safra 2024/25 de Crédito Rural Banestes, promovido na Associação Comercial e Industrial de Alegre (Acisa), no município de Alegre, e contou com a presença de autoridades locais e de representantes do Banestes. A agência Banestes de Alegre foi uma das agências que mais se destacou na concessão de Crédito Rural durante a Safra 2023/2024.

O crédito da nova Safra estará disponível para financiar a compra de insumos, tratos de cultivo e demais custos para a manutenção da atividade agrícola ou pecuária, bem como a aquisição de máquinas, equipamentos e implementos agrícolas, aquisição de animais, renovação e implantação de lavouras, construção e reformas, eletrificação e, inclusive, a implantação de sistemas para a geração e distribuição de energia produzida a partir de fontes renováveis, além de equipamento e demais itens relacionados a sistemas de conectividade no campo, entre outros.

Para as linhas de custeio, as taxas partem de 2,00% ao ano. As linhas de investimento têm possibilidade de parcelamento em até dez anos, a depender da cultura explorada. O Banestes espera alcançar excelentes resultados com a nova Safra, conforme cita o diretor-presidente do banco, Amarildo Casagrande.

“O crédito rural está presente no DNA do Banestes, que nasceu como o banco de crédito agrícola do Estado. Essa trajetória de quase 87 anos demonstra o olhar atento que o banco tem para o produtor rural capixaba e estamos presentes em todos os 78 municípios do Estado, com pelo menos uma agência física por localidade. Encerramos a Safra anterior, 23/24, com um crescimento de 60% do volume de liberações em relação à Safra de 22/23, com incremento de 70% na receita. Com isso, temos uma excelente expectativa para esta nova Safra”, enfatizou Amarildo Casagrande.

Ele prosseguiu: “Temos ainda um grande diferencial de proximidade com o cliente, por meio de um atendimento individualizado. Reforço que o Banestes é um importante parceiro e que estamos à disposição do produtor rural capixaba”.

As linhas de Crédito Rural oferecidas pelo Banestes têm condições especiais, com taxas reduzidas e subsidiadas, que proporcionam aos produtores de todos os portes o custeio da produção e o investimento na atividade produtiva, aumentando a competitividade.

A linha adequada é definida conforme o projeto a ser financiado. De acordo com a orientação do gerente de Crédito Rural e para Investimentos do Banestes, Fernando Aloquio, o primeiro passo que o produtor rural deve seguir é procurar o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) ou o escritório técnico terceirizado de confiança para buscar orientações e elaboração do projeto. “O Banestes conta com escritórios técnicos credenciados em todo o Espírito Santo e também agências orientadas para prestar todo o apoio e atendimento ao produtor rural”, frisou.

Aloquio explicou ainda que para a liberação do crédito, o Banestes vai verificar a regularidade socioambiental da propriedade. “E existe a possibilidade de desconto na taxa contratada, caso o produtor apresente regularidade no Cadastro Ambiental Rural ou comprove a aplicação de alguma prática sustentável em sua propriedade”, completou.

Para solicitar recursos, o agricultor deverá entrar em contato com a agência Banestes de sua região. O atendimento estará apto a orientá-lo na escolha da linha de crédito que melhor atende à finalidade desejada. É importante que o produtor rural observe, além da taxa de juros da operação, se o valor e o prazo são adequados para a finalidade desejada. Todas as informações serão fornecidas no momento do atendimento.

SAIBA MAIS:

Linhas de Crédito Rural Banestes (condições vigentes até 30/06/2025)

Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura (Pronaf)

  • Finalidade: Custeio agrícola e pecuário.
  • A quem se destina: Pequenos produtores e agricultores familiares enquadrados no Pronaf.
  • Taxa de juros: de 2%a.a. a 6%a.a., dependendo da cultura.

Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp)

  • Finalidade: Custeio agrícola e pecuário.
  • A quem se destina:Produtores de médio porte enquadrados no Pronamp.
  • Taxa de juros: 8%a.a.

Linha de Crédito Demais Produtores

  • Finalidade: Custeio agrícola e pecuário.
  • A quem se destina: Demais produtores rurais.
  • Taxa de juros: 12%a.a.

Linha de Crédito de Investimento

  • Finalidade: Investimento agrícola e pecuário. Formação de lavoura, aquisição de trator, máquina, equipamento, veículo e investimento em empresa ligada ao agroturismo.
  • A quem se destina: Produtores rurais, independente do porte do produtor.
  • Prazo: Até 10 anos, dependendo do bem financiado e/ou projeto técnico elaborado.

Linha de Crédito de Comercialização

  • Finalidade:Comercialização agrícola e pecuária.
  • A quem se destina: Empresa na cadeia de comercialização de produtos agrícolas ou pecuários, trazendo algum beneficiamento ao produto.
  • Prazo:Até 2 anos, dependendo da cadeia de atuação e/ou projeto técnico elaborado.

Linha de Crédito de Industrialização

  • Finalidade: Industrialização agrícola e pecuária.
  • A quem se destina: Indústria na cadeia de beneficiamento de produtos agrícolas ou pecuários.
  • Prazo: Até 3 anos, dependendo da cadeia de atuação e/ou projeto técnico elaborado.

Funcafé – Crédito de Comercialização

  • Finalidade: Financiar a aquisição de café, conceder ao produtor rural e as suas cooperativas recursos financeiros em valor equivalente à quantidade de produto armazenado para possibilitar a venda futura em melhores condições de mercado.
  • A quem se destina: Cafeicultores e suas cooperativas de produção agropecuária.
  • Taxa de juros: 11%a.a.
  • Prazo: Até 12 meses.

Funcafé – Financiamento para Aquisição de Café (FAC)

  • Finalidade: Financiar a aquisição de café.
  • A quem se destina: Indústria torrefadora de café, indústrias de café solúvel, beneficiadores de café, exportadores e cooperativas de cafeicultores que exerçam as atividades de beneficiamento, torrefação ou exportação de café.
  • Taxa de juros: 11%a.a.
  • Prazo: Até 12 meses.

Funcafé – Crédito para Capital de Giro para Indústrias de Café Solúvel e de Torrefação de Café e para Cooperativa de Produção

  • Finalidade: Capital de Giro.
  • A quem se destina: Indústrias de café solúvel e de torrefação de café e cooperativas de produção.
  • Taxa de juros: 11%a.a.
  • Prazo: Até 24 meses. Fonte e foto bandes

US$ 911 milhões em exportação de cosméticos brasileiros: por que o mercado está em alta?

Produtos nacionais são reconhecidos internacionalmente pela qualidade e pela inovação e expectativa é que esse volume cresça ainda mais, Foto: Freepik

A indústria brasileira de cosméticos vem ganhando espaço no mercado internacional. Em 2023, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC) , o Brasil fechou o ano com um número recorde: nada menos do que US$ 911 milhões em exportações – alta de mais de US$ 150 milhões em relação a 2022.

O volume expressivo coloca o setor na lista daqueles com maior crescimento e relevância no mercado global. A qualidade dos produtos, a inovação nas fórmulas e a exploração da rica biodiversidade brasileira são alguns dos fatores responsáveis por esse sucesso.

Qual o segredo do sucesso do Brasil?

Produtos diferenciados e ecologicamente corretos, utilizando ingredientes naturais e exóticos da rica biodiversidade brasileira. Esse parece ser o principal segredo do sucesso da indústria brasileira de cosméticos no exterior.

Mercados como os países da América do Sul e Central, dos Estados Unidos, da Europa e da Ásia têm mostrado interesse crescente na nossa produção. Somado a isso, temos o fato de que as marcas brasileiras têm adotado estratégias digitais e de marketing internacional visando consolidar a presença do país entre os principais concorrentes do segmento.

Por fim, vale lembrar que os produtos brasileiros se destacam pela qualidade e pela inovação no uso das fórmulas. Isso faz com que as mercadorias brasileiras sejam “únicas” nesse sentido, o que as torna alternativas premium em relação ao restante do mundo.

Tendências de consumo global favorecem o Brasil

Os cosméticos brasileiros são conhecidos pelo uso de ingredientes naturais da biodiversidade brasileira, como açaí, cupuaçu, castanha-do-Brasil, maracujá, andiroba, entre outros. Os cosméticos brasileiros mais exportados incluem produtos para cuidados com a pele, cabelo e corpo.

O comportamento dos consumidores ao redor do mundo favorece a exportação industrial brasileira no segmento de cosméticos. Tendências globais como o aumento da preocupação com a sustentabilidade, o interesse por ingredientes naturais e orgânicos, e a busca por produtos inovadores e étnicos são favoráveis aos cosméticos brasileiros.

Sustentabilidade: um diferencial competitivo

A sustentabilidade no setor de cosméticos não se limita apenas à preocupação ambiental, mas também abrange questões sociais e éticas. Marcas estão cada vez mais engajadas em práticas de comércio justo, promovendo o bem-estar das comunidades produtoras de ingredientes naturais.

Além disso, há um movimento crescente em direção à transparência e à responsabilidade corporativa, em que os consumidores valorizam marcas que demonstram compromisso genuíno com a sustentabilidade. Com essa abordagem mais ampla, o setor de cosméticos brasileiro não apenas se adapta às demandas do mercado, mas também assume um papel proativo na construção de um futuro ambientalmente mais saudável.

Indústria tem desafios a superar

Embora os números se mostrem positivos ano após ano, a indústria de cosméticos brasileira ainda tem muitos desafios a superar para se posicionar como uma das mais importantes no mercado nacional. Isso inclui:

·        Regulamentações e barreiras comerciais em mercados internacionais.

·        Necessidade de adaptação às normas e preferências de diferentes países.

·        Concorrência global intensa, especialmente de grandes marcas internacionais.

·        Investimento em pesquisa e desenvolvimento para inovação contínua.

·        Logística e custos de exportação.

·        Manutenção de padrões de qualidade e sustentabilidade ao expandir a produção.

Assim, ainda que a expectativa seja das melhores para os próximos anos, tudo vai depender dos investimentos direcionados ao setor. Isso incluiu não apenas pesquisa e desenvolvimento, mas melhores condições logísticas e tributárias.

A ascensão vertiginosa da indústria brasileira de cosméticos no cenário internacional reflete não apenas a qualidade excepcional dos produtos, mas também a habilidade estratégica em aproveitar a rica biodiversidade do país.

Com um crescimento substancial nas exportações, alcançando US$ 911 milhões em 2023, o Brasil se destaca como um polo de inovação e sustentabilidade. No entanto, apesar dos êxitos recentes, a indústria enfrenta desafios significativos, como adaptação às regulamentações internacionais, competição acirrada e custos logísticos elevados, exigindo um compromisso contínuo com pesquisa, desenvolvimento e práticas sustentáveis para manter e expandir seu sucesso no mercado global. Fonte Alan Santana

ASSEDIC realiza primeiro encontro Café com Negócios em Colatina

O encontro Café com Negócios aconteceu na quinta-feira dia 18, no Sanear em Colatina. Foto assedic

A Associação Empresarial de Colatina e Região (ASSEDIC) realizou na quinta-feira, dia 18 deste, no Auditório do Sanear de Colatina, o primeiro Café com Negócios, abordando como tema Infraestrutura e Logística sobre a BR 259, que liga o município de João Neiva no Espírito Santo a Minas Gerais. O evento, aberto ao público, contou com a presença do Superintendente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) no Espírito Santo, Romeu Scheibe, e do Superintendente da Polícia Rodoviária Federal (PRF) no Espírito Santo, Wemerson Pestana, e de lideranças colatinenses. O Café com Negócios, idealizado pela diretoria da Assedic, para fomentar uns amplos debates enriquecedores entre o empresariado local, com oportunidades valiosas de aprendizado e troca de informações para impulsionar ainda mais a Princesa do Norte e região, segundo o presidente da ASSEDIC, Franco Bereta. “Nosso objetivo é proporcionar um ambiente onde os empresários possam discutir temas relevantes, buscar soluções e fortalecer o networking,” afirmou Bereta. Durante sua apresentação, o superintendente da PRF, Wemerson Pestana, destacou as ações de fiscalização integradas nas rodovias federais do Estado. Ele também anunciou a instalação de um novo posto da PRF em Colatina, que será equipado com modernos sistemas de monitoramento, reforçando a segurança na região. Em seguida, Romeu Scheibe, superintendente do DNIT, apresentou o projeto de duplicação da BR 259, cuja conclusão está prevista para novembro de 2024. O projeto inclui a duplicação da rodovia entre João Neiva e Colatina, além de interseções, passarelas, terceiras faixas, vias marginais e ajustes de traçado até a divisa com Minas Gerais, no município de Baixo Guandu. “A BR 259 é uma via crucial para o escoamento de produções de mineração, rochas ornamentais, confecções e agroindústria de Colatina e região,” destacou Scheibe. “Essa melhoria permitirá maior velocidade média, redução nos custos de transporte e diminuição no número de acidentes, beneficiando tanto o fluxo de pessoas quanto de cargas rumo aos portos e ao litoral capixaba.” O evento contou com participação da sociedade, e reforçou o compromisso da ASSEDIC em promover o desenvolvimento regional através do diálogo e da inovação. Fonte e foto assessoria de imprensa da Assedic.

Romeu Scheibe, superintendente do DNIT e o superintendente da PRF, Wemerson Pestana, receberam do presidente da Assedic Franco Bereta o livro 100 de Colatina, dos jornalistas Nilo Tardin e Adalberto Batista

Colatina Fashion Day agora faz parte do calendário oficial de eventos da cidade

Colatina Fashion Day, que é sempre realizado no mês de outubro no Shopping Moda Brasil. foto divulgação

Notícia importante para o setor do vestuário e da moda em Colatina. Em uma iniciativa da Prefeitura Municipal, com aprovação da Câmara de Vereadores, a feira de comercialização de pronta entrega da indústria do vestuário, o Colatina Fashion Day, que é sempre realizado no mês de outubro no Shopping Moda Brasil, agora faz parte do calendário oficial de eventos da cidade.

Voltado para lojistas e visitantes, com desfiles de moda e apresentação das coleções de Alto Verão de várias marcas locais, o evento reúne as principais empresas do setor de vestuário de Colatina e também abre espaço para os novos e pequenos negócios.

O projeto de lei aprovado no dia 15 de julho reforça o pioneirismo e a força do Colatina Fashion Day, anteriormente chamado de Capixaba Fashion Day, que atrai turistas e compradores de diversas partes do Brasil, que vêm para Colatina em busca da qualidade do produto local.

O grande volume de excursões e de grupos visitantes movimenta também o setor hoteleiro, de bares, restaurantes e de serviços da cidade, impactando na geração de empregos, oportunidades e renda.

Com a inclusão do Colatina Fashion Day de moda no calendário oficial da cidade, todos os envolvidos na cadeia produtiva do setor de moda, em parceria com o poder executivo e legislativo de Colatina, poderão ampliar suas iniciativas e buscar apoio institucional a nível federal, estadual e municipal para a realização do evento.

Em reunião realizada com os lojistas nesta sexta-feira (19), no Shopping Moda Brasil, o diretor Mazinho Sabadini elogiou a iniciativa da Prefeitura e da Câmara de Vereadores. Para ele, a realização do evento com a chancela das instituições administrativas da cidade dá mais credibilidade e potencializa o setor da moda e do vestuário, que atualmente emprega mais de 15 mil pessoas em Colatina.