Eleições 2024:  voto em trânsito não é permitido nos pleitos municipais

Eleições 2024:  voto em trânsito não é permitido nos pleitos municipais

No próximo domingo (6), data do 1º turno das Eleições Municipais de 2024, eleitoras e eleitores têm o direito de eleger novos representantes para os cargos de prefeito, vice-prefeito e vereador, que vão atuar pelos próximos quatro anos. Como o voto em trânsito não é permitido nas eleições municipais, apenas em pleitos gerais, aqueles que não estiverem em seu domicílio eleitoral (onde residem ou têm vínculos) e não puderem votar deverão justificar a ausência.  

A votação em trânsito ocorre somente em ano de eleições gerais (para Presidência da República, Senado Federal, assembleias legislativas, Câmara Legislativa do Distrito Federal, Câmara dos Deputados e governos estaduais), em locais de votação convencionais ou criados para essa finalidade nas capitais e nos municípios com mais de 100 mil eleitoras e eleitores. 

Como justificar o voto? 

Nas Eleições de 2024, a justificativa de ausência à votação deve ser apresentada preferencialmente pelo e-Título, aplicativo da Justiça Eleitoral (baixe o app nas lojas virtuais Google Play e Apple Store). No dia da eleição, também é possível imprimir o formulário de Requerimento de Justificativa Eleitoral (formato PDF) e entregá-lo preenchido nas mesas receptoras de votos ou de justificativas instaladas pelos tribunais regionais eleitorais e pelos cartórios eleitorais

Qual é o prazo para justificar?  

Quem não apresentar a justificativa no dia das eleições poderá justificar a ausência até 60 dias após cada turno. Além do e-Título, é possível realizar o procedimento pelo Sistema Justifica, no Portal do TSE.  

Outra opção é preencher o formulário de Requerimento de Justificativa Eleitoral (pós-eleição) e entregá-lo em qualquer cartório eleitoral ou enviá-lo pelos Correios à autoridade judiciária da zona eleitoral responsável pelo título. Mas atenção: esse requerimento é diferente daquele preenchido no dia da eleição. Fonte e foto tse

Orçamento do ES para 2025 é de R$ 29,5 bilhões

Orçamento do ES para 2025 é de R$ 29,5 bilhões

Proposta encaminhada pelo Executivo para análise da Assembleia Legislativa (Ales) estima, para 2025, o orçamento do Estado (fiscal e da seguridade social) em R$ 29.518.094.648. De acordo com o Projeto de Lei (PL) 536/2024, o valor é 18,40% maior do que os R$ 24.930.292.998 previstos para este ano.

Na justificativa da matéria, o governador Renato Casagrande (PSB) afirma que o texto leva em conta a “limitação imposta pelo cenário fiscal projetado”. O chefe do Executivo também cita alicerces como a efetividade e inovação na gestão, responsabilidade fiscal e modernização da administração pública.

A matéria apresenta R$ 731.041.315,00 considerados como orçamento de investimento e que compreende as despesas das empresas públicas e sociedades de economia mista das quais o Executivo é sócio majoritário. Os investimentos propriamente ditos giram em torno de R$ 3,7 bilhões.

Para os poderes e órgãos, desconsiderando o Executivo – que terá a maior fatia da peça (90,81%) – Judiciário, Legislativo, Ministério Público (MPES), Tribunal de Contas (TCES) e Defensoria Pública (DPES) terão reservados um total de R$ 2,7 bilhões (ou 9,19%) do orçamento global do Estado.

Orçamento dos poderes e órgãos
 

Poder/ÓrgãoLOA 2024 LOA 2025   %
Executivo    22.275.475.38726.804.084.171 20,33
Tribunal de Justiça 1.550.805.681 1.565.945.393  0,98
Ministério Público 527.128.835     552.377.1074,79
Assembleia Legislativa253.327.268 260.447.6292,81
Tribunal de Contas192.978.513  205.727.356 6,61
Defensoria Pública 130.577.314129.512.992  -0,82


Apesar dos percentuais diferentes na evolução do orçamento, o cálculo de repasse das verbas para Assembleia, Tribunal de Contas, Tribunal de Justiça (TJES), Ministério Público e Defensoria Pública foi feito de maneira igual, com base no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) aferido entre julho de 2023 e junho de 2024 (4,23%), mais a taxa de 1,50%, totalizando 5,73% de incremento.

A distorção é notada porque esses 5,73% são aplicados sobre recursos de livre aplicação desses poderes e órgãos e também sobre valores carimbados para o Instituto de Previdência dos Servidores do Estado do Espírito Santo (IPAJM). Esses não entram no orçamento fiscal e da seguridade acima.

No caso da Ales, por exemplo, a LOA 2025 chega a R$ 312 milhões, considerado os R$ 260 milhões já descritos adicionados de R$ 52 milhões para cobrir a insuficiência financeira da previdência.

Vale lembrar que no demonstrativo da tabela entram na composição dos valores recursos provenientes de fundos próprios e sobre os quais não se aplica a correção percentual.

Já dentro do Executivo, a peça apresenta quatro orçamentos bilionários quando se levam em consideração gastos por secretaria. A pasta da Saúde (Sesa) tem a maior estimativa, seguida pela Educação (Sedu), Segurança Pública (Sesp) e Mobilidade Urbana (Semobi).

Por outro lado, três secretarias perdem receita e passam a ter um decréscimo no orçamento, são elas: a de Saneamento e Habitação (Sedurb), a de Esportes (Sesport) e a de Trabalho e Assistência (Setades).

A pasta do Turismo (Setur) ganhou destaque com um incremento de 61,37% no orçamento. O movimento pode ser visto como o atendimento dos apelos parlamentares diante da mudança no marco tributário no Brasil e que ameaça a arrecadação capixaba. Investimentos no segmento turístico foram apontados como uma possível saída para reverter o cenário projetado.

Orçamentos por pasta (Executivo)

Secretaria          LOA 2024   LOA 2025%
Sesa    3.833.667.322 4.761.749.91924,21
Sedu    3.217.066.0743.759.580.20516,86
Sesp2.180.772.656  2.612.550.848  19,80
Semobi1.413.682.5261.827.660.38329,28
Setur22.513.487    36.330.89561,37
Sedurb620.768.594 402.903.360-35,10
Sesport71.904.573    45.834.596-36,26
Setades212.340.255209.932.662 -1,13

Concursos

Na peça orçamentária a Assembleia Legislativa traz a previsão de reestruturação de cargos e carreiras, revisão da remuneração, além de uma rubrica para a realização de concurso. Tribunal de Justiça, Ministério Público e Defensoria Pública também planejam a seleção de servidores públicos.

O mesmo se aplica a órgãos do Executivo, entre os quais estão:
 

•    Agência de Regulação de Serviços Públicos (ARSP)
•    Agência Estadual de Recursos Hídricos (Agerh)
•    Bombeiro Militar
•    Departamento de Edificações e de Rodovias (DER)
•    Detran-ES 
•    Faculdade de Música (Fames)
•    Fundação de Amparo à Pesquisa (Fapes)
•    Instituto de Atendimento Socioeducativo (Iases)
•    Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal (Idaf)
•    Instituto de Pesos e Medidas (Ipem)
•    Instituto Estadual de Meio Ambiente (Iema)
•    IPAJM
•    Junta Comercial
•    Polícia Científica
•    Polícia Civil
•    Polícia Militar
•    Polícia Penal
•    Procon
•    Procuradoria-Geral do Estado (PGE)
•    Secretaria da Fazenda (Sefaz)
•    Secretaria de Gestão e Recursos Humanos (Seger)
•    Sedu
•    Sesa
•    Setu

“A Corrente das Marés” de Bruna Moraes vencedora da 18ª FestCol de Colatina

“A Corrente das Marés” de Bruna Moraes vencedora da 18ª FestCol de Colatina

A música “A Corrente das Marés”, de Bruna Moraes, da cidade de São Paulo, foi a grande vencedora da 18ª Edição do Festival Nacional de Música de Colatina (FestCol). A noite de premiação aconteceu no domingo (29), na área verde da Avenida Beira Rio.

Mais de 60 composições de diversos estados do país participaram da seleção. Já nas fases eliminatórias, 20 músicas se apresentaram entre os dias 27 e 28 de setembro. Dessas, 10 músicas seguiram para a etapa final que aconteceu no dia 29 de setembro.

O primeiro colocado foi premiado com R$ 8 mil e troféu. O Segundo e terceiro lugares receberam R$ 6 mil e R$ 5 mil respectivamente, mais troféus. Quarto e quinto lugares também foram premiados com troféus e R$ 4 mil e R$ 3 mil. O vencedor do “Prêmio Povo” recebeu o prêmio de R$ 3 mil reais e troféu, e na categoria “Melhor Intérprete”, o vencedor recebeu R$ 2 mil e troféu.

Confira os vencedores:
1º lugar “A Corrente das Marés” – Bruna Moraes / São Paulo-SP

2º lugar “Imensurável” – Manu Melotti / Três Rios – RJ

3º lugar “O Valor da Árvore” – Taquinho de Minas / Belo Horizonte – MG

4º lugar “A Música é a Minha Casa” – Zebeto Corrêa / Taquaraçu de Minas – MG

5º lugar “Só eu em Mudei” – Renato Sabaini / Colatina – ES

Prêmio Povo “Brasil Favela” de Do Carmo / Vitória-ES

Melhor Intérprete “Rob Miranda” com a música “A Prova” / Campinas-SP – Fonte e foto PMC

Queda de cabelo lidera perda de autoestima masculina

Queda de cabelo lidera perda de autoestima masculina

Nem obesidade nem saúde dental. Tampouco a má aparência. No ranking dos maiores medos estéticos dos homens, a queda de cabelo ocupa o primeiro lugar da lista. A alta procura pelos transplantes capilares até poderia atestar essa constatação, mas um estudo divulgado no ano passado pela International Society of Hair Restoration (ISHRS) dá números à realidade.

De acordo com a organização, quase 75% dos homens entrevistados admitiram que a perda do volume capilar afetou sua autoestima, e que o problema provoca um impacto emocional maior do que outras características físicas, como a obesidade e a má aparência.

“Honestamente, não são dados que chegam a impressionar. É comum depararmos com publicações científicas que associam a queda de cabelo também à baixa autoestima entre o público masculino. Isso explica, em grande parte, por que eles recorrem ao transplante capilar”, avalia a médica e especialista em cirurgia de transplante capilar Melina Oliveira, cuja clínica está localizada em Vila Velha (ES).

Outro estudo, realizado pela Associação Brasileira de Cirurgia de Restauração Capilar (ABCRC), aponta que, somente em 2022, foram feitos mais de seis mil transplantes em todo o país . Um indicativo do comportamento do mercado brasileiro neste setor. “O Brasil é, hoje, uma referência mundial nos transplantes capilares. Sobretudo com a adoção da FUE, que é a técnica mais avançada que existe hoje. O fato de eu utilizar esse método tem sido determinante para o aumento da procura pela clínica. É um crescimento visível”, revela a médica.

A FUE a que Melina Oliveira se refere é a sigla de Follicular Unit Extraction (extração de unidade folicular). O procedimento consiste em retirar folículos de regiões doadoras, onde ainda há cabelo, e transplantar para outros locais atacados pela perda de cabelo. Os resultados, explica, são altamente positivos entre os pacientes.

“Isso estimula pacientes com problemas de autoestima a buscarem um tipo de tratamento que seja eficiente. Não basta só realizar o transplante. Ele precisa trazer um aspecto natural. É isso que satisfaz esteticamente cada indivíduo que recorre à clínica. São raras as contraindicações, mas ele precisa, antes, conversar com o especialista para entender qual o melhor procedimento”, afirma Melina Oliveira. Fonte Matteos e foto Melina Oliveira

Mulheres são 46% dos empreendedores iniciais no Brasil: Conheça os setores em destaque

Mulheres são 46% dos empreendedores iniciais no Brasil: Conheça os setores em destaque

O empreendedorismo feminino tem ganhado destaque nos últimos anos, e uma pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM) mostra que, no Brasil, 46% dos empreendedores iniciais são mulheres. Esse número reflete o crescente papel das mulheres no mundo dos negócios, especialmente em setores emergentes e inovadores. 

Embora o desafio de equilibrar a vida profissional e pessoal persista, o empreendedorismo tem se mostrado uma ferramenta de empoderamento e independência financeira para muitas brasileiras.

Isso reflete uma transformação na maneira como as mulheres abordam o mercado, buscando alternativas criativas e independência financeira, mesmo em ambientes altamente competitivos.

Principais achados da pesquisa Global Entrepreneurship Monitor 

A pesquisa GEM 2020 é a principal referência quando se trata de empreendedorismo mundial. No Brasil, a edição mais recente revelou que as mulheres já representam 46% dos empreendedores iniciais, um dado que evidencia o protagonismo feminino no cenário empreendedor. 

Outro ponto interessante da pesquisa é que a motivação para empreender entre as mulheres muitas vezes está ligada à busca por flexibilidade e independência financeira, fatores que impulsionam o crescimento desse grupo.

Comparado há anos anteriores, o número de mulheres empreendedoras vem crescendo em ritmo acelerado. A disparidade entre homens e mulheres ainda existe, mas está diminuindo, à medida que mais políticas de incentivo e programas de apoio ao empreendedorismo feminino surgem no Brasil. 

Além disso, a GEM destacou que, apesar dos avanços, as mulheres ainda enfrentam desafios como o acesso ao financiamento e a necessidade de equilibrar suas responsabilidades profissionais e pessoais.

Setores com maior participação de mulheres

As mulheres têm forte presença em setores como:

  • comércio
  • beleza
  • moda
  • alimentação
  • serviços

Essas são áreas tradicionalmente associadas ao empreendedorismo feminino, no entanto, nos últimos anos, foi possível observar uma diversificação significativa na atuação dessas empreendedoras, com maior participação em áreas como:

  • tecnologia
  • marketing digital
  • economia criativa
  • saúde

Além desses setores, o empreendedorismo digital está em plena expansão, abrindo portas para novas oportunidades. O surgimento de plataformas digitais e redes sociais permite que as mulheres explorem mercados emergentes, como a produção e venda de conteúdo exclusivo. 

Exemplos disso são as mulheres que trabalham com produção de vídeos, fotografias e outros tipos de conteúdo digital, criando um novo nicho de mercado e aproveitando ao máximo o ambiente online.

Oportunidades de mercado para mulheres empreendedoras

Entre as diversas oportunidades de mercado que estão se destacando, o comércio eletrônico e os serviços online são os que mais têm atraído a atenção de mulheres empreendedoras. 

Entre os setores em destaque, algumas oportunidades inusitadas têm surgido, como vender  packs do pé, uma prática em expansão na economia digital. O avanço tecnológico, combinado com o aumento do trabalho autônomo, tem permitido que mulheres explorem novas fontes de renda em áreas que, até pouco tempo atrás, eram pouco convencionais. 

A facilidade de criar um negócio com custos operacionais mais baixos, combinado com o alcance potencial da internet, faz com que essas áreas sejam bastante promissoras.

Um exemplo de oportunidade é o mercado de venda de packs dos pés, uma prática que vem crescendo especialmente no cenário digital. Mulheres têm encontrado nesse nicho uma maneira criativa de monetizar conteúdo, oferecendo fotos de pés e outros conteúdos relacionados para assinantes em plataformas específicas.

Esse tipo de negócio exige habilidades de marketing digital, criação de conteúdo e comunicação direta com o público, assemelhando-se em vários aspectos ao modelo de trabalho de afiliados, onde o sucesso depende do esforço e da capacidade de se destacar em um mercado competitivo.

Embora esse nicho possa parecer inusitado, ele reflete uma tendência mais ampla de exploração de novas formas de monetização no ambiente digital, principalmente entre mulheres que buscam independência financeira e a flexibilidade de um negócio autônomo.

Desafios enfrentados pelas mulheres no empreendedorismo

Apesar das oportunidades, as mulheres ainda enfrentam desafios consideráveis ao entrar no mundo do empreendedorismo. Entre os principais obstáculos estão:

  • acesso limitado a financiamento
  • discriminação de gênero
  • dificuldade em conciliar as demandas da vida pessoal com as profissionais

Além disso, existe uma falta de modelos de sucesso e mentores femininos, o que pode dificultar o desenvolvimento das empreendedoras. 

As barreiras culturais e sociais também desempenham um papel importante, já que muitas mulheres enfrentam preconceitos relacionados às suas escolhas de carreira ou ao tipo de negócio que decidem abrir.

Empreendedorismo como caminho para a independência financeira

O empreendedorismo tem sido uma poderosa ferramenta para a independência financeira feminina. Ao iniciar seu próprio negócio, as mulheres ganham a capacidade de controlar suas próprias finanças, horários e direções profissionais, criando um caminho de empoderamento que ultrapassa as barreiras sociais tradicionais.

Muitas mulheres empreendedoras relatam que, ao iniciar seus negócios, encontraram não apenas uma fonte de renda, mas também uma forma de realizar seus sonhos e metas pessoais. 

Esse processo de autossuficiência financeira fortalece a posição das mulheres em suas comunidades, proporcionando maior liberdade e uma nova visão sobre o papel que elas podem desempenhar no mercado.

Recursos e apoios disponíveis para mulheres empreendedoras

Nos últimos anos, houve um aumento significativo no número de programas e recursos voltados para apoiar as mulheres empreendedoras no Brasil. Iniciativas como o Sebrae Mulher de Negócios, redes de apoio e comunidades de empreendedoras online têm fornecido suporte técnico, treinamento e até mesmo acesso a financiamento para as mulheres que desejam iniciar seus negócios.

Além disso, instituições financeiras e investidores estão começando a olhar com mais atenção para o potencial do empreendedorismo feminino, criando produtos financeiros e linhas de crédito específicas para esse público. 

Com mais acesso a esses recursos, as mulheres têm maior capacidade de planejar, executar e expandir seus negócios.

Perspectivas futuras para o empreendedorismo feminino no Brasil

As perspectivas para o futuro do empreendedorismo feminino no Brasil são promissoras. Com mais mulheres entrando em setores emergentes e digitais, a expectativa é que o número de empreendedoras continue a crescer nos próximos anos. 

A maior inclusão digital, combinada com iniciativas de educação empreendedora, deve aumentar ainda mais as oportunidades disponíveis para as mulheres.

As tendências globais de trabalho remoto e o aumento da economia gig (economia sob demanda) criam um ambiente propício para que as mulheres explorem novas formas de trabalho, equilibrando suas responsabilidades e construindo suas trajetórias de sucesso no mercado.

O crescimento do empreendedorismo feminino no Brasil é uma prova do talento, criatividade e resiliência das mulheres. Seja nos setores tradicionais ou emergentes, as empreendedoras brasileiras estão construindo suas próprias histórias de sucesso, superando desafios e aproveitando as oportunidades do mercado digital, como a venda de packs dos pés. 

A tendência é que, com mais apoio e recursos, o empreendedorismo feminino continue a crescer, trazendo benefícios não apenas para as mulheres, mas para toda a sociedade. Fonte alan Santana e imagem: Unsplash

Eleitor de Vitória deve ficar atento ao local de votação

Eleitor de Vitória deve ficar atento ao local de votação

Eleitores em todo o estado devem ficar atentos quanto a possíveis mudanças nos locais de votação para as eleições municipais que acontecem nos domingos 6 e 27 de outubro (caso haja segundo turno). 

Apenas na 1ª Zona Eleitoral de Vitória, que abrange bairros como Itararé, São José, Penha e Tabuazeiro, 10 mil eleitores tiveram seções eleitorais transferidas para novos endereços. 

A informação é da chefe da repartição, Giane Medeiros, acrescentando que na abrangência da 1ª zona os eleitores não devem mais procurar os espaços de votação que funcionavam nas faculdades Faesa e Doctum (Avenida Vitória); no Sesi, em Tabuazeiro, e na escola Maria José Costa Moraes – bairro São José. 

Ela disse ainda que algumas seções da escola de ensino fundamental Otto Ewald Junior, que fica no bairro Itararé, foram transferidas para o Centro Municipal de Ensino Infantil (CMEI) Sophia Musengny Loureiro, que fica na parte baixa do bairro da Penha, perto de Itararé. 

Acessibilidade 

De acordo com Giane Medeiros as alterações ocorreram devido a algumas demandas, principalmente no sentido de proporcionar locais com melhor acessibilidade para pessoas com deficiência. 

Giane destaca a importância do aplicativo e-Título para que o eleitor possa verificar em todo o estado possível alteração em seu local de votação. A plataforma deve ser baixada no celular por meio da loja de aplicativos. 

“Temos também o site do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-ES) onde é possível verificar os locais de votação, mas o aplicativo é ainda mais interativo”, recomenda.

Consulta aos locais de votação

Novos locais de votação (1ª zona) 

SESI Tabuazeiro – seções transferidas para a Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Eunice Pereira da Silveira, que também fica no bairro Tabuazeiro.  Fonte e foto ales

Faesa Centro Universitário – seções transferidas para a Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Adilson da Silva Castro, localizada no bairro de Monte Belo, perto da Faesa.  

Faculdade Doctum – seções transferidas para escola infantil Laurentina Mendonça Corrêa e para o Instituto João XXIII, localizados no bairro Consolação. 

Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Maria José da Costa – seções transferidas para o Centro Municipal de Ensino Infantil (CMEI) Silvanete da Silva Rosa Rocha, localizada no bairro Comdusa. 

Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Otto Ewald Junior – apenas algumas seções transferidas para o Centro Municipal de Ensino Infantil (CMEI) Sophia Musengny Loureiroque, localizado na parte baixa do bairro da Penha, perto de Itararé. 

Exportações do agro capixaba batem novo recorde

Exportações do agro capixaba batem novo recorde

De janeiro a agosto de 2024, as divisas geradas com as exportações do agronegócio no Espírito Santo somaram mais de US$ 2,1 bilhões (ou R$ 11,7 bi), maior valor já registrado na série histórica, considerando esse período do ano. Esse valor superou até mesmo todo o valor gerado com o comércio exterior do agro capixaba de janeiro a dezembro de 2023. Esse resultado representa um crescimento de 72% em relação ao mesmo período de 2023 (US$ 1,2 bilhão).

O crescimento no valor de exportações do Estado foi consideravelmente superior em relação aos dados nacionais, onde o índice do Brasil teve redução de 0,6% no valor comercializado e crescimento de 2,1% em volume. Mais de 1,67 milhão de toneladas de produtos do agro capixaba foram embarcadas para o exterior, representando um crescimento de 3,7% em volume.

As maiores variações positivas no valor comercializado foram para café cru em grãos (+157,1%), carne bovina (+78,3%), álcool etílico (+59,0%), mamão (+38,0%), chocolates e preparados com cacau (+30,9%), celulose (+28,3%), café solúvel (+21,4%) e pimenta-do-reino (+8,8%).

Em relação ao volume comercializado, houve variações positivas para café cru em grãos (+131,1%), carne bovina (+96,7%) álcool etílico (+63,7%), mamão (+42,4%), gengibre (+25,3%), chocolates e preparados com cacau (+15,8%) e café solúvel (+9,7%).

“Estamos batendo recordes com as exportações do agronegócio e, nesses oito meses, alcançamos o melhor desempenho da série histórica, superando todo valor comercializado em 2023. Os preços internacionais continuam bons para boa parte de nossos produtos, o que levou a um aumento expressivo no valor comercializado pelo Espírito Santo. O café continua com volumes recordes exportados, principalmente o conilon, que está se consolidando como o principal produto da nossa pauta de comércio exterior do agro”, comemorou o secretário de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca, Enio Bergoli.

Os três principais produtos da pauta das exportações do agronegócio capixaba – complexo cafeeiro, celulose e pimenta-do-reino – representaram 94,9% do valor total comercializado de janeiro a agosto de 2024.

No acumulado do ano, nossos produtos foram enviados para 117 países. Os Estados Unidos se destacam como principal parceiro comercial, com 22,5% do valor comercializado. Além disso, a participação relativa do agronegócio nas exportações totais do Espírito Santo de janeiro a agosto foi de 30,4%. “Esses dados mostram como estamos avançando com competitividade no cenário internacional e isso é fruto de muito trabalho e resiliência dos produtores e das agroindústrias do Espírito Santo, que conseguem atingir mercados em todos os continentes, com produtos de qualidade e sustentáveis”, pontua Enio Bergoli.

De janeiro a agosto deste ano, dez produtos se destacaram em geração de divisas. O complexo cafeeiro ficou em primeiro lugar com US$ 1,2 bilhão (58,3%), seguido por celulose com US$ 679,6 milhões (31,7%), pimenta-do-reino com US$ 106,5 milhões (4,9%), gengibre com US$ 19,9 milhões (0,92%), carne bovina com US$ 18 milhões (0,84%), mamão com US$ 18 milhões (0,84%), chocolates e preparados com cacau com US$ 14,4 milhões (0,67%), álcool etílico com US$ 8,9 milhões (0,41%), carne de frango com US$ 4,6 milhões (0,21%) e pescados com US$ 4,3 milhões (0,20%). O conjunto de outros diversos produtos do agronegócio somou US$ 21,6 milhões (1%).

Café segue em primeiro lugar

Na pauta de exportação do ano passado, o complexo cafeeiro passou a ocupar o primeiro lugar, impulsionado pelo café conilon que mais que triplicou o volume de sacas exportadas no último ano. Nos primeiros oito primeiros meses deste ano, foram exportadas aproximadamente 4,8 milhões de sacas de conilon, 359,3 mil sacas de equivalente de solúvel e 332,4 mil sacas de arábica, que dá um total de 5,5 milhões de sacas de café de janeiro a agosto. Um dado que chama atenção é a quantidade de sacas de café solúvel, que foi superior à quantidade de sacas exportadas do café arábica.

“O complexo cafeeiro segue com destaque das exportações do agronegócio, já consolidado como principal arranjo produtivo agrícola em geração de divisas, superando as exportações de celulose. E o café conilon, grande responsável por alavancar esses resultados, agora passa a ser fazer parte das negociações na B3, um passo fundamental como ferramenta de gestão de riscos, especialmente em períodos de oscilações de preço, o que proporciona maior proteção para o patrimônio dos nossos cafeicultores e suas famílias. É importante destacar que o conilon está presente em cerca de 50 mil propriedades rurais capixabas”, complementa Bergoli.

De janeiro a agosto. o Espírito Santo também foi o maior exportador brasileiro de gengibre, pimenta-do-reino e mamão, com participação em relação ao total nacional de 64%, 58% e 44%, respectivamente. Além disso, superou São Paulo na comercialização do complexo cafeeiro, envolvendo café cru em grãos, solúvel e torrado/moído, conquistando a segunda posição no ranking nacional das exportações totais de café e derivados.

Ressalva acerca dos dados

A Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag), por meio da Gerência de Dados e Análises (GDN), realiza mensalmente um levantamento detalhado das exportações do agronegócio capixaba, a partir dos dados originais do Agrostat/Mapa e do Comexstat/MDIC.

Em análise dos dados nas bases oficiais, notou-se uma inconsistência nos dados de exportações do agronegócio do Espírito Santo referentes aos meses de fevereiro e março de 2024, especificamente relacionada ao produto “Açúcar de cana”, com código NCM 17011400.

De acordo com os registros disponíveis, constatamos que houve uma notável disparidade entre os valores e volumes de exportação do referido produto nos mencionados meses, em comparação com dados históricos e informações fornecidas pelas indústrias sucroalcooleiras do Estado. Os valores registrados, sendo US$ 10,2 milhões em fevereiro e US$ 11,1 milhões em março, juntamente com os volumes de 19,8 toneladas e 21,6 toneladas, respectivamente, destoam significativamente das médias históricas de exportação do produto pelo Estado, principalmente considerando que esses dados são referentes apenas ao primeiro trimestre de 2024.

Após consultas realizadas junto às indústrias sucroalcooleiras e ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, levantou-se a suspeita de que tais números possam ter sido inflados devido a possíveis erros no lançamento de notas fiscais ou ações de empresas de trading que atuam no Espírito Santo. Portanto, os dados de açúcar fora da curva foram desconsiderados nas nossas análises. A Seag está em contato com as entidades responsáveis para sanar a inconsistência.

Fonte: elaborado pela Gerência de Dados e Análises (GDN/SEAG), a partir de dados originais do Agrostat/Mapa e do Comexstat/Mdci.

STF fará audiência pública para discutir Lei das Bets

STF fará audiência pública para discutir Lei das Bets

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), convocou para o dia 11/11, às 10h, audiência pública para discutir a Lei das Bets (Lei 14.790/2023). Segundo o ministro, o objetivo não é colher interpretações e teses jurídicas, mas esclarecer questões associadas à saúde mental, aos impactos neurológicos das apostas sobre o comportamento humano, aos efeitos econômicos da prática para o comércio e a seus efeitos na economia doméstica, além das consequências sociais desse novo marco regulatório.

A audiência se dá no âmbito da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7721, apresentada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). A CNC aponta uma série de transtornos causados a partir da edição da lei, como o aumento do endividamento das famílias e impactos nas esferas econômica, social e de saúde pública, afetando principalmente as classes sociais mais vulneráveis.

Natureza interdisciplinar

Na decisão, o relator afirmou que o tema é de grande complexidade, pois envolve aspectos de neurociência, econômicos e sociais. Por isso, é necessário ouvir especialistas, entidades reguladoras, órgãos governamentais e representantes da sociedade civil em geral para obter informações técnicas necessárias para resolver a controvérsia, além de dar legitimidade democrática à futura decisão da Corte.

Especialistas e entidades poderão manifestar sua intenção de participar e de indicar expositores até as 19h do dia 18/10. Os requerimentos de participação deverão ser encaminhados exclusivamente para o endereço de e-mail adi7721@stf.jus.br. A lista de participantes admitidos será publicada posteriormente.

Autoridades

Fux convidou a participar da audiência os presidentes da Câmara dos Deputados, do Senado Federal, do Banco Central e do Tribunal de Contas da União, o ministro da Fazenda e as ministras das pastas da Saúde, dos Direitos Humanos e da Igualdade Racial, além do procurador-Geral da República e o advogado-geral da União.

Também convidou a CNC (autora da ação), a Associação Nacional de Jogos e Loterias, o Instituto Brasileiro do Jogo Legal, o Grupo Mulheres do Brasil e o Educafro.

Informações

Na decisão, o ministro também aplicou ao caso o rito processual que permite que a ação seja levada a julgamento pelo Plenário diretamente no mérito, sem prévia análise do pedido de liminar e solicitou informações da Presidência da República e do Congresso Nacional.

Leia a íntegra da decisão.

(Pedro Rocha/AD//CF) e foto stf

Expocol e FestCol agitam Colatina neste fim de semana

Expocol e FestCol agitam Colatina neste fim de semana

O fim de semana será de música, diversão, gastronomia e turismo em Colatina. Começa hoje (26/09) e vai até domingo (29/09) a Feira de Agronegócios de Colatina (Expocol), na Área Verde, na Avenida Beira Rio. O evento contará com exposições, produtos rurais e atrações para toda família.

Além de reunir empresas do agronegócio, este ano o evento terá uma novidade. A Expocol contará com divulgação dos atrativos turísticos de Colatina e região e ainda proporcionar aos visitantes conhecerem melhor as rotas turísticas e também desfrutarem de experiências gastronômicas.

Serão quatro dias para curtir a programação e conhecer as rotas turísticas com a participação de grupos de guias turísticos, simulação de parapente, simulação de Paratrike e aulas shows de gastronomia.

Hoje (26), às 19h, a primeira aula será “A arte de fazer Doces”. Na sexta-feira (27), às 19h, o Workshop Gourmet: Dominando o Risoto, sábado (28), às 19h, Paella Tradicional Espanhola. Já no domingo (29), a aula começa um pouco mais cedo, às 17h, e o destaque será para massas e molhos.

A Expocol contará com a participação de 78 expositores dos setores de alimentação, bebidas, artesanato, economia solidária, agroindústria, praça de alimentação e área de negócios.

A Expocol serve como uma vitrine para os novos negócios, além de ser uma oportunidade de dar visibilidade aos produtores locais, onde os visitantes poderão conferir estandes de micro e pequenos negócios com vendas de produtos, praça de alimentação e área de negócios.

FESTCOL
Além da Expocol, o público também poderá curtir os shows e apresentações musicais do 18º Edição do Festival Nacional de Música de Colatina (FestCol). Os competidores de vários Estados do país vão disputar a premiação de até R$ 8 mil reais. A entrada é gratuita.

SERVIÇO:
Exposição e Feira do Agronegócio de Colatina (Expocol)
Horário de funcionamento da feira:
26/09/2024 – (Quinta feira) – 18h
27/09/2024 – (Sexta feira) – 16h
28/09/2024 – (Sábado) – 14h
29/09/2024 – (Domingo) – 14h

Festival Nacional de Música de Colatina (FestCol)
Quinta feira (26/09)
21h00 – Show com Welington e Rafael

Sexta Feira (27/09)
20h00 – Festival
22h00 – Show com Os Gargantas de Ouro

Sábado (28/09)
20h00 – Festival
22h00 – Show com Eder de Oliveira

Domingo (29/09)
20h00 – Final do Festival
22h00 – Show com Yassir Chediak

Educadores apoiam possível restrição ao uso de celulares nas escolas

Educadores apoiam possível restrição ao uso de celulares nas escolas

Professores e orientadores educacionais avaliam como positiva a possibilidade de o Ministério da Educação atuar para banir o uso de celular nas escolas públicas e privadas do país. Prevista para ser apresentada em outubro, essa e outras propostas podem ser adotadas com o objetivo de conter os prejuízos do uso excessivo de telas na infância e na adolescência.

Recentemente, o ministro da Educação, Camilo Santana, defendeu essa ideia durante uma entrevista ao jornal Folha de S.Paulo. Na oportunidade, ele citou algumas pesquisas indicando que o uso dessas tecnologias, além de comprometer aprendizado e desempenho dos alunos, impactaria também a saúde mental de professores.

Orientadora educacional da Secretaria de Educação do Distrito Federal, Marina Rampazzo explica que profissionais que trabalham com educação têm discutido muito esse assunto. “Nas conversas que temos com especialistas de diversas áreas vemos vários prejuízos causados pelo excesso do uso de telas, especialmente em crianças e adolescentes”, disse a pedagoga e psicóloga à Agência Brasil.

Pandemia

Ela lembra que este já era um problema percebido antes da pandemia, mas que, na sequência, se intensificou muito. Segundo ela, para dar conta de todas demandas acumuladas, muitos pais e mães delegaram os cuidados de seus filhos às telas.

“A pandemia deu um poder a mais para a tela. O problema já existia, mas havia um controle maior sobre tempo, espaço, conteúdo. Na medida em que entramos em uma pandemia e todos ficaram trancados dentro de casa, famílias se viram sem outras ferramentas para o jovem dentro de casa”, disse.

Ela acrescenta que não será fácil reverter esse quadro, mas que a escola terá papel decisivo nesse desafio. “Em primeiro lugar, pelo papel social que a escola representa, pensando educação como algo integral que vai além de repassar conteúdos, atuando também no campo cognitivo, desenvolvendo todos aspectos da vida”, explicou.

De acordo com Marina, essa discussão perpassa a escola porque a socialização é a forma mais eficiente para tirar o estudante da tela. “É na escola que ele passa boa parte do seu tempo. Se fora da escola eles ficam o tempo todo no celular, dentro da escola é a oportunidade para eles se relacionarem com outras pessoas, com livros de verdade e com atividades diversas de cultura, lazer e esporte”, argumentou.

Comportamentos antissociais

Segundo a orientadora educacional Margareth Nogueira, do colégio privado Arvense, o uso excessivo de telas tem ampliado a antissociabilidade e o bullying nas escolas. “Entre os 10 e os 12 anos é muito importante que os estudantes usem o diálogo em seus três níveis de complexidade, que é o pensar, o refletir e o de consistência, com razões e contraposições a um tema”, explicou.

“Se ele não consegue entrar nesse nível, com argumentos, contra-argumentos e consensos, não há diálogo. O que vemos é que ouvir o outro tem sido, para eles, algo cada vez mais complexo. É muito importante que eles desenvolvam trocas, que se olhem olho no olho. Eles precisam de diálogo, interatividade e de troca de opiniões”, acrescentou.

Segundo ela, os celulares têm prejudicado também a visão dos estudantes. “Eles estão usando óculos cada vez mais cedo por conta do uso excessivo dessas telas”.

Vício

Outra preocupação dos educadores é com a relação viciante proporcionada pelos celulares em crianças e adolescentes.

“Muitos têm manifestado verdadeiras crises de abstinência quando afastados de seus celulares. Eles ficam mais agressivos, impacientes e intolerantes. É cada vez mais comum casos de meninos quebrando a casa inteira quando proibidos de usar o dispositivo”, relatou Marina Rampazzo.

Margareth Nogueira percebe também que, devido a esse “vício tecnológico”, os alunos têm chegado em sala mais agitados, impacientes e agressivos. “A competitividade entre eles também está mais alta, reflexo dos estímulos causados por jogos. A alimentação, a rotina e o sono estão cada vez mais prejudicados. Isso reflete diretamente no funcionamento cerebral”, disse.

“A verdade é que eles não têm maturidade nem resposta cerebral para usar o celular de forma sistemática. E, para piorar, nem sempre é possível que os adultos supervisionem de forma adequada o uso desses aparelhos”, complementou.

Suporte às novas regras

Caso se confirmem as medidas anunciadas pelo ministro, é importante que as escolas garantam uma estrutura suficiente que deem acesso aos materiais da internet considerados interessantes para uso em sala de aula. “Esse acesso deve ser por meio de ferramentas da escola, como computadores, por exemplo. Não pelos celulares dos estudantes. Todos sabemos como é difícil ter controle sobre a forma como eles usarão esses dispositivos”, argumentou Margareth.

Paralelamente, é importante que, em casa, outros estímulos independentes de telas sejam proporcionados pelas famílias “Áreas como arte, cultura, esporte e lazer podem ajudar, nesse sentido. Especialmente quando voltados à socialização”, acrescentou Marina.

Edição:

Marcelo Brandão – agencia brasil