Banco Central: setor público registra déficit de 0,4% do PIB em 2024

Banco Central: setor público registra déficit de 0,4% do PIB em 2024

Resultado é melhor que 2023, quando déficit atingiu 2,28% do PIB. foto BC

O setor público consolidado – formado por União, estados, municípios e empresas estatais – registrou, em 2024, um déficit primário de R$ 47,6 bilhões, o que representa 0,4% do Produto Interno Bruto (PIB), informou hoje o Banco Central (BC). O resultado representa uma melhora expressiva em relação a 2023, quando o déficit registrado foi de R$ 249,1 bilhões, o equivalente a 2,28% do PIB.

Em dezembro passado, o setor público registrou um superávit primário de R$ 15,7 bilhões no setor público consolidado, ante déficit de R$ 129,6 bilhões em dezembro de 2023. A melhora se deve, principalmente, ao fato de que, em 2023, houve o pagamento de precatórios na ordem de R$ 92,4 bilhões.

“Em dezembro, o Governo Central e as empresas estatais foram superavitários, na ordem, em R$ 26,7 bilhões e R$1 bilhão, enquanto os governos regionais registraram déficit de R$ 12 bilhões”, disse o BC.

O órgão informou ainda que, em 2024, os juros nominais do setor público consolidado, apropriados pelo critério de competência, alcançaram R$ 950,4 bilhões (8,05% do PIB), ante R$ 718,3 bilhões (6,56% do PIB) em 2023.

Já em dezembro passado, os juros nominais atingiram R$ 96,1 bilhões, ante R$ 63,9 bilhões em dezembro de 2023. A autoridade monetária disse que o resultado das operações de swap cambial, que registraram ganho de R$ 6,6 bilhões em dezembro de 2023 e perda de R$ 19,9 bilhões em dezembro de 2024, contribuiu para o resultado.

Ainda de acordo como BC, o resultado nominal do setor público consolidado, que inclui o resultado primário e os juros nominais apropriados, foi deficitário em R$ 998 bilhões, o que representa 8,45% do PIB de 2024, ante R$ 967,4 bilhões (8,84% do PIB) em 2023. Em dezembro, o déficit nominal atingiu R$ 80,4 bilhões, comparativamente a R$ 193,4 bilhões em dezembro do ano anterior.

Já a Dívida Líquida do Setor Público (DLSP) ficou em R$ 7,2 trilhões em 2024, o equivalente a 61,1% do PIB. A elevação anual de 0,7 p.p. do PIB se deve aos juros nominais apropriados, que registraram alta de 8,0 p.p.; o déficit primário, que ficou 0,4 p.p., o reconhecimento de dívidas, o efeito da desvalorização cambial de 27,9% no ano.

Também influenciaram os ajustes da dívida externa líquida (-0,3 p.p.), o efeito das privatizações (-0,3 p.p.) e o crescimento do PIB nominal (-4,4 p.p.).

Em relação à Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) – que compreende o governo federal, o INSS e os governos estaduais e municipais – o resultado atingiu 76,1% do PIB, ficando em R$ 9 trilhões em 2024. Fonte agência Brasil

TRE-SP cassa diploma e torna inelegível deputada Carla Zambelli

TRE-SP cassa diploma e torna inelegível deputada Carla Zambelli

Decisão diz que ela fez uso indevido dos meios de comunicação. foro agência câmara

O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) cassou o diploma de deputada federal de Carla Zambelli (PL) e também a tornou inelegível por oito anos a partir do pleito de 2022. A decisão, tomada em sessão realizada nesta quinta-feira (30), ocorreu por maioria de votos (5×2) dos desembargadores.

De acordo com o TRE-SP, a deputada federal cometeu uso indevido dos meios de comunicação e a prática de abuso de poder político. A ação foi proposta pela também deputada federal Sâmia Bomfim (Psol), alegando que Zambelli divulgou informações inverídicas sobre o processo eleitoral de 2022.

Em nota, o TRE-SP afirmou que, de acordo com o voto vencedor, do desembargador Encinas Manfré, relator do processo, a parlamentar fez publicações para provocar o descrédito do sistema eleitoral e a disseminação de fatos inverídicos. 

O magistrado destacou publicações da deputada com ataques a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e ao sistema eleitoral brasileiro, a exemplo da divulgação, pela parlamentar, de uma falsa notícia de manipulação das urnas eletrônicas em Itapeva, no interior do estado.

“Não é demasiado se reconhecer que as condutas da representada alcançaram repercussão e gravidade aptas a influenciar na vontade livre e consciente do eleitor e em prejuízo da isonomia da disputa eleitoral. Portanto, realidades justificadoras da cassação do diploma de deputada federal e da declaração de inelegibilidade, sanções a ela impostas por prática de abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação” disse, em seu voto o desembargador.

A deputada poderá recorrer da decisão ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Em nota, publicada nas redes sociais, a deputada federal disse que irá ingressar com recursos cabíveis à decisão. “Hoje, o TRE-SP entendeu por anular os votos de 946.244 cidadãos paulistas e cassar meu mandato de deputada federal. Essa decisão não tem efeitos imediatos, e irei continuar representando São Paulo e meus eleitores até o encerramento dos recursos cabíveis”.

A deputada disse ainda que está sendo perseguida politicamente. “Fica claro que a (sic) perseguição política em nosso país, contra os conservadores, é visível como o Sol do meio-dia”. Fonte agência câmara

Nova Mesa Diretora da Ales será escolhida na segunda (3)

Nova Mesa Diretora da Ales será escolhida na segunda (3)

Número de componentes da Mesa para o Biênio 2025-2027 terá alteração / Foto: Ellen Campanharo

Conforme manda a Constituição do Estado, a Assembleia Legislativa (Ales) se reunirá no primeiro e terceiro anos da legislatura para eleger os membros da Mesa Diretora. Em outras palavras, no próximo dia 3, a partir das 15 horas, parlamentares escolherão presidente, vices e secretários responsáveis pela administração da Casa até o final do mandato atual – 31 de janeiro de 2027.

Com a aprovação da Resolução 10.313 no ano passado, o pleito terá novidades, pois o número de componentes da Mesa Diretora passará de 7 para 10. Além de presidente, 1º e 2º vice-presidentes, 1º, 2º, 3º e 4º secretários, serão apontados o 3º vice-presidente, 5º e 6º secretários, totalizando uma dezena de membros.

De acordo com o parágrafo 5º do artigo 58 da constituição, é possível que o presidente seja reconduzido ao cargo no “biênio imediatamente subsequente”. A chapa vencedora é aquela que arregimentar maioria absoluta, ou seja, 16 votos. Pela Resolução 2.700/2009, o atual mandatário, Marcelo Santos (União), conduzirá a sessão preparatória, por ser o último presidente.

Passo a passo

O parlamentar será assistido por mais dois colegas ao longo do processo, que serão convidados para exercerem o papel de 1º e 2º secretários, explica o secretário-geral da Mesa Diretora, Carlos Eduardo Casa Grande. Segundo ele, o registro da chapa é feito durante a sessão preparatória.

“O costume é o seguinte: (O presidente) abre a sessão, diz para que ela se destina e faz um breve resumo das regras e aí suspende a sessão para o registro de chapa. Pode ser por 5 minutos, por 3 minutos”. Em seguida a reunião é retomada e feita a votação, nominal e aberta.

Durante o pleito, o 1º secretário fará chamada dos deputados que não são candidatos. Casa Grande explica que somente eles manifestarão o voto porque, pela Resolução 10.313/2024, parlamentares inscritos em chapa têm o voto automaticamente registrado nela.

Quem estiver atuando como 2º secretário deverá anotar os votos e repeti-los em voz alta para confirmar. “Mesmo tendo uma chapa só, no primeiro turno, na primeira votação, para você se eleger de cara, tem que ter 16 votos a favor”, reforça Casa Grande.

Se houver empate, novo escrutínio será realizado e vence quem alcançar maioria simples. Em permanecendo o empate, o vencedor será o grupo que tiver o candidato a presidente mais idoso. “Nunca houve (empate) nos 38 anos que estou aqui”, lembra o secretário-geral da Mesa.

Concluída a eleição, a posse é imediata e o Diário do Poder Legislativo (DPL) trará em sua edição o boletim de apuração e a relação dos votantes. A Constituição Estadual traz que na composição da chapa deve ser observado, “tanto quanto possível”, a proporção da representação partidária ou dos blocos parlamentares.

“O que é ‘tanto quanto possível’?”, questiona Casa Grande. “É se der acordo”, completa. “Se não foi possível fazer acordo nesse sentido, a gente vai do jeito que der”, projeta. “Aqui tem dois blocos grandes”, conta, “então você vai ver que estarão membros dos dois blocos lá na chapa”.

Mais eleições

Os deputados escolhem também os componentes da Corregedoria e da Ouvidoria. Embora não seja realizado na mesma data, o pleito segue os mesmos moldes da eleição da Mesa. A expectativa é que dentro de poucos dias após a nova gestão ser empossada sejam escolhidos o corregedor-geral e vice-corregedor-geral, além de três membros titulares e três suplentes.

Todos terão mandato de dois anos. A Resolução 10.313 apresenta que poderá haver uma reeleição sucessiva, seja ela na mesma legislatura ou não. É importante lembrar que os deputados pertencentes a alguma função na Mesa Diretora não podem exercer atividade na Corregedoria-Geral.

Os parlamentares elegem ainda os colegas que ocuparão o cargo de ouvidor parlamentar-geral e de ouvidor parlamentar substituto, com dois anos de duração e recondução subsequente permitida dentro da mesma legislatura.

Outra eleição que cabe ao Plenário é a escolha de quem vai compor a Procuradoria Especial da Mulher. Além da titular do órgão, são eleitas duas procuradoras adjuntas. Conforme o artigo 97-A da Resolução 2.700/2009, o pleito deverá ser feito dentro de 15 dias a partir do início do primeiro e terceiro anos legislativos. O mandato, portanto, é de dois anos, podendo haver recondução por igual período.

No mesmo artigo há uma ressalva: enquanto não for realizado o pleito, os parlamentares indicados na última eleição para conduzir a Procuradoria permanecem à frente do órgão, salvo se não estiverem mais exercendo o mandato. 

Transmissão

A sessão preparatória de eleição da Mesa Diretora será transmitida ao vivo na Grande Vitória pelo canal 3.2 aberto e digital, 12 NET, 23 RCA e 519.2 Sky Digital. Também haverá transmissão on-line pelo YouTube e site da Casa. A sessão terá intérprete para a Língua Brasileira de Sinais (Libras). Fonte ales

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Ausências em consultas médicas podem atingir 40%; como combater o absenteísmo?

Ausências em consultas médicas podem atingir 40%; como combater o absenteísmo?

As faltas em consultas médicas impactam as finanças das clínicas de saúde em todo o país e podem gerar grandes prejuízos quando ocorrem em grande escala e sem um controle adequado. Foto: Reprodução/Freepik

O absenteísmo em clínicas médicas ocorre quando o paciente não comparece ao atendimento. Embora seja comum ao redor do Brasil, a prática pode causar prejuízos no orçamento de uma empresa do setor, principalmente quando não há um controle disso.

Dados indicam que a ausência dos pacientes em consultas pode atingir 40%, dependendo do local e da época do ano. Em Piracicaba, cidade de São Paulo, a estimativa é de que 16% das consultas pelo SUS são perdidas anualmente.

Seja por erros do paciente ou da própria clínica, o número de faltas no Brasil é alarmante. Por isso, vale ficar de olho em estratégias para reduzir esse número e evitar que cause impactos no orçamento da empresa no fim do mês.

Número de faltas pode subir entre dezembro e janeiro

Um levantamento revelou que cerca de 24% das consultas médicas no Brasil não são realizadas devido à ausência dos pacientes. Esse índice pode chegar a 40% nos meses de dezembro e janeiro, quando as faltas se tornam ainda mais frequentes.

De acordo com dados da Demografia Médica, mais de 600 milhões de consultas acontecem anualmente no país. Isso significa que milhões de atendimentos deixam de ocorrer, gerando prejuízos consideráveis para as clínicas.

Entre as causas das ausências estão a desorganização dos pacientes e, em alguns casos, falhas administrativas das próprias clínicas. Embora algumas situações sejam inevitáveis, existem estratégias para minimizar esses impactos no setor de saúde.

Nova ferramenta ajuda a calcular prejuízo

Recentemente, a Conclínica, empresa especializada no desenvolvimento de softwares para clínicas, lançou uma plataforma online que permite calcular os prejuízos financeiros gerados pelas ausências de pacientes.

A calculadora utiliza dados como o valor da consulta, a duração do atendimento, a média semanal de faltas e a especialização do médico para estimar as perdas financeiras.

Os resultados podem ser obtidos após o cadastro na plataforma, ajudando clínicas a compreenderem o impacto das ausências e a elaborarem estratégias para reduzir esses prejuízos.

É importante destacar que a ferramenta tem caráter informativo e não substitui a orientação de profissionais de finanças.

Impacto financeiro das faltas em clínicas

As faltas não justificadas representam um problema para a organização da agenda médica. Quando um paciente não comparece ou cancela em cima da hora, o horário reservado deixa de ser aproveitado, principalmente em casos de alta demanda.

Isso reduz diretamente o faturamento diário e pode causar prejuízos ainda maiores em consultórios com agendas lotadas. Quando o absenteísmo é recorrente, os impactos financeiros podem comprometer o orçamento das clínicas a longo prazo.

Por isso, uma gestão eficiente da agenda é essencial para reduzir os prejuízos e otimizar a rotina de trabalho.

Dicas para reduzir o absenteísmo nas consultas

Embora nem todas as faltas possam ser evitadas, é possível adotar práticas que diminuam o número de ausências. Algumas estratégias incluem:

  • Políticas de cancelamento: a clínica pode estabelecer regras sobre cobranças em casos de cancelamentos de última hora ou faltas não justificadas. Essas políticas devem ser previamente comunicadas aos pacientes.
  • Lista de espera: uma lista de espera atualizada permite que pacientes sejam encaixados rapidamente em horários vagos, minimizando o tempo perdido.
  • Acompanhamento constante: manter contato com os pacientes entre a marcação e a data da consulta ajuda a evitar esquecimentos e a lidar com imprevistos com antecedência.
  • Telemedicina: a adoção de plataformas digitais facilita o agendamento, o atendimento e a comunicação com os pacientes, reduzindo o absenteísmo.

Os altos índices de ausência em consultas no Brasil reforçam a necessidade de métodos mais eficazes de gestão. Por isso, essas soluções podem contribuir para reduzir os prejuízos e melhorar a eficiência no setor de saúde. Fonte . Alan Santana

Eleição no Senado: Saiba quem são os candidatos à presidência

Eleição no Senado: Saiba quem são os candidatos à presidência

Eduardo Girão protocola sua candidatura na Secretaria-Geral da Mesa do Senado; Andressa Anholete/Agência Senado

Marcos Pontes em pronunciamento em 29 de outubro, quando, em Plenário, anunciou a sua candidatura. Foto Agência Senado

Senador Davi Alcolumbre (União-AP). Foto Fonte: Agência Senado

Marcos do Val também está na disputa pela sucessão do senador Rodrigo Pacheco. Foto Fonte: Agência Senado

Senadora Soraya Vieira Thronicke. foto redes sociais

O senador Eduardo Girão (Novo-CE) e o senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP) protocolaram nesta segunda-feira (27) suas candidaturas à Presidência do Senado para o biênio 2025-2026. O senador Marcos do Val (Podemos-ES) já havia oficializado seu nome como candidato à eleição do sucessor de Rodrigo Pacheco, que será realizada neste sábado (1º).

Após protocolar a candidatura na Secretaria-Geral da Mesa, Girão defendeu o papel institucional do Senado. Ele disse ainda que a sua candidatura representa uma “questão de coerência”.

— Acredito muito em causas. Este Senado é centenário, é uma entidade importantíssima, uma instituição fundamental para a nossa democracia, para a república do Brasil. Eu acredito que posso colaborar com um novo momento do Senado, mais próximo da sociedade brasileira — afirmou à TV Senado.

No final de outubro, Pontes anunciou sua candidatura em Plenário para expressar a sua “responsabilidade de representar os desejos, as preocupações e as esperanças” de seus eleitores, que clamam por ação do Legislativo. Ele deixou claro que a sua candidatura parte de uma decisão pessoal e não de seu partido.

— Acredito profundamente que nosso país precisa de paz, de justiça e de harmonia para crescer, e sei que só conquistaremos isso se o Senado Federal retomar sua credibilidade e cumprir seu papel fundamental — afirmou Pontes.

Além de Girão, Pontes e do Val, o senador Davi Alcolumbre (União-AP) já anunciou ser pré-candidato, mas ainda não oficializou a sua candidatura, que reúne hoje o apoio de diversos partidos, entre eles PT, PL, MDB e PSD, que têm as maiores bancadas da Casa. 

Presidência do Senado

O presidente do Senado é eleito para um mandato de dois anos, vedada a recondução para o cargo na mesma legislatura. A votação, secreta e realizada em cédulas de papel, exige a presença da maioria absoluta dos senadores (mínimo de 41) na sessão. Ganha a disputa o que obtiver a maioria dos votos.

Ao presidente do Senado cabe convocar e presidir as sessões da Casa e as sessões conjuntas do Congresso Nacional, dar posse aos senadores e fazer comunicação de interesse do Senado e do país, a qualquer momento, no Plenário. Designar a Ordem do Dia das sessões deliberativas (definir os projetos que devem ir à votação, de acordo com as regras regimentais) e retirar matéria de pauta para cumprimento de despacho, correção de erro ou omissão no avulso eletrônico (texto oficial do projeto) e para sanar falhas da instrução, além de decidir as questões de ordem (questionamentos sobre os procedimentos adotados na sessão).

Também é função do presidente impugnar proposições contrárias à Constituição, às leis, ou ao regimento. O autor, no entanto, tem direito a entrar com recurso no Plenário, que decidirá após audiência da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).

Ainda de acordo com o regimento, o presidente terá apenas voto de desempate nas votações abertas, mas sua presença conta para efeito de quórum, podendo, em votação secreta, votar como qualquer senador.

A senadora também não conta com apoio interno para bancar a sua candidatura. Uma ala do partido liderada por Rodrigo Cunha (AL), que se licenciou para assumir a vice-prefeitura de Maceió, embarcou junto com Alcolumbre.  fonte: Agência Senado

Três candidatos à presidência da Câmara Federal

Três candidatos à presidência da Câmara Federal

No próximo sábado (1º), a Câmara dos Deputados realizará seu processo eleitoral para compor a nova Mesa Diretora, encerrando os quatro anos de condução do presidente Arthur Lira (PP-AL). Três deputados disputam a cadeira: seu indicado à sucessão, Hugo Motta (Republicanos-PB), concorre com o deputado bolsonarista Marcel van Hattem (Novo-RS) e com o deputado Pastor Henrique Vieira (Psol-RJ), um dos vice-líderes do governo na Casa. Os três são jovens, na faixa dos 30 anos.

Com exceção da federação Psol-Rede e do Novo, os demais partidos declararam apoio à candidatura de Hugo Motta nos últimos meses de 2024, consolidando uma base que pode chegar até a 494 deputados. O voto, porém, é secreto, havendo margem para dissidências entre os parlamentares.

O Psol e o Novo possuem histórico de lançar candidatos à presidência da Câmara, mesmo sem chances de vencer, para, ao mesmo tempo, divulgar suas principais pautas e não avalizar candidatos com os quais possuem discordâncias programáticas ou ideológicas.

Médico nascido em João Pessoa (PB), Hugo Motta embarcou na política como o deputado federal mais jovem da história brasileira, assumindo seu mandato em 2010 aos 21 anos, na época do MDB. Tornou-se aliado próximo do deputado Eduardo Cunha, que presidiu a Câmara em 2015 e movimentou o processo de impeachment da então presidente Dilma Rousseff. Confirmando-se sua eleição, será o mais jovem presidente da Casa desde a redemocratização, com 35 anos. É filho de uma tradicional família política da Paraíba, com base na cidade de Patos. Seus avós foram deputados federais, e o pai é o atual prefeito da cidade.

Em 2018, migrou para o Republicanos e logo assumiu a liderança da bancada e criou proximidade tanto com o presidente do partido, deputado Marcos Pereira (SP), quanto com Arthur Lira, que mais tarde também se tornaria presidente da Câmara.

Historiador, teólogo e sociólogo, o pastor evangélico Henrique Vieira é fundador da Igreja Batista do Caminho, que realiza cultos itinerantes nas cidades de Rio de Janeiro e Niterói pregando a fé evangélica sob uma ótica progressista.

Em 2022, retornou à cena eleitoral, sendo eleito deputado federal. Abolicionista penal, Vieira logo se tornou líder do governo na Comissão de Segurança Pública, onde se posicionou como principal voz contrária a projetos de endurecimento de penas e aumento do comércio de armas. Seu discurso também atraiu a inimizade de quadros da Bancada da Bala, constantemente hostil à sua presença.

Ao final de 2024, foi escolhido pelo Psol para representar a bancada na disputa pela presidência da Câmara dos Deputados. Seu programa de propostas segue com a corrente de pensamento progressista: o parlamentar defende projetos que garantam o fim da escala de trabalho 6×1, a defesa do meio ambiente e dos direitos das mulheres. Também é abertamente contrário à anistia aos presos em condenações relativas aos ataques de 8 de janeiro de 2023

Filho de pai neerlandês e mãe brasileira, Marcel van Hattem é um dos mais ferrenhos opositores ao governo Lula. Com dupla nacionalidade, trabalhou na Diretoria de Empreendimentos Internacionais do Ministério dos Assuntos Econômicos, Agricultura e Inovação do governo dos Países Baixos. Entrou na política em 2004, quando foi eleito vereador pelo município gaúcho de Dois Irmãos pelo PP. Em 2014, foi eleito deputado estadual. Mesmo distante de Brasília à época, fez campanha no Rio Grande do Sul pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff, cassada em 2016.

Em 2018, filiou-se ao partido Novo, sigla pela qual se elegeu deputado federal e se consolidou como uma de suas principais lideranças na Câmara. Dentro do partido, esteve em constante atrito com o então presidente da legenda, João Amoêdo, crítico ao seu discurso agressivo e à proximidade com a família de Jair Bolsonaro. Isso não minou a influência de Marcel van Hattem dentro da sigla: a ala considerada mais radical da legenda se tornou a dominante nas eleições de 2022.

Nas duas legislaturas, Marcel Van Hattem disputou todas as eleições para presidente da Câmara dos Deputados, apresentando-se como alternativa à direita em relação aos partidos tradicionais. Recebeu 23 votos em 2019; 13 em 2021 e outros 19 em 2023. Aos 39 anos, foi o mais recente a entrar na disputa pela cadeira presidencial da Casa em 2025.

Mesa Diretora
A Mesa Diretora é responsável pela direção dos trabalhos legislativos e dos serviços administrativos da Casa. Entre suas atribuições, também está a promulgação de emendas à Constituição, juntamente com o Senado.

A Mesa compõe-se da Presidência (presidente e dois vice-presidentes) e da Secretaria — formada por quatro secretários e quatro suplentes.

Erica Neves faz reunião em Colatina e pede apoio do prefeito Renzo Vasconcelos

Erica Neves faz reunião em Colatina e pede apoio do prefeito Renzo Vasconcelos

Na reunião Erica Neves pediu ao prefeito uma maior inteiração entre o Executivo Municipal e a OAB-ES. Foto PMC

A presidente da OAB-ES, a advogada Erica Neves, esteve em Colatina nesta quarta-feira, 29, e pediu apoio do prefeito Renzo Vasconcelos (PSD/ES) para fortalecer os trabalhos da Ordem dos Advogados na cidade.
Além do prefeito e da presidente, o encontro reuniu advogados eleitos para a diretoria da subseção da OAB de Colatina, empossados nesta quarta-feira.

Erica Neves pediu ao prefeito uma maior inteiração entre o Executivo Municipal e a OAB-ES, seja na sessão de espaços e pessoal, ou no acompanhamento processual de interesse comum entre as instituições. Fonte e foto Secretaria de Comunicação da PMC

Neymar volta ao Santos com salário milionário

Neymar volta ao Santos com salário milionário

Neymar volta ao Santos com salário milionário. foto Jovem Pan

Nesta terça-feira 28, o Santos anunciou que Neymar voltará ao clube após 12 anos, o anúncio foi feito, não pelas redes sociais oficiais do time paulista, mas pelo Instagram do presidente Marcelo Teixeira. Revelado pelo clube em 2009, o atacante passou por Barcelona, PSG e Al-Hilal, 

Para voltar ao Santos, o camisa 10 da seleção brasileira precisou abrir mão de uma verdadeira fortuna que jorrava dos cofres árabes. Para rescindir o contrato e ser liberado pelo Al Hilal da Arábia Saudita, Neymar vai deixar de receber cerca de 62 milhões de euros (US$ 65 milhões ou R$ 381 milhões).

O time do o Santos concordou em repassar ao jogador 80% de todas as receitas obtidas com publicidade a partir de agora. Tal modelo não é inédito no Brasil e foi reproduzido pelo Corinthians enquanto teve Ronaldo fenômeno com o seu jogador. Neymar ainda terá direito à maior parte do faturamento com uma linha de produtos que será criada em sua homenagem. Serão copos, camisetas, bonés, entre outras possibilidades.

O jogador Neymar deve será apresentado na sexta-feira dia 31, pelo Santos e tem previsão de estreia a partir do dia 5 de fevereiro, quando o craque completa 33 anos.

Quanto Neymar pode receber em volta ao Santos.


Projeção: R$ 6 milhões por mês
Salário-base: 18% do total arrecadado
Garantia do Santos: R$ 1 milhão
Direitos de imagem: 80 a 90%. Fonte redes sociais e foto Jovem Pan

Educação de SP define regras e orientações sobre o uso de celulares nas escolas

Educação de SP define regras e orientações sobre o uso de celulares nas escolas
Unidades devem criar estratégias para desencorajar o uso de dispositivos eletrônicos durante o período escolar; psicólogos vão apoiar estudantes na adaptação das novas medidas.. Foto Governo de São Paulo

Para garantir o cumprimento da Lei Estadual nº 18.058/2024 e da Lei Federal nº 15.100/2025 que proíbe o uso de celulares nas escolas, em vigor a partir deste ano letivo, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) elaborou um documento, em conjunto o Programa de Melhoria da Convivência e Proteção Escolar – CONVIVA SP, para orientar as ações das unidades de ensino. O documento foi distribuído para a rede nesta segunda-feira (27).

Entre os itens enumerados no material estão sugestões de armazenamento dos aparelhos, incentivo a campanhas educativas e de conscientização com estudantes e comunidade escolar e medidas disciplinares em caso de descumprimento das regras.

“Nosso objetivo é garantir que a escola seja um espaço dedicado ao aprendizado, à socialização e ao desenvolvimento integral dos estudantes. A tecnologia deve ser aliada, mas seu uso indiscriminado pode afetar negativamente o processo educacional”, afirmou o secretário da educação, Renato Feder.

Ações imediatas e medidas disciplinares

De acordo com o documento, as unidades devem adotar um plano de ação para desencorajar o uso dos celulares e divulgar as novas regras já a partir do primeiro dia de aulas. A principal delas é o veto ao uso de aparelhos eletrônicos além das aulas, mas também nos intervalos, recreios e atividades extracurriculares.

Caso o estudante opte por levar o celular ou outro dispositivo, a escola deve mantê-los em local inacessível, como armários ou caixas. As unidades devem informar aos pais e responsáveis, no entanto, que a escola não se responsabilizará por eventuais extravios ou danos ao equipamento.

O uso dos dispositivos eletrônicos será permitido quando houver necessidade pedagógica, condições de saúde específicas e em casos de acessibilidade, sempre com a devida justificativa e orientação do professor. Nesses episódios, as notificações dos aparelhos e serviços não relacionados à atividade devem estar desativados a fim de garantir o fluxo de aprendizagem sem interrupções.

Descumprimento e reincidências

Em caso de descumprimento das normas, a Seduc-SP elaborou uma série de medidas a ser adotada pela direção da escola. Caso ocorra durante as aulas, o professor deverá comunicar à gestão escolar e/ou ao POC (Profissional Orientador de Classe), que tomará as medidas cabíveis, incluindo o recolhimento do dispositivo. Nesse caso, o aluno deverá assinar uma declaração sobre as condições do aparelho, que será registrado para controle, e o episódio registrado no aplicativo Conviva.

Na reincidência, o estudante será encaminhado para uma conversa com a direção. Caso o comportamento persista, a equipe gestora convocará os pais ou responsáveis para uma reunião. Se os responsáveis não comparecerem ou não justificarem a ausência, o Conselho Tutelar poderá ser acionado para acompanhar a situação. Em casos extremos de descumprimento contínuo, a escola avaliará a necessidade de envolver a Rede Protetiva (Conselho Tutelar, CAPS, UBS, etc.), além do monitoramento da conduta do aluno com apoio da equipe psicológica da escola.

Apoio psicossocial e acompanhamento contínuo

Para garantir a implementação das novas normas, a Seduc-SP recomenda que as escolas promovam campanhas educativas e ações de conscientização. Entre as iniciativas, destacam-se o envolvimento de pais e responsáveis em ações de sensibilização e conscientização, palestras com especialistas em saúde mental, rodas de conversa e materiais educativos, como cartazes e vídeos, que devem explicar sobre os impactos do uso excessivo de dispositivos digitais.

Diante da possível dependência de dispositivos eletrônicos, será disponibilizado aos alunos suporte psicossocial, com acompanhamento de psicólogos e apoio à adaptação dos estudantes ao novo regramento.

“É fundamental que a mudança não seja apenas uma imposição de regras, mas uma oportunidade de reflexão e aprendizado sobre o uso saudável da tecnologia. Por isso, é importante que pais, responsáveis e grêmios estudantis participem deste momento de transição e apoiem crianças e jovens”, reforça Renato Feder. Fonte e foto Secretaria de Educação do Governo de São Paulo

Prefeitura alerta sobre tráfego irregular de caminhões na Ponte do Irajá em Colatina

Prefeitura alerta sobre tráfego irregular de caminhões na Ponte do Irajá em Colatina

A Prefeitura de Colatina solicita a colaboração de todos os motoristas. foto Secretaria de Comunicação Social da Prefeitura de Colatina

A Prefeitura de Colatina, por meio da Secretaria Municipal de Transporte, Trânsito e Segurança Pública, reforça o alerta sobre a proibição de tráfego de caminhões e ônibus na Ponte Agostinho Galdino Breda, conhecida como Ponte do Irajá. A prefeitura recebeu vídeos de moradores que flagraram caminhões transitando pelo local, desrespeitando as normas de trânsito.

Conforme o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), transitar em locais e horários não permitidos pela regulamentação estabelecida pela autoridade competente constitui uma infração média, sujeita a uma multa de R$ 130,16, e a perda de 4 pontos na carteira de habilitação.

A Prefeitura de Colatina solicita a colaboração de todos os motoristas para que respeitem a sinalização e as regras de tráfego estabelecidas, evitando transtornos. A fiscalização será rigorosa, e em breve contará com câmeras instaladas na ponte. E qualquer veículo que circular indevidamente será multado, conforme a legislação em vigor.

A história da Ponte Agostinho Galdino Breda

Embora poucos registros oficiais indiquem uma data precisa de sua fundação, as pesquisas apontam que a construção da ponte ocorreu entre 1904 e 1905. A obra recebeu o nome de Agostinho Galdino Breda, um renomado empresário do setor cafeeiro da época. Fonte e foto Secretaria de Comunicação Social da Prefeitura de Colatina