Frei Gilson presenteia Dom José com edição especial da Bíblia comentada pelos Padres da Igreja

Frei Gilson presenteia Dom José com edição especial da Bíblia comentada pelos Padres da Igreja

Durante a celebração de aniversário episcopal do bispo da Diocese de Santo Amaro, Dom José, o sacerdote Frei Gilson chamou atenção ao presenteá-lo com uma edição especial da Bíblia produzida pela editora Minha Biblioteca Católica.

Frei Gilson

A entrega aconteceu após o momento em que os presentes cantaram “parabéns” ao bispo. Ao entregar o livro, Frei Gilson comentou sobre a obra:

“Essa Bíblia é diferente. Eu gosto muito dela. Aqui, nos versículos, há comentários dos Padres da Igreja. Tem textos de Santo Agostinho, Santo Irineu… é muito bom para preparar a homilia.”

A edição reúne o texto bíblico completo na clássica tradução de Padre Matos Soares (1927), revisada com base em manuscritos e versões nos idiomas originais, além de milhares de comentários patrísticos que contextualizam cada passagem.
A edição reúne o texto bíblico completo na clássica tradução de Padre Matos Soares (1927), revisada com base em manuscritos e versões nos idiomas originais, além de milhares de comentários patrísticos que contextualizam cada passagem.

Dom José reagiu de forma bem-humorada ao presente e fez uma referência bíblica durante o momento de confraternização:

Publicada pela editora Minha Biblioteca Católica, a obra reúne mais de 3.500 comentários dos Santos Padres da Igreja, cerca de 8.500 notas explicativas, além de referências cruzadas, mapas e genealogias bíblicas.

Inspirada na tradição editorial cristã, a edição foi concebida como uma obra de arte sacra, com capitulares ornamentadas, projeto gráfico clássico e recursos voltados tanto ao estudo quanto à oração.

Segundo a editora, trata-se da primeira edição brasileira da Bíblia com comentários patrísticos sistemáticos ao longo de todo o texto, reunindo ensinamentos de autores como Santo Agostinho, Santo Irineu e outros grandes pensadores da tradição cristã. Fonte Publicada pela editora Minha Biblioteca Católica, a obra reúne mais de 3.500 comentários dos Santos Padres da Igreja, cerca de 8.500 notas explicativas, além de referências cruzadas, mapas e genealogias bíblicas.

Inspirada na tradição editorial cristã, a edição foi concebida como uma obra de arte sacra, com capitulares ornamentadas, projeto gráfico clássico e recursos voltados tanto ao estudo quanto à oração.

Segundo a editora, trata-se da primeira edição brasileira da Bíblia com comentários patrísticos sistemáticos ao longo de todo o texto, reunindo ensinamentos de autores como Santo Agostinho, Santo Irineu e outros grandes pensadores da tradição cristã.fonte JOSIAS SARAIVA MONTEIRO NETO. e foto prefeitura de João Pessoa


Consórcio Noroeste: Chegada de novos ônibus reforça o transporte coletivo em Colatina

Consórcio Noroeste: Chegada de novos ônibus reforça o transporte coletivo em Colatina

Este mês, Colatina recebe mais nove ônibus climatizados. Com a aquisição feita pelo Consórcio Noroeste, a frota do transporte coletivo passará a ser composta de 75 veículos, dos quais 54 têm ar-condicionado. Dos nove ônibus, oito chegaram à Colatina nesta quinta-feira (5), enquanto outro está em deslocamento à cidade.

Após o início da operação dos novos veículos, sete em cada dez ônibus da frota colatinense terão ar-condicionado. Além da climatização, os nove veículos seguem o padrão ambiental Euro 6, tecnologia que busca a redução da emissão de gases poluentes.

Com a aquisição feita pelo Consórcio Noroeste, a frota do transporte coletivo passará a ser composta de 75 veículos, dos quais 54 têm ar-condicionado. Agora, sete em cada dez ônibus da frota colatinense terão ar-condicionado.

Os novos ônibus serão emplacados e devem entrar em circulação pela cidade a partir do dia 21. Eles serão integrados a nove linhas do município, escolhidas por meio de um estudo das rotas com maiores picos de lotação.

As linhas que receberão os novos ônibus são:

  • Ayrton Senna
  • Bela Vista
  • Columbia
  • Maria das Graças
  • Moacir Brotas
  • Santo Antônio
  • São Marcos
  • São Miguel/ Antônio Damiani
  • Vicente Soella

O secretário municipal de Transporte, Trânsito e Segurança Pública, Major Carlos Balbino, enfatiza que a renovação da frota é apenas uma das medidas que buscam melhorar o transporte coletivo. “Seguimos com as fiscalizações e o acompanhamento diário de pontualidade e lotação para que o cidadão colatinense receba um transporte público de mais qualidade”, diz.

fonte e foto
Secretaria Municipal de Assuntos Institucionais e Comunicação Social

Vorcaro é transferido de Guarulhos para presídio no interior de SP

Vorcaro é transferido de Guarulhos para presídio no interior de SP

O banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, foi transferido nesta quinta-feira (5) para a Penitenciária II de Potim, no interior de São Paulo. A informação foi confirmada pela Secretaria de Administração Penitenciária de São Paulo, mas o motivo da transferência não foi informado.

O empresário estava preso desde quarta (4) no Centro de Detenção Provisória (CDP) 2 de Guarulhos, na região metropolitana da capital paulista, quando teve a prisão mantida pela Justiça Federal durante audiência de custódia

Banqueiro foi levado para a Penitenciária II de Potim, foto banco master

Nessa unidade prisional também se encontram presos o ex-médico Roger Abdelmassih, condenado a 181 anos de prisão por 48 estupros de suas pacientes, e o empresário Fernando Sastre de Andrade Filho, motorista do Porsche que provocou a morte de um motorista de aplicativo em 2024.

Localizada no Vale do Paraíba e inaugurada em 2002, a Penitenciária II de Potim atualmente tem capacidade para 844 presos, mas é ocupada por 472 pessoas, segundo dados oficiais da Secretaria de Administração Penitenciária.

Procurada pela Agência Brasil, a defesa de Vorcaro disse que não ia comentar sobre o caso.

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Histórico

Daniel Vorcaro foi preso novamente na quarta de manhã pela Polícia Federal, na terceira fase da Operação Compliance Zero

No ano passado, o empresário também foi alvo de um mandado de prisão da operação, mas ganhou direito à liberdade provisória, mediante uso de tornozeleira eletrônica.

A nova prisão foi fundamentada em mensagens encontradas no celular do banqueiro, apreendido na primeira fase da operação. Nas mensagens, Vorcaro ameaça jornalistas e pessoas que teriam contrariado seus interesses.

A Compliance Zero apura fraudes bilionárias no Banco Master, que causaram um rombo de até R$ 47 bilhões ao Fundo Garantidor de Créditos para o ressarcimento a investidores. 

Ao ser preso, Vorcaro foi encaminhado inicialmente para a Superintendência da Polícia Federal de São Paulo, mas a corporação pediu que fosse transferido, alegando que suas instalações não tinham estrutura para mantê-lo preso preventivamente e funcionavam apenas como unidade de trânsito de detentos.

No mesmo dia, à tarde, Vorcaro acabou sendo transferido para o CDP de Guarulhos, onde permaneceu até esta tarde.

Aliado de Vorcaro, Sicário tem suspeita de morte cerebral

O investigado Luiz Phillipi Mourão (foto PM MG/DIVULGAÇÃO), conhecido como Sicário, preso na terceira fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF), está sob investigação de morte cerebral na noite desta quarta-feira (4), em Belo Horizonte.

De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde de Minas Gerais, Luiz Philipi segue em cuidados no CTI do Hospital João XXIII.

Na manhã de hoje, Mourão foi levado para a carceragem da corporação após o cumprimento do mandado de prisão emitido pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). 

Segundo a PF, o investigado atentou contra a própria vida e foi reanimado pelos policiais responsáveis pela custódia. Em seguida, ele recebeu atendimento médico do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e foi encaminhado para um hospital da capital mineira. 

De acordo com as investigações, Luiz Phillipi Mourão atuava como ajudante do banqueiro Daniel Vorcaro, que também foi preso na manhã de hoje. “Sicário”, como era chamado pelo empresário, seria responsável pelo monitoramento e obtenção de informações sigilosas de pessoas consideradas adversárias dos interesses do banqueiro. Com agência brasil

Iniciativa estabelece alíquota única de 1% para o IPVA no ES

Iniciativa estabelece alíquota única de 1% para o IPVA no ES

No Espírito Santo o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) apresenta atualmente duas alíquotas: 2% para veículos de passeio, utilitários, aeronaves e embarcações, e 1% para veículos de carga, ônibus, caminhões e motocicletas. O deputado Alexandre Xambinho (Podemos) quer unificar a cobrança em 1% para todos os tipos.

Xambinho avalia que a medida contribui para a regularização da frota e redução da inadimplência / Foto: Kamyla Passos

Conforme o Projeto de Lei (PL) 19/2026, o Artigo 12 da Lei do IPVA (Lei 6.999/2001), dispositivo que define as alíquotas, teria redação afirmando a alíquota de 1% como “aplicável a todos os veículos automotores, independentemente de sua espécie, categoria, uso ou destinação”.

Respeitando dois dos princípios do Direito Tributário brasileiro, o da anterioridade anual e o da anterioridade nonagesimal (pelo menos 90 dias), a mudança entraria em vigor apenas no ano seguinte ao da lei aprovada.

Em mensagem aos pares, Xambinho argumenta que a atual diferenciação de alíquotas, “embora historicamente justificada”, seria menos compatível com os princípios da isonomia tributária e da capacidade contributiva.

“A unificação da alíquota em 1% promove maior justiça fiscal, simplificação do sistema tributário estadual e previsibilidade ao contribuinte, reduzindo distorções e desigualdades no tratamento tributário entre proprietários de veículos que, muitas vezes, possuem valores de mercado semelhantes, mas são onerados de forma distinta apenas em razão de sua classificação legal”, justifica o deputado em mensagem.

Xambinho defende ainda que a medida pode estimular a regularização da frota e reduzir a inadimplência do IPVA, além do “alívio” na carga tributária fortalecer a atividade econômica.

O PL 19 passará pelas comissões de Justiça, de Mobilidade Urbana e de Finanças.

Verifique aqui o andamento da proposta na Ales Com ales

Janela partidária pode alterar bancadas na Assembleia Legislativa do ES

Janela partidária pode alterar bancadas na Assembleia Legislativa do ES

Começa nesta quinta-feira (5) o prazo para deputados estaduais e federais trocarem de partido, sem que isso implique infidelidade partidária, com perda de mandato, a fim de disputarem as eleições de outubro. É a conhecida janela partidária, que poderá provocar alterações nas bancadas na Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales).  

Advogado Marcelo Nunes esclarece sobre prazos e possibilidades na janela para troca partidária / Foto: Paula Ferreira

Começa nesta quinta-feira (5) o prazo para deputados estaduais e federais trocarem de partido, sem que isso implique infidelidade partidária, com perda de mandato, a fim de disputarem as eleições de outubro. É a conhecida janela partidária, que poderá provocar alterações nas bancadas na Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales).  

Para quem tem mandato e vai se utilizar das janelas partidárias, o prazo termina no dia 3 de abril, um dia antes do prazo para novas adesões, no caso de quem vai se filiar com propósito de disputar as eleições de 4 de outubro. No pleito deste ano, estarão em disputa os cargos de presidente da República, governador estadual/distrital, senador (com duas vagas e renovação em 2/3), deputado estadual/distrital e deputado federal. 

As atuais bancadas na Assembleia Legislativa do Espírito Santo estão assim compostas: 

  • Republicanos (5) – Alcântaro Filho, Bispo Alves, Hudson Leal, Pablo Muribeca e Sergio Meneguelli
  • PL (3) – Capitão Assumção, Delegado Danilo Bahiense e Lucas Polese
  • União (3) – Denninho Silva, Dr. Bruno Resende e Marcelo Santos
  • PSB (3) – Dary Pagung, Janete de Sá e Toninho da Emater (suplente de Tyago Hoffmann)
  • PT (2) – Iriny Lopes e João Coser
  • PSDB (2) – Mazinho dos Anjos e Vandinho Leite
  • Podemos (2)– Alexandre Xambinho e Allan Ferreira
  • PSD (2) – Adilson Espindula e Fabrício Gandini
  • PP (2) – Marcos Madureira e Raquel Lessa
  • Democracia Cristã – Callegari
  • Psol – Camila Valadão
  • PRD – Coronel Weliton
  • PDT – Engenheiro José Esmeraldo
  • Rede – Fábio Duarte
  • Sem partido – Zé Preto (elegeu-se pelo PL mas obteve permissão do partido para se desfiliar)


Podem ocorrer mudanças também na Câmara dos Deputados, na qual o Espírito Santo tem dez deputados federais, formando as seguintes bancadas:

  • Republicanos (2) – Amaro Neto e Messias Donato
  • PT (2) – Helder Salomão e Jack Rocha
  • PP (2) – Da Vitória e Evair de Melo
  • Podemos (2) – Gilson Daniel e Victor Linhalis 
  • PL – Gilvan da Federal 
  • PSB – Paulo Foletto


Palavra do especialista

O advogado Marcelo Nunes, com mais de 25 anos de experiência em advocacia eleitoral, esclarece o que é a janela partidária, os prazos para troca de partido e os cuidados a se tomar com a filiação.

Dr. Marcelo, didaticamente, o que é a janela partidária?

Janela partidária é a permissão, no período de 5 de março a 3 de abril, ou seja, iniciando-se 30 dias antes do final do prazo para filiação, para que o parlamentar troque de partido sem que isso configure infidelidade partidária.

Quem pode se beneficiar desse prazo?

Neste ano, os cargos que estão sendo disputados, de deputados estaduais e deputados federais, é que podem se beneficiar. Nos cargos de presidente da República, governador, senador e prefeito não existe a fidelidade partidária. Para vereador, por exemplo, existe a fidelidade, mas eles não podem se beneficiar porque o mandato deles somente termina daqui a dois anos. Então, somente deputados estaduais e federais podem usar a janela para trocar de partido.

Suplente de deputado pode usar a janela para mudar de partido?

O Tribunal Superior Eleitoral entendeu que somente o titular do mandato pode usar do benefício, o suplente não poderia se utilizar da janela para mudar de partido. Mas, na prática, nada impede que o suplente possa trocar, porque ele não vai perder a suplência de forma automática. Por exemplo, um suplente que troque de partido neste mês e caso venha a assumir o mandato nos próximos meses, aí sim, será proposta uma ação para questionar a fidelidade partidária dele. Só que aí tem todo o contraditório e ampla defesa, e dificilmente o processo será julgado até o final do ano. Mesmo que ele seja considerado infiel, ele já terá terminado o mandato. Então, na prática, embora não se aplique a ele, o suplente pode trocar de partido e, como tem que haver o devido processo legal de infidelidade, ele não perde a suplência de forma automática.

Uma vez que o detentor de mandato se utilize da janela para trocar de partido, quais são os cuidados a se tomar para nova filiação?

A filiação agora é automática, lembrando que a data limite de filiação para quem vai trocar de partido na janela é 3 de abril, e para os demais é 4 de abril. Então, para o parlamentar, ou qualquer pessoa que deseja se filiar ou trocar, tem que tomar o cuidado de acompanhar o processo. Neste caso, o processo é automático: quando ele se filia a um novo partido, cai a filiação anterior. O que precisa cuidar é de acompanhar o processo, porque às vezes o partido pode lançar a data errada ou esquecer de colocar o nome na lista de filiados. Tenha precaução também, quando for trocar de partido, de comunicar ao antigo partido e ao juiz eleitoral para ter uma contra-prova. Caso haja algum problema na lista de novos filiados, ele vai ter como provar que se filiou àquela legenda. Tem que tomar cuidado, já houve caso do partido esquecer e o pré-candidato ter que se movimentar juridicamente para provar sua filiação. Quem vai se filiar pela primeira vez também é importante acompanhar para provar que é filiado.

Então, para deixar bem claro. Quem vai usar a janela, tem até 3 de abril para se filiar de novo e quem não vai usar a janela e quer ser candidato tem até 4 de abril. É isso?

Exatamente. Tem essa diferença. Até 3 de abril é o prazo de trocar de partido para quem já tem mandato, e 4 de abril é o prazo final para quem quer concorrer às eleições deste ano. Com ALES

Carlos Viana critica decisão de ministro Flávio Dino de cancelar votação da CPMI do INSS

Carlos Viana critica decisão de ministro Flávio Dino de cancelar votação da CPMI do INSS

Em entrevista coletiva nesta quarta-feira (4), o presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou que a decisão do ministro do  Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino de cancelar uma votação da comissão é “uma afronta ao Parlamento”. Viana se referia à decisão, anunciada mais cedo, de que Dino suspendera a quebra de sigilo da empresária Roberta Luchsinger — que havia sido aprovada em votação simbólica pela CPMI.

Para o presidente da CPMI do INSS, decisão de Dino é “uma afronta ao Parlamento”. Viana também disse a comissão está chegando aos “núcleos de poder” das fraudes Jefferson Rudy/Agência Senado

— Eu recebo com profunda indignação e enorme preocupação institucional a decisão liminar proferida pelo ministro Flávio Dino, que suspende os efeitos da quebra de sigilo aprovada pela comissão parlamentar mista de inquérito do INSS. Essa decisão ocorre após o presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre, ter analisado formalmente os questionamentos levantados e concluído, de forma expressa, que a votação realizada na CPMI respeitou integralmente o regimento e a Constituição brasileira — declarou Viana.

Investigar

Na avaliação do presidente da CPMI, a Presidência do Senado reconheceu a legalidade do procedimento e manteve a decisão soberana da comissão. Além disso, Viana disse que a CPMI ainda não foi informada oficialmente pelo STF e que ele soube da decisão pela imprensa.

— A comissão apenas exerceu o poder constitucional de autorizar medidas investigativas, como fazem CPIs no Congresso Nacional há décadas. Investigar não é condenar. Investigar é buscar a verdade. Também causa estranheza a alegação de que não teria havido debate ou fundamentação adequada nos requerimentos aprovados pela comissão. Isso simplesmente não corresponde à realidade dos fatos — protestou Viana.

Ele acrescentou que, durante a votação de requerimentos em bloco na CPMI, deputados federais e senadores puderam defender ou criticar as matérias votadas. Disse também que a fundamentação está registrada nos requerimentos, com justificativa detalhada dos indícios e da necessidade de cada medida para a investigação.

— Será que, agora, porque estamos muito próximos de núcleos de poder, de revelar ao país grandes influências políticas que levaram a sustentar todo esse esquema de roubo na Previdência brasileira, será que é por isso que nós estamos [enfrentando] essa tentativa de impedir, atrapalhar e atrasar os trabalhos da CPMI? É uma pergunta que eu deixo aqui em nome do povo brasileiro.

Fiscalizar

Viana afirmou que o STF já reconheceu anteriormente que CPIs constituem direito público subjetivo das minorias parlamentares, essencial para o equilíbrio entre os Poderes da república. Para ele, as CPIs são instrumentos de um Parlamento livre que existem para fiscalizar o poder em nome da população.

— Nós estamos diante de uma decisão que desrespeita este Parlamento e que tenta criar uma possibilidade dentro de uma investigação que está muito próxima de revelar ao país todos os esquemas desse subterrâneo que foi a roubalheira no INSS. O Congresso Nacional não é órgão decorativo da república. O Congresso representa o povo brasileiro, e nós exigimos respeito. Quando o Congresso decide investigar crimes contra aposentados, viúvas e idosos, o Congresso está cumprindo exatamente o papel que a Constituição nos atribuiu (…). Não vamos fazer outra votação — declarou Viana, acrescentando também que não pretende desrespeitar as decisões do Supremo.

O relator da CPMI, deputado federal Alfredo Gaspar (União-AL), disse que a decisão de Dino é atípica e “um péssimo exemplo para a democracia”. Para ele, o ministro do STF “atacou a independência do Congresso Nacional e a harmonia entre os poderes”. Fonte: Agência Senado

Todo Mundo no Rio: Shakira traz turnê mundial para as areias de Copacabana

Todo Mundo no Rio: Shakira traz turnê mundial para as areias de Copacabana

As areias de Copacabana já têm dona para o outono de 2026. O prefeito Eduardo Paes confirmou, nesta quarta-feira (11), que Shakira será a estrela da terceira edição do projeto “Todo Mundo no Rio”. O espetáculo gratuito acontece no dia 2 de maio, consolidando a orla carioca como o epicentro dos grandes eventos globais.

Com expectativa de público milionário e ocupação hoteleira recorde, apresentação da estrela colombiana promete ditar tendências e movimentar bilhões no Rio. Foto: Reprodução/Freepik

Após meses de suspense e nomes como Britney Spears e Justin Bieber circulando nos bastidores, a escolha da “Loba” encerra a ansiedade dos fãs. Shakira assume o posto ocupado anteriormente por gigantes: Madonna, que reuniu 1,6 milhão de pessoas em 2024, e Lady Gaga, que arrebatou 2,1 milhões de fãs em 2025.

O show acontece pouco mais de um ano após o início da icônica “Las Mujeres Ya No Lloran World Tour”, que teve seu pontapé inicial justamente no Nilton Santos (Engenhão), em fevereiro de 2025.

O evento promete ser um desfile de tendências a céu aberto. Nesse clima de curtição intensa, em que “aparecer” faz parte do show, o público também aposta em acessórios que reforçam esse estilo de vida urbano. Entre as bebidas, itens de uso pessoal vistos na orla, como a IGNITE V-MIX V400, e roupas sem economizar no brilho, tudo promete protagonizar a essência do evento.

Antes de desembarcar no Brasil, Shakira segue em ritmo frenético. Atualmente na América Latina, a cantora levará sua turnê ao Oriente Médio entre março e abril, com paradas confirmadas na Jordânia, Catar, Emirados Árabes e Arábia Saudita.

A prefeitura aposta no carisma da colombiana para manter os números monumentais das edições passadas. Além do espetáculo cultural, a expectativa é de uma ocupação hoteleira próxima de 100% e um impulso bilionário na economia local em serviços e turismo, com um público estimado em milhões de vozes entoando os sucessos da maior artista latina do século.

Com a confirmação de Shakira, o projeto “Todo Mundo no Rio” se consolida como um fenômeno que redefine o uso do espaço público. Se as edições anteriores provaram que Copacabana é a arena definitiva da música pop, 2026 promete elevar o sarrafo com a energia da cultura latina, reafirmando a “Cidade Maravilhosa” como o destino obrigatório para quem deseja viver a história da música em tempo real. Fonte Alan Santana

Alcolumbre mantém votação da CPMI do INSS que quebra sigilos de filho de Lula

Alcolumbre mantém votação da CPMI do INSS que quebra sigilos de filho de Lula

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, decidiu não anular a votação da CPMI do INSS após concluir que, diante do quórum de 31 presentes à reunião da comissão, registrado no painel eletrônico no momento da deliberação, seriam necessários 16 votos para rejeitar os requerimentos. Esse número é superior aos 14 votos contabilizados por parlamentares governistas, que apresentaram recurso contra o resultado da votação na CPMI.

A decisão mantém o resultado proclamado pelo presidente da comissão, Carlos Viana (Podemos-MG), que declarou aprovados 87 requerimentos, entre eles o de quebra de sigilo de Fabio Luis Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Presidente do Senado informou ter consultado a Advocacia do Senado e a Secretaria-Geral da Mesa para decidir
Carlos Moura/Agência Senado

O recurso foi apresentado na última quinta-feira (26) por 14 parlamentares da base governista. No documento, senadores e deputados sustentam que a maioria da comissão teria rejeitado os requerimentos incluídos na pauta, mas que o resultado foi proclamado como aprovado pela presidência do colegiado.

A votação ocorreu pelo processo simbólico: os favoráveis permanecem sentados, enquanto os contrários se levantam.

Carlos Viana proclamou a aprovação no momento em que apenas sete parlamentares estavam de pé. Segundo o recurso, contudo, 14 parlamentares teriam se manifestado contra os requerimentos. Fotos e vídeos da sessão foram anexados para sustentar a alegação. Mas, de acordo com a apuração feita pela Advocacia e pela Secretaria-Geral da Mesa (SGM) do Senado, havia 31 parlamentares com presença registrada no momento da deliberação. Assim, a maioria necessária para rejeitar os requerimentos seria de 16 votos contrários.

— No caso concreto, sustenta-se que 14 parlamentares teriam se manifestado contrariamente aos requerimentos submetidos à apreciação. Ainda assim, esse número de votos contrários não seria suficiente para a configuração da maioria. Esta presidência conclui que a suposta violação das normas regimentais e constitucionais pelo presidente da CPMI não se mostra evidente e inequívoca. Não se faz necessária a intervenção do presidente da Mesa do Congresso Nacional — decidiu Davi.

Fundamentação da decisão

Ao analisar o caso, Davi Alcolumbre informou ter solicitado à Advocacia do Senado e à SGM exame técnico dos aspectos fáticos e jurídicos da deliberação.

O presidente destacou que o funcionamento das comissões parlamentares deve seguir o princípio constitucional da colegialidade, pelo qual as decisões são tomadas pela maioria dos votos, com a presença da maioria absoluta dos membros. Davi acrescentou que, mesmo considerando um eventual equívoco do presidente da CPMI na contagem dos parlamentares que se levantaram contra os requerimentos, o número de votos contrários apontado pelos autores não seria suficiente para alcançar a maioria necessária e reverter a deliberação.

— É evidente que, nos casos em que se observe expressiva maioria contrária, o presidente deve ter o cuidado de verificar se ela não constitui a metade dos presentes registrados no painel — observou.

Fonte: Agência Senado

Secretaria do Rio Doce apresenta balanço das ações estaduais em visita aos municípios

Secretaria do Rio Doce apresenta balanço das ações estaduais em visita aos municípios

A equipe da Secretaria de Recuperação do Rio Doce (Serd) inicia, a partir do dia 3 de março, uma nova série de visitas aos municípios impactados pelo desastre ambiental de Mariana. O projeto ‘Serd Nas Cidades’ tem o objetivo de apresentar as ações estaduais desenvolvidas neste primeiro ano de atuação do Governo do Estado a partir da assinatura do Novo Acordo do Rio Doce.

A primeira etapa do projeto ‘Serd Nas Cidades’ teve início ontem dia 3, em São Mateus, e segue por todo o mês de março Foto Yuri Barichivich

A primeira etapa de reuniões vai contemplar as cidades de São Mateus, Conceição da Barra, Sooretama, Marilândia, Linhares, Aracruz, Fundão, Baixo Guandu e Colatina. A intenção é elencar os projetos que já estão em execução nestas regiões, projetar as iniciativas que estão em trâmite na Serd para os próximos anos e ouvir as sugestões de gestores públicos e lideranças regionais.

As duas primeiras datas, horários e locais do projeto ‘Serd Nas Cidades’ estão confirmadas:

. Ontem dia 03/03 (terça-feira), às 17h30: reunião conjunta das regiões de São Mateus e Conceição da Barra
Local: Câmara Municipal de São Mateus (Avenida Jones dos Santos Neves, Centro)
18h – Abertura solene
18h15 – Apresentação institucional, contemplando breve contextualização do Novo Acordo do Rio Doce; Criação e papel institucional da SERD; Investimentos e iniciativas realizados no município abrangido pelo Acordo.
19h – Espaço para apresentação de sugestões das lideranças locais

. Dia 04/03 (quarta-feira), a partir das 17h30: reunião em Sooretama
Local: Câmara Municipal de Sooretama (Avenida Ângelo Suzano, 850, Centro)
18h – Abertura solene
18h15 – Apresentação institucional, contemplando breve contextualização do Novo Acordo do Rio Doce; Criação e papel institucional da SERD; Investimentos e iniciativas realizados no município abrangido pelo Acordo.
19h – Espaço para apresentação de sugestões das lideranças locais.

Secretário de Estado Guerino Balestrassi

De acordo com o secretário de Estado de Recuperação do Rio Doce, Guerino Balestrassi, eventos como esse fortalecem a governança colaborativa, promovem diálogo com as comunidades afetadas e ajudam a construir os projetos do Governo do Estado nas regiões impactadas. “Além da transparência em torno das ações estaduais nestas cidades, os encontros podem orientar a nossa equipe em relação a obras e investimentos que são essenciais para a sustentabilidade social e ambiental do território”..
fonte Serd
Renato Costa Neto / Karina Soares

Deputados do ES divergem sobre proposta de mudança na escala 6×1

Deputados do ES divergem sobre proposta de mudança na escala 6×1

O debate sobre o fim da jornada de trabalho 6×1 no Brasil, pautado neste ano no Congresso Nacional, foi levado à tribuna da Assembleia Legislativa (Ales) nesta terça-feira (3). O deputado Mazinho dos Anjos (PSDB/ES), contrário à redução, argumentou que a medida não protege os micro e pequenos empreendedores. Já a deputada Camila Valadão (Psol/ES) defendeu a medida como resultado de luta e discussão histórica.

Mazinho considera mudança nociva à economia, enquanto Camila classifica jornada 6×1 como escravidão / Foto: Kamyla Passos

Para Mazinho, a medida de reduzir a jornada sem aumentar a produtividade encarecerá o produto nacional e abrirá espaço para mais importações, prejudicando o emprego dos brasileiros. “Nenhuma compensação estrutural para o empreendedor que gera emprego. Vai ter que reduzir a carga horária dos seus funcionários, manter o mesmo salário. Vai gerar um prejuízo enorme para os empreendedores e, principalmente, para os micro e pequenos, a grande maioria no Brasil”, alertou.

“Temos sim que dar melhor condição de vida para nossos trabalhadores, mas legislar sem responsabilidade econômica pode produzir um efeito contrário. Menos empregos, mais informalidade, o preço dos produtos pode aumentar para a nossa população”, complementou o tucano.

Setores impactados

O deputado enfatizou em seu discurso que comércio e serviço seriam os setores mais impactados, com o custo por hora de trabalho aumentando imediatamente, mas com “a mesma receita e o mesmo faturamento”. “Quem vai pagar essa conta no final? Primeiro, vai ser o pequeno empreendedor. Depois, vai ser o consumidor, o preço das coisas vai aumentar e, por fim, o próprio trabalhador, com menos oportunidades”, opinou.

Mazinho apresentou sua preocupação de o impacto final da medida ser o fechamento de empresas no estado, onde a realidade do pequeno seria “ainda mais dura”, impactando a comunidade e comércio locais que sofrem com plataformas de venda on-line de outros países, “recolhendo poucos impostos, gerando poucos empregos e não sustentam a economia”.

Ainda segundo o político, historicamente no Brasil, quando o custo de contratação sobe sem ganho de produtividade, crescem a informalidade e os contratos precários de trabalho, além de diminuírem as vagas formais, mas “ninguém quer admitir”. “Temos que falar sobre encargos sobre a folha, simplificação tributária, incentivo à produtividade, insegurança jurídica e combate à concorrência desleal”.

A favor da redução

Na tribuna, a deputada Camila Valadão opinou que a jornada 6×1 representa uma “verdadeira escravidão moderna”, com trabalhadores dando expediente seis dias por semana e folgando apenas um.

Camila defendeu que a redução dará ao trabalhador “mais tempo para ficar com a sua família, para descansar, para acompanhar o crescimento do filho, a educação, ou até ir para a igreja rezar”. “É disso que estamos falando, o trabalhador que atua nessa jornada de trabalho não tem tempo para absolutamente nada disso”.

Valadão destacou que a luta pela redução é histórica na classe trabalhadora, em todo o mundo e não só em nosso país. A deputada lembrou que, quando se discutiu o direito à folga no final de semana ou à licença maternidade, a reação da “elite” foi a mesma.

“A mesma coisa foi dita ‘vai quebrar a economia, vai quebrar o país’, e aqui estamos. A economia brasileira hoje, em dados de pesquisa recente do Ipea, que desmistifica todo esse terrorismo das elites ao projeto que põe fim à jornada de escravidão que é a escala 6×1”, afirmou.

Impacto e apoio

Camila citou ainda que o impacto da mudança no setor de comércio e da indústria seria de apenas 1%. “Um por cento será impacto nesses setores se a gente tiver uma jornada digna, um pouco mais digna de trabalho. Então, a economia brasileira tem capacidade de garantir mais dignidade ao trabalhador e esse projeto tem ampla discussão nesse país, a discussão não será feita às pressas”.

A parlamentar citou ainda apoio popular com assinaturas e realização de audiências públicas, além de pesquisas apontarem que mais de 70% da população apoiam a redução. “O que quebra a economia brasileira é a exploração do trabalhador. O que quebra as empresas não é uma jornada digna, é o afastamento por adoecimento mental (…) jornada tão exploradora que suga toda a saúde do trabalhador”.

O debate nacional

Tramitam nas duas Casas do Congresso Nacional, propostas de emendas à Constituição que versam sobre redução da jornada máxima de 44 para 36 horas semanais no Brasil. A mudança poderá levar o mercado de trabalho a acabar com a jornada de seis dias trabalhados com direito a um de folga.  Com ales