Sommerfest ES: festival de cultura alemã ganha reconhecimento estadual

Sommerfest ES: festival de cultura alemã ganha reconhecimento estadual

Tradicional festival de Domingos Martins, a Sommerfest ganhou um reforço de peso com a Lei 12.825/2026, publicada esta semana no Diário Oficial do Estado (DIO). A nova lei reconhece o evento como de interesse cultural do Espírito Santo.

Deputado Coronel Weliton assina lei publicada nesta semana no Diário Oficial do Estado 

Indo para a sua 36ª edição, o festival celebra a cultura alemã e acontece durante o verão, com programação diversa, incluindo danças típicas, culinária germânica, desfile e apresentações musicais.

A norma é oriunda do Projeto de Lei (PL) 35/2024, elaborado pelo deputado Coronel Weliton (DC/ES)  em atendimento, segundo o parlamentar, aos anseios dos moradores do município e da região. 

Visibilidade

O ativista cultural Werner Bruske, membro do Conselho Municipal de Cultura de Domingos Martins, considera que a medida promove mais visibilidade à tradicional festa que atrai turistas não só do Espírito Santo, mas também de outros estados. 

“Isso fortalece a credibilidade do evento e amplia  as possibilidades de apoio, incentivo e promoção por parte do poder público”, avalia. Ele destaca ainda que a publicação da lei contribui para consolidar a Sommerfest como uma das principais manifestações culturais do Espírito Santo, reforçando sua relevância histórica e turística.

Bruske afirma que o evento desempenha um papel fundamental no resgate e na preservação da cultura alemã no município. Segundo ele, as festividades realizadas no verão para celebrar a colonização germânica no município remontam ao século 19. 

Nesse sentido, a Sommerfest mantém vivas tradições trazidas pelos imigrantes, por meio das danças típicas, músicas, gastronomia, desfiles culturais, concursos tradicionais e celebrações simbólicas ligadas à colonização alemã. 

Além de preservar costumes históricos, a Sommerfest também aproxima as novas gerações de suas origens, fortalecendo o sentimento de identidade cultural da comunidade martinense.

Valorização da história 

Coronel Weliton destacou a importância da iniciativa na sessão ordinária do dia 8 de abril, quando o Plenário aprovou o projeto. Segundo ele, a Sommerfest é um dos eventos mais aguardados pelos moradores do município de Domingos Martins e pelos turistas. “É uma homenagem a um capítulo importante da história do município, relembrando a chegada das primeiras famílias imigrantes à região, em janeiro de 1847”, afirmou na ocasião. FONTE ALES e foto divulgação

Mendonça diz que não teve acesso à proposta de delação de Vorcaro

Mendonça diz que não teve acesso à proposta de delação de Vorcaro

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta quinta-feira (7/05) que uma colaboração premiada deve ser “séria e efetiva”.

Segundo o ministro do STF, colaboração deve ser “séria e efetiva”. foto tsf

A declaração foi divulgada pelo gabinete do ministro após matérias jornalísticas informarem que Mendonça teria sinalizado aos advogados do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que não pretende homologar os atuais termos da proposta de delação apresentada ontem à Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Polícia Federal (PF).

Na nota enviada à imprensa, Mendonça disse que não teve acesso ao material entregue aos órgãos, mas ponderou que uma colaboração premiada deve produzir feitos para ser efetivada.

“O ministro tem sido consistente e inequívoco em sua posição sobre o tema da colaboração premiada. A colaboração premiada é um ato de defesa, um direito assegurado ao investigado. Para que produza efeitos, a colaboração deve ser séria e efetiva”, afirmou.

Mendonça também ressaltou que as investigações sobre o caso Master vão seguir normalmente, independentemente de delações.

“Cabe esclarecer, ainda, que o ministro até o presente momento, não teve acesso ao teor do material entregue pela defesa à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República. Quaisquer afirmações em sentido contrário não refletem a realidade dos fatos e carecem de fundamento”, completou.

Daniel Vorcaro está preso na superintendência da Polícia Federal em Brasília.

No dia 4 de março, o banqueiro voltou a ser preso e foi alvo da terceira fase da Operação Compliance Zero, da PF, que investiga fraudes financeiras no Master e a tentativa de compra da instituição pelo Banco Regional de Brasília (BRB), banco público ligado ao Governo do Distrito Federal (GDF).

André Mendonça atendeu ao pedido de prisão feito pela PF após novos dados da investigação apontarem que Vorcaro deu ordens diretas para os outros acusados para intimidarem jornalistas, ex-empregados e empresários, além de ter acesso prévio ao conteúdo das investigações.  fonte agência Brasil,

Justiça inglesa nega novo recurso de mineradora sobre caso Mariana

Justiça inglesa nega novo recurso de mineradora sobre caso Mariana

O Tribunal de Apelação da Inglaterra rejeitou nesta quarta-feira (6) uma nova tentativa de recurso da mineradora BHP sobre o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), em 2015.

Próxima fase vai quantificar danos e fixar os valores de indenização

Com isso, está mantida a decisão de novembro de 2025, quando o Tribunal Superior inglês responsabilizou a empresa anglo-australiana pelo desastre. Os juízes consideraram que a BHP, sócia da Vale na gestão da mineradora Samarco, operava a barragem e tinha conhecimento dos riscos antes do rompimento, o que mostrava negligência, imprudência e/ou imperícia.

No dia 5 de outubro de 2025, a tragédia em Mariana completou dez anos. O rompimento da barragem de Fundão despejou cerca de 40 milhões de metros cúbicos de resíduos tóxicos e lama no rio Doce. Também atingiu municípios próximos e matou 19 pessoas.

A BHP já havia tentado um primeiro pedido de recurso para reverter a condenação e esgotou a última via ordinária disponível no sistema inglês para contestar a sentença. Na decisão de hoje, o tribunal concluiu que não há razão convincente para que o recurso seja julgado.

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No sistema jurídico inglês, o direito de recorrer não é automático. A parte interessada primeiro precisa obter uma permissão para entrar com o recurso (permission to appeal).

Com isso, está mantida a Fase 2 do processo, que examina as categorias de perdas e as provas para quantificar os danos sofridos pelas vítimas e fixar os valores de indenização. A audiência de julgamento desta fase está prevista para abril de 2027.

O escritório de advocacia Pogust Goodhead, que representa as vítimas do caso Mariana na Inglaterra, comemorou a decisão desta quarta-feira.

“O Tribunal de Apelação agora se uniu ao Tribunal Superior ao concluir que os fundamentos de apelação da BHP não têm perspectivas reais de sucesso. Um resultado enfático e inequívoco. A BHP é responsável pelo pior desastre ambiental da história do Brasil e não terá outra chance para reverter a decisão”, disse Jonathan Wheeler, sócio do escritório.

“Nossos clientes esperaram mais de uma década por justiça, enquanto a BHP buscou todas as vias processuais para evitar a responsabilização. Essas vias agora estão fechadas. Estamos focados em garantir a indenização que centenas de milhares de brasileiros têm direito há muito tempo”, completou.

Em nota, a BHP Brasil disse que “vem apoiando a Samarco para garantir uma reparação justa e integral” e que continuará com o processo de defesa na Inglaterra “de forma robusta e pelo tempo que for necessário”.

Disse ainda que “permanece confiante de que o trabalho realizado desde 2015 e o Novo Acordo do Rio Doce, assinado em outubro de 2024, e que assegurou R$ 170 bilhões para a reparação, oferecem a solução mais rápida e eficiente para compensar os atingidos. Esse trabalho já garantiu pagamentos a mais de 625 mil pessoas”.

Segundo a empresa, a Corte inglesa reconheceu em 2024 os programas de indenização e validou as quitações assinadas por aqueles que já receberam indenização integral: “cerca de 40% do total de reclamantes individuais na Ação no Reino Unido serão excluídos do processo, o que reduzirá de forma significativa o tamanho e o valor dos pedidos lá formulados”. fonte e foto agência brasil

Mutirão Sustentável reúne vozes dos territórios para criar soluções de enfrentamento aos efeitos extremos do clima no Espírito Santo

Mutirão Sustentável reúne vozes dos territórios para criar soluções de enfrentamento aos efeitos extremos do clima no Espírito Santo

Na Associação Quilombola de Córrego do Palmito, em Jaguaré, município da Região Norte do Espírito Santo, Joselma da Conceição Barbosa Martins, 51 anos, já percebe no dia a dia aquilo que a ciência aponta há anos: os efeitos climáticos, cada vez mais extremos, estão interferindo no cultivo das famílias que moram no local.

Encontro, a ser realizado na Ufes nos dias 7 e 8 deste mês, é coordenado pela Plataforma CIPÓ e Secretaria Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais e Desenvolvimento Rural Sustentável do MMC. Projeto foi viabilizado por emenda parlamentar da deputada federal capixaba Jack Rocha (PT). foto divulgação

“O meu avô, Antônio Ramiro dos Santos, descendente de africanos escravizados, foi o primeiro a chegar na região, na década de 1950. Ele limpou o terreno e começou a plantar. Três anos depois de sua chegada, casou e constituiu família. A ideia dos quintais produtivos foi dele e a tradição se mantém viva até hoje”, conta.

O quintal produtivo da família comporta oito lotes e 20 pessoas. Ali se planta mandioca, pimenta-do-reino, corante, feijão, entre outros. Também há uma criação de galinhas. E na parte central está até hoje a antiga Casa de Farinha, que ainda funciona. “A gente produz para consumo próprio, mas o que sobra é comercializado”. Ela explica que na época do avô, a plantação seguia o ciclo da lua, porque a estação de chuva tinha data certa. “Agora, não temos mais essa precisão.

A única solução é a pequena irrigação, mas quando esquenta demais, nem isso adianta. Dependendo da situação climática, existe o risco de a gente perder toda a produção, o feijão é o maior problema”, conta. A história vivida por comunidades como a de Joselma Martins é apenas uma, entre tantas outras, que revelam no dia a dia os efeitos concretos da crise climática no Brasil, com impactos diretos na saúde e na produção de alimentos.

Dados do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) mostram que os eventos extremos estão se intensificando no país, com secas prolongadas, chuvas intensas, enchentes e ondas de calor, além de crises hídricas e energéticas cada vez mais frequentes. Essa tendência já aparece de forma clara nos números. Só em 2023, segundo o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), cerca de 16 milhões de pessoas foram afetadas por desastres climáticos no Brasil.

No Espírito Santo, os impactos seguem a mesma direção. O Estado está entre os mais vulneráveis a desastres, com alta exposição a enchentes, secas e incêndios florestais. Além disso, o litoral capixaba aparece entre os mais afetados por extremos de temperatura no Brasil.

É dentro desse contexto que o Mutirão Sustentável, formação em ação climática que será realizada nos dias 7 e 8 de maio, na Universidade Federal do Espírito Santo, em Vitória, vai fomentar o debate. O evento é gratuito e reunirá representantes de comunidades tradicionais, juventudes, agricultores familiares, lideranças locais, academia e poder público, com foco no desenvolvimento sustentável e na justiça climática. A proposta é fortalecer a atuação desses grupos a partir da conexão entre saberes e mecanismos de ação de forma global.

O projeto é coordenado pela Plataforma CIPÓ, em parceria com a Secretaria Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais e Desenvolvimento Rural Sustentável do MMA, e viabilizado por emenda parlamentar da deputada federal Jack Rocha. A diretora-executiva da Plataforma CIPÓ, Maiara Folly, explica que a COP30 abriu uma janela para a ação climática no plano global e o Mutirão Sustentável busca manter esse legado vivo por meio do impulso à ação coletiva nos territórios. “Ao valorizar as experiências do Espírito Santo, a iniciativa aposta na ampliação da articulação entre a agenda climática internacional e soluções já em curso em nível local, ampliando sua visibilidade e suas possibilidades de fortalecimento e replicação”, frisa.

A deputada federal Jack Rocha (foto) reforça que o tema precisa ser tratado como prioridade política e social. “Não existe mais espaço para tratar a crise climática como um problema distante. No Espírito Santo, isso significa menos produção no campo, mais dificuldade para quem vive da agricultura e mais risco para quem mora nas encostas e nas periferias. Portanto, esse problema já está no prato vazio e no risco de perder a casa. Não dá mais para ficar batendo na mesma tecla sobre se a crise climática existe. A ciência já respondeu essa pergunta. O que falta agora é decisão política e soluções efetivas. Não se trata de uma agenda ambiental, é agenda de sobrevivência, renda e dignidade”, alerta. A programação do encontro inclui atividades formativas, debates e dinâmicas colaborativas, valorizando os saberes dos territórios e fortalecendo redes locais comprometidas com o desenvolvimento sustentável.

A iniciativa dá continuidade a um primeiro encontro realizado em novembro do ano passado, ampliando agora o engajamento e a participação social. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas online.

As vagas são limitadas.

Serviço Mutirão Sustentável – Formação em Ação Climática Data: 7 e 8 de maio Local: UFES, Vitória (ES)

Inscrições: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdD6oUaSu3TVmQada_zBz8iqqkCtZve3DkvJS eM_U2y1fwiZw/viewform Informações para a imprensa:

Plataforma CIPÓ Mariana Franco Ramos Coordenadora de Comunicação mariana@plataformacipo.org

Da Vitória assume comando da Frente Parlamentar em Defesa das APAEs

Da Vitória assume comando da Frente Parlamentar em Defesa das APAEs

O deputado federal Da Vitória (PP-ES) assumiu a presidência da Frente Parlamentar Mista em Defesa das APAEs no Congresso Nacional. O anúncio foi feito nesta terça-feira (5/05), em Brasília, durante o I Encontro Nacional de Articulação de Ações da Rede APAE.

Da Vitória reforçou o compromisso de ampliar a defesa das APAEs e fortalecer o trabalho desenvolvido pelas instituições em todo o Brasil.

A escolha de Da Vitória foi comemorada por representantes do movimento apaeano de todo o país. Para o superintendente da Federação das APAEs do Espírito Santo e secretário-geral da APAE Brasil, Vanderson Gaburo, o parlamentar já possui uma trajetória de compromisso com a causa.

“Para nós do Espírito Santo, falar de Da Vitória é falar de compromisso com as APAEs. Todas as APAEs do Brasil agora têm um representante desse calibre, o que nos enche de orgulho. Muito obrigado por aceitar o nosso convite. Tenho certeza de que as APAEs estão em ótimas mãos, como o Espírito Santo já estava”, destacou Vanderson.

Da Vitória reforçou o compromisso de ampliar a defesa das APAEs e fortalecer o trabalho desenvolvido pelas instituições em todo o Brasil.

“Estou muito feliz pelo apoio do Congresso, da Câmara e do Senado para representar as APAEs como presidente dessa Frente Parlamentar. Nós, que temos o orgulho de ser capixabas, sabemos o quanto as APAEs trabalham de forma carinhosa para atender as pessoas em todo o Brasil. Agora, muito mais do que antes, vamos poder conhecer ainda mais esse belo trabalho e defender, no Congresso Nacional, ações e políticas para fortalecer as APAEs de todo o país. Estou muito animado para contribuir”, afirmou o deputado.

A Frente Parlamentar Mista em Defesa das APAEs reúne deputados e senadores com o objetivo de apoiar e fortalecer as ações das Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais em todo o Brasil, promovendo debates, articulações e iniciativas legislativas em defesa das pessoas com deficiência intelectual e múltipla e de suas famílias.

Prazo para entrega da Declaração de Obrigações Tributárias é prorrogado para 15 de maio

Prazo para entrega da Declaração de Obrigações Tributárias é prorrogado para 15 de maio

O Decreto nº 6.393-R, publicado nesta segunda-feira (04) no Diário Oficial do Estado do ES, prorrogou para o dia 15 de maio o prazo para a entrega da Declaração de Operações Tributáveis (DOT).

A obrigatoriedade de envio da DOT abrange todos os estabelecimentos inscritos no cadastro de contribuintes do ICMS, exceto aqueles enquadrados no regime do Simples Nacional.

A prorrogação foi adotada em razão de instabilidades identificadas nos sistemas da Secretaria da Fazenda (Sefaz), que poderiam comprometer o envio da declaração dentro do prazo anteriormente estabelecido, em 30 de abril.

A Sefaz informa que está atuando de forma contínua para restabelecer a plena estabilidade dos sistemas no menor prazo possível. O Decreto também prevê, caso necessário, a possibilidade de nova prorrogação por ato do secretário de Estado da Fazenda, com o objetivo de assegurar a todos os contribuintes as condições adequadas para o cumprimento da obrigação acessória.

Sobre a DOT

A obrigatoriedade de envio da DOT abrange todos os estabelecimentos inscritos no cadastro de contribuintes do ICMS, exceto aqueles enquadrados no regime do Simples Nacional.

A DOT é uma obrigação acessória anual que reúne informações sobre a movimentação de ICMS das empresas. Os dados declarados constituem a principal base utilizada pela Sefaz para o cálculo do Valor Adicionado Fiscal (VAF) e, por consequência, do Índice de Participação dos Municípios (IPM), indicador que define a repartição das receitas de ICMS entre os municípios capixabas.

O sistema para envio da declaração, bem como orientações detalhadas sobre o preenchimento e a transmissão, estão disponíveis no site da Sefaz, em www.sefaz.es.gov.br. Em caso de dúvidas, acesse o canal Receita Orienta: https://s1-internet.sefaz.es.gov.br/ReceitaOrienta/formulario

Dia do Trabalhador: desafios nas relações laborais exigem diálogo

Dia do Trabalhador: desafios nas relações laborais exigem diálogo

Celebrado em diversos países, o Dia do Trabalhador, em 1º de maio, é mais que uma data simbólica no calendário. Com efeito, representa uma trajetória de conquistas que ajudaram a moldar as relações de trabalho ao longo dos séculos e, sobretudo, evoca os desafios enfrentados atualmente por trabalhadores e empregadores.

Mais de um século após as manifestações de 1886, que marcaram a luta pela redução da jornada diária nas fábricas estadunidenses, os debates acompanham as transformações no mundo do trabalho e envolvem, entre outras questões, novas formas de contratação, aumento da informalidade, proteção social e garantia de direitos. No Brasil, em meio às discussões sobre a modernização da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e o possível fim da escala 6×1, o Dia do Trabalhador reforça que os desafios atuais seguem exigindo diálogo e adaptação.

Reforma e outras mudanças

Criada em 1943 para reunir as normas relativas às relações de trabalho, a CLT passou por diversas atualizações ao longo das décadas. Uma das mais significativas ocorreu com a Reforma Trabalhista de 2017. Entre as mudanças trazidas pela Lei Federal 13.467/2017 estão a possibilidade de acordos entre empregador e empregado prevalecerem sobre a legislação em determinados casos, a regulamentação do trabalho intermitente (contratação para prestação de serviços transitórios e descontínuos) e novas regras para jornada laboral e férias.

A CLT também sofreu modificações que asseguraram novos direitos. Lei de 2018, por exemplo, garantiu ao empregado até três dias ao ano para realizar exames preventivos de câncer, sem prejuízo do salário. Recentemente foi publicada nova alteração na CLT obrigando às empresas a informar sobre o direito acima, bem como orientar os seus empregados sobre o acesso a serviços de diagnóstico de neoplasias.

Além das alterações legislativas, decisões da Justiça também têm impactado diretamente as relações de trabalho. Um exemplo é o entendimento consolidado pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) de que o adicional de periculosidade para motociclistas independe de regulamentação prévia, reforçando a proteção desses profissionais em atividades de risco.

Na opinião da advogada trabalhista Edlamara Rangel, a CLT continua atendendo à realidade atual. Ela afirma que a legislação já avançou em temas como home office e teletrabalho, mas precisa de ajustes pontuais, principalmente diante dos avanços tecnológicos e das mudanças nas formas de trabalho.

Informalidade no mercado de trabalho

Um dos desafios refere-se à informalidade no mercado de trabalho. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam, em 2025, taxa anual de 38,1% dos trabalhadores na informalidade, impactando o acesso a direitos garantidos pela legislação. “Ainda hoje a gente luta para defender direitos básicos dos trabalhadores e das trabalhadoras”, pontua a advogada.

Diante da problemática, a deputada Camila Valadão (Psol) cobra mais fiscalização e regulamentação de novas formas de trabalho. “O combate à informalidade passa por fortalecer a fiscalização e o papel do Estado, mas também por enfrentar as novas formas de precarização. É fundamental regulamentar o trabalho por aplicativo e outras modalidades que hoje funcionam sem proteção”, opina. “É preciso incentivar a formalização com direitos, garantindo acesso à previdência, renda e condições dignas de trabalho”, complementa.

O deputado Callegari (DC) avalia que a regularização de microempreendedores individuais (MEI) pode ser um caminho inicial. “Uma facilitação para abertura de MEIs é um bom começo. Fora isso, cada tipo de trabalho tem suas especificidades e necessita de uma abordagem própria”, observa.

Edlamara Rangel concorda com a deputada Camila no que se refere à regulamentação específica para novas atividades, como o trabalho por aplicativo. Ela lembra que muitos trabalhadores enxergam a informalidade como autonomia imediata, mas acabam desprotegidos diante de acidentes, doenças ou no momento de acesso à previdência. A advogada também elenca o necessário para garantir a efetividade da legislação trabalhista: “O caminho sempre vai ser o da informação, do diálogo e da fiscalização”, ressalta.

Escala 6×1 no centro do debate

Enquanto o debate sobre a jornada de trabalho ganha força entre trabalhadores e empregadores, o fim da escala 6×1 também avança no Congresso Nacional. O modelo, em que o empregado trabalha por seis dias consecutivos e descansa um, está no centro das discussões devido à tramitação de propostas que tratam da redução da jornada semanal.

Entre elas está a PEC 221/2019, que prevê a redução gradual da jornada de 44 para 36 horas semanais, e a PEC 8/2025, que propõe a semana de quatro dias de trabalho. O governo federal também encaminhou o Projeto de Lei 1.838/2026, que propõe a redução da jornada para 40 horas semanais, com dois dias de descanso remunerado e sem redução salarial.

A discussão amplia o debate sobre produtividade, saúde mental, qualidade de vida e impactos econômicos da possível mudança. “Somos totalmente favoráveis. A escala 6×1 impõe uma rotina extremamente desgastante, que impede as pessoas de terem tempo para viver, para estar com a família, estudar, descansar ou acessar cultura e lazer”, posiciona-se a deputada Camila. Ela acredita que a redução da jornada possa trazer benefícios sociais e econômicos. “Reduzir a jornada é uma medida que melhora a saúde, a qualidade de vida e, inclusive, pode gerar mais empregos”.

O deputado Callegari pondera que a discussão precisa considerar as especificidades de cada setor e critica uma solução generalizada. “Considero que essa discussão está sendo feita da forma errada. A flexibilização da jornada de trabalho deveria ser feita por meio de contratos individuais respaldados por convenções coletivas em cada profissão”, opina.

Para Callegari, uma lei geral pode trazer impactos negativos para a economia. “Não sou favorável a uma lei geral de caráter centralizador, que pode ter consequências brutais para nossa já debilitada indústria. O Brasil está mirando países desenvolvidos esquecendo que é uma nação emergente que precisa antes de mais nada elevar sua produtividade”, afirma.

Na visão de Edlamara Rangel, a mudança na legislação precisa vir acompanhada de fiscalização efetiva. “Hoje, mesmo com a escala atual, o empregador já pode pressionar o trabalhador. O que precisamos é de uma fiscalização efetiva para que o direito garantido em lei realmente aconteça”, salienta. Segundo ela, a atenção é necessária para evitar novas formas de precarização, como a pejotização irregular, que ocorre quando uma empresa contrata um trabalhador como pessoa jurídica (PJ) para realizar atividades de um funcionário celetista, visando reduzir encargos.

Produtividade e qualidade de vida

O debate sobre a redução de jornada de trabalho traz consigo uma discussão mais ampla sobre o equilíbrio entre produtividade e qualidade de vida. Para Camila Valadão, o avanço tecnológico e o aumento da produtividade não foram acompanhados por melhores condições de vida para os trabalhadores. “Não faz sentido manter jornadas semelhantes às de quase um século atrás. Equilibrar isso passa por reduzir a exploração, garantir direitos e avançar para formas de trabalho mais justas”, argumenta.

Já Callegari acredita que essa questão não pode ser resolvida apenas por meio da legislação. “Produtividade com qualidade de vida depende de fatores como escolha pessoal, tecnologias disponíveis, cultura de cada empresa, entre outras coisas. A legislação resolve isso apenas marginalmente para coibir abusos”, conclui o parlamentar.

A advogada Edlamara avalia que não existe uma fórmula pronta e que o equilíbrio exige diálogo constante. “Nós não temos uma fórmula perfeita. Vamos ter que ir testando, dialogando e ajustando até encontrar esse equilíbrio entre produtividade e qualidade de vida”.

1º de Maio: marco histórico

A origem do Dia do Trabalhador remonta a 1886, quando uma grande mobilização de trabalhadores tomou as ruas de Chicago, nos Estados Unidos. Naquele período, jornadas que chegavam a 16 horas diárias eram comuns, e a principal reivindicação era a redução para 8 horas de trabalho. Os protestos culminaram na Revolta de Haymarket, episódio marcado por confrontos e mortes que se tornou símbolo internacional da luta por direitos trabalhistas.

A escolha do 1º de maio como Dia do Trabalhador foi oficializada em 1889, durante um congresso internacional realizado em Paris, como forma de homenagear os trabalhadores envolvidos nas manifestações e reforçar a importância da mobilização coletiva.

CLT: consolidação de direitos

No Brasil, a data ganhou ainda mais força durante o governo de Getúlio Vargas, período em que foi criada a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), em 1943. A legislação reuniu normas existentes e estabeleceu direitos fundamentais como jornada de trabalho definida, férias remuneradas, descanso semanal e regulamentação de diferentes formas de trabalho.

A criação da CLT ocorreu em um contexto de industrialização crescente, quando o país passava por mudanças econômicas e sociais importantes, com o aumento da mão de obra assalariada. A legislação também fortaleceu a atuação da Justiça do Trabalho, responsável por mediar conflitos entre empregados e empregadores. fonte ales – Por João Caetano Vargas

Natureza agradece: Empresário cria sombra, vida e exemplo na orla de Vitória e planta árvores em área de 4.000 metros de sua empresa

Natureza agradece: Empresário cria sombra, vida e exemplo na orla de Vitória e planta árvores em área de 4.000 metros de sua empresa

Natural de Linhares, Joanir Smarçaro leva para a Grande Vitória valores aprendidos na infância e mostra como ações individuais podem transformar o meio ambiente urbano.

O empresário capixaba nascido em Linhares e que hoje reside em Vitória – ES , que tem gerado impactos positivos diretos na qualidade de vida da população.

Muito antes da preservação ambiental ganhar destaque nas cidades, o empresário capixaba Joanir Smarçaro, proprietário da Móveis Conquista, já adotava práticas que hoje são fundamentais para o equilíbrio urbano e a qualidade de vida.

Morador da orla da Praia de Camburi, em Vitória, ele é responsável por iniciativas que ajudaram a criar áreas de sombra e preservação em um dos pontos mais movimentados da capital. Natural de Linhares, Joanir aprendeu ainda na infância, com a família, a importância de plantar e cuidar da natureza — valores que levou para sua vida pessoal e empresarial.

Iniciativa que virou referência em Camburi

Joanir encontrou uma muda de castanheira nascendo na areia da Praia de Camburi e decidiu cuidar da planta. Cercou a área e passou a irrigar e acompanhar diariamente o crescimento, realizando podas e retirando brotos.

Com o tempo, a árvore se desenvolveu e hoje oferece sombra para banhistas e praticantes de atividades físicas, tornando-se referência no local.

A iniciativa ganhou reforço com o plantio de coqueiros, após ele observar uma muda surgindo a partir de um coco deixado por um vendedor ambulante. A partir disso, adquiriu novas mudas e formou uma fileira de coqueiros, mantendo por cerca de um ano uma rotina diária de irrigação e adubação.

No início, a ação gerou dúvidas entre frequentadores, que acreditavam que ele estava interferindo na vegetação. Com o tempo, o trabalho foi reconhecido, inclusive pelo poder público, que passou a proteger a área com cercamento, integrando-a à restinga da praia.

Área de 4 mil metros vira floresta urbana

O cuidado com o meio ambiente também está presente na atividade empresarial. Nos fundos do centro de distribuição da empresa, na ES-010, na Serra, Joanir transformou uma área ociosa de 4.000 metros quadrados em uma área verde.

A reportagem destaca a atuação do empresário capixaba Joanir Smarçaro, que ao longo dos anos vem desenvolvendo ações concretas de plantio e cuidado com áreas verdes,

O plantio começou em 2008 e hoje abriga diversas espécies, como boleira, pau-brasil, ipê, sucupira, além de diferentes palmeiras e outras árvores nativas da região. Muitas já atingiram grande porte, formando uma verdadeira floresta urbana.

Benefícios diretos para a população

As ações refletem diretamente na qualidade de vida, com:

  • melhoria da qualidade do ar
  • redução da temperatura
  • geração de sombra
  • incentivo ao uso de espaços públicos
  • valorização urbana
  • fortalecimento da consciência ambiental

Além disso, áreas verdes contribuem para o bem-estar físico e mental da população e para o equilíbrio climático das cidades.

Exemplo que pode e deve ser replicado por outros Empresários

A trajetória do empresário mostra que atitudes individuais, quando feitas com constância, podem gerar impacto coletivo relevante.

A experiência reforça que, se mais empresários e cidadãos adotarem iniciativas semelhantes, a Grande Vitória e cidades do interior podem ampliar suas áreas verdes e melhorar significativamente a qualidade de vida.

Uma mensagem que ultrapassa gerações

Mais do que plantar árvores, Joanir Smarçaro deixa um exemplo de responsabilidade ambiental baseado em valores aprendidos desde cedo.

Em um cenário de desafios ambientais crescentes, sua história mostra que a preservação começa com atitudes simples — e que seus resultados beneficiam toda a sociedade. fonte e foto Renato Pereira

Kartismo Capixaba anuncia calendário oficial do segundo semestre de 2026

Kartismo Capixaba anuncia calendário oficial do segundo semestre de 2026

O Rental Kart do Espírito Santo, no Kartódromo de Jardim Camburi, segue em plena expansão e dá mais um passo à consolidação no cenário nacional. A Fãs de Kart Eventos Esportivos anunciou oficialmente o calendário do segundo semestre de 2026, reunindo competições estratégicas que combinam alto nível técnico, pontuação nacional e incentivo direto à formação de novos pilotos.

As inscrições serão oficialmente abertas no mês de maio de 2026

Entre os destaques estão duas competições já consolidadas no estado: o FDK Racing Cup, que chega à sua terceira edição, e o FDK Sunset Race, que terá sua segunda edição.

O FDK Racing Cup será realizado nos dias 7 de agosto (treinos), 8 e 9 de agosto (corridas), enquanto o FDK Sunset Race acontece nos dias 6 de novembro (treinos), 7 e 8 de novembro (corridas). Ambas fazem parte da categoria “Master” no cenário nacional e terão pontuação válida para o ranking do NKR – Nacional de Kart Rental.

Outro destaque do calendário é a segunda edição do CKR – Capixaba Kart Rental, que será disputada em quatro etapas, com duas rodadas duplas por final de semana, sempre no período da tarde:

  • 23 (treinos), 24 e 25 de outubro – Etapas 1 e 2
  • 27 (treinos), 28 e 29 de novembro – Etapas 3 e 4

O CKR também contará pontos para o NKR, sendo classificado como categoria “Challenger”, fortalecendo a integração entre o kartismo capixaba e o circuito naciona

FORMATO DAS COMPETIÇÕES

O CKR – Capixaba Kart Rental terá um formato técnico que prioriza equilíbrio e competitividade. Cada etapa será composta por corridas duplas, onde o resultado da primeira corrida define a inversão de karts para a segunda: o vencedor passa a largar com o kart do último colocado, promovendo uma troca completa entre todos os pilotos.

A competição será dividida nas categorias: Iniciante, Sênior (acima de 40 anos), Leve (até 80 kg), Médio (até 95 kg) e pesado (com lastro até 110 kg).

Ao todo, serão 4 etapas e 8 corridas, sem descarte de resultados. O campeão será definido pela somatória total de pontos, valorizando a regularidade ao longo do campeonato.

Já o FDK Racing Cup e o FDK Sunset Race, realizados em formato concentrado de final de semana, terão baterias classificatórias, com os 10 melhores pilotos avançando para a corrida final, elevando o nível técnico e a competitividade das disputas.

A GRANDE NOVIDADE: FDK ENTRY SERIES

A grande novidade de 2026 será o lançamento do FDK Kart Entry Series, uma competição inédita e totalmente voltada para pilotos novatos — exclusivamente para aqueles que nunca participaram de qualquer campeonato de kart.

O evento será realizado nos dias 3 de julho (treinos), 4 e 5 de julho (corridas) e contará com três categorias: Leve (até 80 kg), Médio (até 95 kg) e Pesado (até 110 kg), todas disputadas no período da tarde.

Cada categoria terá limite de até 24 pilotos, totalizando cerca de 72 vagas, com inscrições que serão abertas em MAIO DE 2026

A proposta é criar um ambiente justo e acessível, permitindo que novos pilotos tenham seu primeiro contato com competições organizadas sem a pressão de enfrentar competidores experientes.

Segundo Renato Pereira, Presidente da Associação de Kart do ES diz que a  a criação dessa categoria atende a uma demanda antiga do Rental Kart :

“Muitas pessoas têm vontade de competir, mas acabam desistindo antes mesmo de começar porque sabem que vão enfrentar pilotos mais experientes e naturalmente vão perder. Isso desanima. Por isso criamos uma categoria exclusiva para novatos, onde todos começam no mesmo nível, com igualdade real.”

Renato reforça que o objetivo vai além da competição:

“O Entry Series é a base do kartismo. É onde o piloto ganha confiança, aprende e se desenvolve. Nosso objetivo é formar novos talentos e dar oportunidade para que essas pessoas evoluam e, no futuro, estejam disputando campeonatos maiores e até provas nacionais.

TECNOLOGIA E GESTÃO DIGITAL

Para dar suporte a toda a estrutura das competições, foi desenvolvido um sistema completo por meio do site oficial www.fasdekart.com.br, que reúne cadastro de pilotos, regulamentos, fichas de inscrição, sistema de pagamento, acompanhamento de pontuação, histórico de desempenho individual, tempos de volta, estatísticas e resultados completos de todas as competições.

Cada piloto terá acesso a uma página personalizada com todos os seus dados, tornando o processo totalmente automatizado e profissional

Com um calendário estruturado, integração ao ranking nacional e um forte investimento na formação de novos pilotos, o kartismo capixaba se posiciona como um dos polos emergentes da modalidade no Brasil, reunindo desde iniciantes até competidores experientes em um mesmo ecossistema esportivo. Fonte kart Capixaba

Shakira em Copacabana: Show terá investimento recorde e palco monumental

Shakira em Copacabana: Show terá investimento recorde e palco monumental

A areia de Copacabana se prepara para tremer ao ritmo dos quadris mais famosos do mundo. O show da cantora colombiana Shakira, marcado para o próximo dia 2 de maio, não apenas promete parar a capital fluminense, como já garantiu um lugar na história financeira e logística da cidade. Segundo dados publicados no Diário Oficial do Município na última sexta-feira (17), a prefeitura investirá cerca de R$ 15 milhões para viabilizar o evento, um valor que supera o investimento feito na apresentação histórica de Madonna, realizada em 2024.

Apresentação da estrela colombiana terá investimento de R$ 15 milhões e expectativa de atrair 2,5 milhões de pessoas, superando a estrutura e o público de divas como Madonna e Lady Gaga. Foto: Reprodução/Freepik

O espetáculo faz parte da terceira edição do projeto Todo Mundo no Rio, iniciativa que consolida a “Princesinha do Mar” como o maior palco gratuito do planeta. Após receber ícones como Lady Gaga e Madonna, o festival agora aposta na força latina para bater recordes de arrecadação e visibilidade internacional.

Embora o orçamento esteja no mesmo patamar das grandes produções anteriores, o aporte para Shakira é ligeiramente superior ao que foi exigido pela Rainha do Pop no ano passado. Esse aumento reflete não apenas a inflação do setor de entretenimento, mas também a magnitude da estrutura física montada para a colombiana.

A montagem do palco gigante já está a todo vapor na altura do Hotel Copacabana Palace, e engenheiros confirmam que a estrutura física deste ano é a maior já construída para o projeto, superando as dimensões dos palcos de Gaga e Madonna. Além disso, com o aumento das dimensões e a expectativa de público, o esquema de policiamento e controle de acessos será reforçado pela Secretaria de Ordem Pública.

As autoridades fluminenses trabalham com números ambiciosos e a expectativa é que Shakira atraia cerca de 2,5 milhões de pessoas para a orla. Se confirmado, o número superará o público das divas americanas e poderá se tornar uma das maiores aglomerações em eventos musicais da história do Rio de Janeiro. Segundo fontes da gestão municipal, o Rio de Janeiro reafirma sua vocação como capital global dos grandes eventos, destacando que o retorno econômico para o comércio local e para a rede hoteleira compensa o investimento direto realizado pela prefeitura.

Com a proximidade do show, é certeza que as areias de Copacabana serão tomadas por uma enorme variedade de itens para atender aos fãs, desde artigos personalizados da cantora e bebidas geladas até acessórios de conveniência. O comércio ambulante e as lojas do entorno já se preparam para a demanda, observando inclusive um aumento no interesse por dispositivos eletrônicos de uso pessoal, o que eleva a procura por como pod descartável. Esse aquecimento comercial reflete o impacto de Shakira na economia local, mobilizando diversos setores para garantir que tudo o que o público precisar esteja disponível durante a histórica apresentação na orla.

O evento chega à sua terceira edição consolidado como um marco do calendário turístico, tendo Lady Gaga e Madonna como estrelas das edições passadas que atraíram milhões de espectadores. Com a montagem avançada e o orçamento definido, o clima na cidade é de contagem regressiva. Para os fãs, resta garantir um lugar na areia, enquanto para a cidade, o desafio é provar mais uma vez que o Rio de Janeiro sabe orquestrar o espetáculo do mundo com maestria. Fonte Alan Santana