Caso Samarco: novo acordo não atrai e municípios focam em ação inglesa

Caso Samarco: novo acordo não atrai e municípios focam em ação inglesa

Poucos atingidos por queda de barragem em Mariana aceitam repactuação. foto TRF 6

A repactuação do processo de reparação dos danos causados no rompimento da barragem da mineradora Samarco ainda não seduziu boa parte dos municípios atingidos. Firmado no ano passado e homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o novo acordo foi negociado em busca de soluções para impasses que persistem após mais de 9 anos da tragédia. Entre diversas medidas, foi prevista a transferência de recursos para as prefeituras desses municípios.

Mas havia uma condição: desistir da ação de reparação de danos que tramita na Justiça inglesa. No entanto, até o momento, apenas quatro tiveram a desistência confirmada. Os outros 42 continuam buscando a reparação dos danos fora do Brasil.

O acordo de repactuação deu às prefeituras 120 dias para decidir sobre a adesão do município. A contagem do prazo se inicia com a data da homologação pelo STF, que ocorreu em 6 de novembro de 2024. Portanto, a decisão pode ser tomada até o dia 6 de março. Diferentes municípios têm manifestado tendência de se manterem focados no processo que tramita nos tribunais ingleses.

A prefeitura de Ouro Preto (MG) está entre as que, até o momento, não aderiram à repactuação. Em nota, o município sustenta que “o acordo não reconhece os prejuízos sofridos no território e, por isso, não promove a reparação necessária”. O texto também registra que a administração municipal acompanha de perto os desdobramentos do processo na Inglaterra.

Rompimento da barragem

A barragem que se rompeu no dia 5 de novembro de 2015 se localizava na zona rural do município de Mariana (MG), em um complexo minerário da Samarco, uma joint venture que tem como acionistas a anglo-australiana BHP Billiton e a brasileira Vale. Na ocasião, cerca de 39 milhões de metros cúbicos de rejeitos escoaram pela Bacia do Rio Doce, até a foz no Espírito Santo. Dezenove pessoas morreram, dois distritos – Bento Rodrigues e Paracatu – foram completamente destruídos e houve impactos às populações de dezenas de municípios mineiros e capixabas.

O julgamento na Inglaterra havia sido paralisado em 20 de dezembro para o recesso de fim de ano e foi retomado na última segunda-feira (13). Nele, cerca de 620 mil atingidos, além de municípios, comunidades indígenas e quilombolas, empresas e instituições religiosas, processam a BHP Billiton, que tem sede em Londres. São listadas perdas de propriedades e de renda, aumento de despesas, impactos psicológicos, impactos decorrentes de deslocamento e falta de acesso à água e energia elétrica, entre outros prejuízos.

ação, que tramita desde 2018, entrou na etapa de julgamento do mérito em outubro do ano passado. Ao final das audiências, que deverão se estender até o mês de março, os juízes irão determinar se há ou não responsabilidade da mineradora. Em caso positivo, o tribunal passará a analisar os pedidos de indenização individual, o que poderá se arrastar até o fim de 2026.

Há um acordo entre a BHP Billiton e a Vale para que, em caso de condenação, cada uma arque com 50% dos valores fixados. O escritório Pogust Goodhead, que representa os atingidos, pleiteia uma indenização a ser paga pelas mineradoras em torno de R$ 260 bilhões. Caso a sentença seja condenatória, os valores seriam pagos à vista.

Já no acordo de repactuação, as mineradoras se comprometeram a destinar R$ 100 bilhões em dinheiro novo. Deste total, R$ 6,1 bilhões seriam direcionados a 49 municípios, em parcelas anuais que se estendem por 20 anos. São listados especificamente os valores para cada um deles. A forma como os recursos foram divididos foi definida com base em proposta formulada pelo Consórcio Público de Defesa e Revitalização do Rio Doce (Coridoce), composto exatamente por municípios atingidos na tragédia.

Diferentes administrações, no entanto, consideram que o montante repartido é insuficiente. Essa é uma queixa do prefeito de Mariana, Juliano Duarte. O município faz jus à maior quantia, de R$ 1,22 bilhão. Duarte, no entanto, já se manifestou em diferentes ocasiões que considera o valor baixo diante dos danos suportados. Ele critica também o longo parcelamento, fazendo com que os valores cheguem a conta-gotas.

A Samarco informa em nota que 12 municípios já aderiram ao novo acordo e que, em dezembro, foram realizados repasses que somam R$ 26,8 milhões. Os recursos recebidos devem ser destinados para iniciativas variadas envolvendo temas variados fomento à agropecuária, melhoria de sistema viária, gestão de cultura e turismo, educação, saneamento e saúde. Há, no entanto, diferenças entre a lista dos municípios atingidos reconhecidos pelo acordo e a relação daqueles que estão incluídos no processo inglês.

Córrego Novo (MG), Sobrália (MG), Conceição da Barra (ES) e São Mateus (ES) são os quatro que já tiveram a desistência confirmada no tribunal estrangeiro. Além deles, a Samarco confirma houve a adesão à repactuação foi formalizada por Ponte Nova (MG) que também buscava reparação na Inglaterra. O escritório Pogust Goodhead reitera que, até o momento, só recebeu quatro pedidos de desistência. Procurada pela Agência Brasil, a prefeitura de Ponte Nova (MG) não retornou ao contato para esclarecer se estava deixando o processo inglês.

Além dos cinco municípios, sete que já aderiram à repactuação – Iapu (MG), Santana do Paraíso (MG), Marliéria (MG), Anchieta (ES), Fundão (ES), Serra (ES) e Linhares (ES) – não figuravam na ação que tramita na Inglaterra. “A Samarco segue em diálogo com os demais municípios para viabilizar novos repasses e assegurar uma reparação definitiva dos danos provocados pelo rompimento”, acrescenta a nota divulgada pela mineradora.

Prazo máximo

Uma parte dos municípios pretende usar todo o prazo disponível para avaliar o cenário e tomar a decisão. De um lado, há expectativa de que a Samarco possa ser convencida a melhorar as condições previstas no acordo de repactuação, o que mudaria o cenário. De outro, também há conversas com o escritório Pogust Goodhead para uma melhor compreensão do prognóstico em torno do processo inglês.

Prefeito de Colatina (ES), Renzo Vasconcelos, foto divulgação

O prefeito de Colatina (ES), Renzo Vasconcelos, é um dos que ainda avaliam as opções. Em resposta à Agência Brasil, a prefeitura informou que o prazo limite de 6 de março deve ser usado para tomar a decisão e que “recebeu, nesta semana, representantes do escritório inglês e das empresas envolvidas no rompimento da barragem”.

No final do ano passado, quando o tribunal inglês iniciou seu recesso, os advogados das vítimas divulgaram um balanço positivo das últimas audiências. Eles consideraram que foram apresentadas evidências graves sobre falhas de governança e omissões de segurança relacionadas à barragem. “Documentos e depoimentos de diversas testemunhas mostraram que a BHP já tinha ciência dos riscos de rompimento desde 2014, mas não implementou evacuações preventivas em Bento Rodrigues, mesmo sabendo que uma ruptura inundaria a área em menos de 10 minutos”, registra nota assinada pelo escritório.

Procurada pela Agência Brasil, a BHP Billiton reiterou em nota a posição que vem apresentando desde o início ao tribunal inglês. “A ação é desnecessária, pois duplica e prejudica questões cobertas por processos judiciais perante as cortes brasileiras, pelos programas implementados pela Fundação Renova desde 2016 e pelo acordo recém-assinado no Brasil”.

Opções

Costurado após três anos de discussões, o acordo de repactuação buscou oferecer respostas aos impasses acumulados e aos milhares de processos judiciais questionando a atuação das mineradoras e da Fundação Renova. A entidade havia sido criada para administrar todas medidas reparatórias, conforme fixou um Termo de Transação e Ajustamento de Conduta (TTAC) firmado em 2016 entre as mineradoras, o governo federal e os governos de Minas Gerais e do Espírito Santo. No entanto, após mais de nove anos, havia questionamentos envolvendo temas como indenizações individuais, reconstrução de comunidades destruídas, recuperação ambiental e outros itens.

O novo acordo de repactuação extingiu a Fundação Renova e estabeleceu novas medidas. Todos os signatários do TTAC e também as instituições de Justiça que atuam tanto em âmbito federal como nos dois estados – Ministério Público e Defensoria Pública – participaram das tratativas. A mesa, no entanto, não contou com representantes dos municípios. Esse é um fator que já gerou diversas manifestações de insatisfação entre os prefeitos.

Queixas similares têm os atingidos, que também não puderam indicar representantes para participar das discussões. Aqueles que aderiram à ação na Inglaterra estão igualmente entre duas opções: manter o pleito no tribunal estrangeiro ou aderir ao recém-criado Programa Indenizatório Definitivo (PID), que fixou a quantia de R$ 35 mil para indenização por danos morais e materiais de cada atingido. No caso de pescadores e agricultores, o valor sobe para R$ 95 mil.

A implementação do PID ainda não ocorreu. O prazo para a Samarco colocá-lo em funcionamento é de 150 dias contados a partir da homologação do acordo. Assim, a plataforma do programa deve ser disponibilizada até abril. Uma vez isso ocorra, os atingidos terão 90 dias para aderir. “Estará disponível para quem sofreu danos com o rompimento, mas ainda não recebeu indenização e atenda aos critérios de elegibilidade”, informa a mineradora.

Para o Movimento dos Atingidos por Barragem (MAB), o PID está entre os pontos mais críticos da repactuação. Quando o acordo se tornou público, a entidade chegou a divulgar uma nota considerando que havia avanços como a extinção da Fundação Renova e a criação de fundos sob gestão do Estado, mas lamentou que os valores indenizatórios estavam aquém do necessário.

Processo criminal

Paralalemente as discussões sobre a reparação cível, a tramitação do processo criminal também deve ser retomada após o recesso da Justiça federal no Brasil. Está pendente de apreciação o recurso do Ministério Público Federal (MPF) contra decisão que absolveu todos os réus em novembro do ano passado.

O processo criminal começou a tramitar em 2016 inicialmente com 22 réus. A Samarco, a Vale e a BHP Billiton também eram julgadas e poderiam ser penalizadas pelos crimes ambientais, assim como a VogBr, auditoria que assinou o laudo de estabilidade da barragem que se rompeu. No entanto, ao longo do tempo, foram concedidos habeas corpus a alguns denunciados. Além disso, houve alguns crimes prescritos e, em 2019, uma decisão judicial beneficiou os réus ao determinar o trancamento da ação penal para a acusação de homicídio qualificado. Prevaleceu a tese de que os indícios incluídos na denúncia apontavam as mortes como consequências do crime de inundação.

decisão de novembro, proferida pela juíza Patrícia Alencar Teixeira de Carvalho, absolveu todos os sete réus que ainda figuravam no processo por crimes ambientais, incluindo o ex-presidente da Samarco, Ricardo Vescovi. Eles não respondiam mais por homicídio, apenas por crimes ambientais. Também foram absolvidas as três mineradoras e a VogBr.

O recurso foi apresentado pelo MPF no mês passado, e contesta o principal argumento da sentença: as provas apresentadas não permitiriam a identificação das condutas específicas de cada acusado.

O MPF defende que ficou comprovada a omissão de todos os réus, o que incrementou o risco da operação da barragem e culminou no seu rompimento, gerando danos ao meio ambiente e às populações. “As falhas individuais nas competências de determinadas pessoas são responsáveis pelo resultado e suficientes à demonstração da causalidade pelo aumento do risco”, sustentou. Fonte agência Brasil

Os estaduais estão de volta! Veja os favoritos nas principais competições

Os estaduais estão de volta! Veja os favoritos nas principais competições

Palmeiras e Flamengo estão entre os clubes considerados favoritos para conquistar o título estadual em 2025, segundo o prognóstico dos sites de apostas. Foto: Reprodução/Cesar Greco/Palmeiras

Alguns Campeonatos Estaduais estão prestes a começar pelo Brasil e prometem oferecer um panorama do que esperar das principais equipes ao longo da temporada. Além disso, vale acompanhar as possíveis surpresas que possam surgir.

Com seis equipes na primeira divisão, o Campeonato Paulista mantém o status de torneio com mais holofotes da época. Atual campeão, o Palmeiras entra como favorito na busca por mais um título, enquanto Corinthians e São Paulo são os principais concorrentes.

As disputas estaduais reservam grandes emoções neste início de 2025. Assim, vale acompanhar os principais campeonatos para entender a dinâmica e conhecer os favoritos da temporada.

Campeonato Paulista

Segundo as odds do Mr. Jack, o Palmeiras é considerado o favorito ao título estadual. O Alviverde venceu as últimas três edições do torneio e investiu pesado na janela de transferências para qualificar ainda mais o elenco.

Na sequência, Corinthians e São Paulo aparecem como os principais adversários, após boas campanhas no Brasileirão de 2024. Já o Santos, entre os grandes, ficou para trás depois de disputar a segunda divisão no ano passado.

Red Bull Bragantino, Mirassol e Novorizontino correm por fora. Apesar das chances reduzidas, os clubes são apontados como possíveis surpresas no torneio.

Campeonato Carioca

No Rio de Janeiro, o Flamengo, atual campeão, é considerado o favorito de acordo com os prognósticos. Contudo, as odds colocam o Botafogo como forte concorrente, após uma temporada mágica em 2024. O clube busca encerrar um jejum de sete anos sem o título.

Mais atrás, o Fluminense venceu algumas edições recentes, mas precisa superar uma temporada irregular. Entre os grandes, o Vasco é quem tem as menores chances, além de estar mais tempo sem erguer o troféu em relação aos rivais. Dentre os clubes menores, o Volta Redonda aparece com algumas chances, embora remotas, após conquistar o acesso à Série B do Brasileirão de 2025.

FLAMENGO X MADUREIRA_CAMPEONATO CARIOCA_MARACANÃ_02-03-2024_FOTO: PAULA REIS / FLAMENGO

Campeonato Mineiro

Mesmo com o fim de ano complicado e os problemas atuais nos bastidores, o Atlético-MG tem um leve favoritismo para conquistar o torneio. Vale destacar que o Galo venceu as últimas cinco edições do Campeonato Mineiro.

O Cruzeiro, por sua vez, aparece com odds próximas e vem reforçando o elenco para quebrar o jejum de títulos. Já o América-MG, como terceira força do estado, tem chances mais remotas, mas permanece no páreo.

Campeonato Gaúcho

Embora o Grêmio tenha dominado nos últimos anos com sete títulos consecutivos, o Internacional surge como favorito em 2025. O Colorado teve um grande desempenho no segundo semestre do ano passado, chegando a disputar o título do Brasileirão.

Logo atrás, o Grêmio busca recuperar a regularidade após um ano instável, enquanto o Juventude, finalista da última edição, aparece com chances reduzidas.

O que esperar dos Estaduais em 2025?

Os Estaduais prometem fortes emoções entre os 12 grandes do futebol brasileiro, enquanto outras competições regionais também merecem atenção. No Baiano, o Bahia, com o aporte do Grupo City, busca revanche após perder o título para o rival Vitória em 2024.

No Cearense, o Ceará, de volta à elite do futebol brasileiro, tenta equilibrar forças contra o Fortaleza, que está mais consolidado, mas perdeu o título na última temporada.

No Paraná, Athletico e Coritiba vão protagonizar mais um capítulo de sua rivalidade, desta vez com ambos na Série B.

O Estadual divide opiniões atualmente, principalmente devido às críticas ao extenso calendário do futebol brasileiro. Por outro lado, esses torneios seguem relevantes e despertando grandes expectativas no público, seja na mídia ou no universo das apostas. Fonte  jornalista Alan Santana.

Carnaval 2025: começam nesta sexta-feira ensaios técnicos no Sambão do Povo em Vitória

Carnaval 2025: começam nesta sexta-feira ensaios técnicos no Sambão do Povo em Vitória
GRES Independente de São Torquato – Ensaio Técnico

A partir desta sexta-feira (24), o Sambão do Povo será tomado pelo ritmo do Carnaval com os ensaios técnicos das escolas de samba de Vitória. O evento, que é gratuito, promete agitar o público até o dia 15 de fevereiro. Após os ensaios, o clima carnavalesco continua com apresentações de samba e pagode.

Os ensaios são uma oportunidade para que as escolas façam os últimos ajustes de suas apresentações e ofereçam ao público uma prévia do que será apresentado na avenida. Confira a programação completa e as escolas participantes:

Grupo A

– 24 de janeiro 

  20h30 – Rosas de Ouro  

  22h00 – Pega no Samba  

– 31 de janeiro  

  20h30 – Império de Fátima  

  22h00 – Independente de Eucalipto  

– 7 de fevereiro  

  20h30 – Independentes de São Torquato  

  22h00 – Andaraí  

– 14 de fevereiro  

  20h30 – Mocidade da Praia  

Grupo Especial

25 de janeiro

20h – Imperatriz do Forte e Novo Império  

1º de fevereiro 

20h – Unidos de Jucutuquara e Chegou o Que Faltava  

8 de fevereiro 

20h – Unidos da Piedade e Independente de Boa Vista  

15 de fevereiro 

20h – Mocidade Unida da Glória (MUG)  

A Prefeitura de Vitória, junto com a Liga Espírito-Santense de Escolas de Samba (Lieses) e a Liga Independente de Grupos Especiais (Liesge), reforça a importância dos ensaios para a valorização da cultura e do samba capixaba. 

A população é convidada a prestigiar as escolas de samba, que se dedicam o ano inteiro para fazer um espetáculo inesquecível. Prepare-se para vivenciar a magia do Carnaval antecipadamente e venha apoiar as escolas que fazem da festa um dos maiores patrimônios culturais do Espírito Santo!. Fonte e foto Prefeitura de Vitória

Mudanças climáticas e a população ambientalmente mais consciente tornam os negócios sustentáveis tendências para 2025

Mudanças climáticas e a população ambientalmente mais consciente tornam os negócios sustentáveis tendências para 2025

Especialista aponta que a sustentabilidade ganha cada vez mais relevância na decisão de compra dos consumidores

Investir em negócios sustentáveis não é apenas uma escolha ética, mas também uma demanda do consumidor que gera oportunidades para empreendedores e investidores. Segundo pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), 98% dos brasileiros associam o consumo excessivo de recursos naturais às mudanças climáticas, comprovando que negócios sustentáveis são a preferência do consumidor. Em contrapartida, exigem que as empresas avaliem e adotem novas práticas e se preparem para transformar seus modelos de negócios de forma efetiva e rápida. 

Para o especialista Vinicius Barreto, vice-presidente da vertical de Scale Up do Ecossistema 300 Franchising, a sustentabilidade ganha cada vez mais relevância na decisão de compra dos consumidores. “Empresas com práticas ambientalmente responsáveis e socialmente justas têm conquistado a preferência no mercado, exigindo dos empreendedores a reavaliação de seus processos e modelos de negócios”, comenta.

Quando Yuri Verçosa projetou a Foz Sustentável, ele tinha em mente criar um modelo de negócio que contribuísse para a preservação do recurso mais valioso do planeta, a água, e que ao mesmo tempo impactasse na vida das pessoas e no meio ambiente, deixando um legado para as gerações futuras. Assim, a empresa nasceu em 2014. “Oferecemos ao mercado uma proposta inovadora de projetos de sustentabilidade para resolver o problema do desperdício de água no Brasil. Por meio de nossas tecnologias, já proporcionamos mais de R$ 20 milhões economizados nas contas de água, e uma economia de 2 bilhões de litros de água para empresas de diversos segmentos como resorts e hotéis, escolas, hospitais, indústrias, órgãos públicos, faculdades, academias, além de condomínios residenciais”, diz o CEO da Foz Sustentável.

O meio ambiente também foi a motivação empreendedora para Rodrigo Bourscheidt, CEO da Energy+, rede de energias renováveis que oferece soluções voltadas para a geração de energia distribuída, cuja contribuição sustentável vem do sol. “Em um cenário de mudanças climáticas e demandas maiores por produção eficiente, o investimento em energias renováveis se torna ainda mais importante. A energia solar já é a segunda maior fonte de energia no Brasil em potência instalada, quase 19% do total, ficando atrás apenas da energia hidrelétrica”, explica o executivo. Segundo o INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), o país tem uma irradiação solar de 5.153 WH/M², o que o torna ideal para a captação de energia fotovoltaica. “São usinas que não agridem o meio ambiente e ao mesmo tempo oferecem um recurso abundante e infinito, que é o sol. Além de ser uma energia limpa, ela tem a capacidade de atrair novos investimentos para o Brasil com um custo interessante para atender, por exemplo, quem produz insumos em que a base é a energia”, completa Bourscheidt.

A sustentabilidade também é destaque na hora de lavar e secar na Lavô, maior rede de lavanderias self-service do país. Angelo Max Donaton, CEO da empresa, explica que os equipamentos consomem apenas 2 watts por ciclo, contra 9 watts da máquina doméstica, e o consumo de água também é menor, 56 litros por lavagem, enquanto em casa este gasto pode chegar a 190 litros. “Isso tudo por ciclos a partir de R$16, o que traz para o consumidor final também uma redução de custos. Outra prática adotada por nós é o investimento em energia solar e cerca de 15% das unidades já aderiram ao plano por assinatura. Com isso, nossos franqueados ganham um desconto em média de 12% da tarifa”, afirma o executivo.

Como ser mais sustentável do que uma empresa que não usa água para fazer lavagem? Essa é a proposta inovadora da microfranquia de limpeza a seco de veículos, a KoalaCar, nome inspirado no coala, animal que não bebe água e se hidrata apenas das plantas. “Numa lavagem convencional, consome-se mais de 300 litros de água, mas com os produtos da empresa, esse número é zero”, explica Marco Lisboa, CEO e fundador da companhia.

As tendências do setor de beleza também estão se moldando com práticas inovadoras e uma crescente consciência sobre sustentabilidade. Os consumidores, cada vez mais informados, buscam produtos que respeitem não apenas a pele, mas também o meio ambiente e a sociedade. Isso leva as marcas a adaptarem suas ofertas para atender a essas necessidades emergentes.

“Assim como as tecnologias verdes, como soluções de energia solar e sistemas de economia de água, estão se tornando essenciais no dia a dia das pessoas, a demanda por produtos e serviços orgânicos e naturais, que são mais seguros tanto para os consumidores quanto para o planeta, estão em alta no mercado de beleza”, diz Vinicius Barreto.

É o caso da Yes! Cosmetics. Desde que começou o negócio, há mais de 20 anos, Cândido Espinheira, sócio-fundador e CEO da marca, diz que ela nasceu com DNA sustentável, dando prioridade a produtos veganos. “Nunca fizemos testes em animais, mas alguns produtos tinham origem animal, como sebo de boi em sabonetes, por exemplo, e agora são todos feitos de óleos vegetais. Além disso, adotamos a rastreabilidade das matérias-primas e o uso de embalagens feitas de papel proveniente de florestas de manejo sustentável”, revela. Com o passar do tempo, as pessoas foram se conscientizando cada vez mais acerca do que consumiam, buscando itens naturais. De acordo com a MarketGlass, o mercado global de cosméticos veganos deverá ultrapassar a marca de US$ 21 bilhões até 2027. Atualmente, avaliado em US$ 15,1 bilhões, crescerá a uma taxa composta anual de 5,1% nos próximos sete anos. “Somos uma empresa transparente, é importante acompanhar as tendências mundiais e implantar práticas ESG que contribuam de forma positiva socialmente. Hoje, todos os itens do nosso portfólio são livres de parabenos e triclosan, substâncias que, apesar de autorizadas, podem apresentar riscos alergênicos”, completa Espinheira.

As tendências em sustentabilidade em 2025 estão se alinhando com a preocupação global em relação ao meio ambiente e à responsabilidade social. “Ao escolher atuar nesse segmento, é importante se aprofundar no tema, fazer treinamentos e entender de fato as práticas sustentáveis, que são cruciais para garantir a implementação do negócios junto à gestão ambiental”, finaliza Barreto, especialista do Ecossistema 300 Franchising.  Fonte e foto Investir em negócios sustentáveis não é apenas uma escolha ética, mas também uma demanda do consumidor que gera oportunidades para empreendedores e investidores. Segundo pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), 98% dos brasileiros associam o consumo excessivo de recursos naturais às mudanças climáticas, comprovando que negócios sustentáveis são a preferência do consumidor. Em contrapartida, exigem que as empresas avaliem e adotem novas práticas e se preparem para transformar seus modelos de negócios de forma efetiva e rápida. 

Para o especialista Vinicius Barreto, vice-presidente da vertical de Scale Up do Ecossistema 300 Franchising, a sustentabilidade ganha cada vez mais relevância na decisão de compra dos consumidores. “Empresas com práticas ambientalmente responsáveis e socialmente justas têm conquistado a preferência no mercado, exigindo dos empreendedores a reavaliação de seus processos e modelos de negócios”, comenta.

Quando Yuri Verçosa projetou a Foz Sustentável, ele tinha em mente criar um modelo de negócio que contribuísse para a preservação do recurso mais valioso do planeta, a água, e que ao mesmo tempo impactasse na vida das pessoas e no meio ambiente, deixando um legado para as gerações futuras. Assim, a empresa nasceu em 2014. “Oferecemos ao mercado uma proposta inovadora de projetos de sustentabilidade para resolver o problema do desperdício de água no Brasil. Por meio de nossas tecnologias, já proporcionamos mais de R$ 20 milhões economizados nas contas de água, e uma economia de 2 bilhões de litros de água para empresas de diversos segmentos como resorts e hotéis, escolas, hospitais, indústrias, órgãos públicos, faculdades, academias, além de condomínios residenciais”, diz o CEO da Foz Sustentável.

O meio ambiente também foi a motivação empreendedora para Rodrigo Bourscheidt, CEO da Energy+, rede de energias renováveis que oferece soluções voltadas para a geração de energia distribuída, cuja contribuição sustentável vem do sol. “Em um cenário de mudanças climáticas e demandas maiores por produção eficiente, o investimento em energias renováveis se torna ainda mais importante. A energia solar já é a segunda maior fonte de energia no Brasil em potência instalada, quase 19% do total, ficando atrás apenas da energia hidrelétrica”, explica o executivo. Segundo o INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), o país tem uma irradiação solar de 5.153 WH/M², o que o torna ideal para a captação de energia fotovoltaica. “São usinas que não agridem o meio ambiente e ao mesmo tempo oferecem um recurso abundante e infinito, que é o sol. Além de ser uma energia limpa, ela tem a capacidade de atrair novos investimentos para o Brasil com um custo interessante para atender, por exemplo, quem produz insumos em que a base é a energia”, completa Bourscheidt.

A sustentabilidade também é destaque na hora de lavar e secar na Lavô, maior rede de lavanderias self-service do país. Angelo Max Donaton, CEO da empresa, explica que os equipamentos consomem apenas 2 watts por ciclo, contra 9 watts da máquina doméstica, e o consumo de água também é menor, 56 litros por lavagem, enquanto em casa este gasto pode chegar a 190 litros. “Isso tudo por ciclos a partir de R$16, o que traz para o consumidor final também uma redução de custos. Outra prática adotada por nós é o investimento em energia solar e cerca de 15% das unidades já aderiram ao plano por assinatura. Com isso, nossos franqueados ganham um desconto em média de 12% da tarifa”, afirma o executivo.

Como ser mais sustentável do que uma empresa que não usa água para fazer lavagem? Essa é a proposta inovadora da microfranquia de limpeza a seco de veículos, a KoalaCar, nome inspirado no coala, animal que não bebe água e se hidrata apenas das plantas. “Numa lavagem convencional, consome-se mais de 300 litros de água, mas com os produtos da empresa, esse número é zero”, explica Marco Lisboa, CEO e fundador da companhia.

As tendências do setor de beleza também estão se moldando com práticas inovadoras e uma crescente consciência sobre sustentabilidade. Os consumidores, cada vez mais informados, buscam produtos que respeitem não apenas a pele, mas também o meio ambiente e a sociedade. Isso leva as marcas a adaptarem suas ofertas para atender a essas necessidades emergentes.

“Assim como as tecnologias verdes, como soluções de energia solar e sistemas de economia de água, estão se tornando essenciais no dia a dia das pessoas, a demanda por produtos e serviços orgânicos e naturais, que são mais seguros tanto para os consumidores quanto para o planeta, estão em alta no mercado de beleza”, diz Vinicius Barreto.

É o caso da Yes! Cosmetics. Desde que começou o negócio, há mais de 20 anos, Cândido Espinheira, sócio-fundador e CEO da marca, diz que ela nasceu com DNA sustentável, dando prioridade a produtos veganos. “Nunca fizemos testes em animais, mas alguns produtos tinham origem animal, como sebo de boi em sabonetes, por exemplo, e agora são todos feitos de óleos vegetais. Além disso, adotamos a rastreabilidade das matérias-primas e o uso de embalagens feitas de papel proveniente de florestas de manejo sustentável”, revela. Com o passar do tempo, as pessoas foram se conscientizando cada vez mais acerca do que consumiam, buscando itens naturais. De acordo com a MarketGlass, o mercado global de cosméticos veganos deverá ultrapassar a marca de US$ 21 bilhões até 2027. Atualmente, avaliado em US$ 15,1 bilhões, crescerá a uma taxa composta anual de 5,1% nos próximos sete anos. “Somos uma empresa transparente, é importante acompanhar as tendências mundiais e implantar práticas ESG que contribuam de forma positiva socialmente. Hoje, todos os itens do nosso portfólio são livres de parabenos e triclosan, substâncias que, apesar de autorizadas, podem apresentar riscos alergênicos”, completa Espinheira.

As tendências em sustentabilidade em 2025 estão se alinhando com a preocupação global em relação ao meio ambiente e à responsabilidade social. “Ao escolher atuar nesse segmento, é importante se aprofundar no tema, fazer treinamentos e entender de fato as práticas sustentáveis, que são cruciais para garantir a implementação do negócios junto à gestão ambiental”, finaliza Barreto, especialista do Ecossistema 300 Franchising.  Fonte e foto Investir em negócios sustentáveis não é apenas uma escolha ética, mas também uma demanda do consumidor que gera oportunidades para empreendedores e investidores. Segundo pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), 98% dos brasileiros associam o consumo excessivo de recursos naturais às mudanças climáticas, comprovando que negócios sustentáveis são a preferência do consumidor. Em contrapartida, exigem que as empresas avaliem e adotem novas práticas e se preparem para transformar seus modelos de negócios de forma efetiva e rápida. 

Para o especialista Vinicius Barreto, vice-presidente da vertical de Scale Up do Ecossistema 300 Franchising, a sustentabilidade ganha cada vez mais relevância na decisão de compra dos consumidores. “Empresas com práticas ambientalmente responsáveis e socialmente justas têm conquistado a preferência no mercado, exigindo dos empreendedores a reavaliação de seus processos e modelos de negócios”, comenta.

Quando Yuri Verçosa projetou a Foz Sustentável, ele tinha em mente criar um modelo de negócio que contribuísse para a preservação do recurso mais valioso do planeta, a água, e que ao mesmo tempo impactasse na vida das pessoas e no meio ambiente, deixando um legado para as gerações futuras. Assim, a empresa nasceu em 2014. “Oferecemos ao mercado uma proposta inovadora de projetos de sustentabilidade para resolver o problema do desperdício de água no Brasil. Por meio de nossas tecnologias, já proporcionamos mais de R$ 20 milhões economizados nas contas de água, e uma economia de 2 bilhões de litros de água para empresas de diversos segmentos como resorts e hotéis, escolas, hospitais, indústrias, órgãos públicos, faculdades, academias, além de condomínios residenciais”, diz o CEO da Foz Sustentável.

O meio ambiente também foi a motivação empreendedora para Rodrigo Bourscheidt, CEO da Energy+, rede de energias renováveis que oferece soluções voltadas para a geração de energia distribuída, cuja contribuição sustentável vem do sol. “Em um cenário de mudanças climáticas e demandas maiores por produção eficiente, o investimento em energias renováveis se torna ainda mais importante. A energia solar já é a segunda maior fonte de energia no Brasil em potência instalada, quase 19% do total, ficando atrás apenas da energia hidrelétrica”, explica o executivo. Segundo o INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), o país tem uma irradiação solar de 5.153 WH/M², o que o torna ideal para a captação de energia fotovoltaica. “São usinas que não agridem o meio ambiente e ao mesmo tempo oferecem um recurso abundante e infinito, que é o sol. Além de ser uma energia limpa, ela tem a capacidade de atrair novos investimentos para o Brasil com um custo interessante para atender, por exemplo, quem produz insumos em que a base é a energia”, completa Bourscheidt.

A sustentabilidade também é destaque na hora de lavar e secar na Lavô, maior rede de lavanderias self-service do país. Angelo Max Donaton, CEO da empresa, explica que os equipamentos consomem apenas 2 watts por ciclo, contra 9 watts da máquina doméstica, e o consumo de água também é menor, 56 litros por lavagem, enquanto em casa este gasto pode chegar a 190 litros. “Isso tudo por ciclos a partir de R$16, o que traz para o consumidor final também uma redução de custos. Outra prática adotada por nós é o investimento em energia solar e cerca de 15% das unidades já aderiram ao plano por assinatura. Com isso, nossos franqueados ganham um desconto em média de 12% da tarifa”, afirma o executivo.

Como ser mais sustentável do que uma empresa que não usa água para fazer lavagem? Essa é a proposta inovadora da microfranquia de limpeza a seco de veículos, a KoalaCar, nome inspirado no coala, animal que não bebe água e se hidrata apenas das plantas. “Numa lavagem convencional, consome-se mais de 300 litros de água, mas com os produtos da empresa, esse número é zero”, explica Marco Lisboa, CEO e fundador da companhia.

As tendências do setor de beleza também estão se moldando com práticas inovadoras e uma crescente consciência sobre sustentabilidade. Os consumidores, cada vez mais informados, buscam produtos que respeitem não apenas a pele, mas também o meio ambiente e a sociedade. Isso leva as marcas a adaptarem suas ofertas para atender a essas necessidades emergentes.

“Assim como as tecnologias verdes, como soluções de energia solar e sistemas de economia de água, estão se tornando essenciais no dia a dia das pessoas, a demanda por produtos e serviços orgânicos e naturais, que são mais seguros tanto para os consumidores quanto para o planeta, estão em alta no mercado de beleza”, diz Vinicius Barreto.

É o caso da Yes! Cosmetics. Desde que começou o negócio, há mais de 20 anos, Cândido Espinheira, sócio-fundador e CEO da marca, diz que ela nasceu com DNA sustentável, dando prioridade a produtos veganos. “Nunca fizemos testes em animais, mas alguns produtos tinham origem animal, como sebo de boi em sabonetes, por exemplo, e agora são todos feitos de óleos vegetais. Além disso, adotamos a rastreabilidade das matérias-primas e o uso de embalagens feitas de papel proveniente de florestas de manejo sustentável”, revela. Com o passar do tempo, as pessoas foram se conscientizando cada vez mais acerca do que consumiam, buscando itens naturais. De acordo com a MarketGlass, o mercado global de cosméticos veganos deverá ultrapassar a marca de US$ 21 bilhões até 2027. Atualmente, avaliado em US$ 15,1 bilhões, crescerá a uma taxa composta anual de 5,1% nos próximos sete anos. “Somos uma empresa transparente, é importante acompanhar as tendências mundiais e implantar práticas ESG que contribuam de forma positiva socialmente. Hoje, todos os itens do nosso portfólio são livres de parabenos e triclosan, substâncias que, apesar de autorizadas, podem apresentar riscos alergênicos”, completa Espinheira.

As tendências em sustentabilidade em 2025 estão se alinhando com a preocupação global em relação ao meio ambiente e à responsabilidade social. “Ao escolher atuar nesse segmento, é importante se aprofundar no tema, fazer treinamentos e entender de fato as práticas sustentáveis, que são cruciais para garantir a implementação do negócios junto à gestão ambiental”, finaliza Barreto, especialista do Ecossistema 300 Franchising. Investir em negócios sustentáveis não é apenas uma escolha ética, mas também uma demanda do consumidor que gera oportunidades para empreendedores e investidores. Segundo pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), 98% dos brasileiros associam o consumo excessivo de recursos naturais às mudanças climáticas, comprovando que negócios sustentáveis são a preferência do consumidor. Em contrapartida, exigem que as empresas avaliem e adotem novas práticas e se preparem para transformar seus modelos de negócios de forma efetiva e rápida. 

Para o especialista Vinicius Barreto, vice-presidente da vertical de Scale Up do Ecossistema 300 Franchising, a sustentabilidade ganha cada vez mais relevância na decisão de compra dos consumidores. “Empresas com práticas ambientalmente responsáveis e socialmente justas têm conquistado a preferência no mercado, exigindo dos empreendedores a reavaliação de seus processos e modelos de negócios”, comenta.

Quando Yuri Verçosa projetou a Foz Sustentável, ele tinha em mente criar um modelo de negócio que contribuísse para a preservação do recurso mais valioso do planeta, a água, e que ao mesmo tempo impactasse na vida das pessoas e no meio ambiente, deixando um legado para as gerações futuras. Assim, a empresa nasceu em 2014. “Oferecemos ao mercado uma proposta inovadora de projetos de sustentabilidade para resolver o problema do desperdício de água no Brasil. Por meio de nossas tecnologias, já proporcionamos mais de R$ 20 milhões economizados nas contas de água, e uma economia de 2 bilhões de litros de água para empresas de diversos segmentos como resorts e hotéis, escolas, hospitais, indústrias, órgãos públicos, faculdades, academias, além de condomínios residenciais”, diz o CEO da Foz Sustentável.

O meio ambiente também foi a motivação empreendedora para Rodrigo Bourscheidt, CEO da Energy+, rede de energias renováveis que oferece soluções voltadas para a geração de energia distribuída, cuja contribuição sustentável vem do sol. “Em um cenário de mudanças climáticas e demandas maiores por produção eficiente, o investimento em energias renováveis se torna ainda mais importante. A energia solar já é a segunda maior fonte de energia no Brasil em potência instalada, quase 19% do total, ficando atrás apenas da energia hidrelétrica”, explica o executivo. Segundo o INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), o país tem uma irradiação solar de 5.153 WH/M², o que o torna ideal para a captação de energia fotovoltaica. “São usinas que não agridem o meio ambiente e ao mesmo tempo oferecem um recurso abundante e infinito, que é o sol. Além de ser uma energia limpa, ela tem a capacidade de atrair novos investimentos para o Brasil com um custo interessante para atender, por exemplo, quem produz insumos em que a base é a energia”, completa Bourscheidt.

A sustentabilidade também é destaque na hora de lavar e secar na Lavô, maior rede de lavanderias self-service do país. Angelo Max Donaton, CEO da empresa, explica que os equipamentos consomem apenas 2 watts por ciclo, contra 9 watts da máquina doméstica, e o consumo de água também é menor, 56 litros por lavagem, enquanto em casa este gasto pode chegar a 190 litros. “Isso tudo por ciclos a partir de R$16, o que traz para o consumidor final também uma redução de custos. Outra prática adotada por nós é o investimento em energia solar e cerca de 15% das unidades já aderiram ao plano por assinatura. Com isso, nossos franqueados ganham um desconto em média de 12% da tarifa”, afirma o executivo.

Como ser mais sustentável do que uma empresa que não usa água para fazer lavagem? Essa é a proposta inovadora da microfranquia de limpeza a seco de veículos, a KoalaCar, nome inspirado no coala, animal que não bebe água e se hidrata apenas das plantas. “Numa lavagem convencional, consome-se mais de 300 litros de água, mas com os produtos da empresa, esse número é zero”, explica Marco Lisboa, CEO e fundador da companhia.

As tendências do setor de beleza também estão se moldando com práticas inovadoras e uma crescente consciência sobre sustentabilidade. Os consumidores, cada vez mais informados, buscam produtos que respeitem não apenas a pele, mas também o meio ambiente e a sociedade. Isso leva as marcas a adaptarem suas ofertas para atender a essas necessidades emergentes.

“Assim como as tecnologias verdes, como soluções de energia solar e sistemas de economia de água, estão se tornando essenciais no dia a dia das pessoas, a demanda por produtos e serviços orgânicos e naturais, que são mais seguros tanto para os consumidores quanto para o planeta, estão em alta no mercado de beleza”, diz Vinicius Barreto.

É o caso da Yes! Cosmetics. Desde que começou o negócio, há mais de 20 anos, Cândido Espinheira, sócio-fundador e CEO da marca, diz que ela nasceu com DNA sustentável, dando prioridade a produtos veganos. “Nunca fizemos testes em animais, mas alguns produtos tinham origem animal, como sebo de boi em sabonetes, por exemplo, e agora são todos feitos de óleos vegetais. Além disso, adotamos a rastreabilidade das matérias-primas e o uso de embalagens feitas de papel proveniente de florestas de manejo sustentável”, revela. Com o passar do tempo, as pessoas foram se conscientizando cada vez mais acerca do que consumiam, buscando itens naturais. De acordo com a MarketGlass, o mercado global de cosméticos veganos deverá ultrapassar a marca de US$ 21 bilhões até 2027. Atualmente, avaliado em US$ 15,1 bilhões, crescerá a uma taxa composta anual de 5,1% nos próximos sete anos. “Somos uma empresa transparente, é importante acompanhar as tendências mundiais e implantar práticas ESG que contribuam de forma positiva socialmente. Hoje, todos os itens do nosso portfólio são livres de parabenos e triclosan, substâncias que, apesar de autorizadas, podem apresentar riscos alergênicos”, completa Espinheira.

As tendências em sustentabilidade em 2025 estão se alinhando com a preocupação global em relação ao meio ambiente e à responsabilidade social. “Ao escolher atuar nesse segmento, é importante se aprofundar no tema, fazer treinamentos e entender de fato as práticas sustentáveis, que são cruciais para garantir a implementação do negócios junto à gestão ambiental”, finaliza Barreto, especialista do Ecossistema 300 Franchising.  Fonte e foto – Denise Almeida – Marklabe

SP: 99 entra com mandado de segurança para manter serviço de mototaxi

SP: 99 entra com mandado de segurança para manter serviço de mototaxi

Empresa alega que proibição do transporte com moto é inconstitucional. foto prefeitura de SP

Depois de o prefeito de São Paulo enfatizar que a 99 não tem autorização para fazer o serviço de transporte de passageiros em motocicletas na capital paulista, a empresa de transporte por aplicativo impetrou mandado de segurança para garantir a continuidade do serviço. Em nota, a 99 diz que quer “proteger os direitos da empresa e de seus passageiros e motociclistas diante das ameaças da Prefeitura de São Paulo contra o funcionamento, legal, do serviço”.

O Comitê Municipal de Uso do Viário de São Paulo notificou a 99 ainda na terça-feira (14), quando a empresa começou a oferecer o serviço, inicialmente fora do centro expandido. No documento, “determina-se a imediata suspensão/interrupção de qualquer atividade relativa ao clandestino serviço de utilização de motociclistas para o transporte individual remunerado de passageiros por meio de aplicativos nesta cidade”.

O prefeito Ricardo Nunes alegou que o funcionamento do serviço descumpre decreto assinado por ele em janeiro de 2023, que suspende essa modalidade de transporte. A 99 insiste em dizer que o decreto é inconstitucional e que o serviço de transporte individual privado de passageiros mediado por aplicativos é permitido em todo o Brasil, tanto para carros quanto para motocicletas, de acordo com a Política Nacional de Mobilidade Urbana.

“A legislação federal estabelece que as prefeituras podem regulamentar e fiscalizar a atividade com exigências específicas, mas não têm o poder de proibi-la. Já existem 20 decisões judiciais confirmando esse entendimento sobre a legalidade da categoria. O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu em 2019 pela impossibilidade de proibição, por se tratar de atividade legítima, exercida de livre iniciativa e autorizada pela Constituição”.

A 99 informou que a 99Moto opera desde 2022, tendo realizado mais de 1 bilhão de viagens em cerca de 3,3 mil municípios. “A 99 esclarece que a prefeitura pode regulamentar a atividade com regras específicas para a localidade, mas não pode proibir uma categoria que é permitida por uma legislação federal”. Segundo a empresa, esse entendimento é corroborado por 20 decisões judiciais em todo o Brasil.

Diante das críticas de Nunes sobre a segurança do serviço, a 99 afirmou que seu modelo de transporte de passageiros em motos é seguro e que a empresa tem o compromisso de aprimorar suas ferramentas e promover viagens seguras. Segundo as informações, todas as corridas realizadas pelo aplicativo estão protegidas por seguro e, em caso de acidentes, a 99 segue um protocolo rígido de atendimento, que inclui suporte financeiro.

“Em 2024, apenas 0,0003% das corridas tiveram algum acidente de trânsito. Isso foi possível graças às 50 funcionalidades de segurança, incluindo: alerta de velocidade, que emite avisos em casos de excesso; governança contra direção perigosa no trânsito, que promove a conscientização e, se necessário, também bloqueios a motociclistas imprudentes; cursos e orientações preventivas sobre direção; além de checagem de dados, monitoramento das corridas; entre outros”, ressalta.

O prefeito argumenta que a cidade tem 1 ,3 milhão de motos e que houve aumento do número de óbitos no trânsito puxado por acidentes com moto. Para Nunes, a 99 está apenas buscando lucro sem analisar os riscos de um serviço como esse em uma capital como São Paulo.

Dados fornecidos pela administração municipal mostram que a frota de motocicletas na capital paulista teve um aumento de 10% nos últimos dez anos. O número de acidentes totalizou 43.608 entre 2020 e 2024. O pico foi o ano de 2023, com 11.573 ocorrências. Em 2024 foram 9.126, pouco menos do que os 9.527 de 2022. Segundo as informações, o número de óbitos causados por esses acidentes aumentou 22% entre 2023 e 2024, passando de 350 a 427.

“Não é possível que uma empresa venha para a cidade de São Paulo e queira, sem nenhuma autorização, achar que aqui ela vai fazer o que deseja. Ela não vai fazer. Nós não vamos permitir que essa empresa venha para cá e faça uma carnificina. São assassinos. Essas empresas são empresas assassinas e irresponsáveis. Elas não vão fazer na cidade de São Paulo aquilo que elas pretendem, só buscando lucro”, enfatizou. “Elas já ganham tanto dinheiro, não chega? Querem levar a vida das pessoas? Elas já levam muito dinheiro para fora da cidade. As vidas, não”, acrescentou.

Nunes prometeu que entraria na Justiça contra a empresa e determinou a fiscalização em todas as motos que estiverem prestando o serviço. “Todas as motos que estiverem cadastradas para fazer esse tipo de serviço na cidade serão paradas e vistoriadas”, disse o prefeito.

Grupo de trabalho

Segundo nota da prefeitura, um grupo de trabalho instituído em 2023 com especialistas da Companhia de Engenharia Tráfego (CET), Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Corpo de Bombeiros, SPTrans, Abraciclo e representantes das empresas de aplicativos, incluindo a 99 e a Uber, analisou a possibilidade de utilização de motocicletas no transporte individual de passageiros e concluiu que a implantação seria um grande risco para a saúde pública.

“Foram realizadas 13 reuniões, durante as quais foram discutidos dados e cenários que apontaram os riscos de se implantar a modalidade na capital. Foram consideradas, por exemplo, a quantidade de sinistros fatais envolvendo motocicletas, e dados da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) que apontam os motociclistas como aqueles que mais são internados em ocorrências de trânsito”, diz a nota do grupo.

De acordo com as conclusões, as várias corridas do motociclista aumentariam os riscos para a integridade física do profissional, dos passageiros e de terceiros. Também foi considerado um risco o fato de passageiros diversos utilizarem o condutor como seu apoio na motocicleta, o que altera o ponto de equilíbrio do condutor a cada viagem, gerando perigo de acidentes.

Posição SindimotoSP

Para o SindimotoSP (Sindicato dos Mensageiros, Motociclistas, Ciclistas e Mototaxisistas Intermunicipal do Estado e São Paulo), a 99 erra ao oferecer o serviço sem autorização da prefeitura e sem respeitar o decreto de Nunes. Além disso, ressalta que a empresa também está desrespeitando a Lei Federal 12.009 que determina, entre uma série de fatores, que o profissional tenha curso obrigatório de 30 horas do Conselho Nacional de Trânsito.

“Para o SindimotoSP, a insistência da 99 com esse serviço de transportes de passageiros com moto só aumentará o número de vítimas, além de, no caso dos acidentes, deixar os motociclistas e passageiros na mão, tendo que os mesmos arcarem com os custos e muitas vezes, com a própria vida. O SindimotoSP repudia essa atitude da 99 e se coloca contra a empresa denunciando tal arbitrariedade, ressaltando que esta atitude coloca vidas em risco bem como aumenta a precarização do setor de motofrete”.

A 99 disse que a companhia segue aberta ao diálogo com a prefeitura para colaborar com uma futura regulamentação que esteja dentro da competência do poder municipal. Fonte agência brasil e foto prefeitura de São Paulo

Hamas aceita proposta de cessar-fogo com Israel na Faixa de Gaza

Hamas aceita proposta de cessar-fogo com Israel na Faixa de Gaza

Conflito já dura mais de 15 meses e matou mais de 45 mil pessoas. foto unicef

O Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) informou, nesta quarta-feira (15), que aceitou a proposta de cessar-fogo com Israel para suspender o conflito na Faixa de Gaza que dura mais de 15 meses e matou mais de 45 mil pessoas.

Em nota, o grupo palestino disse que entregou a resposta aos mediadores do Catar e do Egito após reunião de emergência para discutir o assunto.

“O movimento afirma que respondeu de forma responsável e positiva à proposta, guiado por seu compromisso com nosso povo firme na Faixa de Gaza para deter a agressão sionista e acabar com os massacres e a guerra genocida em andamento à qual estão sendo submetidos”, diz o comunicado do Hamas.

Em evento realizado nessa terça-feira (14) no Atlantic Council, nos Estados Unidos (EUA), o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, afirmou que o acordo estava apenas dependendo da resposta do Hamas.

O acordo, ainda não anunciado oficialmente, determina uma fase inicial de seis semanas de cessar-fogo com a retirada gradual das forças israelenses de Gaza e a libertação de reféns mantidos pelo Hamas em troca de palestinos presos por Israel.

Em uma rede social, o presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o acordo foi resultado de sua eleição.

“[Meu governo continuará a] trabalhar em estreita colaboração com Israel e nossos Aliados para garantir que Gaza NUNCA mais se torne um refúgio seguro para terroristas. Continuaremos promovendo a PAZ ATRAVÉS DA FORÇA em toda a região, à medida que construímos o ímpeto deste cessar-fogo para expandir ainda mais os Acordos Históricos de Abraão”, escreveu Trump.

Os acordos de Abraão são os documentos firmados entre Israel e países árabes da região para normalizar as relações com Tel Aviv e que são apontados como um dos motivos que levaram o Hamas a atacar Israel no dia 7 de outubro de 2023, dando início à atual fase do conflito israel-palestino iniciado em 1948.

O cessar-fogo

Na primeira fase do cessar-fogo, alguns prisioneiros seriam liberados tanto do lado do Hamas quanto do lado de Israel, priorizando mulheres, crianças, homens acima dos 50 anos, feridos ou doentes. Na segunda fase, após 16 dias de cessar-fogo, seriam liberados os demais dos prisioneiros, todos homens e soldados.

A última fase do acordo prevê a discussão de um governo alternativo em Gaza e planos para reconstruir a região. De acordo com o secretário Blinken, que participou das negociações junto com representantes do Catar e Egito, os princípios do acordo consideram que o Hamas deve ficar de fora do novo poder em Gaza.

“Ninguém deve esperar que Israel aceite um Estado palestino que seja liderado pelo Hamas ou outros extremistas; que seja militarizado ou tenha milícia armada independente”, afirmou o secretário para assuntos externos do governo de Joe Biden.

Parte do governo de Israel vem pressionando para que o acordo não seja firmado. O ministro da Segurança Nacional do país, Itamar Bem-Gvir, disse que o acordo seria “terrível”.

“Apelo ao meu amigo, o Ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, para que se junte a mim numa cooperação total contra o terrível acordo que está a ser forjado e para que informemos juntos, de forma clara e decisiva, que, se o acordo for aprovado, nós nos retiraremos do governo juntos”, informou em uma rede social. Fonte agência brasil e foto unicef

Escolas do Grupo Especial do Rio começam ensaios técnicos no dia 25

Escolas do Grupo Especial do Rio começam ensaios técnicos no dia 25

Primeira a se apresentar será a Unidos de Padre Miguel. foto prefeitura do Rio

Os ensaios técnicos das Escolas de Samba do Grupo Especial do Rio de Janeiro, que costumam atrair grande público para a Passarela do Samba, da Marquês de Sapucaí, no centro da cidade, vão começar no dia 25. A primeira agremiação será a Unidos de Padre Miguel, que ao ser campeã na Série Ouro em 2024, conquistou o direito de integrar o Grupo Especial, considerado a elite do carnaval do Rio.

Na primeira etapa, até o dia 15 de fevereiro, as agremiações vão mostrar parte do que estão preparando para o Rio Carnaval 2025, sempre aos sábados, a partir das 19h, com entrada gratuita. A programação neste dia atende a um pedido de componentes, que até o ano passado, depois de desfilarem aos domingos saíam tarde do Sambódromo tendo que trabalhar na segunda-feira logo cedo. Isso sem contar com as dificuldades que encontravam nos transportes na volta para casa.

A partir do dia 20 de fevereiro, poucos dias antes dos desfiles oficiais, as escolas retornarão para um segundo ensaio técnico inédito. Nesses dias, as agremiações farão testes de luz e som da Passarela do Samba e contarão com os mesmos sistemas sonoros e de iluminação da apresentação oficial.

Calendário da primeira fase:

Dia 25/1

19h – Unidos de Padre Miguel

20h30 – Unidos da Tijuca

22h – Mocidade Independente

Dia 1º/2

19h – Paraíso do Tuiuti

20h30 – Beija-Flor

22h – Mangueira

Dia 8/2

19h – Vila Isabel

20h30 – Portela

22h – Grande Rio

Dia 15/2

19h – Salgueiro

20h30 – Imperatriz Leopoldinense

22h – Viradouro

Segunda fase (teste de luz e som):

Dia 20/2

20h – Unidos de Padre Miguel

21h30 – Unidos da Tijuca

23h – Mocidade Independente

Dia 21/2 (teste de luz e som):

20h – Paraíso do Tuiuti

21h30 – Beija-Flor

23h – Mangueira

Dia 22/2 (teste de luz e som):

18h – Lavagem

20h – Vila Isabel

21h30 – Portela

23h – Salgueiro

Dia 23/2 (teste de luz e som):

20h – Grande Rio

21h30 – Imperatriz Leopoldinense

23h – Viradouro. Fonte agência Brasil e foto Prefeitura do Rio

Espírito Santo tem 9 atrasos de voo por dia que resultam em disputas na Justiça

Espírito Santo tem 9 atrasos de voo por dia que resultam em disputas na Justiça

_Consumidor tem direito à reparação por conta de prejuízos que tenham sofrido; em 2024, volume total de processos novos no estado chegou a 3.036 – foto Lucas Fraga.

O Espírito Santo contabilizou 3.036 novas ações judiciais relacionadas a atrasos de voo entre janeiro e novembro de 2024. É o que aponta levantamento inédito com base no BI (Business Intelligence) do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), por meio da consolidação dos dados e da verificação dos assuntos presentes nas tabelas de gestão processual do órgão. Esse número representa uma média de 9 processos ajuizados por dia no estado.

O volume de processos deste ano apresentou um aumento em relação a 2023, quando o Espírito Santo registrou 1.960 novos processos. O crescimento mais significativo no estado foi registrado entre 2022 e 2023, quando o volume saltou de 1.144 para 1.960 ações, um aumento de 71,33%.

No cenário nacional, o Brasil registrou 99.426 novas ações judiciais relacionadas a atrasos de voo entre janeiro e novembro de 2024, o que equivale a uma média de 297 processos por dia. Os estados de São Paulo, Bahia e Rio de Janeiro concentram a maior parte das ações. São Paulo lidera o ranking com 17.483 casos no período, uma média de 52 por dia, seguido pela Bahia, com 14.710 processos, e uma média de 44 por dia, e o Rio de Janeiro, que contabilizou 9.314 ações, uma média de 28 por dia.

Esses processos são motivados principalmente por passageiros buscando reparação por prejuízos causados por atrasos e cancelamentos de voos, questões que têm sido tratadas judicialmente de forma crescente. O aumento dos casos reflete a insatisfação dos consumidores com a falta de resoluções eficazes por parte das companhias aéreas e a busca por compensações financeiras por danos materiais e morais.

Segundo Mayra Sampaio, advogada especializada na área, o aumento dos processos está diretamente relacionado à incapacidade das companhias aéreas de resolverem essas questões de forma adequada e em tempo hábil. “Esse alto número acaba não só impactando esses processos a terem uma rápida solução, mas também o consumidor deve ter seus direitos respeitados, e infelizmente, não é o que tem acontecido por parte das companhias aéreas. Desta forma, talvez esse alto número acabe influenciando as companhias a reverem suas políticas para evitarem esses problemas judiciais”, afirma.

Já para Henrique Arzabe, advogado especialista em Direito do Consumidor e sócio do Arzabe Advogados Associados, o número de ações crescente mostra que, apesar da recuperação do setor aéreo após a pandemia, as companhias aéreas ainda enfrentam desafios para oferecer um serviço eficiente. “O crescimento de casos pode ser um indicador para que as companhias revejam suas práticas e evitem recorrências judiciais, buscando soluções mais rápidas e eficazes para os consumidores”, conclui.

O advogado ainda explica que a diferença entre atraso e cancelamento de voo está na execução do serviço, com impactos distintos para o passageiro. “O atraso ocorre quando há uma nova previsão de partida e o voo é realizado, mesmo fora do horário inicial. O cancelamento, geralmente, implica maiores prejuízos para o passageiro, como a perda de compromissos ou diárias de hospedagem, além do transtorno de ter que replanejar toda a viagem”, ressalta.

Brisa Nogueira, advogada especializada em Direito do Consumidor e sócia do Brossa & Nogueira Advogadas, alerta que o tempo de espera é um fator determinante para os direitos do consumidor em casos de atraso de voo. “Em termos de direito do consumidor em relação ao atraso no voo, nós precisamos pensar quantas horas o consumidor fica ali à disposição da companhia aérea para que seja dada, se for dada, alguma providência. Até duas horas há ali uma pendência de alimentação, especialmente despesas com água e comida. Excedendo-se quatro horas de espera e havendo a necessidade de pernoite no aeroporto, é necessário que a companhia aérea faça o custeio de hospedagem, bem como transporte de deslocamento e retorno ao aeroporto, sem prejuízo do direito do consumidor de ser alocado no próximo voo, havendo disponibilidade”, afirma.

Brisa também ressalta a importância de reunir provas para reivindicar direitos de forma mais eficaz. “É muito importante o consumidor constituir a prova. Primeiro, prova do atraso do voo e, também, dos prejuízos. Se a empresa oferecer algum voucher, é importante registrar isso. Principalmente, se a empresa não o ofereceu, é fundamental ter a prova de que, por exemplo, o atraso gerou outro tipo de prejuízo, como a perda de uma diária de hotel ou reserva de carro. Relembrando que, a partir de quatro horas de atraso injustificado, é devido dano moral ao consumidor”, pontua a advogada.

Por fim, é importante destacar a importância de os consumidores conhecerem seus direitos e estarem preparados para buscar reparação em caso de prejuízos causados por atrasos ou cancelamentos de voos. O advogado Henrique Arzabe afirma que o consumidor deve estar atento aos seus direitos e não pensar duas vezes quando for buscar reparação caso se sinta prejudicado. “As companhias aéreas têm a obrigação de oferecer um serviço adequado e de prestar assistência, independentemente do motivo do atraso ou cancelamento. Até porque, pequenos atrasos podem causar prejuízos significativos para o cliente, como perder uma conexão ou uma reserva. Por isso, documentar tudo é essencial para garantir que seus direitos sejam respeitados”, conclui. Fonte Amanda de Sordi– Gandini Comunicação Juridica

Chuvas intensas, ventos fortes, alagamentos e falta de energia assombram cidades em todo o país

Chuvas intensas, ventos fortes, alagamentos e falta de energia assombram cidades em todo o país

 A situação expõe a fragilidade das redes aéreas de distribuição elétrica, com especialistas e parlamentares defendendo a necessidade urgente de modernização para enfrentar crises climáticas cada vez mais frequentes. Foto Caroline Soares

Uma frente fria que chegou ao Brasil nesta semana continuará a afetar o território nacional nesta sexta-feira (10), trazendo chuvas fortes para ao menos 23 estados. Desde segunda-feira, precipitações têm sido registradas em grande parte do país, e o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) alertou que as chuvas vão persistir nas regiões Centro-Oeste, Norte, Nordeste e Sudeste, com risco de alagamentos e deslizamentos de terra, especialmente no litoral do Sul e do Sudeste.

No litoral sul do Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná, um alerta laranja foi emitido, sinalizando “perigo” para a população devido ao risco de alagamentos, transbordamentos de rios e deslizamentos de encostas. As chuvas devem ser intensas, com precipitação entre 30 e 60 mm/h ou até 100 mm por dia. Em outras áreas do litoral, como o norte de Santa Catarina, um alerta amarelo foi emitido, indicando “Perigo Potencial” para pequenos deslizamentos e alagamentos.

Além disso, em estados como Rio de Janeiro, Maranhão, Minas Gerais, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Piauí, Tocantins, Pará, entre outros, espera-se chuvas de 30 a 60 mm/h e ventos intensos, que podem causar interrupções no fornecimento de energia elétrica, quedas de árvores e riscos de descargas elétricas. A região norte e nordeste do país também está sob alerta amarelo para chuvas entre 20 e 30 mm/h, com ventos de 40 a 60 km/h.

A crise expõe consequências diretas e preocupantes na vida da população, como destacou o deputado federal Marcelo Crivella. “O impacto das chuvas vai muito além dos transtornos imediatos. Estamos falando de perdas de alimentos em geladeiras devido à falta de energia, pessoas presas em elevadores por conta de apagões, alagamentos que deixam famílias ilhadas e comprometem a mobilidade urbana, prejuízos no comércio que dependem de refrigeração para manter estoques e até interrupções em serviços essenciais, como hospitais e transporte público. O sistema aéreo de distribuição elétrica tem mostrado cada vez mais a sua vulnerabilidade diante das adversidades climáticas, expondo a necessidade urgente de modernização e resiliência da nossa infraestrutura elétrica”, enfatizou.

Menos de 1% da rede elétrica brasileira é subterrânea. São Paulo possui apenas 60 quilômetros de cabos aterrados, enquanto cidades como Rio de Janeiro e Belo Horizonte contam com 11% e 2% de redes subterrâneas, respectivamente. No cenário internacional, o contraste é ainda mais evidente: Londres e Paris começaram a enterrar seus fios no século XIX, e Nova York já possui 71% de sua rede subterrânea.

A implementação de redes subterrâneas em São Paulo, no entanto, esbarra nos custos elevados. A Prefeitura estima que apenas a região central demandaria investimentos de aproximadamente R$20 bilhões. Mesmo assim, Crivella defende que os benefícios compensam os gastos. “Além de evitar apagões, o sistema subterrâneo reduz furtos de energia e cabos, melhora a segurança pública e gera economia a longo prazo”, explicou.

O deputado relembrou o Projeto de Lei nº 37/2011, de sua autoria, que obrigaria as concessionárias a substituir redes aéreas por subterrâneas em cidades com mais de 100 mil habitantes. Arquivado na época, Crivella lamenta a oportunidade perdida: “Se tivesse sido aprovado, hoje contaríamos com uma rede mais segura e eficiente”.

Especialistas e parlamentares argumentam que a crise energética atual deve ser um alerta para a necessidade urgente de modernização do setor elétrico, especialmente em um contexto de mudanças climáticas e tempestades mais frequentes. “Precisamos de uma rede de distribuição à altura dos desafios impostos pelas crises climáticas, que assegure um fornecimento estável e seguro para todos”, concluiu Crivella.

O debate sobre redes subterrâneas deve continuar a ganhar força, unindo esforços entre gestores públicos, concessionárias e sociedade civil para modernizar a infraestrutura energética de São Paulo e do Brasil. Fonte e foto Caroline Soares

Tarifa do Transcol terá reajuste de 4,26% a partir deste domingo (12)

Tarifa do Transcol terá reajuste de 4,26% a partir deste domingo (12)

O reajuste vale ainda para o Sistema Aquaviário, que é integrado ao Transcol. foto governo do es

A partir deste domingo (12), a tarifa dos ônibus do Sistema Transcol será reajustada em 4,26% e passa a valer R$ 4,90. Janeiro é o mês em que o realinhamento de preços é realizado para cumprir o contrato de concessão do sistema, assinado em 2014. A tarifa promocional do Transcol, aos domingos (pagamento com cartão cidadão) passará de R$ 4,10 para R$ 4,30 e o Bike GV sai de R$ 2,35 para R$ 2,45. O reajuste vale ainda para o Sistema Aquaviário, que é integrado ao Transcol.

Mesmo após o reajuste, que é inferior ao índice da inflação, que foi de 4,71% em 2024, o Espírito Santo mantém a menor tarifa das regiões metropolitanas da Região Sudeste. Em São Paulo, o valor é de R$ 6,05; em Belo Horizonte R$ 8,20; e no Rio de Janeiro custa R$ 5,50. 

“Entendemos que qualquer reajuste na tarifa do transporte público impacta o dia a dia da população, mas é importante contextualizar essa decisão. O reajuste anunciado está abaixo da inflação e é essencial para garantir a sustentabilidade do sistema e honrar compromissos firmados para que o Transcol funcione de forma eficiente e contínua. Vale lembrar que, há anos, não registramos paralisações, o que reflete a gestão responsável e o diálogo com todos os envolvidos.

“Para este ano, devemos ter mais 150 novos ônibus na frota e mais 50 ônibus elétricos. Nos últimos anos, renovamos 60% da frota com veículos totalmente climatizados. Além disso, contamos com uma tarifa única para toda a Região Metropolitana, o que facilita o deslocamento entre as cidades e mantém o custo acessível. Por fim, é importante ressaltar que, mesmo com o reajuste, a tarifa praticada no nosso sistema segue sendo a menor entre as capitais da região Sudeste”, reforça o secretário de Estado de Mobilidade e Infraestrutura, Fábio Damasceno.

“Foi realizado um reajuste na tarifa do Transcol calculado com base em indicadores como inflação e custos operacionais, buscando sempre o equilíbrio entre a qualidade do serviço e o bolso do usuário. Reiteramos nosso compromisso em oferecer um transporte público eficiente e acessível para toda a Grande Vitória”, frisou o diretor-presidente da Ceturb-ES, Marcelo Campos Antunes.

O índice foi apresentado na reunião do Conselho Gestor dos Sistemas de Transportes Públicos Urbanos de Passageiros da Região Metropolitana da Grande Vitória (CGTRAN), colegiado que delibera sobre as tarifas, na manhã desta sexta-feira (10), no auditório do Departamento de Edificação e de Rodovias do Espírito Santo (DER-ES). O conselho tem representantes do Governo do Estado, da iniciativa privada e da sociedade civil organizada.

Na composição da tarifa, entram insumos da fórmula paramétrica, que são: a variação no valor dos ônibus (3,76%), a inflação (6,62%, medido pelo IGP-DI), combustível (0,02%) e salário (6,40%), entre outros.

Atualmente, o Sistema Transcol opera com 1,7 mil veículos na frota, realizando mais de 20 mil viagens diárias para transportar cerca de 600 mil passageiros. Um dos diferenciais do Sistema é a tarifa única, que permite se locomover por toda a Grande Vitória, fazer integrações temporais e integrar com as barcas do Sistema Aquaviário, pagando apenas uma passagem

Desde 2021, as linhas que atendem o município de Vitória passaram a fazer parte do Transcol. Com isso, foi implantado o sistema de integração temporal, que permite aos usuários de Vitória pagarem uma tarifa e embarcar em linhas troncais (que vão de terminal a terminal) e linhas do município, em pontos e vias pré-estabelecidos, obedecendo limites de tempo para fazer a conexão. O mesmo conceito foi aplicado para a melhoria da oferta de linhas em Viana, Cariacica e Serra.

Aquaviário

Em funcionamento desde agosto de 2023, o Sistema Aquaviário trouxe melhorias para a mobilidade urbana da Grande Vitória. Em um ano e quatro meses de funcionamento, o modal já transportou mais de 620 mil passageiros. Atualmente, opera com quatro embarcações que fazem os trajetos Prainha, em Vila Velha, até a Praça do Papa, em Vitória; e Porto de Santana, em Cariacica, até a Praça do Papa, em Vitória. Ao sair das estações, os passageiros podem fazer a integração com linhas do Transcol para chegarem diferentes destinos sem pagar uma nova tarifa. Bem como podem chegar de ônibus nas estações e embarcar nas lanchas utilizando a integração temporal. 

Transcol +

Outra ação importante para a mobilidade foi a criação do Transcol + Acessível, que melhora a eficiência e o conforto de passageiros cadeirantes. O serviço, gradativamente, passará a ser oferecido por vans, mais ágeis e capazes de acessar locais onde os micro-ônibus não conseguiam chegar. Além disso, com o novo modelo, que utiliza o CartãoGV, os cadeirantes também vão poder fazer a integração com os ônibus do Transcol e as lanchas do Aquaviário.

Desde o início de 2019, o Governo do Estado vem desenvolvendo uma série de ações para modernizar o transporte público da Região Metropolitana da Grande Vitória, entre elas a aquisição de veículos 0km, com ar-condicionado para a frota do Sistema Transcol. Atualmente, o Sistema Transcol tem cerca de 900 veículos com ar condicionado.  Fonte Ceturb-ES