O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes autorizou, nesta quarta-feira (7), a ida do ex-presidente Jair Bolsonaro ao hospital para realizar exames após sofrer uma queda nessa terça-feira (6).
Condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado, ele está preso em uma cela na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília (DF).
Ex-presidente fará tomografia e ressonância magnética do crânio; foto arquivo
Segundo os advogados de defesa de Bolsonaro, ele apresentou quadro clínico compatível com traumatismo craniano, síncope noturna associada à queda, crise convulsiva, oscilação de memória e um corte na têmpora.
Esse quadro, argumentou a defesa, exigiria a realização de exames como tomografia e ressonância magnética do crânio, além de um eletroencefalograma.
Na decisão, Moraes determinou que a Polícia Federal (PF) faça o transporte de Bolsonaro “de maneira discreta”, e que realize o desembarque pela garagem do hospital.
Além disso, a PF ficará responsável pela vigilância do ex-presidente durante os exames. Em seguida, ele deverá voltar à Superintendência da PF.
Queda
A queda de Bolsonaro foi reportada, inicialmente, por sua esposa, Michelle, ainda na terça-feira (6). Nas redes sociais, ela afirmou que o marido não estava bem.
“Durante a madrugada, enquanto dormia, teve uma crise, caiu e bateu a cabeça no móvel”, disse.
No mesmo dia, a defesa do ex-presidente tentou a remoção dele para o hospital, mas Moraes negou. O ministro baseou sua decisão em uma avaliação da equipe médica da Polícia Federal, que constatou ferimentos leves e não viu necessidade de exames no hospital.
Os advogados, então, apresentaram os pedidos específicos de exames indicados por um médico particular de Bolsonaro. Esses pedidos foram citados por Moraes na decisão proferida hoje. Com agência brasil
Desde maio de 2025, uma mudança significativa na legislação trabalhista brasileira entrou em vigor: a obrigatoriedade de avaliar riscos psicossociais no ambiente de trabalho. A atualização da NR-1 representa um marco na proteção à saúde mental dos trabalhadores, mas também traz novos desafios de conformidade para as empresas. Descumprir essa exigência pode resultar em multas pesadas e processos trabalhistas que comprometem a saúde financeira da organização.
Neste artigo, você entenderá o que são riscos psicossociais, como a NR-1 exige sua avaliação, quais setores serão fiscalizados prioritariamente e como implementar um programa efetivo de gestão desses riscos na sua empresa.
Em abril de 2025, o Ministério do Trabalho anunciou a prorrogação do prazo para inclusão obrigatória dos riscos psicossociais no PGR. A data saiu de maio de 2025 para maio de 2026. foto climec
O número não é erro de digitação: 472.328 afastamentos por saúde mental em um único ano. Um aumento de 68% em relação a 2023. Comparado ao período pré-pandemia, o crescimento passa de 400%.
Esses não são números abstratos — são pessoas que pararam de produzir porque o ambiente de trabalho adoeceu.
O Que Realmente Mudou com a Portaria MTE 765/2025
A prorrogação não veio sozinha. A Portaria MTE 765/2025 definiu que o primeiro ano de fiscalização (maio/2025 a maio/2026) será “educativo”.
Traduzindo para a prática:
Os auditores vão verificar se sua empresa está se preparando.
Haverá orientação e cobrança de evidências de implementação.
As multas tendem a ser aplicadas somente após esse período.
Ou seja, é um período de adaptação, não um salvo-conduto para ignorar a lei.
Ponto crucial para gestores e diretores:
A obrigação de gerenciar riscos psicossociais não foi adiada. A NR-1 já exige que todos os riscos ocupacionais sejam identificados e controlados — incluindo os psicossociais.
O que mudou foi apenas o prazo para adequação formal e fiscalização punitiva.
Os Números de Saúde Mental que Deveriam Tirar Seu Sono
Antes de a sua empresa decidir “esperar para ver”, olhe estes dados:
Perfil dos afastados: cerca de 64% são mulheres, idade média de 41 anos — justamente a faixa etária de maior produtividade.
Custo médio por afastamento: considerando substituição temporária, queda de produtividade e possível ação trabalhista, cada caso de burnout pode custar em média R$ 50 mil para a empresa.
Processos trabalhistas por burnout: foram registradas 5.248 ações apenas nos primeiros quatro meses de 2025, um crescimento de 14,5% em relação ao mesmo período de 2024.
Indenização média: cerca de R$ 368.900 por processo. Agora multiplique esse valor pelo número de colaboradores em risco na sua operação.
Adiar a adequação à NR-1 não reduz custo. Apenas empurra um passivo cada vez maior para o futuro — com juros financeiros, jurídicos e humanos.
A Armadilha da “Indústria do Risco Psicossocial”
O próprio MTE já alertou sobre o crescimento de soluções oportunistas voltadas a riscos psicossociais. São:
questionários genéricos prontos em planilhas,
laudos “de gaveta” sem análise aprofundada,
relatórios extensos, mas desconectados do PGR e da realidade da empresa.
Esse tipo de material não se sustenta em uma auditoria séria e não reduz risco real.
Gestão de riscos psicossociais de verdade exige:
metodologia validada e adequada ao setor da empresa;
integração com o PGR já existente;
leitura dos resultados à luz da operação real;
plano de ação prático, com responsáveis, prazos e indicadores;
acompanhamento contínuo (não apenas um diagnóstico anual).
Por Que Esperar Vai Custar Mais Caro
Empresas que começam a adequação agora ganham vantagem competitiva em quatro frentes:
Diagnóstico real, sem pressa Identificar fatores de risco psicossocial específicos do seu ambiente leva meses, não semanas. Pressa de última hora aumenta a chance de erros e soluções superficiais.
Implementação gradual de mudanças organizacionais Ajuste de metas, revisão de processos, gestão de lideranças e comunicação interna não se transformam por decreto. É preciso planejamento e tempo de maturação.
Documentação robusta para a fiscalização Quando a fiscalização deixar de ser educativa e passar a ser punitiva, sua empresa terá histórico de monitoramento e ações concretas, demonstrando comprometimento genuíno com a NR-1.
Redução de passivos trabalhistas Cada mês com riscos psicossociais ignorados é um mês a mais de exposição a acidentes, adoecimento, afastamentos e ações judiciais.
Já as empresas que deixarem tudo para última hora tendem a enfrentar:
consultores sobrecarregados,
preços inflacionados,
soluções “padrão” que não se encaixam no negócio,
e o risco real de não conseguir se adequar a tempo.
Setores que Devem Ser Fiscalizados Primeiro
O MTE já sinalizou prioridades para a fiscalização após o período educativo. Alguns setores aparecem recorrentemente como de alto risco psicossocial:
Teleatendimento e call centers Metas agressivas, monitoramento constante, cobrança intensa por produtividade e alta rotatividade criam um cenário clássico para adoecimento mental.
Instituições financeiras Bancos, fintechs e seguradoras concentram denúncias de assédio moral, metas inalcançáveis e cultura de pressão por resultado a qualquer custo.
Saúde Hospitais, clínicas e serviços de saúde vivem um cenário de burnout elevado desde a pandemia, com jornadas extensas e exposição contínua a sofrimento humano.
Se a sua empresa está em algum desses segmentos, a prorrogação até 2026 é ainda menos motivo para relaxar.
O Que Fazer Agora: Roteiro Prático de Adequação
Passo 1 – Diagnóstico inicial de riscos psicossociais
Identifique fatores psicossociais presentes na rotina: carga de trabalho, autonomia, apoio da liderança, clima organizacional, metas, conflitos e etc.
Use referenciais técnicos, como o Guia de Informações sobre Fatores de Riscos Psicossociais do MTE.
Priorize áreas, cargos ou unidades com maior índice de absenteísmo, afastamentos e rotatividade.
Passo 2 – Integração dos riscos psicossociais ao PGR
Inclua os riscos identificados de forma formal no Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR).
Defina a metodologia de avaliação (matriz de risco, critérios de probabilidade e severidade).
Estruture medidas de controle claras: ajustes de jornada, revisão de metas, treinamentos de lideranças, canais de apoio etc.
Passo 3 – Adequação do PCMSO para saúde mental
Atualize o PCMSO para contemplar trabalhadores expostos a riscos psicossociais significativos.
Inclua protocolos de avaliação da saúde mental, acompanhamento periódico e encaminhamentos quando necessário.
Integre informações de saúde ocupacional com dados de RH (absenteísmo, afastamentos e readaptações).
Passo 4 – Monitoramento contínuo e indicadores
Defina indicadores objetivos, como:
taxa de absenteísmo por motivos de saúde,
número de afastamentos por transtornos mentais,
rotatividade em áreas críticas,
registro de queixas internas ou conflitos.
Revise periodicamente os resultados e ajuste as ações do PGR e do PCMSO conforme necessário.
O governador do Estado, Renato Casagrande, autorizou, na última terça-feira (30), a licitação da primeira fase de reforma e ampliação do Hospital Estadual João Santos Neves, principal referência no atendimento público de saúde na cidade de Baixo Guandu. A obra conta com investimento total de R$ 57,2 milhões, dos quais cerca de R$ 25 milhões são advindos do acordo judicial de reparação dos danos causados pelo desastre ambiental de Mariana.
Casagrande comentou sobre a importância da obra na unidade hospitalar. “Vamos praticamente duplicar o hospital e adquirir equipamentos modernos. Essa estrutura vai servir para atender Baixo Guandu e outros municípios da região, promovendo saúde, qualidade no atendimento e conforto para os pacientes. A reforma conta com investimentos do Governo do Estado e também com recursos do acordo de Mariana”, disse o governador.
O anúncio da ampliação do hospital João Santos Neves foi feito durante reunião no Palácio Anchieta na última terça-feira (30).
Do investimento total de R$ 57,2 milhões na unidade hospitalar, cerca de R$ 25 milhões são oriundos do Acordo Judicial para Reparação Integral e Definitiva relativa ao Rompimento da Barragem de Fundão. Esses recursos foram repassados ao Estado pela Fundação Renova e sua aplicação é coordenada pela Secretaria de Recuperação do Rio Doce (Serd).
“Um dos objetivos do termo celebrado à época pelo Governo do Estado e pelas empresas responsáveis pelo rompimento da barragem era de investir em melhorias no atendimento à saúde da população moradora da Região Norte do Espírito Santo. São cidades que foram duramente impactadas pelo maior desastre ambiental da história do país. A reforma e ampliação do hospital João Santos Neves são fundamentais para fortalecer a rede pública de saúde de Baixo Guandu e região”, afirmou o secretário de Estado de Recuperação do Rio Doce, Guerino Balestrassi.
A obra vai ampliar a capacidade de atendimento da unidade, com novos leitos, centro cirúrgico moderno preparado para cirurgias robóticas e ampliação dos exames de imagem. O novo edifício, com três pavimentos, vai abrigar o Centro Cirúrgico (três salas) e Central de Material Esterilizado (CME), além da internação clínica (30 leitos) e saúde mental (10 leitos).
De acordo com o secretário de Estado da Saúde, Tyago Hoffmann, a reestruturação do Hospital João Santos Neves representa um compromisso do Governo do Estado com a regionalização e a melhoria contínua do SUS. “Estamos investindo em uma transformação estrutural que vai impactar diretamente a qualidade do cuidado oferecido à população de Baixo Guandu e municípios vizinhos. Não se trata apenas de obra física, mas de garantir um hospital mais resolutivo, humanizado e preparado para as demandas atuais e futuras da saúde”, destacou o secretário. Fonte e foto Renato Costa – serd
A combinação de férias escolares e Verão torna o mês de janeiro um período intenso de diversão e alegria para as crianças. Para manter toda essa energia em alta e com saúde, pais e responsáveis devem redobrar os cuidados durante o período. No primeiro mês do ano, o maior número de ocorrências nas unidades de Pronto-Socorro está relacionado às gastroenterites e aos acidentes domésticos, aponta Vanuza Guasti, médica pediatra e diretora assistencial do Hospital Estadual Infantil e Maternidade Alzir Bernardino Alves (Himaba), localizado em Vila Velha.
A gastroenterite é uma doença comum no Verão, geralmente causada por vírus, cuja transmissão ocorre por maior aglomeração de pessoas, pelo consumo de água ou alimentos contaminados ou pelo contato com superfícies contaminadas. Entre os sintomas estão vômitos, diarreia, dores abdominais, febre e falta de apetite.
Curiosidade das crianças pode resultar em diversas ocorrências.
“É importante destacar que essas são situações evitáveis. Então, primeiro de tudo, é preciso que as famílias designem um adulto para cuidar da criança, ser o responsável por ela. No mesmo conceito de ‘motorista da rodada’, para evitar acidentes no trânsito, é preciso ter um adulto que se comprometa a não beber, manter a vigilância e ser o responsável pelas crianças nos encontros da família e durante as férias”, orienta.
Qualificação do Pronto-Socorro
O Himaba avançou nas ações de aprimoramento do serviço de saúde pública capixaba por meio da participação na iniciativa Lean nas Emergências, projeto do Ministério da Saúde executado de forma colaborativa pelos hospitais BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, Hospital Moinhos de Vento (HMV) e Hospital Sírio-Libanês (HSL), no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS).
A iniciativa tem como objetivos reduzir a superlotação, eliminar desperdícios, diminuir os tempos de espera e ampliar a resolutividade dos atendimentos. “Ao integrar o GAPE, agregamos um modelo de alta performance, baseado em liderança ativa e governança clínica. Essa qualificação terá duração de 18 meses e, ao final, entregaremos aos capixabas um atendimento ainda mais ágil e eficiente, com aprimoramento da experiência da criança, da gestante e de suas famílias, em um ambiente seguro”, destaca Claudio Amorim, diretor-geral da unidade.
O Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo alerta para o aumento de casos de esporotricose animal na cidade. A doença causada por fungos do gênero Sporothrix é considerada preocupante e “já representa um impacto significativo na saúde animal e humana”.
Os fungos afetam principalmente os gatos, pois são bem adaptados à temperatura corporal da espécie, considerada chave para a cadeia de transmissão. A esporotricose é um risco para animais soltos, sendo considerada como “um dos principais desafios sanitários urbanos relacionados a zoonoses no Brasil”, informa o conselho, que editou norma técnica para os profissionais paulistas.
Esporotricose causada por fungos vem aumentando ano após ano em SP. foto afolhaonline.com
“Os gatos contraem a doença por inoculação traumática, seja pelo contato com solo – ao cavar – com espinhos, lascas de madeira ou matéria orgânica contaminados, seja pelo contato direto com outros animais doentes, principalmente durante brigas, arranhões e mordeduras, ou, ainda, pelo contato com secreções de lesões cutâneas, considerada a principal via de contaminação”, informa a coordenadora técnica médica-veterinária do conselho, Carla Maria Figueiredo de Carvalho.
A doença é observada em todas as regiões do país, com maior incidência nos estados do Sul e Sudeste. Há transmissão entre animais domésticos e selvagens e com transmissão de cerca de mil casos por ano para humanos, e tem avançado continuamente desde 2011 em território paulista, se espalhando por municípios da Região Metropolitana e do litoral.
Entre 2022 e 2023, o número de casos confirmados de esporotricose animal no estado aumentou de 2.417 para 3.309.
“Apesar desse crescimento, a notificação da doença em animais ainda não é obrigatória na maior parte do território paulista, o que dificulta a mensuração real do problema e o planejamento de estratégias eficazes de controle”, explica a nota do conselho.
Com o aumento de casos a variante humana da doença passou a ter notificação compulsória desde o primeiro semestre de 2025, mas suas variantes zoonóticas não o tem. O Projeto de Lei n˚ 707/2025, que tramita na Assembléia Legislativa do estado, propõe tornar obrigatória a notificação de todos os casos suspeitos e confirmados de esporotricose em humanos e animais aos serviços de vigilância epidemiológica estadual. Hoje há orientação para que casos em animais sejam notificados.
O Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo alerta que os sintomas da esporotricose em humanos podem surgir entre poucos dias e até três meses após a infecção.
“Geralmente, a doença se manifesta inicialmente como um pequeno nódulo indolor que, com o tempo, pode aumentar de tamanho e evoluir para uma ferida aberta. As formas clínicas da esporotricose humana dependem do estado imunológico do paciente e da profundidade das lesões, podendo se apresentar de forma cutânea, atingindo a pele, o tecido subcutâneo e o sistema linfático, ou de forma extracutânea, com disseminação para órgãos como pulmões, ossos e articulações”, explica Carla Maria.
O atendimento médico deve ser procurado logo que surjam os primeiros sintomas. Quando não tratada adequadamente, a esporotricose pode evoluir para feridas extensas e formação de nódulos, e pode se disseminar para além da pele em pessoas com imunossupressão, atingindo pulomões, ossos e articulações.
O conselho também alerta para a importância de tratar animais doentes e evitar seu abandono, quebrando a cadeia de infecções. Gatos com sinais suspeitos devem ser avaliados por médico-veterinário e, sempre que possível, submetidos a exames laboratoriais para confirmar o diagnóstico. Com agência brasil
Os médicos particulares de Jair Bolsonaro informaram que o ex-presidente passou por uma nova cirurgia neste sábado (27) após apresentar forte crise de soluço. Segundo os médicos, Bolsonaro já está no quarto e se recupera do procedimento.
Bolsonaro passou por um procedimento de bloqueio do lado direito do nervo frênico, responsável pelo controle do diafragma. A cirurgia busca aliviar os sintomas de soluço permanente do ex-presidente.
Ex-presidente Bolsonaro teve que fazer outro procedimento.
Segundo o médico Mateus Saldanha, o ex-presidente será acompanhado diariamente para verificar se o procedimento foi bem-sucedido para amenizar os soluços.
“Todo o procedimento durou cerca de uma hora. O procedimento foi muito rápido. Não teve corte. Execução bem rápida”, afirmou.
Os médicos de Bolsonaro também afirmaram que Bolsonaro deve passar por um novo procedimento na próxima segunda-feira (29), quando será tratado o lado esquerdo do nervo frênico.
Os profissionais também mantiveram a previsão de alta para o dia 31 de dezembro.
O ex-presidente foi autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a deixar a Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. fonte Agência Brasil e foto arquivo/redes sociais
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mantém ativo o alerta vermelho para onda de calor que atinge partes das regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste do país, em especial os estados do Rio de Janeiro e São Paulo.
O alerta vermelho, que é válido até a próxima segunda-feira (29), é o maior grau entre os três avisos emitidos pelo instituto: amarelo, para perigo potencial; laranja, para perigo; e vermelho, para grande perigo.
Área afetada tem temperatura de 5ºC acima da média histórica. foto inmet
De acordo com o Inmet, a área afetada está, desde o último dia 23, com a temperatura alterada em cerca de 5º Celsius acima da média histórica para essa época do ano.
Os estados do Rio de Janeiro e São Paulo estão totalmente incluídos no alerta vermelho, além da região Norte do Paraná, compreendendo as áreas de Londrina e Curitiba; o Sul de Minas Gerais, englobando Uberaba, Varginha e Juiz de Fora; o Leste do Mato Grosso do Sul, incluindo Três Lagoas; e o Sul do Espírito Santo, na área de Cachoeiro de Itapemirim.
De acordo com o Ministério da Saúde, as ondas de calor são particularmente perigosas em áreas urbanas devido ao efeito de ilha de calor, em que a concentração de edifícios, concreto e asfalto retém calor, elevando ainda mais as temperaturas.
Nestes casos, a orientação é procurar a unidade de saúde mais próxima para uma avaliação.
O Ministério da Saúde disponibiliza um guia com orientações sobre como lidar com temperaturas extremas. As principais indicações são manter a hidratação, utilizar vestimenta adequada, evitar atividades ao ar livre nos períodos mais quentes, e fazer refeições leves. Com agência brasil
O Governo de São Paulo alcançou, em 2025, o maior volume de cirurgias eletivas já registrado na rede do Sistema Único de Saúde (SUS) paulista. Neste ano, são 1,3 milhão de procedimentos, um crescimento de 85,7% em relação a 2022. Considerando os três anos da atual gestão, o Estado soma 3,5 milhões de cirurgias. Em 2024, foram 1,2 milhão, e em 2023, 1 milhão de procedimentos.
Esse resultado reflete a ampliação de serviços, o fortalecimento dos hospitais e o novo modelo de financiamento impulsionado pela Tabela SUS Paulista. A abertura e reativação de mais de 8 mil leitos nos últimos três anos também contribuiu diretamente para a expansão da oferta.
Considerando os três anos da atual gestão, o Estado soma 3,5 milhões de cirurgias. Em 2024, foram 1,2 milhão, e em 2023, 1 milhão de procedimentos.
Dados da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) mostram que, nos últimos 12 meses, foram realizadas 10.753 cirurgias oncológicas, ante 7.983 em 2022, aumento de 34,7%. As cirurgias cardíacas cresceram de 76.481 para 98.382, alta de 28,6%. Já os procedimentos do aparelho da visão passaram de 47.479 para 67.708, avanço de 38%.
“A modernização da Tabela SUS Paulista e a ampliação dos leitos permitiram reduzir filas, acelerar cirurgias e oferecer mais acesso em todas as regiões. Esse esforço, somado ao trabalho das equipes e das instituições parceiras, representa um avanço significativo na entrega de serviços. Nosso compromisso é seguir ampliando esse cuidado perto da população”, afirmou Eleuses Paiva, secretário de Estado da Saúde de São Paulo.
Historicamente, o estado realizava cerca de 700 mil cirurgias eletivas. Com a Tabela SUS Paulista, a rede ganhou capacidade de ampliar esse número e alcançar resultados inéditos ao longo da atual gestão.
Foto: Divulgação/Governo de SP
O que são cirurgias eletivas?
As cirurgias eletivas são procedimentos programados, realizados quando não há risco imediato para a vida do paciente. Incluem intervenções importantes para reduzir dor, melhorar a qualidade de vida e evitar o agravamento de doenças, como cirurgias ortopédicas, oftalmológicas, ginecológicas e gerais. Embora não sejam de urgência, essas cirurgias fazem diferença no bem-estar e na rotina das pessoas.
Impacto direto na vida de quem precisa
Sebastião Luiz da Silva, 69 anos, morador de Itatinga, conviveu por anos com dor no peito durante o trabalho no corte de madeira. No Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu (HCFMB), ele descobriu a complexidade do problema cardíaco e aguardava a cirurgia enquanto seguia em acompanhamento.
O paciente conta que acreditava que a operação só ocorreria no próximo ano, mas a combinação da Tabela SUS Paulista com o trabalho da equipe do hospital permitiu antecipar o procedimento. “Eu achava que a operação ficaria para o ano que vem, mas felizmente fui operado neste ano. Sempre estive tranquilo, confiando que o momento certo chegaria”, afirma.
Ele destaca que os benefícios vão além da saúde física. “Essa cirurgia representa a chance de voltar a conviver plenamente com minha família, minha esposa e meus dois filhos. É a oportunidade de retornar ao trabalho, seguir em frente com esperança e retomar minha convivência na comunidade”, diz.
Sebastião também reforça a qualidade da assistência recebida. “O atendimento foi ótimo. Todas as vezes fui muito bem tratado. Agora poderei passar o Natal com saúde e com o coração renovado. É um presente que eu nem esperava para este ano”, celebra.https://www.youtube.com/embed/yv6JRnl9FGY?si=tmD3h3zVoWV-CuS7
Rede filantrópica
Criada pela atual gestão, a Tabela SUS Paulista complementa os repasses federais e permite que hospitais filantrópicos recebam valores superiores pelos procedimentos realizados. Até setembro deste ano, cerca de R$ 8 bilhões foram destinados a santas casas e entidades parceiras do SUS.
Em agosto, o governador Tarcísio de Freitas ampliou o alcance do programa para hospitais municipais, medida que contemplará mais de 100 unidades em cerca de 70 cidades.
Coragem para fazer o impossível: São Paulo na Direção Certa
Nos últimos 3 anos, o Governo de São Paulo atuou com coragem para enfrentar gargalos históricos, retomando obras inacabadas e implementando projetos históricos e inéditos que vão deixar legado para a população. Os resultados antes considerados impossíveis saíram do papel para fazer a diferença: a entrega da primeira etapa do Rodoanel Norte, o funcionamento da Linha 17-Ouro de metrô prevista para março, o início do projeto do Túnel Imerso Santos-Guarujá, o fim da Cracolândia no centro da capital, a inclusão de 2 milhões de pessoas na rede de água e outras 3 milhões com esgoto tratado após a desestatização da Sabesp, as 76 mil casas próprias entregues e outras 110 mil em produção, o recorde de 3,5 milhões de cirurgias eletivas na saúde, os R$ 8 bilhões investidos em 800 Santas Casas e instituições de saúde com a Tabela SUS Paulista, as 46 mil vagas em universidades com o Provão Paulista e 2 mil intercâmbios internacionais com o Prontos Pro Mundo, a menor taxa de homicídios da história e as quedas recordes em latrocínios e roubos em 2025, entre outros. Com coragem pra fazer o impossível, São Paulo segue na direção certa!. Fonte e Foto Governo de SP
O ex-presidente da República, Jair Bolsonaro, foi submetido, nesta quinta-feira (25), a uma cirurgia para tratar uma hérnia inguinal bilateral. Realizado em um hospital particular de Brasília (DF), com autorização do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), o procedimento cirúrgico demorou mais de três horas e, segundo os médicos responsáveis, transcorreu conforme o previsto.
“O procedimento ocorreu sem nenhuma intercorrência”, afirmou o cirurgião Cláudio Birolini a jornalistas, após o término da operação e a transferência de Bolsonaro para o quarto onde ele permanecerá em observação pelos próximos dias.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi submetido nesta quinta-feira (25/12) a uma cirurgia para corrigir hérnias na região da virilha.
Segundo Birolini, a hérnia identificada do lado esquerdo do abdômen ainda estava em fase inicial, sendo menor que a existente do lado direito, mas a equipe médica concluiu que seria mais oportuno operá-la agora, para tentar evitar uma futura cirurgia para tratar o problema.
“Se não a resolvessemos agora, daqui a alguns meses ele [Bolsonaro] ia desenvolver um quadro clínico do mesmo jeito que o que desenvolveu do lado direito. Então, já foi feita a correção [da hérnia inguinal bilateral] de ambos os lados”, acrescentou o cirurgião, explicando que, durante a cirurgia, realizada com ajuda de anestesia geral, a equipe médica implantou uma tela de polipropileno na parte interna da parede abdominal, reforçando-a para evitar a ocorrência de outras hérnias.
A previsão inicial da equipe médica é que Bolsonaro demore entre cinco e sete dias para se recuperar da cirurgia. Tempo durante o qual ele ficará em observação, fazendo fisioterapia e outros procedimentos a fim de evitar, entre outras coisas, problemas vasculares, como um eventual um tromboembolismo venoso, ou seja, a formação de cóagulos.
Além disso, os médicos vão reavaliar a necessidade de um procedimento para tentar sanar os soluços recorrentes que há meses acometem o ex-presidente.
“Este é um ponto central [do acompanhamento do paciente, hoje, além da cirurgia [da hérnia]”, declarou o cardiologista Brasil Ramos Caiado, explicando que os soluços preocupam por afetar e prejudicar a respiração e o sono de Bolsonaro, gerando cansaço adicional e atrapalhando a recuperação do ex-presidente.
“Em um pós-operatório, com o organismo precisando se recuperar, ele está sendo praticamente agredido por esse soluço”, comentou Caiado, revelando que, nos próximos dias, com Bolsonaro internado, a equipe médica vai “potencializar” a medicação e explorar outras alternativas para tentar solucionar o problema sem a necessidade de submeter Bolsonaro a outra cirurgia.
“Vamos observar, nestes próximos dias, a necessidade ou não deste procedimento [cirúrgico]. Provavelmente, faremos isto na segunda-feira [29], que é um bom tempo para ele poder responder à medicação”.
Vigilância
Condenado pela trama golpista que culminou com o 8 de janeiro de 2023 e o ataque aos Três Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário), Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão.
O ex-presidente está cumprindo sua pena detido na Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília, desde 25 de novembro, por determinação do ministro Alexandre de Moraes.
Autorizado a ser submetido à cirurgia desta quinta-feira, ele foi conduzido até o hospital por agentes da PF, na manhã de ontem (24), e acompanhado pela ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro.
Por determinação judicial, enquanto estiver internado, Bolsonaro deverá ser vigiado 24 horas por dia, com manutenção de dois agentes na porta do quarto, além de outras equipes dentro e fora do hospital. Com agência brasil
O setor de saúde capixaba está em expansão e segue contratando profissionais no mercado formal, com um perfil bem definido. Em outubro, os jovens foram o principal motor das admissões no setor, o que indica uma renovação da força de trabalho justamente em uma área considerada estratégica e estrutural para o estado. A preferência por profissionais mais novos ajuda a explicar por que a saúde manteve saldo positivo mesmo em um cenário geral de retração do mercado de trabalho.
Em outubro de 2025, o setor de saúde do Espírito Santo registrou 2.502 admissões e 2.369 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 133 novos postos formais. Embora moderado, o desempenho confirma a resiliência do setor
Saldo de empregos formais na faixa de 18 a 29 anos chegou a 232 vagas em outubro, enquanto que no grupo de 40 a 49 houve queda de 91 empregos. Atividades de atendimento hospitalar lideram contratações no Espírito Santo
O levantamento é do Connect Fecomércio-ES (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Espírito Santo), com base nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
O perfil demográfico das contratações ajuda a entender a dinâmica do mercado. Em outubro, as faixas etárias mais jovens lideraram amplamente o saldo positivo. Trabalhadores entre 18 e 24 anos somaram 152 novas vagas, enquanto o grupo de 25 a 29 anos adicionou outras 80, totalizando 232 postos entre 18 e 29 anos. Por outro lado, houve retração entre profissionais mais experientes, com destaque para a faixa de 40 a 49 anos, que registrou queda de 91 empregos, além de reduções entre 50 a 64 anos (16) e 65 anos ou mais (10).
“Os dados indicam uma clara estratégia de renovação da força de trabalho, com maior abertura para perfis jovens, que costumam apresentar maior disponibilidade e custo médio menor. Ao mesmo tempo, observamos ajustes entre faixas etárias mais elevadas, possivelmente associados a aposentadorias, reorganizações internas ou substituições”, analisou Spalenza.
A distribuição por gênero manteve um padrão histórico do setor. As mulheres responderam pela maior parte do saldo positivo, com 87 vagas, frente a 46 ocupadas por homens. Ainda assim, o aumento das admissões masculinas sugere uma diversificação gradual das contratações, sobretudo em áreas técnicas, administrativas e operacionais.
Já em relação à escolaridade, as admissões concentraram-se entre trabalhadores com ensino médio completo (84 vagas) e superior completo (39), reforçando a demanda por perfis qualificados.
O grande destaque do mês foi o segmento de atendimento hospitalar, que concentrou a maior parte das contratações. A atividade registrou saldo positivo de 116 vagas, resultado de 1.283 admissões frente a 1.167 desligamentos, e mantém o maior contingente de trabalhadores do setor, com 36.737 vínculos formais atualmente no estado.
As atividades ambulatoriais de médicos e dentistas também apresentaram desempenho favorável, com saldo de 44 vagas, enquanto os serviços móveis de urgência e remoção de pacientes tiveram resultado positivo, ainda que discreto, de 13 postos.
Para André Spalenza, coordenador do Observatório do Comércio do Connect Fecomércio-ES, o comportamento do setor confirma seu papel estrutural dentro dos serviços. “Mesmo em um mês mais desafiador para o mercado de trabalho, a saúde mostrou capacidade de sustentar contratações. Isso ocorre porque a demanda por cuidados assistenciais é contínua e menos sensível às oscilações econômicas de curto prazo”, explicou.
Na comparação anual, o desempenho do setor é ainda mais expressivo. Entre outubro de 2024 e outubro de 2025, o estoque de empregos na atenção à saúde humana passou de 59.638 para 61.366 vínculos, crescimento de 2,9%, superior ao observado no conjunto dos serviços, que avançou 2,3% no mesmo período. “Esse resultado reforça que a saúde é um dos componentes mais dinâmicos do setor de serviços, impulsionada pela ampliação da rede assistencial e pela maior demanda especializada”, avaliou Spalenza.
No recorte regional, Vitória voltou a liderar a geração de empregos na saúde, com saldo de 70 postos, impulsionada pela presença de grandes hospitais, laboratórios e serviços de alta complexidade, que seguem ampliando suas equipes. No interior, Linhares (39) e Colatina (35) também apresentaram resultados expressivos, consolidando a tendência de descentralização da oferta de serviços de saúde e a formação de polos regionais fora da Grande Vitória.
“Esse movimento mostra que a expansão da saúde não está restrita à capital. O interior vem ganhando protagonismo, acompanhando a ampliação da rede hospitalar, o fortalecimento de clínicas privadas e a estabilidade das instituições filantrópicas regionais”, concluiu André Spalenza.
A pesquisa completa, com os dados detalhados, pode ser acessada no site https://portaldocomercio-es.com.br. fonte Kelly Kalle – fecomércio